O POLÊMICO “MÃE!”, “IT – A COISA”, E MAIS SUSPENSE E TERROR

NESTA SEXTA-FEIRA 13, CONFIRA NA 2001 VÁRIOS FILMES COM ELEMENTOS DO CINEMA DE HORROR. DESDE “MÃE!“, COM SUA IMPACTANTE MEIA HORA FINAL, PASSANDO PELO ICÔNICO PALHAÇO PENNYWISE DE “IT“, A UM DOS MELHORES TRABALHOS DE GUILLERMO DEL TORO (VENCEDOR DO OSCAR DESTE ANO POR “A FORMA DA ÁGUA“), ENTRE OUTROS TÍTULOS.

MÃE!

Um dos filmes mais comentados e polêmicos de 2017, “Mãe!” é mais um trabalho radical do diretor-roteirista Darren Aronofsky (“Réquiem para um Sonho“, “Cisne Negro“). Transitando entre gêneros, apresenta cenas fortes e suscita diferentes interpretações do público e da crítica.

Indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, é um mergulho aterrador e claustrofóbico – permeado por alegorias e simbolismos – numa relação conjugal levada aos limites da insanidade.

Na trama, um casal vive em uma imensa propriedade no campo. Enquanto a jovem esposa (Jennifer Lawrence) passa os dias restaurando o casarão, afetado por um incêndio no passado, Seu marido (Javier Bardem), um famoso poeta, tenta desesperadamente recuperar a inspiração para voltar a escrever.

Só que a paz do lugar é interrompida com a chegada de visitantes inesperados que se impõem à rotina do casal. Entre os intrusos, destaque para os personagens de Ed Harris e Michelle Pfeiffer, que dão início a uma espiral de intolerância e violência.

Segundo Aronofsky, “Esse não é um filme de terror, não é um suspense, mas vai ferrar sua mente”.

Curiosidade: O diretor explicou que o ponto de exclamação no título é uma referência aos 30 minutos finais do filme. E, entre as inspirações de “Mãe!”, estão clássicos como “O Anjo Exterminador” (1962) e “O Bebê de Rosemary” (1968).

IT – A COISA

Publicada pela primeira vez em 1986, a saga épica de terror escrita por Stephen King foi adaptada para a TV em 1990, na forma de minissérie em dois episódios, e imortalizou o britânico Tim Curry no papel do assustador palhaço Pennywise.

27 anos depois, “It – A Coisa” chega à telona sob a direção de Andy Muschietti (“Mama“) e com o ator sueco Bill Skarsgård na pele do monstro assassino de crianças. A grande diferença em relação à minissérie é que o longa se concentra em apenas uma linha narrativa do livro, transportando a ação dos anos 1950 para os anos 80.

Tim Curry na produção de “It” para TV (1990) e Bill Skarsgård na nova versão (2017)

Na pequena cidade de Derry, no Estado do Maine, um grupo de pré-adolescentes – chamado de “Clube dos Perdedores” – investiga o desaparecimento de crianças na região. O grupo de amigos logo descobre a figura de Pennywise (Skarsgård), um ser de origem desconhecida que assume a forma de um sinistro palhaço que explora os medos mais profundos de todos.

Em ritmo de aventura nostálgica, como King já fizera em “Conta Comigo”, “It” investe no desenvolvimento dos personagens-mirins, mostrando suasfrustrações (incluindo o temido bullying) e a busca por aceitação em meio à ameaça mortal (e sobrenatural) do mal apelidado de “A Coisa”.

Com jovens atores carismáticos, sustos pontuais e violência gráfica, o filme agradou ao público, tornando-se a maior bilheteria da história para um filme de terror, desbancando o clássico “O Exorcista” (1973).

Extras: Cenas excluídas.

Curiosidade: Na produção televisiva, assim como no best seller de King, a trama retoma os mesmos personagens na idade adulta, trinta anos depois. Por isso, já foi confirmada uma sequência para o filme, novamente com Muschietti na direção.

E VEJA TAMBÉM:

A ESPINHA DO DIABO

Enquanto não sai em DVD o oscarizado “A Forma da Água“, vale a pena conferir esta fábula gótica do mexicano Guillermo del Toro. Sete anos antes de “O Labirinto do Fauno” (2008), o diretor já apresentava suas criaturas fantásticas – e o verdadeiro horror provocado pelo ser humano – em “A Espinha do Diabo“. Também ambientado durante a Guerra Civil Espanhola, o filme mostra um garoto de 12 anos que é abandonado num orfanato decadente e logo começa a receber visitas do fantasma de um menino assassinado na instituição.

MANHUNTER – CAÇADOR DE ASSASSINOS

Alguns anos antes do sucesso de “O Silêncio dos Inocentes” (1991), pouca gente sabe que o Dr. Hannibal Lecter apareceu pela primeira vez neste thriller dirigido por Michael Mann. Criado pelo escritor Thomas Harris, o personagem – aqui interpretado por Brian Cox – é entrevistado pelo agente William Graham (William Petersen) durante sua investigação sobre um serial killer conhecido como “A Fada do Dente”. O filme foi refilmado em 2002 com o título original do livro que lhe deu origem, “Dragão Vermelho”.

DUBLÊ DE CORPO

Mestre do suspense moderno, Brian De Palma evoca “Janela Indiscreta” e “Um Corpo que Cai” neste thriller pontuado por cenas de violência explícita e muita sensualidade, ao som de bela trilha sonora de Pino Donaggio (“Inverno de Sangue em Veneza“). Jake Scully (Craig Wasson) é o voyeur da vez, um ator desempregado que espiona à distância a vizinha que mora na frente, dando início a uma intricada trama de crime e mistério.

A MORTE TE DÁ PARABÉNS

Sucesso-surpresa de 2017, com 1 milhão de espectadores nos cinemas brasileiros, o filme acompanha o suplício de uma jovem em busca da identidade de seu assassino. Na trama, uma universitária é assassinada no dia de seu aniversário, mas “sobrevive”, passando a vivenciar o mesmo e fatídico dia inúmeras vezes, em processo semelhante ao do personagem de Bill Murray em “Feitiço do Tempo” (1993).

ALÉM DA MORTE

O dinamarquês Niels Arden Oplev, da primeira versão de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2009), dirige esta refilmagem do suspense “Linha Mortal”. Assim como no filme estrelado por Julia Roberts e Kiefer Sutherland em 1990, um grupo de estudantes de medicina começa a explorar experiências de quase morte, parando e depois revivendo o coração de cada um. O elenco traz Ellen Page e Diego Luna.

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