GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2017

A ACADEMIA BRASILEIRA DE CINEMA DEFINIU A LISTA DOS INDICADOS À 16ª EDIÇÃO DE SUA TRADICIONAL PREMIAÇÃO ANUAL. A CINEBIOGRAFIA “ELIS” LIDERA COM 12 NOMEAÇÕES, SEGUIDA POR “AQUARIUS” (11) E “BOI NEON” (10).

Andréia Horta (“Elis“), Gloria Pires (“Nise – O Coração da Loucura”), Sonia Braga (“Aquarius“), Dan Stulbach (“Meu Amigo Hindu“), Lázaro Ramos (“Mundo Cão“) e o saudoso Domingos Montagner (“Um Namorado para minha Mulher”), entre outros, estão na disputa entre os atores.

Escrito por Luiz Bolognesi, Vera Egito e pelo diretor Hugo Prata, ELIS condensa a trajetória singular da artista que passou como um furacão pela música brasileira nos anos 1960 e 70. Além de Andréia — favorita na categoria de melhor atriz –, o elenco conta com Lucio Mauro Filho (na pele de Miéle), Caco Ciocler (no papel de César Camargo Mariano), Gustavo Machado (Ronaldo Bôscoli), Julio Andrade (o dzi croquette Lennie Dale) e Zécarlos Machado (como Romeu, pai de Elis).

O público pode eleger seus preferidos — nas categorias de “Melhor longa-metragem ficção”, “Melhor longa-metragem documentário” e “Melhor longa-metragem estrangeiro” — pelo voto popular, disponível a partir do dia 1º de agosto através do site www.academiabrasileiradecinema.com.br

Antonio Pitanga e Helena Ignez serão os homenageados da cerimônia, que tem direção de Bia Lessa. O evento acontece no dia 5 de setembro, a partir das 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

FINALISTAS DO GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2017

Depois de “O Som Ao Redor” (2012), o diretor-roteirista Kleber Mendonça Filho volta a cutucar conflitos sociais e diferenças de classe no Brasil em AQUARIUS, a partir do embate vivido por Clara (Sonia Braga), jornalista aposentada que mora em um apartamento do edifício Aquarius, em Recife. Ela é a última moradora do prédio e recusa-se a vender o imóvel para uma construtora, que deseja demolir o local e construir um novo empreendimento.

Melhor longa-metragem de ficção

AQUARIUS, de Kleber Mendonça Filho
BOI NEON, de Gabriel Mascaro
ELIS, de Hugo Prata
MÃE SÓ HÁ UMA, de Anna Muylaert
NISE – O CORAÇÃO DA LOUCURA, de Roberto Berliner

Melhor longa-metragem documentário

CÍCERO DIAS, O COMPADRE DE PICASSO, de Vladimir Carvalho
CINEMA NOVO, de Eryk Rocha
CURUMIM, de Marcos Prado
EU SOU CARLOS IMPERIAL, de Renato Terra e Ricardo Calil
MARIAS, de Joana Mariani
MENINO 23 – INFÂNCIAS PERDIDAS NO BRASIL, de Belisario Franca
QUANTO TEMPO O TEMPO TEM, de Adriana L. Dutra

Melhor longa-metragem comédia

BR716, de Domingos Oliveira
É FADA!, de Cris D’Amato
MINHA MÃE É UMA PEÇA 2, de César Rodrigues
O ROUBO DA TAÇA, de Caito Ortiz
O SHAOLIN DO SERTÃO, de Halder Gomes

Vencedor de quatro Kikitos — incluindo melhor ator para Paulo Tiefenthaler — no 44º Festival de Cinema de Gramado, O ROUBO DA TAÇA é inspirado no controverso sumiço da Taça Jules Rimet em 1983. Em ritmo de comédia, o enredo acompanha as peripécias do malandro Peralta (Tiefenthaler) que, junto com seu comparsa, rouba a taça conquistada pelo Brasil na Copa do Mundo de 1970. Taís Araújo e Milhem Cortaz coestrelam.

