Promoções

CLÁSSICOS E CULTS RAROS EM PROMOÇÃO SÓ NA 2001

A MAIORIA FORA DE CATÁLOGO, INCLUINDO FILMES ACLAMADOS E PRODUÇÕES ICÔNICAS DO CINEMA LGBT, COMO “JOHAN“, “MAURICE” E O DOCUMENTÁRIO “BEFORE STONEWALL“, AGORA COM PREÇO ESPECIAL. 

Entre os filmes selecionados, há obras importantes adaptadas para a telona (“Senhorita Julia“, “Electra“, “Os Vivos e os Mortos“, “Maurice“), clássicos franceses (“Os Amantes“, “Zazie no Metrô“, “As Duas Faces da Felicidade“) e preciosidades como o noir “A Lei dos Marginais“, de Samuel Fuller, “Um Gosto de Mel“, um marco do cinema inglês, “O Condenado de Altona“, baseado em peça de Jean-Paul Sartre, “Esposamante“, com o grande Marcello Mastroianni, “Os Vivos e os Mortos“, último trabalho de John Huston, e um cult por excelência – “Paixão Selvagem“, do cantor e diretor francês Serge Gainsbourg.

Não deixe de adquirir seus filmes favoritos, nem de descobrir produções menos conhecidas, pois os estoques são limitados. Confira a seguir uma pequena amostra com 20 sugestões de nossa equipe. Tem muito mais em nosso site.

Boa sessão “cult”!
Equipe 2001

MADAME DU BARRY

Mestre da farsa sofisticada, Ernst Lubitsch dirigiu este clássico do cinema mudo na Alemanha, logo após a Primeira Guerra Mundial. Estrelado por Pola Negri e pelo maior ator alemão da época, Emil Jannings (“Fausto”), o filme acompanha as peripécias da amante do rei Louis XV da França até sua execução durante a Revolução Francesa.

O ESTUDANTE DE PRAGA

Lançado em 1926, este clássico expressionista do cinema mudo apresenta Conrad Veidt (“O Gabinete do Dr. Caligari”) no papel de um estudante pobre que faz pacto com um estranho que, em troca, rouba o seu reflexo contido no espelho. Uma raridade do cinema alemão, com simbolismos e trama semelhante ao “Fausto” de Goethe.

SENHORITA JULIA

O sueco Alf Sjöberg dirigiu e escreveu esta adaptação da peça homônima do dramaturgo August Strindberg (1849-1912), escrita em 1888, dissecando conflitos sociais seculares por meio do intenso encontro entre uma aristocrata e seu empregado, cuja relação desigual sofre uma inversão – com o dominado passando a dominador. Refilmado em 2014 (“Miss Julie“) por Liv Ullmann, o filme conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

ELECTRA, A VINGADORA

Depois da guerra de 10 anos contra Tróia, Agamenon volta para casa. Em sua ausência, sua esposa, Clitemnestra, esteve nos braços de um amante, que mata Agamenon logo após o seu retorno. Seus filhos, Electra e Orestes, esperam vingar, agora adultos, o assassinato do pai. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, “Electra” trouxe notoriedade ao grego-cipriota Michael Cacoyannis, que depois dirigiria o sucesso mundial “Zorba, o Grego”(1964).

AS TROIANAS

O cineasta grego Michael Cacoyannis notabilizou-se por sua trilogia de adaptações de grandes tragédias gregas, formada por “Electra, a Vingadora” (1961), “As Troianas” (1971) e “Ifigênia” (1977), todas estreladas por sua musa, Irene Papas, e adaptadas de peças de Eurípides. “As Troianas” não nega sua estrutura teatral, que valoriza ainda mais o trabalho de Papas, Katharine Hepburn, Vanessa Redgrave (foto) e Geneviève Bujold.

A VIDA DE GALILEU

Joseph Losey (de “Uma Estranha Mulher” – também em promoção na 2001) dirige esta versão da peça “Galileu Galilei”, de Bertolt Brecht, com grande elenco britânico (Topol, Edward Fox, Colin Blakely, Margaret Leighton, John Gielgud). Um dos responsáveis pela fundação da ciência moderna, Galileu apoia a teoria de Copérnico, segundo a qual a Terra gira em torno do Sol, e entra em conflito com a Igreja Católica.

O AMANHÃ É ETERNO

Orson Welles interpreta um homem dado como morto na 1ª Guerra e que reaparece – 20 anos depois – desfigurado e com nova identidade. Ele encontra acidentalmente a esposa, Elizabeth (Claudette Colbert), e descobre ter um filho, Drew. Assim, neste clássico melodrama de 1946, o protagonista precise decidir se revela ou não a sua verdadeira identidade.

ZAZIE NO METRÔ

Dirigida por Louis Malle (“Lacombe Lucien”), esta adaptação do livro de Raymond Queneau é uma adorável e excêntrica comédia francesa que transborda criatividade, com montagem e concepção visual elaboradas, e o espírito libertário da Nouvelle Vague. No filme, Zazie, garota do interior da França, tem a chance de conhecer Paris pela primeira vez, passando dois dias na capital francesa. Hospedada na casa de seu tio Gabriel (Philippe Noiret, de “Não Toque na Mulher Branca” – também em promoção), ela cultiva um sonho: andar de metrô.

AS DUAS FACES DA FELICIDADE

Precursora da Nouvelle Vague com “La Pointe Courte” (1954), Agnès Varda (“Cléo das 5 às 7“) dirige esta evocação sem culpa sobre o casamento e o desejo, refletindo sobre o significado da felicidade e a relação conjugal. Visualmente influenciado pela pintura impressionista, este é um dos mais belos trabalhos de uma das grandes diretoras da história do cinema. Nele, um pai de família casado se envolve com outra mulher, mas não quer abandonar a esposa. Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim. Aos 89 anos, Varda concorreu ao Oscar deste ano com o documentário “Visages Villages”.

PRIVILÉGIO

A premissa do filme – um artista que tem sua individualidade sacrificada, transformando-se em um produto – nunca foi tão atual em tempos de astros-relâmpagos. Dirigido pelo influente (e provocador) documentarista britânico Peter Watkins, este clássico de 1967 desconcertou a crítica com seu misto de musical, cinema-verdade e crítica à indústria cultural, em um futuro indeterminado que não esconde suas raízes nas mudanças comportamentais da virada dos anos 1960 para os 1970.

UM BEATLE NO PARAÍSO

Corroteirista do clássico “Doutor Fantástico” (1964), o escritor Terry Southern também escreveu esta anárquica comédia lançada durante a efervescência da Swinging London sessentista. Contando com a colaboração dos ex-Monty Python John Cleese e Graham Chapman no roteiro, esta sátira surreal debocha da moral e dos costumes ingleses em uma série de esquetes com a participação de Raquel Welch, Yul Brynner e Roman Polanski, em papéis bizarros.

OS CRIMES DE OSCAR WILDE

A excelência dos atores ingleses se confirma nesta crônica do processo enfrentado pelo escritor Oscar Wilde (Peter Finch, premiado com o Bafta em 1961) na década de 1890. Acusado de manter um relacionamento com outro homem, o célebre autor de “O Retrato de Dorian Gray” luta pela liberdade, expondo sua homossexualidade numa época em que a mesma era condenada com a prisão.

PAIXÃO SELVAGEM

Estreia na direção do compositor e cantor francês Serge Gainsbourg (1928-1991), a ousada história de amor entre o personagem homossexual de Joe Dallesandro e uma garçonete (Jane Birkin) provocou escândalo com sua crueza e cenas de sexo, além de eternizar a canção “Je T’Aime Moi Non Plus”, composta originalmente para Brigitte Bardot. Serge e Birkin foram casados e tiveram uma filha, a atriz e cantora Charlotte Gainsbourg (“Melancolia”).

ESPOSAMANTE

Em um de seus melhores papéis, Marcello Mastroianni interpreta um comerciante ligado a grupos anarquistas. Dado como morto, ele acompanha, à distância, cada passo da esposa Antonia, que acreditava ser frígida. Antes passiva e inerte, a personagem de Laura Antonelli vive uma fase de renascimento (inclusive sexual), assumindo seus negócios. Este drama romântico dirigido por Marco Vicario fez muito sucesso no Brasil.

MAGNICÍDIO

Mais um trabalho de vanguarda do provocador cineasta britânico Derek Jarman (de “Caravaggio”), uma alegoria sobre a sociedade inglesa em um futuro pós-apocalíptico. Considerado oficialmente o primeiro filme punk da história, “Magnicídio” é um produto de seu tempo, um filme-experimento do diretor apresentando uma Inglaterra caótica e sem-lei, na qual a rainha está morta e as ruas dominadas por gangues de jovens, orgias e violência brutal.

MAURICE

Escrito por E.M. Forster (1879-1970) e publicado postumamente, o romance “Maurice” retrata as dificuldades do personagem-título em lidar com sua homossexualidade na repressora Inglaterra do começo do século XX. A adaptação para cinema é mais uma requintada produção de Ismail Merchant com direção de James Ivory, que, aos 89 anos, acaba de receber o Oscar de melhor roteiro adaptado por filme de temática semelhante, o sucesso indie “Me Chame Pelo Seu Nome” (já em pré-venda na 2001). “Maurice” venceu o Leão de Prata no Festival de Veneza.

OS VIVOS E OS MORTOS

Último trabalho de John Huston, o filme é considerado seu testamento, com a filha Anjelica Huston no elenco e roteiro (indicado ao Oscar) do filho Tony – uma adaptação do conto “Os Mortos”, de “Os Dublinenses”, escrito por James Joyce. Como outras obras do célebre escritor irlandês, a história é uma meditação em torno do tempo e da memória: em 6 de janeiro de 1904, Dublin (Irlanda) celebra o Dia dos Reis, e, na casa das irmãs Morgan, Julia e Kate, são oferecidos uma ceia e um sarau a amigos e parentes.

EU, CHRISTIANE F., 13 ANOS, DROGADA E PROSTITUÍDA

Dirigido por Uli Edel, o filme é baseado no livro homônimo escrito pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck a partir de depoimentos de Christiane Felscherinow. Com cenas fortes, o relato marcou época e continua a chocar, apresentando um retrato melancólico e sem retoques do ocaso de uma jovem que sucumbe ao inferno das drogas. Curiosidade: na trama, Christiane vai a um show do saudoso David Bowie que, além de fazer uma ponta, marca presença na trilha sonora, composta por várias músicas de sua fase alemã, como a inesquecível “Heroes”.

OVOS DE OURO

Famoso por retratar, desde seus primeiros filmes, a sexualidade e as aspirações da classe média espanhola, Bigas Luna dirigiu esta história de ascensão e queda de um típico machão hispânico, cujas motivações materiais compõem um quadro crítico do homem contemporâneo. Com título sugestivo, o filme traz no elenco Javier Bardem, já se notabilizando como galã, e uma pequena participação de Benicio Del Toro. Prêmio Especial do Júri no Festival de San Sebastián.

SEGUNDA PELE

Produção espanhola centrada no dilema vivido pelo personagem de Jordi Mollà (“Profissão de Risco”), dividido entre a sensação de normalidade do casamento e o desejo compartilhado com o amante – interpretado por Javier Bardem, com quem protagoniza ousadas cenas de sexo. Sem apontar culpados, o filme explora a dor advinda da traição, sem esquecer também do ponto de vista da esposa.

