Dicas para o Fim de Semana

Indicações on line (sugestão)

CANNES NA 2001, EM VINTE CONCORRENTES À PALMA DE OURO, DE 2013 A 2015

4

A 69ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DE CANNES CHEGA AO FIM NO PRÓXIMO DOMINGO. ENQUANTO OS VENCEDORES NÃO SÃO ANUNCIADOS, CONFIRA NO ACERVO DA 2001 VINTE FILMES QUE PARTICIPARAM DA SELEÇÃO OFICIAL NOS ÚLTIMOS ANOS.

UM DELES,  “AZUL É A COR MAIS QUENTE“, CONQUISTOU O PRÊMIO MÁXIMO, A COBIÇADA PALMA DE OURO.

2

2015

CAROL

10

Dirigido por Todd Haynes (“Longe do Paraíso”, “Não Estou Lá”), o filme foi aplaudido de pé na sua estreia no festival, de onde Rooney Mara saiu com o prêmio de melhor atriz (dividido com Emmanuelle Bercot por “Mon Roi”). Visualmente inspirado no trabalho dos fotógrafos Saul Leiter e Vivian Maier. Na trama, a jovem Therese Belivet (Mara) leva uma rotina entendiante como vendedora até conhecer a elegante Carol Aird (Cate Blanchett), em processo de separação do marido. De classes sociais diferentes, as duas se aproximam cada vez mais, afetiva e sexualmente, desafiando as regras de conduta estabelecidas pela sociedade da época.

MACBETH – AMBIÇÃO E GUERRA

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Versão sóbria e estilizada de uma das peças mais sangrentas de William Shakespeare, adaptada antes por, entre outros, Orson Welles, Roman Polanski e Akira Kurosawa. O elenco é o grande destaque, com Marion Cotillard (vencedora do Oscar por “Piaf”) como a manipuladora Lady Macbeth e Michael Fassbender no papel-título do ambicioso usurpador que não medirá esforços para assumir o trono do reino. A direção é de Justin Kurzel, que volta a trabalhar com Fassbender e Cotillard na adaptação para o cinema do game “Assassin’s Creed”, ainda sem previsão de estreia no Brasil.

SICARIO – TERRA DE NINGUÉM

12

Considerado pela crítica internacional um dos melhores filmes de 2015 e indicado ao Oscar de melhor fotografia (do veterano Roger Deakins, nomeado 12 vezes ao prêmio), trilha sonora e edição de som. Com cenas de tensão sufocante, “Sicario” mergulha no inferno do tráfico de drogas dos cartéis mexicanos na fronteira com os EUA. Policial do FBI, Kate Macy (Emily Blunt) entra para uma audaciosa operação da CIA, ao lado de Matt (Josh Brolin) e Alejandro (Benicio Del Toro). Ela irá testar todos os seus limites morais e éticos, em meio à violência e inimigos indefinidos. De Denis Villeneuve, o aclamado diretor canadense de “Incêndios” e “Os Suspeitos”.

2014

RELATOS SELVAGENS

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Um dos maiores sucessos argentinos desde “O Segredo dos Seus Olhos”, o longa abriu a 38ª Mostra de Cinema de São Paulo em 2014, e concorreu ao Oscar 2015 de melhor filme estrangeiro. Escrita e dirigida por Damián Szifrón, um dos roteiristas da série de TV “Os Simuladores”, a comédia é narrada em episódios: seis histórias que têm em comum personagens (um deles interpretado por Ricardo Darín) fora de controle, compelidos a fazer justiça com as próprias mãos como forma de vingança.

ACIMA DAS NUVENS

14

Um dos grandes sucessos da Mostra de Cinema de SP de 2014, o filme marca a segunda parceria entre o diretor Olivier Assayas e a atriz Juliette Binoche, de “Horas de Verão”. Na trama repleta de metalinguagem, Binoche brilha no papel de Maria Enders, atriz de sucesso convidada para fazer uma nova montagem da peça que a lançou, e Kristen Stewart (premiada com o César de atriz coadjuvante) interpreta sua fiel assistente. Stewart estrela o novo trabalho de Assayas, “Personal Chopper”, em disputa pela Palma de Ouro deste ano.

SAINT LAURENT

15

Vencedor da “Palm Dog” em Cannes, o longa também concorreu em 10 categorias do César 2015, incluindo melhor filme, direção (Bertrand Bonello) e ator (Gaspard Ulliel). Escolhido pela França para disputar o Oscar de melhor filme estrangeiro, “Saint Laurent” é um recorte estilizado da vida do estilista francês, cobrindo o período entre 1967 e 1976. Jérémie Renier interpreta seu parceiro, Pierre Bergé, e Louis Garrel um de seus amantes, Jacques de Bascher.

MAPAS PARA AS ESTRELAS

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Vencedor do prêmio de melhor atriz (Julianne Moore) no festival, o filme de David Cronenberg mergulha na frivolidade da fama, a partir de diferentes personagens vivendo em Los Angeles. No centro da trama, Havana Segrand (Moore), uma atriz decadente, desesperada para conseguir o papel principal da refilmagem de um sucesso estrelado por sua mãe, décadas atrás. Ainda no elenco, Mia Wasikowska, John Cusack e Robert Pattinson.

ADEUS À LINGUAGEM

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Mais um elaborado filme-ensaio da fase recente de Jean-Luc Godard (“Nossa Música”, “Film Socialisme”) que continua as investigações do cineasta francês em torno da sétima arte e suas inter-relações com a História da humanidade. Visualmente um dos trabalhos mais inventivos do cineasta – e o seu primeiro no formato 3D -, conquistou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes e levou também a “Palm Dog”. Confira outros trabalhos de Godard em DVD na 2001.

JIMMY’S HALL

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Antes de causar sensação no atual Festival de Cannes com “I, Daniel Blake” – considerado um dos favoritos à Palma de Ouro 2016 -, o britânico Ken Loach (“Kes”, “Terra e Liberdade”) disputou a seleção oficial com “Jimmy’s Hall”, que conta a história de Jimmy Gralton (Barry Ward), líder comunista irlandês que desafiou a Igreja Católica ao questionar sua censura à liberdade de expressão. Gralton gerou discórdia ao inaugurar um espaço de debate e lazer para a classe trabalhadora no Condado de Leitrim, no noroeste da Irlanda.

DOIS DIAS, UMA NOITE

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Antes de disputarem a Palma de Ouro deste ano com “A Garota Desconhecida”, os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne (“Rosetta”, “A Criança”) dirigiram este dilacerante relato da luta de uma operária (Marion Cottilard, de “Era uma Vez em Nova York”) para reverter, em apenas um final de semana, votação na qual seus colegas decidiram optar por um bônus salarial em troca de sua demissão. Indicado ao Oscar 2015 de melhor atriz (Cotillard).

TIMBUKTU

20

Vencedor do Prêmio do Júri Ecumênico em Cannes e grande vencedor do César (o Oscar francês), em sete categorias, entre elas melhor filme e direção (Abderrahmane Sissako). “Timbuktu” acompanha a tragédia de uma família afetada pelo radicalismo de rebeldes islâmicos que tomaram o poder da cidade histórica do Mali. Coprodução entre França e Mauritânia indicada ainda ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

O SEGREDO DAS ÁGUAS

21

Um dos destaques da 38ª Mostra de Cinema de SP, o aclamado longa da japonesa Naomi Kawase narra, com grande beleza estética, o processo de amadurecimento de dois adolescentes, na ilha de Amami. Durante uma noite de danças tradicionais, Kaito, de 16 anos, encontra um cadáver flutuando no mar e sua namorada tenta ajudá-lo a compreender os mistérios da descoberta. A partir daí, os dois aprenderão juntos o que é ser adulto.

À PROCURA

Ryan Reynolds in The Captive

Dirigido pelo aclamado cineasta canadense de origem egípcia Atom Egoyan (“O Doce Amanhã”, “Verdade Nua”), o longa acompanha a luta de um casal para encontrar a sua filha. Seis anos após o desaparecimento da jovem, novas provas indicam que ela pode ainda estar viva, quando os mesmos policiais que investigaram o caso descobrem uma grande rede de pedofilia. No elenco, Ryan Reynolds, Scott Speedman e Rosario Dawson.

2013

AZUL É A COR MAIS QUENTE

23

Livremente baseado na HQ homônima, o filme tem direção de Abdellatif Kechiche (“O Segredo do Grão”) e acompanha o rito de passagem da jovem Adèle (a revelação Adèle Exarchopoulos), que logo se apaixona por Emma (Léa Seydoux, de “Adeus, Minha Rainha”). Com uma longa sequência de sexo explícito entre as protagonistas, o longa causou furor e polêmica no Festival de Cannes e venceu a PALMA DE OURO – dividida, pela primeira vez na história, entre o diretor e suas duas atrizes principais.

