Aquarius

“ELIS” E “AQUARIUS” SÃO OS GRANDES VENCEDORES DO GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO

EM CERIMÔNIA REALIZADA ONTEM À NOITE, NO THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO, O “OSCAR DO CINEMA NACIONAL” CELEBROU OS MELHORES TRABALHOS E PROFISSIONAIS DA ÁREA, DIVIDINDO A MAIORIA DOS PRÊMIOS ENTRE A CINEBIOGRAFIA “ELIS“, COM OITO TROFÉUS, E O ACLAMADO “AQUARIUS“, VENCEDOR DAS CATEGORIAS DE MELHOR FILME, DIREÇÃO E TRILHA SONORA.

“Elis” levou 8 troféus: atriz (Andréia Horta), montagem, fotografia, trilha sonora original, maquiagem, som, direção de arte e figurino.

Escrito por Luiz Bolognesi, Vera Egito e pelo diretor Hugo Prata, “Elis” condensa a trajetória singular da artista que passou como um furacão pela música brasileira nos anos 1960 e 70, participando ativamente de alguns dos mais importantes momentos da cultura popular do período.

Com primorosa reconstituição de época, o filme faz um recorte da carreira e da vida pessoal da cantora gaúcha, desde sua chegada com o pai ao Rio de Janeiro, em 1º de abril de 1964, quando eclodiu o Golpe Militar. Aos 19 anos, ainda desconhecida, ela conheceu Luiz Carlos Miéle e o sedutor Ronaldo Bôscoli, que se tornaria seu primeiro marido. Outras passagens importantes foram a parceria amorosa e artística com o pianista César Camargo Mariano – que rendeu espetáculos históricos como “Falso Brilhante” -, a maternidade, sua relação conturbada com os militares, e seu trágico final.

Andréia Horta no filme e Elis Regina na capa do disco “Em Pleno Verão”, de 1970

Rodada no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Paris entre agosto e setembro de 2015, a cinebiografia marca a estreia de Prata na direção de longa-metragem. Além de Andréia Horta (da minissérie “Liberdade, Liberdade”) –radiante no papel-título–, o elenco conta com Lucio Mauro Filho (na pele de Miéle), Caco Ciocler (no papel de César Camargo Mariano), Gustavo Machado (Ronaldo Bôscoli), Julio Andrade (o dzi croquette Lennie Dale) e Zécarlos Machado (como Romeu, pai de Elis).

“Intensa, ela foi tragada pela própria labareda”, assim Horta descreve a icônica “Pimentinha” que, passados 35 anos desde sua morte, ainda deixa saudades.

Aclamado pela crítica, “Aquarius” levou os dois prêmios mais importantes – melhor filme e direção (para Kleber Mendonça Filho) — mais trilha sonora.

Um dos trabalhos mais elogiados – e controversos do cinema em 2016 -, “Aquarius” fez sua estreia no Festival de Cannes e concorreu ao César e ao Independent Spirit Awards de melhor filme estrangeiro.

Depois de “O Som Ao Redor” (2012), o diretor e roteirista Kleber Mendonça Filho volta a cutucar conflitos sociais e diferenças de classe no Brasil, por meio do embate vivido por Clara (Sonia Braga), jornalista aposentada que mora em um apartamento do edifício Aquarius, em Recife. Ela é a última moradora do prédio e recusa-se a vender o imóvel para uma construtora, que deseja demolir o local e construir um novo empreendimento.

Coprodução entre Brasil e França, o filme gradativamente constrói a tensão sofrida por Clara, em uma disputa de Davi contra Golias a fim de preservar seu espaço e liberdade de escolha.

Confira a lista completa dos vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro:

MELHOR FILME
Aquarius

MELHOR FILME – JÚRI POPULAR
Boi Neon

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Cinema Novo / Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil

MELHOR DOCUMENTÁRIO – JÚRI POPULAR
Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil

MELHOR COMÉDIA
O Shaolin do Sertão

MELHOR DIREÇÃO
Kleber Mendonça Filho (Aquarius)

MELHOR ATOR
Juliano Cazarré (Boi Neon)

MELHOR ATRIZ
Andréia Horta (Elis)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Flávio Bauraqui (Nise – O Coração da Loucura)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Laura Cardoso (De Onde Eu Te Vejo)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
BR 716 / Boi Neon

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Minha Mãe é uma Peça 2 / Big Jato

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A Chegada

MELHOR FILME ESTRANGEIRO – JÚRI POPULAR
A Garota Dinamarquesa

MELHOR MONTAGEM – FICÇÃO
Elis

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO
Cinema Novo

MELHOR FOTOGRAFIA
Boi Neon / Elis

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Elis

MELHOR TRILHA SONORA
Aquarius

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Elis

MELHOR SOM
Elis

MELHOR FIGURINO
Elis

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Pequeno Segredo

MELHOR MAQUIAGEM
Elis

MELHOR CURTA – FICÇÃO
O Melhor Som do Mundo

MELHOR CURTA – DOCUMENTÁRIO
Buscando Helena

MELHOR CURTA – ANIMAÇÃO
Vida de Boneco

MENÇÃO HONROSA – CINEMA INFANTIL
Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina

GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2017

A ACADEMIA BRASILEIRA DE CINEMA DEFINIU A LISTA DOS INDICADOS À 16ª EDIÇÃO DE SUA TRADICIONAL PREMIAÇÃO ANUAL. A CINEBIOGRAFIA “ELIS” LIDERA COM 12 NOMEAÇÕES, SEGUIDA POR “AQUARIUS” (11) E “BOI NEON” (10).