Melhor direção

AFONSO POYART por Mais forte que o mundo – A história de José Aldo
ANNA MUYLAERT por Mãe só há uma
DAVID SCHURMANN por Pequeno segredo
GABRIEL MASCARO por Boi Neon
KLEBER MENDONÇA FILHO por Aquarius

Melhor atriz

ADRIANA ESTEVES como DILZA por Mundo cão
ANDRÉIA HORTA como ELIS por Elis
GLORIA PIRES como NISE DA SILVEIRA por Nise – o coração da loucura
JULIA LEMMERTZ como HELOISA por Pequeno segredo
SONIA BRAGA como CLARA por Aquarius
SOPHIE CHARLOTTE como SEVERINA por Reza a lenda

Melhor ator

CAIO BLAT como FELIPE por BR716
CAUÃ REYMOND como ARA por Reza a lenda
CHICO DIAZ como GOMEZ por Em nome da lei
DOMINGOS MONTAGNER como CORVO por Um namorado para minha mulher
JULIANO CAZARRÉ como IREMAR por Boi Neon
LÁZARO RAMOS como PAULINHO por Mundo Cão

Depois do sensível romance “Ponte Aérea”, Julia Rezende dirige UM NAMORADO PARA MINHA MULHER, refilmagem da comédia argentina “Um Namorado para Minha Esposa”, de 2008. Na versão brasileira, Caco Ciocler assume o papel de Chico, um homem incapaz de pedir o divórcio para sua esposa, Nena (Ingrid Guimarães), com quem vive há 15 anos. Assim, ele resolve contratar um amante profissional chamado “Corvo” (Domingos Montagner, indicado postumamente ao prêmio) para seduzi-la e força-la a resolver a situação.

Melhor atriz coadjuvante

ALICE BRAGA como SANDRA por Entre idas e vindas
ANDRÉA BELTRÃO como ANA LUCIA por Sob pressão
LAURA CARDOSO como YOLANDA por De onde eu te vejo
MAEVE JINKINGS como ANA PAULA por Aquarius
MAEVE JINKINGS como GALEGA por Boi Neon
SOPHIE CHARLOTTE como GILDA por BR716

Melhor ator coadjuvante

CACO CIOCLER como CÉSAR CAMARGO MARIANO por Elis
DAN STULBACH como MARCOS por Meu amigo hindu
FLAVIO BAURAQUI como OCTÁVIO IGNÁCIO por Nise – o coração da loucura
GUSTAVO MACHADO como RONALDO BÔSCOLI por Elis
IRANDHIR SANTOS como ROBERVAL por Aquarius

Melhor roteiro original

AFONSO POYART e MARCELO RUBENS PAIVA por Mais forte que o mundo – A história de José Aldo
ANNA MUYLAERT por Mãe só há uma
DOMINGOS OLIVEIRA por BR716
GABRIEL MASCARO por Boi Neon
KLEBER MENDONÇA FILHO por Aquarius

Depois do sucesso de público e crítica de “Que Horas Ela Volta?”, Anna Muylaert quebra expectativas em MÃE SÓ HÁ UMA, premiado no Festival de Berlim em 2016. Inspirado no caso real do sequestro de um jovem em Brasília (em 1986), o filme discute temas atuais – como a construção da identidade de gênero – a partir do rito de passagem de Pierre (o estreante Naomi Nero). Aos 17 anos, ele descobre que sua família não é biológica quando a polícia prende sua mãe. Confuso, ele vai atrás de seus pais verdadeiros, interpretados por Matheus Nachtergaele e Dani Nefussi.