O PASSADO

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Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro por “A Separação”, o diretor-roteirista Asghar Farhadi mais uma vez explora as nuances de um núcleo familiar em reconstrução, a partir do divórcio de um iraniano e sua esposa francesa, interpretada por Bérénice Bejo, laureada com o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Marie espera formalizar a separação, a fim de casar com seu namorado Samir (Tahar Rahim, de “O Profeta”), mas antigas feridas do passado e novas revelações  dificultam o entendimento, tornando a visita de Ahmad cada vez mais desconfortável.

ERA UMA VEZ EM NOVA YORK

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Considerado pela crítica brasileira um dos melhores de 2014, o filme marca a quarta colaboração entre o diretor James Gray e o ator Joaquin Phoenix, de “Amantes”, “Os Donos da Noite” e “Caminho Sem Volta”. Ambientado em 1921, este drama austero narra a história de Ewa (Marion Cotillard), uma imigrante polonesa que chega a Nova York e sofre um bocado para sobreviver, caindo nas mãos do cafetão Bruno (Phoenix), que a explora em uma rede de prostituição.

JOVEM E BELA

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Diretor de “Potiche” e “Dentro da Casa”, François Ozon conduz, com sua habitual elegância, a jornada de Isabelle (a ex-modelo Marine Vacth), uma estudante de 17 anos que começa a trabalhar como prostituta de luxo em Paris. Com pontos de contato com “Ninfomaníaca” de Lars von Trier, a personagem não consegue estabelecer laços emocionais nem compartilhar seus sentimentos com ninguém, até que uma reviravolta pode expor seu segredo.

A PELE DE VÊNUS

27

Vencedor do César (o “Oscar francês”) de melhor direção para Roman Polanski , o filme apresenta Vanda (Emmanuelle Seigner, de “Lua de Fel”), atriz que se esforça para convencer o diretor Thomas (Mathieu Amalric) de que ela é a pessoa certa para interpretar a protagonista de sua mais nova peça. Um irônico jogo de sedução e poder adaptado da premiada peça teatral de David Ives – por sua vez baseada no clássico da literatura erótica “A Vênus das Peles”, do escritor Leopold von Sacher-Masoch.

A GRANDE BELEZA

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Aclamado por público e crítica, o longa conquistou, entre outros prêmios, o Oscar e o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, posicionando o nome de Paolo Sorrentino (em cartaz com “Juventude”) entre os cineastas mais quentes da Europa. Permeada por fina ironia, a narrativa acompanha o escritor Jap (Toni Servillo, de “Gomorra”) em suas divagações sobre a sociedade a sua volta. Aos 65 anos de idade, ele começa a refletir sobre o hedonismo ao seu redor e, em especial, o sentido de sua própria existência.

NEBRASKA

29

Indicado em seis categorias do Oscar 2014, incluindo melhor filme e direção, “Nebraska” é mais um retrato espirituoso da vida cotidiana por Alexander Payne, diretor de “Sideways” e “Os Descendentes”. Vencedor do prêmio de melhor ator no Festival de Cannes, Buce Dern dá vida a Woody Grant, senhor com problemas de memória que acredita ter ganho uma fortuna. Começa então, ao lado de David, seu filho mais novo, uma pitoresca viagem até a distante cidade de Lincoln, em Nebraska, a fim de receber o prêmio.

DICAS DE CINEMA PARA O DIA DOS PAIS

CONFIRA A SEGUIR AS SUGESTÕES DA EQUIPE 2001 PARA ESTA DATA TÃO ESPECIAL:

À Procura da Felicidade

01

Will Smith concorreu ao Oscar de melhor ator por sua comovente atuação na história real de Chris Gardner, um vendedor de São Francisco que vive no limite da linha da pobreza. Quando sua mulher Linda (Thandie Newton) o abandona, Chris deve criar sozinho o filho deles de 5 anos, Christopher (Jaden Smith). A determinação de Chris finalmente surte efeito quando ele arruma um estágio sem remuneração em um programa ultracompetitivo de analista financeiro, onde somente um em cada vinte candidatos consegue ser efetivado. Com determinação e o amor de seu filho, Chris Gardner dá a volta por cima para se tornar uma lenda em Wall Street.

Ladrões de Bicicleta

02

Roma, 1948. Depois de procurar muito, Antonio consegue um emprego, para colar cartazes de cinema pela cidade, montado em sua bicicleta. Porém, logo no primeiro dia de trabalho, ela é roubada. Junto com o filho pequeno, começa uma busca desesperada pela bicicleta, sua última esperança de uma vida melhor. Grande clássico do neorrealismo italiano, “Ladrões de Bicicleta” tem conquistado sucessivas gerações de cinéfilos, com sua história humanista e universal.

Terra de Sonhos

03

Jim Sheridan (de “Em Nome do Pai”) apropriou-se de suas próprias experiências pessoais, como imigrante em um país estrangeiro e na perda de seu irmão Frankie, a quem o filme é dedicado, para a elaboração do roteiro de Terra dos Sonhos com a colaboração das duas filhas, Kirsten Sheridan e Naomi Sheridan. O drama narra a história de Johnny Sullivan, imigrante irlandês que se muda para Nova York com a esposa Sarah e as duas filhas pequenas, Christy e Ariel. Indicado ao Oscar® de melhor ator coadjuvante (Djimon Hounsou), atriz (Samantha Morton) e melhor roteiro.

Querido Frankie

04

Lizzie escreve cartas para seu filho em nome de um pai fictício, que trabalharia a bordo de um navio. Com o retorno do navio, Lizzie tem de escolher entre contar a verdade para o filho ou encontrar um desconhecido que se faça passar pelo pai de Frankie. Concebido originalmente como o roteiro de um curta escrito por Andréa Gibb, Querido Frankie foi transformado em longa após a roteirista apresentar sua história para a diretora Shona Auerbach, que ficou comovida com a delicada relação da jovem mãe e seu único filho, interpretados por Emily Mortimer e Jack McElhone.

O Abraço Partido

05

O quarto filme do jovem diretor argentino Daniel Burman capta com maestria e inventividade a atmosfera de uma pequena galeria de lojas numa Buenos Aires em desencanto. Ariel (Daniel Hendler, em sua terceira parceria com Burman) quer emigrar para a Polônia, país de origem da avó materna judia, e assim ter uma possível vida melhor. Ele se espanta porque sua mãe superprotetora e seu irmão mal falam do pai, que partiu nos anos 70 – e nunca mais voltou. Ariel quer conhecer o pai e saber toda a verdade. Urso de Prata de melhor ator (Daniel Hendler) e Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes

Os Descendentes

06

Sete anos depois de seu penúltimo longa-metragem, Sideways – Entre Umas e Outras (2004), Alexander Payne retorna em Os Descendentes aquilo que sabe fazer melhor: espiar com lente de aumento as contradições das emoções humanas. Em meio a esse turbilhão de emoções contraditórias, Matt (um desglamourizado George Clooney) precisa se reconectar com suas duas filhas adolescentes – e decidir um grande negócio diretamente ligado às origens de sua família no Havaí. É nessas ilhas paradisíacas que personagens comuns têm suas rotinas (e expectativas) chacoalhadas pela imprevisibilidade do destino. Vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado.

Questão de Tempo

07

Diretor de “Simplesmente Amor” (2003) e roteirista de “Quatro Casamentos e Um Funeral” (1994), entre outros trabalhos, o inglês Richard Curtis acerta de novo com o enredo inusitado e romântico de “Questão de Tempo”. Singelo e bem humorado, o filme acompanha um rapaz de 21 anos que descobre ser capaz de viajar no tempo. Assim, ele volta no tempo para consertar qualquer deslize que o impeça de conquistar a mulher dos seus sonhos, interpretada por Rachel McAdams (de “Diário de uma Paixão”). Destaque para a relação de afeto genuíno entre o protagonista e seu pai, que guarda o mesmo segredo.

Tão Forte e Tão Perto

08

A sombra dos atentados terroristas de 11/9 volta a pairar nesta adaptação de “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto”, best seller de Jonathan Safran Foer adaptado por Eric Roth para o cinema. No filme de Stephen Daldry, um menino com Síndrome de Asperger tenta se reconectar com o pai falecido na tragédia, empreendendo uma ambiciosa busca pelo dono da chave encontrada entre os pertences dele. Com a ajuda de um enigmático vizinho mudo, interpretado pelo bergmaniano Max von Sydow (O Sétimo Selo), Oscar vai conhecendo a fauna urbana da cidade e algumas de suas comoventes histórias de vida.