Andréia Horta (“Elis“), Gloria Pires (“Nise – O Coração da Loucura”), Sonia Braga (“Aquarius“), Dan Stulbach (“Meu Amigo Hindu“), Lázaro Ramos (“Mundo Cão“) e o saudoso Domingos Montagner (“Um Namorado para minha Mulher”), entre outros, estão na disputa entre os atores.

Escrito por Luiz Bolognesi, Vera Egito e pelo diretor Hugo Prata, ELIS condensa a trajetória singular da artista que passou como um furacão pela música brasileira nos anos 1960 e 70. Além de Andréia — favorita na categoria de melhor atriz –, o elenco conta com Lucio Mauro Filho (na pele de Miéle), Caco Ciocler (no papel de César Camargo Mariano), Gustavo Machado (Ronaldo Bôscoli), Julio Andrade (o dzi croquette Lennie Dale) e Zécarlos Machado (como Romeu, pai de Elis).

O público pode eleger seus preferidos — nas categorias de “Melhor longa-metragem ficção”, “Melhor longa-metragem documentário” e “Melhor longa-metragem estrangeiro” — pelo voto popular, disponível a partir do dia 1º de agosto através do site www.academiabrasileiradecinema.com.br

Antonio Pitanga e Helena Ignez serão os homenageados da cerimônia, que tem direção de Bia Lessa. O evento acontece no dia 5 de setembro, a partir das 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

FINALISTAS DO GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2017

Depois de “O Som Ao Redor” (2012), o diretor-roteirista Kleber Mendonça Filho volta a cutucar conflitos sociais e diferenças de classe no Brasil em AQUARIUS, a partir do embate vivido por Clara (Sonia Braga), jornalista aposentada que mora em um apartamento do edifício Aquarius, em Recife. Ela é a última moradora do prédio e recusa-se a vender o imóvel para uma construtora, que deseja demolir o local e construir um novo empreendimento.

Melhor longa-metragem de ficção

AQUARIUS, de Kleber Mendonça Filho
BOI NEON, de Gabriel Mascaro
ELIS, de Hugo Prata
MÃE SÓ HÁ UMA, de Anna Muylaert
NISE – O CORAÇÃO DA LOUCURA, de Roberto Berliner

Melhor longa-metragem documentário

CÍCERO DIAS, O COMPADRE DE PICASSO, de Vladimir Carvalho
CINEMA NOVO, de Eryk Rocha
CURUMIM, de Marcos Prado
EU SOU CARLOS IMPERIAL, de Renato Terra e Ricardo Calil
MARIAS, de Joana Mariani
MENINO 23 – INFÂNCIAS PERDIDAS NO BRASIL, de Belisario Franca
QUANTO TEMPO O TEMPO TEM, de Adriana L. Dutra

Melhor longa-metragem comédia

BR716, de Domingos Oliveira
É FADA!, de Cris D’Amato
MINHA MÃE É UMA PEÇA 2, de César Rodrigues
O ROUBO DA TAÇA, de Caito Ortiz
O SHAOLIN DO SERTÃO, de Halder Gomes

Vencedor de quatro Kikitos — incluindo melhor ator para Paulo Tiefenthaler — no 44º Festival de Cinema de Gramado, O ROUBO DA TAÇA é inspirado no controverso sumiço da Taça Jules Rimet em 1983. Em ritmo de comédia, o enredo acompanha as peripécias do malandro Peralta (Tiefenthaler) que, junto com seu comparsa, rouba a taça conquistada pelo Brasil na Copa do Mundo de 1970. Taís Araújo e Milhem Cortaz coestrelam.

Melhor direção

AFONSO POYART por Mais forte que o mundo – A história de José Aldo
ANNA MUYLAERT por Mãe só há uma
DAVID SCHURMANN por Pequeno segredo
GABRIEL MASCARO por Boi Neon
KLEBER MENDONÇA FILHO por Aquarius

Melhor atriz

ADRIANA ESTEVES como DILZA por Mundo cão
ANDRÉIA HORTA como ELIS por Elis
GLORIA PIRES como NISE DA SILVEIRA por Nise – o coração da loucura
JULIA LEMMERTZ como HELOISA por Pequeno segredo
SONIA BRAGA como CLARA por Aquarius
SOPHIE CHARLOTTE como SEVERINA por Reza a lenda

Melhor ator

CAIO BLAT como FELIPE por BR716
CAUÃ REYMOND como ARA por Reza a lenda
CHICO DIAZ como GOMEZ por Em nome da lei
DOMINGOS MONTAGNER como CORVO por Um namorado para minha mulher
JULIANO CAZARRÉ como IREMAR por Boi Neon
LÁZARO RAMOS como PAULINHO por Mundo Cão

Depois do sensível romance “Ponte Aérea”, Julia Rezende dirige UM NAMORADO PARA MINHA MULHER, refilmagem da comédia argentina “Um Namorado para Minha Esposa”, de 2008. Na versão brasileira, Caco Ciocler assume o papel de Chico, um homem incapaz de pedir o divórcio para sua esposa, Nena (Ingrid Guimarães), com quem vive há 15 anos. Assim, ele resolve contratar um amante profissional chamado “Corvo” (Domingos Montagner, indicado postumamente ao prêmio) para seduzi-la e força-la a resolver a situação.

Melhor atriz coadjuvante

ALICE BRAGA como SANDRA por Entre idas e vindas
ANDRÉA BELTRÃO como ANA LUCIA por Sob pressão
LAURA CARDOSO como YOLANDA por De onde eu te vejo
MAEVE JINKINGS como ANA PAULA por Aquarius
MAEVE JINKINGS como GALEGA por Boi Neon
SOPHIE CHARLOTTE como GILDA por BR716

Melhor ator coadjuvante

CACO CIOCLER como CÉSAR CAMARGO MARIANO por Elis
DAN STULBACH como MARCOS por Meu amigo hindu
FLAVIO BAURAQUI como OCTÁVIO IGNÁCIO por Nise – o coração da loucura
GUSTAVO MACHADO como RONALDO BÔSCOLI por Elis
IRANDHIR SANTOS como ROBERVAL por Aquarius

Melhor roteiro original

AFONSO POYART e MARCELO RUBENS PAIVA por Mais forte que o mundo – A história de José Aldo
ANNA MUYLAERT por Mãe só há uma
DOMINGOS OLIVEIRA por BR716
GABRIEL MASCARO por Boi Neon
KLEBER MENDONÇA FILHO por Aquarius

Depois do sucesso de público e crítica de “Que Horas Ela Volta?”, Anna Muylaert quebra expectativas em MÃE SÓ HÁ UMA, premiado no Festival de Berlim em 2016. Inspirado no caso real do sequestro de um jovem em Brasília (em 1986), o filme discute temas atuais – como a construção da identidade de gênero – a partir do rito de passagem de Pierre (o estreante Naomi Nero). Aos 17 anos, ele descobre que sua família não é biológica quando a polícia prende sua mãe. Confuso, ele vai atrás de seus pais verdadeiros, interpretados por Matheus Nachtergaele e Dani Nefussi.

Melhor roteiro adaptado

FIL BRAZ e PAULO GUSTAVO – adaptado da peça teatral “Minha mãe é uma peça”, de Paulo Gustavo por Minha mãe é uma peça 2
HILTON LACERDA e ANA CAROLINA FRANCISCO – adaptado do obra “Big Jato”, de Xico Sá – por Big Jato
LUSA SILVESTRE E JULIA REZENDE – adaptado do longa-metragem argentino “Un Novio para mi Mujer” – por Um namorado para minha mulher
NEVILLE D’ALMEIDA e MICHEL MELAMED – adaptado do texto “A frente fria que a chuva traz”, de Mario Bortolotto – por A frente fria que a chuva traz
WALTER LIMA JR – adaptado da obra “A volta do parafuso”, de Henry James – por Através da sombra

Melhor direção de fotografia

ADRIAN TEIJIDO; ABC por Elis
ANDRÉ HORTA por Nise – o coração da loucura
DIEGO GARCIA por Boi Neon
MARCELO CORPANNI; ABC por Reza a lenda
MAURO PINHEIRO JUNIOR por Meu amigo hindu

Melhor maquiagem

ALEX DE FARIAS por Boi Neon
ANNA VAN STEEN por Elis
BRUNA NOGUEIRA por Meu amigo hindu
CRISTIANO PIRES por O Shaolin do sertão
TAYCE VALE por Reza a lenda

Depois de dirigir Bárbara Paz na peça teatral “Hell”, no início da década, Babenco conseguiu finalizar MEU AMIGO HINDU, seu trabalho mais pessoal, no qual exorciza demônios antigos e reflete sobre seu ofício.
O filme narra a luta de um cineasta famoso, Diego (Willem Dafoe), para sobreviver a um tumor em estágio avançado. Como Babenco enfrentou, bravamente, na década de 1990. O delicado trabalho de maquiagem (da indicada Bruna Nogueira) é fundamental na caracterização de Dafoe — e sua degradação física na tela.

Melhor direção de arte

CLOVIS BUENO, ISABEL XAVIER e CAROLINE SCHAMALL por Meu amigo hindu
DANIEL FLAKSMAN por Nise – o coração da loucura
FREDERICO PINTO por Elis
JULIANA RIBEIRO por O Shaolin do sertão
JULIANO DORNELLES e THALES JUNQUEIRA por Aquarius

Melhor figurino

CÁSSIO BRASIL por Reza a lenda
CRISTINA KANGUSSU por Nise – o coração da loucura
CRISTINA CAMARGO por Elis
FLORA REBOLLO por Boi Neon
LUCIANA BUARQUE por O Shaolin do sertão

Melhor efeito visual

BINHO CARVALHO e JOSÉ FRANCISCO; ABC por Reza a lenda
EDUARDO AMODIO por Aquarius
GUILHERME RAMALHO por Elis
MARCELO SIQUEIRA por Pequeno segredo
MARI FIGUEIREDO por Mais forte que o mundo – A história de José Aldo

Após chamar a atenção do mercado internacional com “Dois Coelhos” (2012), Afonso Poyart dirigiu em Hollywood o thriller “Presságios de Um Crime” (2015). De volta ao Brasil, realizou MAIS FORTE QUE O MUNDO – A HISTÓRIA DE JOSÉ ALDO, cinebiografia do lutador amazonense que se tornou o primeiro campeão peso-pena do UFC. Com edição ágil e ritmo frenético, o filme acompanha Aldo (José Loreto) desde seus dias sem rumo em Manaus, passando por seu recomeço no Rio de Janeiro, até as primeiras vitórias que o levariam a se tornar campeão da modalidade.