Melhor roteiro adaptado

FIL BRAZ e PAULO GUSTAVO – adaptado da peça teatral “Minha mãe é uma peça”, de Paulo Gustavo por Minha mãe é uma peça 2
HILTON LACERDA e ANA CAROLINA FRANCISCO – adaptado do obra “Big Jato”, de Xico Sá – por Big Jato
LUSA SILVESTRE E JULIA REZENDE – adaptado do longa-metragem argentino “Un Novio para mi Mujer” – por Um namorado para minha mulher
NEVILLE D’ALMEIDA e MICHEL MELAMED – adaptado do texto “A frente fria que a chuva traz”, de Mario Bortolotto – por A frente fria que a chuva traz
WALTER LIMA JR – adaptado da obra “A volta do parafuso”, de Henry James – por Através da sombra

Melhor direção de fotografia

ADRIAN TEIJIDO; ABC por Elis
ANDRÉ HORTA por Nise – o coração da loucura
DIEGO GARCIA por Boi Neon
MARCELO CORPANNI; ABC por Reza a lenda
MAURO PINHEIRO JUNIOR por Meu amigo hindu

Melhor maquiagem

ALEX DE FARIAS por Boi Neon
ANNA VAN STEEN por Elis
BRUNA NOGUEIRA por Meu amigo hindu
CRISTIANO PIRES por O Shaolin do sertão
TAYCE VALE por Reza a lenda

Depois de dirigir Bárbara Paz na peça teatral “Hell”, no início da década, Babenco conseguiu finalizar MEU AMIGO HINDU, seu trabalho mais pessoal, no qual exorciza demônios antigos e reflete sobre seu ofício.
O filme narra a luta de um cineasta famoso, Diego (Willem Dafoe), para sobreviver a um tumor em estágio avançado. Como Babenco enfrentou, bravamente, na década de 1990. O delicado trabalho de maquiagem (da indicada Bruna Nogueira) é fundamental na caracterização de Dafoe — e sua degradação física na tela.

Melhor direção de arte

CLOVIS BUENO, ISABEL XAVIER e CAROLINE SCHAMALL por Meu amigo hindu
DANIEL FLAKSMAN por Nise – o coração da loucura
FREDERICO PINTO por Elis
JULIANA RIBEIRO por O Shaolin do sertão
JULIANO DORNELLES e THALES JUNQUEIRA por Aquarius

Melhor figurino

CÁSSIO BRASIL por Reza a lenda
CRISTINA KANGUSSU por Nise – o coração da loucura
CRISTINA CAMARGO por Elis
FLORA REBOLLO por Boi Neon
LUCIANA BUARQUE por O Shaolin do sertão

Melhor efeito visual

BINHO CARVALHO e JOSÉ FRANCISCO; ABC por Reza a lenda
EDUARDO AMODIO por Aquarius
GUILHERME RAMALHO por Elis
MARCELO SIQUEIRA por Pequeno segredo
MARI FIGUEIREDO por Mais forte que o mundo – A história de José Aldo

Após chamar a atenção do mercado internacional com “Dois Coelhos” (2012), Afonso Poyart dirigiu em Hollywood o thriller “Presságios de Um Crime” (2015). De volta ao Brasil, realizou MAIS FORTE QUE O MUNDO – A HISTÓRIA DE JOSÉ ALDO, cinebiografia do lutador amazonense que se tornou o primeiro campeão peso-pena do UFC. Com edição ágil e ritmo frenético, o filme acompanha Aldo (José Loreto) desde seus dias sem rumo em Manaus, passando por seu recomeço no Rio de Janeiro, até as primeiras vitórias que o levariam a se tornar campeão da modalidade.

Melhor montagem ficção

EDUARDO SERRANO por Aquarius
FERNANDO EPSTEIN e EDUARDO SERRANO por Boi Neon
GUSTAVO GIANI por Meu amigo hindu
KAREN HARLEY; EDT por Big Jato
TIAGO FELICIANO; AMC por Elis

Melhor montagem documentário

ALEXANDRE LIMA; EDT por Curumim
GABRIEL MEDEIROS por Geraldinos
JORDANA BERG; EDT por Eu sou Carlos Imperial
RENATO VALLONE por Cinema Novo
YAN MOTTA por Menino 23 – infâncias perdidas no Brasil