CLIQUE AQUI E CONFIRA A LISTA COMPLETA NO SITE

 E S T O Q U E S    L I M I T A D O S

GRANDES CLÁSSICOS DE SAMURAI EM COLEÇÕES IMPERDÍVEIS DA VERSÁTIL

COM três DISCOS, O BOX “CINEMA SAMURAI – VOL.6” TRAZ SEIS CLÁSSICOS JAPONESES – E UM DELES É UMA RARIDADE DE KENJI MIZOGUCHI, “A ESPADA BIJOMARU”. E CONFIRA AINDA OS CINCO VOLUMES ANTERIORES, AGORA COM PREÇO PROMOCIONAL.

Além das coleções temáticas, do volume 1 ao 5, mais dois títulos da Versátil retornam ao catálogo em promoção: “Musashi – Trilogia Samurai“, uma das maiores sagas do cinema japonês – premiada com o Oscar de melhor filme estrangeiro (para a 1ª parte) -, e “Lobo Solitário“, a cinessérie completa baseada no mangá de Kazuo Koike e Goseki Kojima.

CINEMA SAMURAI 6

Box no formato digistack com 3 discos, reunindo 6 clássicos dirigidos por mestres do cinema japonês, como Kenji Mizoguchi (“47 Ronins”), Hideo Gosha (“Tirania”) e Kihachi Okamoto (“Espada da Maldição”), com Toshiro Mifune, Tatsuya Nakadai, Kinnosuke Nakamura, Sonny Chiba, entre outros, no elenco.

DISCO 1:

ESPADA DO DESESPERO (Hisshiken Torisashi, 2010, 114 min.)
De Hideyuki Hirayama. Com Etsushi Toyokawa, Chizuru Ikewaki, Koji Kikkawa.

Após cumprir prisão domiciliar por matar a consorte do seu senhor, um habilidoso samurai retorna ao seu clã. Um dos melhores chambaras dos últimos anos, baseado em romance do escritor de “O Samurai do Entardecer”.

O GRANDE ATENTADO (Dai Satsujin, 1964, 118 min.)
De Eiichi Kudo. Com Koutaro Satomi, Ryutaro Ohtomo, Mikijiro Hara, Toru Abe.

Um conselheiro conspira para o irmão do Xogum assumir o poder. Porém, um grupo de samurais tentará impedir o seu plano. Com “13 Assassinos” e “Onze Samurais”, este clássico forma a célebre Trilogia da Revolução Samurai.

DISCO 2:

LEÃO VERMELHO (Akage, 1969, 117 min.)
De Kihachi Okamoto. Com Toshiro Mifune, Shima Iwashita, Etsushi Takahashi.

No crepúsculo do xogunato, um camponês volta ao seu vilarejo após 10 anos, personificando um oficial do Império ao usar a “juba do leão vermelho”. O astro Toshiro Mifune num dos grandes papéis de sua carreira.

VINGANÇA (Adauchi, 1964, 104 min.)
De Tadashi Imai. Com Kinnosuke Nakamura, Tetsuro Tamba, Yoshiko Mita.

Após matar um oficial num duelo ilegal, um samurai de baixo escalão é desafiado pelo irmão do falecido. No estilo de “Juramento de Obediência” e “Harakiri”, este é mais um influente jidaigeki cruel de Tadashi Imai. Do mesmo roteirista de “Rashomon”.

DISCO 3:

CAÇADORES DAS TREVAS (Yami no Karyudo, 1979, 137 min.)
De Hideo Gosha. Com Tatsuya Nakadai, Sonny Chiba, Tetsuro Tamba, Keiko Kishi.

Japão, século XVIII. Um ronin caolho impressiona um chefe yakuza, que o contrata como guarda-costas. Hipnotizante mescla de chambara e de filme de yakuza dirigida pelo mestre Hideo Gosha. Conhecido também como “Hunter in the Dark”.

A ESPADA BIJOMARU (Meito Bijomaru, 1945, 64 min.)
De Kenji Mizoguchi. Com Shotaro Hanayagi, Kan Ishii, Eijiro Yanagi, Isuzu Yamada.

O ferreiro Kiyone oferece uma espada a Onoda, o seu benfeitor, mas a lâmina quebra durante um combate e o vexame traz graves consequências para os dois. Uma raridade do genial Kenji Mizoguchi (“Contos da Lua Vaga”).

EXTRAS:
* Depoimento de Kaneto Shindo sobre Mizoguchi (10 min).

COMPLETE SUA COLEÇÃO

(Em promoção por tempo limitado):

CINEMA SAMURAI

DISCO 1:
13 ASSASSINOS
A LANÇA ENSANGUENTADA

DISCO 2:
REBELIÃO
TRÊS SAMURAIS FORA DA LEI

DISCO 3:
OS SETE REBELDES
ASSASSINATO

CINEMA SAMURAI II

DISCO 1:
A ESPADA DA MALDIÇÃO
A LÂMINA DIABÓLICA

DISCO 2:
SAMURAI ASSASSINO
A ESPADA DO MAL

DISCO 3:
TIRANIA
O FILHO DO DESTINO

CINEMA SAMURAI III

DISCO 1:
OS ÚLTIMOS SAMURAIS
OS HOMENS QUE PISARAM NA CAUDA DO TIGRE

DISCO 2:
A CONSPIRAÇÃO DO CLÃ YAGYU
A TRAIÇÃO

DISCO 3:
HITOKIRI – O CASTIGO
HUMANIDADE E BALÕES DE PAPEL

CINEMA SAMURAI IV

DISCO 1:
A ÚLTIMA ESPADA
LOBO SAMURAI

DISCO 2:
JURAMENTO DE OBEDIÊNCIA
LOBO SAMURAI 2

DISCO 3:
CRÔNICAS DOS SHINSENGUMI
GUERRA DE ESPIÕES

CINEMA SAMURAI V

DISCO 1:
O SAMURAI DO ENTARDECER
O SEGREDO DA URNA

DISCO 2:
A ESPADA OCULTA
ONZE SAMURAIS

DISCO 3:
HONRA DE SAMURAI
ENCONTRO DE GIGANTES

E VEJA TAMBÉM:

MUSASHI – TRILOGIA SAMURAI

A mais famosa adaptação para o cinema do romance épico “Musashi”, de Eiji Yoshikawa, narra as aventuras do lendário samurai Miyamoto Musashi (1584-1645), um dos heróis nacionais do Japão. O grande ator Toshiro Mifune (“Rashomon”) interpreta Musashi nessa superprodução dirigida por Hiroshi Inagaki (de “O Homem do Riquixá”). A primeira parte da trilogia ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1956. Coleção com 3 discos.

LOBO SOLITÁRIO – A SÉRIE DE CINEMA COMPLETA

Mais um box da Versátil com 3 discos, reunindo 6 cultuados filmes dos anos 1970 baseados no clássico mangá de Kazuo Koike e Goseki Kojima. No Japão do século XVII, o samurai Itto Ogami – o executor oficial do Xogum – é vítima de uma conspiração do clã Yagyu e tem a esposa assassinada. Acusado de traição, ele cai em desgraça e, ao lado do filho Daigoro, sai em busca de vingança, tornando-se o mercenário Lobo Solitário. Esta cinessérie influenciou nomes como Quentin Tarantino, John Carpenter e Frank Miller.

PARA O DIA DAS CRIANÇAS, A MAGIA DO STUDIO GHIBLI

REFERÊNCIA OBRIGATÓRIA NA ANIMAÇÃO, O FAMOSO ESTÚDIO JAPONÊS CONQUISTOU O MUNDO COM OS FILMES DO DIRETOR, PRODUTOR, ROTEIRISTA E ARTISTA DE MANGÁ HAYAO MIYAZAKI. SEIS DE SEUS TRABALHOS ACABAM DE SAIR – TAMBÉM DIVIDIDOS EM 2 COLEÇÕESCOM PREÇO PROMOCIONAL NA 2001.

ALÉM DOS SEIS LONGAS DE MIYAZAKI, CONFIRA TAMBÉM “O TÚMULO DOS VAGALUMES“, ANIMAÇÃO DE TEMÁTICA ADULTA QUE É CONSIDERADA A OBRA-PRIMA DO GHIBLI.

Espécie de Walt Disney do Oriente, Miyazaki dirigiu o único filme de língua não-inglesa a ganhar o Oscar de melhor longa de animação – “A Viagem de Chihiro”, em 2003. Em sua filmografia, o mestre japonês criou animações de traço artesanal repletas de lirismo e sensibilidade, apresentando às crianças os perigos e complexidades do mundo adulto, por meio de criaturas originais e protagonistas mirins forçados a crescer mediante dolorosas escolhas morais.

MEU AMIGO TOTORO (Tonari no Totoro, Japão, 1988, 88 min.)

Duas meninas se mudam com o pai para o interior do Japão, com o objetivo de ficar perto da mãe, que está internada em um hospital. Lá, elas viverão muitas aventuras ao lado de um simpático espírito protetor da floresta chamado Totoro. Lúdico e singelo, a animação é um dos filmes do estúdio Ghibli mais queridos pelo público infantil, em versão restaurada – sem opção de dublagem em português – com quase uma hora de vídeos extras.

EXTRAS: Criando Meu Amigo Totoro (03 min.), Criando as personagens (04 min.), A experiência Totoro (02 min.), A perspectiva dos produtores (01 min.), As locações de Totoro (29 min.), Compondo a trilha de Miyazaki (07 min.), Trailers japoneses (04 min).

PRINCESA MONONOKE (Mononoke-hime, Japão, 1997, 138 min.)

Após enfrentar um deus javali enfurecido, o príncipe Ashitaka é amaldiçoado com um mal que pode matá-lo. Para encontrar a cura, ele decide viajar para longe e acaba se envolvendo numa batalha entre os deuses animais da floresta e os moradores de uma vila de mineiros, que aos poucos estão destruindo a floresta. Edição Especial com opção de áudio dublado em português.

EXTRAS: Making of (58 min.), Entrevista de Hayao Miyazaki (9 min).

NAUSICAÄ DO VALE DO VENTO (Kaze no Tani no Naushika, Japão, 1984, 116 min.)

Após os Sete Dias de Fogo, uma guerra que destruiu a civilização humana e o ecossistema terrestre, surge uma floresta que exala gases venenosos. Nausicaä, a filha do rei do Vale do Vento, tem o estranho poder de sentir a floresta e se vê obrigada a sair em uma jornada para tentar evitar outra guerra devastadora. Baseado em famoso mangá de Miyazaki.

EXTRAS: O nascimento do Studio Ghibli (35 min.), Trailers e spots de TV (8 min).

OU ADQUIRA OS 3 JUNTOS NA COLEÇÃO STUDIO GHIBLI – VOL.1

O CASTELO NO CÉU (Tenkuu no shiro rapyuta, Japão, 1984, 124 min.)

A menina Sheeta cai misteriosamente do céu nos braços de Pazu, um garoto que mora em uma cidadezinha nas montanhas. Esteencontro leva ambos a uma série de aventuras que resulta em uma busca pela verdadeira identidade dela e por um misterioso castelo no céu. Fantástica animação inspirada pela literatura de Júlio Verne e Jonathan Swift. Sem opção de dublagem em português.

EXTRAS: Vídeo promocional (13 min.), Clipe musical (5 min.), Trailers japoneses (9 min).

O SERVIÇO DE ENTREGAS DA KIKI (Majo no Takkyubin, Japão, 1989, 102 min.)

Ao fazer 13 anos, seguindo uma tradição, a bruxinha Kiki deve se mudar para outra cidade e passar lá um ano morando sozinha em uma espécie de “estágio”. Após achar uma bela cidade à beira mar, Kiki e seu gatinho Jiji tentam se adaptar à nova vida. Um dos maiores sucessos do Studio Ghibli. Com opção de dublagem em português.

EXTRAS: O quadro de Ursula (2 min.), Trailers japoneses (8 min).

PORCO ROSSO (Kurenai no Buta, Japão, 1992, 93 min.)

Costa do Mar Adriático, início dos anos 30. Marco, mais conhecido como Porco Rosso, é um aviador caçador de recompensas que luta contra piratas aéreos. Cansados de serem derrotados por Porco, os piratas contratam um piloto americano para duelar com ele. Com opção de dublagem em português. Homenagem de Miyazaki ao universo da aviação, tema que abordaria novamente em “Vidas ao Vento” (2013).

EXTRAS: Entrevista com Toshio Suzuki (3 min.), Trailers japoneses (8 min).

OU ADQUIRA OS 3 JUNTOS NA COLEÇÃO STUDIO GHIBLI – VOL.2

E NÃO PERCA:

O TÚMULO DOS VAGALUMES (Hotaru no haka, Japão, 1988, 89 min.)

Produzido pelo estúdio Ghibli, o longa é baseado no livro homônimo de Akiyuki Nosaka e é considerado a obra-prima do mestre da animação japonesa Isao Takahata, diretor de “O Conto da Princesa Kaguya” (indicado ao Oscar em 2015). Conheça a comovente história dos irmãos Setsuko e Seita, que vivem no Japão em meio à Segunda Guerra.

Após a morte da mãe num bombardeio americano e a convocação do pai para a Guerra, eles vão morar com alguns parentes. Insatisfeitos, saem da cidade e acabam num abrigo isolado na floresta, onde lutam contra a fome e as doenças.

EXTRAS: Storyboards de cenas excluídas (3 min.), Depoimentos especiais (28 min.), Perspectiva histórica (12 min.), Vídeos promocionais (7 min.), Trailer de cinema (2 min).

EM PROMOÇÃO, O ACLAMADO “A CRIADA” E UMA GRANDE SELEÇÃO DE CINEMA EUROPEU

A CRIADA

Novo cult movie do cineasta sul-coreano Park Chan-Wook, que ganhou fama no Brasil com “Oldboy” (2003). Visualmente suntuoso, “A Criada” é uma produção de época bastante moderna, tratando de temas como conflito de classes, empoderamento feminino, homossexualidade e jogos de poder.

Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado e tem como base o livro “Fingersmith” (2002), da autora galesa Sarah Waters. O cenário do romance – a Londres vitoriana – foi transposto no longa para a Coreia do Sul dos anos 1930, época em que o país foi ocupado pelo Japão.

Na trama, a jovem Sooke é contratada para ser criada de Hideko, uma rica herdeira que leva uma vida reclusa junto de Kouzuki, seu tio dominador. No entanto, a empregada tem um segredo: é uma ladra recrutada por vigarista para seduzir a patroa e roubar sua fortuna.

Repleto de reviravoltas, o filme conta com a violência e sensualidade à flor da pele de outros trabalhos de Chan-Wook, além de uma história surpreendente, narrada por três pontos de vista.

13 MINUTOS

Depois de “A Queda! As Últimas Horas de Hitler” (2004), o cineasta Oliver Hirschbiegel volta ao tema neste longa baseado na história real do fracassado atentado a Hitler em 8 de novembro de 1939. Se em “Operação Valquíria” (2008) tentativa semelhante foi planejada por altos oficiais alemães, em “13 minutos” celebra-se o espírito individual de um inconformista, Georg Elser (Christian Friedel), que quase evitou a II Guerra Mundial.

NINGUÉM DESEJA A NOITE

Inspirado na história real da americana Josephine Peary, o filme tem direção da catalã Isabel Coixet (“Minha Vida Sem Mim”) e rendeu à versátil Juliette Binoche indicação ao Goya – o principal prêmio de cinema espanhol. Em 1908, a personagem deixa a alta sociedade de Washington e viaja ao Polo Norte atrás de seu marido, o explorador Robert Beary (Gabriel Byrne). Durante sua jornada a um dos lugares mais inóspitos do planeta, ela conhece Allaka (Rinko Kikuchi, revelada em “Babel”), uma esquimó que vai influenciar profundamente sua vida.

AS CONFISSÕES

Depois de “Viva a Liberdade” (2013), o cineasta italiano Roberto Andò volta a tratar dos bastidores da política – e a trabalhar com Toni Servillo, de “A Grande Beleza”. O ator interpreta Roberto Salus, monge convidado para participar de uma reunião do G-8 sobre a economia europeia. Uma confissão do presidente do Banco Mundial (papel de Daniel Auteuil) dá início ao clima de mistério do longa, que ainda traz Moritz Bleibtreu, Lambert Wilson e Marie-Josée Croze no elenco.

SIERANEVADA

Pré-selecionado pela Romênia para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro, este é o mais recente trabalho do cineasta Cristi Puiu, vencedor da Palma de Ouro por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” em 2007. Em “Sieranevada“, uma família se prepara para a cerimônia que marca os 40 dias da morte do patriarca, Emil. Enquanto aguardam a chegada de um padre da Igreja Ortodoxa, familiares de diferentes gerações discutem de banalidades a conflitos da sociedade atual.

BELOS SONHOS

O grande cineasta italiano Marco Bellocchio (“Vincere”) esteve na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP, em outubro de 2016, para divulgar este sensível relato de um homem que é atormentado desde a infância pela morte prematura da mãe. Baseado na autobiografia homônima de Massimo Gramellini, o filme alterna de forma poética o passado e o presente do jornalista, interpretado por Valerio Mastandrea (“A Primeira Coisa Bela”).  Ainda no elenco, duas ótimas atrizes francesas: Bérénice Bejo (“O Passado“) e Emmanuelle Devos (“Violette“).

MEU REI

Inspirado em experiências pessoais, o filme de Maïwenn (diretora de “Polissia“) valeu a Emmanuelle Bercot o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Neste recorte da vida íntima de uma mulher, Bercot interpreta Marie Antoinette, que amarga um relacionamento infeliz – e por vezes abusivo – com o sedutor Georgio Milevski (Vincent Cassel), com quem se envolve. Quando acredita finalmente ter encontrado a felicidade, ela se depara com um homem violento e possessivo.

MARGUERITE

Um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês de 2016, o filme é livremente inspirado na vida da socialite americana Florence Foster Jenkins (1868-1944). “Marguerite” traz Catherine Frot no papel-título, uma ricaça desafinada que sonha em virar cantora de ópera, na Paris dos anos 1920. Versão mais livre e lúdica da história de Florence, o longa francês demonstra compaixão por sua biografada, sem nunca cair na caricatura. Graças, sobretudo, à interpretação inspirada de Catherine Frot, premiada com o César de melhor atriz.

MARGUERITE E JULIEN – UM AMOR PROIBIDO

Novo filme da atriz e cineasta francesa Valérie Donzelli, que ganhou inúmeros prêmios com “A Guerra Está Declarada” em 2011. Na trama, Marguerite (Anaïs Demoustier, de “Uma Nova Amiga“) e Julien de Ravalet (Jérémie Elkaïm, “Polissia“) são irmãos, filhos do Senhor de Tourlainville. Muito próximos desde a infância, os dois nobres se apaixonam, mas a sociedade a seu redor não aceita essa relação, fazendo de tudo para afastá-los um do outro.

ROMANCE À FRANCESA

Nem só de dramas difíceis vive o cinema francês, mas também de comédias leves como esta, mais uma ciranda amorosa escrita e dirigida por Emmanuel Mouret (de “A Arte de Amar”). Nela, um professor tímido (o próprio Mouret) realiza o sonho de namorar uma famosa atriz, Alicia (Virginie Efira), mas encontra Caprice (Anaïs Demoustier), uma jovem extrovertida que deseja sair com ele – sem se importar em ser sua amante. Enquanto isso, o melhor amigo dele, Thomas, começa a ficar muito interessado na atriz.

UM DOCE REFÚGIO

Escrita, dirigida e estrelada por Bruno Podalydès (de “Adeus Berthe“), esta comédia dramática indicada ao César foi um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês em 2016. Podalydès interpreta Michel, artista gráfico fascinado pela ideia de um dia pilotar um avião. Quando descobre que a engenharia de um caiaque é muito parecida com a de uma aeronave, ele compra um e parte numa jornada em busca de um novo estilo de vida.

TUDO VAI FICAR BEM

Depois de documentários aclamados como “Pina” e “O Sal da Terra”, o cineasta Wim Wenders retorna à ficção neste sóbrio drama sobre a perda e o luto, concebido para exibição em 3D nos cinemas. Ao som da trilha de Alexandre Desplat, o filme segue cerca de dez anos da vida de Tom (James Franco), escritor em crise consumido pela culpa após um acidente de carro. Charlotte Gainsbourg (“A Árvore”), Rachel McAdams (“Spotlight”) e Marie-Josée Croze (“O Escafandro e a Borboleta”) completam o elenco.

ÚLTIMOS DIAS NO DESERTO

Filho do escritor Gabriel García Márquez, Rodrigo García (diretor da versão americana da série “Em Terapia”) revisita de maneira minimalista um episódio do Novo Testamento: a peregrinação de Jesus Cristo (Ewan McGregor) rumo a Jerusalém. No caminho, ele ajuda uma família com problemas, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as tentações do Diabo (também interpretado por McGregor).

CLIQUE AQUI E CONFIRA MAIS TÍTULOS DA PROMOÇÃO.

ESTOQUES LIMITADOS.

OS 10+ DA VERSÁTIL

FELLINI. INGMAR BERGMAN. JEAN RENOIR. RICHARD BROOKS. ROSSELLINI. SOKUROV. GRANDES DIRETORES E FILMES ESSENCIAIS, EM EDIÇÕES CAPRICHADAS, COM EXTRAS.

Mas não perca tempo, pois os estoques são limitados.

OS IRMÃOS KARAMAZOV

O romance homônimo de Fiódor Dostoiévski já foi considerado por Sigmund Freud a maior obra a respeito do embate entre pai e filho. Cada um dos Karamazov reflete um aspecto diferente da natureza humana e da própria Rússia. Dimitri (Yul Brynner, de “O Rei e Eu”), por exemplo, é um jogador inveterado que irá se apaixonar pela amante do pai. Escrito e dirigido por Richard Brooks (“Lord Jim“), o filme consegue sintetizar alguns dos temas da obra dostoievskiana, como a materialidade da fé, a desilusão com as ideologias políticas e, sobretudo, “o bem e o mal” inerentes ao ser humano.

EXTRAS: Vida e obra de Richard Brooks (texto em português).

ARCA RUSSA

Filmado em um único plano-seqüência, sem cortes, que dura 97 minutos, o filme apresenta um verdadeiro passeio pela história russa. Um anfitrião conduz o espectador (e o narrador) por 33 salas do imponente museu Hermitage, em São Petersburgo. Nele, acompanhamos “fatos”, personagens e figuras como Pedro, o Grande, Catarina, Nicolau e Alexandra. Dirigido por Aleksandr Sokúrov (“Fausto”), “Arca Russa” é um marco da união entre cinema, história e artes plásticas.

EXTRAS: Entrevistas com o diretor e membros da equipe de produção.

A MARSELHESA

Baseando-se em minuciosa pesquisa dos documentos da época, Jean Renoir (“A Grande Ilusão“, “A Regra do Jogo”) realizou um filme apaixonante sobre momentos-chave da Revolução Francesa, da queda da Bastilha em 1789 à queda do rei Luis XVI em 1793, passando pela criação e divulgação do hino nacional francês, La Marseillaise. Com humanismo, vivacidade e talento, “A Marselhesa” é um dos melhores filmes sobre a Revolução Francesa, ao lado de “Danton, o Processo da Revolução” e “Casanova e a Revolução“.

EXTRAS: Entrevista com Jean Renoir.

ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO

O aclamado documentário do sueco Peter Cohen discute como a máquina de propaganda nazista se valeu do uso de ideais estéticos para afirmação de sua ideologia. Em uma das cenas mais impressionantes do longa, vemos a relação entre as distorções formais da arte expressionista e os elementos “impuros” que, segundo os nazistas, deformariam a sociedade alemã. Cohen aprofundaria sua investigação acerca da eugenia em “Homo Sapiens 1900”.

EXTRAS: Apresentação de Leon Cakoff * Arquitetura & propaganda nazistas * Vida e obra de Peter Cohen.

A ESTRADA DA VIDA

Versão restaurada e remasterizada do clássico de Federico Fellini, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1957 – o diretor também concorreu (ao lado de Tullio Pinelli) na categoria de melhor roteiro original. Na trama, Giulietta Masina vive uma mulher ingênua vendida por sua mãe para o brutamontes Zampanò (Anthony Quinn), um artista que se apresenta arrebentando correntes. Ela logo passa a ajudar Zampanò em suas exibições.

EXTRAS: “Reflexos de um Olhar” – documentário sobre Anthony Quinn * Giulietta fala de Federico (texto em português) * Os Críticos Falam de “A Estrada Da Vida” (texto em português)

A FLAUTA MÁGICA

Versão cinematográfica do mestre Ingmar Bergman para a ópera de Wolfgang Amadeus Mozart. A história começa com a rainha da noite, que oferece sua filha, Pamina, a Tamino, que precisa tirá-la das mãos do pai, o sacerdote Sarastro. Para auxiliá-lo na empreitada, a rainha lhe dá de presente uma flauta mágica. Com linda fotografia de Sven Nykvist, o filme é uma encantadora união entre ópera e cinema. Edição especial com mais de uma hora de extras.

EXTRAS: Ensaio (62′) – Making of * Vida e obra de Ingmar Bergman (texto em português) * Mozart 250 anos – Biografia (texto em português).

CINEMA PARADISO

Relembre a comovente história do garoto Totó, que vive num vilarejo da Itália durante a Segunda Guerra. Sua principal diversão é passar as tardes no Cinema Paradiso, fazendo companhia ao projetista Alfredo, o que irá mudar sua vida para sempre. Vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, “Cinema Paradiso” é um clássico moderno, com direção de Giuseppe Tornatore e inesquecível trilha sonora de Ennio Morricone.

EXTRAS: Depoimento de Rubens Ewald Filho * Entrevistas especiais * Conferência de imprensa em Cannes.

FELLINI 8 E 1/2

Obra-prima de Federico Fellini, “8 e 1/2” é presença constante nas listas de melhores filmes de todos os tempos. A trama gira em torno de Guido (Marcello Mastroianni), cineasta em crise de inspiração que não consegue encontrar a ideia para seu próximo longa. Durante uma temporada de férias, é assombrado por sonhos e recordações de passagens marcantes de sua vida. Oscar de melhor filme estrangeiro e figurino (em preto e branco), e indicações a melhor diretor, roteiro original e direção de arte (em p&b).

EXTRAS: Documentário “Fellini – Um Auto-retrato” – O diretor em conversas e entrevistas (55 minutos).

PERSONA

Atriz emudece depois de crise emocional. Buscando curar-se, ela viaja para uma casa de campo. Lá, viverá uma intensa relação com sua enfermeira. Ingmar Bergman começou a escrever “Persona” em meio a surtos de febre causados por uma pneumonia. O resultado foi este filme que, segundo o mestre sueco, é seu trabalho mais experimental. Nele, a dramaturgia bergmaniana dialoga com imagens pouco usuais no conjunto de sua obra. A cena na qual os rostos de Liv Ullmann e Bibi Andersson se fundem na tela é uma das imagens mais famosas do cinema.

EXTRAS: Vida e obra de Bergman (texto em português).

SÓCRATES

Com direção de Roberto Rossellini (“Blaise Pascal“), esta produção europeia é a cinebiografia de Sócrates (470-333 a.C.), um dos maiores filósofos da Humanidade. Rossellini mostra o final da vida de Sócrates, em especial seu julgamento e sua condenação à morte, com destaque para os célebres diálogos socráticos: “Apologia”, discurso de defesa do filósofo; “Críton”, em que um dos seus discípulos tenta convencê-lo a fugir da prisão; e “Fédon”, com seus últimos ensinamentos antes de tomar a cicuta.

EXTRAS: Apresentação de Roberto Bolzani (texto em português) * Vida e obra de Roberto Rossellini (texto em português).

NOVOS VOLUMES DE “OBRAS-PRIMAS DO TERROR” + PROMOÇÃO

MUITOS SUSTOS, SERES FANTÁSTICOS E NOVIDADES EM DUAS NOVAS COLEÇÕES DA VERSÁTIL NA 2001: “OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.5” – DEDICADO AO CINEMA DE HORROR NIPÔNICO – E O VOLUME 6, EDIÇÃO LIMITADA INCLUINDO 6 CARDS.

Lançamento na 2001 com valor promocional (por tempo limitado – ou enquanto durarem os estoques)

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.5

Coleção com 3 discos reunindo 6 cults do cinema japonês, destaque para o desconcertante “Audição” (que estampa a capa do box), de Takashi Miike, e o psicodélico “Hausu” (mais conhecido como “House”).

Todos os filmes em inéditas versões restauradas, além de quase duas horas de extras.

DVD 1:

AUDIÇÃO (Odishon/Audition, 1999, 115 min.)
De Takashi Miike. Com Ryo Ishibashi, Eihi Shiina, Tetsu Sawaki.

Após a morte da esposa, um executivo é convidado pelo amigo cineasta a participar da escolha de uma atriz. O viúvo se interessa por uma bela e misteriosa candidata. Um dos filmes mais chocantes das últimas décadas – e um dos favoritos de Quentin Tarantino.

HAUSU (Idem, 1977, 88 min.)
De Nobuhiko Obayashi. Com Kimiko Ikegami, Miki Jinbo, Kumiko Ohba.

Garota briga com o pai e vai passar as férias com suas amigas na casa da tia, porém a casa é mal assombrada. Delirante, absurdo e psicodélico, esse cult-movie é um terror que desafia qualquer descrição.

DISCO 2:

A CURA (Cure/Kyua, 1997, 111 min.)
De Kiyoshi Kurosawa. Com Masato Hagiwara, Koji Yakusho e Tsuyoshi Ujiki.

Um policial complexado investiga uma série de crimes violentos praticados por pessoas que não se lembram do que fizeram. Elogiado por Martin Scorsese e Bong Joon Ho (“O Hospedeiro”), este terror psicológico tem direção do premiado Kiyoshi Kurosawa (“Kairo”).

INFERNO (Jigoku, 1960, 98 min.)
De Nobuo Nakagawa. Com Shigeru Amachi, Utako Mitsuya, Yoichi Numata.

Um grupo de pecadores envolvidos em casos interligados de assassinato, vingança e adultério encontram- se nos Portões do Inferno. Chocante, original e poético, “Inferno” é a obra máxima de Nobuo Nakagawa, o pai do terror japonês.

DISCO 3:

ONIBABA – A MULHER DEMÔNIO (Onibaba, 1964, 102 min.)
De Kaneto Shindo. Com Nobuko Otowa, Jitsuko Yoshimura, Kei Sato.

Japão, século XIV. Duas mulheres vivem de matar samurais e vender seus pertences. Porém, um dia uma delas encontra um misterioso samurai com uma máscara bizarra. Obra-prima do mestre Kaneto Shindo (“A Ilha Nua”) – e um dos filmes de referência de William Friedkin (“O Exorcista”).

O GATO PRETO (Yabu no Naka no Kuroneko, 1968, 99 min.)
De Kaneto Shindo. Com Kichiemon Nakamura, Nobuko Otowa, Kei Sato.

No Japão medieval, um espírito vingativo mata samurais em um vilarejo. Enviado para enfrentar essa força invisível, um famoso guerreiro terá que enfrentar seus demônios. Poético e atmosférico conto de terror do diretor de “Onibaba”.

EXTRAS:
* Depoimentos de diretores e críticos (81 min.)
* Trailers (13 min.)

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.6

Caixa digistack com 3 DVDs que reúne seis clássicos inéditos de horror dirigidos ou produzidos por nomes lendários do gênero como Val Lewton, Brian Yuzna, William Castle, Dan Curtis e Narciso Ibáñez Serrador. Todos os filmes em versões restauradas e acompanhados por uma hora e meia de extras.

Edição Limitada com 6 cards.

DISCO 1:

A ILHA DAS ALMAS SELVAGENS (Island of Lost Souls, 1932, 70 min.)
De Erle C. Kenton. Com Charles Laughton, Bela Lugosi, Richard Arlen.

Cientista obcecado conduz macabras experiências genéticas numa remota ilha do Oceano Pacífico. Primeira adaptação de “A Ilha do Dr. Moreau”, de H. G. Wells, e um clássico do cinema de horror dos anos 1930.

A SOCIEDADE DOS AMIGOS DO DIABO (Society, 1989, 99 min.)
De Brian Yuzna. Com Billy Warlock, Devin DeVasquez, Evan Richards.

Um adolescente desconfia que sua família faça parte de um culto grotesco formado pela elite da sociedade local. Estreia do famoso produtor Brian Yuzna (“Re-Animator”) na direção, esse cult do body horror é uma cáustica sátira social.

DISCO 2:

A MANSÃO MACABRA (Burnt Offerings, 1976, 106 min.)
De Dan Curtis. Com Karen Black, Oliver Reed e Burgess Meredith.

Uma família se muda para uma velha mansão assombrada, que se alimenta de seus habitantes. Filme de casa assombrada dirigido pelo especialista Dan Curtis (“Sombras da Noite”).

A SÉTIMA VÍTIMA (The Seventh Victim, 1943, 71 min.)
De Mark Robson. Com Kim Hunter, Tom Conway, Jean Brooks.

