“EXTRAORDINÁRIO” E MAIS LANÇAMENTOS NA 2001

EXTRAORDINÁRIO

Com 6,6 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros entre dezembro de 2017 e o início deste ano, o filme é um dos grandes sucessos-surpresa da temporada, provando a necessidade do público por mais histórias com emoção, sensibilidade e importância social no cinema.

Dirigido por Stephen Chbosky (de “As Vantagens de Ser Invisível”), “Extraordinário” é baseado no best-seller homônimo de Raquel J. Palacio e concorreu ao Oscar de melhor maquiagem.

Conheça a emocionante história de superação de August Pullman (interpretado por Jacob Tremblay, de “O Quarto de Jack”), garoto nova-iorquino que nasceu com uma deformidade facial. Aos 10 anos, ela já passara por 27 cirurgias plásticas, afastando-o de qualquer convívio social fora do próprio lar.

Mas chega a hora de “Auggie” (seu apelido) enfrentar o mundo exterior, ao ingressar na 5ª série de uma escola comum, sob o olhar crítico das outras ciranças (e até dos adultos). Com o apoio de sua mãe (Julia Roberts), de seu pai (Owen Wilson) e de sua irmã (Izabela Vidovic), Auggie irá enfrentar o preconceito – incluindo aí o famigerado bullying – e descobrir que também pode haver compaixão e respeito às diferenças.

Com sensibilidade, sem cair para o melodrama fácil, “Extraordinário” é mais um olhar humanista do diretor Stephen Chbosky – e uma lição de vida para educadores, pais e alunos.

Curiosidade: Jacob Tremblay e sua família visitaram uma associação infantil craniofacial, onde o ator conheceu crianças diagnosticadas com a Síndrome de Treacher Collins, que inspirou a autora Raquel J. Palacio a criar a história de Auggie.

PARIS PODE ESPERAR

Diretora de “O Apocalipse de um Cineasta” (1991) – documentário sobre os bastidores de “Apocalypse Now”, dirigido por seu marido, Francis Ford Coppola -, Eleanor Coppola faz sua estreia no cinema de ficção com este singelo “travelogue” (ou filme de viagem) com Diane Lane trocando a Toscana por Paris. Sua personagem, Anne, parte em uma viagem de carro de Cannes a Paris, ao lado do sócio de seu marido ausente, dando início a uma jornada de descobertas, gastronomia e vinhos.

APENAS UM GAROTO EM NOVA YORK

Diretor de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012), Marc Webb volta às suas origens “indie” e ao clima de “(500) Dias com Ela” (2009) nesta típico relato do rito de passagem de um jovem. No caso, Thomas (Callum Turner), que passa por uma explosão de sentimentos ao descobrir que seu pai (papel de Pierce Brosnan) mantém um caso extraconjugal com Johanna (Kate Beckinsale). Inconformado, ele passa a segui-la, com consequências inesperadas. Jeff Bridges e Cynthia Nixon completam o elenco.

DESERTO EM FOGO

Inédito no circuito comercial brasileiro, o filme é uma espécie de thriller ecológico do grande cineasta alemão Werner Herzog, com belas locações no Deserto de Sal da Bolívia. A história acompanha três cientistas – Laura (Veronica Ferres), Fabio (Gael García Bernal) e Matt (Michael Shannon) – enviados para o sudoeste do país a fim de investigar um desastre ecológico que dá início à erupção de um vulcão.

MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS

Dirigido por Sandra Werneck (de “Cazuza – O Tempo não Pára”), o documentário debate diferentes formas de violência contra a mulher, com depoimentos de figuras públicas – como a farmacêutica Maria da Penha, que deu nome à lei de 2006, e a nadadora Joanna Maranhão – e de anônimas, que relatam suas experiências, rompendo com o silêncio derivado do medo da desaprovação social. Exibido no festival “É Tudo Verdade” em 2017.

TAL MÃE, TAL FILHA

Juliette Binoche (em cartaz nos cinemas com “Deixe a Luz do Sol Entrar”) prova mais uma vez sua versatilidade nesta comédia na qual mãe e filha ficam grávidas ao mesmo tempo. Mado, sua personagem, vive como uma eterna adolescente, dependente da filha Avril (Camille Cottin), que ao contrário dela é casada e mais responsável. A chegada da maternidade coloca a rotina de ambas de pernas pro ar, já que Mado não está pronta para ser avó.

GUIADOS PELO CORAÇÃO

Do diretor de origem tunisiana Michel Boujenah, esta produção franco-belga trata com sensibilidade dos desafios de Marie, uma jovem violoncelista que sonha estudar em uma escola de música. Mas ela sofre de uma doença genética que vai afetando aos poucos sua visão. Um novo amigo, Victor, torna-se seus olhos, enquanto ela esconde a verdade de seus pais.

MULHERES DIVINAS

Indicado pela Suíça para disputar uma das vagas do Oscar 2018 de melhor filme estrangeiro, o longa da cineasta Petra Biondina Volpe mostra os esforços de um grupo de mulheres – liderado por uma jovem dona de casa, Nora (Marie Leuenberger) – que luta pelo direito feminino ao voto, em uma pequena aldeia suíça, em 1971.

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