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EM EDIÇÕES ESPECIAIS, SUSPENSE COM JODIE FOSTER E CLÁSSICOS DO CINEMA MUDO

COM CARDS E EXTRAS, “A MENINA DO OUTRO LADO DA RUA“, THRILLER PSICOLÓGICO COM A ATRIZ LOGO APÓS O SUCESSO DE “TAXI DRIVER”, E “HORROR MUDO“, DVD DUPLO COM FILMES DOS ANOS 1920, COMO “O CORCUNDA DE NOTRE DAME” E “A CARRUAGEM FANTASMA” – LONGA SUECO QUE INFLUENCIOU O CINEMA DE INGMAR BERGMAN.

A MENINA DO OUTRO LADO DA RUA

Antes de estourar (e concorrer ao Oscar) por “Taxi Driver” (1976), Jodie Foster atuou, com apenas 13 anos, neste thriller psicológico ambíguo que acaba de sair em DVD no Brasil.

Filmado no Canadá pelo húngaro Nicolas Gessner, o longa é baseado no romance homônimo de Laird Koenig e apresenta Foster no papel de Rynn, uma adolescente precoce que vive sozinha na casa de seu pai, um famoso poeta local. Com a constante ausência dele, a independência da jovem, que leva uma vida solitária e auto-suficiente, intriga os poucos adultos que passam por ali. Qual o motivo de Rynn valer-se de tantos subterfúgios a fim de se isolar na casa? E onde estaria seu pai?

Esses e outros segredos mantém a tensão deste drama com suspense que se vale mais da atmosfera – e da presença hipnótica de Foster – ao invés dos tradicionais sustos e violência dos filmes de terror. A tensão provém dos embates entre Rynn e seus visitantes indesejados – entre eles, Frank Hallet (Martin Sheen), um vizinho com interesse suspeito em menores de idade como ela.

CURIOSIDADES:

* Jodie Foster tinha a mesma idade de sua personagem durante as filmagens, 13 anos.
* 1976 foi um ano cheio para a atriz. Além do thriller que acaba de sair em DVD, ela atuou em “Quando as Metralhadoras Cospem“, “Um Dia Muito Louco”, “Taxi Driver” e “Ecos de Um Verão”, todos lançados em 1976.

EXTRAS:

• Entrevista com Martin Sheen (27 min.)
• Uma conversa entre Sheen e Gessner (5 min.)
• Trailer Original (2 min.)

HORROR MUDO

No formato digipak, com 2 discos, a coleção reúne quatro clássicos dos anos 1920 que influenciaram o cinema de horror.

Edição especial com 4 cards e quase 1 hora de extras.

DISCO 1:

O MÉDICO E O MONSTRO (Dr. Jekyll and Mr. Hyde, 1920, 79 min)
Direção: John S. Robertson. Com John Barrymore, Martha Mansfield, Brandon Hurst.

Cientista filantropo testa fórmula em si mesmo, com o intuito de provar que os instintos benévolos e malévolos de uma mesma pessoa podem ser retidos em corpos diferentes. mas com o passar do tempo o avatar de sua maldade – sob o nome de Mr. Hyde – passa a dominá-lo por completo, colocando em risco todos ao seu redor. Adaptação do romance de Robert Louis Stevenson.

O CORCUNDA DE NOTRE DAME (The Hunchback of Notre Dame, 1923, 110 min)
Direção: Wallace Worsley. Com Lon Chaney, Patsy Ruth Miller, Norman Kerry.

Quasimodo, o sineiro responsável por badalar os sinos da Catedral de Notre-Dame de Paris, sofre recorrentes humilhações pela sua deformação na coluna ate se apaixonar perdidamente pela cigana Esmeralda, enfrentando o ódio e maus-tratos daqueles a sua volta. Superprodução baseada na obra de Victor Hugo.

DISCO 2:

O FANTASMA DA ÓPERA (The Phantom of the Opera, 1925, 92 min)
Direção: Rupert Julian. Com Lon Chaney, Mary Philbin, Norman Kerry.

Erik, um compositor com o rosto desfigurado, vive nos subsolos de um grande teatro em Paris. Ele sequestra uma jovem cantora de ópera por quem se apaixona, mantendo-a no subsolo do teatro. Versão para o cinema do romance de Gaston Leroux.

A CARRUAGEM FANTASMA (Körkarlen, 1921, 106min)
Direção: Victor Sjöström. Com Victor Sjöström, Hilda Borgström, Tore Svennberg.

Suécia, véspera de Ano Novo. Três bêbados evocam uma lenda: se a última pessoa que morrer no ano for uma grande pecadora, ela irá guiar a carruagem fantasma que recolhe as almas dos mortos. Um dos filmes favoritos de Ingmar Bergman, e a principal influência em seu trabalho.

EXTRAS:

* O Médico e o Monstro (Versão de 1912). Duração: 14 minutos.
* O Médico e o Monstro (Versão de 1920), dirigido por Louis B. Mayer”. Duração: 15 minutos.
* Trecho de uma entrevista com Ingmar Bergman: a influência de “A Carruagem Fantasma” em sua filmografia. Duração: 16 minutos

ADEUS NELSON PEREIRA DOS SANTOS (1928-2018), UM DOS MAIORES DIRETORES DO CINEMA BRASILEIRO

Nelson Pereira dos Santos (1928-2018)

O BRASIL PERDEU O DIRETOR DE CLÁSSICOS COMO “RIO 40 GRAUS” E “VIDAS SECAS”. DIAGNOSTICADO COM UM TUMOR NO FÍGADO, NELSON MORREU NO ÚLTIMO SÁBADO (21), AOS 89 ANOS. PREMIADA NOS PRINCIPAIS FESTIVAIS DO MUNDO, SUA OBRA É PARTE FUNDAMENTAL DA HISTÓRIA DO CINEMA NACIONAL.

Nascido em São Paulo, no bairro do Brás, em 1928, Nelson Pereira dos Santos é um dos fundadores do Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro influenciado pelo neorrealismo italiano dos anos 1950. Amante da literatura brasileira, o artista construiu, ao longo de seis décadas, uma das carreiras mais produtivas e influentes de nosso cinema, com quase 30 títulos.

Primeiro cineasta a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, em 2006, dirigiu mais de 20 filmes, incluindo quatro documentários. Sua paixão pela literatura se confirma nas inúmeras adaptações que realizou, duas delas – “Vidas Secas” (1963) e “Memórias do Cárcere” (1984), baseadas em obras de Graciliano Ramos (1892-1953) – estão entre seus melhores trabalhos.

Diretor, produtor, roteirista, montador, ator e professor, Nelson soube explorar em seu trabalho o diálogo entre realidade e ficção. Influenciado pelo neorrealismo e pela leitura de Jorge Amado, retratava na tela um Brasil da gente do povo, um país não só de desigualdades, mas de uma imensa riqueza cultural.

Duas coleções lançadas em DVD, disponíveis na 2001, resgatam não só seu legado, mas a cultura e a história do Brasil.

VOLUME 1: 1956-1967

Restaurados pela Afinal Filmes, os longas da coleção vêm acompanhados de extras inéditos, como “O filme de Grande Otelo”, “Neorrealismo menor” e o curta “Meu Compadre Zé Ketti”, entre outros. A cópia do raro “El Justicero”, por exemplo, foi restaurada a partir de película em 16mm que sobreviveu à censura militar durante a ditadura.

