cinema de autor

A ARTE DE UM DOS MESTRES DO CINEMA

A VERSÁTIL LANÇA BOX COM QUATRO OBRAS-PRIMAS DO MESTRE FRANCÊS, EM EDIÇÃO ESPECIAL COM 4 CARDS, E TRAZ DE VOLTA AO CATÁLOGO 7 VOLUMES ANTERIORES DA COLEÇÃO “A ARTE DE…”

Na filmografia de Robert Bresson (1901–1999), uma das mais pessoais, independentes e coerentes da história do cinema, predominam os temas espirituais e o estilo narrativo minimalista. Seu trabalho prima pelo uso de cenas curtas, planos-detalhe repletos de significado, brilhantes elipses ditadas pela montagem e atuações naturalistas de atores não-profissionais.

Cena de “A Grande Testemunha” (1966), incluído na coleção

Bresson nunca se rendeu a modismos, a padrões de mercado ou ao público. Seu estilo austero e minimalista influenciou diferentes gerações de cineastas, de Jean-Luc Godard a Andrei Tarkovski, passando por Jean-Marie Straub, até Bruno Dumont. As ações de seus personagens continuam a intrigar, assim como seus dilemas morais. Em sua busca por transcendência espiritual, ele elevou seu cinema à condição de arte.

O DVD duplo reúne quatro clássicos fundamentais para entender a obra do diretor. Cultuados por cinéfilos experientes, os trabalhos do diretor francês são periodicamente relacionados em inúmeras listas de melhores filmes de todos os tempos.

DISCO 1:

A GRANDE TESTEMUNHA (Au Hasard Balthazar, 1966, 95 min.)
Com Anne Wiazemsky, Walter Green, François Lafarge.

A triste vida e a morte de Balthazar, um jumento, desde sua infância idílica cercado por crianças, até a idade adulta, tiranizado como animal de carga. Em 2017, “A Grande Testemunha” ficou em 16º lugar na votação dos melhores filmes de todos os tempos promovida pela revista inglesa Sight & Sound com críticos e diretores de todo o mundo.

MOUCHETTE, A VIRGEM POSSUÍDA (Mouchette, 1967, 81 min.)
Com Nadine Nortier, Jean-Claude Guilbert, Marie Cardinal.

A história de uma menina do campo violentada por um caçador é o ponto de partida para Bresson colocar em evidência, de maneira implacável, a miséria e a crueldade humana. Baseado em romance de Georges Bernanos.

DISCO 2:

DIÁRIO DE UM PADRE (Journal d’un Curé de Campagne, 1951, 115 min.)
Com Claude Laydu, Nicole Ladmiral, Jean Riveyre.

Um jovem é nomeado padre em uma pequena aldeia da França. Os moradores locais o recebem com hostilidade. Com a saúde debilitada, ele terá dificuldades em se adaptar. Baseado em romance de Georges Bernanos.

UM CONDENADO À MORTE ESCAPOU (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut, 1956, 101 min.)
Com François Leterrier, Charles Le Clainche, Maurice Beerblock.

Aprisionado pelos nazistas, membro da Resistência Francesa passa a elaborar um plano de fuga, sem saber se pode confiar totalmente em seu colega de cela. Prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes.

EXTRAS:
* Documentário sobre Bresson (56 min.)
* Depoimentos e trailers (22 min.)

EDIÇÃO LIMITADA COM 4 CARDs:

E COMPLETE SUA COLEÇÃO:

DISCO 1:
O REI DE NOVA YORK
SEDUÇÃO E VINGANÇA

DISCO 2:
OS CHEFÕES
INIMIGOS DO DESTINO

DISCO 1:
UM TIRO NA NOITE

DISCO 2:
IRMÃS DIABÓLICAS
O FANTASMA DO PARAÍSO

DISCO 1:
SATYRICON DE FELLINI
CIAO, FEDERICO

DISCO 2:
ROMA DE FELLINI
A VOZ DA LUA

DISCO 1:
O CÍRCULO VERMELHO
CODINOME MELVILLE

DISCO 2:
TÉCNICA DE UM DELATOR
DOIS HOMENS EM MANHATTAN

DISCO 1:
A BESTA HUMANA
O RIO SAGRADO

DISCO 2:
A CADELA
AMOR À TERRA

DISCO 1:
A CANÇÃO DA ESPERANÇA
ASSIM FALOU O AMOR

DISCO 2:
AMANTES
CASSAVETES: O HOMEM E SUA OBRA

DISCO 1:
TRÊS MULHERES
ALTMAN, UM RETRATO

DISCO 2:
O PERIGOSO ADEUS
RENEGADOS ATÉ A ÚLTIMA RAJADA

DISCO 1:
TÓQUIO VIOLENTA
HISTÓRIA DE UMA PROSTITUTA

DISCO 2:
A VIDA DE UM TATUADO
PORTAL DA CARNE

NATAL CINÉFILO, COM A ARTE DE MESTRES DO CINEMA

CINCO COLEÇÕES IMPERDÍVEIS, TODAS COM 2 DISCOS E INÚMEROS EXTRAS, TRAZENDO CLÁSSICOS E CULTS – MUITOS DELES INÉDITOS EM DVD – EM VERSÕES RESTAURADAS.

A ARTE DE CLAUDE CHABROL

DVD duplo com 4 inéditos filmes em versões restauradas do grande diretor francês, um dos “jovens turcos” da Nouvelle Vague, além de dois raros curtas do cineasta nos extras.

A coleção traz um de seus filmes mais famosos e cultuados: “Ciúme, o Inferno do Amor Possessivo”, até então inédito em DVD.

DISCO 1:

A COR DA MENTIRA (Au Couer du Mensonge, 1998, 113 min.)
Com Sandrine Bonnaire, Jacques Gamblin, Antoine de Caunes.

Num vilarejo da Bretanha, uma menina de 10 anos é encontrada morta. René, seu professor de Artes, é apontado como principal suspeito, o que ameaça destruir sua vida e seu casamento.

CÍUME – O INFERNO DO AMOR POSSESSIVO (L’Enfer, 1994, 102 min.)
Com Emmanuelle Béart, François Cluzet, Nathalie Cardone.

O gerente de hotel Paul se casa com a linda Nelly. A vida do jovem casal parece um sonho até que ele passa a ser consumido por um ciúme doentio da esposa. Remake de “O Inferno” (1964), cult inacabado de Henri Georges-Clouzot, com François Cluzet (de “Intocáveis”) e a bela Emmanuelle Béart (“A Bela Intrigante”).

DISCO 2:

OPHÉLIA (Idem, 1963, 104 min.)
Com Alida Valli, Claude Cerval, André Jocelyn.