Melhor montagem ficção

EDUARDO SERRANO por Aquarius
FERNANDO EPSTEIN e EDUARDO SERRANO por Boi Neon
GUSTAVO GIANI por Meu amigo hindu
KAREN HARLEY; EDT por Big Jato
TIAGO FELICIANO; AMC por Elis

Melhor montagem documentário

ALEXANDRE LIMA; EDT por Curumim
GABRIEL MEDEIROS por Geraldinos
JORDANA BERG; EDT por Eu sou Carlos Imperial
RENATO VALLONE por Cinema Novo
YAN MOTTA por Menino 23 – infâncias perdidas no Brasil

Melhor som

ALFREDO GUERRA e ÉRICO PAIVA por O Shaolin do sertão
FABIAN OLIVER, MAURICIO D’OREY e VICENT SINCERETTI por Boi Neon
GABRIELA CUNHA, DANIEL TURINI, FERNANDO HENNA e PAULO GAMA por Sinfonia da necrópole
JORGE REZENDE, ALESSANDRO LAROCA, ARMANDO TORRES JR. e EDUARDO VIRMOND LIMA por Elis
NICOLAS HALLET e RICARDO CUTZ por Aquarius
PAULO RICARDO NUNES, MIRIAM BIDERMAN; ABC, RICARDO REIS e PAULO GAMA por Reza a lenda

BOI NEON é o segundo longa de ficção do cineasta pernambucano Gabriel Mascaro (de “Ventos de Agosto”), premiado nos festivais de Havana, Rio de Janeiro, Toronto e Veneza. A história segue o vaqueiro Iremar (Juliano Cazarré, indicado a melhor ator), que sonha em entrar para o mundo da moda. O filme ganhou destaque na imprensa internacional, com críticas elogiosas em publicações como Variety e IndieWire, e provocou polêmica em torno da nudez do protagonista.

Melhor trilha sonora original

ALCEU VALENÇA por A luneta do tempo
ANTONIO PINTO por Pequeno segredo
DJ DOLORES por Big Jato
JAQUES MORELENBAUM por Nise – o coração da loucura
OTAVIO DE MORAES por Elis

Melhor trilha sonora

ALEXANDRE GUERRA por O vendedor de sonhos
BERNARDO UZEDA por Mate-me por favor
DOMINGOS OLIVEIRA por BR716
MATEUS ALVES por Aquarius
MAURICIO TAGLIARI por Mundo cão

Melhor longa-metragem estrangeiro

A CHEGADA/ Arrival – dirigido por Denis Villeneuve
A GAROTA DINAMARQUESA / The Danish Girl – dirigido por Tom Hooper
ANIMAIS NOTURNOS/ Nocturnal Animals – dirigido por Tom Ford
ELLE/ Elle – dirigido por Paul Verhoeven
O FILHO DE SAUL/ Son of Saul – dirigido por László Nemes
SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS / Spotlight – dirigido por Tom McCarthy

Vencedor do Oscar de melhor edição de som, A CHEGADA confirma o canadense Denis Villeneuve como um dos melhores cineastas da atualidade. Na trama, 12 misteriosas naves de formato oval pairam sobre diferentes países da Terra, imóveis no ar. Nos EUA, a linguista Louise Banks (Amy Adams) é chamada pelos militares para decodificar os sinais transmitidos pelo alienígenas e desvendar se eles representam uma ameaça. Disponível em DVD e Blu-ray na 2001

Melhor curta-metragem animação

CARTAS de David Mussel
O CAMINHO DOS GIGANTES de Alois Di Leo
O PROJETO DO MEU PAI de Rosaria Maria
QUANDO OS DIAS ERAM ETERNOS de Marcus Vinicius Vasconcelos
TANGO de Francisco Gusso e Pedro Giongo
VENTO de Betânia Furtado
VIDA DE BONECO de Flávio Gomes

Melhor curta-metragem documentário

A MORTE DO CINEMA de Evandro de Freitas
ABISSAL de Arthur Leite
AQUELES ANOS DE DEZEMBRO de Felipe Arrojo Poroger
BUSCANDO HELENA de Ana Amélia Macedo e Roberto Berliner
ÍNDIOS NO PODER de Rodrigo Arajeju
ORQUESTRA INVISÍVEL LET’S DANCE de Alice Riff

Melhor curta-metragem ficção

A MOÇA QUE DANÇOU COM O DIABO de João Paulo Miranda Maria
CONSTELAÇÕES de Maurílio Martins
E O GALO CANTOU de Daniel Calil
NÃO ME PROMETA NADA de Eva Randpolph
O MELHOR SOM DO MUNDO de Pedro Paulo de Andrade

Obs. Todos os filmes em destaque nas fotos estão disponíveis para venda no acervo da 2001 (é só clicar na imagem para ser direcionado ao site).

