cinema francês

ENTRE AS NOVIDADES DO MÊS, JEFF BRIDGES, KEANU REEVES, CATHERINE DENEUVE E MUITO MAIS!

A QUALQUER CUSTO

Espécie de faroeste moderno em tempos de recessão econômica, o filme do diretor David Mackenzie (“Sentidos do Amor”) acompanha os irmãos Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster) Howard em uma série de assaltos a bancos numa região pobre do Texas. Em seu encalço está Marcus Hamilton (Jeff Bridges, indicado ao Oscar de ator coadjuvante), um Texas Ranger prestes a se aposentar. Com muito subtexto social, “A Qualquer Custo” concorreu ainda ao Oscar de melhor filme, roteiro original e montagem.

JOHN WICK – UM NOVO DIA PARA MATAR

Keanu Reeves reencontra Laurence Fishburne, seu parceiro de “Matrix“, nesta elogiada continuação do cult de ação “De Volta ao Jogo”, de 2014. O astro repete o papel do assassino de aluguel, que desta vez é forçado a uma última missão por um perigoso mafioso italiano, interpretado por Riccardo Scarmacio (de “O Primeiro que Disse”). Com belas locações em Roma, o filme tem tudo para agradar aos fãs do primeiro filme, com cenas de ação incrivelmente coreografadas e estilizadas.

HOMEM ARANHA – DE VOLTA AO LAR

Com mais de 6,6 milhões de espectadores nos cinemas, o filme dá novo fôlego à franquia, mostrando suas origens do personagem. Depois de lutar ao lado dos Vingadores, Peter Parker (Tom Holland, revelado em “O Impossível”) retorna para casa e à rotina escolar, ao mesmo tempo em que tenta provar para Tony Stark (Robert Downey Jr.) que é um super-herói de verdade. Com muito bom humor, o filme enfoca o rito de passagem do protagonista sem deixar de lado a aventura, com Michael Keaton como o vilão Abutre.

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Coleção Homem-Aranha (6 Filmes)

O REENCONTRO

Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês deste ano, o longa tem como destaque o embate entre duas grandes atrizes: Catherine Deneuve (“Indochina“) e Catherine Frot (de “Marguerite”, em promoção na 2001). Frot interpreta Claire, uma experiente (e solitária) parteira que tem sua vida virada de cabeça para baixo com o retorno de Beatrice (papel de Deneuve), a extravagante ex-amante de seu falecido pai. Direção e roteiro de Martin Provost (“Violette”).

A VIAGEM DE FANNY

Inspirada na autobiografia homônima de Fanny Ben-Ami, esta aventura infantil acompanha a história real da autora, que aos 12 anos liderou um grupo de crianças em fuga da França para a fronteira com a Suíça durante a ocupação nazista, em 1943. Estrelado por Léonie Souchaud e Cécile de France, o filme fez parte da programação do Festival Varilux de Cinema Francês 2017.

MÁS NOTÍCIAS PARA O SR. MARS

Mais um trabalho inusitado de Dominik Moll, diretor de “Lemming” (2005) e “O Monge” (2011), filmes marcados pelo insólito e imagens delirantes. Na comédia do absurdo “Más Notícias”, François Damiens (de “A Família Bélier”) vive Philippe Mars, um homem pacato que faz o possível para ser um bom pai, ex-marido e irmão compreensível, apesar do (mau) comportamento daqueles a sua volta.

DÉGRADÉ

Escrito e dirigido pelos irmãos gêmeos Arab Nasser e Tarzan Nasser, o filme acompanha um dia no salão de beleza da imigrante russa Christine (Victoria Balitska), situado em Gaza. O terror e a opressão na região permeiam as confidências de diferentes mulheres – uma delas interpretada por Hiam Abbass – que acabam presas ali, em meio ao caos nas ruas. Exibido em Cannes e no Festival de Toronto em 2015

SOUNDTRACK

Estreia da dupla 300ml na direção, o filme narra a história de Cris (Selton Mello), um artista brasileiro que viaja até uma estação de estudos isolada no Ártico para se dedicar a um novo projeto. Durante sua estadia, entra em contato com pesquisadores ali instalados – entre eles um cientista que estuda o aquecimento global (papel do inglês Ralph Ineson, de “Game of Thrones”) e um botânico (vivido por Seu Jorge).

CORAÇÃO DE CACHORRO

Escrito e dirigido por Laurie Anderson, música e ex-parceria de Lou Reed, o documentário traz reflexões da multiartista sobre a morte a partir de temas pessoais, como o falecimento de sua cadela Lolabelle, e assuntos mais amplos, como os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. Premiado no Festival de Cinema de Veneza, o filme foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de SP.

BOX GRANDES DIRETORES

Em “Woody Allen – Um Documentário”, O escritor, diretor, ator, comediante e músico nova-iorquino permitiu que sua vida e processo criativo fossem registrados, com acesso sem precedentes. Já em “Roman Polanski – Memórias”, o polêmico diretor polonês fala sobre sua tumultuada história de vida e carreira em uma conversa com Andrew Braunsberg.

MEMÓRIAS EM VERDE E ROSA

O documentário de Pedro Von Krüger resgata histórias do morro da Mangueira, berço da Estação Primeira e de várias lendas do samba. Tantinho, Nelson Sargento, Delegado e outros relembram as dificuldades enfrentadas antes do reconhecimento como artistas e moradores ilustres de uma das comunidades mais famosas do Rio de Janeiro.

TUDO E TODAS AS COISAS

Adaptação do best seller homônimo de Nicola Yoon, o filme é mais um sensível drama centrado em jovens em crise – e seu processo de amadurecimento. Como Maddie (Amandla Stenberg), que, aos 18 anos, vive confinada em casa devido a uma doença rara – a Síndrome da Imunodeficiência Combinada. Até que um novo vizinho começa a mudar sua vida.

NAS NOVIDADES DO MÊS, MARION COTTILARD, TOM CRUISE, JOAQUIM, REI ARTHUR E MUITO MAIS

UM INSTANTE DE AMOR

Premiada com o Oscar por “Piaf”, a estrela francesa Marion Cotillard se desnuda em mais um papel denso, o de uma mulher fora dos padrões de sua época. Na década de 1950, Gabrielle vive em um vilarejo francês e sua sexualidade à flor da pele assusta a comunidade à sua volta. Obrigada pela família a aceitar um casamento de conveniência, ela sofre de dores terríveis e acaba internada em uma estação de águas, onde conhece (e se apaixona) por um tenente em estado terminal – papel do galã Louis Garrel. Baseado no livro de Milena Agus, o filme tem direção de Nicole Garcia (“Um Belo Domingo”).

A VIDA DE UMA MULHER

Inspirado no livro “Uma Vida”, de Guy de Maupassant (1850-1893), o longa de Stéphane Brizé (diretor de “O Valor de um Homem“) se passa no século 19 e acompanha mais de três décadas na trajetória de Jeanne (Judith Chemla). Cheia de sonhos, a jovem volta para casa após terminar seus estudos e segue o plano dos pais, casando-se com um visconde local. Mas a realidade dessa união vai desfazendo, pouco a pouco, as ilusões de Jeanne. Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês em 2017, o filme concorreu ao prêmio César de melhor atriz e figurino.

CLASH

Escolhido pelo Egito para representar o país na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro em 2017, “Clash” abriu a mostra “Un Certain Regard” do Festival de Cannes um anos antes e aborda crise no Cairo em 2013. Dentro de um caminhão de polícia, um grupo de pessoas de diferentes origens – presas arbitrariamente – confrontam opiniões em meio à crise política que sucedeu a queda do ex-presidente Morsi, no Egito. A direção é de Mohamed Diab, responsável por outro filme contundente – “Cairo 678”, sobre assédio sexual.

JOAQUIM

Coprodução entre Brasil e Portugal dirigida por Marcelo Gomes (de “Cinema, Aspirinas e Urubus”), o filme descontrói – ao estilo semidocumental e poético do cineasta – o mito Tiradentes (papel de Julio Machado), com ênfase em seus anos de formação e sua tomada de consciência política. Segundo o diretor, “Joaquim” reflete de maneira profunda sobre o passado brasileiro e suas misérias como forma de entender os problemas e crises que assolam o país neste século.

O GRANDE DIA

Diretor do premiado documentário “No Caminho Para a Escola” (2013), Pascal Plisson volta a registar a realidade de jovens de diferentes lugares do mundo. Em foco desta vez, a rotina de meninos e meninas que tentam superar suas situações socioeconômicas em busca de uma vida melhor – em Cuba, Índia, Mongólia e Uganda. Cada um vivencia um dia único, e um momento que pode definir seu futuro profissional.

A MÚMIA (2017)

Tom Cruise vive um contrabandista de tesouros arqueológicos que encontra um sarcófago no qual repousa a amaldiçoada princesa Ahmanet (Sofia Boutella, de “Kingsman – Serviço Secreto”) nesta aventura (com toques de horror clássico) que dá partida ao universo compartilhado Dark Universe, que pretende ressuscitar monstros clássicos do estúdio Universal como Frankestein e Drácula. Russell Crowe, Annabelle Wallis e Jake Johnson completam o elenco.

CORRA!

Um dos maiores sucessos-surpresa de 2017, o filme é um thriller de baixo orçamento que surpreendeu público e crítica com seu enredo original que aborda, com muito sarcasmo e ironia, de hipocrisia e racismo nos EUA. No desconcertante longa do diretor-roteirista Jordan Peele, um casal interracial – formado por formado por Chris (Daniel Kaluuya) e Rose (Allison Williams) – vai passar um fim de semana na casa da família dela, no interior. Tudo parece perfeito, mas logo Chris descobre que há algo mais por trás de tanta hospitalidade.

ANISTIA

Premiado no Festival de Berlim, o filme de Bujar Alimani constrói sua dramaturgia em torno das visitas íntimas de uma mulher numa prisão de Tirana, capital da Albânia. Uma vez por mês, Elsa desloca-se por vários quilômetros para passar alguns momentos com o marido encarcerado, e acaba se aproximando de Shpetim, marido de uma detenta. Representante da Albânia na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro em 2012.

O SIGNO DAS TETAS

Filme de estrada indie que explora o vazio existencial de um homem (Lauande Aires) no limite entre a razão e a loucura, em busca de seu passado. Para isso, ele percorre diversas cidades do interior do Maranhão a fim de tentar reconstruir sua história. Segundo longa da Trilogia Dantesca criada pelo diretor, roteirista e produtor maranhense Frederico Machado (“O Exercício do Caos“, 2013).

LA VINGANÇA

Produzido em parceria entre Brasil e Argentina, o filme traz Leandra Leal disputada por dois jovens em meio à histórica rivalidade entre os dois países. Prestes a pedir a namorada em casamento, Caco descobre que ela o está traindo com um chefe de cozinha argentino. Ao lado de um amigo, ele decide viajar para Buenos Aires em busca de vingança.

AMOR EM TEMPOS DE GUERRA

Inédita nos cinemas brasileiros, esta produção de época é ambientada durante a I Guerra Mundial e narra o triângulo amoroso envolvendo uma mulher que deixa os EUA para se juntar a uma missão médica com o Império Otomano. Lá, ela se apaixona por um tenente do exército local (Michiel Huisman, de “Game of Thrones”) e tem sua lealdade posta em xeque por um médico americano (Josh Hartnett, “Penny Dreadful”).

REI ARTHUR – A LENDA DA ESPADA

Diretor de “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (!998) e “Snatch – Porcos e Diamantes“, Guy Ritchie recria a lenda do Rei Arthur em ritmo de videogame para as novas gerações. Embalada em muitos efeitos especiais, a superprodução mantém a história do jovem que se torna rei após tirar a mítica Excalibur de uma pedra. O inglês Charlie Hunnam (da série “Sons of Anarchy”) encarna o personagem-título, Jude Law vive o vilão Vortigern, e o elenco ainda conta com Djimon Hounsou, Eric Bana e Aidan Gillen.

