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PREPARE-SE PARA “MAD MAX – ESTRADA DA FÚRIA”, UM DOS FILMES DO ANO

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ESPETÁCULO VISUAL PARA VER EM DVD, BLU-RAY 2D OU 3D, “MAD MAX – ESTRADA DA FÚRIA” É CONSIDERADO UM DOS MELHORES FILMES DE 2015, REINVENTANDO A FRANQUIA ESTRELADA POR MEL GIBSON, AGORA COM TOM HARDY NO PAPEL-TÍTULO.

Aclamado por público e crítica, o filme retoma – três décadas depois de “Mad Max Além da Cúpula do Trovão” – a franquia australiana com o mesmo diretor, George Miller, e incríveis cenas de ação.

A trama pós-apocalíptica traz o ator britânico Tom Hardy (“A Origem”, “O Cavaleiro das Trevas Ressurge”) no papel do guerreiro de poucas palavras que foi de Mel Gibson na trilogia original e Charlize Theron como a Imperatriz Furiosa. Os dois lutam juntos contra o tirânico Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), um líder sádico que explora sua população, controlando uma das poucas fontes de água restantes no mundo.

Em uma perseguição frenética, Immortan reúne suas gangues em busca dos rebeldes, em duas horas de alucinantes perseguições pelo deserto – marca do diretor Miller.

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EXTRAS DO DVD:

* Cenas Excluídas

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Entre em alta velocidade no mundo de sangue e gasolina de Max, Furiosa e Immortan Joe, onde só os loucos sobrevivem! George Miller, Tom Hardy e Charlize Theron vão levá-lo para dentro do deserto onde algumas cenas de alta velocidade foram criadas, mas nunca vistas.

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EXTRAS DO BLU-RAY:

* Estrada da Fúria: Bater e Amassar
* Cenas Excluídas
* As Ferramentas de Wasteland
* As Cinco Esposas
* Fúria Máxima: Filmando Estrada da Fúria
* Mad Max: Fúria em Quatro Rodas
* Os Guerreiros da Estrada: Max e Furiosa

Mel Gibson, o diretor George Miller e Tom Hardy na estreia de 'Mad Max' em Hollywood, na Califórnia

Mel Gibson (o Mad Max original), o diretor australiano George Miller e o astro britânico Tom Hardy na estreia de ‘Mad Max’ em Hollywood

CURIOSIDADES SOBRE A PRODUÇÃO:

* As longas e exaustivas filmagens do longa foram realizadas na Austrália, na Namíbia e na África do Sul.

* Se o primeiro “Mad Max”, de 1979, custou apenas U$ 300 mil dólares (e arrecadou 100 milhões), “A Estrada da Fúria“, lançado em 2015, teve orçamento estimado entre U$ 100 e U$ 150 milhões de dólares.

* O longa levou cerca de 2 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros.

* Este é o segundo “Mad Max” com Hugh Keays-Byrne. Ele interpretou o vilão Toecutter no primeiro filme e agora dá vida a Immortan Joe.

* Mais de 80% do filme utiliza efeitos práticos, dublês, maquiagem e cenários. Efeitos CGI podem ser vistos, por exemplo, na remoção do braço esquerdo de Charlize Theron, que no filme é protético.

Tom Hardy e Charlize Theron, que rouba literalmente a cena

Tom Hardy e Charlize Theron – que rouba literalmente a cena

E VEJA TAMBÉM:
Coleção Mad Max 1-3 (Blu-Ray)

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “The Rover – A Caçada”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

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Tenho publicada uma lista de filmes que falam do fim do mundo no Cine Garimpo. São produções que mostram o que sobrou, depois que a vida, como a conhecemos, definitivamente acaba. Em The Rover – A Caçada, não sabemos exatamente o que causou o fim. Falta água e comida, as construções estão destruídas, não há mais nada no horizonte a não ser aridez e solidão. Há corpos largados no chão e homens vagando seu rumo – que, aliás, é o sentido do título original (custo a entender por que manter o título em inglês, dificultando o entendimento e associando “the rover” com “caçada”).

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Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas o filme é uma junção das duas: homens perambulando por uma terra sem donos, nem lei, dez anos após um colapso econômico e social, caçando uns aos outros. Eric (Guy Pearce, também em Guerra ao Terror, O Discurso do Rei, Homem de Ferro 3) para em um dos poucos estabelecimentos que sobraram e vê seu carro ser roubado por homens feridos e furiosos. Sujeito amargo e de poucas palavras, Eric passa o filme tentando recuperá-lo.