O ACLAMADO (E POLÊMICO) “AQUARIUS” E MAIS LANÇAMENTOS DE NOVEMBRO

PRODUÇÃO NACIONAL MAIS COMENTADA DO ANO, “AQUARIUS” PROVOCOU COMOÇÃO NO ÚLTIMO FESTIVAL DE CANNES E ACABA DE SER INDICADO AO INDEPENDENT SPIRIT AWARDS – CONSIDERADO O OSCAR DO CINEMA INDEPENDENTE – NA CATEGORIA DE MELHOR FILME INTERNACIONAL.

Aclamado pela crítica, “Aquarius” era apontado como favorito para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro, mas foi preterido por “Pequeno Segredo”, o que provocou mais polêmica – além da já causada pelo protesto do diretor-roteirista Kleber Mendonça Filho e equipe no Festival de Cannes, em maio.

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Depois de “O Som Ao Redor” (2012), Mendonça volta a cutucar conflitos sociais e diferenças de classe no Brasil por meio do embate vivido por Clara (Sonia Braga), jornalista aposentada que mora em um apartamento do edifício Aquarius, em Recife. Ela é a última moradora do prédio e recusa-se a vender o imóvel para uma construtora, que deseja demolir o local e construir um novo empreendimento.

Coprodução entre Brasil e França, o filme constrói gradativamente a tensão sofrida por Clara, em uma disputa de Davi contra Golias a fim de preservar seu espaço e liberdade de escolha.

MÃE SÓ HA UMA

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Depois do sucesso de público e crítica de “Que Horas Ela Volta?“, Anna Muylaert quebra expectativas neste seu novo trabalho, premiado no último Festival de Berlim. Inspirado no caso real do sequestro de um jovem em Brasília (em 1986), o filme discute temas atuais – como a construção da identidade de gênero – a partir do rito de passagem de Pierre (o estreante Naomi Nero). Aos 17 anos, ele descobre que sua família não é biológica quando a polícia prende sua mãe. Confuso, ele vai atrás de seus pais verdadeiros, interpretados por Matheus Nachtergaele e Dani Nefussi.

MAIS FORTE QUE O MUNDO – A HISTÓRIA DE JOSÉ ALDO

0003

Após chamar a atenção do mercado internacional com “Dois Coelhos” (2012), Afonso Poyart dirigiu em Hollywood o thriller “Presságios de Um Crime” (2015). De volta ao Brasil, Poyart lançou neste ano esta cinebiografia – e incrível história de superação – do lutador amazonense que se tornou o primeiro campeão peso-pena do UFC. Com edição ágil e ritmo frenético, o filme acompanha Aldo (José Loreto) desde seus dias sem rumo em Manaus, passando por seu recomeço no Rio de Janeiro, até as primeiras vitórias que o levariam a se tornar campeão da modalidade.

CONEXÃO ESCOBAR

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Imortalizado como Walter White na série “Breaking Bad“, Bryan Cranston dá sequência à sua carreira no cinema vivendo Robert Mazur, agente federal americano infiltrado no Cartel de Medellín, nos anos 1980. Para conquistar a confiança dos criminosos, o personagem finge ser Bob Musella, rico empresário especializado em lavagem de dinheiro. Baseado nas memórias do próprio Mazur, o filme tem direção de Brad Furman (“O Poder e a Lei”) e traz a atriz Diane Kruger no papel de Kathy, agente disfarçada como esposa do protagonista.

A LENDA DE TARZAN

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Diretor dos quatro últimos longas da franquia “Harry Potter”, o inglês David Yates tem se especializado em superproduções. Antes de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que acaba de estrear no Brasil, o cineasta esteve à frente deste nova versão de Tarzan, com o sueco Alexander Skarsgård (“Melancolia”) no papel, Margot Robbie (“O Lobo de Wall Street”) como Jane e Christoph Waltz (“007 Contra Spectre“) de vilão. Ambientado no final do século 19, o filme apresenta o herói vivendo em Londres como John Clayton III, até ser chamado de volta à selva. Em DVD, Blu-ray e BD 3D.

JASON BOURNE

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Matt Damon interpreta pela quarta vez o agente secreto criado pelo escritor Robert Ludlum – e novamente sob a direção do inglês Paul Greengrass (“A Supremacia Bourne”, “O Ultimato Bourne“). No enredo, Bourne sobrevive como lutador de rua em Atenas até ser surpreendido pela ex-agente Nicky Parsons (Julia Stiles), que lhe traz novas informações sobre o programa Treadstone. As revelações o levam de volta aos EUA para continuar a investigação, colocando-o na mira do diretor da CIA (Tommy Lee Jones). Vincent Cassel, Alicia Vikander e Riz Ahmed completam o elenco.

VEJA TAMBÉM:
Bourne – Coleção Definitiva (5 DVDS)

ÁGUAS RASAS

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Com enredo já explorado em outras produções, este “suspense de tubarão” consegue surpreender, graças sobretudo à direção do espanhol Jaume Collet-Serra, de “A Órfã” (2009) e “Sem Escalas” (2014″). Na trama, Nancy (Blake Lively, do recente “Café Society“), estudante americana de Medicina, vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo encurralada por um enorme tubarão.