Uma mulher em busca da irmã desaparecida descobre um culto satânico no coração de Nova York. Parte do lendário ciclo de filmes de terror do produtor Val Lewton (“Sangue de Pantera”, “O Túmulo Vazio”).

DISCO 3:

INTERNATO DERRADEIRO (La Residencia/The House that Screamed, 1969, 104 min.)
De Narciso Ibañez Serrador. Com Lili Palmer, Cristina Galbó, John Moulder-Brown.

França, século XIX. Jovens estudantes de um internato isolado começam a desaparecer em circunstâncias misteriosas. Precursor de “Suspiria”, esse clássico do horror europeu tem direção do mestre Narciso Ibañez Serrador (“Os Meninos”).

A MÁSCARA DO HORROR (Mr. Sardonicus, 1960, 90 min.)
De William Castle. Com Ronald Lewis, Audrey Dalton, Guy Rolfe.

Desesperado para recuperar um bilhete de loteria vitorioso, um barão ganancioso desenterra o corpo do pai e se torna vítima de uma maldição. Filme favorito do lendário produtor William Castle (“A Casa dos Maus Espíritos”).

EXTRAS:
* Entrevistas (47 min.)
* Especiais (22 min.)
* Trailers (14 min)

EDIÇÃO LIMITADA COM 6 CARDs:

COMPLETE SUA COLEÇÃO

(Em promoção por tempo limitado):

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.1

DISCO 1:
O CHICOTE E O CORPO
A ORGIA DA MORTE

DISCO 2:
O TÚMULO VAZIO
NA SOLIDÃO DA NOITE

DISCO 3:
A NOITE DO DEMÔNIO
A ALDEIA DOS AMALDIÇOADOS

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.2

DISCO 1:
O CICLO DO PAVOR
LISA E O DIABO

DISCO 2:
A MANSÃO DO INFERNO
MARTIN

DISCO 3:
PELO AMOR E PELA MORTE
TERROR NAS TREVAS

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.3

DISCO 1:
BANHO DE SANGUE
A INOCENTE FACE DO TERROR

DISCO 2:
OS MENINOS
CARNAVAL DE ALMAS

DISCO 3:
FARSA TRÁGICA
MAGIA NEGRA

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.4

DISCO 1:
A ESPINHA DO DIABO
SOB O PODER DA MALDADE

DISCO 2:
A CASA DO CEMITÉRIO
A FILHA DE SATÃ

DISCO 3:
NASCE UM MONSTRO
SCHOCK

ÚLTIMAS PEÇAS: CLÁSSICOS, CULTS E FILMES DE FESTIVAIS

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Entre os cineastas selecionados, destaque para RAINER WERNER FASSBINDER (1945–1982), lembrado com os clássicos “Whity“, O Medo Consome a Alma” e “A Terceira Geração“; CLAUDE CHABROL (1930-2010), diretor de “Alice”, “Nas Garras do Vício” e “Trágica Separação“, e o polonês ANDRZEJ ZULAWSKI (1940–2016), resgatado pela distribuidora Lume com os seminais “A Revolta do Amor“, “Diabel“, “Globo de Prata” e “O Importante é Amar“. E tem muito mais, de grandes diretores:

Marguerite Duras * Jean Pierre Melville * Andrzej Wajda * Sergei Parajanov * Michael Cacoyannis * Joseph Losey * Ken Russell * Mauro Bolognini * Brian De Palma * Francis Ford Coppola * James Foley * Monte Hellman * David Cronenberg * Carlos Reichenbach * Suzana Amaral * Sergio Bianchi * Thomas Vinterberg * Joachim Trier * Elia Kazan * John Huston * Edward Dmytryk * Theo Angelopoulos * Maurice Pialat * Sam Peckinpah * Robert Altman * Carlos Saura * Victor Erice * Francesco Rosi * Claude Sautet * Joseph L. Mankiewicz * John Frankenheimer * Patrice Chéreau * Bertrand Tavernier * Yasujiro Ozu * Stephen Frears * Jane Campion * André Téchine * Agnès Varda * Miklós Jancsó * Emir Kusturica * Claude Chabrol * Peter Ustnov * James Ivory

O MELHOR DO CINEMA REUNIDO NUMA INCRÍVEL SELEÇÃO DE FILMES!

Cada um a partir de R$ 19,90. Confira também na promoção coleções de cineastas como Elia Kazan e Andrzej Zulawski, por apenas R$ 69,90.

Mas não perca tempo, pois os estoques são limitados!

VISÕES DE CRIANÇA

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Uma raridade: um clássico do cinema mudo realizado na década de 1920 por Jacques Feyder (1885–1948), diretor de “Anna Christie” (com Greta Garbo). Filmado em belas locações na Suíça, “Visões de Criança” mergulha na psicologia infantil ao tratar dos efeitos do luto sobre duas crianças que perdem a mãe. O pai viúvo decide se casar novamente, despertando sentimentos contraditórios nas crianças.

JOHN & MARY

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À frente de seu tempo, este cult de Peter Yates, lançado originalmente em 1969, traz Dustin Hoffman e Mia Farrow – indicados ao Globo de Ouro – como dois estranhos à procura de um relacionamento significativo em Nova York. Eles se conhecem em um bar e passam a noite juntos, sem saber o nome um do outro. Na manhã seguinte, discutem e tentam se conhecer melhor, analisando suas próprias vidas.

O SEGUNDO ROSTO

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Indicado ao Oscar em 1967, este thriller de John Frankenheimer (O Trem”, “Sob o Domínio do Mal”) apresenta a melhor atuação do eterno galã Rock Hudson. Na trama, um homem de meia idade, vice-presidente de um banco, contrata uma empresa especializada em “renascimentos”. A organização forja a sua morte, e ele renasce na pele de um pintor de sucesso.

CIDADE DAS ILUSÕES

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Abandonado pela esposa, um boxeador alcoólatra (Stacy Keach) decide voltar a lutar, o que faz com que ele se aproxime de um jovem (Jeff Bridges) ascendente no esporte. Considerado um dos melhores trabalhos de John Huston nos anos 1970 – e uma reflexão sobre fracasso e sobrevivência no mundo do boxe – , o filme concorreu ao Oscar de melhor atriz coadjuvante (Susan Tyrrell).

O MATADOR DE OVELHAS

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Um marco do cinema independente norte-americano, o filme é um seminal drama de baixo orçamento realizado por Charles Burnett na vizinhança de seu bairro, na periferia de Los Angeles. Com elenco amador, o longa de 1979 acompanha o duro cotidiano de Stan, afroamericano que trabalha num abatedouro e luta por uma vida mais digna para sua família, em meio à desilusão e a problemas financeiros.

TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA

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Alfredo Garcia engravida a filha de um latifundiário mexicano. Revoltado, o pai da moça oferece um milhão de dólares pela cabeça de Garcia. Fiel ao universo de Sam Peckinpah (“Meu Ódio Será Sua Herança”, “Os Implacáveis”), o filme – com sua violência estilizada e tipos do submundo – adquiriu com o tempo status de cult e influenciou cineastas como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.

TRÊS IRMÃOS

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O grande cineasta italiano Francesco Rossi (1922–2015) concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro por este sensível relato do retorno de três irmãos à sua cidade de infância. Com estilos de vida – e posições políticas – bem diferentes, eles se reencontram para o funeral da mãe. No elenco, destaque para Philippe Noiret (1930–2006), o Alfredo de “Cinema Paradiso”.

O ESPÍRITO DA COLMEIA

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Dirigido pelo espanhol Víctor Erice, este clássico do cinema espanhol foi um dos destaques da programação da 38ª Mostra de Cinema de São Paulo, em 2014. Na trama, ambientada na Espanha dos anos 1940, uma menina de 7 anos, Ana, assiste ao filme “Frankenstein”, experiência que irá marcá-la para sempre. Até que ela desaparece  misteriosamente, imersa em seu mundo de fantasia.

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Considerado pelo jornal The New York Times “a primeira obra-prima do feminismo na história do cinema”, o filme acompanha, ao longo de três dias, a rotina sufocante e automatizada da personagem-título, uma viúva cuja existência é consumida pelos afazeres domésticos. Nela, atividades pejorativamente consideradas banais como cozinhar, comer e limpar a casa ganham efeito dramático inédito no cinema narrativo moderno.

A REVOLTA DO AMOR

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Mais um trabalho seminal de um dos mais controversos (e incompreendidos) cineastas da Europa, o franco-polonês Andrzej Zulawski (“O Importante é Amar“, “Diabel“), falecido em 17 de fevereiro deste ano. Livremente inspirado em “O Idiota” (de Dostoiévski), o longa é um drama policial pós-moderno, com sua anárquica quadrilha de bandidos e um triângulo amoroso que transformou a bela Sophie Marceau em estrela na França.

GLOBO DE PRATA

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Um dos mais controversos (e incompreendidos) cineastas da Europa, Zulawski iniciou a única ficção-científica de sua carreira em 1976, concluindo “Globo de Prata” apenas em 1988. Com imagens fortes e cenas cheias de simbolismo, o filme traz elementos religiosos ao universo da sci-fi, mostrando um grupo de exploradores cósmicos que deixa a Terra para começar uma nova civilização em outro planeta.

A LENDA DO SANTO BEBERRÃO

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Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, o filme de Ermanno Olmi –cineasta premiado com a Palma de Ouro por “A Árvore dos Tamancos”– é uma lição de esperança ao narrar em tom de fábula singela os pequenos milagres vividos por um mendigo alcoólatra (Rutger Hauer, de “Blade Runner”) que recebe de um senhor desconhecido uma grande quantia em dinheiro, sob a condição de devovler tudo na semana seguinte.

UM AMOR TÃO FRÁGIL

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Vencedor do Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Cannes em 1977, este sensível drama romântico, dirigido por Claude Goretta, transformou Isabelle Huppert em estrela na França. Ela interpreta Béatrice, tímida funcionária de um salão de beleza que, em uma viagem à Normandia, conhece François, um estudante da Sorbonne por quem se apaixona. Uma das performances icônicas da atriz francesa, cotada para uma indicação ao Globo de Ouro por “Elle”.

SEM TETO SEM LEI

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Um dos grandes filmes de Agnès Varda (“Cléo das 5 às 7”), narrando a trajetória cheia de percalços de uma andarilha (vivida por Sandrine Bonnaire) por meio das diferentes pessoas que cruzam o seu caminho. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza e do César de melhor atriz. Confira também em promoção na 2001 “As Duas Faces da Felicidade” (1965), uma pequena (e solar) obra-prima da cineasta.

UM OLHAR A CADA DIA

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Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, este road movie acompanha um cineasta (Harvey Keitel) que empreende longa viagem em busca de antigos rolos de filmes, levando-o a descobrir um mundo dividido por guerras e ideologias. Direção do grego Theo Angelopoulos (1935–2012) – de “A Viagem dos Comediantes”, também em promoção.

INTIMIDADE

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Bem antes de conquistar o Oscar de melhor ator coadjuvante por “Ponte dos Espiões” em fevereiro, o inglês mark Rylance protagonizou este drama visceral de Patrice Chéreau (“A Rainha Margot”) baseado em contos de Hanif Kureishi, autor de “Minha Adorável Lavandeira”. O filme radiografa a relação carnal e silenciosa de um casal de estranhos, de forma crua — notadamente em inúmeras cenas de sexo. Urso de Ouro no Festival de Berlim.