Jovem fica furioso quando sua mãe se casa com seu tio rico, após a morte de seu pai. Chabrol realiza uma brilhante releitura moderna de “Hamlet”, de William Shakespeare, nesse filme injustamente esquecido.

BETTY – UMA MULHER SEM PASSADO (Betty, 1992, 104 min.)
Com Marie Trintignant, Stéphane Audran, Jean-François Garreaud.

Certa noite, Betty, uma jovem alcóolica sem rumo na vida, conhece Laure, uma burguesa de Lyon. A nova amiga a leva para seu hotel, onde Betty contará sua triste história. Baseado emromance de Georges Simenon.

EXTRAS:
* Curtas “O Avarento” (1962, 19 min.) e “O Homem que Vendeu a Torre Eiffel” (1964, 22 min.)

A ARTE DE ALFRED HITCHCOCK

Com 2 discos, o box reúne 4 clássicos da fase inglesa do genial Alfred Hitchcock, em inéditas versões restauradas. E ainda quase uma hora de extras, incluindo um documentário sobre a carreira do cineasta em sua terra natal.

DISCO 1:

O MARIDO ERA O CULPADO (Sabotage, 1936, 76 min.)
Com Sylvia Sidney, Oskar Homolka e Desmond Tester.

Um agente infiltrado da Scotland Yard está atrás de um sabotador que faz parte de um complô para explodir uma bomba em Londres. Também conhecida como “Sabotagem”, esta é uma eletrizante adaptação de “O Agente Secreto”, romance de Joseph Conrad (“Coração das Trevas”).

JOVEM E INOCENTE (Young and Innocent, 1937, 83 min.)
Com Nova Pilbeam, Derrick De Marney e Percy Marmont.

Um homem é acusado de assassinato. Ele foge e recebe, por acaso, ajuda de uma moça. Ela se sente atraída por ele e dá continuidade à fuga, mesmo sem saber se ele é mesmo o culpado. Uma dos melhores trabalhos da fase inglesa do mestre do suspense.

DISCO 2:

O INQUILINO (The Lodger: A Story of the London Fog, 1927, 91 min.)
Com June, Ivor Novello, Marie Ault.

Baseado em livro homônimo inspirado no mais famoso assassino de todos os tempos – Jack, O Estripador –, o filme gira em torno de um serial killer de mulheres loiras. Primeiro suspense do mestre.

A ESTALAGEM MALDITA (Jamaica Inn, 1939, 108 min.)
Com Maureen O’Hara, Robert Newton e Charles Laughton.

Inglaterra, 1819. Na tempestuosa costa da Cornualha, uma jovem órfã se torna alvo de uma quadrilha de ladrões de navios. Primeira adaptação de Hitchcock para uma obra de Daphne du Maurier (“Rebecca”, “Os Pássaros”).

EXTRAS:
* Documentário sobre a fase inglesa de Hitchcock (24 min.)
* Especiais (32 min.)

E NÃO PERCA TAMBÉM:
O Cinema de Hitchcock

A ARTE DE FRANÇOIS TRUFFAUT

DVD duplo com três obras-primas em inéditas versões restauradas do crítico de cinema e diretor François Truffaut (1932-1984), um dos idealizadores da Nouvelle Vague, além de mais de duas horas de extras, incluindo documentários e depoimentos do cineasta francês.

Destaque para a nova versão restaurada de um dos maiores sucessos de Truffaut: “A Noite Americana”, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro – e indicado ainda a melhor diretor, roteiro original e atriz coadjuvante (Valentina Cortese).

DISCO 1:

A NOITE AMERICANA (“La Nuit Américaine”, 1973, 115 min.)
Com Jacqueline Bisset, Jean-Pierre Léaud e Valentina Cortese.

Nesta apaixonante declaração de amor de Truffaut ao cinema, acompanhamos os conflitos e as paixões que ocorrem nos bastidores de uma filmagem, envolvendo os atores, os técnicos e o diretor. Com bela trilha sonora de Georges Delerue, essa produção aclamada vem acompanhada de uma hora e meia de extras – com entrevistas do elenco, Truffaut e sua equipe, análises e documentários.

DISCO 2:

DE REPENTE, NUM DOMINGO (“Vivement Dimanche!”, 1983, 111 min.)
Com Fanny Ardant e Jean-Louis Trintignant.

Julien Vercel, agente imobiliário, é acusado de matar o amante de sua mulher que, por sua vez, também foi assassinada. Como ele é obrigado a se esconder, sua secretária, Barbara, conduz a investigação. Último filme de Truffaut.

ATIREM NO PIANISTA (“Tirez sur le Pianiste”, 1960, 82 min.)
Com Charles Aznavour, Marie Dubois e Nicole Berger.

Após perder a esposa, o célebre pianista Edouard Saroyan abandona a carreira e passa a tocar com outro nome em um bar, onde acaba reencontrando um de seus irmãos, que está envolvido com a máfia.

EXTRAS:
* Uma conversa com Jacqueline Bisset (9 min.)
* “A Noite Americana”, uma apreciação (17 min.)
* Nathalie Baye (12 min.)
* Bernard Menez (4 min.)* Dani (04 min.)
* Yann Dedet (4 min.)
* Truffaut nos EUA (9 min.)
* Truffaut: um ponto de vista (06 min.)
* Entrevista de Pierre-William Glenn (18 min.)* Apresentação do filme (6 min.)
* “A Noite Americana” no Festival de Cannes (02 min.)
* Entrevista de Truffaut em 1973 (02 min.)
* Trailer de cinema (02 min.)* Apresentação de “De Repente, num Domingo” (5 min.)
* Trailer de “De Repente” (4 min.)* Depoimentos de François Truffaut sobre “Atirem” (22 min.)* Apresentação de “Atirem” (4 min.)
* Trailer de “Atirem” (2 min.) * Teste de cena de MarieDubois (3 min.)

A ARTE DE CARL T. DREYER

O DVD duplo reúne quatro obras-primas em inéditas versões restauradas e ainda quase uma hora de extras, incluindo documentário sobre o diretor dinamarquês.

DISCO 1:

A PALAVRA (Ordet, 1955, 126 min.)
Com Henrik Malberg, Emil Hass Christensen, Cay Kristiansen.

A rotina de uma família de fazendeiros é modificada quando um dos filhos, aparentemente enlouquecido, declara ser Jesus. Um dos maiores filmes de todos os tempos, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza.

O VAMPIRO (Vampyr, 1932, 73 min.)
Com Julian West, Maurice Schutz, Rena Mandel.

Um viajante obcecado pelo sobrenatural se hospeda numa pousada na qual encontra evidências da existência de vampiros. Incursão de Dreyer no cinema fantástico, com roteiro baseado em “Carmilla, a Vampira de Karnstein”, de Sheridan Le Fanu.

DISCO 2:

DIAS DE IRA (Vredens dag, 1943, 98 min.)
Com Thorkild Roose, Lisbeth Movin, Sigrid Neiiendam.

A jovem esposa de um pastor se apaixona pelo filho deste em meio à violenta caça às bruxas na Dinamarca do século XVII. Uma obra-prima sombria sobre religião e fanatismo dirigida magistralmente por Dreyer.

GERTRUD (Idem, 1964, 117 min.)
Com Nina Pens Rode, Bendt Rothe, Ebbe Rode, Baard Owe.

Entediada com a vida conjugal, uma aristocrata mantém relações com outros homens. Vencedor do Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Veneza, este drama foi o derradeiro filme do grande mestre.

EXTRAS:
* Documentário sobre Dreyer (30 min.)
* Especial sobre “Dias de Ira” (20 min.)

A ARTE DE ANDREI TARKÓVSKI

Depois de resgatar a filmografia de John Cassavetes, Mario Bava e Robert Altman, chegou a vez da Versátil homenagear um dos maiores cineastas de todos os tempos.

O DVD duplo traz três obras-primas em inéditas versões restauradas do russo Andrei Tarkóvski (1932-1986), um dos maiores estetas da história do cinema, e um ótimo documentário sobre “Nostalgia”.

DISCO 1:

NOSTALGIA (“Nostalghia”, 1983)
Com Oleg Yankovskiy, Erland Josephson e Domiziana Giordano.

Poeta russo vai à Itália pesquisar sobre músico russo que se suicidou no exílio. Durante sua pesquisa, ele vive uma jornada espiritual. Melhor Direção, Prêmio da Crítica Internacional e do Júri Ecumênico no Festival de Cannes.

A INFÂNCIA DE IVAN (“Ivanovo detstvo”, 1962)
Com Nikolai Burlyaev, Valentin Zubkov e E. Zharikov.

Durante a Segunda Guerra, Ivan, um menino russo de 12 anos, trabalha como espião no front soviético, cruzando as linhas inimigas, para coletar informações dos nazistas. Vencedor do Leão de Ouro em Veneza, este foi o longa-metragem de estreia do diretor.

DISCO 2:

O ESPELHO (“Zerkalo”, 1975)
Com Margarita Terekhova, Oleg Yankóvski e Alla Demidova.

Cena de “O Espelho”, uma das obras-primas do diretor – e presença constante em listas de melhores filmes de todos os tempos. À beira da morte, um homem relembra passagens de sua vida: a infância, a experiência da guerra… Um dos trabalhos mais radicais e herméticos de Tarkóvski, “O Espelho” é um dos filmes definitivos sobre a memória.

TEMPO DE VIAGEM (“Tempo di Viaggio”, 1983)
Com Andrei Tarkóvski e Tonino Guerra.

Documentário sobre a procura de locações para “Nostalgia”. Recém-chegado à Itália, Tarkóvski trabalha, conversa com Tonino Guerra e fala de cinema e literatura. Inclui pequenos ensaios filmados pelo diretor.

EXTRAS:
* Análise de “A Infância de Ivan” (31 min.)
* Análise de “O Espelho” (11 min)

EM EDIÇÕES ESPECIAIS, O HUMOR DE JERRY LEWIS, BILL MURRAY FAZENDO DRAMA E UM CULT DE WONG KAR-WAI

NESTE MÊS, O SELO “OBRAS-PRIMAS” APRESENTA DUAS COMÉDIAS COM JERRY LEWIS E DEAN MARTIN, A REFILMAGEM DO CLÁSSICO “O FIO DA NAVALHA” DE 1946, E UM CULT DO ACLAMADO DIRETOR DE “AMOR À FLOR DA PELE”

SESSÃO ESPECIAL JERRY LEWIS & DEAN MARTIN

Eterno astro da Sessão da Tarde da Rede Globo, Jerry Lewis iniciou a parceria com o ator e cantor Dean Martin nos anos 1940, apresentando-se em casas de shows, na TV e no rádio. A estreia da dupla no cinema, em 1949, com “Amiga da Onça”, deu início a uma série de sucessos — sempre com Martin no papel de galã e Lewis no do amigo desastrado. Fizeram juntos 16 longas, dois deles reunidos agora neste lançamento do selo Obras-Primas.

DVD duplo com luva e a dublagem em português da TV.

DVD 1:

O MENINÃO (You’re Never Too Young, 1955, 102 min.)
Direção: Norman Taurog. Com Jerry Lewis, Dean Martin, Diana Lynn, Nina Foch, Raymond Burr.

Assistente de barbeiro, Wilbur (Lewis) é obrigado a se fingir de criança para escapar de um bandido que o persegue. Ele vai parar em uma escola só de moças, onde cai nas boas graças de uma professora. Roteiro do escritor Sidney Sheldon (“O Outro Lado da Meia-Noite”).

DVD 2:

OU VAI OU RACHA (Hollywood or Bust, 1956, 94 min.)
Direção: Frank Tashlin. Com Dean Martin, Jerry Lewis, Pat Crowley, Maxie Rosenbloom, Anita Ekberg.

Steve (Martin) passa a perna em Malcolm (Lewis), que sonha em ir a Hollywood para conhecer Anita Ekberg. Último trabalho da dupla, sob a direção de Frank Tashlin (“Bancando a Ama-Seca”, “Errado pra Cachorro”).

EXTRAS:
* Show de Stand-up com Jerry Lewis e Dean Martin

MAIS JERRY LEWIS NA 2001:
A Barbada do Biruta (1953)
Bancando a Ama-Seca (1958)
Errado pra Cachorro (1963)
Bagunceiro Arrumadinho (1964)
Uma Família Fuleira (1965)
De Caniço e Samburá (1969)

O FIO DA NAVALHA (1984)

Segunda adaptação cinematográfica do romance homônimo escrito pelo britânico W. Somerset Maugham, filmado anteriormente por Edmund Goulding em 1946.

Uma das histórias de busca espiritual mais famosas da literatura mundial, sobre a jornada de Larry Darrell (Bill Murray, no papel que foi de Tyrone Power), ex-combatente americano que começa a reavaliar sua vida após lutar na Primeira Guerra. Ele decide viajar para outro país e cultura, abandonando a noiva e a superficialidade de seus amigos em Chicago.

CURIOSIDADE: Em alta nos anos 1980 graças a sucessos como “Clube dos Pilantras” e “Recrutas da Pesada”, Murray fez um acordo com a Columbia Pictures na época. Ele estrelaria “Os Caça-Fantasmas” somente se o estúdio financiasse a refilmagem de “O Fio da Navalha” com ele como protagonista. Assim, esse foi o primeiro papel dramático de destaque do ator.

EXTRAS:
* Trecho de entrevista com Bill Murray
* Trailer Original

ANJOS CAÍDOS

Cult da década de 1990 dirigido por Wong Kar-Wai, considerado um dos grandes nomes do cinema contemporâneo. O diretor chinês é responsável por uma das obras-primas do século 21, “Amor à Flor da Pele” (2000).

Na trama de “Anjos Caídos“, um assassino de aluguel desiludido e cansado da vida parte para seu último trabalho, ao mesmo tempo em que se vê atraído por sua sócia de crimes. Tomado pela dúvida em se envolver ou não com a parceira, ele segue pela noite de Hong-Kong e cruza com Ho, um jovem mudo que invade lojas fingindo ser um vendedor.

Com elementos marcantes na filmografia de Kar-Wai – enquadramentos ousados, cores fortes, muitos filtros, luzes e texturas –, o longa é uma das inúmeras parcerias do cineasta com o aclamado diretor de fotografia Christopher Doyle (“Amor à Flor da Pele”, “2046”).

Como outros trabalhos de Kar-Wai, é um filme sobre relacionamentos e o fim do afeto nas cidades modernas.

EXTRAS:
* Only You – Por trás das cenas
* Entrevista com Christopher Doyle
* Trailer

FINALMENTE EM DVD, UMA DAS OBRAS-PRIMAS DE ALAIN RESNAIS

“É como um laboratório de experimentos, no qual você mistura coisas sem saber o resultado que vai obter”. Alain Resnais

O CINEASTA DO TEMPO E DA MEMÓRIA

Um dos mais influentes e inovadores diretores do cinema moderno, Alain Resnais nasceu em 3/6/1922, em Vannes (França). Fascinado desde criança pela força das imagens em movimento, aos 14 anos já fazia curtas em 8mm e, entre 1964 e 67, dirigiu uma série de curtas-metragens sobre arte, entre eles “Van Gogh” (1948) e “Guernica” (1950).

Depois de um período como editor de filmes como “La Pointe-Courte” (de Agnès Varda), começou a trabalhar em parceria com importantes escritores da época, começando com Jean Cayrol, no devastador documentário “Noite e Neblina” (1955), seguido por Marguerite Duras, roteirista de “Hiroshima, Meu Amor” (1959), considerado um marco do movimento nouvelle vague. Lírico e poético, o filme revolucionou a linguagem cinematográfica ao mesclar passado e presente por meio de inteligente exercício de montagem.

Embora inicialmente associado à nouvelle vague, Resnais trilhou caminho próprio, levando ao limite suas experimentações com o tempo cinematográfico em produções como “Ano Passado em Marienbad” (1961), considerada a obra aberta por excelência; “Eu te Amo, Eu Te Amo” (1968), cerebral ficção-científica precursora de “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”; o metalinguístico “Providence” (1977), seu primeiro filme em língua inglesa; “Meu Tio da América” (1980) — que acaba de sair em DVD no Brasil –, baseado em estudos do biólogo Henri Laborit; e o “dois em um” “Smoking/No Smoking” (1993), estrelado por sua mulher, Sabine Azéma.

A partir de 1997, com o sucesso no circuito de arte de “Amores Parisienses”, Resnais  continuou a encantar e a desafiar cinéfilos com seus mosaicos de personagens – quase sempre com os amigos Sabine Azéma, André Dussollier, Pierre Arditi e Lambert Wilson no elenco: “Medos Privados em Lugares Públicos” (2006), “Ervas Daninhas” (2009), “Vocês Ainda não Viram Nada!” e “Amar, Beber e Cantar” (2014), seu filme-despedida. Pouco mais de duas semanas depois deste último ser premiado no Festival de Berlim, o gigante do cinema morreu em Paris, aos 91 anos.

MEU TIO DA AMÉRICA

Um dos títulos em DVD mais aguardados pelos cinéfilos, o filme é uma das obras-primas do diretor e levou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes em 1980.

Com roteiro original de Jean Gruault indicado ao Oscar, é baseado nas teorias do biólogo e professor Henri Laborit sobre como o ambiente pode interferir na formação da personalidade de um indivíduo. É ele quem expõe sua teoria do comportamento humano, demonstrando suas ideias através de experimentos com ratos. Resnais substitui os objetos de investigação da experiência por dois homens e uma mulher, de cidades, origens sociais e famílias diferentes, e suas vidas são acompanhadas desde a infância até a fase adulta.

Como num jogo de espelhos, o longa – cuja estrutura mistura ficção e documentário – narra a vida dos três personagens: um gerente de empresa em crise (Gérard Depardieu), uma atriz que largou a carreira artística (Nicole Garcia) e um político em ascensão (Roger Pierre).

As teorias de Laborit sustentam que os atos do ser humano são determinados pelo seu condicionamento na infância e que cada um reage segundo pulsões primárias. Por isso, além de cinéfilos, este clássico francês é uma verdadeira aula de psicologia comportamental e pode interessar a pesquisadores e professores.

MAIS DO DIRETOR NA 2001:

Amar, Beber e Cantar (2014)
Vocês Ainda não Viram Nada (2013)
A Vida É Um Romance (1983)
Stavisky (1973)
Muriel (1963)
Ano Passado em Marienbad (1961)

EM DOIS LANÇAMENTOS, O CINEMA PERTURBADOR DE MICHAEL HANEKE

PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL, A COLEÇÃO “A TRILOGIA DA TRISTEZA” REÚNE OS TRÊS PRIMEIROS LONGAS-METRAGENS DO ACLAMADO DIRETOR DE “A PROFESSORA DE PIANO” E “AMOR”. E ACABA DE SAIR, EM EDIÇÃO ESPECIAL, O DESCONCERTANTE “VIOLÊNCIA GRATUITA”.

Um dos cineastas mais importantes da Europa, Michael Haneke conquistou a Palma de Ouro duas vezes: por “A Fita Branca”, em 2009, e “Amor”, em 2012. Concorreu ainda ao Oscar de direção pelo segundo, considerado um dos melhores filmes dos anos 2000.

Haneke (ao lado de Isabelle Huppert) com a Palma de Ouro recebida por “A Fita Branca” em 2009

Nascido em Munique, mas naturalizado austríaco, Haneke nasceu em 23 de março de 1942, e cresceu no meio das artes por ser filho de um diretor e uma atriz. Estudou filosofia e psicologia em Viena, foi crítico de cinema e começou a carreira artística escrevendo roteiros para o teatro, migrando depois para a TV.

Sua estreia no cinema se deu com “O Sétimo Continente” (1989), retrato perturbador da alienação de uma família, que deu início à sua “Trilogia da Frieza“, lançada em DVD com 3 cards e 1 hora de extras. Nesses trabalhos, ele revela sua visão niilista de mundo, mostrando com concisão cirúrgica a falta de comunicação e a indiferença no cotidiano de nossa sociedade. Seus filmes provocam incômodo – basta lembrar de “Violência Gratuita” (1997) e “A Professora de Piano”(2001) –, com seus rompantes de violência inesperada e personagens que perderam o sentido da vida.

Segundo Haneke, “Falamos muito e não comunicamos nada”.

TRILOGIA DA FRIEZA

DISCO 1:

O SÉTIMO CONTINENTE (Der siebente Kontinent, 1989, 104 min.)
Com Birgit Doll, Dieter Berner, Leni Tanzer.

Baseado na história real de uma família alemã, o filme disseca a apatia e o isolamento de Georg e sua esposa Anna, além da filha Evi, que tem o costume de se fingir de cega. A família decide então alterar sua realidade e mudar para a Austrália.

DISCO 2:

O VÍDEO DE BENNY (Benny’s Video, 1992, 105 min.).
Com Arno Frisch, Angela Winkler, Ulrich Mühe.

Filho de pais ausentes, Benny é um adolescente de 14 anos obcecado em vídeos, que ele assiste o dia todo na TV e que também produz com sua câmera. Alienado do mundo exterior, ele não consegue mais distinguir o que é real ou representação, pois suas experiências são mediadas pela televisão e pelos vídeos.

DISCO 3:

71 FRAGMENTOS DE UMA CRONOLOGIA DO ACASO (71 Fragmente einer Chronologie des Zufalls, 1994, 95 min.)

Na véspera do Natal de 1993, um estudante de 19 anos matou três pessoas numa agencia bancária em Viena e depois se suicidou com um tiro na cabeça. A seguir, 71 cenas mostram situações aparentemente prosaicas do dia a dia de cidadãos austríacos antes do massacre. Pessoas comuns da multidão, como um imigrante que acabou de chegar ao país, um casal que adotou uma menina, um universitário ou um velho solitário, entre outros personagens.

EXTRAS:
* Entrevista com o diretor Michael Haneke sobre “O sétimo Continente” (16 min.)
* Entrevista com o diretor Michael Haneke sobre “O Vídeo de Benny” (20 min.)
* Entrevista com o diretor Michael Haneke sobre “71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso” (23 min.)

VIOLÊNCIA GRATUITA

Depois da impactante “Trilogia da Frieza”, Haneke voltou a chocar público e crítica com este desconcertante exercício narrativo, em 1997.

Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, o filme desafia os próprios limites do espectador em relação à violência que vê na tela; de certa forma, nos tornamos cúmplices do sadismo de dois jovens psicopatas que invadem a casa de uma família de classe média alta. Haneke testa o espectador desde o título, passando pela promessa dos dois algozes de que o casal e seu filho não chegarão com vida até o final da noite, submetidos a uma série de torturas físicas e psicológicas.

Uma das sacadas do diretor é não mostrar os crimes sendo cometidos, mas seus efeitos –
antes e depois de cada ação, provocando ainda mais incômodo. Além disso, a “quarta parede” é quebrada sucessivas vezes, com um dos psicopatas dirigindo-se diretamente para a câmera, como se conversasse com o público.

Como em “O Vídeo de Benny“, Haneke investiga como a violência transmitida na mídia pode influenciar negativamente a sociedade. Dez anos depois, ele dirigiria uma refilmagem americana da história quadro a quadro, mudando apenas o elenco, agora com Naomi Watts, Tim Roth e Michael Pitt.

EXTRAS:
* Entrevista com o diretor sobre “Violência Gratuita”
* Trailer original

“A TRILOGIA DA VIDA” E MAIS TRABALHOS DE PASOLINI EM DVD NA 2001

NOS ANOS 1970, O POLÊMICO CINEASTA E POETA ITALIANO DIRIGIU TRÊS CELEBRADAS ADAPTAÇÕES DE CLÁSSICOS DA LITERATURA UNIVERSAL: “DECAMERON” (1971), “OS CONTOS DE CANTERBURY” (1972) E “AS MIL E UMA NOITES” (1974).

Pier Paolo Pasolini nasceu em 5 de março de 1922, em Bolonha (Emilia-Romagna, norte da Itália). Escreveu seus primeiros poemas ainda criança e se inscreveu no curso de letras na Universidade de Bolonha aos 17 anos de idade. Publicou em 1942 seu livro de poesias “Poesie a Casarsa”, escrito em italiano e no antigo friulano, falado por sua mãe, figura de grande influência em sua vida.

De mente questionadora, se valeu do uso do dialeto também como forma de confrontar a mentalidade nacionalista de direita. No fim da Segunda Guerra Mundial perdeu seu irmão mais novo, Guido, morto como membro da resistência. Terminada a guerra, se afiliou ao Partido Comunista Italiano, do qual foi expulso por “práticas” homossexuais no final dos anos 1940.

Em 1955, Pasolini publicou o romance “Ragazzi di Vita”, elogiado pela crítica e sucesso de público. Dois anos depois, trabalhou na criação de diálogos para “Noites de Cabíria“, de Federico Fellini, e colaborou no roteiro de três filmes de Mauro Bolognini (entre eles, “A Longa Noite de Loucuras” e “O Belo Antonio“).

A estreia na direção aconteceu com o drama “Accattone – Desajuste Social“, pelo qual foi responsável também pelo roteiro, adaptado de seu romance. Sua filmografia foi marcada pelo engajamento político, em conformidade com seus ideais marxistas, pela crítica ferrenha às instituições, principalmente o Estado e a Igreja, como estruturas igualmente repressoras e mantenedoras do status quo. Com estilo de fazer cinema desglamourizado, apelou para o grotesco e o popular como forma de enfrentar as elites de seu país.

Pasolini foi assassinado em 2 novembro de 1975 em Ostia (Latium, Itália), sob circunstâncias que permanecem abertas para especulação até hoje. Os últimos dias do cineasta – e as circunstâncias em torno de sua morte – foram dramatizados em “Pasolini” (2014), dirigido por Abel Ferrara.

COLEÇÃO PIER PAOLO PASOLINI – TRILOGIA DA VIDA

Pasolini inspirou-se em clássicos da literatura universal, narrando histórias fragmentadas, que oscilavam entre o alegórico, o libertino e o farsesco. Só que ao contrário de “Saló ou Os 120 Dias de Sodoma e Gomorra“, o sexo é visto como um impulso primitivo sem conotação repressora de seu último filme. Entre o pitoresco e o profano, “Decameron” (1971), “Os Contos de Canterbury” (1972) e “As Mil e uma Noites” — os dois últimos com cenografia assinada pelo renomado Dante Ferretti — conquistaram um novo público para o cineasta e foram premiados nos festivais de Berlim e Cannes.

DECAMERON

Noves contos baseados no “Decameron” de Giovanni Boccaccio (1313-1375), com roteiro do próprio Pasolini, e produção de Alberto Grimaldi (de “O Último Tango em Paris” e “Gangues de Nova York”). Como em outros trabalhos, Pasolini recria visualmente uma pintura famosa, no caso o afresco “O Juízo Final”, de Giotto (1267-1337), com a colaboração do cenógrafo Dante Ferreti. O filme tem trilha sonora composta por Ennio Morricone e conquistou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim.

OS CONTOS DE CANTERBURY

Pasolini escolheu as histórias do inglês Geoffrey Chaucer (1343-1400) para o segundo filme da trilogia, assumindo novamente a função de compositor, ao lado de Ennio Morricone, e de roteirista, além de interpretar o autor inglês. A equipe técnica é a mesma de seu filme anterior, bem como do próximo filme, “As Mil e Uma Noites”: Alberto Grimaldi (produtor), Tonino Delli Colli (direção de fotografia), Dante Ferretti (cenógrafo) e Danilo Donati (figurino).

Vencedor do Urso de Ouro de melhor direção no Festival de Berlim.

AS MIL E UMA NOITES

A trajetória de Mur-el-Din em busca da bela escrava Zumurrud, que foi raptada, é acompanhada pela narrativa de outras tramas entrelaçadas. As histórias de “As Mil e Uma Noites” foram adaptadas por Pasolini e Dacia Maraini (de “O Futuro é Mulher” e “A História de Piera”, de Marco Ferreri).

Com atores recorrentes na obra pasoliniana (Ninetto Davoli, Franco Citti), o filme levou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes.

MAIS PASOLINI NA 2001:

Saló (1975)
Medéia – A Feiticeira do Amor (1969)
Pocilga (1969)
Amor e Raiva (1969) episódio “A Sequência da Flor de Papel”
Gaviões e Passarinhos (1966)
O Evangelho Segundo São Mateus (1964)
Mamma Roma (1962)
Accattone – Desajuste Social (1961)

É MÊS DE FRANÇOIS TRUFFAUT: CONFIRA A COLEÇÃO “NOUVELLE VAGUE” E PROMOÇÃO COM 10 FILMES DO DIRETOR NA 2001

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Um dos movimentos cinematográficos mais importantes (e influentes) da história, a Nouvelle Vague mudou a linguagem da sétima arte, a partir das inovações de ex-críticos da revista Cahiers du Cinema – como François Truffaut, Jacques Rivette e Jean-Luc Godard – que migraram para atrás das câmeras, no final dos anos 1950.

Por meio de artigos polêmicos, Truffaut liderou seus colegas da publicação na busca por um modo mais livre de fazer cinema, que significava mais locações externas nas filmagens, menos restrições de estúdios e produtores e, principalmente, mais diretores que iriam escolher o próprio material e desenvolvê-lo de forma pessoal. Era o início da teoria do “Cinema de Autor”, representada pelos diretores-autores da Nouvelle Vague.

O lançamento comercial de “Nas Garras do Vício” (de Claude Chabrol), em 1958, marca o início do movimento, e o sucesso de “Os Incompreendidos” (de Truffaut), premiado no Festival de Cannes no ano seguinte, sua consolidação.

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O box “Nouvelle Vague”, com 3 DVDs reunindo 6 clássicos franceses, por apenas R$ 69,90

Recém-lançada pela distribuidora Versátil, a coleção “Nouvelle Vague” resgata longas menos conhecidos do período, incluindo “Um Só Pecado” (dirigido por Truffaut), e dois clássicos que marcaram época – “O Ano Passado em Marienbad” e “Banda à Parte” – em edições restauradas.

EDIÇÃO LIMITADA COM 6 CARDS, ALÉM DE QUASE UMA HORA E MEIA DE EXTRAS.

DISCO 1:

O ANO PASSADO EM MARIENBAD (“L’Année Dernière à Marienbad”, 1961)
De Alain Resnais. Com Delphine Seyrig, Giorgio Albertazzi e Sacha Pitoeff.

02

Em um hotel, um homem tenta convencer uma mulher casada a fugir com ele. Mas ela não consegue se lembrar do caso que os dois tiveram no ano anterior. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza.

OS LIBERTINOS (“Les Dragueurs”, 1959)
De Jean-Pierre Mocky. Com Jacques Charrier, Charles Aznavour e Anouk Aimée.

As aventuras e desventuras de dois jovens, um tímido e outro conquistador, que caçam mulheres na noite parisiense. Dirigida por Jean-Pierre Mocky, essa crônica sobre a juventude traz um frescor de realização invejável.

DISCO 2:

UM SÓ PECADO (“La Peau Douce”, 1964)
De François Truffaut. Com Jean Desailly e Françoise Dorléac.

01

Numa viagem a Lisboa, conhecido editor torna-se amante de uma bela aeromoça. Ele é casado e vive seu romance até o dia em que sua mulher descobre tudo.

BANDA À PARTE (“Bande à Part”, 1964)
De Jean-Luc Godard. Com Anna Karina, Sami Frey e Claude Brasseur.

Dois amigos trapaceiros convencem uma estudante a ajudá-los em um roubo. Talvez a obra mais acessível de Godard, e uma vibrante homenagem ao filme B hollywoodiano.

DISCO 3:

A BAÍA DOS ANJOS (“La Baie des Anges”, 1963)
De Jacques Demy. Com Jeanne Moreau, Claude Mann e Henry Nassiet.

04

Jean chega a Nice. Começa a se interessar pelo jogo e encontra no casino uma jogadora, Jackie. Os dois se apaixonam e se afundam na jogatina.

PARIS NOS PERTENCE (“Paris nous Appartient”, 1960)
De Jacques Rivette. Com Betty Schneider, Giani Esposito e Françoise Prévost.

Jovem estudante encontra por acaso um grupo teatral que ensaia exaustivamente a peça Péricles, de Shakespeare. Uma das obras-primas de Jacques Rivette (de “A Bela Intrigante”).

EXTRAS: No Labirinto de Marienbad (33 min.), Trailers (18 min.), Entrevista de Jean-Pierre Mocky (5 min.), Depoimento de Dany Carrel (3 min.), A influência de Hitchcock em “Um Só Pecado” (12 min.), Entrevista de François Truffaut (11 min.)

 

1

ALÉM DO RARO “UM SÓ PECADO”, DE FRANÇOIS TRUFFAUT, INCLUÍDO NA COLEÇÃO “NOUVELLE VAGUE”, CONHEÇA (OU RELEMBRE) MAIS 10 CLÁSSICOS DO CINEASTA FRANCÊS, A PREÇO PROMOCIONAL NA 2001:

1959

01

1962

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1968

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1968

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1969

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1979

08

1980

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MAS ATENÇÃO: OS ESTOQUES SÃO LIMITADOS!

PREMIADO EM CANNES, “ESTRANHO ACIDENTE” ESMIUÇA O EGO MASCULINO

Estranho Acidente
(Accident, ING, 1967, Cor, 106′)
Versátil – Clássico – 14 anos
Direção: Joseph Losey
Elenco: Dirk Bogarde, Michael York, Stanley Baker, Jacqueline Sassard, Vivien Merchant, Delphine Seyrig

Sinopse: Stephen, um professor de meia idade da Universidade de Oxford, sonha em viver uma fantasia sexual com Anna, uma de suas alunas. Stephen disputa as atenções da moça com outro aluno, William, cuja jovialidade ele inveja, e com seu rival acadêmico, o professor Charley.

Extras: Falando sobre Estranho Acidente (34 minutos), Joseph Losey e Harold Pinter discutem o filme (26′), entrevista com o biógrafo de Dirk Bogarde (7′) e trailer (4′)

Dono de uma das carreiras mais versáteis e surpreendentes do cinema britânico, Dirk Bogarde (1921–1999) foi ídolo das matinês nos anos 1940 e 50 antes de tornar-se figura carimbada em filmes autorais dirigidos por nomes como Luchino Visconti (Morte em Veneza, Os Deuses Malditos), Liliana Cavani (O Porteiro da Noite), Alain Resnais (Providence, exibido na última Mostra de Cinema de São Paulo) e Rainer Werner Fassbinder (Despair), nas décadas seguintes.

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A grande virada na trajetória do ator veio com a parceria com o cineasta Joseph Losey (1909–1984), iniciada em 1954 com O Monstro de Londres (The Sleeping Tiger). Colaborador de Bertolt Brecht no teatro, Losey foi intimado em 1951 a depor no famigerado Comitê de Atividades Anti-Americanas, então presidido pelo senador Joseph McCarthy, responsável pela famosa “caça às bruxas” – leia-se, a comunistas em Hollywood. Ciente das táticas de intimidação do comitê, o cineasta decidiu exilar-se na Inglaterra, onde começou a dirigir produções de encomenda. Quase dez anos depois de O Monstro de Londres, Losey retomou a parceria com Bogarde e acertou em cheio com O Criado (1963), drama que subverte os papéis de patrão e empregado no sistema de classes britânico. O filme marca a primeira colaboração de Losey com o renomado dramaturgo britânico Harold Pinter (1930–2008).

Como o personagem-título que vira a mesa e passa a controlar o patrão em "O Criado", considerado um dos melhores filmes britânicos de todos os tempos

Como o personagem-título que vira a mesa e passa a controlar o patrão em “O Criado”, considerado um dos melhores filmes britânicos de todos os tempos

Adaptado por Pinter de um romance de Nicholas Mosley, Estranho Acidente (1967) também adentra o ego e o jogo de poder entre homens bem diferentes. Bogarde vive Stephen, professor de filosofia casado, pai de dois filhos e à espera de um terceiro. Já Charley (Stanley Baker) também leciona em Oxford e representa o oposto do colega de trabalho: metido a machão, é extrovertido e o típico predador sexual, que não hesita em flertar com suas alunas.

Em plena crise dos quarenta (“Estou ficando velho”, reclama em vários momentos), Stephen deseja secretamente uma jovem estudante austríaca (Jacqueline Sassard), objeto do desejo de seu aluno (e amigo) William (Michael York). O impasse amoro é ampliado com a entrada de Charley, que, mediante às hesitações dos outros dois, não demora em seduzir mais uma estudante da universidade.

Stephen é um pacato professor que deseja Anna, uma de suas alunas. Numa das cenas clássicas do filme, Michael York conduz a gôndola, a força da juventude sob o olhar incrédulo do protagonista, ao lado de seu objeto do desejo

Em “Estranho Acidente”, Stephen é um pacato professor que deseja Anna, uma de suas alunas, que acaba disputada por mais dois personagens da trama. Numa das cenas clássicas do filme, Michael York conduz a gôndola e representa a força da juventude sob o olhar incrédulo do protagonista, ao lado de seu objeto do desejo

Acostumado a revelar muito com pouco, Bogarde é um mestre das sutilezas e expressa perfeitamente o desejo reprimido de Stephen, que no fundo está mais determinado em superar o rival Charley e conseguir se impor como homem na guerra não-declarada pela masculinidade no ambiente acadêmico de Oxford.

Vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 2005, Pinter escreveu o roteiro com as tradicionais elipses que caracterizam seu trabalho, no qual o conflito também irrompe daquilo que não é dito (ou feito) e em sequências repletas de simbolismos, como a do jogo de tênis na casa de campo. Narrado em flashbacks, o filme explora o jogo de tensões entre homens que buscam o tempo todo autoafirmação, até o fatídico acidente do título.

INCONFORMISMO, SEXO E MORTE: NAGISA OSHIMA (1932-2013)

Nagisa Oshima (1932–2013)

Nagisa Oshima (1932–2013), um dos grandes cineastas japoneses do pós-guerra

CONSIDERADO UM DOS ARTISTAS MAIS PROVOCADORES DO SÉCULO 20, NAGISA OSHIMA MORREU NA ÚLTIMA TERÇA-FEIRA (15/1) DE PNEUMONIA, AOS 80 ANOS. O CINEASTA JAPONÊS FOI UM ICONOCLASTA QUE DESAFIOU CONVENÇÕES EM FILMES AUDACIOSOS COMO JUVENTUDE DESENFREADA E O IMPÉRIO DOS SENTIDOS, QUE CAUSOU ESCÂNDALO EM TODO O MUNDO.

Maior expoente da nouvelle vague japonesa que eclodiu nos anos 1960 , Nagisa Oshima desenvolveu sua obra como uma forma de oposição ao cinema tradicional de seu país. “Meu ódio pelo cinema japonês inclui absolutamente tudo nele”, dizia. Ou seja, seu inconformismo reagia inclusive contra o estilo de diretores do porte de Yasujiro Ozu, Kenji Mizoguchi e Akira Kurosawa.

Oshima estava mais preocupado em retratar as contradições e tensões da sociedade japonesa do pós-guerra, incluindo o período de industrialização e a crescente influência do Ocidente, do que dirigir histórias convencionais ou “de época”. Muitos de seus trabalhos durante a “nova onda”, como O Túmulo do Sol (1960) e Violência ao Meio-Dia (1966), rompiam radicalmente com as tradições e temas vistos nas telas de então.

Disponível em DVD na 2001 Vídeo, O Túmulo do Sol é um dos poucos filmes da nouvelle vague japonesa lançados no Brasil

Disponível em DVD na 2001 Vídeo, O Túmulo do Sol é um dos poucos filmes da nouvelle vague japonesa lançados no Brasil

Filmados em locações realistas, com muita câmera na mão e protagonizados por anti-heróis excluídos, marginalizados e rebeldes, seus filmes aproximavam-se mais das experiências de cineastas como Jean-Luc Godard (Acossado), na França, e Tony Richardson (If….), na Inglaterra. Além da estética, forma de narrar e temas, o cinema de Oshima nos anos 1960 trazia em comum a revolta da juventude contra a sociedade vigente. E a oposição entre tradição e modernidade.

O cineasta ganharia notoriedade internacional na década seguinte com o lançamento de O Império dos Sentidos (1976). Mergulho visceral no relacionamento sadomasoquista entre dois amantes em 1936, o filme gerou forte debate por conta de suas inúmeras cenas de sexo explícito. Para Oshima nada é gratuito e até o sexo pode ter conotações políticas. Sexo também como ferramente de poder e que, no limite, pode encontrar a morte, seja no gozo ou na obsessão pelo outro.

Banido no Japão e em diversos países, O Império dos Sentidos elevou a pornografia à condição de arte, provocando discussões em todo o mundo sobre os limites do sexo no cinema. Na época de seu lançamento, o diretor Nagisa oshima foi processado por obscenidade e o filme nunca foi exibido sem cortes no Japão, tendo sido finalizado na França, devido a forte censura no país

Banido no Japão e em diversos países, O Império dos Sentidos elevou a pornografia à condição de arte, provocando discussões em todo o mundo sobre os limites do sexo no cinema. Na época de seu lançamento, o diretor Nagisa Oshima foi processado por obscenidade e até hoje o filme nunca foi exibido sem cortes no Japão

Polêmica, problemas com a censura e alguns documentários para TV depois, ele retornou com outro conto passional de crime e sexo: O Império da Paixão, que lhe valeu o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes em 1978.

Em 1982, já reconhecido internacionalmente, Oshima dirigiu o cantor David Bowie em Furyo – Em Nome da Honra, baseado nas experiências do autor Laurens van der Post como prisioneiro de guerra no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Primeiro filme do cineasta em língua inglesa, Furyo reuniu Bowie, o músico Ryûichi Sakamoto (compositor da bela trilha sonora) e o ator e cineasta Takeshi Kitano (Dolls) no drama histórico de subtexto homoerótico.

Em seguida, veio outra produção internacional, Max, Meu Amor (1986), bizarra história de uma mulher (Charlotte Rampling, de Os Deuses Malditos) atraída sexualmente por um chimpanzé. O roteiro foi escrito por Jean-Claude Carriére, habitual colaborador de Luis Buñuel em sua fase francesa (A Bela da Tarde, O Discreto Charme da Burguesia, Obscuro Objeto do Desejo).

Muito antes de interpretar a mãe de Kirsten Dunst em Melancolia, Charlotte Rampling foi uma das musas do cinema europeu com atuações corajosas em O Porteiro da Noite e Max, Meu Amour, no qual interpreta uma mulher casada que trai o marido cm um macaco

Muito antes de interpretar a mãe de Kirsten Dunst em Melancolia, Charlotte Rampling (Swimming pool) foi uma das principais musas do cinema europeu entre os anos 70 e 80, com atuações corajosas em O Porteiro da Noite e Max, Meu Amour, no qual interpreta uma mulher que trai o marido com um macaco

Depois de sofrer um derrame em 1996, Oshima voltou à direção com o elogiado Tabu (1999), indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2000. Centrado no romance proibido entre dois samurais no século 19, Tabu tornou-se o capítulo final na carreira do cineasta que, nos últimos anos, trabalhava como apresentador de um popular talk show na TV japonesa. Mas que vai ser lembrado mesmo pela intensidade autodestrutiva do casal de amantes de O Império dos Sentidos.

 

NAGISA OSHIMA EM DVD NA 2001:

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O Túmulo do Sol (1960)
O Império dos Sentidos (1976)
O Império da Paixão (1978)
Furyo, Em Nome da Honra (1983)
Max, Meu Amor (1986)

 

VENCEDORES DO 65º FESTIVAL DE CANNES

A 65ª edição do festival chegou ao seu final ontem, premiando grandes nomes do cinema de autor

PRESIDIDO PELO CINEASTA ITALIANO NANNI MORETTI, O FESTIVAL DE CANNES ENTREGOU NA TARDE DE ONTEM OS PRÊMIOS DE SUA 65ª EDIÇÃO.

O cineasta austríaco Michael Haneke repetiu o feito de A Fita Branca em 2009, conquistando a Palma de Ouro por Amour, drama estrelado por duas lendas do cinema francês – Emmanuelle Riva (Hiroshima, Meu Amor) e Jean-Louis Trintignant (Um Homem, Uma Mulher).

O austríaco Michael Haneke, dirigindo Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant

PRINCIPAIS VENCEDORES DO FESTIVAL

PALMA DE OURO
Amour, de Michael Haneke

GRANDE PRÊMIO
Reality, de Matteo Garrone

MELHOR ATRIZ
Cristina Flutur e Cosmina Stratan em Beyond the Hills

MELHOR ATOR
Mads Mikkelsen em The Hunt

O dinamarquês Mads Mikkelsen com o prêmio conquistado por The Hunt, de Thomas Vinterberg

MELHOR DIRETOR
Carlos Reygadas por Post Tenebras Lux

MELHOR ROTEIRO
Beyond the Hills, de Cristian Mungiu

PRÊMIO DO JÚRI
The Angels’ Share, de Ken Loach

O veterano diretor britânico Ken Loach, premiado pela comédia The Angels Share

CAMÉRA D´OR
Les Betes du Sud Sauvage, de Benh Zeitlin

PALMA DE OURO – CURTA-METRAGEM
Silence, de L. Rezan Yesilbas