WHITE GOD

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Vencedor do prêmio principal da seção “Um Certo Olhar” (Un Certain Regard), o filme foi uma das sensações do Festival de Cannes em 2014, com sequências de tirar o fôlego – como a de um “arrastão” com dezenas de cães de verdade. Dirigido pelo húngaro Kornél Mundruczó, o longa traça uma inquietante parábola sobre a tensão racial e de classes na Europa contemporânea por meio do calvário – e eventual reação – dos personagens caninos em uma sociedade cruel e distópica.

NOSSA IRMÃ MAIS NOVA

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Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2015, este é mais um delicado trabalho do cineasta japonês Hirokazu Koreeda (em cartaz com “Depois da Tempestade”). Baseado no mangá de Akimi Yoshida, o filme mostra a ciranda de sentimentos entre três irmãs: Sachi (Haruka Ayase), Yoshino (Masami Nagasawa) e Chika (Kaho), que moram juntas em Kamakura, Japão. Quando o pai delas morre, elas viajam para o funeral e conhecem Suzu, sua meia-irmã adolescente.

AMOR POR DIREITO

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Em tempos de intolerância, ganha força esta história comovente baseada no caso real de Laurel Hester (interpretada por Julianne Moore) contra a cidade de Ocean County, Nova Jersey. Em 2005, Hester, detetive de polícia com 23 anos de experiência, foi diagnosticada com câncer terminal e teve de lutar na justiça para deixar sua pensão à companheira, Stacie Andree (Ellen Page, de “A Origem“). Drama baseado no documentário de curta-metragem “Freeheld”, premiado com o Oscar em 2008.

A OVELHA NEGRA

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Mais um vencedor da mostra Um Certo Olhar em Cannes, este longa islandês trata da rivalidade de dois irmãos que competem para saber quem tem o melhor rebanho de ovelhas. Eles não se falam há 40 anos e precisam se unir quando uma doença fatal e contagiosa atinge os animais. Para complicar ainda mais a situação, o governo quer sacrificar os rebanhos da região.

A CHEFA

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Sucesso nos EUA, o filme é mais um veículo para a comediante Melissa McCarthy (também produtora e corroteirista), novamente dirigida pelo marido Ben Falcone, depois de “Tammy“. Ela encarna Michelle Darnell, antiga empresária de sucesso que deixa a prisão e tenta recomeçara vida. No elenco, Peter Dinklage (“Game of Thrones“), Kristen Bell (“Perfeita é a Mãe!) e Kathy Bates (“American Horror Story – Hotel“).

UM ESPIÃO E MEIO

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Antes de se tornar agente da CIA, Bob (Dwayne Johnson, o “The Rock”) era um nerd vítima de bullying. Agora adulto, ele é um espião forte e incansável que recorre a um antigo colega dos tempos da escola, Calvin (o comediante Kevin Hart), hoje contador, para resolver um caso ultrassecreto. Do mesmo diretor de “Família do Bagulho”.

VENCEDORES DO FESTIVAL DE CANNES 2016

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PRESIDIDO PELO AUSTRALIANO GEORGE MILLER, DIRETOR DE “MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA”, O JÚRI DO 69º FESTIVAL DE CANNES ANUNCIOU ONTEM OS VENCEDORES DESTE ANO. A PALMA DE OURO FICOU COM “I, DANIEL BLAKE”, DIRIGIDO PELO CINEASTA BRITÂNICO KEN LOACH

Acostumado a retratar de maneira realista os desafios da classe trabalhadora e dos excluídos, Loach conquistou a sua primeira Palma de Ouro com “Ventos da Liberdade”, em 2006. Fiel a suas convicções políticas, ele repetiu o feito, aos 79 anos, levando o prêmio com “I, Daniel Blake”, história de um operário doente que luta contra a burocracia do Estado a fim de receber o seguro social a que tem direito.

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“I, Daniel Blake”, drama social dirigido por Ken Loach e escrito por seu fiel colaborador, Paul Laverty

Se a Palma já era esperada desde a exibição do filme, na semana passada, o júri surpreendeu a imprensa especializada com decisões polêmicas, como o Grand Prix – espécie de segundo lugar do festival – para “Juste la Fin du Monde” (Apenas o Fim do Mundo), novo trabalho de Xavier Dolan. Aos 27 anos, o jovem prodígio canadense tem no currículo mais quatro longas premiados em Cannes: “Eu Matei Minha Mãe”, “Amores Imaginários”, “Laurence Anyways” e “Mommy”.

Na categoria de melhor direção houve um empate entre o francês Olivier Assayas, do vaiado “Personal Shopper” (estrelado por Kristen Stewart) e o romeno Cristian Mungiu, por “Graduation”. Mingu ganhou a Palma em 2007 com “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”.

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No palco, os principais premiados do 69º Festival de Cannes

Uma das maiores surpresas da cerimônia foi o anúncio da filipina Jaclyn Jose como melhor atriz, por seu papel em “Ma’ Rosa”, de Brillante Mendoza (diretor de “Lola“). Ela desbancou as favoritas Sandra Hüller, de “Toni Erdmann”, Ruth Negga, em “Loving”, e Sonia Braga, elogiadíssima por “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho. Embora aclamado pela crítica, o segundo longa do diretor de “O Som ao Redor” ficou de mãos abanando, mas o Brasil pode comemorar a Menção Honrosa recebida pelo curta-metragem “A Moça Que Dançou com o Diabo”, de João Paulo Maria Miranda, e o troféu L’Oeil d’Or de melhor documentário para “Cinema Novo”, de Eryk Rocha.

E, escrito e dirigido por Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro por “A Separação” em 2012, “The Salesman” levou os prêmios de roteiro e ator (Shahab Hosseini).

Agora, é só aguardar o lançamento em DVD dos filmes premiados.

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PALMA DE OURO
“I, Daniel Blake”, de Ken Loach (Reino Unido)

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Ken Loach com a Palma de Ouro em Cannes

DO MESMO DIRETOR NA 2001:
Jimmy’s Hall (2014)
Rota Irlandesa (2010)

GRAND PRIX (GRANDE PRÊMIO DO JÚRI)
“Juste la Fin du Monde” (Apenas o Fim do Mundo), de Xavier Dolan (Canadá/França)

MELHOR DIRETOR
Empate: Olivier Assayas, por “Personal Shopper” (França), e Cristian Mungiu, por “Graduation” (Romênia)

DE OLIVIER ASSAYAS NA 2001:
Acima das Nuvens (2014)

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MELHOR ATRIZ
Jaclyn Jose, por “Ma’ Rosa”, de Brillante Mendoza (Filipinas)

MELHOR ATOR
Shahab Hosseini, por “The Salesman”, de Ashgar Farhadi (Irã)

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Nascido em Teerã, o ator Shahab Hosseini superou o favorito Adam Driver, de “Paterson”

MELHOR ROTEIRO
Asghar Farhadi, por “The Salesman” (Irã)

DO MESMO DIRETOR NA 2001:
O Passado (2012)

PRÊMIO DO JÚRI
“American Honey”, de Andrea Arnold (Reino Unido/EUA)

PALMA DE OURO – MELHOR CURTA-METRAGEM
“Time Code”, de Juanjo Gimenez (Espanha)

PALMA DE OURO HONORÁRIA
Jean-Pierre Léaud

Imortalizado como intérprete de Antoine Doinel nos filmes de François Truffaut, Jean-Pierre Léaud recebeu a Palma honorária por sua carreira. Ele recebeu o prêmio do cineasta Arnaud Desplechin

Ao lado de Arnaud Desplechin, Jean-Pierre Léaud recebe a Palma de Ouro honorária. Ele ficou imortalizado no papel de Antoine Doinel nos filmes de François Truffaut, entre outros trabalhos

CAMÉRA D´OR (MELHOR PRIMEIRO FILME)
“Divines”, de Houda Benyamina (Afeganistão)

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MELHOR FILME
“The Happiest Day in the Life of Olli Mäki”, de Juho Kuosmanen (Finlândia, Alemanha, Suécia)

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“The Happiest Day in the Life of Olli Mäki”, do finlandês Juho Kuosmanen

PRÊMIO DO JÚRI
“Harmonium”, de Fukada Kôji (Japão/ França)

MELHOR DIRETOR
Matt Ross, por “Captain Fantastic” (EUA)

MELHOR ARGUMENTO
Delphine Coulin e Muriel Coulin, por “Voir Du Pays” (França/Grécia)

PRÊMIO ESPECIAL
The Red Turtle, de Michael Dudok de Wit (França/Bélgica)

FESTIVAL DE CANNES: CONFIRA OS CONCORRENTES DESTE ANO E OS VENCEDORES DA PALMA DE OURO NA 2001

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REALIZADO ANUALMENTE NO BALNEÁRIO FRANCÊS DE CANNES, NA CÔTE D’AZUR, O MAIS IMPORTANTE E POPULAR FESTIVAL DE CINEMA DO MUNDO JÁ COMEÇOU  E SEGUE ATÉ O DIA 22 DE MAIO.

A 69ª edição do festival promete uma disputa acirrada pelo prêmio principal, a Palma de Ouro. Concorrem na seleção oficial nomes consagrados como o espanhol Pedro Almodóvar (com “Julieta”), a dupla francesa Jean-Pierre e Luc Dardenne (“La Fille Inconnue”), o norte-americano Jim Jarmusch (“Paterson”) e o britânico Ken Loach (“I, Daniel Blake”). Entre os cineastas emergentes – e de sensibilidade pop -, destacam-se o sul-coreano Park Chan-Wook (vencedor do Grande Prêmio do Júri por “Oldboy” em 2004), o dinamarquês Nicolas Winding Refn (Melhor Diretor por “Drive” em 2011) e Xavier Dolan (premiado em 2014 por “Mommy”), que retornam com aguardados trabalhos.

O Brasil marca presença na lista de 21 candidatos à Palma de Ouro com “Aquarius”, novo filme de Kleber Mendonça Filho, diretor do aclamado “O Som ao Redor”. Desde 2008, com “Linha de Passe”, que o país não disputava o prêmio principal. Outros representantes nacionais em Cannes este ano são “Cinema Novo”, filme-ensaio de Eryk Rocha que pode levar o L´Oeil D´or, prêmio entregue ao melhor documentário do festival; “A Moça que Dançou com o Diabo”, de João Paulo Miranda Maria, na competição oficial de curtas; “Abigail”, de Isabel Penoni e Valentina Homem, na Quinzena dos Realizadores; e “O Delírio é a Redenção dos Aflitos”, de Fellipe Fernandes, na Semana da Crítica.

De volta ao cinema, Sonia Braga estrela "Aquarius", segundo  longa de ficção do crítico e cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho

De volta ao cinema, Sonia Braga estrela “Aquarius”, segundo longa de ficção do crítico e cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho

Depois do sucesso de público e crítica de “Mad Max: Estrada da Fúria”, o australiano George Miller preside o júri, que conta com a atriz francesa Vanessa Paradis, o canadense Donald Sutherland, a produtora iraniana Katayoon Shahabi, o cineasta húngaro László Nemes, a italiana Valeria Golino, o dinamarquês Mads Mikkelsen, a americana Kirsten Dunst e o diretor francês Arnaud Desplechin.

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E, eternizado no papel de Antoine Doinel nos filmes de François Truffaut, o ator francês Jean-Pierre Léaud vai receber a Palma de Ouro honorária pelo conjunto de sua carreira.

A seguir, confira a seleção do 69ª Festival de Cannes, cujos vencedores serão anunciados em 22 de maio.

FILME DE ABERTURA

“Café Society”, de Woody Allen

Kristen Stewart e Jesse Eisenberg em cena do novo filme de Woody Allen, que abriu o festival nesta quarta-feira

Kristen Stewart e Jesse Eisenberg em cena do novo filme de Woody Allen, que abriu o festival nesta quarta-feira

SELEÇÃO OFICIAL

C

“Toni Erdmann”, de Maren Ade
“Julieta”, de Pedro Almodóvar
“American Honey”, de Andrea Arnold
“Personal Shopper”, de Olivier Assayas
“Fourshande” (The Salesman), de Asghar Farhadi
“La Fille Inconnue”, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
“Juste la Fin du Monde”, de Xavier Dolan
“Ma Loute”, de Bruno Dumont
“Paterson”, de Jim Jarmusch
“Staying Vertical”, de Alain Guiraudie
“Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho
“Mal De Pierres”, de Nicole Garcia
“I, Daniel Blake”, de Ken Loach
“Ma’Rosa”, de Brillante Mendoza
“Family Photos”, de Cristian Mungiu
“Loving”, de Jeff Nichols
“The Handmaiden”, de Park Chan-Wook
“The Last Face”, de Sean Penn
“Sierra Nevada”, de Cristi Puiu
“Elle”, de Paul Verhoeven
“The Neon Demon”, de Nicolas Winding Refn

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UN CERTAIN REGARD (MOSTRA “UM CERTO OLHAR”)

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“Varoonegi”, de Behnam Behzadi
“Apprentice”, de Boo Junfeng
“Voir Du Pays”, de Delphine Coulin e Muriel Coulin
“La Danseuse”, de Stéphanie Di Giusto
“Clash”, de Mohamed Diab
“The Red Turtle”, de Michael Dudok De Wit
“Harmonium”, de Fukada Kôji
“Omor Shakhsiya”, de Maha Haj
“Me’ever Laharim Vehagvaot”, de Eran Kolirin
“After The Storm”, de Hirokazu Koreeda
“Hymyilevä Mies”, de Juho Kuosmanen
“La Larga Noche De Francisco Sanctis”, de Francisco Márquez e Andrea Testa
“Dogs”, de Bogdan Mirica
“The Transfiguration”, de Michael O’Shea
“Captain Fantastic”, de Matt Ross
“Uchenik”, de Kirill Serebrennikov

FORA DE COMPETIÇÃO

“O Bom Gigante Amigo”, de Steven Spielberg
“Goksung”, de Na Hong-Jin
“Jogo do Dinheiro”, de Jodie Foster
“Dois Caras Legais”, de Shane Black

SESSÕES DA MEIA-NOITE

“Gimme Danger”, de Jim Jarmusch
“Bu-San-Haeng”, de Yeon Sang-Ho

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 VENCEDORES DA PALMA DE OURO DISPONÍVEIS NA 2001:

GRANDE PRÊMIO DO FESTIVAL

1949

O TERCEIRO HOMEM

333

1951

MILAGRE EM MILÃO

SENHORITA JULIA

1952

OTHELLO

0000000000

1953

O SALÁRIO DO MEDO

5

1957

SUBLIME TENTAÇÃO

222

1959

ORFEU DO CARNAVAL

1960

A DOCE VIDA

03

1961

VIRIDIANA

1963

O LEOPARDO

5

1964

OS GUARDA-CHUVAS DO AMOR

1967

BLOW-UP – DEPOIS DAQUELE BEIJO

05

1977

PAI, PATRÃO

1979

O TAMBOR
APOCALYPSE NOW

1980

KAGEMUSHA, A SOMBRA DO SAMURAI

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1981

O HOMEM DE FERRO

1990

CORAÇÃO SELVAGEM

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1994

PULP FICTION – TEMPO DE VIOLÊNCIA

1997

GOSTO DE CEREJA

111

2002

O PIANISTA

2006

A ÁRVORE DA VIDA

020

2013

AZUL É A COR MAIS QUENTE

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2015

DHEEPAN – O REFÚGIO

Previsão de entrega a partir de 30/6