13 minutos

EM PROMOÇÃO, O ACLAMADO “A CRIADA” E UMA GRANDE SELEÇÃO DE CINEMA EUROPEU

A CRIADA

Novo cult movie do cineasta sul-coreano Park Chan-Wook, que ganhou fama no Brasil com “Oldboy” (2003). Visualmente suntuoso, “A Criada” é uma produção de época bastante moderna, tratando de temas como conflito de classes, empoderamento feminino, homossexualidade e jogos de poder.

Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado e tem como base o livro “Fingersmith” (2002), da autora galesa Sarah Waters. O cenário do romance – a Londres vitoriana – foi transposto no longa para a Coreia do Sul dos anos 1930, época em que o país foi ocupado pelo Japão.

Na trama, a jovem Sooke é contratada para ser criada de Hideko, uma rica herdeira que leva uma vida reclusa junto de Kouzuki, seu tio dominador. No entanto, a empregada tem um segredo: é uma ladra recrutada por vigarista para seduzir a patroa e roubar sua fortuna.

Repleto de reviravoltas, o filme conta com a violência e sensualidade à flor da pele de outros trabalhos de Chan-Wook, além de uma história surpreendente, narrada por três pontos de vista.

13 MINUTOS

Depois de “A Queda! As Últimas Horas de Hitler” (2004), o cineasta Oliver Hirschbiegel volta ao tema neste longa baseado na história real do fracassado atentado a Hitler em 8 de novembro de 1939. Se em “Operação Valquíria” (2008) tentativa semelhante foi planejada por altos oficiais alemães, em “13 minutos” celebra-se o espírito individual de um inconformista, Georg Elser (Christian Friedel), que quase evitou a II Guerra Mundial.

NINGUÉM DESEJA A NOITE

Inspirado na história real da americana Josephine Peary, o filme tem direção da catalã Isabel Coixet (“Minha Vida Sem Mim”) e rendeu à versátil Juliette Binoche indicação ao Goya – o principal prêmio de cinema espanhol. Em 1908, a personagem deixa a alta sociedade de Washington e viaja ao Polo Norte atrás de seu marido, o explorador Robert Beary (Gabriel Byrne). Durante sua jornada a um dos lugares mais inóspitos do planeta, ela conhece Allaka (Rinko Kikuchi, revelada em “Babel”), uma esquimó que vai influenciar profundamente sua vida.

AS CONFISSÕES

Depois de “Viva a Liberdade” (2013), o cineasta italiano Roberto Andò volta a tratar dos bastidores da política – e a trabalhar com Toni Servillo, de “A Grande Beleza”. O ator interpreta Roberto Salus, monge convidado para participar de uma reunião do G-8 sobre a economia europeia. Uma confissão do presidente do Banco Mundial (papel de Daniel Auteuil) dá início ao clima de mistério do longa, que ainda traz Moritz Bleibtreu, Lambert Wilson e Marie-Josée Croze no elenco.

SIERANEVADA

Pré-selecionado pela Romênia para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro, este é o mais recente trabalho do cineasta Cristi Puiu, vencedor da Palma de Ouro por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” em 2007. Em “Sieranevada“, uma família se prepara para a cerimônia que marca os 40 dias da morte do patriarca, Emil. Enquanto aguardam a chegada de um padre da Igreja Ortodoxa, familiares de diferentes gerações discutem de banalidades a conflitos da sociedade atual.

BELOS SONHOS

O grande cineasta italiano Marco Bellocchio (“Vincere”) esteve na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP, em outubro de 2016, para divulgar este sensível relato de um homem que é atormentado desde a infância pela morte prematura da mãe. Baseado na autobiografia homônima de Massimo Gramellini, o filme alterna de forma poética o passado e o presente do jornalista, interpretado por Valerio Mastandrea (“A Primeira Coisa Bela”).  Ainda no elenco, duas ótimas atrizes francesas: Bérénice Bejo (“O Passado“) e Emmanuelle Devos (“Violette“).

MEU REI

Inspirado em experiências pessoais, o filme de Maïwenn (diretora de “Polissia“) valeu a Emmanuelle Bercot o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Neste recorte da vida íntima de uma mulher, Bercot interpreta Marie Antoinette, que amarga um relacionamento infeliz – e por vezes abusivo – com o sedutor Georgio Milevski (Vincent Cassel), com quem se envolve. Quando acredita finalmente ter encontrado a felicidade, ela se depara com um homem violento e possessivo.

MARGUERITE

Um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês de 2016, o filme é livremente inspirado na vida da socialite americana Florence Foster Jenkins (1868-1944). “Marguerite” traz Catherine Frot no papel-título, uma ricaça desafinada que sonha em virar cantora de ópera, na Paris dos anos 1920. Versão mais livre e lúdica da história de Florence, o longa francês demonstra compaixão por sua biografada, sem nunca cair na caricatura. Graças, sobretudo, à interpretação inspirada de Catherine Frot, premiada com o César de melhor atriz.

MARGUERITE E JULIEN – UM AMOR PROIBIDO

Novo filme da atriz e cineasta francesa Valérie Donzelli, que ganhou inúmeros prêmios com “A Guerra Está Declarada” em 2011. Na trama, Marguerite (Anaïs Demoustier, de “Uma Nova Amiga“) e Julien de Ravalet (Jérémie Elkaïm, “Polissia“) são irmãos, filhos do Senhor de Tourlainville. Muito próximos desde a infância, os dois nobres se apaixonam, mas a sociedade a seu redor não aceita essa relação, fazendo de tudo para afastá-los um do outro.

ROMANCE À FRANCESA

Nem só de dramas difíceis vive o cinema francês, mas também de comédias leves como esta, mais uma ciranda amorosa escrita e dirigida por Emmanuel Mouret (de “A Arte de Amar”). Nela, um professor tímido (o próprio Mouret) realiza o sonho de namorar uma famosa atriz, Alicia (Virginie Efira), mas encontra Caprice (Anaïs Demoustier), uma jovem extrovertida que deseja sair com ele – sem se importar em ser sua amante. Enquanto isso, o melhor amigo dele, Thomas, começa a ficar muito interessado na atriz.

UM DOCE REFÚGIO

Escrita, dirigida e estrelada por Bruno Podalydès (de “Adeus Berthe“), esta comédia dramática indicada ao César foi um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês em 2016. Podalydès interpreta Michel, artista gráfico fascinado pela ideia de um dia pilotar um avião. Quando descobre que a engenharia de um caiaque é muito parecida com a de uma aeronave, ele compra um e parte numa jornada em busca de um novo estilo de vida.

TUDO VAI FICAR BEM

Depois de documentários aclamados como “Pina” e “O Sal da Terra”, o cineasta Wim Wenders retorna à ficção neste sóbrio drama sobre a perda e o luto, concebido para exibição em 3D nos cinemas. Ao som da trilha de Alexandre Desplat, o filme segue cerca de dez anos da vida de Tom (James Franco), escritor em crise consumido pela culpa após um acidente de carro. Charlotte Gainsbourg (“A Árvore”), Rachel McAdams (“Spotlight”) e Marie-Josée Croze (“O Escafandro e a Borboleta”) completam o elenco.

ÚLTIMOS DIAS NO DESERTO

Filho do escritor Gabriel García Márquez, Rodrigo García (diretor da versão americana da série “Em Terapia”) revisita de maneira minimalista um episódio do Novo Testamento: a peregrinação de Jesus Cristo (Ewan McGregor) rumo a Jerusalém. No caminho, ele ajuda uma família com problemas, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as tentações do Diabo (também interpretado por McGregor).

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13 MINUTOS

Depois de “A Queda! As Últimas Horas de Hitler” (2004), o cineasta Oliver Hirschbiegel volta ao tema neste longa baseado na história real do fracassado atentado a Hitler em 8 de novembro de 1939. Se em “Operação Valquíria” (2008) tentativa semelhante foi planejada por altos oficiais alemães, em “13 minutos” celebra o espírito individual, de um inconformista, Georg Elser (Christian Friedel), que quase evitou a II Guerra Mundial.

O VALOR DE UM HOMEM

Em tempos de crise e desemprego em todo o mundo, ganha ainda mais relevância este drama social do diretor francês Stéphane Brizé (“Mademoiselle Chambon”), sobre o processo de desumanização – e a luta de um indivíduo pela sobrevivência. No caso, Thierry (Vincent Lindon, melhor ator no Festival de Cannes 2015), que, aos 51 anos, enfrenta uma série de humilhações em busca de um emprego.

A ODISSEIA DE ALICE

Um mergulho na alma (e desejo) de uma jovem de 30 anos, Alice (Ariane Labed, de “The Lobster”), única mulher a bordo de um velho navio de carga. Engenheira naval, ela sente falta do namorado norueguês, mas logo reencontra um antigo amor, justamente o comandante do cargueiro, Gael (Melvil Poupaud, “Laurence Anyways”). Isolada na embarcação, Alice experimenta diferentes sensações, em uma jornada não apenas geográfica, mas erótica.

UM BRINDE À VIDA

Inspirado na vida da mãe de seu diretor-roteirista, Jean-Jacques Zilbermann, o filme dramatiza experiências dela e de outras duas amigas – todas sobreviventes de Auschwitz. Nos anos 1960, Hélène (Julie Depardieu, filha de Gérard), Rose (Suzanne Clément, de “Mommy”) e Lili (Johanna ter Steege) – que não se viam desde a II Guerra -, se reencontram numa praia do Norte da França.

UM DOCE REFÚGIO

Escrita, dirigida e estrelada por Bruno Podalydès (de “Adeus Berthe“), esta comédia dramática indicada ao César foi um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês em 2016. Podalydès interpreta Michel, artista gráfico fascinado pela ideia de um dia pilotar um avião. Quando descobre que a engenharia de um caiaque é muito parecida com a de uma aeronave, ele compra um e parte numa jornada em busca de um novo estilo de vida.

A VOZ DA LUA

Último filme dirigido por Federico Fellini, baseado no romance “Poemas de um Lunático”, de Ermanno Cavazzoni. Na história, Roberto Benigni é Ivo Salvini, um homem que vive entre o mundo real e a fantasia, sem poder distinguir os dois. Ele procura sempre achar o lado poético das coisas, como se a lua o guiasse. Mais um trabalho lúdico e pessoal de Fellini, com trilha sonora assinada por Nicola Piovani e direção de arte de Dante Ferretti.

LES BAS-FONDS

Uma raridade do mestre Jean Renoir, premiada pelo National Board of Review (EUA) como um dos melhores filmes estrangeiros de 1937. O astro francês Jean Gabin estrela esta adaptação da peça do russo Máximo Gorki, no papel de Pepel Wasska, ladrão profissional envolvido com duas irmãs e um barão arruinado (Louis Jouvet).

AS AVENTURAS EXTRAORDINÁRIAS DE MR. WEST NO PAÍS DOS BOLCHEVIQUES

Um dos grandes inovadores da montagem no cinema, o russo Lev Kuleshov dirigiu em 1924 esta comédia de costumes que satiriza a visão que os americanos tinham dos russos naquela época. Na trama, Mr. West deixa a América rumo à União Soviética e é advertido sobre os terríveis perigos existentes naquele bárbaro país.

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