CLÁSSICOS DO CINEMA SOVIÉTICO EM PROMOÇÃO NA 2001

INAUGURADO EM 1924, O ESTÚDIO MOSFILM VIABILIZOU OS MAIORES CLÁSSICOS DA HISTÓRIA DO CINEMA RUSSO, MUITOS DELES DIRIGIDOS POR NOMES COMO SERGEI EISENSTEIN, GRIGORI CHUKHRAI, MIKHAIL KALATOZOV E PUDOVKIN. LANÇADOS PELO SELO CPC-UMES, OS FILMES CONSTITUEM UM REGISTRO IMPORTANTE PARA ESTUDANTES, PESQUISADORES E PROFESSORES.

Em promoção (enquanto durarem os estoques), os títulos a seguir formam um recorte histórico do cinema soviético – e de toda uma era.

VÁ E VEJA

Passados mais de trinta anos desde seu lançamento, este clássico filme de guerra dirigido por Elem Klimov (1933–2003) manteve seu impacto inalterado. Um retrato brutal, emocionalmente dilacerante, dos horrores da Segunda Guerra Mundial pelos olhos de Fliora (Aleksei Kravchenko), adolescente que se junta à resistência soviética contra o exército alemão, em 1943. Ele é um sobrevivente em meio aos caos e à devastação: 628 aldeias bielorrussas foram queimadas com seus habitantes pelos nazistas, segundo informações do longa.

O QUADRAGÉSIMO PRIMEIRO

Filme de estreia de Grigori Chukhrai (1921–2001) baseado em obra de Boris Lavrenyov. O filme narra um romance proibido entre a jovem Mariutka, exímia atiradora do Exército Vermelho – com cerca de 40 inimigos abatidos -, e um prisioneiro sob sua escolta, o tenente Nikolaievich, do Exército Branco czarista. Uma sucessão de acontecimentos leva os dois personagens a uma ilha do mar de Aral, onde permanecem isolados numa cabana de pesca, desligados do mundo. Vencedor do Prêmio Especial no Festival de Cannes.

A VIDA É MARAVILHOSA

O piloto Antonio Murillo (Giancarlo Giannini) é expulso do Exército por se recusar a abrir fogo contra uma embarcação que transportava mulheres e crianças em algum lugar da África. Em fuga, em meio a uma ditadura fictícia, ele tenta viver de forma livre, dirigindo seu táxi, e se envolve com Mary (Ornella Muti), garçonete de um café que serve de fachada para revolucionários locais. Coprodução soviético-italiana dirigida por Grigori Chukhrai (de “A Balada do Soldado“).

O RETORNO DE VASSILY BORTNIKOV

Dado como desaparecido na guerra, Vassili Bortnikov regressa ao lar e encontra a mulher casada com outro. Indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, o filme foi lançado apenas duas semanas e meia depois da morte de Josef Stalin, em 5/3/1953. É o último trabalho de Vsevolod Pudovkin, notório pela direção da trilogia formada por “A Mãe”, “O Fim de São Petersburgo” e “Tempestade sobre a Ásia“.

SONHOS (1993)

Na década de 1990, a condessa Prizorova sonha que é Masha Stepanova, faxineira de um bar em Moscou. Em suas incursões ao futuro, a aristocrata vê o marido vender fotos dela nua, a fim de ganhar dinheiro para comprar comida pelos preços altamente inflacionados da era Yeltsin. Dirigido por Aleksandr Borodyanskiy e Karen Shakhnazarov — que assumiu a direção geral do Mosfilm em 1998 –, o longa é uma ácida reflexão sobre o vazio moral da Rússia pós-soviética.

TIGRE BRANCO

Mais um trabalho dirigido por Shakhnazarov (“Sonhos“), escolhido pela Rússia para disputar o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013. Na trama, o tanquista Ivan Naidionov é encontrado quase morto entre destroços no campo de batalha, mas sua recuperação surpreendente desafia a compreensão dos médicos. Mais misteriosa se torna a história quando ele revela que foi atingido pelo Tigre Branco, indestrutível tanque alemão que surge e desaparece por encanto, deixando um rastro de destruição e morte.

O CAMINHO PARA BERLIM

Premiado com a Menção Ecumênica do Júri do Festival Internacional de Cinema de Montreal, o filme de Sergei Popov foi lançado em 2015 por ocasião das comemorações do 70º aniversário da vitória do Exército Vermelho sobre o fascismo. Condenado à pena de fuzilamento, tenente russo cruza a estepe escoltado por um soldado cazaque até o posto de comando que será o local da execução, mas no caminho terão que enfrentar juntos o cerco alemão. Baseado no romance “Dois na Estepe” de Emmanuil Kazakevich.

ÀS SEIS DA TARDE, DEPOIS DA GUERRA

Musical sobre a saga de dois amantes que, separados pela guerra, prometem reencontrar-se no Dia da Vitória, às seis horas da tarde, depois do final da guerra, na Ponte da Pedra em Moscou. A promessa seria capaz de resistir aos golpes do destino, durante os anos de terríveis combates? Partindo de tema pouco convencional para um musical, a parceria entre o diretor Ivan Pyriev e o compositor Tikkon Khrennikov chegou aos cinemas em 1944, com a guerra real terminando no ano seguinte.

A HISTÓRIA DE UM HOMEM DE VERDADE

Formado em direção pelo VGIK (Instituto Estatal de Cinema) em 1938 e depois professor no mesmo, Aleksandr Stolper (1907–1979) realizou nos anos 1940 este drama baseado na história real do piloto Alexey Maresyev. Gravemente ferido atrás das linhas inimigas, ele regressa às fileiras, após um ano tentando se adaptar às próteses nas pernas. Ele volta a voar e completa 86 missões de combate. Seus feitos foram imortalizados no romance de Boris Polevoy que serviu de base para o filme.

AS AVENTURAS EXTRAORDINÁRIAS DE MR. WEST NO PAÍS DOS BOLCHEVIQUES

Um dos grandes inovadores da montagem no cinema, o russo Lev Kuleshov dirigiu em 1924 esta comédia de costumes que satiriza a visão que os americanos tinham dos russos naquela época. Na trama, Mr. West deixa a América rumo à União Soviética e é advertido sobre os terríveis perigos existentes naquele bárbaro país. Para proteger-se, ele leva consigo o caubói Jeddy, seu fiel guarda-costas, mas acaba caindo nas malhas de um grupo de ladrões disfarçados de contra-revolucionários.

PRIMAVERA 

Quarta comédia musical estrelada por Liubov Orlova sob a direção de Aleksandrov, cineasta que assina com Sergei Eisenstein os roteiros de “A Greve” (1925), “Outubro” (1928), “Linha Geral” (1929), “Que Viva México” (1932). Vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza em 1947, o filme se passa nos primeiros anos da reconstrução da URSS, após a Segunda Guerra Mundial.

CIDADE DOS VENTOS

Premiada produção do estúdio russo Mosfilm dirigida por Karen Shakhnazarov (“Tigre Branco“). O contexto político da ex-União-Soviética permeia a história, ambientada na década de 1970. Um jovem universitário que se proclama “dissidente” disputa com o amigo comunista o amor da doce Lyuda, enquanto o entusiasmo socialista na URSS vai declinando. Os três jovens representam uma nova geração soviética, com ambições e ideais diferentes.

Ú L T I M A S   P E Ç A S !

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