ALIEN COVENANT

Sequência de “Prometheus” também dirigida por Ridley Scott, que dá seguimento à cinissérie iniciada por ele em “Alien – O Oitavo Passageiro”, de 1979. Dez anos depois, a tripulação da nave colonial Covenant tem a missão de cruzar o espaço para habitar uma nova galáxia. Um acidente cósmico antes de chegar ao seu destino faz a missão aterrissar em um planeta desconhecido, onde encontram um sobrevivente – o androide David (Michael Fassbender).

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Coleção Alien (6 filmes)

EM PROMOÇÃO, O ACLAMADO “A CRIADA” E UMA GRANDE SELEÇÃO DE CINEMA EUROPEU

A CRIADA

Novo cult movie do cineasta sul-coreano Park Chan-Wook, que ganhou fama no Brasil com “Oldboy” (2003). Visualmente suntuoso, “A Criada” é uma produção de época bastante moderna, tratando de temas como conflito de classes, empoderamento feminino, homossexualidade e jogos de poder.

Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado e tem como base o livro “Fingersmith” (2002), da autora galesa Sarah Waters. O cenário do romance – a Londres vitoriana – foi transposto no longa para a Coreia do Sul dos anos 1930, época em que o país foi ocupado pelo Japão.

Na trama, a jovem Sooke é contratada para ser criada de Hideko, uma rica herdeira que leva uma vida reclusa junto de Kouzuki, seu tio dominador. No entanto, a empregada tem um segredo: é uma ladra recrutada por vigarista para seduzir a patroa e roubar sua fortuna.

Repleto de reviravoltas, o filme conta com a violência e sensualidade à flor da pele de outros trabalhos de Chan-Wook, além de uma história surpreendente, narrada por três pontos de vista.

13 MINUTOS

Depois de “A Queda! As Últimas Horas de Hitler” (2004), o cineasta Oliver Hirschbiegel volta ao tema neste longa baseado na história real do fracassado atentado a Hitler em 8 de novembro de 1939. Se em “Operação Valquíria” (2008) tentativa semelhante foi planejada por altos oficiais alemães, em “13 minutos” celebra-se o espírito individual de um inconformista, Georg Elser (Christian Friedel), que quase evitou a II Guerra Mundial.

NINGUÉM DESEJA A NOITE

Inspirado na história real da americana Josephine Peary, o filme tem direção da catalã Isabel Coixet (“Minha Vida Sem Mim”) e rendeu à versátil Juliette Binoche indicação ao Goya – o principal prêmio de cinema espanhol. Em 1908, a personagem deixa a alta sociedade de Washington e viaja ao Polo Norte atrás de seu marido, o explorador Robert Beary (Gabriel Byrne). Durante sua jornada a um dos lugares mais inóspitos do planeta, ela conhece Allaka (Rinko Kikuchi, revelada em “Babel”), uma esquimó que vai influenciar profundamente sua vida.

AS CONFISSÕES

Depois de “Viva a Liberdade” (2013), o cineasta italiano Roberto Andò volta a tratar dos bastidores da política – e a trabalhar com Toni Servillo, de “A Grande Beleza”. O ator interpreta Roberto Salus, monge convidado para participar de uma reunião do G-8 sobre a economia europeia. Uma confissão do presidente do Banco Mundial (papel de Daniel Auteuil) dá início ao clima de mistério do longa, que ainda traz Moritz Bleibtreu, Lambert Wilson e Marie-Josée Croze no elenco.

SIERANEVADA

Pré-selecionado pela Romênia para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro, este é o mais recente trabalho do cineasta Cristi Puiu, vencedor da Palma de Ouro por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” em 2007. Em “Sieranevada“, uma família se prepara para a cerimônia que marca os 40 dias da morte do patriarca, Emil. Enquanto aguardam a chegada de um padre da Igreja Ortodoxa, familiares de diferentes gerações discutem de banalidades a conflitos da sociedade atual.

BELOS SONHOS

O grande cineasta italiano Marco Bellocchio (“Vincere”) esteve na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP, em outubro de 2016, para divulgar este sensível relato de um homem que é atormentado desde a infância pela morte prematura da mãe. Baseado na autobiografia homônima de Massimo Gramellini, o filme alterna de forma poética o passado e o presente do jornalista, interpretado por Valerio Mastandrea (“A Primeira Coisa Bela”).  Ainda no elenco, duas ótimas atrizes francesas: Bérénice Bejo (“O Passado“) e Emmanuelle Devos (“Violette“).