O FUNDO DO CORAÇÃO

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Em Las Vegas, Hank e Frannie decidem que seu casamento chegou ao fim e se separam. Projeto pessoal de Francis Ford Coppola, que transformou uma história simples — a separação de um casal e sua busca por novos parceiros — em um exuberante musical, cujo visual estilizado impressiona até hoje. Além da bela fotografia do mestre Vittorio Storaro (“Café Society”), destaque também para a trilha jazzística (indicada ao Oscar) composta por Tom Waits.

OS IMORAIS

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Martin Scorsese produz esta adaptação do livro homônimo de Jim Thompson, sobre um triângulo incestuoso entre um golpista barato, sua mãe bookmaker de apostas e uma ambiciosa femme fatale. Quatro indicações ao Oscar: melhor diretor (Stephen Frears), roteiro adaptado, atriz (Anjelica Huston) e atriz coadjuvante (Annette Bening). E vencedor do Independent Spirit Awards de melhor filme e atriz.

E NA PROMOÇÃO DA LUME NÃO TEM SÓ FILME ANTIGO.

ALÉM DE CLÁSSICOS E CULTS DA SÉTIMA ARTE, CONHEÇA 12 PRODUÇÕES EXIBIDAS NO CIRCUITO DE FESTIVAIS NOS ÚLTIMOS ANOS, UMA PEQUENA AMOSTRA DA DIVERSIDADE QUE VOCÊ ENCONTRA SÓ AQUI, EM DESTAQUE NA 2001.

CHANTAL ACKERMAN, DE CÁ

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No documentário dirigido por Gustavo Beck, o jornalista Leonardo Luiz Ferreira conduz entrevista com a realizadora belga, na qual ela reflete sobre o cinema, a vida e sua obra. A ideia de realizar o filme surgiu da admiração dos dois brasileiros pelo trabalho da cineasta, que esteve por aqui para participar de mostra sobre sua carreira, no Centro Cultural Banco do Brasil em 2009.

SUBMARINO

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Drama familiar dirigido pelo dinamarquês Thomas Vinterberg, antes do sucesso de “A Caça”, sobre dois irmãos que tentam reconstruir suas vidas após uma tragédia na infância. Na trama, Nick (Jakob Cedergren) deixa a prisão após cumprir pena e passa a morar num abrigo. Um dia ele recebe a notícia de que sua mãe morreu e, no funeral, reencontra o irmão que não via há anos. Exibido no Festival de Berlim em 2010.

PLANETA SOLITÁRIO

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Longa independente estrelado por Gael García Bernal em torno de um jovem casal viajando pelas montanhas do Cáucaso, na Geórgia. Um gesto desesperado do protagonista vai colocar à prova o papel do homem no relacionamento. Drama intimista vencedor do Grande Prêmio do Júri do American Film Institute, e indicado ao Independent Spirit Awards de melhor direção (Julia Loktev). Exibido nos festivais de Istambul, Locarno e Sarasota.

AZUL PROFUNDO

5

Raro filme grego a estrear comercialmente no Brasil (no caso, em 2012), o longa de Aris Bafaloukas mistura drama, romance e suspense para narrar a história de Dmitris, um nadador profissional que dedica a vida aos treinos e namora Elsa, ativista ambiental que desaparece misteriosamente. Em belas imagens aquáticas, “Apnéia” (título original do filme) aborda o conflito de um atleta dividido entre suas ambições no esporte e seu envolvimento afetivo.

BRANCO COMO A NEVE

6

Premiada no Moscow International Film Festival em 2011, esta produção turca mostra a perda da inocência em um meio inóspito. Nas montanhas da Turquia, Hasan, de nove anos, cuida de seus dois irmãos mais novos, enquanto sua mãe trabalha numa cidade distante. Com seu pai preso, ele precisa ajudar na renda da família e e logo irá passar por uma grande provação.

CAMINHO PARA O NADA

2

Realizador do road movie “Corrida Sem Fim” (incluído na coleção “O Cinema da Nova Hollywood“), Monte Hellman voltou à direção de longa, depois de 21 anos, com o metalinguístico “Caminho para o Nada“, premiado no Festival de Veneza. Na trama, um jovem cineasta começa a rodar seu novo filme e conhece a atriz perfeita (Shannyn Sossamon). A partir daí, desenrola-se uma trama de suspense envolvendo a vida real do realizador e a mulher misteriosa.

HOTEL ATLÂNTICO

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Um ator desempregado (Júlio Andrade, em cartaz nos cinemas com “Maresia” e “Elis”) parte de cidade a cidade, sem bagagem ou planos, em direção ao interior do país. Durante sua jornada, se depara com situações absurdas, contraditórias e inesperadas. Sensorial e inesperado, este é o terceiro longa-metragem da cineasta Suzana Amaral (“A Hora da Estrela”, “Uma Vida em Segredo”), uma adaptação do romance homônimo de João Gilberto Noll.

O CÉU SOBRE OS OMBROS

6

A dualidade entre o real e o ficcional marca este interessante longa de Sérgio Borges premiado no Festival de Brasília em 2010. O cineasta se apropria de personagens reais para interferir em seu cotidiano e explorar novas possibilidades dramáticas, criando situações deliberadamente encenadas.

ELEVADO 3.5

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Um filme sobre o mundo de pessoas que se cruzam ao longo dos 3.5 km do Minhocão, via expressa construída na região central de São Paulo, durante a ditadura militar. Do nível da rua ao último andar, o espectador é conduzido por diferentes pontos de vista, mergulhando nas histórias dos personagens que ali vivem e/ou trabalham. Prêmio ‘Janela para o Contemporâneo’ de melhor documentário no Festival É TUDO VERDADE.

HERMANO

8

Premiado como melhor filme de estreia no Havana Film Festival, “Hermano”, dirigido por Marcel Rasquin, acompanha a dura realidade de dois irmãos que encontram no futebol a única chance de melhorar de vida. Os dois jogam juntos no La Ceniza, time de uma favela venezuelana onde moram. Pré-candidato da Venezuela na disputa por uma das vagas do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2011.

OSLO, 31 DE AGOSTO

10

Livremente inspirado no romance francês “Le feu follet” de Pierr Drieu La Rochelle, levado às telas antes em “Trinta Anos Esta Noite”, o filme consagrou mundialmente o dinamarquês Joachim Trier, diretor do recente “Mais Forte que Bombas”. “Oslo” segue Anders, jovem em tratamento para desintoxicação, no dia em que é liberado para uma entrevista de emprego na capital norueguesa. Exibido no Festival de Cannes.

OLIVER SHERMAN

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Estudo de personagem, este drama canadense apresenta Sherman (Garret Dillahunt), um militar solitário e desconectado do mundo. Ele procura pelo soldado que salvou sua vida durante a guerra, Franklin (Donal Logue, da série “Gotham”), e encontra-o vivendo numa pacata cidade rural, casado com Irene (a ótima Molly Parker, de “House of Cards”), com dois filhos e com um emprego seguro. Exibido no Festival Internacional Lume de Cinema.

ESTOQUES LIMITADOS

BLACK FRIDAY NA 2001: “OBRAS-PRIMAS DO CINEMA” A PARTIR DE 19,90

UMA INCRÍVEL PROMOÇÃO COM CLÁSSICOS E CULTS DO SELO “OBRAS-PRIMAS DO CINEMA“.

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NÃO PERCA A SELEÇÃO, QUE INCLUI VÁRIAS EDIÇÕES  COM CARDS E EXTRAS.

CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA!

A SEGUIR, ALGUNS TÍTULOS INCLUÍDOS NA PROMOÇÃO (POR TEMPO LIMITADO):

GYPSY – EM BUSCA DE UM SONHO

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Autobiografia romanceada da dançarina Gypsy Rose Lee, pioneira americana do teatro burlesco e do strip-tease. Baseado no musical homônimo da Broadway, o filme tem direção de Mervyn Reroy e canções de Stephen Sondheimno. O maior desejo de Mama Rose (Rosalind Russell) é ver suas filhas conquistarem o sucesso na Broadway. Ela deposita grande parte de suas esperanças na filha mais velha e tímida, Louise (Natalie Wood). Russell conquistou o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical.

CHARITY, MEU AMOR

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Estreia do coreógrafo Bob Fosse (“Cabaret”) como diretor no cinema, o filme foi escrito por Neil Simon, a partir do espetáculo homônimo de 1966, que por sua vez conta uma história inspirada em “Noites de Cabíria”, de Federico Fellini. Interpretada por Shirley MacLaine (inesquecível), Charity é uma dançarina de cabaré, sempre otimista, à procura do verdadeiro amor, mas sempre envolvendo-se com os homens errados. Quando conhece o tímido Oscar, ela finalmente acredita que sua sorte irá mudar. Nos extras, featurettes e final alternativo.

CASA, COMIDA E CARINHO

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Sucesso em seu lançamento, o musical de Charles Walters marcou o reencontro de Gene Kelly e Judy Garland – esta em seu último trabalho para a MGM. Na trama, uma família simples do interior aceita que uma companhia da Broadway monte um novo espetáculo em sua fazenda, transformando a proprietária Jane (Garland) em estrela do show. Em DVD com a dublagem clássica em português, além do idioma original em inglês, mais documentário sobre os conturbados bastidores do filme.

OS RUSSOS ESTÃO CHEGANDO! OS RUSSOS ESTÃO CHEGANDO!

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Aclamada comédia que parodia a Guerra Fria, que ainda dominava a sociedade norte-americana e o noticiário nos anos 1960. Na trama, o atrapalhado capitão de um submarino russo deixa a embarcação encalhar nos bancos de areia numa ilha da Nova Inglaterra, na costa estadunidense. Secretamente, os marinheiros saem em busca de um barco para puxar o submarino e desencalhá-lo, mas se metem em confusões que colocam em pânico os habitantes da pequena cidade. Quatro indicações ao Oscar: melhor filme, ator (Alan Arkin), roteiro adaptado e montagem.

O PERIGOSO ADEUS

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Adaptado do romance “Hard Boiled”, do genial Raymond Chandler (de “À Beira do Abismo”), o filme é uma reinterpretação de Robert Altman do cinema noir e serviu de referência para o cineasta Paul Thomas Anderson em seu recente “Vício Inerente”. Na intrincada trama, o detetive particular Philip Marlowe (Elliott Gould) tenta ajudar um amigo acusado de matar a esposa. Nos extras do DVD, documentário especial com Altman e Gould (25 min.) e depoimento do diretor de fotografia Vilmos Zsigmond (14 min).

COLEÇÃO DOSE DUPLA – BARBARA STANWYCK

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Em CASEI-ME COM UM MORTO (1950), dirigido por William A. Wellman, a estrela interpreta Helen Ferguson, uma mulher grávida que é abandonada pelo namorado. Sem dinheiro, ela resolve voltar para sua terra natal e, após uma reviravolta do destino, assume a identidade de Patrice Harkness. Já no clássico noir TRIUNFOS DE MULHER (1931), Stanwyck vive Lora Hart, que passa a trabalhar num hospital e, à noite, em plantões noturnos na casa de duas crianças muito doentes, onde percebe que há algo muito estranho. No elenco, Clark Gable.