Uma Vida Melhor

09

Inédito nos cinemas brasileiros, o drama foi a grande surpresa do Oscar 2012, com a indicação para melhor ator para o mexicano Demián Bichir, cujo papel mais importante até então foi o de Fidel Castro nas duas partes de Che, de Steven Soderbergh. Em uma Los Angeles desglamourizada, Uma Vida Melhor retrata o drama dos imigrantes sem perspectivas nos EUA a partir da busca desesperada de um pai para encontrar sua caminhonete roubada. Uma história simples, é verdade, mas tocante como a de Ladrões de Bicicleta. Também no clássico do neorrealismo italiano, um pai e seu filho buscavam por algo crucial para sua sobrevivência.

A Família Flynn

010

O cinema independente americano é pródigo em relatos de famílias disfuncionais e como o peso de experiências traumáticas ecoam por toda uma vida. Inédito no Brasil, A Família Flynn se insere nesse filão ao adaptar o livro de memórias Another Bullshit Night in Suck City, de Nick Flynn. No filme, o autor é interpretado por Paul Dano e relembra a infância marcada pela ausência do pai (Robert De Niro). Uma série de flashbacks trazem à tona a atribulada trajetória de cada um, constituindo dois pontos de vista distintos – e interligados. Em comum, pai e filho trazem dentro de si a ambição de escrever e vencer na vida com uma obra significativa.

E, PARA TERMINAR ESTA PEQUENA CELEBRAÇÃO DA FIGURA PATERNA NO CINEMA, FICA O TÍTULO – E A PERGUNTA:

Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez?

011

Sensível drama britânico valorizado pelo bom elenco, com Jim Broadbent (Oscar por Íris) e Colin Firth (Oscar por O Discurso do Rei) interpretando pai e filho que se reaproximam devido à doença do primeiro. Lembranças pontuais (e sentimentais) do passado irão tomar forma, estabelecendo a memória afetiva do personagem de Firth em relação a seu pai, e a importância de nos indagarmos sobre a pergunta do título…

FESTIVAL DE CANNES NA 2001: “AZUL É A COR MAIS QUENTE”, “MOMMY” E MAIS PREMIADOS DE 2013 E 2014 EM DVD

1

A 68ª edição do Festival de Cannes prossegue até o próximo domingo (24/5), apresentando novos trabalhos de cineastas consagrados como Jacques Audiard (de “O Profeta” e “Ferrugem e Osso”), Denis Villeneuve (“Incêndios”), Hirokazu Koreeda (“Pais e Filhos”), Apichatpong Weerasethakul (“Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”) e Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”).

Enquanto os filmes do maior festival de cinema do mundo não chegam ao Brasil, selecionamos 12 longas laureados nas edições de 2013 e 2014, incluindo “Azul é a Cor mais Quente“, premiado com a Palma de Ouro, “Mommy“, Grande Prêmio do Júri, e “Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo“, vencedor do prêmio de melhor direção no ano passado – e que acaba de sair em DVD e Blu-ray na 2001.

Bom festival!

Equipe 2001

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2013

AZUL É A COR MAIS QUENTE

3
* PALMA DE OURO E  PRÊMIO FIPRESCI

Livremente baseado na HQ homônima, o filme tem direção de Abdellatif Kechiche (“O Segredo do Grão”) e acompanha o rito de passagem da jovem Adèle (a revelação Adèle Exarchopoulos), que logo se apaixona por Emma (Léa Seydoux, de “Adeus, Minha Rainha”). Com uma longa sequência de sexo explícito, o longa causou furor, polêmica e ainda levou a Palma de Ouro – dividida, pela primeira vez na história, entre o diretor e suas duas atrizes principais.

INSIDE LLEWYN DAVIS – BALADA DE UM HOMEM COMUM

4
* GRANDE PRÊMIO DO JÚRI

Indicado ao Oscar de melhor fotografia e mixagem de som, o filme dos irmãos Joel e Ethan Coen é um estudo de personagem centrado na trajetória de um músico folk, autodestrutivo, que luta para sobreviver em meio à cena folk do bairro de Greenwich Village, na Nova York do começo dos anos 1960. Llewyn Davis (Oscar Isaac) tem problemas para lidar com o sucesso, sabotando a si próprio – tanto na vida artística quanto na pessoal.

SALVO – UMA HISTÓRIA DE AMOR

5
* GRANDE PRÊMIO DA CRÍTICA E TROFÉU REVELAÇÃO

Elogiado pela crítica, o drama dos italianos Fabio Grassadonia e Antonio Piazza  segue os passos de Salvo, implacável assassino encarregado de matar um desafeto da máfia siciliana. Prestes a executar seu alvo, ele se depara com a irmã da vítima, uma jovem cega, e uma estranha relação se estabelece entre eles. Sem soluções fáceis, o filme se vale do silêncio da protagonista e de um inteligente design de som para construir uma atmosfera de desolação e mistério.

PAIS E FILHOS

6
* PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI

Exibido na 37ª Mostra de Cinema de SP, o filme tem direção e roteiro do grande cineasta japonês Hirokazu Koreeda (de “Depois da Vida” e “O que eu mais Desejo”), que volta a disputar a Palma de Ouro neste ano com “Umimachi Diary”. Com os direitos adquiridos por Steven Spielberg, “Pais e Filhos” explora com delicadeza a troca de bebês, com dois casais que descobrem que seus filhos de 6 anos foram trocados na maternidade.

NEBRASKA

6
* MELHOR ATOR (BRUCE DERN)

Indicado em seis categorias do Oscar 2014, incluindo melhor filme e direção, “Nebraska” é mais um retrato espirituoso da vida cotidiana por Alexander Payne, o aclamado diretor de “Sideways” e “Os Descendentes”. Buce Dern dá vida a Woody Grant, um senhor com problemas de memória que acredita ter ganho uma fortuna. Ao lado de David, seu filho mais novo, ele inicia uma pitoresca viagem até a distante cidade de Lincoln, em Nebraska, a fim de receber o prêmio.

O PASSADO

Film still from The Past by Asghar Farhadi
* MELHOR ATRIZ (BÉRÉNICE BEJO) E PRÊMIO DO JÚRI ECUMÊNICO

Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês em 2014, o longa é o mais recente trabalho do cineasta iraniano Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro por “A Separação”, grande sucesso de locação na 2001. O diretor-roteirista explora as nuances de um núcleo familiar desfeito, a partir do divórcio de um iraniano e sua esposa francesa, interpretada por Bérénice Bejo – premiada em Cannes.

THE LUNCHBOX

8
* GRAND GOLDEN RAIL

Coprodução entre Índia, Alemanha, França e EUA, o filme narra a história de amor entre duas pessoas que se comunicam através de bilhetes escondidos numa marmita. Assim, um viúvo prestes a se aposentar (Irrfan Khan, de “As Aventuras de Pi”) e uma mulher em crise no casamento passam a se corresponder à distância, trocando confidências sobre amor, amizade e família. Sensível retrato das relações humanas na Índia moderna, com ecos do clássico “Nunca Te Vi, Sempre Te Amei” (disponível no acervo da 2001).

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2014

MOMMY

9
* GRANDE PRÊMIO DO JÚRI

Escolhido pelo Canadá para disputar uma das cinco vagas do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2015, é o quinto longa-metragem de Xavier Dolan, cineasta-prodígio de apenas 26 anos, com mais três trabalhos em DVD na 2001: “Eu Matei Minha Mãe”, “Amores Imaginários” e “Laurence Anyways”. Curiosidade: o longa é em formato 1 por 1, ou seja, quadrado, semelhante ao Instagram.

FOXCATCHER – UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO

10
* MELHOR DIREÇÃO (BENNETT MILLER)

Baseada em fatos reais, a trama acompanha o campeão olímpico de luta greco-romana Mark Schultz (Channing Tatum), seu irmão Dave (Mark Ruffalo), também medalhista em Olimpíadas e seu treinador, e o excêntrico milionário que os apadrinha, John du Pont (interpretado por um surpreendente Steve Carell). Indicado ao Oscar nas categorias de melhor direção, ator (Carell), ator coadjuvante (Ruffalo), roteiro original e maquiagem.

LEVIATÃ

11
* MELHOR ROTEIRO

Vencedor do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro neste ano, o longa russo concorreu ao Oscar na mesma categoria, perdendo para o polonês “Ida”. Dirigido e coescrito por Andrei Zvyagintsev (de “O Retorno”, disponível no acervo da 2001), “Leviatã” reflete sobre a corrupção na Rússia de Vladimir Putin, a partir da luta de um mecânico contra um prefeito inescrupuloso.

FORÇA MAIOR

12
* PRÊMIO DO JÚRI NA MOSTRA ‘UN CERTAIN REGARD’

Considerado um dos melhores europeus do ano, concorreu ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, representando a Suécia. A história gira em torno de Tomas e Ebba, que resolvem passar as férias com os dois filhos pequenos numa luxuosa estação de esqui. Tudo corre bem até que uma avalanche pega todos de surpresa na sacada de um restaurante. A primeira atitude de Ebba é proteger seus filhos, mas Tomas corre imediatamente para longe, deixando a família.