Marco do Cinema Novo, “Rio 40 Graus” (1955), sua estreia na direção de longa, ficou de fora, pois seus negativos não foram encontrados, o que gerou um litígio entre Nelson e a Cinemateca Brasileira, onde estavam depositados para restauro. Com exceção de “Vidas Secas“, os filmes são inéditos em DVD, e mais duas caixas com ciclos cronológicos abrangendo a produção do cineasta estão programadas.

RIO, ZONA NORTE  (1956, P&B, 86 min)

Livremente inspirado na vida do músico Zé Keti (amigo de Nelson), o longa é narrado em flashback e segue o compositor Espírito da Luz Soares (papel de Grande Otelo), que sonha ter um samba gravado por Angela Maria, a Rainha do Rádio.

Extras: O filme de Grande Otelo, Neorrealismo menor, “Meu compadre Zé Ketti” (curta, 11 min), filmografia.

MANDACARU VERMELHO  (1960, P&B, 76 min)

Definido como um “nordestern” segundo Nelson Pereira dos Santos, o filme traz o próprio diretor no papel de um vaqueiro que se apaixona por uma moça nordestina. Como ela estava prometida a outro homem, os dois fogem e são perseguidos pela família vingativa da jovem.

Extras: Aprendizado, filmografia.

BOCA DE OURO  (1963, P&B, 102 min)

Personagem criado por Nelson Rodrigues em peça homônima, o bicheiro – em interpretação marcante de Jece valadão – tem suas lendas desbravadas por um repórter que entrevista uma das amantes do malandro carioca, Guigui (Odete Lara). É ela quem conta três versões diferentes da vida do personagem.

Extras: Um desafio, O barulho da câmera, “Um moço de 74 anos” (doc. 11 min), biobibliografia de Nelson Rodrigues, filmografia.

VIDAS SECAS  (1963, P&B, 103 min)

Clássico absoluto do Cinema Novo adaptado do livro de Graciliano Ramos. Uma família de retirantes zanza pelo Nordeste em busca de dignidade, comida e trabalho. Com expressiva fotografia de Luiz Carlos Barreto, o filme concorreu à Palma de Ouro em Cannes ao lado de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) e levou o prêmio OCIC no mesmo festival. Um filme fundamental para entender o cinema brasileiro.

Extras: Como se morre no cinema, Auto-retrato aos 56 anos, filmografia.

EL JUSTICERO  (1967, P&B, 80 min)

Banido durante a ditadura, este clássico “perdido” ataca abertamente o regime militar por meio da sátira social em torno de um playboy de Ipanema (e, mais importante, filho de um general) que se julga protetor das mulheres indefesas e dos fracos e oprimidos. Baseado em romance de João Bethencourt, o filme mostra Nelson influenciado pela Nouvelle vague, com cortes e descontinuidades narrativas atípicas até então em seu trabalho.

Extras: Um presente de Leon Hirszman, Censura na ditadura, Acontecia muita coisa, Nos tempos do Solar da Fossa, bibibliografia de João Bethencourt, filmografia.

VOLUME 2: 1968-1973

Box com filmes mais experimentais e metafóricos do diretor: quatro deles – exceção feita a “O Amuleto de Ogum” (de 1974) – foram realizados no “exílio de Paraty”, quando Nelson e seu grupo de amigos, artistas e técnicos se abrigaram na cidade do litoral fluminense, hoje sede da Flip, a festa literária de Paraty.

Anos de chumbo com a ditadura militar no poder. O exílio em Paraty e o descobrimento de um outro Brasil. Com equipe e elenco em um ambiente de cooperação e cumplicidade, Nelson se instala na cidade onde rodará quatro filmes. Inspirações variadas de Hans Staden à Machado de Assis, da contracultura ao experimentalismo, passando pelas religiões de conversão, completam a caixa.

FOME DE AMOR  (1968, P&B, 73 min)

Recém-casados em Nova York, Mariana e Felipe decidem voltar para o Brasil e ir morar na ilha que Felipe diz ser dele. Chegando lá, encontram a jovem Ulla, esposa do verdadeiro proprietário da ilha, Alfredo. Entre os dois casais, então, passa a surgir uma relação de ódio, paixão e sexo. Clássico sobre o fracasso da luta armada, com a musa Leila Diniz no elenco, além de locações em Nova York e Paris.

AZYLLO MUITO LOUCO  (1970, Cor, 100 min)

Século XIX, em uma província à beira-mar. Um padre (Nildo Parente) constrói um asilo, com o objetivo de abrigar os loucos e tentar descobrir um tratamento para restaurar a razão perdida. Só que os poderosos do local voltam-se contra o padre, em virtude da enorme quantidade de paroquianos internados como loucos. O padre reconsidera a situação e propõe que fiquem no asilo apenas os sãos. Adaptação livre de “O Alienista”, de Machado de Assis.

COMO ERA GOSTOSO O MEU FRANCÊS  (1971, Cor, 84 min)

No Brasil de 1594, um aventureiro francês (Arduíno Colasanti) fica prisioneiro dos Tupinambás. Enquanto aguarda para ser executado, o estrangeiro aprende os hábitos dos índios e compartilha seus conhecimentos de artilharia, até se unir a uma selvagem (Ana Maria Magalhães), que tenta ajudá-lo a fugir. Longa indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim.

QUEM É BETA?  (1972, Cor, 85 min)

Uma sociedade futurista luta para se reerguer após sofrer um verdadeiro colapso, um apocalipse. Seus últimos sobreviventes buscam com todas as suas forças novas razões para viver e para reconstruir, ainda que primitivamente, sua sociedade. Inspirado no conto “O último artilheiro” (parte integrante do livro de ficção científica “O 3º planeta”, de autoria de Levy Menezes).

O AMULETO DE OGUM  (1973, Cor, 112 min)

Violeiro cego conta (canta) a história de um menino cujo pai e irmão foram assassinados e que, a pedido da mãe, vai a um terreiro de umbanda para “fechar o corpo” (proteger-se pelos espíritos). Crescido, envolve-se com o crime e a contravenção na Baixada Fluminense, até que se envolve com amante do bicheiro e é jurado de morte — mas conta com a proteção do amuleto de Ogum.

E VEJA TAMBÉM:

VIDAS SECAS

Edição especial lançada pelo Instituto Moreira Salles da adaptação do livro de Graciliano Ramos sobre a família formada por Sinhá Vitória, Fabiano, dois meninos e a cachorra Baleia, entre a mudança e a fuga da seca. Um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos, em DVD acompanhado pelo livreto “O texto sob nova luz”, com análises críticas de Jean Claude Bernardet, José Carlos Avellar e Júlio Bressane.

AGNÈS VARDA: 4 CLÁSSICOS DA SENHORA NOUVELLE VAGUE

MAIS UMA COLEÇÃO IMPERDÍVEL PARA OS CINÉFILOS, COM 2 DISCOS REUNINDO OS MELHORES LONGAS DE FICÇÃO DA ACLAMADA CINEASTA FRANCO-BELGA.

Viúva de Jacques Demy – diretor de “Os Guarda-Chuvas do Amor” e de vários outros trabalhos que acabam de sair em DVD na 2001 -, Agnès Varda é considerada uma das maiores cineastas de todos os tempos, com mais de 30 filmes no currículo.

Aos 89 anos, ela concorreu ao Oscar deste ano pelo documentário “Visages, Villages”, que codirigiu ao lado do jovem JR e sua filha Rosalie Varda. No ano passado, tornou-se a primeira diretora a receber um Oscar honorário da Academia de Hollywood.

Nascida em 30 de maio de 1928, em Bruxelas (capital da Bélgica), ela transitou entre diferentes formatos (e gêneros) cinematográficos, tendo a fotografia como base de pesquisa. Sua experiência de fotógrafa se fez notar em sua estreia na direção de cinema, “La Pointe-Courte” (1955), considerado por críticos e historiadores como Georges Sadoul “verdadeiramente o primeiro filme da Nouvelle Vague”.

Seu longa seguinte, “Cléo das 5 às 7“, crônica de uma mulher esperando o resultado de uma biópsia, é um marco do movimento criado pelos ex-críticos da célebre revista francesa Cahiers du Cinéma.

A cineasta realizaria mais uma obra-prima, “As Duas Faces da Felicidade” (1965), evocando a arte dos impressionistas, antes de exilar-se na Califórnia no final dos anos 1960, quando passou a registrar a efervescência cultural do período em vários documentários desenvolvidos a partir de imagens fixas como fotografias, pinturas ou grafite.

“As Duas Faces da Felicidade” (Le Bonheur, 1965)

Após uma série de documentários, voltou em grande estilo à ficção com “Sem Teto, Nem Lei“, que lhe valeu o Leão de Ouro no Festival de Veneza em 1985.

Semelhantes a diários ou cadernos de anotações, os filmes de Varda incorporam lirismo ao realismo, criando documentários tão interessantes quanto a ficção e longas ficcionais cujo naturalismo beira o real.

Ao desafiar os códigos sociais burgueses com suas personagens iconoclastas, ela foi uma pioneira do cinema feminista, bem antes de Chantal Akerman (“Jeanne Dielman”) e Jane Campion (“O Piano”) – só para citar duas grandes cineastas -, propondo em sua obra uma reflexão sobre a subjetividade feminina.

Sua sensibilidade e extrema curiosidade pela experiência humana permeiam cada fotograma de seus filmes.

AGNÈS VARDA

No formato digipak, com 2 discos e bela arte conceitual, o box reúne traz 4 clássicos da diretora na seara da ficção, todos remasterizados. Seus filmes, fotografias e instalações revelam, com seu estilo experimental único, seu diálogo com o documentário, o feminismo e o comentário social.

Edição limitada com 4 cards e quase uma hora de extras.

DISCO 1:

LA POINTE COURTE (Idem, 1955, 80 min)
Com Philippe Noiret, Silvia Monfort.

Dividido em duas partes, o longa retrata, primeiramente, os habitantes de um pequeno povoado pesqueiro na França. E apresenta, em sequência, um casal em crise, Lui e Elle (Philippe Noiret and Silvia Monfort), que visitam a cidade natal dele, La Pointe Courte. Influenciada pela obra “Palmeiras Selvagens”, de William Faulkner, Varda realizou o filme com poucos recursos e a ajuda de Alain Resnais, responsável pela edição das cenas.

CLÉO DAS 5 ÀS 7 (Cléo de 5 às 7, 1962, 90 min)
Com Corinne Marchand, Antoine Bourseiller, Dominique Davray.

Cléo (Corinne Marchand) é uma cantora francesa que vive um momento de angústia, enquanto espera o resultado de um exame. O teste pode apontar se ela tem ou não um câncer. Sem saber o que fazer, Cléo perambula por Paris, fazendo coisas banais, à procura de distração por 1 hora e meia, até conhecer um soldado prestes a ir para a guerra na Argélia. Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, esta é uma das obras capitais do movimento nouvelle vague.

DISCO 2:

AS DUAS FACES DA FELICIDADE (Le bonheur, 1965, 80 min)
Com Jean-Claude Drouot, Claire Drouot, Olivier Drouot.

Precursora da Nouvelle Vague com “La Pointe Courte” (1954), Agnès Varda (“Cléo das 5 às 7“) dirige esta evocação sem culpa sobre o casamento e o desejo, refletindo sobre o significado da felicidade e a relação conjugal.

Visualmente influenciado pela pintura impressionista, este é um dos mais belos trabalhos de uma das grandes diretoras da história do cinema. Nele, um pai de família casado se envolve com outra mulher, mas não quer abandonar a esposa. O filme conquistou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim.

SEM TETO SEM LEI (Sans toit ni loi, 1985, 106 min)
Com Sandrine Bonnaire, Macha Méril, Stéphane Freiss.

Depois de chamar atenção em “À Nos Amours” (1983), Sandrine Bonnaire foi premiada no Festival de Veneza pelo papel de uma jovem andarilha em “Sem Teto, Nem Lei”. A trajetória da personagem é narrada por aqueles que a encontraram em suas últimas semanas de vida.

Como em “A Grande Testemunha” (1966), do mestre Robert Bresson, revela-se mais sobre quem interage com ela – seja ajudando-a, amando-a ou abusando dela – do que sobre esse espírito livre, mantido um mistério ainda maior ao longo da história. Varda dirigiu o filme após intensa pesquisa com vagabundos, rebeldes, drogados e mendigos, além de usar atores não-profissionais no elenco.

EXTRAS:

* Entrevista com Agnès Varda (30 min.)
* Depoimentos sobre “As Duas Faces da Felicidade” (15 min.)
* Sem Teto Nem Lei: Viagéns e músicas (12 min.)

COLEÇÃO KEN RUSSELL: UM DOS LANÇAMENTOS DO ANO, COM 6 FILMES DO DIRETOR

COM 4 DISCOS, CARDS E INÚMEROS EXTRAS, O BOX RESGATA 6 LONGAS DO CINEASTA BRITÂNICO ENTRE OS ANOS 70 E 80 – INCLUINDO O SEMINAL “OS DEMÔNIOS”, A ÓPERA-ROCK “TOMMY” E O INÉDITO EM DVD “O NAMORADINHO”.

Vanessa Redgrave em “Os Demônios” (1971), perturbador clássico do cinema inglês incluído na coleção

Ken Russell, nome artístico de Henry Kenneth Alfred Russell, nasceu em 3 de julho de 1927, em Southampton, (Hampshire, Inglaterra) e faleceu em 27 de novembro de 2011, aos 84 anos.

Egresso da rede de Tv BBC, onde realizou inúmeros docudramas romanceando a vida de artistas famosos (Frederick Delius, Debussy, Isadora Duncan, Henri Rousseau, Dante Gabriel Rossetti), Russell estreou na direção de longa-metragem com “French Dressing” em 1964, seguido pelo thriller de espionagem “O Cérebro de um Bilhão de Dólares” (1967), com Michael Caine.

Seu terceiro longa, “Mulheres Apaixonadas“, causou furor em sua estreia na Inglaterra, em 1969, ao tornar explícitas as passagens mais ousadas e polêmicas do clássico homônimo escrito por D.H. Lawrence. O filme lhe valeu sua primeira (e única) indicação ao Oscar.

Mulheres Apaixonadas” (1969), vencedor do Oscar de melhor atriz para Glenda Jackson (à esquerda)

Premiado no Festival de Veneza e pelo National Board of Review (EUA), “Os Demônios” (1971) se tornou o trabalho mais controverso do diretor, explorando temas explosivos como histeria religiosa, perseguição política e a relação entre Igreja e Estado.

Historiadores divergem sobre a verdade por trás dos fatos que inspiraram a produção baseada na peça homônima de John Whiting, e em extensa pesquisa realizada por Aldous Huxley para seu romance “Os Demônios de Loudun”.

Permeado por sequências fortes de nudez e violência, o filme de Russell causou escândalo na época de seu lançamento e levou a Warner a cortar várias cenas, o que não impediu seu banimento em vários países. Misto de horror e drama histórico, “Os Demônios“, mais do que lidar com possessão, trata mesmo é do perigoso uso da religião pelo Estado.

Ken Russell no set de “Os Demônios” (1971)

A carreira do excêntrico diretor continuou com uma série de cinebiografias, abordando de maneira extravagante a vida dos compositores Tchaikovsky (“Delírio de Amor”, 1971), Gustav Mahler (“Mahler“, 1974) e Franz Liszt (no insano “Lisztomania”, 1975), além do escultor francês Henri Gaudier-Brzeska (“O Messias Selvagem”, 1972) e do astro do cinema mudo Rudolph Valentino (“Valentino – O Ídolo, o Homem“, 1977).

Russell desconcertou público e crítica com seus filmes repletos de energia, e ao mesmo tempo atuações exageradas, nudez gratuita, violência estilizada e sequências fantasiosas em ritmo de videoclipe, quase sempre exaltando a sexualidade de seus personagens.

KEN RUSSELL

No formato digipak com 4 discos, o box inclui 6 produções originais do enfant terrible do cinema inglês: O NAMORADINHO (The Boy Friend, 1971), um de seus trabalhos mais comportados, indicado ao Oscar de trilha sonora; OS DEMÔNIOS (1971), estrelado por Oliver Reed e Vanessa Redgrave, proibido em vários países e lançado em diferentes versões; o musical TOMMY (1975), baseado na a ópera-rock da banda The Who; VALENTINO – O ÍDOLO, O HOMEM (1977), fracasso com Rudolf Nureyev e Leslie Caron; CRIMES DE PAIXÃO (1984), thriller sexual com Kathleen Turner no papel de uma estilista que se prostitui à noite; e GÓTICO (1986, lançado como “Gothic” no Brasil), um de seus filmes mais malucos, misturando fantasia, terror e a biografia de escritores.

Edição limitada com 6 cards e mais de 2 horas de extras.

“Eu sei que meus filmes perturbam as pessoas. Eu quero perturbar as pessoas.”  Ken Russell (1927–2011)

DISCO 1:

OS DEMÔNIOS (The Devils, 1971, 107 min)
Com Vanessa Redgrave, Oliver Reed, Dudley Sutton.

Com sofisticados cenários criados pelo cineasta Derek Jarman (de “Caravaggio”) e atuações viscerais de Oliver Reed e Vanessa Redgrave, o filme continua perturbador, explorando temas fortes como histeria religiosa, perseguição política e a relação entre Igreja e Estado.

DISCO 2:

TOMMY (Idem, 1975, 111 min)
Com Roger Daltrey, Ann-Margret, Oliver Reed.

Indicado ao Oscar de melhor atriz (Ann-Margret) e música, o longa é uma alucinante transposição da ópera-rock do disco homônimo criado pelo The Who. Além da banda, o elenco conta com a participação de nomes como Elton John, Eric Clapton, Tina Turner e até Jack Nicholson, que canta neste musical que antecipou a estética do videoclipe.

CRIMES DE PAIXÃO (Crimes of Passion, 1984, 107 min)
Com Kathleen Turner, Anthony Perkins, Bruce Davison.

Um homem em crise no casamento aceita um trabalho extra e acaba se envolvendo com Joana, uma mulher de vida dupla. Durante o dia, ela é uma estilista focada no trabalho e, à noite, uma prostituta perseguida por um reverendo louco. Thriller erótico com Kathleen Turner e Anthony Perkins (o Norman Bates de “Psicose”) em papéis barra-pesada.

DISCO 3:

VALENTINO – O ÍDOLO, O HOMEM (Valentino, 1977, 128 min)
Com Rudolf Nureyev, Leslie Caron, Michelle Phillips.

Em 1926, a morte da lenda do cinema mudo, aos 31 anos, levou inúmeras de suas fãs a irem às ruas em revolta e até mesmo a cometerem suicídio. Este era Rudolph Valentino, um dos maiores galãs de Hollywood. Cinebiografia ao estilo barroco de Russell, com seus tradicionais excessos e liberdades históricas.

GÓTICO (Gothic, 1986, 87 min)
Com Gabriel Byrne, Julian Sands, Natasha Richardson.

Em 1816, o poeta Percy Shelley visita seu amigo Lord Byron, também poeta, que vive auto-exilado na Suiça. Byron incita os visitantes – entre eles, Mary Shelley (antes de escrever “Frankenstein”) e o Dr. Polidori (autor de “O Vampiro”) a usar a imaginação e criar histórias de horror, desafiando amarras religiosas e os maiores temores de cada um.

DISCO 4:

O BOYFRIEND – O NAMORADINHO (The Boy Friend, 1971, 36 min)
Com Twiggy, Christopher Gable, Max Adrian.

Polly é assistente de palco em uma companhia de teatro e acaba substituindo a atriz principal de um musical. Na plateia está um importante diretor de Hollywood, que decide contratá-la. Homenagem aos musicais dos anos 1920 – e especialmente o trabalho do coreógrafo Busby Berkeley -, com Twiggy, famosa modelo dos anos 1960, premiada com dois Globos de Ouro.

EXTRAS:

* Director of the Devils: Documentário sobre o filme “Os Demônios” (21 minutos)
* No set de “Os Demônios” (7 min.)
* Entrevista com Ken Russell (13 min.)
* Entrevista com Julian Sands (17 min.)
* Cenas deletadas de “Crimes de Paixão” (19 min.)
* Orson Welles: Relembrando Rudolph Valentino (17 min.)
* All Taling… All Singing… All Dancing (8 min.)

CHEGOU “ME CHAME PELO SEU NOME”, UM DOS VENCEDORES DO OSCAR 2018

INDICADO AO OSCAR DE MELHOR FILME, ATOR (TIMOTHÉE CHALAMET) E CANÇÃO (“MYSTERY OF LOVE”, DE SUFJAN STEVENS), O DRAMA ROMÂNTICO LEVOU A ESTATUETA DE MELHOR ROTEIRO ADAPTADO, ESCRITO PELO VETERANO JAMES IVORY (DIRETOR DE “MAURICE” E “UMA JANELA PARA O AMOR“) A PARTIR DO ROMANCE DE ANDRÉ ACIMAN. CONFIRA NA 2001, EM DVD E BLU-RAY.

Depois de indicações ao Oscar de melhor direção por “Uma Janela para o Amor”, “Retorno a Howards End” e “Vestígios do Dia”, James Ivory finalmente levou a estatueta pelo roteiro de “Me Chame pelo Seu Nome“. Aos 89 anos, ele tornou-se o mais velho vencedor do Oscar.

Dirigido com sensibilidade e atenção aos detalhes pelo italiano Luca Guadagnino (“Um Sonho de Amor”), o filme acompanha o desabrochar sexual de Elio (a revelação Timothée Chalamet, visto também em “Lady Bird”), jovem de 17 anos que vive com os pais numa vila no interior da Itália, nos anos 1980.

Seu pai (papel de Michael Stuhlbarg), especialista em arte greco-romana, recebe em sua casa Oliver (Armie Hammer, de “A Rede Social“), um acadêmico de 24 anos que vem ajudá-lo nas suas pesquisas. A chegada do simpático norte-americano quebra a rotina do lugar e ele logo se aproxima de Elio.

Em meio a paisagens bucólicas e pequenos prazeres de verão, o jovem com talento para a música luta para entender suas emoções, cada vez mais atraído física e intelectualmente por Oliver.

Considerado um dos melhores filmes de 2017 pela crítica internacional, “Me Chame pelo seu Nome” é uma bela história de amor e amizade que mostra a construção dos afetos e da cumplicidade.

Narrado de forma sensorial e com pouco conflito, é um romance que transcende os clichês geralmente associados à homossexualidade no cinema, sem o peso de julgamentos ou qualquer forma de repressão. Tudo é de muito bom gosto, marca do italiano Guadagnino.

CURIOSIDADES:

* Guadagnino planeja, ao lado de André Aciman – autor do romance em que se baseia o filme –, criar uma trilogia, focando em estágios diferentes da vida de Elio.
* A RT Features, de Rodrigo Teixeira, responsável por longas como “Frances Ha” e A Bruxa”, é uma das produtoras do filme.

EXTRAS:

* Comentários em áudio de Timothée Chalamet e Michael Stuhlbarg
* Imagens da Itália: A Produção de “Call Me by Your Name
* Em conversa com Armie Hammer, Timothée Chalamet, Michael Stuhlbarg & Luca Guadagnino.

E DE JAMES IVORY COMO DIRETOR:

OS BOSTONIANOS

Lançado no Brasil com o título de “Um Triângulo Diferente” (1984), o longa é uma adaptação da obra de Henry James, autor levado às telas antes por Ivory em “Os Europeus” (1979) . Indicada ao Oscar de melhor atriz, Vanessa Redgrave interpreta Olive Chancellor, uma solteirona envolvida em movimento pela emancipação da mulher, na cidade de Boston em 1875. Suas ideias avançadas para a época atraem uma jovem, Verena (Madeleine Potter), que se vê dividida entre ela e um advogado conservador (vivido por Christopher Reeve).

UMA JANELA PARA O AMOR

A Itália é uma paixão antiga de Ivory, como prova este clássico romântico baseado no romance de E. M. Forster (autor de “Maurice“).  No início do século XX. Lucy (Helena Bonham Carter) passa as férias em Florença, em companhia de sua tutora (Maggie Smith), e acaba se apaixonando por George, um rapaz gentil e sonhador, mas pobre. Primeiro grande sucesso internacional do diretor em parceria com o produtor Ismail Merchant , o filme concorreu a 8 prêmios da Academia e venceu nas categorias de melhor direção de arte, roteiro adaptado e figurino.

MAURICE

Escrito por E.M. Forster (1879-1970) e publicado postumamente, o romance “Maurice” retrata as dificuldades do personagem-título em lidar com sua homossexualidade na repressora Inglaterra do começo do século XX. A adaptação para cinema é mais uma requintada produção de Ismail Merchant com direção de James Ivory, que, aos 89 anos, acaba de receber o Oscar de melhor roteiro adaptado por filme de temática semelhante, o sucesso indie “Me Chame Pelo Seu Nome”. “Maurice” venceu o Leão de Prata no Festival de Veneza.

EM BUSCA DO AMOR

Na trama, Omar (Omar Metwally) recebe um adiantamento para escrever a biografia de Jules Gund, um famoso escritor latino-americano que faleceu. Mas o irmão do morto (Anthony Hopkins), a esposa dele (Laura Linney) e até sua amante (Charlotte Gainsbourg) não concedem a autorização. A fim de mudar a opinião da família e conseguir acesso aos arquivos de seu objeto de estudo, Omar viaja até a propriedade de Gund, no Uruguai. Hopkins interpreta o irmão do escritor, que vive com um parceiro mais jovem, Pete (Hiroyuki Sanada). Último filme dirigido por Ivory.

O POLÊMICO “MÃE!”, “IT – A COISA”, E MAIS SUSPENSE E TERROR

NESTA SEXTA-FEIRA 13, CONFIRA NA 2001 VÁRIOS FILMES COM ELEMENTOS DO CINEMA DE HORROR. DESDE “MÃE!“, COM SUA IMPACTANTE MEIA HORA FINAL, PASSANDO PELO ICÔNICO PALHAÇO PENNYWISE DE “IT“, A UM DOS MELHORES TRABALHOS DE GUILLERMO DEL TORO (VENCEDOR DO OSCAR DESTE ANO POR “A FORMA DA ÁGUA“), ENTRE OUTROS TÍTULOS.

MÃE!

Um dos filmes mais comentados e polêmicos de 2017, “Mãe!” é mais um trabalho radical do diretor-roteirista Darren Aronofsky (“Réquiem para um Sonho“, “Cisne Negro“). Transitando entre gêneros, apresenta cenas fortes e suscita diferentes interpretações do público e da crítica.

Indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, é um mergulho aterrador e claustrofóbico – permeado por alegorias e simbolismos – numa relação conjugal levada aos limites da insanidade.

Na trama, um casal vive em uma imensa propriedade no campo. Enquanto a jovem esposa (Jennifer Lawrence) passa os dias restaurando o casarão, afetado por um incêndio no passado, Seu marido (Javier Bardem), um famoso poeta, tenta desesperadamente recuperar a inspiração para voltar a escrever.

Só que a paz do lugar é interrompida com a chegada de visitantes inesperados que se impõem à rotina do casal. Entre os intrusos, destaque para os personagens de Ed Harris e Michelle Pfeiffer, que dão início a uma espiral de intolerância e violência.

Segundo Aronofsky, “Esse não é um filme de terror, não é um suspense, mas vai ferrar sua mente”.

Curiosidade: O diretor explicou que o ponto de exclamação no título é uma referência aos 30 minutos finais do filme. E, entre as inspirações de “Mãe!”, estão clássicos como “O Anjo Exterminador” (1962) e “O Bebê de Rosemary” (1968).

IT – A COISA

Publicada pela primeira vez em 1986, a saga épica de terror escrita por Stephen King foi adaptada para a TV em 1990, na forma de minissérie em dois episódios, e imortalizou o britânico Tim Curry no papel do assustador palhaço Pennywise.

27 anos depois, “It – A Coisa” chega à telona sob a direção de Andy Muschietti (“Mama“) e com o ator sueco Bill Skarsgård na pele do monstro assassino de crianças. A grande diferença em relação à minissérie é que o longa se concentra em apenas uma linha narrativa do livro, transportando a ação dos anos 1950 para os anos 80.

Tim Curry na produção de “It” para TV (1990) e Bill Skarsgård na nova versão (2017)

Na pequena cidade de Derry, no Estado do Maine, um grupo de pré-adolescentes – chamado de “Clube dos Perdedores” – investiga o desaparecimento de crianças na região. O grupo de amigos logo descobre a figura de Pennywise (Skarsgård), um ser de origem desconhecida que assume a forma de um sinistro palhaço que explora os medos mais profundos de todos.

Em ritmo de aventura nostálgica, como King já fizera em “Conta Comigo”, “It” investe no desenvolvimento dos personagens-mirins, mostrando suasfrustrações (incluindo o temido bullying) e a busca por aceitação em meio à ameaça mortal (e sobrenatural) do mal apelidado de “A Coisa”.

Com jovens atores carismáticos, sustos pontuais e violência gráfica, o filme agradou ao público, tornando-se a maior bilheteria da história para um filme de terror, desbancando o clássico “O Exorcista” (1973).