COLEÇÃO DOSE DUPLA – JOAN CRAWFORD

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Em CAMINHO DA REDENÇÃO (1949), de Michael Curtiz, a dançarina Lane Bellamy (Crawford, de “Mamãezinha Querida, que sai em DVD em setembro) vai parar em uma pequena cidade do interior governada pelo corrupto Titus Semple (Sydney Greenstreet, de “Relíquia Macabra”), que logo deseja expulsá-la para fora da cidade. Já em TRÊS AMORES (1934), a atriz vive Sadie McKee, que é apaixonada por um homem que a desprezou. Sozinha e desprezada, ela começa a trabalhar numa boate, onde conhece um bilionário que se apaixona por ela.

TERRA DE PAIXÕES

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Em uma plantação de borracha na Indochina francesa, o proprietário Dennis Carson (Clark Gable), uma prostituta chamada Vantine (Jean Harlow) e Barbara Willis (Mary Astor), esposa de um engenheiro, são envolvidos em um triângulo amoroso. Carson abandona uma relação informal com Vantine para perseguir Barbara que é casada com seu funcionário. Dirigido por Victor Fleming (de “E o Vento Levou…”) e baseado em peça teatral.

O SOLAR DE DRAGONWYCK

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Adaptado do romance “Dragonwyck” de Anya Seton, este melodrama gótico de 1946 marca a estreia do grande Joseph L. Mankiewicz (1909–1993) na direção. Na trama, Nicholas Van Ryn (Vincent Price) vive numa enorme propriedade em Hudson Valley (Nova York). Infeliz no casamento com uma mulher incapaz de dar-lhe um filho, ele se apaixona por Miranda (Gene Tierney), uma parente distante.

O JARDIM ENCANTADO (1949)

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A tempestuosa Mary Lennox (Margaret O’Brien), filha de uma família rica na Índia, fica órfã após uma epidemia de cólera. Ela é enviada para viver com o recluso e amargurado tio Archibald Craven (Herbert Marshall) e seu primo Colin (Dean Stockwell) numa propriedade desolada e decadente, até que o irmão de uma das empregadas da casa revela a existência de um jardim misterioso por trás de uma porta.Refilmado em 1993.

O ÍDOLO CAÍDO

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Baseado no conto “The Basement Room”, de Graham Greene, o longa trata de um tema caro ao escritor: a descoberta infantil da moralidade e do mundo adulto. O cineasta Carol Reed usou ângulos de câmera distorcidos e composições incomuns na época para sugerir a desordem mental do garoto protagonista. Indicado ao Oscar de melhor direção e roteiro, o filme mostra a inocência de uma criança corrompida por um adulto. Nos extras, documentário sobre Reed.

COLEÇÃO DOSE DUPLA – RONALD NEAME

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Dois clássicos dirigidos pelo diretor inglês de  “O Dossiê de Odessa”: O HOMEM QUE NUNCA EXISTIU (1956), com Clifton Webb e Gloria Grahame, e GLÓRIA SEM MÁCULA (1960), indicado ao Oscar de melhor roteiro original. No primeiro, ambientado durante a II Guerra Mundial, Neame recria a famosa e bem-sucedida “Operação Mincemeat”; enquanto o segundo longa toma forma logo após o conflito, com o boêmio Major Jock Sinclair (Alec Guinness), amigo de seus subordinados, vivendo seus últimos dias no comando de um regimento escocês.

EU TE MATAREI, QUERIDA!

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Em 1838, Ambrose (John Sutton) morre em circunstâncias suspeitas em Florença. Seu primo, Philip Ashley (Richard Burton), desconfia que ele foi assassinado pela esposa, Rachel (Olivia de Havilland), a fim de herdar sua fortuna. Porém, ao conhecê-la, Philip acaba se apaixonando e começa a achar que suas suspeitas possam ser infundadas. Dirigido por Henry Koster e baseado em romance de Daphne du Maurier (“Rebecca“), o filme concorreu ao Oscar nas categorias de melhor ator coadjuvante (Richard Burton), fotografia, direção de arte e figurino.

ODEIO-TE MEU AMOR

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Escrito e dirigido por Preston Sturges, e estrelado por Rex Harrison (“Minha Bela Dama”) e Linda Darnell (“Paixão dos Fortes”), o filme é uma comédia de humor negro sobre as tentativas delirantes de um maestro para assassinar sua esposa, que ele acredita ser infiel. Membro do Monty Python, Terry Jones comenta nos extras do DVD que este clássico de 1948 é “… uma sátira sobre a forma como os homens pensam sobre si mesmos”.

A SEDUTORA MADAME BOVARY

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Suntuosa versão de Vincente Minnelli para o clássico de Gustave Flaubert, romance que provocou escândalo no seu lançamento, em 1857. Com Jennifer Jones no papel-título, James Mason como Flaubert, Van Heflin e o galã Louis Jourdan, o filme acompanha as ilusões românticas da esposa adúltera de um médico provinciano. Van Heflin e
Louis Jourdan completam o elenco deste melodrama indicado ao Oscar de melhor direção de arte (p&b) em 1950.

A CARTA QUE NÃO SE ENVIOU

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Uma obra-prima do cinema russo dirigida pelo mestre Mikhail Kalatozov (de “Eu Sou Cuba” e “Quando Voam as Cegonhas”). O clássico de 1959 marcou época com suas belas tomadas de câmera e imagens impressionantes da Sibéria, para mostrar uma expedição formada por quatro geólogos em busca de uma mina de diamantes, e sua luta para sobreviver após um grande incêndio. Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes.

A FACE DO OUTRO

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Marco da Nouvelle Vague japonesa dirigido por Hiroshi Teshigahara (do igualmente perturbador “A Mulher da Areia”), em mais uma parceria com o escritor Kôbô Abe. Na trama, um homem com rosto deformado por acidente é rejeitado pela esposa e submete-se à experiência de usar uma máscara feita de tecido natural. Porém, sua personalidade será afetada pela máscara. O DVD inclui ainda o curta-metragem “Ako” (1965), do mesmo diretor.

ADVERSIDADE

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Clássico de 1936 vencedor de quatro prêmios Oscar – incluindo melhor atriz coadjuvante (Gale Sondergaard) e indicado em mais três categorias. Dirigido por Mervyn LeRoy (“Quo Vadis”) e estrelado por Fredric March e Olivia de Havilland, o filme é baseado no livro de Hervey Allen e completa 80 anos, saindo em versão restaurada. No final do século 18 na Itália, uma bela jovem se vê casada com um homem mais velho e rico, mas cruel. No entanto, ela está apaixonada por alguém mais jovem, dando início a uma terrível tragégia e inúmeras reviravoltas.

LILI – EDIÇÃO ESPECIAL DE COLECIONADOR

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Indicado a 6 Oscar – incluindo melhor diretor (Charles Walters) e atriz (Leslie Caron, inesquecível) –, o filme é um dos musicais mais queridos da história do cinema. É a história de Lili, órfã de 16 anos que se apaixona por um mágico, ao mesmo tempo em que desperta o amor platônico de um operador de marionetes, Paul (Mel Ferrer). Ele interage com Lili por meio de seus bonecos, expressando seus sentimentos, como na célebre sequência de “Hi-Lili, Hi-Lo”. Nos extras, entrevista com Leslie Caron e o curta-musical “Festa dos Piratas na Ilha Catalina”.

A FLOR DO PÂNTANO

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Indicada ao Oscar de melhor canção em 1958, esta comédia romântica conta com Debbie Reynolds, estrela de “Cantando na Chuva” – e recentemente premiada com um Oscar honorário -, e Leslie Nielsen, que ficaria conhecido décadas depois como o tenente Frank Drebin de “Corra que a Polícia Vem Aí”. Quando o avião de Peter Brent (Nielsen) cai no pântano, ele é salvo pela jovem Tammy (Reynolds), uma garota do interior que vive com seu avô. Ela cuida de Pete e logo se apaixona, mas o forasteiro, recuperado, precisa retornar para casa e para sua noiva.

COLEÇÃO DOSE DUPLA – NATALIE WOOD

Natalie Wood e Robert Redford em cena

Natalie Wood e Robert Redford em “A Procura do Destino”

DVD com dois clássicos estrelados pela bela atriz nos anos 1960. Em À PROCURA DO DESTINO (1965), Wood interpreta a adolescente Daisy Clover, que sonha em se tornar atriz de cinema. Já na comédia BOB, CAROL, TED E ALICE (1969), ela faz parte de um sofisticado casal californiano que decide expandir os limites de seu casamento tendo casos extraconjugais. Seus melhores amigos, Ted e Alice, mais tradicionais, sempre ouviram suas provocativas aventuras, até o dia em que são convidados a trocar de parceiros.

NIJINSKY: UMA HISTÓRIA REAL

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Recorte da vida do bailarino russo de origem polonesa Vaslav Nijinsky (1889-1950) – interpretado pelo dançarino George De La Pena, do American Ballet Theatre -, o filme enfoca o triângulo amoroso formado por ele, sua esposa (Leslie Brown) e seu aristocrático empresário, Sergei Diaghilev (Alan Bates, em grande atuação). Com produção suntuosa, o filme é um retrato provocante da carreira (e sexualidade) de um dos maiores dançarinos de todos os tempos, e ainda marca a estreia de Jeremy Irons no cinema.

BREAKER MORANT

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Indicado ao Oscar de melhor roteiro em 1981, este clássico australiano tem direção de Bruce Beresford (de “Conduzindo Miss Daisy”) e foi considerado pelo History Channel um dos melhores filmes de
guerra de todos os tempos. “Breaker Morant’ acompanha o julgamento de três tenentes australianos acusados de um crime, durante a Guerra dos Bôers, em 1899. Nos extras do DVD, entrevistas com Beresford, com o diretor de fotografia Donald McAlpine e com os atores Bryan Brown e Edward Woodward.

VINTE E QUATRO OLHOS

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Dirigido por Keisuke Kinoshita, de “A Balada de Narayama”, o filme é a sensível crônica de uma professora devotada a seus alunos e a seus princípios, ao longo de duas décadas de história do Japão. Na trama, Hideko Takamine (“O Homem do Riquixá”) interpreta Hisako Oshi, professora que muda para uma pobre vila de pescadores, na ilha de Shodoshima, onde irá dá aulas para uma turma do primário. Despojada e com uma didática moderna, ela gera desconfiança na população local. Vencedor do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro em 1955.

GREY GARDENS

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Os irmãos Albert e David Maysles já tinham adquirido notoriedade pela direção de “Caixeiro-Viajante” (1968) e “Gimme Shelter” (1970), quando foram convidados pelas irmãs Jacqueline Onassis e Lee Radziwell para filmar o cotidiano da família, incluindo duas parentes distantes. Pois foram Edith Bouvier Beale e Edie Beale — respectivamente, mãe e filha que moravam reclusas numa mansão caindo aos pedaços em East Hampton — que despertaram o interesse dos documentaristas.