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Sua única companhia, além de alguns outros perdidos que encontra pelo caminho, é Rey (Robert Pattinson, também de Saga Crepúsculo: Amanhecer, Bel Ami, Cosmópolis), um sujeito que ainda retém algo parecido com compaixão e guarda algum resquício de sentimentos humanos. Confesso que é a primeira vez que gosto de sua atuação e que consigo esquecer dos seus filmes passados.

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Filme de poucas palavras, quase sem diálogos, denso e duro. O que se vê é devastação emocional e física, nenhuma réstia do que foram as relações sociais. Só sobrevivência e a intrigante pergunta que move o filme todo: por que Eric quer tanto recuperar o carro, ele que já não tem mais nada a perder? O desfecho é ainda mais angustiante do que todo o filme e faz parar para pensar na violência, no rumo que estamos dando à sociedade. É o auge da solidão e o último suspiro de quem um dia significou algo para alguém. Entra na lista dos filmes sobre o fim do mundo.

DIREÇÃO: David Michôd  ROTEIRO: Joel Edgerton, David Michôd  ELENCO: Guy Pearce, Robert Pattinson, Scoot McNairy | 2014 (103 min)

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

A EQUIPE 2001 INDICA: LANTANA

Vencedor do British Independent Film Awards de Melhor Filme Estrangeiro e do Australian Film Institute de Melhor Ator, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Diretor, Filme e Roteiro Adaptado.

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Em Sidney, o policial Leon Zat está passando por uma série crise conjugal ao mesmo tempo em que mantém um relacionamento esporádico com uma colega das aulas de dança. Investigando o desaparecimento da famosa psicóloga – Valerie Somers, que enfrentava também um período difícil no relacionamento com o marido John Knox – Leon acaba por reavaliar seu próprio casamento.

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O detetive suas investidas em um escuro labirinto de relacionamentos humanos, em sua jornada para solucionar o misterioso desaparecimento e descobre, uma camada após outra, que revelam um impressionante jogo entre homens e mulheres, nessa obsessão chamada amor. E cada camada traz para ele reflexos de seu próprio casamento, mostrando o que ele perdeu e o que ele pretende ter de volta.

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A história combina maravilhosas e complexas atuações, um visual requintado num ambiente urbano contemporâneo e uma aprisionante trama que irá deixar o espectador em dúvida sobre o que aconteceu a Valerie.

O drama traz toques de suspense de Ray Lawrence, diretor de comerciais na Austrália, que realizou este seu segundo longa-metragem dezesseis anos após a estréia em “Bliss”, vencedor do Australian Film Institute Award de Melhor Filme.

Clique na imagem para alugar o filme ou consultar o acervo de sua loja mais próxima

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DICAS PARA O FIM DE SEMANA: INÉDITOS NOS CINEMAS, AGORA NA 2001

Confira a seguir as dicas da equipe 2001 Vídeo:

Frank e o Robô
(Robot & Frank, EUA, 2012, Cor, 89′)
Sony – Drama – 12 anos
Direção: Jake Schreier
Elenco: Frank Langella, James Marsden, Liv Tyler, Peter Sarsgaard, Susan Sarandon, Jeremy Sisto

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Ambientado “em um futuro próximo”, numa bucólica cidade nos arredores de Nova York, o filme é um singelo conto em torno de Frank (Frank Langella, indicado ao Oscar por “Frost/Nixon“). Aos 70 anos, já aposentado, o personagem vive solitário numa casa afastada da cidade ou vizinhos, e começa a demonstrar sinais de perda da memória. Ele fala com Hunter (James Marsden), o filho mais velho, como se este ainda estivesse na universidade e esquece que seu restaurante favorito fechou há anos. Preocupado, Hunter presenteia o pai com um robô “coordenador de saúde”, uma espécie de mordomo que irá ajudar nas tarefas domésticas e lhe fazer companhia.

Avesso a novas tecnologias, Frank desdenha do presente e custa a aceitar a ajuda do robô (dublado por Peter Sarsgaard), mas com o tempo começa a aceitá-lo, já que a máquina revela-se mais versátil do que ele pensava. Não só versátil, mas confidente e até colaborativa, a partir do momento em que a trama revela que o pacato protagonista cumpriu, no passado, pena na prisão por assalto e evasão fiscal. O robô começa a aprender os truques e a ajudar o ladrão, que planeja a volta à ativa com um novo golpe.

Premiado nos EUA, e inédito no Brasil, o filme conta ainda com a presença sempre marcante de Susan Sarandon, no papel de uma amiga (e interesse amoroso) de Frank

Premiado nos EUA, e inédito no Brasil, o filme conta ainda com a presença sempre marcante de Susan Sarandon, no papel de uma amiga (e interesse amoroso) de Frank

Vencedor do prêmio Alfred P. Sloan no Festival de Sundance em 2012, “Frank e o Robô” toma caminhos inesperados com a subtrama de assalto, mas prende mesmo a atenção é com a espirituosa (e por vezes inusitada) interação entre o grande ator Frank Langella e seu comparsa cibernético.

 
Temple Grandin*
(Idem, EUA, 2010, Cor, 107′)
Warner – Drama – 10 anos
Direção: Mick Jackson
Elenco: Claire Danes, Julia Ormond, David Strathairn, Catherine O’Hara

02Alçada à fama com “Romeu + Julieta” (1996), no qual atuou ao lado de Leonardo DiCaprio, Claire Danes reinventou-se como atriz ao protagonizar, em 2010, o telefilme “Temple Grandin”. Consolidada na TV americana, logo depois ela brilharia também na aclamada série “Homeland“.

Parcialmente narrado em flashbacks, o premiado telefilme da HBO é baseado na história real da personagem-título, uma autista que revolucionou o tratamento do gado para abate na América, além de lutar contra o estigma de uma doença pouco compreendida na época.

Temple lutou a vida inteira para superar os desafios impostos pelo autismo e conseguiu tirar proveito de sua excepcional habilidade de pensar e ver o mundo em imagens. Sua trajetória começa nos anos 1960, com a entrada numa escola especial, onde conhece um professor (David Strathairn, de “Boa Noite e Boa Sorte”) que acredita em seu potencial. Sem jamais desistir, ela consegue ingressar na universidade e trabalhar na indústria do gado.

Claire Danes, com o Emmy recebido pelo telefilme, posa ao lado da verdadeira Temple Grandin. Antes de ser consagrada pelo papel  de Carrie na série "Homeland", a atriz reinventou a sua carreira ao estrelar o premiado telefilme da HBO, agora disponível para locação na 2001

Claire Danes (com o prêmio Emmy) posa ao lado da verdadeira Temple Grandin [confira no video abaixo um depoimento dela sobre o autismo]. Antes de se consagrar com o papel de Carrie na série “Homeland”, a atriz reinventou a sua carreira ao estrelar o premiado telefilme da HBO, agora disponível para locação na 2001

Vencedora dos principais prêmios da TV, como o Emmy e o Globo de Ouro de melhor atriz, Claire vive um grande arco dramático de Temple, da adolescência até o período pós-faculdade, sem cair na caricatura de uma autista. É uma atuação emocionante, e o principal motivo para o sucesso da cinebiografia, que acerta ainda ao materializar em imagens o fascinante processo mental de Temple.

* Emmy de melhor telefilme, direção, atriz (Claire Danes), atriz coadjuvante (Julia Ormond), ator coadjuvante (David Strathairn), trilha sonora e montagem

Música da Alma
(The Sapphires, AUS, 2012, Cor, 103′)
Paris – Drama – Verifique a classificação indicativa
Direção: Wayne Blair
Elenco: Chris O’Dowd, Deborah Mailman, Jessica Mauboy, Kylie Belling, Lynette Narkle

03Diferentemente do que o pôster possa sugerir, “Música da Alma” não é uma variação australiana de “Dreamgirls“, e sim um recorte da trajetória de um grupo de soul formado por quatro mulheres aborígenes, que lutam contra a discriminação racial nos anos 1960.

Tony Briggs transformou a história de sua mãe – integrante do quarteto The Sapphires (As Safiras) original – num espetáculo musical em 2004 e transpôs a peça para o cinema em 2012. O filme retrata o abismo social enfrentado pelos povos indígenas na Austrália e apresenta, nesse cenário, um trio de irmãs aborígenes, com incrível talento para o canto, que acaba descoberto por Dave Lovelace (Chris O’Dowd, de “Missão Madrinha de Casamento”).

Músico irlandês fracassado que trabalha como DJ, Dave torna-se empresário das jovens e as estimula a trocar o estilo country/música de raiz pelo soul. Com a adição de uma quarta integrante, surge o grupo The Sapphires, assim batizado em menção ao sucesso das Supremes nos EUA.