TIMBUKTU

13
* PRÊMIO DO JÚRI ECUMÊNICO E FRANÇOIS CHALAIS AWARD

Grande vencedor do César 2015 (o Oscar francês), com sete prêmios, entre eles melhor filme, direção (Abderrahmane Sissako) e roteiro original, “Timbuktu” acompanha a tragédia de uma família afetada pelo radicalismo de rebeldes islâmicos que tomaram o poder da cidade histórica do Mali. Em face à humilhação e aos maus tratos perpetuados pelos invasores, o longa narra o combate silencioso de homens e mulheres e sua luta pela vida. Coprodução entre França e Mauritânia indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Eleições no Cinema

AS ELEIÇÕES DESTE ANO VÃO CHEGANDO AO FIM, MAS A DISPUTA POLÍTICA CONTINUA TAMBÉM NA FICÇÃO – EM “VIVA A LIBERDADE”, ESTRELADO POR TONI SERVILLO (DE “A GRANDE BELEZA”) E MAIS 10 TÍTULOS DISPONÍVEIS NO 2001 EM CASA.


Se um Toni Servillo é bom, em dose dupla é melhor ainda. O veterano ator de “A Bela que Dorme” e “A Grande Beleza” brilha em “Viva a Liberdade”, vivendo dois papéis: Enrico Oliveri, líder do maior partido da oposição, e Giovanni Ernani, seu irmão gêmeo, um filósofo brilhante internado em um manicômio.

Quando Enrico, abalado por sua baixa popularidade nas pesquisas e por pressões de todos os lados, resolve desaparecer em plena eleição, seu irmão gêmeo assume secretamente o lugar do político, dando início a uma divertida sátira sobre identidades trocadas em plena disputa eleitoral.

Escondido na França, Enrico aproxima-se de um antigo amor do passado, enquanto seu irmão não apenas convence como passa a fazer diferença na conquista de corações e mentes, impressionando a todos com sua franqueza desconcertante e suas tiradas filosóficas.

Com bom humor, humanidade e inteligência, “Viva a Liberdade” reflete sobre o impacto dos discursos políticos e seu poder de transformar a sociedade. Tanto na Itália como em qualquer outro país.

10 FILMES PARA ACOMPANHAR A MARATONA ELEITORAL:

TUDO PELO PODER

Dirigido, coescrito e estrelado por George Clooney, o filme traz o mais engajado dos galãs do cinema às voltas com a corrupção e os dilemas éticos e morais que transpassam a máquina pública. Clooney interpreta um senador que disputa as eleições internas de seu partido, as Primárias, em busca da nomeação para concorrer à presidência dos EUA.

VIRADA NO JOGO

Aclamado telefilme da HBO sobre a manobra do partido republicano para alavancar a candidatura do senador John McCain (Ed Harris) à presidência, em 2008. Atrás nas pesquisas e eclipsado pelo carisma do candidato da oposição, Barack Obama, McCain escolheu Sarah Palin (Julianne Moore) para concorrer à vice-presidência.

PRIMÁRIAS

Registro de momentos decisivos da ascensão do senador John F. Kennedy à Presidência dos Estados Unidos, o filme acompanha as eleições primárias que escolheram o candidato do Partido Democrata à presidência, em 1960. Robert Drew, utilizando equipamentos de captação de som e imagem portáteis de forma pioneira, revolucionou a linguagem do documentário americano.

ENTREATOS

De 25 de setembro a 27 de outubro de 2002, a pequena equipe de Entreatos acompanhou de perto a campanha de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República. O filme revela os bastidores de um momento histórico através de material exclusivo, como conversas privadas, encontros familiares, reuniões estratégicas, telefonemas, traslados e gravação de programas eleitorais.

TERRA EM TRANSE

Um espetáculo poético, sobre o transe político pelo qual passam os países da América Latina, o filme é considerado o mais importante e polêmico trabalho de Glauber Rocha e um dos precursores do Cinema Novo e do movimento tropicalista. Um clássico do cinema moderno, vencedor do Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes de 1967.

O CANDIDATO

Vencedor do Oscar de melhor roteiro, este clássico de Michael Ritchie narra a história de Bil Mckay (Robert Redford), candidato do Partido Democrata ao Senado dos Estados Unidos, e um homem de integridade e ideais, que não se deixará manipular pela máquina política americana. Principalmente agora que ele está perto de vencer.

MERA COINCIDÊNCIA

David Mamet e Hilary Henkin concorreram ao Oscar pelo roteiro desta divertida (e inteligente) sátira sobre as maquinações por trás de uma eleição. A duas semanas da votação, um escândalo sexual ameaça a reeleição do presidente dos EUA. Para mudar a opinião pública, um veterano assessor político (Robert DeNiro) e um produtor de Hollywood (Dustin Hoffman, indicado ao Oscar) reúnem forças para criar um circo midiático a fim de reverter a situação.

PROMESSAS DE UM CARA DE PAU

Escrito e dirigido por Joshua Michael Stern, o filme tenta demonstrar a importância social do voto, tomando como exemplo um americano qualquer (Kevin Costner), não afeito ao trabalho e às obrigações gerais da vida adulta, que tem em suas mãos o poder de decidir o futuro das eleições presidenciais. Ele vive com sua filha Molly, uma jovem sonhadora que busca aprender coisas novas e tenta fazer com que seu pai mude o estilo de vida e se torne mais ativo politicamente.

SEGREDOS DO PODER

John Travolta (indicado ao Globo de Ouro) e Emma Thompson interpretam Jack e Susan Stanton, governador e primeira dama de um pequeno estado do sul – e candidatos à Casa Branca. Completam o elenco, Billy Bob Thornton, Kathy Bates (indicada ao Oscar de atriz coadjuvante) e Maura Tierney. A direção é de Mike Nichols (“Closer”).

RECONTAGEM

Produção original da HBO mostrando o caótico (e quase incompreensível) processo eleitoral americano realizado em 2000, que permitiu a eleição de George W. Bush. Destaque para os diálogos afiados e o ótimo elenco, com Kevin Spacey, Laura Dern, Denis Leary e Tom Wilkinson, indicados ao Globo de Ouro por suas atuações.

 

DICAS PARA UM FIM DE SEMANA SUSTENTÁVEL

A equipe 2001 selecionou algumas indicações de filmes que retratam os caminhos para conhecer e entender o mundo de hoje e as opções por um desenvolvimento sustentável.

Uma Verdade Inconveniente
(An Inconvenient Truth , USA, 2006, Cor, 100′)
Direção: Davis Guggenheim
Elenco: Al Gore

Al Gore apresenta uma visão impressionante sobre o mundo e o fenômeno do aquecimento global. Segundo as fontes que o ex-vice presidente americano utiliza, a Terra não dispõe de muito tempo para que o homem reavalie sua maneira de lidar com a natureza e os efeitos de diversos poluentes emitidos descontroladamente.

Baseado sempre em dados concretos, a exposição das ideias soa como um alerta em relação ao nosso futuro, quase uma intimação aos habitantes do planeta para se tornarem Parte da Solução proposta.

A mudança de hábitos simples e cotidianos pode, sem sombra de dúvida, colaborar para um lugar mais limpo e um futuro mais próspero.

 

A Última Hora
(The 11th Hour , USA, 2007, Cor, 95′)
Direção: Leila Conners, Nadia Conners
Elenco: Leonardo DiCaprio

Narrado, escrito e produzido pelo ator americano Leonardo DiCáprio,  o documentário é calcado em depoimentos de diversas autoridades em sustentabilidade, política e ciência sobre a atual situação do homem na terra, os aspectos futuros da existência humana, e possíveis alternativas para um desenvolvimento mais racional em relação à Terra.

O ex-primeiro ministro soviético Mikhail Gorbachev, o cientista Stephen Hawking, o ex-chefe da CIA R. James Woolsey e especialistas em sustentabilidade como William McDonough e Bruce Mau fazem parte do time que apresenta esse interessante painel sobre a humanidade e seu habitat natural.

 

Trabalho Interno
(Inside Job , USA, 2010, Cor, 120′)
Direção: Charles Ferguson
Elenco: Matt Damon, William Ackman

Audacioso documentário sobre os bastidores da maior crise financeira dos últimos tempos, em 2008, Trabalho Interno procura traçar um relato dos fatos decisivos para a eclosão da queda dos principais bancos americanos. Com depoimentos dos envolvidos no caso, o filme de Charles Ferguson confronta grandes banqueiros, políticos e intelectuais que compactuaram com o crescimento da Bolha Financeira criada de maneira criminosa, e que tem seu limite em setembro de 2008.

O painel exposto é trágico, assustador e sem esperança alguma de mudanças. O detalhamento dos fatos, retratando de maneira simples o complexo universo financeiro, traz a sensação de que 20 trilhões de dólares de prejuízo ao mundo não parecem suficientes, pois nenhuma atitude concreta foi tomada desde então.
Quem Matou o Carro Elétrico?
(Who Killed the Electric Car?, USA, 2006, Cor, 92′)
Direção: Chris Paine
Elenco: Martin Sheen, Tom Hanks, Mel Gibson

Especialistas, consumidores, ambientalistas, políticos, diretores envolvidos e até estrelas de cinema dão um relato único sobre os fatos que ocultaram a primeira versão do carro elétrico no mundo.

Mais rápido e eficiente que o normal, o protótipo de 1996 começou a rodar realizando diversos testes com sucesso, chamando a atenção das grandes indústrias automobilísticas. O mistério envolvendo o sumiço do primeiro carro movido a energia elétrica é investigado com a atenção necessária neste documentário essencial para entender a dificuldade de produzir a evolução tecnológica quando esta afeta as finanças de grandes marcas já estabelecidas.

 

Capitalismo: Uma História de Amor
(Capitalism: A Love Story, USA, 2009, Cor, 127′)
Direção: Michael Moore
Elenco: Michael Moore, Thora Birch

Conhecido pelo sensacionalismo em seus documentários, Michael Moore (Fahrenheit 11 de Setembro, Tiros Em Columbine) vai ao centro do sistema capitalista, analisando seu funcionamento, efeitos colaterais e a corrupção presente onde há dinheiro.

A dominação corporativa sobre o cotidiano americano é o que mais impressiona Moore e ao espectador, quando o cineasta percorre os corredores do poder em Washington, constatando que o problema é bem mais amplo que ele imaginava.

De maneira direta e debochada – não menos séria, porém –, características do diretor, Capitalismo: Uma História de Amor nos põe à par da realidade do sistema capitalista em seu lado mais obscuro.

 

 

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Confira a lista completa:

13º DISTRITO

POR QUE VALE A PENA VER:

1) Último trabalho completo do astro Paul Walker antes de sua morte trágica no ano passado, o filme é uma refilmagem de “B13- U – 13º Distrito”, aventura francesa disponível no acervo da 2001;
2)Se no filme original a trama se passa em Paris, no remake o cenário é Detroit, palco de cenas de ação alucinantes, ao gosto dos fãs do ator de “Velozes e Furiosos”;
3)Produção e roteiro do cineasta francês Luc Besson, atualmente em cartaz nos cinemas com “Lucy”.

TANGO LIVRE

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Drama francês vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza em 2012;
2)Segunda parceria entre o diretor Frédéric Fonteyne e o veterano ator espanhol Sergi López (de “O Labirinto do Fauno”). Juntos, os dois fizeram antes “Uma Relação Pornográfica” (1999), também disponível no acervo da 2001;
3)Com inusitadas cenas de tango entre detentos na prisão, o longa traz uma abordagem menos óbvia do universo da dança.

ANOS FELIZES

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Diretor de Meu Irmão É Filho Único”, o diretor italiano Daniele Luchetti compõe mais uma sensível crônica familiar;
2)Bem recebido pela crítica, o filme segue a tradição do cinema italiano, transbordando afetividade em meio aos problemas de um núcleo familiar;
3) Ambientado na Roma de 1974, o drama apresenta Guido (Kim Rossi Stuart, de “As Chaves de Casa”), um artista que se vê aprisionado pelas convenções de uma família burguesa.

EU, MAMÃE E OS MENINOS

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Surpresa na edição 2014 do César (o Oscar francês), recebeu os troféus de melhor filme de estreia, filme, ator (Guillaume Gallienne), roteiro adaptado e montagem, competindo contra os badalados “Azul É a Cor Mais Quente” e “O Passado”;
2)Baseado em monólogo teatral de autoria do ator principal (Galienne), que também interpreta a mãe de seu personagem;
3)Autobiográfico, o longa é uma ousada comédia sobre identidade sexual.

MALÉVOLA

POR QUE VALE A PENA VER:

1) O longa atingiu mais de 5 milhões de espectadores e mais de 70 milhões de reais nas bilheterias brasileiras;
2)Maior sucesso da carreira de Angelina Jolie, o filme apresenta direção de arte deslumbrante e incríveis efeitos especiais em 3D;
3)Também autora da versão de Tim Burton para “Alice no País das Maravilhas” (2010), a roteirista Linda Woolverton criou um novo enredo para Malévola a partir do clássico da Disney “A Bela Adormecida”.

GETÚLIO – ÚLTIMOS DIAS DE
UM PRESIDENTE

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Sucesso nos cinemas brasileiros, o filme escrito e dirigido pelo talentoso João Jardim (“Janela da Alma”, “Amor”) e ficou mais de 3 meses em cartaz;
2)Não é uma cinebiografia sobre a trajetória de Getúlio, mas um recorte dos 19 dias entre o atentado ao jornalista Carlos Lacerda, inimigo nº 1 do ex-presidente, e a morte do estadista com um tiro no peito, em 24/8/1954;
3)Com mais uma grande atuação, Tony Ramos brilha no papel-título.

DIVERGENTE

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Baseado no best seller de Veronica Roth, o filme mistura aventura e ficção-científica distópica;
2)Em uma Chicago do futuro, a população está dividida em cinco facções com base em suas personalidades, e uma adolescente (Shailene Woodley, do sucesso “A Culpa é das Estrelas”) descobre que ela é “divergente” — uma pessoa que não se encaixa em qualquer um dos grupos;
3)No elenco, destaque para Kate Winslet como a chefe da facção dos eruditos.

O PASSADO

POR QUE VALE A PENA VER:

1)  Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês
em 2014;
2)Novo trabalho do aclamado cineasta iraniano Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro por “A Separação”, grande sucesso de locação na 2001;
3)O aclamado diretor-roteirista esmiuça as nuances de um núcleo familiar desfeito, a partir do divórcio de um iraniano e sua esposa francesa, interpretada por Bérénice Bejo – premiada no Festival de Cannes.

REFÉM DA PAIXÃO

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Mais um belo trabalho de Kate Winslet, indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz em drama;
2)Escrito e dirigido por Jason Reitman – dos sucessos “Juno” e “Amor sem Escalas” –, a partir do romance “Fim de verão”, de Joyce Maynar;
3) A vida de uma dona de casa e seu filho muda completamente numa manhã de verão,  quando são abordados em um supermercado, por um fugitivo interpretado por Josh Brolin (“Onde os Fracos não Têm Vez”).

A CULPA É DAS ESTRELAS

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Baseado no livro homônimo de John Green, o filme já levou mais de 6 milhões de espectadores aos cinemas, tornando-se o longa mais visto no Brasil em 2014;
2)Revelada em “Os Descendentes”, Shailene Woodley é uma jovem atriz em ascensão, tendo também protagonizado a aventura “Divergente”;
3)Na trama, uma adolescente é diagnosticada com câncer nos pulmões e, num grupo de apoio para pacientes com câncer, conhece um rapaz por quem se apaixona.

 

CENAS DE PROTESTO NO CINEMA

Confira a seguir as sugestões da equipe 2001 Vídeo:

If…*
(If…., ING, 1968, Cor/P&B, 111’)
Direção: Lindsay Anderson
Elenco: Malcolm McDowell, David Wood, Richard Warwick, Christine Noonan

28Estudantes em um rigoroso colégio público britânico, Mick e seus colegas iniciam uma revolta contra as regras e o conservadorismo da instituição.

Filmado apenas alguns meses antes dos conflitos estudantis que explodiram em maio de 1968, em Paris, If.... tornou-se um filme emblemático do período e um símbolo de contestação que ainda não perdeu seu impacto, com um dos finais mais bombásticos e polêmicos da história do cinema. Primeiro trabalho do cineasta Lindsay Anderson lançado em DVD no Brasil, o filme revelou ainda Malcolm McDowell, que depois interpretaria outro rebelde em Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Inspirado pelo clássico Zero de Comportamento, de Jean Vigo, o filme de Anderson é um ataque frontal ao conservador sistema de classes britânico.

* Palma de Ouro no Festival de Cannes

Zabriskie Point
(Idem, EUA, 1970, Cor, 113′)
Direção: Michelangelo Antonioni
Elenco: Mark Frechette, Daria Halprin, Rod Taylor

29No final dos anos 60, dois jovens se conhecem durante o calor dos movimentos estudantis: Daria, estudante de antropologia, e Mark, procurado pela polícia.

Com desfecho antológico e lisérgica trilha sonora de Jerry Garcia e Pink Floyd, Zabriskie Point é um ambicioso olhar do diretor de Blow-up sobre a contracultura e seu embate com a chamada América materialista nos anos 1960. Com diversos coautores, como Tonino Guerra e Clare Peploe, o roteiro do filme teve a colaboração do ator e dramaturgo americano Sam Shepard, mais conhecido por sua parceria com Wim Wenders em Paris, Texas e Estrela Solitária.