Extras: Cenas excluídas.

Curiosidade: Na produção televisiva, assim como no best seller de King, a trama retoma os mesmos personagens na idade adulta, trinta anos depois. Por isso, já foi confirmada uma sequência para o filme, novamente com Muschietti na direção.

E VEJA TAMBÉM:

A ESPINHA DO DIABO

Enquanto não sai em DVD o oscarizado “A Forma da Água“, vale a pena conferir esta fábula gótica do mexicano Guillermo del Toro. Sete anos antes de “O Labirinto do Fauno” (2008), o diretor já apresentava suas criaturas fantásticas – e o verdadeiro horror provocado pelo ser humano – em “A Espinha do Diabo“. Também ambientado durante a Guerra Civil Espanhola, o filme mostra um garoto de 12 anos que é abandonado num orfanato decadente e logo começa a receber visitas do fantasma de um menino assassinado na instituição.

MANHUNTER – CAÇADOR DE ASSASSINOS

Alguns anos antes do sucesso de “O Silêncio dos Inocentes” (1991), pouca gente sabe que o Dr. Hannibal Lecter apareceu pela primeira vez neste thriller dirigido por Michael Mann. Criado pelo escritor Thomas Harris, o personagem – aqui interpretado por Brian Cox – é entrevistado pelo agente William Graham (William Petersen) durante sua investigação sobre um serial killer conhecido como “A Fada do Dente”. O filme foi refilmado em 2002 com o título original do livro que lhe deu origem, “Dragão Vermelho”.

DUBLÊ DE CORPO

Mestre do suspense moderno, Brian De Palma evoca “Janela Indiscreta” e “Um Corpo que Cai” neste thriller pontuado por cenas de violência explícita e muita sensualidade, ao som de bela trilha sonora de Pino Donaggio (“Inverno de Sangue em Veneza“). Jake Scully (Craig Wasson) é o voyeur da vez, um ator desempregado que espiona à distância a vizinha que mora na frente, dando início a uma intricada trama de crime e mistério.

A MORTE TE DÁ PARABÉNS

Sucesso-surpresa de 2017, com 1 milhão de espectadores nos cinemas brasileiros, o filme acompanha o suplício de uma jovem em busca da identidade de seu assassino. Na trama, uma universitária é assassinada no dia de seu aniversário, mas “sobrevive”, passando a vivenciar o mesmo e fatídico dia inúmeras vezes, em processo semelhante ao do personagem de Bill Murray em “Feitiço do Tempo” (1993).

ALÉM DA MORTE

O dinamarquês Niels Arden Oplev, da primeira versão de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2009), dirige esta refilmagem do suspense “Linha Mortal”. Assim como no filme estrelado por Julia Roberts e Kiefer Sutherland em 1990, um grupo de estudantes de medicina começa a explorar experiências de quase morte, parando e depois revivendo o coração de cada um. O elenco traz Ellen Page e Diego Luna.

NOS LANÇAMENTOS DO MÊS, CINEMA EUROPEU, DOC E CLÁSSICOS DO CINEMA

O OUTRO LADO DA ESPERANÇA

Premiado com o Urso de Prata de Melhor Diretor no Festival de Berlim pelo filme, o finlandês Aki Kaurismäki volta ao tema dos refugiados, depois do jovem africano de “O Porto” (2011). Com seu humanismo e estilo minimalista, o cineasta acompanha o drama de Khaled, um rapaz sírio que chega à Finlândia escondido num navio de carga. Vivendo clandestinamente, ele faz amizade com Wikhström, um cinquentão local que decide abrir um restaurante.

O FORMIDÁVEL

Nomeado à Palma de Ouro, o novo longa de Michel Hazanavicius (“O Artista”) apresenta um retrato cínico e mordaz de um dos maiores pensadores do cinema, Jean-Luc Godard. A história cobre um período-chave da vida do cineasta (interpretado por Louis Garrel): entre 1967, ao lado de sua esposa e musa, a jovem atriz Anne Wiazemsky – com quem filmara “A Chinesa” -, até os protestos de maio de 1968, que provocam nele uma profunda mudança ideológica.

LOLA PATER

Com mais de 90 trabalhos entre cinema e televisão, Fanny Ardant empresta seu carisma e talento a um papel inédito em sua carreira. A musa de cineastas como Claude Lelouch e François Truffaut brilha no papel de Lola, uma mulher árabe e transsexual. Zino, seu filho que não vê há 25 anos, decide procurar pelo pai, sem saber que ela não se chama mais Farid. Os dois terão que superar suas diferenças e ser, de novo, uma família.

O CASAMENTO DE MARIA BRAUN

Metáfora dos rumos da Alemanha no período do pós-guerra, a história segue a luta da personagem-título – interpretada por Hanna Schygulla, premiada no Festival de Berlim – para sobreviver e se reerguer, passando por vários infortúnios e reviravoltas até se tornar uma rica empresária, nos anos 1950. Dirigido por Rainer Werner Fassbinder, o filme dá início a sua Trilogia da Alemanha Ocidental, completada por “Lola” (1981) e “O Desespero de Veronika Voss” (1982).

OS TRANSGRESSORES

Dirigido pelo jornalista Luis Erlanger, o documentário retrata a vida e o trabalho de quatro brasileiros dedicados a causas sociais: o educador Paulo Freire (1921-97), o estilista e ativista LGBT Carlos Tufvesson, o produtor e escritor Celso Athayde (da Central Única das Favelas) e Lucinha Araújo, criadora do Instituto Viva Cazuza. Quatro histórias de pessoas que saíram da sua zona de conforto para enfrentar o que acham que deve ser mudado no sistema.

OVERLORD

Vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim, “Overlord” é considerado um dos melhores filmes de guerra do cinema britânico. O diretor Stuart Cooper mergulha o espectador na pele de um soldado inglês na II Guerra, desde seu treinamento militar até a invasão da Normadia, no fatídico Dia D da Operação Overlord. Com fotografia de John Alcott (“Laranja Mecânica”, “Barry Lyndon”), o filme intercala cenas de arquivo com a narrativa ficcional.

VASSALOS DA AMBIÇÃO

Baseado em peça de Gore Vidal (1925-2012), também autor do roteiro, este clássico de 1964 tem direção de Franklin J. Schaffner (“Patton”, “Papillon“) e mostra bastidores da corrida eleitoral norte-americana. Na trama, Henry Fonda interpreta o democrata William Russell, que encontra-se em um dilema: usar ou não um segredo da intimidade de seu oponente, o senador Joe Cantwell (Cliff Robertson), para vencer a disputa pela presidência dos EUA.

VOLTA MEU AMOR

Rock Hudson, Doris Day e Tony Randall repetem a parceria do sucesso “Confidências à Meia-Noite” (1959), novamente com roteiro original de Stanley Shapiro (indicado ao Oscar). No centro desta comédia romântica de 1961 está a rivalidade entre dois publicitários (Hudson e Day) de agências concorrentes.

AMOR DE DANÇARINA

Clark Gable, Joan Crawford e Fred Astaire (em sua estreia na telona) estão no elenco deste clássico de 1933 baseado em peça de P.J. Wolfson. Joan vive uma dançarina dividida entre um playboy (Franchot Tone) e um diretor da Broadway (Gable) – que acha que ela deve usar seu talento e não a beleza para ter o que quer.

COM LÁGRIMAS NA VOZ

Dirigido por Michael Curtiz (“Casablanca“), o filme é uma típica cinebiografia de ascensão e queda de uma estrela. No caso, Helen Morgan (Ann Blyth), que começa sua carreira como dançarina de boate até se tornar cantora da Broadway. Mas seu relacionamento destrutivo com Larry Maddux (Paul Newman, em começo de carreira) pode por tudo a perder.

BEAU GESTE

Aventura produzida e dirigida por William A. Wellman (“Consciências Mortas”) baseada no romance homônimo de P. C. Wren, percorre a jornada de três irmãos que se alistam na famosa Legião Estrangeira Francesa. Gary Cooper, Ray Milland e Robert Preston vivem o trio de aventureiros e suas peripécias no norte da África.

O CÉU À MÃO ARMADA

Glenn Ford interpreta Jim Killian, ex-pistoleiro que virou pastor e chega a uma pequena cidade do Arizona a fim de construir uma igreja e pacificar a região. Mas ele logo se vê no meio de uma disputa entre criadores de ovelhas e fazendeiros. Barbara Hershey e David Carradine completam o elenco.

O MARUJO FOI NA ONDA

Mais uma parceria entre Jerry Lewis e Dean Martin nos anos 1950, com o primeiro no papel de Melvin Jones, um jovem hipocondríaco que acaba convocado por engano pela Marinha. Lá, ele faz amizade com Al (Martin) e provoca inúmeras confusões, para irritação do comandante Lardoski (Robert Strauss).

CONFIRA MAIS JERRY LEWIS NA 2001

DOIS FILMES DE ÉPOCA: “RODA GIGANTE” E “ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE”

O MAIS RECENTE TRABALHO (FINALIZADO) DE WOODY ALLEN CONTA COM KATE WINSLET EM MAIS UMA GRANDE ATUAÇÃO. E KENNETH BRANAGH DIRIGE E ESTRELA A NOVA VERSÃO DO BEST SELLER DE AGATHA CHRISTIE.

RODA GIGANTE

Com aclamada atuação de Kate Winslet, o filme acabou sendo esquecido das premiações e não fez o mesmo sucesso de trabalhos anteriores de Woody Allen, que. aos 81 anos, vem enfrentando sérias acusações de abuso sexual por sua filha, Dylan Farrow.

Na trama, Winslet interpreta Ginny, uma aspirante a atriz que leva uma vida infeliz ao lado do marido Humpty (Jim Belushi, de “Inferno Vermelho”), trabalhando como garçonete para pagar as contas. Cheia de sonhos, ela ainda precisa lidar com o filho incendiário, e rapidamente começa um caso com o salva-vidas Mickey (Justin Timberlake), estudante universitário.

O frágil equilíbrio da vida de Ginny balança com a chegada de Carolina (Juno Temple), filha de Humpty que retorna para casa fugindo de seu-marido, um perigoso gângster que agora busca vingança. É o início de um triângulo amoroso que irá expor os piores sentimentos e contradições da protagonista, outra criação de Allen com ecos de Blanche DuBois, como já fizera em “Blue Jasmine”.

Destaque para a bela fotografia de Vittorio Storaro – em nova parceria com o diretor, depois de “Cafe Society” -, que recria de maneira nostálgica a praia de Coney Island, que serve de ponto de encontro dos amantes, na Nova York dos anos 1950.

ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE (2017)

Dirigida e estrelada por Kenneth Branagh, esta nova (e luxuosa) adaptação do clássico da escritora inglesa Agatha Christie (1890-1976) levou mais de 1 milhão de espectadores aos cinemas brasileiros.

Especialista na obra de Shakespeare, no início de sua carreira como diretor de cinema (“Henrique V”, “Hamlet“, “Muito Barulho por Nada”), Branagh passou a dirigir na última década produções de apelo mais comercial (“Thor”, “Operação Sombra – Jack Ryan”, “Cinderela”).

Com “Assassinato no Expresso do Oriente“, ele concilia sua formação teatral com o escopo de uma superprodução, tirando proveito da tecnologia atual para expandir a estrutura de “mistério dentro do trem” da versão de 1974, dirigida por Sidney Lumet. Agora, há mais ação do lado de fora, com belas locações, uma nevasca recriada digitalmente e muita movimentação de câmera.

Com um expressivo bigode, Branagh encarna o papel do meticuloso Hercule Poirot, um detetive belga cheio de manias que embarca no Expresso do Oriente e logo se vê à frente da investigação de um crime. Durante passagem do trem pelas montanhas da Croácia, em 1934, ele tenta descobrir quem matou o negociante Edward Ratchett (Johnny Depp).

Suspeitos não faltam, como o secretário pessoal do morto (Josh Gad) e seu mordomo (Derek Jacobi), passando por uma princesa russa (Judi Dench), uma divorciada americana (Michelle Pfeiffer), uma jovem governanta inglesa (Daisy Ridley, revelada em “Star Wars – O Despertar da Força”) e uma missionária misteriosa (Penélope Cruz), entre outros passageiros.

Vale a pena comparar o filme com a primeira versão. Em comum, tanto a adaptação atual quanto a de Lumet contam com elenco estelar e fazem uso de flashbacks para elucidar o mistério. O filme de Branagh se impõe com mais recursos cinematográficos, além de trazer uma resolução diferente no desfecho.

Curiosidade: com o sucesso mundial do filme, Kenneth Branagh já começou a pré-produção de “Morte no Nilo”, outra obra de Christie com Hercule Poirot.

CONFIRA TAMBÉM A VERSÃO ORIGINAL:
Assassinato no Expresso Oriente (1974)

“EXTRAORDINÁRIO” E MAIS LANÇAMENTOS NA 2001

EXTRAORDINÁRIO

Com 6,6 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros entre dezembro de 2017 e o início deste ano, o filme é um dos grandes sucessos-surpresa da temporada, provando a necessidade do público por mais histórias com emoção, sensibilidade e importância social no cinema.

Dirigido por Stephen Chbosky (de “As Vantagens de Ser Invisível”), “Extraordinário” é baseado no best-seller homônimo de Raquel J. Palacio e concorreu ao Oscar de melhor maquiagem.

Conheça a emocionante história de superação de August Pullman (interpretado por Jacob Tremblay, de “O Quarto de Jack”), garoto nova-iorquino que nasceu com uma deformidade facial. Aos 10 anos, ela já passara por 27 cirurgias plásticas, afastando-o de qualquer convívio social fora do próprio lar.

Mas chega a hora de “Auggie” (seu apelido) enfrentar o mundo exterior, ao ingressar na 5ª série de uma escola comum, sob o olhar crítico das outras ciranças (e até dos adultos). Com o apoio de sua mãe (Julia Roberts), de seu pai (Owen Wilson) e de sua irmã (Izabela Vidovic), Auggie irá enfrentar o preconceito – incluindo aí o famigerado bullying – e descobrir que também pode haver compaixão e respeito às diferenças.

Com sensibilidade, sem cair para o melodrama fácil, “Extraordinário” é mais um olhar humanista do diretor Stephen Chbosky – e uma lição de vida para educadores, pais e alunos.

Curiosidade: Jacob Tremblay e sua família visitaram uma associação infantil craniofacial, onde o ator conheceu crianças diagnosticadas com a Síndrome de Treacher Collins, que inspirou a autora Raquel J. Palacio a criar a história de Auggie.