 
Intérpretes de clássicos da Motown, as cantoras irão enfrentar o desafio de entreter as tropas americanas durante a Guerra do Vietnã, em 1968. Expostas aos horrores do conflito, “as Safiras” começam a refletir sobre a sua identidade, ao servir de atração a outro tipo de colonizador.

O Sistema
(The East, EUA/ING, 2013, Cor, 116′)
Fox – Drama – 14 anos
Direção: Zal Batmanglij
Elenco: Brit Marling, Alexander Skarsgård, Ellen Page, Toby Kebbell, Patricia Clarkson, Julia Ormond

04Revelada na ficção-científica indie “A Outra Terra“, a atriz Brit Marling coescreveu – ao lado do diretor Zal Batmanglij – o explosivo drama “O Sistema”, exibido no Festival de Sundance em 2012. Produzidos pelos irmãos Ridley (de “O Conselheiro do Crime”, que acaba de estrear no Brasil) e Tony Scott (falecido em 2012), o longa acompanha a jornada de Sarah (Brit), funcionária de uma empresa de segurança privada. Ambiciosa, ela é escolhida para atuar como agente infiltrada num grupo de ativistas radicais denominado “O Leste” (The East, título original do filme).

“Somos o Leste e este é apenas o começo”, informa em voz off na abertura Izzy (Ellen Page, de “Juno”), uma das militantes do grupo “eco-terrorista” que planeja, nos próximos seis meses, contra-atacar três grandes empresas supostamente responsáveis por comercializar produtos nocivos à saúde ou à natureza. Sarah consegue entrar nessa espécie de coletivo anarquista, formado por jovens bem nascidos que optaram por viver idealisticamente, escondidos numa fazenda.

Inédito no Brasil, "O Sistema" traz no elenco Brit Marling ("A Negociação"), Alexander Skarsgård ("Melancolia"), Ellen Page ("A Origem) e Toby Kebbell ("Rocknrolla"). Dotado de relevância assustadora hoje, o roteiro do filme serve de alerta para os perigos do ativismo que desemboca na violência

Inédito no Brasil, e assustadoramente relevante hoje, “O Sistema” traz no elenco Brit Marling (“A Negociação”), Alexander Skarsgård (“Melancolia”), Ellen Page (“A Origem”) e Toby Kebbell (“Rocknrolla”)

Não demora para a agente disfarçada ganhar a confiança de seu alvo, e ao mesmo tempo simpatizar cada vez mais com seus ideais, além de se deixar envolver por seu líder – o misterioso e sedutor Benji. Interpretado por Alexander Skarsgaard (um dos vampiros de “True Blood“), o personagem, de aura messiânica, confere conotação de culto à organização “ativista”, que comete atos extremos como envenenar os funcionários de uma empresa farmacêutica com o mesmo remédio por ela fabricado e que custou a vida de pacientes inocentes.

Com seu grupo de anarquistas/terroristas dotados de consciência social, o filme entra em um terreno perigoso, ainda mais nos dias atuais com a eclosão de violentas manifestações populares ao redor do mundo. As motivações dos personagens de “O Sistema” partem de causas legítimas, mas seus atos incorrem na velha justiça com as próprias mãos.

 
Spring Breakers – Garotas Perigosas
(Spring Breakers, EUA, 2012, Cor, 94′)
Universal – Drama – 18 anos
Direção: Harmony Korine
Elenco: Vanessa Hudgens, Selena Gomez, Ashley Benson, Ashley Benson, Rachel Korine

05Corroteirista de “Kids” e diretor de “Gummo – Vidas sem Rumo”, Harmony Korine volta a causar polêmica com “Spring Breakers”, filme que atingiu inesperado sucesso de bilheteria nos EUA, apresentando um retrato nada lisonjeiro da juventude atual.

O longa acompanha a busca incessante por novas sensações e, acima de tudo, prazer, que preenche o vazio de quatro amigas que vão passar, no calor da Flórida, as tais férias de primavera do título. Sob o olhar crítico e ao mesmo tempo fetichista de Korine, as personagens interpretadas por Selena Gomez (“Ramona e Beezus”), Ashley Benson (“The OC”), Vanessa Hudgens (de “High School Musical”!) e Rachel Korine (esposa do diretor) entram numa espiral de sexo e drogas que culmina com a sua prisão.