A Classe Operária Vai ao Paraíso*
(La Classe Operaia va in Paradiso, ITA, 1971, Cor, 125′)
Direção: Elio Petri
Elenco: Gian Maria Volontè, Mariangela Melato, Gino Pernice

30Operário-padrão italiano, Lulu perde um dedo em acidente de trabalho e é envolvido em movimento de protesto. Ele fica dividido entre as tentações da sociedade de consumo e o sindicalismo.

Filho de operários, o italiano Elio Petri foi militante ativo do Partido Comunista e um dos mais contestadores cineastas dos anos 70. Seu engajamento político pode ser conferido em filmes como o cada vez mais atual Investigação de um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita (1970), vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, e A Classe Operária Vai ao Paraíso. Em ambos, os ideais e a verborragia provocadora de Petri se juntam a outro notório militante da esquerda italiana, o ator Gian Maria Volonté.

* Palma de Ouro no Festival de Cannes

1900
(Novecento, ITA/FRA, 1976, Cor, 314’)
Direção: Bernardo Bertolucci
Elenco: Robert De Niro, Gérard Depardieu, Dominique Sanda, Donald Sutherland, Burt Lancaster

31Panorama histórico da Itália desde o início do século 20 até o fim da Segunda Guerra Mundial, focando a vida de dois jovens: Olmo, filho bastardo de camponeses, e Alfredo, herdeiro de uma rica família de latifundiários.

Após o sucesso de O Último Tango em Paris (1975), Bernardo Bertolucci realizou um feito inusitado: uma superprodução ideologicamente socialista, com capital americano e mais de cinco horas de duração. Com fotografia de Vittorio Storaro e trilha sonora de Ennio Morricone, 1900 é um ambicioso épico histórico com o habitual estilo operístico do diretor, e cenas de nudez e violência editadas em seu lançamento, marcado por diferentes versões reduzidas para exibição nos cinemas.

Os Sonhadores
(The Dreamers, FRA/ITA/ING, 2003, Cor, 114’)
Direção: Bernardo Bertolucci
Elenco: Michael Pitt, Eva Green, Louis Garrel

00No final dos anos 1960, os gêmeos franceses Isabelle e Theo convidam Matthew, um aluno americano de intercâmbio, para morar com eles. Os três compartilham a paixão e um triângulo amoroso.

Bertolucci volta à velha (e boa) forma, talvez por abordar um tema caro a ele: a década de 1960, época marcada por utopias e vários movimentos sociais.

Realizado no início da década de 2000, possivelmente em reação a tempos dominados por uma única ideologia, que impera sem contraponto num mundo cada vez mais perigoso, e certamente menos romântico, Os Sonhadores apresenta um belo trabalho de reconstituição da época e um trio inspirado de jovens atores que se dedicaram de corpo e alma aos seus papéis: o americano Michael Pitt (Cálculo Mortal), e os franceses Eva Green (de Sentidos do Amor, estreando no cinema) e Louis Garrel (A Fronteira da Alvorada). Além das várias referências à época, os cinéfilos podem se deliciar com trechos de clássicos como Acossado e À Band Apart, de Jean-Luc Godard, e Mouchette, de Robert Bresson.

Videogramas de Uma Revolução
(Videogramme einer Revolution, ALE, 1992, Cor, 107′)
Direção: Harun Farocki, Andrei Ujica

32No outono de 1989, uma violenta rebelião popular derrotou a ditadura de Nicolau Ceausescu, pondo fim ao regime comunista que vigorara por mais de quatro décadas na Romênia.

Durante cinco dias, manifestantes ocuparam a estação de televisão estatal em Bucareste e transmitiram 120 horas contínuas de programação, levando aos espectadores uma cobertura da revolução em tempo real.

Extras: O Rei do Comunismo. Pompa e Esplendor de Nicolau Ceausescu (2002, 60’), de Ben Lewis * Um Dia na República Popular da Polônia (2006, 58’) * Outros filmes de coleção VideoFilmes

No*
(Idem, Chile/FRA/MEX/EUA, 2012, Cor, 118′)
Direção: Pablo Larraín
Elenco: Gael García Bernal, Alfredo Castro, Luis Gnecco, Néstor Cantillana

33Ambientado em 1988 e baseado em situações verídicas, No é o terceiro filme do diretor chileno Pablo Larraín (Tony Manero, Post Mortem) a investigar a ditadura de Augusto Pinochet.

Em 1988, Pinochet convoca um plebiscito pela continuidade da ditadura. A oposição organiza a campanha do “Não” e se lança numa empreitada que, aparentemente, já estava ganha para o “Sim”. Diante do regime ferrenho do ditador, que estava à frente do governo do país desde 1973, do temor que assolava a população civil e do progresso econômico pelo qual o Chile passava, tudo levava a crer que não se ousaria contestar e que ganharia o “sim”, pela continuidade da ditadura – mesmo considerando os milhares de presos políticos, desaparecidos e mortos e de todo o panorama ditatorial que assolava a América Latina.

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Fato é que a oposição resolveu se mexer e levantar a campanha do “não à ditadura”. Para conseguir virar o jogo, contratou o publicitário René Saavedra, representado pelo ótimo ator mexicano Gael García Bernal (também de Amores BrutosDiários de MotocicletaBabelEnsaio sobre a Cegueira), que deu cara nova à linguagem que seria usada para convencer as pessoas a se manifestarem contra o status quo. Sua ideia era contagiar as pessoas com a possibilidade de mudança e de liberdade de opinião.

* Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Prêmio do Público na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Se Não Nós, Quem?
(Wer Wenn Nicht Wir, ALE, 2011, Cor, 124′)
Direção: Andres Veiel
Elenco: August Diehl, Lena Lauzemis, Alexander Fehling

35Na década de 1960, Gudrun e Bernward tornam-se parte de uma revolução social e política que logo toma conta do mundo. Cada vez mais radical, Gudrun se envolve com o jovem terrorista Andreas Baader, com trágicas consequências.

As feridas do passado nazista voltam a arder nessa crônica da ascensão dos movimentos anarquistas na Alemanha nos anos 1960. O tumultuado relacionamento entre dois jovens radicais alemães é o ponto de partida da estreia do documentarista Andres Veiel na ficção, revelando como posições políticas antes relegadas ao campo acadêmico assumiriam proporções perigosas. Prova disso é o posterior envolvimento da protagonista com um dos futuros líderes do grupo terrorista Baader-Meinhof.

VEJA TAMBÉM:
O Grupo Baader Meinhof (2008)

The Weatherman – Terrorismo ou Engajamento Político*
(The Weather Underground, EUA, 2002, Cor/P&B, 90’)
Direção: Sam Green, Bill Siegel

36Surgido no final dos anos 1960 em oposição à Guerra do Vietnã, The Weathermen (depois chamado The Weather Underground) foi um controverso grupo de jovens revolucionários que se utilizava de atentados violentos, incluindo explosões à bomba, para protestar contra o governo americano e suas instituições.

Confira em julho na 2001 Vídeo, Sem Proteção, longa ficcional estrelado e dirigido por Robert Redford sobre ex-integrantes do grupo revolucionário setentista, que vivem anonimamente e ainda são procurados pela polícia. Participam do elenco do filme, Shia LaBeouf, Susan Sarandon, Julie Christie e Nick Nolte.

* Indicado ao Oscar de melhor documentário

Cosmópolis
(Cosmopolis, CAN/FRA/POR/ITA, 2012, Cor, 109′)
Direção: David Cronenberg
Elenco: Robert Pattinson, Paul Giamatti, Juliette Binoche, Samantha Morton, Mathieu Amalric

37Escrito por David Cronenberg em apenas seis dias, o filme adapta o romance homônimo de Don DeLillo, profético ao apontar, dez anos antes, a crise do sistema financeiro e protestos como o “Ocupe Wall Street”, que se espalhou nos EUA desde 2011.

O clima de incerteza e de insatisfação popular acompanha a jornada surreal de um bilionário de 28 anos (Robert Pattinson, substituindo Colin Farrell) para chegar ao salão de seu cabeleireiro de infância. Preso no trânsito de Manhattan, piorado pela visita do presidente e por protestos antiglobalização, o jovem especulador financeiro recebe vários parceiros de negócios em sua imponente limousine.

Boa parte das cenas acontecem nesse microcosmo do império do protagonista, um mundo quase paralelo à realidade. Niilista e propositalmente artificial, um universo típico dos primeiros filmes de Cronenberg, em seu trabalho mais verborrágico e sem concessões.

