As Troianas

CLÁSSICOS E CULTS RAROS EM PROMOÇÃO SÓ NA 2001

A MAIORIA FORA DE CATÁLOGO, INCLUINDO FILMES ACLAMADOS E PRODUÇÕES ICÔNICAS DO CINEMA LGBT, COMO “JOHAN“, “MAURICE” E O DOCUMENTÁRIO “BEFORE STONEWALL“, AGORA COM PREÇO ESPECIAL. 

Entre os filmes selecionados, há obras importantes adaptadas para a telona (“Senhorita Julia“, “Electra“, “Os Vivos e os Mortos“, “Maurice“), clássicos franceses (“Os Amantes“, “Zazie no Metrô“, “As Duas Faces da Felicidade“) e preciosidades como o noir “A Lei dos Marginais“, de Samuel Fuller, “Um Gosto de Mel“, um marco do cinema inglês, “O Condenado de Altona“, baseado em peça de Jean-Paul Sartre, “Esposamante“, com o grande Marcello Mastroianni, “Os Vivos e os Mortos“, último trabalho de John Huston, e um cult por excelência – “Paixão Selvagem“, do cantor e diretor francês Serge Gainsbourg.

Não deixe de adquirir seus filmes favoritos, nem de descobrir produções menos conhecidas, pois os estoques são limitados. Confira a seguir uma pequena amostra com 20 sugestões de nossa equipe. Tem muito mais em nosso site.

Boa sessão “cult”!
Equipe 2001

MADAME DU BARRY

Mestre da farsa sofisticada, Ernst Lubitsch dirigiu este clássico do cinema mudo na Alemanha, logo após a Primeira Guerra Mundial. Estrelado por Pola Negri e pelo maior ator alemão da época, Emil Jannings (“Fausto”), o filme acompanha as peripécias da amante do rei Louis XV da França até sua execução durante a Revolução Francesa.

O ESTUDANTE DE PRAGA

Lançado em 1926, este clássico expressionista do cinema mudo apresenta Conrad Veidt (“O Gabinete do Dr. Caligari”) no papel de um estudante pobre que faz pacto com um estranho que, em troca, rouba o seu reflexo contido no espelho. Uma raridade do cinema alemão, com simbolismos e trama semelhante ao “Fausto” de Goethe.

SENHORITA JULIA

O sueco Alf Sjöberg dirigiu e escreveu esta adaptação da peça homônima do dramaturgo August Strindberg (1849-1912), escrita em 1888, dissecando conflitos sociais seculares por meio do intenso encontro entre uma aristocrata e seu empregado, cuja relação desigual sofre uma inversão – com o dominado passando a dominador. Refilmado em 2014 (“Miss Julie“) por Liv Ullmann, o filme conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

ELECTRA, A VINGADORA

Depois da guerra de 10 anos contra Tróia, Agamenon volta para casa. Em sua ausência, sua esposa, Clitemnestra, esteve nos braços de um amante, que mata Agamenon logo após o seu retorno. Seus filhos, Electra e Orestes, esperam vingar, agora adultos, o assassinato do pai. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, “Electra” trouxe notoriedade ao grego-cipriota Michael Cacoyannis, que depois dirigiria o sucesso mundial “Zorba, o Grego”(1964).

AS TROIANAS

O cineasta grego Michael Cacoyannis notabilizou-se por sua trilogia de adaptações de grandes tragédias gregas, formada por “Electra, a Vingadora” (1961), “As Troianas” (1971) e “Ifigênia” (1977), todas estreladas por sua musa, Irene Papas, e adaptadas de peças de Eurípides. “As Troianas” não nega sua estrutura teatral, que valoriza ainda mais o trabalho de Papas, Katharine Hepburn, Vanessa Redgrave (foto) e Geneviève Bujold.

A VIDA DE GALILEU

Joseph Losey (de “Uma Estranha Mulher” – também em promoção na 2001) dirige esta versão da peça “Galileu Galilei”, de Bertolt Brecht, com grande elenco britânico (Topol, Edward Fox, Colin Blakely, Margaret Leighton, John Gielgud). Um dos responsáveis pela fundação da ciência moderna, Galileu apoia a teoria de Copérnico, segundo a qual a Terra gira em torno do Sol, e entra em conflito com a Igreja Católica.

O AMANHÃ É ETERNO

Orson Welles interpreta um homem dado como morto na 1ª Guerra e que reaparece – 20 anos depois – desfigurado e com nova identidade. Ele encontra acidentalmente a esposa, Elizabeth (Claudette Colbert), e descobre ter um filho, Drew. Assim, neste clássico melodrama de 1946, o protagonista precise decidir se revela ou não a sua verdadeira identidade.

ZAZIE NO METRÔ

Dirigida por Louis Malle (“Lacombe Lucien”), esta adaptação do livro de Raymond Queneau é uma adorável e excêntrica comédia francesa que transborda criatividade, com montagem e concepção visual elaboradas, e o espírito libertário da Nouvelle Vague. No filme, Zazie, garota do interior da França, tem a chance de conhecer Paris pela primeira vez, passando dois dias na capital francesa. Hospedada na casa de seu tio Gabriel (Philippe Noiret, de “Não Toque na Mulher Branca” – também em promoção), ela cultiva um sonho: andar de metrô.

AS DUAS FACES DA FELICIDADE

Precursora da Nouvelle Vague com “La Pointe Courte” (1954), Agnès Varda (“Cléo das 5 às 7“) dirige esta evocação sem culpa sobre o casamento e o desejo, refletindo sobre o significado da felicidade e a relação conjugal. Visualmente influenciado pela pintura impressionista, este é um dos mais belos trabalhos de uma das grandes diretoras da história do cinema. Nele, um pai de família casado se envolve com outra mulher, mas não quer abandonar a esposa. Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim. Aos 89 anos, Varda concorreu ao Oscar deste ano com o documentário “Visages Villages”.

PRIVILÉGIO

A premissa do filme – um artista que tem sua individualidade sacrificada, transformando-se em um produto – nunca foi tão atual em tempos de astros-relâmpagos. Dirigido pelo influente (e provocador) documentarista britânico Peter Watkins, este clássico de 1967 desconcertou a crítica com seu misto de musical, cinema-verdade e crítica à indústria cultural, em um futuro indeterminado que não esconde suas raízes nas mudanças comportamentais da virada dos anos 1960 para os 1970.

UM BEATLE NO PARAÍSO

Corroteirista do clássico “Doutor Fantástico” (1964), o escritor Terry Southern também escreveu esta anárquica comédia lançada durante a efervescência da Swinging London sessentista. Contando com a colaboração dos ex-Monty Python John Cleese e Graham Chapman no roteiro, esta sátira surreal debocha da moral e dos costumes ingleses em uma série de esquetes com a participação de Raquel Welch, Yul Brynner e Roman Polanski, em papéis bizarros.

OS CRIMES DE OSCAR WILDE

A excelência dos atores ingleses se confirma nesta crônica do processo enfrentado pelo escritor Oscar Wilde (Peter Finch, premiado com o Bafta em 1961) na década de 1890. Acusado de manter um relacionamento com outro homem, o célebre autor de “O Retrato de Dorian Gray” luta pela liberdade, expondo sua homossexualidade numa época em que a mesma era condenada com a prisão.

PAIXÃO SELVAGEM

Estreia na direção do compositor e cantor francês Serge Gainsbourg (1928-1991), a ousada história de amor entre o personagem homossexual de Joe Dallesandro e uma garçonete (Jane Birkin) provocou escândalo com sua crueza e cenas de sexo, além de eternizar a canção “Je T’Aime Moi Non Plus”, composta originalmente para Brigitte Bardot. Serge e Birkin foram casados e tiveram uma filha, a atriz e cantora Charlotte Gainsbourg (“Melancolia”).

ESPOSAMANTE

Em um de seus melhores papéis, Marcello Mastroianni interpreta um comerciante ligado a grupos anarquistas. Dado como morto, ele acompanha, à distância, cada passo da esposa Antonia, que acreditava ser frígida. Antes passiva e inerte, a personagem de Laura Antonelli vive uma fase de renascimento (inclusive sexual), assumindo seus negócios. Este drama romântico dirigido por Marco Vicario fez muito sucesso no Brasil.

MAGNICÍDIO

Mais um trabalho de vanguarda do provocador cineasta britânico Derek Jarman (de “Caravaggio”), uma alegoria sobre a sociedade inglesa em um futuro pós-apocalíptico. Considerado oficialmente o primeiro filme punk da história, “Magnicídio” é um produto de seu tempo, um filme-experimento do diretor apresentando uma Inglaterra caótica e sem-lei, na qual a rainha está morta e as ruas dominadas por gangues de jovens, orgias e violência brutal.

MAURICE

Escrito por E.M. Forster (1879-1970) e publicado postumamente, o romance “Maurice” retrata as dificuldades do personagem-título em lidar com sua homossexualidade na repressora Inglaterra do começo do século XX. A adaptação para cinema é mais uma requintada produção de Ismail Merchant com direção de James Ivory, que, aos 89 anos, acaba de receber o Oscar de melhor roteiro adaptado por filme de temática semelhante, o sucesso indie “Me Chame Pelo Seu Nome” (já em pré-venda na 2001). “Maurice” venceu o Leão de Prata no Festival de Veneza.

OS VIVOS E OS MORTOS

Último trabalho de John Huston, o filme é considerado seu testamento, com a filha Anjelica Huston no elenco e roteiro (indicado ao Oscar) do filho Tony – uma adaptação do conto “Os Mortos”, de “Os Dublinenses”, escrito por James Joyce. Como outras obras do célebre escritor irlandês, a história é uma meditação em torno do tempo e da memória: em 6 de janeiro de 1904, Dublin (Irlanda) celebra o Dia dos Reis, e, na casa das irmãs Morgan, Julia e Kate, são oferecidos uma ceia e um sarau a amigos e parentes.

EU, CHRISTIANE F., 13 ANOS, DROGADA E PROSTITUÍDA

Dirigido por Uli Edel, o filme é baseado no livro homônimo escrito pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck a partir de depoimentos de Christiane Felscherinow. Com cenas fortes, o relato marcou época e continua a chocar, apresentando um retrato melancólico e sem retoques do ocaso de uma jovem que sucumbe ao inferno das drogas. Curiosidade: na trama, Christiane vai a um show do saudoso David Bowie que, além de fazer uma ponta, marca presença na trilha sonora, composta por várias músicas de sua fase alemã, como a inesquecível “Heroes”.

OVOS DE OURO

Famoso por retratar, desde seus primeiros filmes, a sexualidade e as aspirações da classe média espanhola, Bigas Luna dirigiu esta história de ascensão e queda de um típico machão hispânico, cujas motivações materiais compõem um quadro crítico do homem contemporâneo. Com título sugestivo, o filme traz no elenco Javier Bardem, já se notabilizando como galã, e uma pequena participação de Benicio Del Toro. Prêmio Especial do Júri no Festival de San Sebastián.

SEGUNDA PELE

Produção espanhola centrada no dilema vivido pelo personagem de Jordi Mollà (“Profissão de Risco”), dividido entre a sensação de normalidade do casamento e o desejo compartilhado com o amante – interpretado por Javier Bardem, com quem protagoniza ousadas cenas de sexo. Sem apontar culpados, o filme explora a dor advinda da traição, sem esquecer também do ponto de vista da esposa.

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 E S T O Q U E S    L I M I T A D O S

DICAS PARA O FERIADO!

Confira a seguir as sugestões da equipe 2001 Vídeo:

As Troianas
(Trojan Women, GRE/ING/EUA, 1971, Cor, 105’)
Cult Classic – Drama – 12 anos
De: Michael Cacoyannis
Com: Katharine Hepburn, Vanessa Redgrave, Irene Papas

O cineasta grego Michael Cacoyannis notabilizou-se por sua trilogia de adaptações de grandes tragédias gregas, formada por Electra, a Vingadora (1961), As Troianas (1971) e Ifigênia (1977), todas estreladas por sua musa, Irene Papas, e adaptadas de peças de Eurípides.

As Troianas não nega sua estrutura teatral, que valoriza ainda mais o trabalho de suas grandes atrizes.

 

* Melhor atriz pelo National Board of Review dos EUA (Irene Papas)

 

 Revolução Francesa
(The French Revolution, EUA, 2005, Cor, 134’)
Log On – Documentário – 14 anos
De: Doug Shultz

Gritos de liberdade ecoam pelos becos de Paris do final do século XVIII. Os pobres clamam por igualdade. Os oprimidos exigem fraternidade. Da onda de insatisfação, nasce um movimento que mais tarde tomaria conta da França e contaminaria o mundo: o Iluminismo.

Naquela que era a nação mais rica do mundo, eclodiu a Revolução Francesa. Poderosas forças políticas e sociais saíram às ruas para mudar definitivamente o curso da história.

Extras: A trajetória do monarca francês Luís XIV

Vicky Cristina Barcelona
(Idem, ESP/EUA, 2008, Cor, 96’)
Imagem Filmes – Arte – 12 anos
De: Woody Allen
Com: Rebecca Hall, Scarlett Johansson, Javier Bardem, Penélope Cruz

Rodado em Barcelona por encomenda do governo espanhol, o filme tornou-se o maior sucesso de público de Woody Allen em sua fase recente na Europa, iniciada com Match Point (2005), e revela um cineasta rejuvenescido aos 73 anos de idade, ainda capaz de expressar paixão pela vida e seus personagens. Allen mostra diferentes formas de amar por meio de elenco inspirado: a inglesa Rebecca Hall, como a contida Vicky; a atual musa do cineasta, Scarlett Johansson, como a voluptuosa e impulsiva Cristina, sempre em busca de novas experiências; e Javier Bardem e Penélope Cruz, como um recém-separado casal de artistas hedonistas. Com música espanhola (incluindo Paco de Lucía) e belas locações, muito do êxito de Vicky Cristina Barcelona deve-se ao talentoso e atraente elenco, mas também nos faz pensar nos tempos conservadores em que vivemos, em que só mesmo Woody Allen para transcender as convenções e ideais monogâmicos vigentes, refletindo sobre as amarras da paixão, pois, como diz o personagem de Bardem, “só um amor não realizado pode ser romântico”.
* Oscar, Bafta e National Board of Review de melhor atriz coadjuvante (Penélope Cruz). Globo de Ouro de melhor filme (comédia ou musical)

Meu Irmão É Filho Único
(Mio Fratello è Figlio Unico, ITA/FRA, 2007, Cor, 108’)
Playarte – Cinema Europeu – 14 anos
De: Daniele Luchetti
Com: Elio Germano, Riccardo Scamarcio, Diane Fleri

O cinema italiano possui uma longa tradição de filmes políticos, o chamado “cinema de empenho civil”, que atingiu seu auge nos anos 60 e 70, com cineastas engajados como Bernardo Bertolucci, Marco Bellocchio e Elio Petri. Nesta década, a cinematografia italiana ganha novo fôlego com diferentes produções que revisitam o passado do país, entre elas O Melhor da Juventude (2003), de Marco Tullio Giordana, e Meu Irmão É Filho Único (2007), de Daniele Luchetti, ambos escritos pela mesma dupla de roteiristas, Sandro Petraglia e Stefano Rulli. No filme de Luchetti, toda a efervescência política do período é reconstituída em confrontos inflamados vividos por dois irmãos bastante diferentes: o fascista Accio, adepto de Mussolini, e o comunista Manrico, defensor da classe operária.

* David di Donatello de melhor roteiro, montagem, ator (Elio Germano) e atriz coadjuvante (Angela Finocchiaro).

 
Rede de Mentiras
(Body of Lies, EUA, 2008, Cor, 128’)
Warner – Aventura – 16 anos
De: Ridley Scott
Com: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe

Thriller de espionagem ambientado no Oriente Médio, baseado em livro de David Ignatius, jornalista do The Washington Post. Sua trama reflete o novo mapa do terrorismo mundial após os atentados de 11 de setembro nos EUA.

Com locações em países como Jordânia, Emirados Árabes, Síria e Turquia, o filme combina a excelência técnica habitual dos filmes de Ridley Scott com o engenhoso roteiro de William Monahan (Oscar por Os Infiltrados), diferenciado de outras produções do gênero pela trama sem heróis ou vilões; seus personagens, incluindo os dois astros principais, apresentam algum tipo de ambiguidade moral ou política. Monahan inverte estereótipos, mostrando os oficiais americanos, principalmente o personagem de Crowe, como agentes provincianos, burocratas e inconfiáveis; em contrapartida, o chefe da inteligência jordaniana vivido pelo ator inglês Mark Strong – que rouba todas as cenas — é astuto e possui princípios morais definidos.

Sugestões da equipe 2001 Vídeo.

A TRAGÉDIA GREGA POR MICHAEL CACOYANNIS

Michael Cacoyannis (1922–2011)

Falecido em 25 de julho deste ano, aos 89 anos, o diretor foi um dos maiores nomes do cinema grego entre as décadas de 1960 e 1970. Nascido na ilha de Chipre, estudou Direito na Inglaterra, onde trabalhou na BBC. De volta à Grécia, alcançou o maior sucesso de sua carreira com o clássico Zorba, O Grego (1965), mas ficou marcado mesmo por sua “Trilogia Troiana”, formada por três filmes adaptados de peças de Eurípides: Electra, A Vingadora (1961), As Troianas (1971) e Iphigenia (1977). Agora disponíveis em DVD no Brasil, os três longas têm como pano de fundo a Guerra de Tróia e, em primeiro plano, o sofrimento humano causado pelas mudanças políticas. Electra mostra como o abuso do poder político não sai impune e a revolução sangrenta subseqüente; em As Troianas, os vitoriosos sacrificam parentes inocentes de seus inimigos; e, em Iphigenia, quem escolhe a guerra deve estar preparado para pagar o seu preço – a morte de crianças. Quantos inocentes podem ser sacrificados?

A união entre Eurípides e Cacoyannis prova que os mitos gregos são atemporais.

MICHAEL CACOYANNIS EM DVD NA 2001:

Electra
(Ilektra, GRE, 1962, P&B, 110′)
Cult Classic – Arte – 14 anos
Com: Irene Papas, Giannis Fertis, Aleka Katselli

A face da tragédia: Electra é interpretada por Irene Papas, a atriz mais famosa da Grécia, presente em quase todos os filmes de Cacoyannis

Depois da guerra de 10 anos contra Tróia, Agamenon volta para casa. Em sua ausência, sua esposa, Clitemnestra, esteve nos braços de um amante, que mata Agamenon logo após o seu retorno. Seus filhos, Electra e Orestes, esperam vingar, agora adultos, o assassinato do pai.
* Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro

Zorba, O Grego
(Zorba the Greek, GRE/ING, 1964, P&B, 142′)
Com: Anthony Quinn, Alan Bates, Irene Papas, Lila Kedrova

Filme mais famoso do diretor, Zorba, O Grego imortalizou Anthony Quinn (em cena, ao lado de Alan Bates) no papel principal. Indicado em sete categorias do Oscar, incluindo melhor filme e direção, conquistou o prêmio de melhor atriz coadjuvante (Lila Kedrova), direção de arte e fotografia (em p&b)

Na ilha grega de Creta, Basil, um tímido e reservado escritor inglês, faz amizade com Zorba, um camponês extrovertido e exuberante com um incrível amor pela vida.

As Troianas
(The Trojan Women, GRE, 1971, Cor, 105′)
Cult Classic – Arte – Verifique a classificação indicativa
Com: Katharine Hepburn, Vanessa Redgrave, Geneviève Bujold, Irene Papas

Vanessa Redgrave no papel de Andrômaca em As Troianas

A tragédia de Hécuba, rainha vencida que, ao lado de outras mulheres de Tróia, resistem em perder sua querida cidade e entregá-la aos vencedores gregos.

Iphigenia
(Idem, GRE, 1977, Cor, 127′)
New Line – Arte – 12 anos
Com: Tatiana Papamoschou, Irene Papas, Kostas Kazakos

Irene Papas interpreta Cliteminestra, personagem de Iphigenia obrigada a encarar a maior tragédia que uma mãe pode suportar: a perda de um dos filhos

O exército grego está prestes a navegar para a grande Guerra de Tróia. Enquanto aguardam a partida, os soldados ficam cansados, famintos e aborrecidos. Seu líder, o Rei Agamenon, na procura por comida, acidentalmente mata o animal sagrado do templo da deusa Ártemis. Como punição, o Grande Sacerdote do templo o condena a sacrificar sua própria filha, Iphigenia.
* Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro

DICAS PARA O FIM DE SEMANA

Confira a seguir as sugestões da equipe 2001 Vídeo:

O Pagamento Final
(Carlitos Way, EUA, Cor, 144′)
De: Brian De Palma
Com: Al Pacino, Sean Penn, Penelope Ann Miller

Carlito (Al Pacino) é um ex-criminoso que acaba de deixar a cadeia graças à competência de seu advogado (Sean Penn). Tudo o que ele quer é viver a sua vida em paz, sem se meter em mais problemas; mas os problemas, pelo jeito, não deixam de querer se meter com Carlito.

Grande diretor, por vezes subestimado, Brian de Palma faz aqui mais um retrato cru da vida do crime nos EUA, com Pacino interpretando com fúria e paixão o personagem principal, como já havia feito em outra obra-prima do diretor, Scarface (1983). Sean Penn, como o advogado viciado, é outro destaque. Mas a estrela aqui é De Palma, que a cada cena, a cada “ação” gritado, mostra como é bom diretor.

Sugestão de
Thiago H. Farias
Colaborador da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP

Corações em Conflito
(Mammoth, ALE/DIN/SUE, 2009, Cor, 120′)
De: Lukas Moodysson
Com: Gael García Bernal, Michelle Williams, Sophie Nyweide, Thomas McCarthy

O sueco Lukas Moodysson ganhou notoriedade, em especial no Brasil, por ganhar o prêmio principal no Festival Mix Brasil com o filme Amigas de Colégio (Fucking Åmål, 1998, inédito em DVD). Seu trabalho mais recente, Corações em Conflito, esmiuça com complexidade e clareza o comportamento de um casal, e sugere a ideia de que talvez, um dia, a raça humana seja extinta. Gael García Bernal e Michelle Williams convencem e comovem ao dar vida a personagens complexos, em crise de identidade. O filme pode não mudar o mundo, mas pode fazer você olhar para o mundo de outra maneira.

Sugestão de
Marcelo Rodrigo
Colaborador da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP

A Verdade Nua e Crua
(The Ugly Truth, EUA, 2009, Cor, 96′)
De: Robert Luketic
Com: Katherine Heigl, Gerard Butler, Bree Turner

Katherine Heigl e Gerard Butler são os protagonistas dessa hilária batalha entre os sexos.
A atriz interpreta Abby, produtora de um show matinal que espera demais dos homens e não consegue manter um relacionamento amoroso, enquanto Butler vive Mike, astro de TV que sabe que os homens só pensam em sexo. Como em outras comédias (Noiva em Fuga, Juntos pelo Acaso) em que a “mocinha” inicialmente odeia o “mocinho”, os dois personagens inicialmente não se suportam, mas Abby acaba aceitando os conselhos de Mike sobre relacionamento, e ele aprende que as mulheres valorizam muito mais do que a aparência.

Sugestão de
Natalia Cavalcante
Colaboradora da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP

Um Crime de Mestre
(Fracture, EUA, 2007, Cor, 113′)
De: Gregory Hoblit
Com: Anthony Hopkins, Ryan Gosling, David Strathairn, Rosamund Pike

O thriller mostra como uma pessoa pode ser inocentada se não houver provas contra ela, mesmo que tenha confessado o crime, revelando a fragilidade do sistema judiciário. Ted Crawford descobre a traição da mulher, a mata e chama a policia, mas nenhuma prova é encontrada contra ele. Assim, o ascendente procurador público Willy Beachum, prestes a ingressar num disputado escritório de advocacia, assume o caso, achando-o muito simples, mas acaba sendo manipulado pelo rico (e frio) empresário. Nesse jogo de gato e rato em busca da verdade, vê sua carreira desmoronar. Dirigido por Gregory Hoblit, de outro bom suspense com trama de tribunal – Duas Faces de um Crime (1996) -, Um Crime de Mestre se sustenta, principalmente, pelo embate entre seus dois atores principais: o veterano Anthony Hopkins (Oscar por O Silêncio dos Inocentes) e Ryan Gosling (Namorados para Sempre), protagonista de duas elogiadas produções com previsão de estreia no Brasil no início de 2012 – Drive, de Nicolas Winding Refn, e Tudo pelo Poder, novo drama político de George Clooney.

Sugestão de
Pedro Soares
Colaborador da 2001 Paulista
Av. Paulista, 726, Bela Vista – São Paulo – SP

O Inquilino
(The Tenant, EUA/FRA, 1976, Cor, 126′)
De: Roman Polanski
Com: Roman Polanski, Isabelle Adjani, Melvyn Douglas, Shelley Winters, Lila Kedrova

Além de dirigir, Roman Polanski interpreta o personagem principal, um polonês que se vê diante de estranhos acontecimentos no prédio onde mora, em crescente de paranoia e loucura que remete a obras anteriores do diretor – Repulsa ao Sexo (1965) e O Bebê de Rosemary (1968) -, compondo o que alguns chamam de “trilogia do apartamento”. Nesses filmes, o verdadeiro horror não é sobrenatural, mas interno e potencializado pela presença do “outro”, ambientes claustrofóbicos e personagens reprimidos.

More
(Idem, FRA/ALE/LUX, 1969, Cor, 116′)
De: Barbet Schroeder
Com: Mimsy Farmer, Klaus Grunberg

Antes de fazer carreira em Hollywood, Barbet Schroeder dirigiu filmes tematicamente ousados como sua estreia, More, e Maitresse (1976), sobre uma relação sadomasoquista. More mostra o relacionamento autodestrutivo entre o alemão Stefan e a americana Estelle, em que nenhum dos dois consegue se satisfazer. A lisérgica trilha sonora do Pink Floyd é o complemento perfeito para as belas locações em Paris e Ibiza, filmadas por Nestor Almendros (Oscar por Dias de Paraíso, de Terrence Malick).

As Troianas
(Trojan Women, GRE/ING/EUA, 1971, Cor, 105′)
De: Barbet Schroeder
Com: Katharine Hepburn, Vanessa Redgrave, Irene Papas, Geneviéve Bujold

O cineasta grego-cipriota Michael Cacoyannis notabilizou-se com sua trilogia de adaptações de grandes tragédias gregas, formada por Electra, a Vingadora (1961), As Troianas (1971) e Iphigenia (1977), todas estreladas por sua musa, Irene Papas, e adaptadas de peças de Eurípedes. Recriando a tragédia de Hécuba, rainha vencida que, junto com outras mulheres de Tróia, resiste em entregar sua querida cidade aos vencedores gregos, As Troianas não nega sua estrutura teatral, que valoriza ainda mais o trabalho de suas grandes atrizes.

Sugestões da equipe 2001 Vídeo