Catherine Deneuve

ENTRE AS NOVIDADES DO MÊS, JEFF BRIDGES, KEANU REEVES, CATHERINE DENEUVE E MUITO MAIS!

A QUALQUER CUSTO

Espécie de faroeste moderno em tempos de recessão econômica, o filme do diretor David Mackenzie (“Sentidos do Amor”) acompanha os irmãos Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster) Howard em uma série de assaltos a bancos numa região pobre do Texas. Em seu encalço está Marcus Hamilton (Jeff Bridges, indicado ao Oscar de ator coadjuvante), um Texas Ranger prestes a se aposentar. Com muito subtexto social, “A Qualquer Custo” concorreu ainda ao Oscar de melhor filme, roteiro original e montagem.

JOHN WICK – UM NOVO DIA PARA MATAR

Keanu Reeves reencontra Laurence Fishburne, seu parceiro de “Matrix“, nesta elogiada continuação do cult de ação “De Volta ao Jogo”, de 2014. O astro repete o papel do assassino de aluguel, que desta vez é forçado a uma última missão por um perigoso mafioso italiano, interpretado por Riccardo Scarmacio (de “O Primeiro que Disse”). Com belas locações em Roma, o filme tem tudo para agradar aos fãs do primeiro filme, com cenas de ação incrivelmente coreografadas e estilizadas.

HOMEM ARANHA – DE VOLTA AO LAR

Com mais de 6,6 milhões de espectadores nos cinemas, o filme dá novo fôlego à franquia, mostrando suas origens do personagem. Depois de lutar ao lado dos Vingadores, Peter Parker (Tom Holland, revelado em “O Impossível”) retorna para casa e à rotina escolar, ao mesmo tempo em que tenta provar para Tony Stark (Robert Downey Jr.) que é um super-herói de verdade. Com muito bom humor, o filme enfoca o rito de passagem do protagonista sem deixar de lado a aventura, com Michael Keaton como o vilão Abutre.

E VEJA TAMBÉM:
Coleção Homem-Aranha (6 Filmes)

O REENCONTRO

Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês deste ano, o longa tem como destaque o embate entre duas grandes atrizes: Catherine Deneuve (“Indochina“) e Catherine Frot (de “Marguerite”, em promoção na 2001). Frot interpreta Claire, uma experiente (e solitária) parteira que tem sua vida virada de cabeça para baixo com o retorno de Beatrice (papel de Deneuve), a extravagante ex-amante de seu falecido pai. Direção e roteiro de Martin Provost (“Violette”).

A VIAGEM DE FANNY

Inspirada na autobiografia homônima de Fanny Ben-Ami, esta aventura infantil acompanha a história real da autora, que aos 12 anos liderou um grupo de crianças em fuga da França para a fronteira com a Suíça durante a ocupação nazista, em 1943. Estrelado por Léonie Souchaud e Cécile de France, o filme fez parte da programação do Festival Varilux de Cinema Francês 2017.

MÁS NOTÍCIAS PARA O SR. MARS

Mais um trabalho inusitado de Dominik Moll, diretor de “Lemming” (2005) e “O Monge” (2011), filmes marcados pelo insólito e imagens delirantes. Na comédia do absurdo “Más Notícias”, François Damiens (de “A Família Bélier”) vive Philippe Mars, um homem pacato que faz o possível para ser um bom pai, ex-marido e irmão compreensível, apesar do (mau) comportamento daqueles a sua volta.

DÉGRADÉ

Escrito e dirigido pelos irmãos gêmeos Arab Nasser e Tarzan Nasser, o filme acompanha um dia no salão de beleza da imigrante russa Christine (Victoria Balitska), situado em Gaza. O terror e a opressão na região permeiam as confidências de diferentes mulheres – uma delas interpretada por Hiam Abbass – que acabam presas ali, em meio ao caos nas ruas. Exibido em Cannes e no Festival de Toronto em 2015

SOUNDTRACK

Estreia da dupla 300ml na direção, o filme narra a história de Cris (Selton Mello), um artista brasileiro que viaja até uma estação de estudos isolada no Ártico para se dedicar a um novo projeto. Durante sua estadia, entra em contato com pesquisadores ali instalados – entre eles um cientista que estuda o aquecimento global (papel do inglês Ralph Ineson, de “Game of Thrones”) e um botânico (vivido por Seu Jorge).

CORAÇÃO DE CACHORRO

Escrito e dirigido por Laurie Anderson, música e ex-parceria de Lou Reed, o documentário traz reflexões da multiartista sobre a morte a partir de temas pessoais, como o falecimento de sua cadela Lolabelle, e assuntos mais amplos, como os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. Premiado no Festival de Cinema de Veneza, o filme foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de SP.

BOX GRANDES DIRETORES

Em “Woody Allen – Um Documentário”, O escritor, diretor, ator, comediante e músico nova-iorquino permitiu que sua vida e processo criativo fossem registrados, com acesso sem precedentes. Já em “Roman Polanski – Memórias”, o polêmico diretor polonês fala sobre sua tumultuada história de vida e carreira em uma conversa com Andrew Braunsberg.

MEMÓRIAS EM VERDE E ROSA

O documentário de Pedro Von Krüger resgata histórias do morro da Mangueira, berço da Estação Primeira e de várias lendas do samba. Tantinho, Nelson Sargento, Delegado e outros relembram as dificuldades enfrentadas antes do reconhecimento como artistas e moradores ilustres de uma das comunidades mais famosas do Rio de Janeiro.

TUDO E TODAS AS COISAS

Adaptação do best seller homônimo de Nicola Yoon, o filme é mais um sensível drama centrado em jovens em crise – e seu processo de amadurecimento. Como Maddie (Amandla Stenberg), que, aos 18 anos, vive confinada em casa devido a uma doença rara – a Síndrome da Imunodeficiência Combinada. Até que um novo vizinho começa a mudar sua vida.

DICA DA EQUIPE 2001: ROMAN POLANSKI

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De ascendência judaica russo-polonesa, Roman Polanski conheceu de perto os horrores da Segunda Guerra Mundial perdendo sua mãe em um campo de concentração. Anos mais tarde, ingressaria em um grupo de teatro e trabalharia como ator sob a direção do mestre Andrzej Wajda em “Geração”.

Realizou seu primeiro filme no inicio dos anos 60 ainda na Polônia. Mudou-se para a Inglaterra onde faria o angustiante “Repulsa ao Sexo” com Catherine Deneuve.

Hollywood viria em 1968 com o clássico do terror psicológico “O Bebê de Rosemary”.

Alugue "O Bebê de Rosemary" na 2001

Alugue “O Bebê de Rosemary” na 2001

Nesta época, outra tragédia em sua vida particular, sua esposa, Sharon Tate (“A Dança dos Vampiros”), foi brutalmente assassinadas pelos seguidores do fanático Charles Manson.

A Dança dos Vampiros, com Sharon Tate

A Dança dos Vampiros, com Sharon Tate

Nos anos que se seguiram, Polanski recuperou-se e realizou uma série de filmes memoráveis como o “Chinatown“, “O Inquilino” e “Piratas“.

Polanski foi laureado com a Palma de Ouro em Cannes pelo drama “O Pianista”, produção indicada a vários prêmios Oscar®, incluindo de melhor diretor e realizou trabalhos aclamados como “Oliver Twist”, “O Escritor Fantasma” e “Deus da Carnificina”.

Em “Roman Polanski: Curta-Metragens”o mestre do cinema europeu nos apresenta seus primeiros trabalhos: Sete curtas-metragens que combinam fantasia e uma realidade cotidiana muito próxima ao “cinema vérité”. Criando ambientes de tensão em vez de momentos comoventes. Violência, humor absurdo, compromisso social, voyerismo; constantes no cinema de Polanski, que já se apresentam nas suas primeiras obras, mostrando um estilo único e inovador.

Veja a filmografia do diretor na 2001 e alugue sem sair de casa:
www.2001emcasa.com.br

Clique na imagem para acessar a filmografia de Roman Polanski

Clique na imagem para acessar a filmografia de Roman Polanski

 

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70 ANOS DE CATHERINE DENEUVE

MUSA DE ALGUNS DOS MAIS IMPORTANTES DIRETORES DO CINEMA EUROPEU, A DIVA FRANCESA COMPLETA HOJE 70 ANOS, AINDA NA ATIVA.

A terceira de quatro filhas do casal de atores Maurice Dorléac e Renée Deneuve nasceu em 22 de outubro de 1943, em Paris, e estreou no cinema aos 13 anos, com um pequeno papel em Les Collégiennes (1956), ainda sob o nome de Catherine Dorléac. Ela logo mudou o sobrenome para Deneuve, para não ser confundida com a irmã, a também atriz Françoise Dorléac (de Armadilha do Destino). Em 1961, teve seu primeiro papel importante: em O Vício e a Virtude, de Roger Vadim (E Deus Criou a Mulher), com quem teve uma tumultuada relação, além de um filho.

Catherine Deneuve e seu primeiro grande amor, o “cineasta-galã” Roger Vadim, famoso por seus romances com

Mas o sucesso veio mesmo somente em 1964 com o charmoso musical Os Guarda-Chuvas do Amor, dirigido por Jacques Demy (1931–1990) e vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes.

A atriz em início de carreira no clássico do romantismo “Os Guarda-Chuvas do Amor”

Catherine Deneuve casou-se em 1965 com o badalado David Bailey, fotógrafo inglês que inspirou a criação do personagem central de Blow-up – Depois Daquele Beijo (1966), de Michelangelo Antonioni.

O fotógrafo interpretado por David Hemmings em “Blow-up- Depois Daquele Beijo” teria sido inspirado em David Bailey, namorado de Catherine na época

Em 1968, a atriz teve uma curta relação com François Truffaut, com quem filmou A Sereia do Mississipi, e em seguida engatou um intenso romance com Marcello Mastroianni, com quem teve uma filha, Chiara Mastroianni, hoje uma experiente atriz de filmes como Um Conto de Natal (2008), Bem Amadas (2011) e Não, Minha Filha, Você Não Irá Dançar (200), ambos disponíveis para locação na 2001 Vídeo.

Já conhecida internacionalmente, graças à sua participação em Repulsa ao Sexo (1965), de Roman Polanski, e Duas Garotas Românticas (1967), seu último trabalho ao lado da irmã Françoise, que morreria pouco depois em um acidente de carro, Catherine estrelou o filme que consolidaria sua imagem de símbolo sexual fria, distante e elegante: A Bela da Tarde (1967), de Luis Buñuel. O ousado (para a época) retrato surrealista de uma dona de casa burguesa e sexualmente insatisfeita, que passa as tardes em um bordel, lhe valeu uma indicação ao Bafta de melhor atriz e o filme conquistou o Leão de Ouro no Festival de Veneza.

Dois estudos da sexualidade feminina reprimida: a atriz em "Repulsa ao Sexo", de Roman Polanski, e mais abaixo, em "A Bela da Tarde", de Luis Buñuel

Dois estudos da sexualidade feminina reprimida: a atriz em “Repulsa ao Sexo”, de Roman Polanski, e mais abaixo, em “A Bela da Tarde”, de Luis Buñuel

Luis Buñuel dirige Catherine em “A Bela da Tarde”, filme que a transformou em símbolo sexual

Apesar de todo o sucesso na Europa, a atriz sempre evitou Hollywood, atuando apenas em Um Dia em Duas Vidas (1969), ao lado de Jack Lemmon, e no violento Crime e Paixão (1975), em que interpreta uma prostituta. Contudo, seu trabalho mais significativo na América acabou sendo mesmo uma série de anúncios e comerciais realizados nos anos 1970 para o perfume Chanel nº 5.

Na década seguinte, a loira de beleza glacial ganharia seu primeiro César, o Oscar francês, por sua última parceria com Truffaut, O Último Metrô (1980). Ela repetiria o prêmio em 1992 com Indochina, pelo qual concorreu pela primeira vez ao Oscar de melhor atriz.

Catherine em Indochina: sua primeira (e única) indicação ao Oscar de melhor atriz. A musa francesa perdeu o prêmio para Emma Thompson, de “Retorno a Howards End”

Em 1983, Catherine estrelou um dos maiores cult movies dos anos 1980: o terror “chic” Fome de Viver, como uma vampira ao lado de David Bowie. A estreia no cinema de Tony Scott, irmão de Ridley e diretor de filmes de ação como Chamas da Vingança e Incontrolável, ficou eternizada na memória dos modernos da época por sua cena inicial ao som de Bela Lugosi’s Dead, da banda Bauhaus, e pela memorável cena de amor entre Catherine e a então novata Susan Sarandon. Bem antes da moda de Crepúsculo, True Blood e congêneres, Catherine mostrava o que era ser uma vampira realmente sedutora – e, principalmente, com classe.


A partir da década de 1990, a musa francesa diversificou ainda mais sua carreira, trabalhando com alguns dos cineastas mais interessantes e autorais do período, como Leos Carax (Pola X), Lars Von Trier (Dançando no Escuro), Manoel de Oliveira (Um Filme Falado) e Arnaud Desplechin (Reis e Rainha). E uma rara exceção: uma pequena participação como uma das pacientes da 4ª temporada da ousada série norte-americana Nip/Tuck.


Fluente em italiano e francês, além de dominar razoavelmente o inglês e o alemão, Catherine é uma bem-sucedida mulher de negócios. Dona de sua própria grife de perfume e desenhista de jóias, sapatos e óculos, a discreta e elegante estrela do cinema europeu foi a musa para inúmeras criações do estilista Yves Saint-Laurent (1936–2008), seu amigo pessoal.

Catherine e o amigo Yves Saint-Laurent

Mãe de dois filhos, Christian Vadim e Chiara Mastroianni, a atriz não quis ter nenhum envolvimento com o livro Catherine Deneuve, Une Biographie, biografia não-autorizada escrita por Alexandre Fache. Em 2007, ela publicou suas memórias no livro Private Diaries Of Catherine Deneuve.

Avessa a badalação e ao circo midiático, a atriz evita entrevistas e a exposição excessiva. Em junho de 2011, esteve no Brasil para divulgação de Potiche – Esposa Troféu durante o Festival Varilux de Cinema Francês. Depois de atuar pela segunda vez sob a direção de François Ozon em Potiche, a atriz participou de Bem Amadas (2011), Linhas de Wellington (2012), Astérix e Obélix a Serviço de Sua Majestade (2012) e Ela Vai (2013), que integra a programação da 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Com mais trabalhos engatilhados para 2014, ao lado de cineastas como André Téchiné (L’homme que l’on aimait trop) e Benoît Jacquot (Trois coeurs), a diva francesa parece que não vai parar tão cedo.

“Quem diz que sou misteriosa, fria, enigmática e impenetrável, tem uma impressão superficial a meu respeito. Pareço misteriosa apenas porque me recuso a responder certas perguntas.”
Catherine Deneuve

Séverine ou Belle de Jour: a emblemática personagem que ajudou a consolidar a persona cinematográfica de Catherine Deneuve

CATHERINE DENEUVE EM DVD NA 2001:

Os Guarda-Chuvas do Amor (1964)
Repulsa ao Sexo (1965)
Duas Garotas Românticas (1967)
A Bela da Tarde (1967)
Mayerling (1968)
A Chamada do Amor (1968)
Manon 70 (1968)

Catherine, no auge da beleza, no melodrama romântico "Manon 70"

Catherine, no auge da beleza, no melodrama romântico “Manon 70”

A Sereia do Mississipi (1969)
Pele de Asno (1970)
Tristana – Uma Paixão Mórbida (1970)
Dinheiro Sujo / Expresso para Bordeaux (1972)
A Cadela (1972)
Um Homem em Estado Interessante (1973)
Não Toque na Mulher Branca (1974)
Crime e Paixão (1975)
O Selvagem (1975)
Marche ou Morra (1977)

François Truffaut dirige Catherine Deneuve em "O Último Metrô", filme que valeu à atriz o primeiro prêmio César de sua carreira. O segundo viria em 1994, com "Minha Estação Favorita"

François Truffaut dirige Catherine Deneuve em “O Último Metrô”, filme que valeu à atriz o primeiro prêmio César de sua carreira. O segundo viria em 1993, com “Indochina”

O Último Metrô (1980)
O Choque (1982)
Fome de Viver (1983)
Fort Saganne – O Herói do Deserto (1984)
Indochina (1992)
Place Vendôme (1998)
O Tempo Redescoberto (1999)
Leste / Oeste – O Amor no Exílio (1999)
Pola X (1999)

Ao lado da cantora Bjork em "Dançando no Escuro", drama musical de Lars Von Trier que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2000

Ao lado da cantora Bjork no drama musical “Dançando no Escuro”, Catherine trabalhou com o polêmico Lars Von Trier e o filme conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2000

Dançando no Escuro (2000)
A Vingança do Mosqueteiro (2001)
8 Mulheres (2002)

Catherine integra o brilhante elenco de "8 Mulheres", sucesso do diretor François Ozon, com quem a atriz voltaria a trabalhar em "Potiche"

Catherine integra o brilhante elenco de “8 Mulheres”, sucesso do diretor François Ozon, com quem a atriz voltaria a trabalhar em “Potiche”

Um Filme Falado (2003)
Reis e Rainha (2004)
Tempos que Mudam (2004)
Palácio Real (2005)
Marcello – Uma Vida Doce (2006) documentário
Segredos de Cabaré (2006)
Persépolis (2007) voz

Um dos últimos (e melhores) trabalhos da atriz, como a matriarca de “Um Conto de Natal”

Um Conto de Natal (2008)
Diário Perdido (2009)
Potiche – Esposa Troféu (2010)
Esses Amores (2010)
Bem Amadas (2011)

Catherine e sua filha Chiara brilham no drama pontuado por belas canções que perpassam décadas da trajetória afetiva das personagens

Catherine e sua filha Chiara Mastroianni brilham em “Bem Amadas”, drama pontuado por belas canções que perpassam décadas da trajetória afetiva das personagens

Astérix e Obélix a Serviço de Sua Majestade (2012)

“BEM AMADAS”: MÃE E FILHA NO CINEMA E NA VIDA REAL

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Apaixonado pela Nouvelle Vague, Christophe Honoré (“Em Paris”) homenageia o movimento cinematográfico francês e clássicos como “Os Guarda-Chuvas do Amor” em sequências musicais e encontros e desencontros amorosos ambientados em diferentes épocas

Bem Amadas
(Les Bien-Aimés, FRA, 2011, Cor, 139′)
Imovision – Cinema Europeu –16 anos
Direção: Christophe Honoré
Elenco: Catherine Deneuve, Ludivine Sagnier, Chiara Mastroianni, Louis Garrel, Milos Forman, Paul Schneider

Sinopse: De Paris na década de 1960 à Londres nos anos 2000, a trajetória de mãe e filha a partir de seus relacionamentos amorosos.

 
Admirador e discípulo confesso da Nouvelle Vague francesa, Christophe Honoré continua a fórmula de Em Paris e Canções de Amor, introduzindo números musicais para dar um toque de lirismo e leveza às tragédias pessoais de Bem Amadas.

A narrativa intercala a vida amorosa de Madeleine e Véra, mãe e filha interpretadas, respectivamente, por Catherine Deneuve e Chiara Mastroianni (filha da veterana atriz e Marcello Mastroianni na vida real). Logo no início, a personagem de Chiara relembra a trajetória da mãe, prostituta em Paris na década de 1960. Madeleine cai de amores por um tcheco, com quem se casa, mas a invasão de Praga pelos russos em 1968 muda a vida de todos e o filme avança para 1978, com ela casada pela segunda vez e o diretor Milos Forman no papel do primeiro marido, agora um comunista subversivo. “Sou a vida sexual dos meus pais, é só o que sou”, relembra Véra.

O grande cineasta tcheco Milos Forman (Amadeus") dá uma palhinha como ator ao lado de Catherine Deneuve e Chiara Mastroianni, mãe e filha na tela e na vida real

O grande cineasta tcheco Milos Forman (Amadeus”) dá uma palhinha como ator ao lado de Catherine Deneuve e Chiara Mastroianni, mãe e filha na tela e na vida real

Finalmente, em 1997, Madeleine sai de cena para a entrada de Chiara, a filha. Apaixonada por um roqueiro homossexual (o americano Paul Schneider) em Londres, e amada por Louis Garrel (ator-assinatura do diretor Honoré), a personagem vai ter uma vida amorosa tão movimentada (e atribulada) quanto a da mãe.

E é Madeleine/Catherine, no final, quem melhor explica essa ciranda de histórias de amor: “O que é melhor, estar no lugar de quem é amado ou de quem ama?”.

Catherine e sua filha Chiara brilham no drama pontuado por belas canções que perpassam décadas da trajetória afetiva das personagens

Catherine e sua filha Chiara brilham no drama pontuado por belas canções que perpassam décadas da trajetória afetiva das personagens

LANÇAMENTOS DO CINEMA FRANCÊS

ACABAM DE CHEGAR PARA LOCAÇÃO NAS LOJAS DA 2001 VÍDEO DOIS GRANDES SUCESSOS DO CINEMA FRANCÊS: POTICHE – ESPOSA TROFÉU E MINHAS TARDES COM MARGUERITTE, AMBOS ESTRELADOS POR GÉRARD DEPARDIEU.

Mais um reencontro de Catherine Deneuve e Gérard Depardieu no cinema, dessa vez em Potiche, agora disponível em DVD para locação na 2001

Potiche – Esposa Troféu
(Potiche, FRA, 2010, Cor, 102′)
Imovision – Cinema Europeu – 12 anos
De: François Ozon
Com: Catherine Deneuve, Gérard Depardieu, Fabrice Luchini, Jérémie Renier

Sinopse: Suzanne é esposa de Robert Pujol, rico e prepotente dono de uma indústria de guarda-chuvas. Quando os trabalhadores resolvem entrar em greve, ela entra em cena para administrar a situação e, posteriormente, a fábrica.

 

François Ozon (O Amor em 5 Tempos, O Refúgio) transpõe mais uma peça teatral para o cinema após seu 8 Mulheres: Potiche, farsa sobre as mudanças comportamentais dos últimos 30 anos, encenada pela primeira vez em Paris no anos 1980. Ambientado em 1977, Potiche – Esposa Troféu atualiza a peça, transformando sua protagonista em um símbolo feminista relevante ainda hoje.

Visualmente estilizado, com atuações teatrais e ritmo moderno, o filme critica de forma bem humorada o machismo não só no âmbito profissional, mas também no pessoal, e oferece a Catherine Deneuve seu melhor papel em anos. Mais uma vez atuando ao lado de Gérard Depardieu, a eterna “Bela da Tarde” dança e ainda relembra os tempos de Os Guarda-Chuvas do Amor (1964) e Duas Garotas Românticas (1967), cantando no final.

Catherine Deneuve, a eterna "Bela da Tarde" do cinema

CATHERINE DENEUVE
Musa de alguns dos maiores diretores do cinema europeu, a diva francesa esteve no Brasil em junho desse ano para divulgar a estreia do filme. A seguir, algumas reflexões da atriz, que recusa o carimbo de mito.

Catherine Deneuve durante coletiva de imprensa em São Paulo

SOBRE TRABALHAR COM FRANÇOIS OZON NOVAMENTE
“Primeiramente, já fiz 8 Mulheres com ele. Ele propôs essa peça [Potiche, escrita por Pierre Barillet e Jean-Pierre Grédy] e me contou a história. Achei muito engraçada e aceitei o projeto.”

O REENCONTRO COM GÉRARD DEPARDIEU
“Foi um reencontro para o espectador, mas já fiz vários filmes com ele. Ozon foi muito hábil em usar o nosso passado cinematográfico… Gérard chegou duas semanas após o início das filmagens e já era o personagem, com toda a sua cólera e ao mesmo tempo doçura.”

Catherine e Gérard dançando juntos em cena do filme

POTICHE = OBJETO DE DECORAÇÃO
É verdade que Potiche é um termo irônico que pode se referir a um objeto decorativo. Todos em sua vida já tiveram a oportunidade de ser um objeto, estar ao lado de alguém sem poder expressar suas ideias, opiniões. Homens, inclusive – existem muitos homens-objeto por aí, que só servem de decoração para suas mulheres.”

SOBRE O PAPEL DA MULHER HOJE
“Há mulheres no mundo que trabalham muito mais do que os homens e não ganham salários iguais, uma injustiça. Muita coisa ainda precisa mudar.”

Com seu humor farsesco, Potiche mostra que o machismo - tanto no ambiente de trabalho como no familiar - na década de 1970 continua, infelizmente, muito atual

Minhas Tardes com Margueritte
(La Tête en Friche, FRA, 2010, Cor, 78′)
Imovision – Cinema Europeu – 12 anos
De: Jean Becker
Com: Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus, Sophie Guillemin

Sinopse: Cinquentão quase analfabeto, Germain se senta por acaso ao lado de Margueritte em um banco de praça. Aos 95 anos, ela transforma a vida desse homem rústico por meio da magia da literatura.

 

Diretor de Conversas com Meu Jardineiro, o francês Jean Becker sabe como extrair beleza e momentos singelos da simples convivência entre pessoas culturalmente diferentes. Em Margueritte, mais um conto intergeracional toma forma a partir da amizade entre um semianalfabeto (Gérard Depardieu) e a personagem-título, que começa a ler para ele clássicos da literatura como O Velho que Lia Romances de Amor, do chileno Luís Sepúlveda. A troca de afeto e conhecimento entre eles confirma o caráter humanista de um filme que ressalta a importância da leitura para o desenvolvimento humano.

Lições de Vida: Gérard Depardieu e Gisèle Casadesus trocando experiências na praça

+ LANÇAMENTOS COM GÉRARD DEPARDIEU NA 2001:
Ciao Maschio (1978)
Fort Saganne – O Herói do Deserto (1984)
Jean de Florette (1986)
Meu Marido de Batom (1986)

GÉRARD DEPARDIEU

TAMANHO É DOCUMENTO – E TALENTO

Gérard Depardieu nasceu em 27 de dezembro de 1948, na pequena província de Châteauroux (Indre, França), onde teve uma infância extremamente humilde ao lado dos cinco irmãos. Sem perspectivas, largou a escola aos 12 anos de idade, deixou sua família e passou a viver em meio a marginais, prostitutas e contrabandistas. Um amigo lhe mostrou os caminhos da atuação, levando-o a estudar no Teatro Nacional Popular em Paris. O jovem Depardieu começou sua carreira de ator numa pequena companhia de teatro itinerante, ao lado de Patrick Dewaere e Miou-Miou. Em 1965, estreou no cinema francês com o curta-metragem Le Beatnik et le Minet, além de aparecer ocasionalmente em produções de TV. Entre 1972 e 1973, atuou em cerca de dez filmes, sem muita repercussão, até obter notoriedade com o papel de um vagabundo misógino em Corações Loucos, de 1974.

Gérard Depardieu em uma das ousadas cenas de Amores Loucos (disponível na 2001), ao lado de Patrick Dewaere e Brigitte Fossey

O filme provocou escândalo com suas inúmeras cenas de sexo, ajudando a estabelecer um novo tipo de anti-herói no cinema francês: o malandro rústico e sedutor representado pela persona corpulenta do ator.

Versátil, Depardieu trabalhou com alguns dos maiores cineastas da Europa, como Alain Resnais (Stavisky, 1974), Barbet Schroeder (Maîtresse, 1975), Bernardo Bertolucci (1900, 1976), André Téchiné (Barocco, 1976) e Marco Ferreri, cujo Ciao Maschio (1978) acaba de sair em DVD no Brasil.

Gérard Depardieu e Catherine Deneuve em O Último Metrô, que lhe valeu seu primeiro prêmio César de melhor ator

Depois de Meu Tio da América (1980), o cerebral filme-tese de Alain Resnais, Depardieu começou uma nova fase, de prestígio e aclamação crítica por seu trabalho em filmes como O Último Metrô (1980), de François Truffaut, pelo qual conquistou o prêmio César (o Oscar francês), Danton – O Processo da Revolução (1983), de Andrzej Wajda, Sob o Sol de Satã (1987), vencedor da Palma de Ouro em Cannes, e Cyrano de Bergerac (1990), pelo qual recebeu novamente o César, além de sua primeira (e única) indicação ao Oscar de melhor ator.

Depardieu como Cyrano de Bergerac, papel que lhe valeu seu segundo César (França) e o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes, além de sua primeira indicação ao Oscar

A delicada comédia dramática Green Card – Passaporte para o Amor (1990), dirigida por Peter Weir, marcou sua primeira incursão no cinema americano, repetida em produções mais comerciais como Meu Pai Herói (1994), Bogus – Meu Amigo Secreto (1996), O Homem da Máscara de Ferro (1998) e 102 Dálmatas (2000).

Depardieu e Yves Montand em Jean de Florette, recém-lançado em DVD no Brasil juntamente com sua continuação, A Vingança de Manon

Em 1996, divorciou-se de Elisabeth Guignot, sua coestrela em Jean de Florette e mãe de seus dois filhos – Julie e Guillaume (1971-2008), também atores. Protagonista de Todas as Manhãs do Mundo (1991), interpretando o mesmo personagem de Gérard na juventude, e, mais recentemente, Stella (2008), Guillaume tinha uma péssima relação com o pai, chegando a ameaçá-lo com uma arma. Os dois trabalharam juntos em Meu Pai, Meu Filho (2002), espécie de expiação de seus problemas afetivos na ficção. Infelizmente, em 13/10/2008, o jovem (e atormentado) ator faleceu, aos 37 anos, em decorrência de uma infecção na perna.

Guillaume Depardieu (1971-2008)

Além de dois restaurantes, Depardieu mantém um vinhedo no Vale do Loire (na França), negócios na Romênia e em Cuba, e já escreveu um livro de culinária. Em 2005, aos 56 anos, anunciou que iria se aposentar – promessa obviamente quebrada. Atuando tanto na Europa quanto nos EUA, Depardieu tem mantido a média de quatro ou cinco filmes por ano, tornando-se um dos atores mais prolíferos do cinema atual. Por isso, a sensação de sempre haver um filme com ele em cartaz. Só neste ano, por exemplo, estrelou três filmes exibidos nos cinemas brasileiros: Minhas Tardes com Margueritte, Potiche – Esposa Troféu e Mamute.

Com Gisèle Casadesus em Minhas Tardes com Margueritte. Grande sucesso de público no circuito de arte em São Paulo, o filme sai para locação em DVD em novembro nas lojas da 2001

e Catherine Deneuve, sua parceira em inúmeros filmes, em Potiche - Esposa Troféu, que também sai para locação na 2001 em novembro

 

Sua versatilidade pode ser atestada ainda em quatro lançamentos em DVD com o ator no auge da carreira nos anos 1970 e 1980: Ciao Maschio (1978), Fort Saganne – O Herói do Deserto (1984), Meu Marido de Batom (1986) e Jean de Florette (1986).

O ator em Jean de Florette

À vontade tanto no drama sério como na comédia de costumes, Gérard Depardieu permanece (sem trocadilho) um dos gigantes do cinema francês.

TOP 10 GÉRARD DEPARDIEU NA 2001

Corações Loucos (1974)
1900 (1976)
O Último Metrô (1980)
A Mulher do Lado (1981)
Danton – O Processo da Revolução (1983)
Jean de Florette (1986)
Cyrano (1990)
Green Card – Passaporte para o Amor (1990)
Balzac (1999)
Quando Estou Amando (2006)

CATHERINE DENEUVE NO BRASIL

Um dos maiores símbolos da França, a musa do cinema europeu participou hoje de coletiva de imprensa em São Paulo para divulgação de Potiche - Esposa Troféu

O Festival Varilux de Cinema Francês foi aberto oficialmente com uma coletiva de imprensa mediada pelo jornalista Luiz Carlos Merten no Hotel Tivoli São Paulo Mofarrej, no início dessa tarde. A 2001 Vídeo esteve presente ao evento, que contou com a presença das atrizes Yahima Torres (Vênus Negra), Sandrine Bonnaire (Xeque-Mate) e a veterana Catherine Deneuve (Potiche – Esposa Troféu).

Aos 67 anos, a estrela de clássicos como Repulsa ao Sexo, A Bela da Tarde e O Último Metrô apareceu em um belo vestido branco estampado com detalhes em azul, bem-humorada e sagaz em suas respostas para a imprensa sobre Potiche – Esposa Troféu. Na nova (e encantadora) comédia de François Ozon (8 Mulheres, Amor em 5 Tempos), a atriz interpreta Suzanne, dona de casa submissa ao misógino marido empresário,  em 1977. Após uma greve sindical e o infarto dele, a personagem assume a administração da empresa, iniciando uma virada pessoal que simboliza a luta atemporal da mulher por respeito e direitos iguais em um universo machista. Como bem colocou Régine Hatchondo, presidente da Unifrance, durante a coletiva: “Podemos concluir que a mulher é o futuro do homem”. Esse é o espírito libertário (e feminista) do filme que faz parte da programação do festival.

Com a presença de Gérard Depardieu, no papel de um antigo amor da personagem de Catherine, e uma cena já clássica com os dois dançando numa boate, Potiche tem tudo para conquistar o público brasileiro e se tornar o novo hit do cinema francês.

Além de cantar, Catherine ainda dança com Gérard Depardieu em Potiche

Mademoiselle Deneuve continua a fascinar diferentes gerações de cinéfilos – e importantes cineastas do cinema europeu como Lars von Trier (Dançando no Escuro), Arnaud Desplechin (Reis e Rainha, Um Conto de Natal), Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi (Persépolis) e agora, pela segunda vez, Ozon, com quem a atriz trabalhou em 8 Mulheres, de 2002.

Catherine Deneuve no meio do belo elenco (Isabelle Huppert, Fanny Ardant) de 8 Mulheres (2002), de François Ozon

Confira abaixo alguns trechos e reflexões da atriz que recusa o carimbo de mito.

Só a diva do cinema francês para fumar despreocupadamente numa sala fechada sem ser importunada

“ícone é uma palavra muito perigosa, pesada para se carregar.”
Catherine Deneuve

SOBRE TRABALHAR COM FRANÇOIS OZON NOVAMENTE
“Primeiramente, já fiz 8 Mulheres com ele. Ele propôs essa peça [Potiche, escrita por Pierre Barillet e Jean-Pierre Grédy] e me contou a história. Achei muito engraçada e aceitei o projeto. Filmamos na Bélgica, foi uma filmagem muito alegre e feliz.”

Duelo de gigantes: Gérard Depardieu e Catherine Deneuve já atuaram em filmes como O Último Metrô (1980), Forte Saganne (1984) e agora se reencontram, para o deleite dos cinéfilos, em Potiche - Esposa Troféu

O REENCONTRO COM GÉRARD DEPARDIEU
“Foi um reencontro para o espectador, mas já fiz vários filmes com ele. Ozon foi muito hábil em usar o nosso passado cinematográfico… Gérard chegou duas semanas após o início das filmagens e já era o personagem, com toda a sua cólera e ao mesmo tempo doçura.”

SOBRE O PAPEL DA MULHER HOJE
“Há mulheres no mundo que trabalham muito mais do que os homens e não ganham salários iguais, uma injustiça. Muita coisa ainda precisa mudar.”

Cena de Potiche: Catherine e Fabrice Luchini (A Garota de Mônaco), impagável como o machista (e histriônico) marido-vilão do filme

DILMA, A PRIMEIRA PRESIDENTE BRASILEIRA
“Sabemos disso e ficamos muito contentes. Quase tivemos uma na França [A socialista Ségolène Royal perdeu as eleições presidenciais de 2007 para Nicolas Sarkozy], mas ainda é muito difícil. Existe um pouco de machismo em todos os homens…”

COMO É APRESENTAR POTICHE EM UM PAÍS DOMINADO POR BLOCKBUSTERS E QUE LUTA PARA EMPLACAR SEUS PRÓPRIOS FILMES
“Há países em que é muito difícil escapar do domínio americano, mas felizmente há distribuidoras que ainda se interessam em lançar produções menos comerciais. Há uma situação de força desproporcional, que é preciso lutar.”

POTICHE = OBJETO DE DECORAÇÃO
É verdade que Potiche é um termo irônico que pode se referir a um objeto decorativo. Todos em sua vida já tiveram a oportunidade de ser um objeto, estar ao lado de alguém sem poder expressar suas ideias, opiniões. Homens, inclusive – existem muitos homens-objeto por aí, que só servem de decoração para suas mulheres.”

SUPOSTAS EXIGÊNCIAS DA ESTRELA
(Sem dúvida, a parte mais descontraída da coletiva)
Questionada sobre boatos de que teria pedido 400 toalhas brancas e cozinheiro particular durante sua estadia no hotel, a diva respondeu:
“400 toalhas brancas? Essa é Sharon Stone, não sou eu. Ah, sim, devo ter pedido 400 toalhas para fazer um colchão bem macio… Minhas extravagâncias eu levo para bem longe daqui.”

RELAÇÃO COM A FILHA [Chiara Mastroianni, de seu relacionamento com Marcello Mastroianni]
“Temos uma relação muito próxima. Sempre quis filhos – tive meu primeiro [Christian Vadim] muito jovem. Lógico que com uma filha a relação é muito mais íntima.

Mãe e filha em cena do musical Les Bien-Aimés, ainda sem previsão de lançamento no Brasil

As duas atuaram juntas em filmes como A Carta, Um Conto de Natal e em breve poderão ser vistas no novo musical de Christophe Honoré (Em Paris, Canções de Amor) – Les Bien-Aimés, exibido no último Festival de Cannes

SEUS SEGREDOS DE BELEZA
“Não me pergunto muito sobre isso. Minha mãe é muito idosa e continua bonita. Acho que existe o elemento genético, também me protejo do sol, bebo muita água, mas não sou uma penitente. Gosto da natureza e das coisas simples.

Merci Deneuve: a atriz em mais uma cena de Potiche, ainda como esposa-troféu

E AQUELES QUE QUISEREM CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE A CARREIRA DA ATRIZ PODEM CONFERIR O ACERVO DE LOCAÇÃO DAS LOJAS DA 2001 COM OS FILMES:

Os Guarda-Chuvas do Amor (1964)
Repulsa ao Sexo (1965)
A Bela da Tarde (1967)
Mayerling (1968)
Manon 70 (1968)
A Sereia do Mississipi (1969)
Pele de Asno (1970)
Tristana – Uma Paixão Mórbida (1970)
Dinheiro Sujo / Expresso para Bordeaux (1972)
Não Toque na Mulher Branca (1974)
Marche ou Morra (1977)
O Último Metrô (1980)
Fome de Viver (1983)
Indochina (1992)
Place Vendôme (1998)
O Tempo Redescoberto (1999)
Pola X (1999)
Dançando no Escuro (2000)
A Vingança do Mosqueteiro (2001)
8 Mulheres (2002)
Um Filme Falado (2003)
Reis e Rainha (2004)
Tempos que Mudam (2004)
Marcello – Uma Vida Doce (2006) documentário
Segredos de Cabaré (2006)
Persépolis (2007) voz
Um Conto de Natal (2008)
Diário Perdido (2009)

CATHERINE DENEUVE

MUSA DE ALGUNS DOS MAIS IMPORTANTES DIRETORES DO CINEMA EUROPEU, A DIVA FRANCESA DESEMBARCA NO BRASIL ESSA SEMANA PARA PRESTIGIAR O FESTIVAL VARILUX E A PRÉ-ESTREIA DO FILME POTICHE – ESPOSA TROFÉU, ESTRELADO POR ELA E GÉRARD DEPARDIEU.

O amor é sofrimento. Um lado sempre ama mais. Catherine Deneuve

A terceira de quatro filhas do casal de atores Maurice Dorléac e Renée Deneuve nasceu em 22 de outubro de 1943, em Paris, e estreou no cinema aos 13 anos, com um pequeno papel em Les Collégiennes (1956), ainda sob o nome de Catherine Dorléac. Ela logo mudou o sobrenome para Deneuve, para não ser confundida com a irmã, a também atriz Françoise Dorléac (de Armadilha do Destino). Em 1961, teve seu primeiro papel importante: em O Vício e a Virtude, de Roger Vadim (E Deus Criou a Mulher), com quem teve uma tumultuada relação, além de um filho.

Catherine Deneuve e seu primeiro grande amor, o "cineasta-galã" Roger Vadim, famoso por seus romances com

Mas o sucesso veio mesmo somente em 1964 com o clássico romântico Os Guarda-Chuvas do Amor, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. O charmoso musical foi dirigido por Jacques Demy (1931–1990), cineasta francês homenageado pela Cinemateca Brasileira com uma retrospectiva especial neste mês.

A atriz em início de carreira no clássico do romantismo Os Guarda-Chuvas do Amor

Catherine Deneuve casou-se em 1965 com o badalado David Bailey, fotógrafo inglês que inspirou a criação do personagem central de Blow-up – Depois Daquele Beijo (1966), de Michelangelo Antonioni.

O fotógrafo interpretado por David Hemmings em Blow-uo- Depois Daquele Beijo teria sido inspirado em David Bailey, namorado de Catherine na época

Em 1968, a atriz teve uma curta relação com François Truffaut, com quem filmou A Sereia do Mississipi, e em seguida engatou um intenso romance com Marcello Mastroianni, com quem teve uma filha – Chiara Mastroianni, hoje uma experiente atriz de filmes como Um Conto de Natal(2008), em que atuou ao lado da mãe, e Não, Minha Filha, Você Não Irá Dançar (200), ambos disponíveis para locação na 2001 Vídeo.

Um dos últimos (e melhores) trabalhos da atriz, como a matriarca de Um Conto de Nata

Já conhecida internacionalmente, graças à sua participação em Repulsa ao Sexo (1965), de Roman Polanski, e Duas Garotas Românticas (1967), seu último trabalho ao lado da irmã Françoise, que morreria pouco depois em um acidente de carro, Catherine estrelou o filme que consolidaria sua imagem de símbolo sexual fria, distante e elegante: A Bela da Tarde (1967), de Luis Buñuel. O ousado (para a época) retrato surrealista de uma dona de casa burguesa e sexualmente insatisfeita, que passa as tardes em um bordel, lhe valeu uma indicação ao Bafta de melhor atriz e o filme conquistou o Leão de Ouro no Festival de Veneza.

Dois estudos da sexualidade feminina reprimida: a atriz em Repulsa ao Sexo, de Roman Polanski, e mais abaixo, em A Bela da Tarde, de Luis Buñuel

Luis Buñuel dirige Catherine em A Bela da Tarde, filme que a transformou em símbolo sexual

Apesar de todo o sucesso na Europa, a atriz sempre evitou Hollywood, atuando apenas em Um Dia em Duas Vidas (1969), ao lado de Jack Lemmon, e o violento Crime e Paixão(1975), em que interpreta uma prostituta. Contudo, seu trabalho mais significativo na América acabou sendo mesmo uma série de anúncios e comerciais realizados nos anos 1970 para o perfume Chanel nº 5.

Na década seguinte, a loira de beleza glacial ganharia seu primeiro César, o Oscar francês, por sua última parceria com Truffaut, O Último Metrô (1980). Ela repetiria o prêmio em 1992 com Indochina, pelo qual concorreu ao Oscar de melhor atriz pela primeira vez.

Catherine em Indochina: sua primeira (e única) indicação ao Oscar de melhor atriz. A musa francesa perdeu o prêmio para Emma Thompson, por Retorno a Howards End

Em 1983, Catherine estrelou um dos maiores cult movies dos anos 1980: o terror “chic” Fome de Viver, como uma vampira ao lado de David Bowie.

Foto de divulgação de Fome de Viver (The Hunger)

A estreia no cinema de Tony Scott, irmão de Ridley e diretor de filmes de ação como Chamas da Vingança e Incontrolável, ficou eternizada na memória dos modernos da época por sua cena inicial ao som de Bela Lugosi’s Dead, da banda Bauhaus, e pela memorável cena de amor entre Catherine e a então novata Susan Sarandon. Bem antes da moda de Crepúsculo, True Blood e congêneres, Catherine mostrava o que era ser uma vampira realmente sedutora – e, principalmente, com classe.

A partir da década de 1990, a musa francesa diversificou ainda mais sua carreira, trabalhando com alguns dos cineastas mais interessantes e autorais do período, como Leos Carax (Pola X), Lars Von Trier (Dançando no Escuro), Manoel de Oliveira (Um Filme Falado) e Arnaud Desplechin (Reis e Rainha). E uma rara exceção: uma pequena participação como uma das pacientes da 4ª temporada da ousada série norte-americana Nip/Tuck.

Fluente em italiano e francês, além de dominar razoavelmente o inglês e o alemão, Catherine é uma bem-sucedida mulher de negócios. Dona de sua própria grife de perfume e desenhista de jóias, sapatos e óculos, a discreta e elegante estrela do cinema europeu foi a musa para inúmeras criações do estilista Yves Saint-Laurent (1936–2008), seu amigo pessoal.

Catherine e o amigo Yves Saint-Laurent

Mãe de dois filhos, Christian Vadim e Chiara Mastroianni, a atriz não quis ter nenhum envolvimento com o livro Catherine Deneuve, Une Biographie, biografia não-autorizada escrita por Alexandre Fache. Em 2007, ela publicou suas memórias no livro Private Diaries Of Catherine Deneuve.

Avessa a badalação e ao circo midiático, a atriz evita entrevistas e a exposição excessiva. Sua presença no Festival Varilux de Cinema Francês, a ser realizado neste mês de junho em 22 capitais brasileiras, é uma exceção à regra e revela que a eterna Bela da Tarde do cinema não é tão intransponível e distante assim.

“Quem diz que sou misteriosa, fria, enigmática e impenetrável, tem uma impressão superficial a meu respeito. Pareço misteriosa apenas porque me recuso a responder certas perguntas.”
Catherine Deneuve

Séverine ou Belle de Jour: a emblemática personagem que ajudou a consolidar a persona cinematográfica de Catherine Deneuve

TOP 10 CATHERINE DENEUVE NA 2001

Os Guarda-Chuvas do Amor (1964)
Repulsa ao Sexo (1965)
A Bela da Tarde (1967)
Tristana – Uma Paixão Mórbida (1970)
O Último Metrô (1980)
Fome de Viver (1983)
Indochina (1992)
Place Vendôme (1998)
8 Mulheres (2002)
Um Conto de Natal (2009)