 

 

 

 

 

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A Bretz Filmes traz de volta ao catálogo filmes e documentários que marcaram história. Confira também 3 lançamentos esperados pelos cinéfilos de todo o Brasil.

Uma Noite em 67

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No teatro: aplausos, vaias, um violão quebrado, guitarras estridentes. No palco: os jovens Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo. As músicas: “Roda Viva”, “Ponteio”, “Alegria, Alegria”, “Domingo no Parque”. E só um deles sairia vencedor. Isso é Uma Noite em 67, um convite para viver a final do Festival da Record que mudou os rumos da MPB.

Edifício Master

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Um edifício em Copacabana. A uma esquina da praia. Duzentos e setenta e seis apartamentos conjugados. Uns quinhentos moradores. Doze andares, vinte e três apartamentos no prédio por um mês e, durante sete dias, filmaram a vida de seus moradores. Trinta e sete deles são personagens do filme.

Os Inconfidentes

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Com base nos Autos da Devassa, na poesia dos inconfidentes e de Cecília Meireles, Joaquim Pedro de Andrade contesta versões oficiais da história da Inconfidência Mineira, e trata da posição de intelectuais diante da prática de políticas revolucionárias. Realizado para a TV italiana, RAI, como parte da série intitulada “A América Latina vista por seus realizadores, ” Os Inconfidentes” foi sucesso internacional de crítica e público, tendo sido premiado no festival de Veneza. Nesta edição, o filme é apresentado com imagem e som restaurados digitalmente.

O Segredo de Beethoven

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A jovem Anna (Diane Kruger) vai trabalhar como copista da Nona Sinfonia de Beethoven (Ed Harris). Enquanto seu trabalho avança, ela se envolve no mundo tortuoso e inesperado do maestro. Para ela, essa colaboração é uma oportunidade divina de provar seu próprio talento como compositora; para ele, ela é uma alma pura que pode ajudá-lo a realizar o ponto alto de sua arte – a criação do último quarteto de cordas, a música mais sublime e espiritual jamais escrita.

Jogo de Cena
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Atendendo a um anúncio de jornal, oitenta e três mulheres contaram suas histórias de vida num estúdio. Em Junho de 2006, vinte e três delas foram selecionadas e filmadas no Teatro Glauce Rocha. Em Setembro do mesmo ano, atrizes interpretaram, a seu modo, as histórias contadas pelas personagens escolhidas. O que está em discussão é o caráter da representação. Neste filme, o jogo inclui pelo menos três camadas de representação: primeiro, personagens reais falam de sua própria vida; segundo, estas se tornam modelos a desafiar atrizes; e, por fim, algumas atrizes falam de sua vida real.

Margaret Mee e a Flor da Lua

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Margaret Mee e a flor da lua é um documentário sobre a vida e a obra da ilustradora botânica Margaret Mee, que viveu no Brasil por 36 anos, onde realizou 15 expedições á floresta amazônica e deixou valioso legado iconográfico e artístico. Suas ilustrações são, até os dias de hoje, uma fonte preciosa de pesquisa para a ciência botânica. Sua técnica de ilustração é reconhecida e equiparada ao trabalho das grandes ilustradores europeus de todos os tempos. Margaret Mee tem fama e reconhecimento internacional e suas obras estão presentes em importantes coleções nos Estados Unidos, Inglaterra, França e Brasil. O filme refaz os caminhos de Margaret até a flor da lua e, através de depoimentos e trechos de seus diários, mostra o amor da artista pela natureza, sua militância ecológica e seu pioneirismo, ao alerta para a necessidade de preservação do meio ambiente e da flora brasileira.

Bollywood Dream

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Três atrizes brasileiras decidem tentar a sorte em Bollywood, indústria cinematográfica da Índia. Mas, uma vez inseridas no coração da mitologia e cultura indiana, enquanto esperam por seu teste, seus sonhos de modificam no contraste entre o ancestral e o novo, o oriente e o ocidente, entre os anseios individuais e coletivos.

A Casa de Banho de D. João

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O documentário conta as histórias em torno dos banhos medicinais de D. João VI, em 1817 na praia do Caju – aterrada na década de 50, do século XX . A Casa de Banho utilizada pelo monarca fazia parte, na época, de uma chácara da propriedade da familia Tavares Guerra, e ainda permanece de pé nos dias de hoje, tornando-se assim ponto de partida do filme. Ela possibilita, sem justificativas acadêmicas ou jornalísticas, que o bairro do Caju e seus moradores tornem-se alvos do documentário. Desse modo, através de um momento pessoal na vida de D. João VI que se transformou num fato histórico, revela-se um pouco do cotidiano e do imaginário dos atuais vizinhos da Casa de Banho. A antiga Casa de Banho, como um grande vestígio da história cotidiana do rei português, permite que o olhar do documentário alcance as trajetórias cotidianas de ‘personagens anônimos’ do Caju, pretendendo assim documentar um resgate histórico cultural e sua identidade local.

DICAS DO FIM DE SEMANA: LANÇAMENTOS E GRANDES SUCESSOS DO ANO NA 2001

Cinco anos depois de “Homem-Aranha 3”, o personagem criado por Stan lee, Jack Kirby e Steve Ditko para os quadrinhos em 1962 ganhou nova roupagem em “O Espetacular Homem-Aranha”. A grande diferença em relação à franquia estrelada por Tobey Maguire foi, além da exibição em 3D nos cinemas, a ênfase nas origens do super-herói, agora interpretado por Andrew Garfield (o Eduardo Saverin de “A Rede Social”). Em meio à pirotecnia dos efeitos especiais, Peter Parker e Gwen Stacy (Emma Roberts, de “Magia ao Luar”) dividiam momentos de terna intimidade, especialidade do diretor Marc Webb, que trouxe ao blockbuster um pouco da sensibilidade de “500 Dias com Ela”, seu longa anterior.

Dois anos depois, o cineasta e a dupla de atores estão de volta em “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro”, continuação que inova mais uma vez nos efeitos especiais em 3D, e apresenta um novo vilão: Electro, interpretado por Jamie Foxx (de “Ray”). Além de enfrentar essa nova ameaça, Peter descobre novas pistas sobre seu passado, e tenta passar um tempo com sua amada Gwen.

O filme foi todo filmado em Nova York e tornou-se a maior produção já realizada na cidade. Com efeitos especiais de ponta, que proporcionam uma incrível imersão em 3D, “O Espetacular Homem-Aranha 2” é um dos maiores sucessos de 2014, alcançando a marca de mais de 4 milhões de espectadores no Brasil. Alugue — ou adquira nas lojas ou no site da 2001 — em DVD, Blu-ray, Blu-ray + BD 3D, ou combo com três formatos.

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Boa diversão com o novo Homem-Aranha, e mais lançamentos para o fim de semana!

Equipe 2001

DIVERGENTE

POR QUE VALE A PENA VER:

1) Baseado no best seller de Veronica Roth, o filme é uma distopia de sucesso;
2)Em uma Chicago do futuro, a população está dividida em cinco facções com base em suas personalidades, e uma adolescente (Shailene Woodley, do sucesso “A Culpa é das Estrelas”) descobre que ela é “divergente” — uma pessoa que não se encaixa em qualquer um dos grupos;
3)No elenco, destaque para Kate Winslet como a chefe da facção dos eruditos.

SOB A PELE

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Com cenas de nudez que deram o que falar na imprensa mundial, Scarlett Johansson interpreta uma alienígena que seduz estranhos pelas ruas de Glasgow, na Escócia;
2) Bizarro para alguns, original para outros, o filme é uma experiência sensorial única;
3)Depois de chamar atenção com videoclipes para bandas como Radiohead e Blur, o diretor britânico Jonathan Glazer estreou no cinema com o thriller “Sexy Beast”, seguido por “Reencarnação”. “Sob a Pele” é seu terceiro longa-metragem.

MULHERES AO ATAQUE

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Estrelado por Cameron Diaz, o filme fez sucesso nos EUA, onde bateu “Capitão América 2” nas bilheterias;
2)Cameron Diaz vive uma mulher que descobre que seu namorado é casado. Ela conhece a esposa traída e depois uma amante dele. As três planejam sua vingança;
3) Dirigida por Nick Cassavetes, a comédia traz no elenco o dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau, o Jaime Lannister da série “Guerra dos Tronos”.

OS HOMENS SÃO DE MARTE…
E É PRA LÁ QUE EU VOU!

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Adaptação para o cinema da peça homônima escrita e estrelada por Mônica Martelli, também protagonista do filme;
2)No elenco coadjuvante, Paulo Gustavo (de “Minha Mãe é uma Peça”), Daniele Valente, Eduardo Moscovis, Marcos Palmeira, Irene Ravache e Humberto Martins;
3)O cantor e compositor Lulu Santos faz uma participação especial ao lado da também cantora Tulipa Ruiz. Juntos, eles cantam o clássico “Apenas Mais uma de Amor”.