MEU REI

Inspirado em experiências pessoais, o filme de Maïwenn (diretora de “Polissia“) valeu a Emmanuelle Bercot o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Neste recorte da vida íntima de uma mulher, Bercot interpreta Marie Antoinette, que amarga um relacionamento infeliz – e por vezes abusivo – com o sedutor Georgio Milevski (Vincent Cassel), com quem se envolve. Quando acredita finalmente ter encontrado a felicidade, ela se depara com um homem violento e possessivo.

MARGUERITE

Um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês de 2016, o filme é livremente inspirado na vida da socialite americana Florence Foster Jenkins (1868-1944). “Marguerite” traz Catherine Frot no papel-título, uma ricaça desafinada que sonha em virar cantora de ópera, na Paris dos anos 1920. Versão mais livre e lúdica da história de Florence, o longa francês demonstra compaixão por sua biografada, sem nunca cair na caricatura. Graças, sobretudo, à interpretação inspirada de Catherine Frot, premiada com o César de melhor atriz.

MARGUERITE E JULIEN – UM AMOR PROIBIDO

Novo filme da atriz e cineasta francesa Valérie Donzelli, que ganhou inúmeros prêmios com “A Guerra Está Declarada” em 2011. Na trama, Marguerite (Anaïs Demoustier, de “Uma Nova Amiga“) e Julien de Ravalet (Jérémie Elkaïm, “Polissia“) são irmãos, filhos do Senhor de Tourlainville. Muito próximos desde a infância, os dois nobres se apaixonam, mas a sociedade a seu redor não aceita essa relação, fazendo de tudo para afastá-los um do outro.

ROMANCE À FRANCESA

Nem só de dramas difíceis vive o cinema francês, mas também de comédias leves como esta, mais uma ciranda amorosa escrita e dirigida por Emmanuel Mouret (de “A Arte de Amar”). Nela, um professor tímido (o próprio Mouret) realiza o sonho de namorar uma famosa atriz, Alicia (Virginie Efira), mas encontra Caprice (Anaïs Demoustier), uma jovem extrovertida que deseja sair com ele – sem se importar em ser sua amante. Enquanto isso, o melhor amigo dele, Thomas, começa a ficar muito interessado na atriz.

UM DOCE REFÚGIO

Escrita, dirigida e estrelada por Bruno Podalydès (de “Adeus Berthe“), esta comédia dramática indicada ao César foi um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês em 2016. Podalydès interpreta Michel, artista gráfico fascinado pela ideia de um dia pilotar um avião. Quando descobre que a engenharia de um caiaque é muito parecida com a de uma aeronave, ele compra um e parte numa jornada em busca de um novo estilo de vida.

TUDO VAI FICAR BEM

Depois de documentários aclamados como “Pina” e “O Sal da Terra”, o cineasta Wim Wenders retorna à ficção neste sóbrio drama sobre a perda e o luto, concebido para exibição em 3D nos cinemas. Ao som da trilha de Alexandre Desplat, o filme segue cerca de dez anos da vida de Tom (James Franco), escritor em crise consumido pela culpa após um acidente de carro. Charlotte Gainsbourg (“A Árvore”), Rachel McAdams (“Spotlight”) e Marie-Josée Croze (“O Escafandro e a Borboleta”) completam o elenco.

ÚLTIMOS DIAS NO DESERTO

Filho do escritor Gabriel García Márquez, Rodrigo García (diretor da versão americana da série “Em Terapia”) revisita de maneira minimalista um episódio do Novo Testamento: a peregrinação de Jesus Cristo (Ewan McGregor) rumo a Jerusalém. No caminho, ele ajuda uma família com problemas, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as tentações do Diabo (também interpretado por McGregor).

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ESTOQUES LIMITADOS.