PARIS PODE ESPERAR

Diretora de “O Apocalipse de um Cineasta” (1991) – documentário sobre os bastidores de “Apocalypse Now”, dirigido por seu marido, Francis Ford Coppola -, Eleanor Coppola faz sua estreia no cinema de ficção com este singelo “travelogue” (ou filme de viagem) com Diane Lane trocando a Toscana por Paris. Sua personagem, Anne, parte em uma viagem de carro de Cannes a Paris, ao lado do sócio de seu marido ausente, dando início a uma jornada de descobertas, gastronomia e vinhos.

APENAS UM GAROTO EM NOVA YORK

Diretor de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012), Marc Webb volta às suas origens “indie” e ao clima de “(500) Dias com Ela” (2009) nesta típico relato do rito de passagem de um jovem. No caso, Thomas (Callum Turner), que passa por uma explosão de sentimentos ao descobrir que seu pai (papel de Pierce Brosnan) mantém um caso extraconjugal com Johanna (Kate Beckinsale). Inconformado, ele passa a segui-la, com consequências inesperadas. Jeff Bridges e Cynthia Nixon completam o elenco.

DESERTO EM FOGO

Inédito no circuito comercial brasileiro, o filme é uma espécie de thriller ecológico do grande cineasta alemão Werner Herzog, com belas locações no Deserto de Sal da Bolívia. A história acompanha três cientistas – Laura (Veronica Ferres), Fabio (Gael García Bernal) e Matt (Michael Shannon) – enviados para o sudoeste do país a fim de investigar um desastre ecológico que dá início à erupção de um vulcão.

MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS

Dirigido por Sandra Werneck (de “Cazuza – O Tempo não Pára”), o documentário debate diferentes formas de violência contra a mulher, com depoimentos de figuras públicas – como a farmacêutica Maria da Penha, que deu nome à lei de 2006, e a nadadora Joanna Maranhão – e de anônimas, que relatam suas experiências, rompendo com o silêncio derivado do medo da desaprovação social. Exibido no festival “É Tudo Verdade” em 2017.

TAL MÃE, TAL FILHA

Juliette Binoche (em cartaz nos cinemas com “Deixe a Luz do Sol Entrar”) prova mais uma vez sua versatilidade nesta comédia na qual mãe e filha ficam grávidas ao mesmo tempo. Mado, sua personagem, vive como uma eterna adolescente, dependente da filha Avril (Camille Cottin), que ao contrário dela é casada e mais responsável. A chegada da maternidade coloca a rotina de ambas de pernas pro ar, já que Mado não está pronta para ser avó.

GUIADOS PELO CORAÇÃO

Do diretor de origem tunisiana Michel Boujenah, esta produção franco-belga trata com sensibilidade dos desafios de Marie, uma jovem violoncelista que sonha estudar em uma escola de música. Mas ela sofre de uma doença genética que vai afetando aos poucos sua visão. Um novo amigo, Victor, torna-se seus olhos, enquanto ela esconde a verdade de seus pais.

MULHERES DIVINAS

Indicado pela Suíça para disputar uma das vagas do Oscar 2018 de melhor filme estrangeiro, o longa da cineasta Petra Biondina Volpe mostra os esforços de um grupo de mulheres – liderado por uma jovem dona de casa, Nora (Marie Leuenberger) – que luta pelo direito feminino ao voto, em uma pequena aldeia suíça, em 1971.

EM DVD, BLU-RAY, BD 3D E STEELBOOK, “STAR WARS – OS ÚLTIMOS JEDI”

COM 3,5 MILHÕES DE ESPECTADORES NO BRASIL, O FILME FOI ESCRITO E DIRIGIDO POR RIAN JOHNSON (“LOOPER: ASSASSINOS DO FUTURO”) E É O OITAVO CAPÍTULO DA SAGA ESPACIAL.

Bem diferente dos longas anteriores, o filme agradou a crítica, por suas inovações e mudanças nos personagens, mas dividiu parte do público. Tecnicamente espetacular, concorreu ao Oscar nas categorias de melhores efeitos visuais, trilha sonora, edição de som e mixagem de som.

Na trama, Rey (Daisy Ridley) finalmente encontra Luke Skywalker (Mark Hamill), mas por causa de erros do passado, o amargurado Jedi resiste a ensinar a jovem a controlar seus poderes com a Força. Enquanto isso, as tropas sobreviventes da Rebelião, liderada pela general Leia (Carrie Fisher, em sua despedida das telas), lutam para libertar a galáxia da implacável Primeira Ordem.

Mark Hamill, de volta ao icônico papel de Luke Skywalker

Lançado 40 anos depois de “Star Wars: A Nova Esperança” (1977), “Os Últimos Jedi” mantém o alto padrão de produção da franquia criada por George Lucas e apresenta rumos inesperados para alguns personagens, agora mais falíveis e imprevisíveis, com Rey (Ridley), Finn (John Boyega), Poe Dameron (Oscar Isaac) e Kylo Ren (Adam Driver) assumindo de vez os rumos da saga.

Lançamento em DVD, Blu-ray simples, BD 3D e no formato Steelbook, com comentários em áudio do
diretor-roteirista Rian Johnson. Disponível somente no Steelbook, o disco-bônus em Blu-ray inclui cerca de 2 horas de conteúdo extra, incluindo cenas deletadas.

Steelbook com 3 discos (Blu-ray 3D + Blu-ray + disco bônus em Blu-ray).

EXTRAS DO BLU-RAY STEELBOOK:

* O DIRETOR E O JEDI – o diretor e roteirista Rian Johnson nos leva numa jornada pessoal pela produção do filme.

* EQUILÍBRIO DA FORÇA – Rian comenta sobre a mitologia da Força e por quê ele escolheu interpretá-la dessa forma única.

Rian Johnson no set, ao lado dos atores John Boyega e Oscar Isaac

* ANÁLISE DE CENA:
– ACENDENDO A FAÍSCA: CRIAÇÃO DA BATALHA ESPACIAL – desconstrução das épicas batalhas espaciais.
– SNOKE E ESPELHOS – Motion capture e Star Wars colidem quando Andy Serkis e a ILM nos mostram o processo detalhado de criação de Snoke.
– CONFRONTO EM CRAIT – Esmiuçando tudo o que se passou no desenvolvimento e criação do impressionante mundo visto no confronto final do filme.

* ANDY SERKIS AO VIVO! – o diretor e roteirista Rian Johnson apresenta duas cenas exclusivas de Snoke no filme onde podemos ver a incrível performance de Andy Serkis antes de sua transformação digital.

* CENAS INÉDITAS COM COMENTÁRIOS OPCIONAIS DO DIRETOR/ROTEIRISTA RIAN JOHNSON – cenas inéditas com comentários opcionais de Rian Johnson.

CURIOSIDADES:

* Último filme com a eterna Carrie Fisher interpretando a princesa Leia. A atriz faleceu em dezembro de 2016.

Carrie Fisher (1956–2016)

* O comportamento e algumas das escolhas de Luke Skywalker geraram muitos protestos dos fãs de Star Wars, e até de seu intérprete – Mark Hamill, que expôs ao diretor Rian Johnson que não concordava com os rumos que seu personagem tomava no filme.

* Com 152 minutos, é o filme mais longo da franquia. O diretor Rian Johnson revelou que o corte inicial da montagem tinha mais de 3 horas de duração – muitas das cenas cortadas da edição final podem ser conferidas no disco-bônus do Blu-ray Steelbook.