CORAÇÕES E MENTES (DVD DUPLO)

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Vencedor do Oscar em 1975, o filme dirigido por Peter Davis é considerado um dos melhores documentários de todos os tempos. A partir de extenso material de arquivo, Davis mostra com olhar crítico o confronto dos Estados Unidos no Vietnã, e os efeitos desastrosos de uma guerra. Explosivo, persuasivo e chocante, “Corações e Mentes” é uma experiência brutal e mantém seu impacto até hoje. DVD em versão remasterizada, com mais de duas horas de extras, além de livreto especial de 48 páginas, com fotos, depoimentos e curiosidades.

TRILOGIA DE APU (BOX COM 3 DVDs)

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Vencedor de um Oscar honorário em 1992, Satyajit Ray (1921-1992) é considerado um dos maiores cineastas da história, e expoente maior do humanismo no cinema. “A Canção da Estrada” (1955), que iniciou a trilogia do personagem Apu, conquistou prêmios em Cannes e o reconhecimento da crítica internacional para seu trabalho. Completada por “O Invencível” e “O Mundo de Apu”, a trilogia acompanha o crescimento (físico e espiritual) de Apu, desde a infância pobre em Bengali, passando por seus dias de estudante em Calcutá, até as adversidades e responsabilidades da vida adulta, em meio às tradições (e contradições) de seu país.

TRILOGIA GUERRA E HUMANIDADE (BOX COM 3 DVDs)

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Com bela fotografia em preto e branco e escopo épico, a saga do idealista Kaji (Tatsuya Nakadai), na Manchúria (China) ocupada durante a II Guerra, ia na contramão das produções belicistas da época ao criticar abertamente o militarismo japonês. O filme, dividido em três partes somando quase dez horas de duração, foi o projeto da vida de Masaki Kobayashi (1916–1996), que faria ainda mais três grandes trabalhos: “Harakiri” (1962), “Kwaidan – As Quatro Faces do Medo” (1964) e “Rebelião” (1967).

ESTOQUES LIMITADOS

AGORA EM PROMOÇÃO, “INCÊNDIOS” JÁ TEVE SEU DIRETOR ENTREVISTADO PELA 2001

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INDICADO AO OSCAR DE MELHOR FILME ESTRANGEIRO, “INCÊNDIOS” REVELOU O CINEASTA CANADENSE DENIS VILLENEUVE E SE TORNOU UM DOS TÍTULOS DE MAIOR REPERCUSSÃO NA HISTÓRIA DA 2001. O LONGA FAZ PARTE DA PROMOÇÃO DA IMOVISION – E OS ESTOQUES SÃO LIMITADOS. 

Recentemente aclamado por “Sicario“, Villeneuve reflete em “Incêndios” – adaptação da peça homônima de Wajdi Mouawad, já encenada no Brasil com Marieta Severo – os trágicos efeitos da guerra sobre a trajetória humana. A trama segue os percalços de uma jovem canadense (Mélissa Désormeaux-Poulin) à procura de respostas para o passado de sua mãe (Lubna Azabal, de “Paradise Now”) no Oriente Médio. Os caminhos da mãe e da filha, passado e presente, irão se cruzar e trazer revelações desconcertantes pelo caminho, deixando no espectador um nó na garganta, difícil de esquecer.

“Incêndios é um diálogo entre passado e presente.” Denis Villeneuve

Grande vencedor do Genie Awards (o Oscar canadense), com oito prêmios, incluindo melhor filme, direção (Denis Villeneuve) e atriz (Lubna Azabal), Incêndios foi aclamado por público e crítica – entre seus admiradores, encontram-se, por exemplo, a jornalista Ana Maria Bahiana e a documentarista Julia Bacha (diretora de Budrus).

Roteirista e diretor do filme, Villeneuve concedeu entrevista exclusiva (e esclarecedora) para a Revista 2001 de setembro de 2011, reproduzida a seguir.

Denis Villeneuve segura os dois prêmios Genie que recebeu por Incêndios: melhor direção e roteiro adaptado

2001: Quem assiste ao filme Incêndios dificilmente imagina que foi baseado em uma peça teatral. Como você a adaptou para a linguagem do cinema e, em especial, para uma narrativa que valoriza tanto os silêncios e a construção do mistério?
Denis Villeneuve: É importante salientar que o autor da peça original, Wajdi Mouawad, me deixou totalmente livre para adaptar a peça. Era importante para ele que eu fosse inteiramente responsável pelo filme. Talvez seja uma das razões pelas quais tive que me aprofundar no território do cinema e afastar-me o máximo possível do teatro para apropriar-me do filme. Idealmente, eu teria gostado de fazer um filme totalmente silencioso para homenagear a poesia da peça original. Mas teria necessitado de muito mais dinheiro! Caro demais. O texto teatral é um poema verdadeiramente magnífico e pulsante, e que dura mais de três horas e meia. Para adaptá-lo, precisei – se posso dizer assim – “queimá-lo” para conservar somente seu esqueleto: os personagens principais e a estrutura dramática que Wajdi imaginara. Escolhi o ângulo da família. E escrevi o roteiro tentando traduzir as palavras dele em imagens, com o menor número possível de diálogos. O filme é, assim, muito diferente da peça, mas espero que seja o mais fiel possível a ela.

2001: A peça é baseada em uma história verídica? Ou você conheceu pessoas reais que viveram experiências como as da família Marwan?
DV: A peça é inspirada em alguns fatos-chave da guerra civil libanesa, mas sobretudo a respeito de Souha Béchara. Ainda jovem, ela tentou matar Antoine Lahad, chefe do Exército do Sul-Libanês, aliado de Israel. Foi detida e torturada no presídio de Khiam durante 10 anos. A resistência e o comprometimento político de Souha inspiraram Wajdi, que a havia conhecido durante sua infância. É importante enfatizar que houve uma grande transposição poética entre a inspiração inicial, que vem do real e que é Souha Béchara, e a personagem fictícia de Nawal Marwan. Incêndios é uma ficção, a personagem de Nawal e as provações que ela enfrenta foram inventadas. De minha parte, desconheço totalmente a guerra, mas conheço bem os silêncios que incrustram a raiva nas famílias, geração após geração. Posso afirmar que Incêndios é, certamente, meu filme mais íntimo e pessoal.

Uma das cenas do filme: cenário e situações atemporais

2001: A trama é construída gradativamente, sem explicar muito o contexto geopolítico ou citar onde se passa a ação. Explique essa decisão.
DV: Na peça, a ação se desenrola em uma região do Oriente Médio que lembra o Líbano, sem jamais mencioná-lo, e com nomes de lugares inventados. O filme segue o mesmo caminho, de modo a contar a história com toda a liberdade necessária e evitar, portanto, a tomada de posição no conflito, falando dos ciclos de ódio e violência, sem deles participar. Esse conflito libanês trata de uma complexidade muito grande para poder comentar sobre ele por meio de uma ficção por si só já complicada. Precisaria rodar um documentário de 20 horas para conseguir apresentar um pouquinho da verdade sobre essa guerra. Para mim, um cineasta canadense, foi uma forma de respeitar a história do Líbano. Há muitas verdades que se chocam a respeito desse conflito e eu não poderia escolher uma delas como única. Eu precisava permanecer neutro.

2001: Atos de violência em nome de ideologias e das circunstâncias do tempo histórico são, infelizmente, atemporais e cada vez mais frequentes no mundo contemporâneo. Por isso a importância de escavar e investigar o passado para atingir a paz no presente, como faz Jeanne, personagem da filha?
DV: Na minha opinião, o filme trata mais da família do que da guerra. É uma metáfora que trata dos ciclos de violência. Para afastar raivas enraizadas no passado que nos cegam, nos bloqueiam e nos impedem de sermos adultos, é preciso voltar no tempo, ao início dos problemas, e quebrar os silêncios.

Em cena, a impressionante Lubna Azabal

2001: A violência em Incêndios é impactante, sem ser, contudo, explícita. Foi uma preocupação evitar a espetacularização do tema?
DV: Sim, absolutamente. Dirigir cenas de violência é uma responsabilidade. Quis aproximar-me da guerra com humildade e abracei o ponto de vista das vítimas. Tentei aproximar-me da violência mostrando sua brutalidade e feiúra, mas conservando a força do impacto cinematográfico necessário para o bom desenrolar da história.

2001: Foi difícil convencer a banda Radiohead a ceder os direitos de duas de suas canções [You And Whose Army? e Like Spinning Plates] para o filme?
DV: Para que o Radiohead aceitasse ceder os direitos, foi necessário que o grupo assistisse ao filme e o aprovasse. Foram os primeiros a ver Incêndios. No entanto, não sei quem da banda o viu. Foi um grande alívio quando me ligaram para dizer que aceitariam ceder os direitos. Eu não tinha um plano B. As duas músicas faziam parte do projeto desde o primeiro dia da roteirização do filme. O fato de aceitarem a proposta foi também uma honra. São criadores por quem tenho grande respeito.

O talentoso Denis Villeneuve: “Incêndios” foi seu primeiro filme distribuído em DVD no Brasil

Denis Villeneuve
Investigando o mal estar contemporâneo

O Canadá é pródigo em produzir cineastas afeitos a investigar, de maneira original, tragédias e males sociais. Nomes como Norman Jewison (No Calor da Noite, Rollerball) no passado e, mais recentemente, Denys Arcand (O Declínio do Império Americano, As Invasões Bárbaras, A Era da Inocência) e David Cronenberg (Crash – Estranhos Prazeres, Marcas da Violência), que recebem a companhia do talentoso Denis Villeneuve.

Nascido em 3 de outubro de 1967, em Trois-Rivières (Québec), demonstrou desde cedo sua paixão pelo cinema. Aos 20 anos, já ganhava a competição “La Course Destination Monde” (Corrida ao Redor do Mundo), que desafiava seus participantes a realizar 20 curtas-metragens no período de apenas sete meses. Seguiram-se alguns videoclipes e curtas-metragens até Villeneuve estrear na direção de longa-metragem com Un 32 Août Sur Terre (1998), seguido pelo original Maelström (2000), trágico relato de uma mulher narrado por um peixe falante.

Depois de nove anos afastado, o cineasta retornou em 2009 com Polytechnique, perturbadora recriação do massacre de 14 estudantes universitárias, em Montreal, em 1989. O filme foi finalizado ao mesmo tempo em que rodava Incêndios em locações na Jordânia e Québec. Quatro vezes vencedor do prêmio Genie de melhor direção, Villeneuve foi escolhido pela publicação norte-americana Variety um dos “10 cineastas para ver em 2011” e concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes por “Sicario – Terra de Ninguém“, que acaba de sair em DVD na 2001.

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Considerado pela crítica internacional um dos melhores filmes de 2015, “Sicario” concorreu ao Oscar de melhor fotografia (do veterano Roger Deakins, nomeado 12 vezes ao prêmio), trilha sonora e edição de som. Com cenas de tensão sufocante, o thriller mergulha no inferno do tráfico de drogas dos cartéis mexicanos na fronteira com os EUA. Policial do FBI, Kate Macy (Emily Blunt) entra para uma audaciosa operação da CIA, ao lado de Matt (Josh Brolin) e Alejandro (Benicio Del Toro). Ela irá testar todos os seus limites morais e éticos, em meio à violência e inimigos indefinidos.