Melhor som

ALFREDO GUERRA e ÉRICO PAIVA por O Shaolin do sertão
FABIAN OLIVER, MAURICIO D’OREY e VICENT SINCERETTI por Boi Neon
GABRIELA CUNHA, DANIEL TURINI, FERNANDO HENNA e PAULO GAMA por Sinfonia da necrópole
JORGE REZENDE, ALESSANDRO LAROCA, ARMANDO TORRES JR. e EDUARDO VIRMOND LIMA por Elis
NICOLAS HALLET e RICARDO CUTZ por Aquarius
PAULO RICARDO NUNES, MIRIAM BIDERMAN; ABC, RICARDO REIS e PAULO GAMA por Reza a lenda

BOI NEON é o segundo longa de ficção do cineasta pernambucano Gabriel Mascaro (de “Ventos de Agosto”), premiado nos festivais de Havana, Rio de Janeiro, Toronto e Veneza. A história segue o vaqueiro Iremar (Juliano Cazarré, indicado a melhor ator), que sonha em entrar para o mundo da moda. O filme ganhou destaque na imprensa internacional, com críticas elogiosas em publicações como Variety e IndieWire, e provocou polêmica em torno da nudez do protagonista.

Melhor trilha sonora original

ALCEU VALENÇA por A luneta do tempo
ANTONIO PINTO por Pequeno segredo
DJ DOLORES por Big Jato
JAQUES MORELENBAUM por Nise – o coração da loucura
OTAVIO DE MORAES por Elis

Melhor trilha sonora

ALEXANDRE GUERRA por O vendedor de sonhos
BERNARDO UZEDA por Mate-me por favor
DOMINGOS OLIVEIRA por BR716
MATEUS ALVES por Aquarius
MAURICIO TAGLIARI por Mundo cão

Melhor longa-metragem estrangeiro

A CHEGADA/ Arrival – dirigido por Denis Villeneuve
A GAROTA DINAMARQUESA / The Danish Girl – dirigido por Tom Hooper
ANIMAIS NOTURNOS/ Nocturnal Animals – dirigido por Tom Ford
ELLE/ Elle – dirigido por Paul Verhoeven
O FILHO DE SAUL/ Son of Saul – dirigido por László Nemes
SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS / Spotlight – dirigido por Tom McCarthy

Vencedor do Oscar de melhor edição de som, A CHEGADA confirma o canadense Denis Villeneuve como um dos melhores cineastas da atualidade. Na trama, 12 misteriosas naves de formato oval pairam sobre diferentes países da Terra, imóveis no ar. Nos EUA, a linguista Louise Banks (Amy Adams) é chamada pelos militares para decodificar os sinais transmitidos pelo alienígenas e desvendar se eles representam uma ameaça. Disponível em DVD e Blu-ray na 2001

Melhor curta-metragem animação

CARTAS de David Mussel
O CAMINHO DOS GIGANTES de Alois Di Leo
O PROJETO DO MEU PAI de Rosaria Maria
QUANDO OS DIAS ERAM ETERNOS de Marcus Vinicius Vasconcelos
TANGO de Francisco Gusso e Pedro Giongo
VENTO de Betânia Furtado
VIDA DE BONECO de Flávio Gomes

Melhor curta-metragem documentário

A MORTE DO CINEMA de Evandro de Freitas
ABISSAL de Arthur Leite
AQUELES ANOS DE DEZEMBRO de Felipe Arrojo Poroger
BUSCANDO HELENA de Ana Amélia Macedo e Roberto Berliner
ÍNDIOS NO PODER de Rodrigo Arajeju
ORQUESTRA INVISÍVEL LET’S DANCE de Alice Riff

Melhor curta-metragem ficção

A MOÇA QUE DANÇOU COM O DIABO de João Paulo Miranda Maria
CONSTELAÇÕES de Maurílio Martins
E O GALO CANTOU de Daniel Calil
NÃO ME PROMETA NADA de Eva Randpolph
O MELHOR SOM DO MUNDO de Pedro Paulo de Andrade

Obs. Todos os filmes em destaque nas fotos estão disponíveis para venda no acervo da 2001 (é só clicar na imagem para ser direcionado ao site).

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *