cinema europeu

NOVOS TÍTULOS DE “OBRAS-PRIMAS DO CINEMA” EM PROMOÇÃO

UMA INCRÍVEL PROMOÇÃO COM CLÁSSICOS E CULTS DO SELO “OBRAS-PRIMAS DO CINEMA“.

NÃO PERCA A SELEÇÃO, QUE INCLUI VÁRIAS EDIÇÕES  COM CARDS E EXTRAS.

CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA!

E A SEGUIR, NOVOS TÍTULOS INCLUÍDOS NA PROMOÇÃO (POR TEMPO LIMITADO):

ESTOQUES LIMITADOS

A MULHER E O ATIRADOR DE FACAS

Também conhecida como “A Garota da Ponte“, esta produção francesa é um dos cults dos anos 1990. Dirigido por Patrice Leconte (“O Marido da Cabeleireira”), o filme é um delicioso romance em ritmo de fábula, em preto e branco. Desiludida no amor, a bela Adèle (Vanessa Paradis, de “Como Arrasar um Coração” – também em promoção na Black Friday 2001) decide se jogar de uma ponte sobre o Rio Sena, em Paris. Prestes a pular, ela é salva por um estranho, Gabor (Daniel Auteuil), um atirador de facas profissional – cronicamente depressivo. Indicado ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, o longa valeu a Daniel Auteuil o César de melhor ator em 2000.

O FIO DA NAVALHA (1984)

Segunda adaptação cinematográfica do romance homônimo escrito pelo britânico W. Somerset Maugham, filmado anteriormente por Edmund Goulding em 1946. Uma das histórias de busca espiritual mais famosas da literatura mundial, sobre a jornada de Larry Darrell (Bill Murray, no papel que foi de Tyrone Power), ex-combatente americano que começa a reavaliar sua vida após lutar na Primeira Guerra. Ele decide viajar para outro país e cultura, abandonando a noiva e a superficialidade de seus amigos de Chicago. Nos extras, entrevista com Murray.

PROFISSÃO, LADRÃO

Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, este policial neonoir foi aclamado pela crítica e pôs no mapa de Hollywood o nome de Michael Mann, que depois ganharia notoriedade como produtor executivo da série “Miami Vice” e, depois, diretor de longas indicados ao Oscar (“O Informante”, “Colateral”). Na trama, um ladrão (James Caan, o Sonny Corleone de “O Poderoso Chefão”) decide mudar de vida. Especialista em roubar joias, resolve participar de um último golpe , só que seus planos vão por água abaixo quando ele se vê envolvido numa rede de intrigas que põe em perigo sua vida. Nos extras, entrevistas com o diretor e James Caan.

MEU JANTAR COM ANDRÉ

Depois do escândalo de “Pretty Baby” (1978) e das indicações ao Oscar por “Atlantic City” (1980), Louis Malle (1932–1995) continuou trabalhando nos EUA, onde filmou esta produção independente escrita, em estilo teatral, por Wallace Shawn e Andre Gregory. No filme, o ator e dramaturgo Shawn encontra com Gregory, famoso diretor de teatro nova-iorquino, para jantar em um restaurante do Upper East Side. Os dois não viam-se há muito tempo e travam uma longa conversa em tom confessional sobre amor, filosofia, morte, superstições, teatro, entre outros temas. Nos extras, entrevistas e “My Dinner with Louis”, episódio do programa Arena BBC.

A LOUCURA ENTRE NÓS

Exibido em festivais no Brasil e no exterior, o documentário mergulha no delicado universo dos pacientes psiquiátricos. De 2011 a 2014, Fernanda Fontes Vareille, cineasta brasileira radicada na França, fez uma imersão no cotidiano de internos do Hospital Juliano Moreira, em Salvador. Para a realização deste trabalho, ela e sua equipe tiveram como ponto de partida a Criamundo, ONG de reinserção no mercado de trabalho de pacientes psiquiátricos, sediada no Hospital, e o livro homônimo do médico psiquiatra Marcelo Veras. Nos extras, entrevistas com a diretora e com o Dr. Marcelo Veras, mais o curta “Deixe-me Viver – 2009”, da mesma diretora.

SER OU NÃO SER

Dirigido por um mestre da farsa sofisticada, Ernst Lubitsch, este clássico da comédia americana foi lançado em março de 1942, logo após a morte da protagonista Carole Lombard em um acidente aéreo. O título é inspirado no famoso solilóquio de Shakespeare e é ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, na Polônia ocupada pelos nazistas, quando um grupo de atores de teatro precisa evitar que um espião, que possui informação sobre a resistência polonesa, a entregue para os alemães. Nos extras, o curta inédito “Palácio Pinkus” (44 minutos), de Ernst Lubitsch, e documentário sobre a carreira do diretor (53 minutos).

ROSETTA

Nascidos em Liége (bélgica), os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne (“A Garota Desconhecida“) ganharam sua primeira Palma de Ouro em Cannes por este drama social marcado pelo minimalismo narrativo sem concessões da dupla. A jovem Rosetta (Émilie Dequenne, melhor atriz em Cannes) vive num trailer com sua mãe alcóolatra e agressiva (Anne Yernaux) e sai diariamente à procura de trabalho, desesperada em sua guerra pessoal por uma oportunidade. Para Rosetta, vale qualquer coisa a fim de sair da pobreza. Nos extras,  entrevista especiais com os irmãos Dardenne e com os atores Emilie Dequenne e Olivier Gourmet.

PONETTE – À ESPERA DE UM ANJO

Escrito e dirigido pelo francês Jacques Doillon (do controverso “Raja”), este é um dos filmes mais sensíveis da década de 1990 por revelar, com extrema delicadeza, os reflexos da morte na vida de uma criança. É o caso de Ponette (a revelação Victoire Thivisol), uma menina de 4 anos confrontada com a perda da mãe, morta em um acidente de carro. Incapaz de entender a situação segundo os padrões do pensamento adulto, ela acredita que sua mãe irá voltar. Thivisol tinha apenas 5 anos de idade quando venceu a Copa Volpi de melhor atriz no Festival de Veneza por sua atuação, e o filme levou o prêmio da crítica na Mostra Internacional de Cinema de SP, em 1996.

CIDADÃO X

Premiado com o Emmy e o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante em minissérie ou telefime para Donald Sutherland, o filme é um tenso thriller de serial killer baseado no livro de Robert Cullen. A trama acompanha a jornada de horror de Andrei Romanovich Chikatilo — o “Monstro de Rostov” –, o primeiro assassino em série descoberto na ex-União Soviética. Entre 1978 e 1990, ele matou mais de 50 pessoas, a maioria crianças e jovens mulheres. Em seu encalço, o tenente Viktor Burakov (papel de Stephen Rea, de “Traídos pelo Desejo”) busca pistas e ainda precisa lidar com a burocracia russa. Nos extras, documentário sobre o serial Andrei Chikatilo (50 minutos).

UM SONHO SEM LIMITES

Esta comédia dramática dirigida por Gus Van Sant (“Drugstore Cowboy“, “Milk”) é baseada na história real de Suzanne Stone Maretto, autora do livro “To Die For”, que deu origem ao filme. Premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical, Nicole Kidman interpreta Suzanne, uma mulher amoral e calculista que vive numa pequena cidade de New Hampshire com o sonho de trabalhar na estação de TV local. Desiludida com seu casamento com Larry (Matt Dillon), dono de uma pizzaria, ela se dedica em tempo integral à carreira e fará de tudo para se tornar uma personalidade importante. Nos extras, entrevista com Van Sant.

O SELVAGEM (1953)

Dirigido por Laslo Benedek e produzido por Stanley Kramer, o filme imortalizou Marlon Brando — e sua jaqueta de couro — no papel de Johnny Strabler, líder de uma gangue de motociclistas. A bordo de sua Triumph Thunderbird 6T de 1950, Johnny e seus colegas do Black Rebels Motorcycle Club invadem a pequena cidade de Wrightsville durante uma corrida de motocicletas. Depois de atrapalhar o evento, eles são expulsos pela polícia e partem para outra cidade, onde Johnny reencontra Chino (Lee Marvin), líder de uma gangue rival. Edição caprichada, com mais de 1 hora de extras: introdução de Karen Kramer, especial “Hollister, California: Bikers, Booze and The Big Picture”.

COLEÇÃO DOSE DUPLA – NORMA SHEARER

Dois clássicos inéditos de uma das grandes atrizes dos anos 1930 e 1940: A DIVORCIADA (1930), que lhe valeu o Oscar de melhor atriz, e UMA ALMA LIVRE (1931), com Lionel Barrymore premiado com o prêmio de melhor ator.  No filme que lhe valeu a estatueta dourada, Shearer vive uma mulher que decide “dar o troco” após a traição do marido, e termina envolvendo-se emocionalmente com o melhor amigo dele. Nos extras, dois curtas inéditos com Pete Smith: “ Wedding Bills” (9 minutos) e “How to Hold Your Husband – Back” (10 minutos).

EM PROMOÇÃO, O ACLAMADO “A CRIADA” E UMA GRANDE SELEÇÃO DE CINEMA EUROPEU

A CRIADA

Novo cult movie do cineasta sul-coreano Park Chan-Wook, que ganhou fama no Brasil com “Oldboy” (2003). Visualmente suntuoso, “A Criada” é uma produção de época bastante moderna, tratando de temas como conflito de classes, empoderamento feminino, homossexualidade e jogos de poder.

Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado e tem como base o livro “Fingersmith” (2002), da autora galesa Sarah Waters. O cenário do romance – a Londres vitoriana – foi transposto no longa para a Coreia do Sul dos anos 1930, época em que o país foi ocupado pelo Japão.

Na trama, a jovem Sooke é contratada para ser criada de Hideko, uma rica herdeira que leva uma vida reclusa junto de Kouzuki, seu tio dominador. No entanto, a empregada tem um segredo: é uma ladra recrutada por vigarista para seduzir a patroa e roubar sua fortuna.

Repleto de reviravoltas, o filme conta com a violência e sensualidade à flor da pele de outros trabalhos de Chan-Wook, além de uma história surpreendente, narrada por três pontos de vista.

13 MINUTOS

Depois de “A Queda! As Últimas Horas de Hitler” (2004), o cineasta Oliver Hirschbiegel volta ao tema neste longa baseado na história real do fracassado atentado a Hitler em 8 de novembro de 1939. Se em “Operação Valquíria” (2008) tentativa semelhante foi planejada por altos oficiais alemães, em “13 minutos” celebra-se o espírito individual de um inconformista, Georg Elser (Christian Friedel), que quase evitou a II Guerra Mundial.

NINGUÉM DESEJA A NOITE

Inspirado na história real da americana Josephine Peary, o filme tem direção da catalã Isabel Coixet (“Minha Vida Sem Mim”) e rendeu à versátil Juliette Binoche indicação ao Goya – o principal prêmio de cinema espanhol. Em 1908, a personagem deixa a alta sociedade de Washington e viaja ao Polo Norte atrás de seu marido, o explorador Robert Beary (Gabriel Byrne). Durante sua jornada a um dos lugares mais inóspitos do planeta, ela conhece Allaka (Rinko Kikuchi, revelada em “Babel”), uma esquimó que vai influenciar profundamente sua vida.

AS CONFISSÕES

Depois de “Viva a Liberdade” (2013), o cineasta italiano Roberto Andò volta a tratar dos bastidores da política – e a trabalhar com Toni Servillo, de “A Grande Beleza”. O ator interpreta Roberto Salus, monge convidado para participar de uma reunião do G-8 sobre a economia europeia. Uma confissão do presidente do Banco Mundial (papel de Daniel Auteuil) dá início ao clima de mistério do longa, que ainda traz Moritz Bleibtreu, Lambert Wilson e Marie-Josée Croze no elenco.

SIERANEVADA

Pré-selecionado pela Romênia para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro, este é o mais recente trabalho do cineasta Cristi Puiu, vencedor da Palma de Ouro por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” em 2007. Em “Sieranevada“, uma família se prepara para a cerimônia que marca os 40 dias da morte do patriarca, Emil. Enquanto aguardam a chegada de um padre da Igreja Ortodoxa, familiares de diferentes gerações discutem de banalidades a conflitos da sociedade atual.

BELOS SONHOS

O grande cineasta italiano Marco Bellocchio (“Vincere”) esteve na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP, em outubro de 2016, para divulgar este sensível relato de um homem que é atormentado desde a infância pela morte prematura da mãe. Baseado na autobiografia homônima de Massimo Gramellini, o filme alterna de forma poética o passado e o presente do jornalista, interpretado por Valerio Mastandrea (“A Primeira Coisa Bela”).  Ainda no elenco, duas ótimas atrizes francesas: Bérénice Bejo (“O Passado“) e Emmanuelle Devos (“Violette“).

MEU REI

Inspirado em experiências pessoais, o filme de Maïwenn (diretora de “Polissia“) valeu a Emmanuelle Bercot o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Neste recorte da vida íntima de uma mulher, Bercot interpreta Marie Antoinette, que amarga um relacionamento infeliz – e por vezes abusivo – com o sedutor Georgio Milevski (Vincent Cassel), com quem se envolve. Quando acredita finalmente ter encontrado a felicidade, ela se depara com um homem violento e possessivo.

MARGUERITE

Um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês de 2016, o filme é livremente inspirado na vida da socialite americana Florence Foster Jenkins (1868-1944). “Marguerite” traz Catherine Frot no papel-título, uma ricaça desafinada que sonha em virar cantora de ópera, na Paris dos anos 1920. Versão mais livre e lúdica da história de Florence, o longa francês demonstra compaixão por sua biografada, sem nunca cair na caricatura. Graças, sobretudo, à interpretação inspirada de Catherine Frot, premiada com o César de melhor atriz.

MARGUERITE E JULIEN – UM AMOR PROIBIDO

Novo filme da atriz e cineasta francesa Valérie Donzelli, que ganhou inúmeros prêmios com “A Guerra Está Declarada” em 2011. Na trama, Marguerite (Anaïs Demoustier, de “Uma Nova Amiga“) e Julien de Ravalet (Jérémie Elkaïm, “Polissia“) são irmãos, filhos do Senhor de Tourlainville. Muito próximos desde a infância, os dois nobres se apaixonam, mas a sociedade a seu redor não aceita essa relação, fazendo de tudo para afastá-los um do outro.

ROMANCE À FRANCESA

Nem só de dramas difíceis vive o cinema francês, mas também de comédias leves como esta, mais uma ciranda amorosa escrita e dirigida por Emmanuel Mouret (de “A Arte de Amar”). Nela, um professor tímido (o próprio Mouret) realiza o sonho de namorar uma famosa atriz, Alicia (Virginie Efira), mas encontra Caprice (Anaïs Demoustier), uma jovem extrovertida que deseja sair com ele – sem se importar em ser sua amante. Enquanto isso, o melhor amigo dele, Thomas, começa a ficar muito interessado na atriz.

UM DOCE REFÚGIO

Escrita, dirigida e estrelada por Bruno Podalydès (de “Adeus Berthe“), esta comédia dramática indicada ao César foi um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês em 2016. Podalydès interpreta Michel, artista gráfico fascinado pela ideia de um dia pilotar um avião. Quando descobre que a engenharia de um caiaque é muito parecida com a de uma aeronave, ele compra um e parte numa jornada em busca de um novo estilo de vida.

TUDO VAI FICAR BEM

Depois de documentários aclamados como “Pina” e “O Sal da Terra”, o cineasta Wim Wenders retorna à ficção neste sóbrio drama sobre a perda e o luto, concebido para exibição em 3D nos cinemas. Ao som da trilha de Alexandre Desplat, o filme segue cerca de dez anos da vida de Tom (James Franco), escritor em crise consumido pela culpa após um acidente de carro. Charlotte Gainsbourg (“A Árvore”), Rachel McAdams (“Spotlight”) e Marie-Josée Croze (“O Escafandro e a Borboleta”) completam o elenco.

ÚLTIMOS DIAS NO DESERTO

Filho do escritor Gabriel García Márquez, Rodrigo García (diretor da versão americana da série “Em Terapia”) revisita de maneira minimalista um episódio do Novo Testamento: a peregrinação de Jesus Cristo (Ewan McGregor) rumo a Jerusalém. No caminho, ele ajuda uma família com problemas, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as tentações do Diabo (também interpretado por McGregor).

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ESTOQUES LIMITADOS.

CINEMA EUROPEU CONTEMPORÂNEO EM DVD NA 2001

PERSONAL SHOPPER

Depois do estrondoso sucesso da saga “Crepúsculo“, Kristen Stewart vem se reinventando como atriz em uma série de filmes autorais, como “Certas Mulheres“, da cineasta indie Kelly Reichardt, e “Acima das Nuvens”, do francês Olivier Assayas, com quem volta a trabalhar em “Personal Shopper“. Espécie de thriller metafísico, o filme valeu a Assayas o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes e traz Stewart vivendo uma jovem americana que trabalha em Paris como “personal shopper” para uma celebridade local. Ela tenta lidar com a morte recente de seu irmão gêmeo, que parece estar tentando se comunicar com o mundo dos vivos.

A ESPERA

Vencedor de três prêmios no Festival de Veneza em 2015, o filme marca a estreia do italiano Piero Messina na direção de longa. Ex-assistente de Paolo Sorrentino em “A Grande Beleza”, o jovem Messina conduz um austero drama sobre o luto, com Juliette Binoche no papel de Anna, mãe que segue inconsolável após o desaparecimento do filho, Giuseppe. Seu isolamento, em uma villa na Sicília, é quebrado pela chegada inesperada de Jeanne (Lou de Laâge, de “Agnus Dei“), simplesmente a namorada do rapaz — e cuja existência desconhecia.

NINGUÉM DESEJA A NOITE

Inspirado na história real da americana Josephine Peary, o filme tem direção da catalã Isabel Coixet (“Minha Vida Sem Mim”) e rendeu à versátil Binoche uma indicação ao Goya – o principal prêmio de cinema espanhol. Em 1908, Peary (Binoche) deixa a alta sociedade em Washington e viaja ao Polo Norte atrás de seu marido, o explorador Robert Beary (Gabriel Byrne). Durante sua jornada a um dos lugares mais inóspitos do planeta, ela conhece Allaka (Rinko Kikuchi, revelada em “Babel”), uma esquimó que vai influenciar profundamente sua vida.

O MUNDO FORA DO LUGAR

Ex-atriz de Rainer Werner Fassbinder e diretora de dramas históricos importantes como “Rosa Luxemburgo” e “Hannah Arendt”, a alemã Margarethe von Trotta retoma a parceria com Barbara Sukowa em mais uma história centrada em mulheres fortes. Na trama, o viúvo Paul (Matthias Habich) descobre, por acaso, uma fotografia da cantora de ópera americana Caterina Fabiani (Sukowa), que é fisicamente idêntica a sua mulher morta. Assim, ele e sua filha deixam a Alemanha com destino à Nova York, a fim de encontrar Caterina e entender esse mistério.

A ECONOMIA DO AMOR

Mais um trabalho sufocante do diretor belga Joachim Lafosse (“Os Cavaleiros Brancos“), que radiografa o desgaste de uma relação – e a dificuldade dos envolvidos em terminá-la e seguir com suas vidas. Situação enfrentada por Marie (Bérénice Bejo, de “O Artista“) e Boris (Cédric Kahn, “Os Anarquistas”), que decidem se separar após 15 anos juntos. No entanto, acontece um impasse na hora de dividir os bens: ela comprou a casa, mas ele realizou a reforma valorizando o imóvel. Os dois são obrigados a morar juntos enquanto decidem o que fazer com a residência.

ROMANCE À FRANCESA

Nem só de dramas difíceis vive o cinema francês, mas também de comédias leves como esta, mais uma ciranda amorosa escrita e dirigida por Emmanuel Mouret (de “A Arte de Amar”). Nela, um professor tímido (o próprio Mouret) realiza o sonho de namorar uma famosa atriz, Alicia (Virginie Efira), mas encontra Caprice (Anaïs Demoustier), uma jovem extrovertida que deseja sair com ele – sem se importar em ser sua amante. Enquanto isso, o melhor amigo dele, Thomas, começa a ficar muito interessado na atriz.

A JOVEM RAINHA

Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP, este drama de época dirigido pelo finlandês Mika Kaurismaki (“O Ciúme Mora ao Lado”) envereda tanto nos bastidores do poder, na Suécia do século 17, como também na sexualidade da personagem-título. À frente de seu tempo, a Rainha Cristina (Malin Buska) luta para modernizar seu país e acabar com a sangrenta Guerra dos Trinta Anos, ao mesmo tempo em que tenta entender o amor que sente por sua dama de companhia, a condessa Ebba Sparre (Sarah Gadon, de “Cosmópolis”).

MARGUERITE E JULIEN – UM AMOR PROIBIDO

Novo filme da atriz e cineasta francesa Valérie Donzelli, que ganhou inúmeros prêmios com “A Guerra Está Declarada” em 2011. Na trama, Marguerite (Anaïs Demoustier, de “Uma Nova Amiga“) e Julien de Ravalet (Jérémie Elkaïm, “Polissia“) são irmãos, filhos do Senhor de Tourlainville. Muito próximos desde a infância, os dois nobres se apaixonam, mas a sociedade a seu redor não aceita essa relação, fazendo de tudo para afastá-los um do outro.

FRANCOFONIA

Novo filme-experimento do aclamado cineasta russo Aleksandr Sokurov, sobre a relação entre arte e poder. Depois de percorrer os corredores do museu Hermitage, em São Petersburgo, no incrível plano-sequência de “Arca Russa“, Sokurov volta sua câmera para o Museu do Louvre, em Paris. Reflete sobre a história do museu como simulacro da civilização, durante sua ocupação pelos nazistas, em 1940, a partir de imagens de arquivo e encenações com atores.

O VALE DO AMOR

Escrito e dirigido por Guillaume Niclou (“A Religiosa“), este drama francês marca o reencontro entre dois gigantes do cinema: Gérard Depardieu e Isabelle Huppert. Os dois já atuaram juntos em “Corações Loucos” (1974) e “Loulou” (1980) e agora vivem personagens de fortes traços biográficos: Gérard e Isabelle, um casal separado há anos que se reencontra no “Vale da Morte”, na Califórnia, a fim de cumprir o último desejo do filho, falecido há seis meses.

MEU REI

Inspirado em experiências pessoais, o filme de Maïwenn (de “Polissia“) valeu a Emmanuelle Bercot o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Neste recorte da vida íntima de uma mulher, Bercot interpreta Marie Antoinette, que amarga um relacionamento infeliz com o sedutor Georgio Milevski (Vincent Cassel), com quem se envolve. Quando acredita finalmente ter encontrado a felicidade, ela se depara com um homem violento e possessivo.

LOUCAS DE ALEGRIA

Em ritmo de road movie, o longa celebra a amizade entre duas mulheres consideradas disfuncionais aos olhos da sociedade. Internas de uma clínica psiquiátrica, a rica e extravagante Beatrice (Valeria Bruna Tedeschi) e a tímida e misteriosa Donatella (Micaela Ramazzotti) tornam-se grandes amigas e decidem fugir da instituição. Elogiada comédia dramática escrita e dirigida pelo italiano Paolo Virzì (“Capital Humano“).

AMNÉSIA (2015)

Ator, diretor, produtor e roteirista, o franco-iraniano Barbet Schroeder (“More“, “Barfly“) revisita o passado da Alemanha por meio do contraste de gerações. Nos anos 1990, Martha (Marthe Keller, de “Maratona da Morte”), uma senhora alemã de 70 anos, vive sozinha numa casa à beira-mar em Ibiza. Sua existência solitária chama a atenção do jovem Jo (Max Riemelt, “Sense8”) e os dois tornam-se amigos através da música.

CINEMA EUROPEU É NA 2001, INCLUINDO O ÚLTIMO LONGA DE GODARD, PREMIADO EM CANNES

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ADEUS À LINGUAGEM

Mais um elaborado filme-ensaio da fase recente de Jean-Luc Godard (“Nossa Música”, “Film Socialisme”) que continua as investigações do cineasta francês em torno da sétima arte e suas inter-relações com a História da humanidade.

Visualmente um dos trabalhos mais inventivos do cineasta – e o seu primeiro no formato 3D -, “Adeus à Linguagem” reflete, entre outros temas, sobre a falta de comunicação de um casal, a partir de um homem e uma mulher que dividem a intimidade numa casa, onde mora também um cachorro. Os dois conversam sobre a questão da linguagem sob o ponto de vista filosófico, enquanto o cão a tudo observa.

Atenção: Embora lançado originalmente em 3D nos cinemas, o filme sai apenas em DVD no Brasil

Atenção: Embora lançado originalmente em 3D nos cinemas, o filme sai apenas em DVD no Brasil

Vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes em 2014, levou também a “Palm Dog”, para o cãozinho que faz parte da história.

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JIMMY’S HALL

Antes de causar sensação no atual Festival de Cannes com “I, Daniel Blake” – considerado um dos favoritos à Palma de Ouro 2016 -, o britânico Ken Loach (“Kes”, “Terra e Liberdade”) disputou a seleção oficial com “Jimmy’s Hall” em 2014.

O filme conta a história de Jimmy Gralton (Barry Ward), líder comunista irlandês que desafiou a Igreja Católica questionando sua censura à liberdade de expressão. Gralton gerou discórdia ao inaugurar um espaço de debate e lazer para a classe trabalhadora no Condado de Leitrim, no noroeste da Irlanda. A trama retoma o período em que Gralton volta a sua terra natal, em 1932, após ter passado dez anos em Nova York.

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Escrito pelo fiel colaborador de Loach, o escritor Paul Laverty (“Ventos da Liberdade”, “A Parte dos Anjos”), “Jimmy’s Hall” retoma ideias de esquerda e a luta de classes presentes em outros trabalhos do diretor, sem deixar de lado a esperança e o romantismo.

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GERONIMO

Vencedor do Prêmio de Direção no Festival de Cannes por “Exílios” em 2004, o franco-argelino Tony Gatlif volta a tratar de conflitos étnicos – em especial a inserção social dos ciganos na sociedade – em “Geronimo“.

A história gira em torno da fuga de uma jovem noiva turca, Nil (Nailia Harzoune), que recusa seu casamento arranjado com um turco mais velho, conforme o costume local, no sul da França. Em meio ao racha familiar está Geronimo (Céline Salette, de “Os Amores da Casa de Tolerância”), educadora que tenta apaziguar a rivalidade entre turcos e ciganos na região.

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O MELHOR DO CINEMA EUROPEU CONTEMPORÂNEO ESTÁ NA 2001

ENTRE AS NOVIDADES E PRÉ-VENDAS DA 2001, UM DRAMA BRITÂNICO VENCEDOR DO OSCAR, OS NOVOS TRABALHOS DE NANNI MORETTI E FRANÇOIS OZON, UM ACLAMADO FILME DE ÉPOCA ALEMÃO E O VISCERAL “MACBETH” DE MICHAEL FASSBENDER.

O JOGO DA IMITAÇÃO

1

Já disponível

Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, código usado em mensagens dos submarinos alemães. Um dos integrantes do lado dos aliados é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), matemático de 27 anos que luta para criar uma máquina capaz de decodificar os códigos nazistas. Turing foi pioneiro no conceito do que viria a ser o computador, e consequentemente, da própria ciência da computação e da inteligência artificial.

Adaptado do livro “Alan Turing: The Enigma”, escrito por Andrew Hodges, o longa entremeia trama de thriller de Segunda Guerra com a esfera íntima de um protagonista sufocado pelo preconceito.

Premiado com o Oscar de melhor roteiro adaptado e indicado em mais sete categorias, incluindo filme, direção (Morten Tyldum, de “Headhunters”), ator (Benedict Cumberbatch) e atriz coadjuvante (Keira Knightley).

MIA MADRE

2

Já disponível

Vencedor do Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Cannes do ano passado, “Mia Madre” é o mais novo trabalho do italiano Nanni Moretti, ator e cineasta consagrado por “O Quarto do Filho” (2001) e o recente “Habemus Papam”.

A história acompanha Margherita (Margherita Buy), uma renomada diretora de cinema. No campo profissional, ela precisa lidar com os ataques de estrelismo do protagonista de seu novo filme, Barry Hughins (John Turturro), e paralelamente enfrenta o drama vivido por sua mãe (Giulia Lazzarini), internada em um hospital.

Considerado pela crítica um dos melhores filmes de 2015 e indicado ao European Film Awards nas categorias de melhor direção e atriz (Margherita Buy).

UMA NOVA AMIGA

3

Previsão de entrega: 14/4

Mais recente trabalho de François Ozon, um dos diretores de maior sucesso do cinema francês, com Romain Duris (de “Como Arrasar um Coração”) indicado ao César de melhor ator.

Livremente adaptado do conto homônimo da escritora Ruth Rendell, o longa transita entre gêneros, como o melodrama, o suspense psicológico à la Hitchcock e a exploração bem humorada de diferentes formas de desejo.

Na trama, surpreendente, Claire (Anaïs Demoustier) e Laura (Isild Le Besco) são amigas desde a infância, até que a segunda fica doente e morre. Claire então aproxima-se do marido da falecida, David (Duris), e descobre um segredo íntimo do viúvo.

Com inteligência e rumos inesperados, o filme trata de novas formas de amar na sociedade contemporânea, e da imprevisibilidade do desejo.

DOIS AMIGOS

4

Previsão de entrega: 14/4

Um dos galãs mais conhecidos do cinema francês, graças a suas atuações em filmes como “Sonhadores”, “Amantes Constantes” e “A Fronteira da Alvorada”, Louis Garrel esteve no Brasil em dezembro do ano passado para divulgar este trabalho, que marca sua estreia na direção de longa-metragem.

Ao lado de Christophe Honoré — cineasta que já o dirigiu em “Em Paris” (2006), “Canções de Amor” (2007) e “A Bela Junie” (2008) -, Garrel escreveu o roteiro, centrado em um delicado triângulo amoroso entre amigos.

A iraniana Golshifteh Farahani, de À Procura de Elly”, dá vida à Mona, uma vendedora de sanduíche que conhece Clément (Vincent Macaigne, de “Eden”), um tímido ator que trabalha como extra. Perdidamente apaixonado por ela, Clément pede ajuda a seu melhor amigo , o sedutor Abel (papel de Garrel).

Dois Amigos” foi selecionado para a Semana da Crítica do Festival de Cannes em 2015.

PHOENIX

PHOENIX

Previsão de entrega: 14/4

Elogiado drama alemão de Christian Petzold, o mesmo diretor de “Barbara”, que novamente revisita os dilemas de seu país pós-Holocausto nesta adaptação do romance policial “Le Retour des Cendres”, do francês Hubert Monteilhet, transferindo a história para Berlim.

A trama acompanha a dura jornada de Nelly (Nina Hoss, em seu quinto filme com o diretor), uma cantora de cabaré enviada aos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Ela consegue escapar de Auschwitz mas, desfigurada,tenta se reerguer em uma Berlim devastada pelo conflito.

Considerado pela crítica o melhor filme exibido no Festival de Toronto em 2014.

SUITE FRANCESA

6

Previsão de entrega: 14/4

Baseado em romance de Irène Némirovsky, o filme tem direção do inglês Saul Dibb (de “A Duquesa”) e mostra um romance proibido em tempos de guerra, mas do ponto de vista daqueles que ficaram para trás.

Durante a Segunda Guerra Mundial, na França, Lucile Angellier (Michelle Williams) passa os dias ao lado de sua sogra (Kristin Scott Thomas, de “O Paciente Inglês”) esperando pelo retorno do marido, um prisioneiro de guerra. Os soldados alemães tomam a França e logo o vilarejo onde moram, obrigando-as a abrigar o refinado Bruno Von Falk (o belga Matthias Schoenaearts, “Ferrugem e Osso”). Começa então uma forte atração e cumplicidade entre o oficial alemão e a jovem Lucille.

MACBETH – AMBIÇÃO E GUERRA

7

Previsão de entrega: 27/4

Versão sóbria e estilizada de uma das peças mais sangrentas de William Shakespeare, adaptada antes por, entre outros, Orson Welles, Roman Polanski e Akira Kurosawa.

O elenco é o grande destaque, com Marion Cotillard (vencedora do Oscar por “Piaf”) como a manipuladora Lady Macbeth e Michael Fassbender no papel-título do ambicioso usurpador que não medirá esforços para assumir o trono do reino.

Direção de Justin Kurzel, que volta a trabalhar com Fassbender e Cotillard na adaptação para o cinema do game “Assassin’s Creed”, ainda sem previsão de estreia no Brasil.

Após sua exibição no Festival de Cannes 2015, “Macbeth – Ambição e Guerra” foi ovacionado por dez minutos.

JULIETTE BINOCHE NOS ANOS 2000, EM 10 FILMES PARA LOCAÇÃO NA 2001

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VENCEDORA DO OSCAR, PREMIADA EM CANNES E POR DIVERSOS FESTIVAIS, JULIETTE BINOCHE É UMA DAS ATRIZES MAIS QUERIDAS PELO PÚBLICO DA 2001. POR ISSO, SELECIONAMOS 10 TRABALHOS DA MUSA FRANCESA LANÇADOS PARA LOCAÇÃO NOS ÚLTIMOS ANOS, INCLUINDO DUAS NOVIDADES – “ACIMA DAS NUVENS” E “MIL VEZES BOA NOITE“. UMA PEQUENA AMOSTRA DE SUA INCRÍVEL VERSATILIDADE. 

Uma das principais musas do cinema europeu contemporâneo, Juliette Binoche nasceu em Paris, em 9/3/1964, e começou sua carreira nos palcos no final dos anos 1970, passando a atuar em pequenos papéis na TV e no cinema na década de 1980. Depois de participar do escândalo Je Vous Salue, Marie (1985), Juliette começou a chamar a atenção da crítica com Rendez-vous (1985), de André Téchiné, Os Amantes da Ponte Neuf (1991), de Léos Carax, e A Liberdade é Azul, de Krzysztof Kieslowski, pelo qual conquistou a Copa Volpi de melhor atriz no Festival de Veneza em 1993, e o prêmio César.

Juliette Binoche e Daniel Day-Lewis em A Insustentável Leveza do Ser, adaptação do aclamado best seller de Milan Kundera

A Insustentável Leveza do Ser (1988) foi seu primeiro papel em língua inglesa, e o sucesso do filme ampliou sua projeção internacional. A partir dali, Binoche começou a investir mais em produções fora da França, como a refilmagem de O Morro dos Ventos Uivantes (1992) e a bem-sucedida superprodução O Paciente Inglês (1996), que lhe valeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante.

Juliette Binoche no papel da voluntariosa Hana em O Paciente Inglês, que lhe valeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 1997

A partir deste século, ela confirmou ainda mais sua vocação internacional com uma diversidade de papéis na sua terra natal (Fuso Horário do AmorCachéA Viagem do Balão Vermelho), na Inglaterra (ChocolateInvasão de Domicílio) e nos EUA (Palavras de AmorMariaEu, Meu Irmão e Nossa Namorada).

Em 2010, trabalhou sob a direção do consagrado cineasta iraniano Abbas Kiarostami em Cópia Fiel, que lhe valeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Binoche aproveitou o festival para desabafar, durante uma coletiva de imprensa, sua indignação em relação à prisão do diretor Jafar Panahi pelo governo do Irã, em março de 2010. A pressão de autoridades e de artistas como ela influenciou o governo iraniano a soltá-lo dois meses depois.

O gosto por desafios (e gêneros) diferentes continuou em produções tão distintas como o drama erótico Elles (2011) e a comédia romântica A Vida de Outra Mulher (2012); a seminal adaptação de David Cronenberg para o romance Cosmópolis (2012) e o feel good americano Palavras e Imagens (2013); o longa francês De Coração Aberto (2012) e o blockbuster Godzilla (2014). Mas é mesmo no cinema de autor europeu que a atriz brilha, como provam suas atuações em Camille Claudel 1915 (ainda inédito em DVD no Brasil), Mil Vezes Boa Noite e Acima das Nuvens.

“Filmes são portas abertas, e a cada porta eu mudo o personagem e minha vida. Vivo sempre o presente. Aceito esse risco, não nego o passado, mas ele é uma página virada.” Juliette Binoche

ACIMA DAS NUVENS (2014)

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Exibido no Festival de Cannes, o filme foi um dos grandes sucessos da 38ª Mostra de Cinema de SP, e marca a segunda parceria entre o diretor Olivier Assayas e a atriz Juliette Binoche, de “Horas de Verão”. Na trama, Binoche interpreta Maria Enders, atriz de sucesso convidada para fazer uma nova montagem da peça que a lançou, e Kristen Stewart (premiada com o César de atriz coadjuvante) vive sua assistente.

MIL VEZES BOA NOITE (2013)

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A estrela francesa interpreta Rebecca, uma fotojornalista especializada em zonas de conflito, que sofre um acidente no Afeganistão ao cobrir a preparação de uma terrorista suicida. Gravemente ferida, ela volta para casa, onde o marido Marcus (Nikolaj Coster-Waldau, da série “Game of Thrones”) lhe dá um ultimato: ou ela larga a profissão ou ele pede o divórcio e a guarda das duas filhas.

PALAVRAS E IMAGENS (2013)

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Inédito nos cinemas brasileiros, o filme de Fred Schepisi (de “Seis Graus de Separação”) traz Clive Owen no papel de um professor arrogante apaixonado pelo trabalho, e que logo começa a implicar com a nova professora de Artes, interpretada por Juliette Binoche. Os dois lançam um desafio aos alunos: o que é mais importante – 1000 palavras ou uma imagem?

COSMÓPOLIS (2012)

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O filme de David Cronenberg adapta o romance homônimo de Don DeLillo, profético ao apontar, dez anos antes, protestos como o “Ocupe Wall Street” que se espalhou nos EUA desde 2011. O clima de incerteza e de insatisfação popular acompanha a jornada surreal de um jovem bilionário (Robert Pattinson), preso no trânsito de Manhattan. Juliette Binoche faz uma ousada participação especial.

DE CORAÇÃO ABERTO (2012)

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Casados há dez anos, Mila (a estrela Juliette Binoche) e Javier (o venezuelano Édgar Ramírez, de “Carlos”) trabalham juntos como cirurgiões cardiovasculares. A rotina harmoniosa dos dois sofre um revés quando Javier (alcoólatra) é suspenso no hospital e Mila descobre estar grávida. O casal precisa fazer escolhas difíceis no elogiado drama francês de Marion Lane.

A VIDA DE OUTRA MULHER (2012)

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A perda da memória e a reconquista do amor ecoam na história de Marie (Juliette Binoche, cativante), que tem 25 anos e pouco sucesso na vida. Como num passe de mágica, a trama avança no tempo, acompanhando o desespero de Marie ao acordar 16 anos depois, casada com Paul, mãe de um menino de 7 anos e ainda por cima dona de alto cargo no mercado financeiro.

ELLES (2011)

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Repleto de cenas de sexo, o filme causou furor (e polêmica) na Europa, retratando de forma realista as experiências de duas jovens prostitutas (Anaïs Demoustier e Joanna Kulig) em Paris. Elas são entrevistadas por uma jornalista (Juliette Binoche, intensa), que começa a refletir sobre a sua rotina – casamento, filhos e o próprio prazer – e a se envolver, perigosamente, com seus objetos de estudo.

CÓPIA FIEL (2010)

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Escrito e dirigido por Abbas Kiarostami – e seu primeiro trabalho realizado fora do Irã. O longa marca um ponto de transição na carreira do cineasta: saem os atores não-profissionais e a dura realidade de seu país, e um intrigante pingue-pongue intelectual toma forma com William Shimell e Juliette Binoche nos papéis principais. Os personagens discutem arte, casamento e relacionamento, propondo diferentes reflexões ao espectador.

PARIS (2008)

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Diretor de “Albergue Espanhol” (2002) e de sua continuação, “Bonecas Russas” (2005), Cédric Klapisch homenageia a capital francesa com um ambicioso mosaico de personagens que celebra a vida cotidiana e as relações amorosas na cidade. Influenciado pelos filmes-corais de Robert Altman (“Mash”, ”Short Cuts”), “Paris” interliga diversas subtramas em torno da relação de afeto entre os irmãos interpretados por Romain Duris e Juliette Binoche.

APROXIMAÇÃO (2007)

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Um jovem israelense encontra-se com a irmã na França para o funeral do pai. A leitura do testamento muda a vida dos dois, que se veem obrigados a viajar para a região da Faixa de Gaza durante a desocupação de assentamentos judeus em 2005. Exibido na Mostra Internacional de São Paulo de 2007 com o título “A Retirada”, o filme é mais uma reflexão do israelense Amos Gitai sobre as tragédias e eventos que assolam o Oriente Médio.

FESTIVAL VARILUX: O CINEMA FRANCÊS TAMBÉM ESTÁ AQUI!

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REALIZADO NO BRASIL DESDE 2010, O FESTIVAL, QUE CELEBRA O MELHOR DA CINEMATOGRAFIA FRANCESA, CHEGA À SUA SEXTA EDIÇÃO, EM CERCA DE 50 CIDADES BRASILEIRAS E 80 SALAS DE CINEMA.  

Diretores do estrondoso sucesso “Intocáveis“, Olivier Nakache e Eric Toledano estão de volta com novo filme, “Samba”, também estrelado por Omar Sy – rosto que estampa o pôster de divulgação do FESTIVAL VARILUX deste ano. A seguir, confira alguns destaques das edições anteriores do evento, disponíveis em DVD para locação na 2001.

Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês 2014, este elogiado drama francês tem direção de Nicole Garcia (“Place Vendôme” e “O Adversário”) e acompanha jovem professor substituto que guarda um segredo, sem fincar raízes em lugar algum ou escola. No elenco, destaque para uma lenda do cinema europeu: Dominique Sanda, atriz de “O Conformista”.

A cinebiografia do renomado estilista faz um recorte de sua vida durante as décadas de 1960 e 70, destacando seu relacionamento com Pierre Bergé (Guillaume Gallienne, de “Eu, Mamãe e os Meninos”), e a produção apresenta figurinos originais do acervo da fundação de Saint Laurent. Assista e compare com a versão de Bertrand Bonello), com Gaspard Ulliel no papel principal, também disponível em DVD na 2001.

Exibido no Festival Varilux em 2014, este drama francês intimista tem como grande trunfo a presença de dois astros europeus: Daniel Auteuil (de “O Oitavo Dia”) e a inglesa Kristin Scott Thomas, aqui em nova colaboração com o diretor de “Há Tanto Tempo que Te Amo”, Philippe Claudel. Auteuil vive um renomado médico que tenta resistir ao flerte de uma ex-paciente.

Mais recente trabalho do aclamado cineasta iraniano Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro por “A Separação”, grande sucesso de locação na 2001. O aclamado diretor-roteirista esmiuça as nuances de um núcleo familiar desfeito, a partir do divórcio de um iraniano e sua esposa francesa, interpretada por Bérénice Bejo – premiada no Festival de Cannes.

Surpresa na edição 2014 do César (o Oscar francês), esta comédia dramática recebeu os troféus de melhor longa de estreia, filme, ator (Guillaume Gallienne), roteiro adaptado e montagem, competindo contra os badalados “Azul É a Cor Mais Quente” e “O Passado”. Baseado em monólogo teatral de autoria do ator principal (Galienne), que também interpreta a mãe do protagonista, o longa, autobiográfico, é uma ousada sátira sobre identidade sexual.

O filme esmiúça as relações entre arte e mercado a partir das atribulações da profissão de ator. Cansado da carreira, Serge Tanneur (Fabrice Luchini, indicado ao César) decide se aposentar da atuação, e vive isolado numa pequena ilha. Sua calma é interrompida pela chegada de Gauthier (Lambert Wilson, “Homens e Deuses”), popular ator de TV que o convida a interpretar o papel principal de “O Misantropo”, de Molière.

Em tom de comédia romântica, o filme acompanha os primeiros estágios do relacionamento do casal, desde o despertar da paixão, passando pelo ápice sexual, até o nascimento de seu primeiro bebê. Recebida com alegria, a descoberta muda a rotina do casal: enquanto o marido não consegue levar nada a sério, a mulher se vê numa encruzilhada profissional. Coescrito e dirigido por Rémi Bezançon, responsável pela animação francesa “Zarafa”.

Escrito e dirigido por Sophie Lellouche, o filme tem na homenagem a Woody Allen seu grande diferencial. Fãs do ator, diretor e roteirista vão se identificar com Alice Ovitz, uma arredia farmacêutica na faixa dos trinta anos, sem vida social e que encontra no trabalho do novaiorquino alento e inspiração. A protagonista conversa com um Allen imaginário da mesma maneira que ele interagia com Humphrey Bogart em “Sonhos de um Sedutor” (1972), lançado com exclusividade pela 2001.

Coprodução entre França, Israel e Canadá, e uma adaptação do romance homônimo de Valérie Zenatti, também corroteirista do filme. Com sensibilidade, a trama acompanha o cotidiano de Tal (Agathe Bonitzer, “De Volta para Casa“), 17, em Jerusalém, e de Naïm (Mahmud Shalaby), 20, em Gaza. Educados em lados opostos do conflito palestino, os dois começam uma singela aproximação a partir de uma carta encontrada numa garrafa. No elenco, destaque para a atriz israelense Hiam Abbass (de “Lemon Tree“).

Criado por Zep, apelido do cartunista suíço Philippe Chappuis, Titeuf, um menino de 10 anos com topetinho loiro, faz sucesso na Europa há mais de 20 anos. Tesouro nacional francês, ele já foi personagem de HQs, games e série animada. Em 2011, chegou a vez do menino com os hormônios a flor da pele também dar as caras no cinema – e em 3D.

Indicado ao Oscar de melhor animação, o desenho de traço minimalista acompanha as aventuras de um gato envolvido com um criminoso em Paris, com a desestruturação de uma família como pano de fundo. Após perder o pai, assassinado, uma garotinha surda-muda precisa recomeçar a vida ao lado da mãe, também traumatizada pela perda.

Levada ao estrelato por “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, Audrey Tautou vive mais uma heroína romântica nessa comédia de erros centrada na relação entre mãe e filha. As tentativas de sua personagem para aplacar a tristeza da mãe iniciam uma série de mal entendidos que irão unir as duas em um sutil triângulo amoroso.

Com uma pitada de fina ironia francesa, esquetes com títulos sarcásticos como “Paciência, Paciência” ou “Mantenha as Infidelidades em Segredo” são interligados por diferentes personagens, com seus desejos e frustrações românticas no vai e vem de Paris. No elenco, Julie Depardieu, Gaspard Ulliel e François Cluzet, astro de “Intocáveis”.

Acostumado a papéis fortes em filmes como “Irreversível” e “Inimigo Público nº 1″, o parisiense (agora também morando no Brasil) Vincent Cassel interpreta o protagonista desta adaptação do romance gótico de Matthew Lewis. Levada às telas, a história do monge do título ganha vida sob a atmosfera de estranhamento e imagens fortes do diretor de Lemming, Dominik Moll. Ambientado em um mosteiro na Espanha do século XVII, o filme é um drama perturbador sobre a velha luta entre o bem e o mal.

Intérprete de mulheres fortes no cinema, Isabelle Huppert muda um pouco de registro, exibindo vulnerabilidade tocante no papel de Babou, uma esfuziante mãe solteira à procura de emprego. Expansiva e de espírito livre, a personagem tem dificuldade para se entender com a filha, e não perde a esperança de conhecer o Rio de Janeiro. Apaixonada pela música brasileira, Babou vai lutar contra todas as adversidades, sem deixar de ser quem é ou o que acredita.

Clique na imagem e confira o acervo filmes produzidos na França, disponíveis na 2001

Clique na imagem e confira o acervo filmes produzidos na França, disponíveis na 2001

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “Lore”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

Um viés diferente, de um contexto bem conhecido. Um pouco da sensação que tive quando li A Trégua, do italiano Primo Levi (foi também feito um filme homônimo, baseado no livro). Levi conta a sua história a partir do momento em que os Aliados vencem a guerra, os campos de concentração já não têm soldados e os  judeus, até então encarcerados esperando a morte, se veem livres para voltar para casa. Mas que casa? Que família? Que país? A Trégua mostra essa jornada pela Europa devastada, por um passado que já não existe nem sinal.

Lore cena
Lore
também volta para essa realidade do imediato pós-guerra, em que a paz foi declarada, mas em que ainda há muita luta a ser travada: pela vida, pela comida, pela habitação, pela restauração de algo que já não volta mais. Muito se tem dito nessas décadas sobre os horrores da Segunda Guerra. Mas o que foram os dias e meses imediatamente depois? Em Lore, os protagonistas são o inimigo. Os nazistas. A personagem Lore é filha de nazistas, que são presos após a derrocada de Hitler. É a mais velha de 5 filhos e tem que cuidar dos irmãos, o que inclui a árdua tarefa de cruzar a Alemanha totalmente destruída, encontrar comida e abrigo, cuidar de um bebê de colo, passar pelas adversidades e pelas barreiras dos Aliados, até chegar na casa dos avós.

Extremamente bem conduzido, todo esse contexto da luta pela sobrevivência já vale a pena, mesmo porque nos coloca em contato com uma realidade pouco explorada. Porém, o mais interessante do filme é a discussão ética que ele propõe. Pelo caminho, Lore encontra-se com um rapaz judeu, sem o qual ela não seria capaz de conduzir a família. Ele se dispõe a ajudá-la e ela revida com o ódio plantado pelas crenças e comportamento dos pais. Inteligente e sutil, o filme coloca toda a problemática da formação da geração que viveu a guerra, seja ela do lado que for. Na construção do preconceito e do contraponto com a tolerância. E na importância da formação e dos valores passados pela família. Pelo bem e pelo mal, eles sempre vêm à tona. Fico pensando o que deve ter sido restaurar a sociedade alemã depois de tudo o que se viveu. Fico pensando que fim Lore deu à sua conduta e à sua vida.

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Indicado da Austrália ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2012, Lore é emocionante no roteiro, nas imagens e na entrega dos atores. Não seria nada sem atores integralmente envolvidos. Pareceria folhetim. Lore tem uma autenticidade ímpar, facilmente capaz de emocionar.

Veja o trailer de “Lore”:

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

DICA DA EQUIPE 2001: AZUL É A COR MAIS QUENTE

Por Eduardo Lucena

Logo no início de Azul é a Cor Mais Quente, o professor de uma escola no norte da França reflete com seus alunos sobre o romance A Vida de Marianne, escrito no século 18 por Pierre de Marivaux. A obra retrata o rito de passagem de uma jovem que aprende a amar e ser amada, em meios às convenções – e aparências – da sociedade da época. O professor fala também do papel decisivo da predestinação no curso de uma relação amorosa.

Adèle (a revelação Adèle Exarchopoulos) acompanha atentamente a aula. Aos 15 anos, ela experimenta a incrível fase de descobertas da adolescência, assim como suas inseguranças. Estimulada pelas amigas, começa a sair com um colega do colégio, ainda sem saber o que esperar ou querer. O que a bela Adèle sabe é que sente um grande vazio. Algo lhe falta e infelizmente não é preenchido por seu primeiro namoradinho.

Adèle Exarchopoulos

Adèle Exarchopoulos

A resposta vem justamente na forma da predestinação. Certo dia, Adèle caminha na rua quando é cativada pela presença de uma estranha com visual andrógino e inconfundível cabelo tingido de azul. Seus olhares se cruzam numa fração de segundo, um momento aparentemente banal que não sai de sua cabeça. Define o seu desejo, mesmo sem se dar conta disso. Até que o destino cumpre seu papel e Adèle encontra por acaso Emma (Léa Seydoux, de Meia-Noite em Paris e Adeus, Minha Rainha), estudante de artes plásticas, independente e que já assumiu sua homossexualidade.

Léa Seydoux

Léa Seydoux

Emma abre o mundo então limitado de Adèle, ao mesmo tempo em que a expõe ao preconceito no colégio. Após ser vista com Emma, ela é agredida verbalmente pelas “amigas” que a rotulam pejorativamente. Rótulos que Adèle recusa, já que não sabe ainda qual é a sua opção sexual, nem se quer assumir uma. Livremente baseado na HQ homônima escrita por Julie Maroh, o filme não cai na estereotipagem do homossexual no cinema, e passa a enfocar o relacionamento das duas personagens centrais ao longo de vários anos, desde o encantamento inicial até as dificuldades inerentes a qualquer relacionamento.

Filha de pais de classe média baixa e sem a cultura elitizada de Emma, Adèle estabelece uma forte conexão sexual com a parceira, a deixa para Azul é a Cor Mais Quente não economizar na carga erótica, incluindo uma longa sequência de sexo explícito entre as amantes. Consideradas pornográficas, as cenas de sexo causaram furor e polêmica no último Festival de Cannes, de onde o filme saiu com a Palma de Ouro. Numa decisão inédita, o prêmio foi dividido entre o diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche (de O Segredo do Grão, Vênus Negra) e, por suas atuações corajosas, Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. Pela primeira vez na história do festival, duas atrizes levaram a Palma e, ao lado de Jane Campion (O Piano), são as únicas mulheres donas de tal honraria.

O diretor Abdellatif Kechiche entre as atrizes Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos

O diretor Abdellatif Kechiche entre as atrizes Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos

Em recente coletiva de imprensa no Brasil, o diretor defendeu-se das críticas: “Filmei uma história de amor e o desejo faz parte da atração. A exposição dos corpos tem a ver com a minha escrita cinematográfica, com a minha forma de expressar aquilo que não é possível com as palavras”.  Definitivamente impactantes, por sua longa duração, as cenas de sexo do filme ainda vão dividir muitas opiniões, é verdade. Mas exprimem a entrega quase espiritual de Adèle a sua relação com Emma, e fazem parte da proposta do cinema sensorial de Kechiche, que filma a maioria das cenas com a câmera muito próxima, quase colada ao corpo e rosto das atrizes. Em três horas de duração, esse estilo naturalista do chamado “cinema-verdade” pode cansar quem não estiver acostumado aos filmes de autor comumente realizados na Europa.

As diferenças sociais entre Adèle e Emma começam a interferir na relação. A partir daí, a narrativa perde um pouco o fôlego com a rotina de Adèle como professora primária, anos depois. Desdobramento que ilustra o crescimento individual da protagonista do filme chamado, no original, La vie d’Adèle – Chapitre 1 & 2 (“A Vida de Adèle – Capítulos 1 e 2”). Na entrevista coletiva em São Paulo, Kechiche explicou também que planeja montar uma espécie de diário pessoal de Adèle, revisitando a personagem em outras fases da vida.

Azul é a Cor Mais Quente vai dar o que falar, pena que pelos motivos errados. O que fica é o retrato dilacerante de uma jovem com seus desejos, dilemas e frustrações, lutando para encontrar-se por meio da sexualidade. Independente de qualquer definição de gênero.

DIREÇÃO: Abdellatif Kechiche
ROTEIRO: Abdellatif Kechiche, Ghalia Lacroix
ELENCO: Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos, Jérémie Laheurte, Mona Walravens | 2013 (179 min)

NOTÍCIA EM 1ª MÃO: “NIFOMANÍACA – VOL. 1”, DE LARS VON TRIER, EM PRÉ-VENDA NA 2001

DEPOIS DE CAUSAR POLÊMICA COM “ANTICRISTO” E “MELANCOLIA“, LARS VON TRIER COMPLETA A SUA TRILOGIA DA DEPRESSÃO COM MAIS UM TRABALHO QUE DESAFIA CONVENÇÕES, TIRANDO O ESPECTADOR DE SUA ZONA DE CONFORTO.

AINDA EM CARTAZ NOS CINEMAS BRASILEIROS, COM MAIS DE 200 MIL ESPECTADORES, “NINFOMANÍACA – VOLUME 1” JÁ PODE SER ADQUIRIDO EM PRÉ-VENDA, COM 5% DE DESCONTO, NA 2001 VÍDEO.

Ninfomaníaca” é a história lúdica e ao mesmo tempo selvagem da vida de uma mulher, do nascimento aos 50 anos de idade, contada pela protagonista Joe (Charlotte Gainsbourg), autodiagnosticada ninfomaníaca. Uma jornada íntima e pessoal ao longo de 4 horas de duração na VERSÃO EDITADA, então dividida em duas partes para exibição no Brasil e em outros países. Ainda não há previsão de lançamento para o corte original de Lars von Trier, com 5 horas e 30 minutos.

Numa fria noite de inverno, o senhor Seligman (Stellan Skarsgård, de “Ondas do Destino“) encontra Joe caída e sangrando num beco. Ele a leva para o apartamento dele, onde cuida de suas feridas e faz perguntas sobre a vida dela. Ele escuta atentamente enquanto Joe, durante 8 capítulos, reconta a multifacetada e tortuosa história de sua vida, rica em associações e eventos que se cruzam.

Charlotte

Charlotte dá vida à protagonista no presente, quando narra sua trajetória, pontuada por experiências sexuais na adolescência, sempre na pele da novata Stacy Martin. Shia LaBeouf, Christian Slater, Uma Thurman e Connie Nielsen completam o ótimo elenco do Volume 1.

Confira mais este instigante trabalho de Lars von Trier e os mistérios – e obsessões – que fazem da protagonista, ninfomaníaca.

Nota: A distribuidora CALIFÓRNIA FILMES informou em 12 de fevereiro de 2014 que “por motivo de intransigência pelo lançamento do filme em outros países, não poderemos mais lançá-lo em março, 11/3, como havíamos programado. O mesmo só será lançado na segunda quinzena de abril de 2013. Pedimos desculpas pelo transtorno.”