A liberdade, mediante o pagamento de fiança, vem na figura de um extravagante traficante chamado Al (ou “Alien”), interpretado por James Franco, que compõe uma caricatura dos “gangsta rappers”. Fã de “Scarface”, o bandido simboliza a ostentação material do “sonho americano” levado às últimas consequências, com seus carros de luxo, roupas de marca e vocabulário limitado.

 
Imagens de farras sexuais adolescentes à la, por exemplo, “Jersey Shore” (da MTV) ou “Wild On” (do canal “E”) pontuam a narrativa como um contraponto irônico à realidade fantasiosa das protagonistas. “Você tem que fingir que é um jogo de videogame”, afirma, despreocupadamente, uma das jovens em determinado momento. À semelhança de um longo videoclipe lisérgico – pense em, por exemplo, “Smack My Bitch” da banda Prodigy -, o filme, goste ou não, recria o estado de letargia mental de jovens que confundem diversão com transgressão, ou até mesmo violência. A pergunta é: a troco de quê?

Butter – Deslizando na Trapaça
(Butter, EUA, 2011, Cor, 90′)
Europa – Comédia – Verifique a classificação indicativa
Direção: Jim Field Smith
Elenco: Jennifer Garner, Yara Shahidi, Ty Burrell, Hugh Jackman, Olivia Wilde, Alicia Silverstone

06Sem chamar a atenção no cinema desde o o escândalo que causou em “O Último Tango em Paris“, a manteiga ganha destaque na comédia de humor negro apropriadamente chamada “Butter”. Caricatura da classe média estadunidense, a produção explora as idiossincrasias de uma competição de “escultura de manteiga” que, por mais incrível que possa parecer para nós do sul do Equador, é uma prática comum no norte dos EUA.

Considerado o “Michelangelo da margarina”, por vencer o campeonato anual 15 vezes, Bob Pickler (Ty Burrell, de “Modern Family”) sai da disputa para dar lugar a sua ambiciosa esposa Laura (Jennifer Garner, “De Repente 30”).

Alpinista social, conservadora e neurótica, a madame fará de tudo para vencer, mas encontra uma adversária mais talentosa: uma menina afro-americana de apenas 11 anos. Em busca de reconhecimento social em seu mundinho de aparências, a personagem de Jennifer entra num crescendo de insanidade com a simples possibilidade de perder, lembrando outra obsessiva do cinema, a protagonista de “Eleição” (1999). A trama de enganos e intrigas se complica com a entrada de uma stripper (a bela Olivia Wilde, de “House“) e de um vendedor de carros, vivido pelo Wolverine (e galã) Hugh Jackman.

OPINIÃO: REINO ANIMAL

Indicado ao Oscar de melhor atriz coadjuvante (Jacki Weaver), o policial australiano encontra-se disponível para locação na 2001 Vídeo

Reino Animal é uma produção independente australiana levemente baseada na história real da criminosa família Pettingill e no caso Walsh Street que ocorreu em Melbourne em 1988. É o primeiro longa-metragem do diretor David Michôd e tem acumulado indicações, prêmios e muitos elogios da crítica especializada. Além do prêmio de melhor filme dramático no Festival de Sundance, a veterana Jacki Weaver (de Picnic na Montanha Misteriosa) foi indicada tanto ao Globo de Ouro quanto para o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Ela faz o papel de Janine ‘Smurf’ Cody, avó de J. Cody que após a morte da mãe vem morar com ela e os tios, uma família de criminosos caçada pela polícia.

Lançado direto em DVD no Brasil, o filme possui ritmo mais cadenciado e foco no estudo de personagens, extraindo atuações precisas de um elenco desconhecido para o grande público – com exceção de Guy Pearce, de Amnésia, no papel de um policial.

Astro de Los Angeles - Cidade Proibida e Amnésia, Guy Pearce interpreta um austero policial em Reino Animal

Já comparado aos dramas policiais de Martin Scorsese, Reino Animal merece uma conferida. E se precisar de mais algum incentivo, saiba que também é uma indicação do cineasta e cinéfilo de plantão Quentin Tarantino, que o indicou como o terceiro melhor filme de 2010, atrás apenas de Toy Story 3 e A Rede Social.

"Smurf", a assustadora matriarca de Reino Animal

Comentário de
Rene Hendrick
Colaborador da 2001 Vídeo Moema
Av. Jurema, 262, Moema – São Paulo – SP