AMANTE A DOMICÍLIO

POR QUE VALE A PENA VER:

1) Filme dirigido, escrito e estrelado por John Turturro, ator conhecido por seu trabalho com os irmãos Coen (“Barton Fink”, “Ajuste Final”);
2) Em cartaz nos cinemas com “Magia ao Luar”, Woody Allen interpreta um livreiro falido que vira cafetão;
3) No elenco coadjuvante, destaque para Sharon Stone, Sofía Vergara (da série “Modern Family”) e Vanessa Paradis (de “Como Arrasar um Coração”).

GETÚLIO – ÚLTIMOS DIAS DE
UM PRESIDENTE

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Sucesso nos cinemas brasileiros, o filme escrito e dirigido pelo talentoso João Jardim (“Janela da Alma”, “Amor”) ficou mais de 3 meses em cartaz;
2)O filme não é uma cinebiografia sobre a trajetória de Getúlio, mas um recorte dos 19 dias entre o atentado ao jornalista Carlos Lacerda, inimigo nº 1 do ex-presidente, e a morte do estadista com um tiro no peito, em 24 de agosto de 1954;
3)Em mais uma grande atuação, Tony Ramos brilha no papel-título.

13º DISTRITO

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Último trabalho completo do astro Paul Walker antes de sua morte trágica no ano passado, o filme é uma refilmagem de “B13- U – 13º Distrito”, aventura francesa disponível no acervo da 2001;
2)Se no filme original a trama se passa em Paris, no remake o cenário é Detroit, palco de cenas de ação alucinantes, ao gosto dos fãs do ator de “Velozes e Furiosos”;
3)Produção e roteiro do cineasta francês Luc Besson, atualmente em cartaz nos cinemas com “Lucy”.

AS AVENTURAS DE PEABODY E SHERMAN

POR QUE VALE A PENA VER:

1) Apesar do título complicado para as crianças brasileiras, a animação tem direção do mesmo responsável por “O Rei Leão” e “O Pequeno Stuart Little”;
2)Peabody é o nome do cão mais inteligente do mundo, e grande responsável pelo caráter educativo desta animação para pais e filhos;
3) Uma das grandes sacadas é que a dupla visita diferentes períodos históricos, graças a uma máquina do tempo.

UM CONTO DO DESTINO

POR QUE VALE A PENA VER:

1)O filme traz no elenco Colin Farrell, Russell Crowe, William Hurt, Jennifer Connelly e Will Smith numa história de amor pontuada por milagres e destinos cruzados;
2) Estreia de Akiva Goldsman, roteirista premiado com o Oscar por “Uma Mente Brilhante”, na direção de longa-metragem;.
3)A bela direção de fotografia é assinada por Caleb Deschanel, um mestre da luz, 5 vezes indicado ao Oscar.

EU, MAMÃE E OS MENINOS

POR QUE VALE A PENA VER:

1)Surpresa na edição 2014 do César (o Oscar francês), recebeu os troféus de melhor filme de estreia, filme, ator (Guillaume Gallienne), roteiro adaptado e montagem, competindo contra os badalados “Azul É a Cor Mais Quente” e “O Passado”;
2) Baseado em monólogo teatral de autoria do ator principal (Galienne), que também interpreta a mãe de seu personagem;
3)Autobiográfico, o longa é uma ousada comédia sobre identidade sexual.

 

VEM AÍ NA 2001

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ALMAS EM LEILÃO

Vencedor do Oscar de melhor atriz (Simone Signoret) e melhor roteiro adaptado, este clássico de 1959 desafiou a censura britânica de sua época. Dirigido por Jack Clayton (de “Os Inocentes”), o filme é um cinico ousado drama social sobre um jovem oportunista (o galã Laurence Harvey) que seduz a filha do patrão da fábrica onde trabalha, a fim de ascender socialmente. Ao mesmo tempo, mantém um caso com uma mulher casada (Signoret).

A CULPA É DAS ESTRELAS

Baseado no livro homônimo de John Green, o filme já levou mais de 6 milhões de espectadores aos cinemas, tornando-se simplesmente o longa-metragem mais visto no Brasil em 2014. Estrela da aventura “Divergente” (já disponível para locação na 2001), Shailene Woodley interpreta a adolescente Hazel Grace Lancaster, que é diagnosticada com câncer nos pulmões. Em um grupo de apoio para pacientes com câncer, ela conhece um rapaz de 19 anos por quem se apaixona.

A BELA ADORMECIDA

Homenageado (e recriado) em “Malévola”, o clássico da Disney, indicado ao Oscar em 1960, em versões remasterizadas e com inúmeros extras, incluindo uma cena alternativa (A chegada de Malévola) e cenas inéditas (A maldição está lançada / O círculo mágico). Relembre a lenda de Aurora e a terrível maldição que a condena ao sono profundo, após espetar o dedo numa roca de fiar, em seu 16º aniversário. Um clássico da animação, com versões em DVD, Blu-ray ou DVD + BD.

ÁLBUM DE FAMÍLIA

Meryl Streep e Julia Roberts concorreram ao Oscar de melhor atriz e atriz coadjuvante, respectivamente, por suas atuações nesta dilacerante adaptação da peça “August Osage County”, de Tracy Letts. Na trama, a família da amarga Violet (streep) se reúne após o desaparecimento de seu marido, Beverly (Sam Shepard). Viciada em remédios, Violet confronta então as três filhas, trazendo à tona antigos ressentimentos.

GODZILLA

Depois de brilhar no papel de Walter White na série “Breaking Bad”, Bryan Cranston segue com sua carreira, agora no cinema. Na superprodução “Godzilla”, ele vive Joe Brody, engenheiro nuclear casado com Sandra (Juliette Binoche) e pai de Ford (Aaron Taylor-Johnson, de ‘Kick Ass’). Um acidente numa usina muda a vida de todos e, quinze anos depois, Joe e seu filho, agora um soldado do exército americano, precisam se unir na luta contra um monstro gigantesco.

TATUAGEM

Vencedor de 4 Kikitos no Festival de Gramado, incluindo o de melhor filme, e premiado no Festival do Rio, “Tatuagem” marca a estreia do aclamado roteirista pernambucano Hilton Lacerda (“Baile Perfumado”, “Febre do Rato”) na direção de longa-metragem de ficção. Líder da trupe teatral Chão de Estrelas, na Recife de 1978, Clécio Wanderley (Irandhir Santos) luta contra a ordem vigente e vive um intenso romance com o jovem militar Fininha (Jesuíta Barbosa).

LADY SNOWBLOOD – VINGANÇA NA NEVE (DVD DUPLO)

Conheça o cult movie que foi uma das inspirações para Quentin Tarantino criar o enredo de “Kill Bill”! Baseado no mangá “Yuki – Vingança na Neve”, de Kazuo Koike (o criador de “Lobo Solitário”), e estrelado pela icônica atriz e cantora Meiko Kaji, “Lady Snowblood” é um dos marcos do cinema japonês na década de 1970, contando a jornada da jovem Yuki em sua bsuca de vingança. A edição em DVD duplo traz ainda a continuação do filme, “Lady Snowblood – Uma Canção de Amor e Vingança”.

A NOITE DOS GENERAIS

Dirigido por Anatole Litvak (de “A Cova da Serpente”), o filme é um thriller de investigação ambientado na Segunda Guerra Mundial. Uma prostituta é brutalmente assassinada em Varsóvia, e o major Grau (Omar Sharif) tem apenas uma pista: o criminoso usava o uniforme de um general alemão. Entre os suspeitos encontram-se generais nazistas como Kahlenberge (Donald Pleasence) e o prepotente Tanz (Peter O’Toole, em grande atuação).

MUPPETS 2 – PROCURADOS E ARMADOS

O sapo Kermit, Miss Piggy e toda a turma dos Muppets saem em turnê mundial, mas logo a trupe de bonecos mergulha numa trama de espionagem internacional. Confira nos extras o vídeoclipe “I’ll Get You What You Want”, uma das ótimas canções de Bret McKenzie para o filme, que conta ainda com participações de Lady Gaga, Celine Dion (que canta um dueto com Miss Piggy), Zach Galifianakis e Salma Hayek, entre outros.

FOGO SOBRE A INGLATERRA

Clássico britânico de 1937, estrelado por Sir Laurence Olivier e sua esposa na época, Vivien Leigh (a Scarlett O’Hara de “E o Vento Levou”). No século XVI, a Inglaterra enfrenta a possibilidade de um conflito naval, com a poderosa Força Armada Espanhola. Assim, um jovem oficial da marinha de Elizabeth I é enviado para a Península Ibérica a fim de descobrir quando será o ataque, e quem é o traidor entre os aristocratas ingleses.

 

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