CLÁSSICOS MAIS NOVIDADES DO CINEMA EUROPEU

VAIDOSA

Bette Davis recebeu sua oitava indicação ao Oscar de melhor atriz pelo papel de Fanny, nova-iorquina manipuladora e sedutora que se depara com uma doença que lhe rouba a beleza. Coestrelado por Claude Rains, seu parceiro em “A Estranha Passageira” (1942), o filme traz um dos melhores diálogos de Bette na tela: “Uma mulher é bela quando ela é amada. Apenas assim.”

AS IRMÃS

Anatole Litvak (“A Noite dos Generais“) dirige Errol Flynn e Bette Davis neste melodrama de 1938 sobre três jovens e seus conturbados casamentos, no início do século XX. As irmãs Louise (Bette Davis), Helen (Anita Louise) e Grace (Jane Bryan) perseguem seus sonhos e amores, em meio a tragédias familiares e até um terremoto em São Francisco.

A BARBADA DO BIRUTA

Uma das inúmeras parcerias de Jerry Lewis e Dean Martin nos anos 1950. Lewis vive mais um de seus personagens atrapalhados, primo de Herman (Martin), uma apostador endividado que precisa se arriscar numa corrida de cavalos a fim de pagar uma dívida. Primeiro filme em cores da dupla.

DURANGO KID – INVASÃO SANGRENTA

Ao investigar uma série de ataques realizados pelos índios, Durango Kid (Charles Starrett) descobre uma rede de corrupção que envolve o mais alto escalão da cidade. Clássica sessão de matinê dirigida por um especialista do gênero, Ray Nazarro (“The Range Rider”, “O Poder da Vingança”).

O MAIS BANDIDO DOS BANDIDOS

Faroeste satírico dirigido por Burt Kennedy (de “Gigantes em Luta“), com Frank Sinatra no papel de Dingus Magee, um fora-da-lei que poucos levam a sério. Ele e seu antigo rival, Hoke (George Kennedy) se revezam tanto como homens da lei ou bandidos, dependendo das circunstâncias.

TUDO EM FAMÍLIA

Escrita por W.D. Richter (“Os Aventureiros do Bairro Proibido“), esta comédia dramática gira em torno de George Dupler (Gene Hackman), executivo que surta após perder uma promoção no trabalho. Rebaixado a gerente noturno de uma loja, ele tenta se entender com o filho (Dennis Quaid), que tem um caso com uma prima casada (Barbra Streisand).

IMPREVISTOS DE UMA NOITE EM PARIS

Dirigida, estrelada e escrita por Edouard Baer, esta comédia de erros à francesa acompanha as peripécias de Luigi, que tem apenas uma noite para salvar um prestigiado teatro em Paris, pagar os salários atrasados de seus funcionários e encontrar um macaco de verdade para usar na peça. Audrey Tautou interpreta sua fiel assistente, Nawel.

OS ANARQUISTAS

Filme de abertura da Semana da Crítica do Festival de Cannes em 2015, o drama francês narra a história de amor entre Jean (Tahar Rahim, revelado em “O Profeta”) — um policial infiltrado — e Judith (Adèle Exarchopoulos, de “Azul é a Cor Mais Quente”), namorada do líder de uma célula anarquista em Paris, no final do século XIX.

O MEDO

Durante a Primeira Guerra Mundial, um jovem soldado francês (Nino Rocher) imerso em seus pensamentos — entre a desilusão, o medo e o ódio –, sobrevive através das cartas que envia para sua amante. Baseado no livro de Gabriel Chevallier, o longa, vencedor do prêmio Jean Vigo, é um relato intimista da guerra a partir das sensações do protagonista.

ESTADOS UNIDOS PELO AMOR

Ganhador do prêmio de melhor roteiro no Festival de Berlim em 2016, o filme acompanha o impacto da abertura política, na Polônia dos anos 1990, sobre quatro mulheres: Agata (Julia Kijowska), Renata (Dorota Kolak), Marzena (Marta Nieradkiewicz) e Iza (Magdalena Cielecka). Elas decidem que é hora de mudar suas vidas, lutar por sua felicidade e realizar seus desejos.

FINALMENTE EM DVD, UMA DAS OBRAS-PRIMAS DE ALAIN RESNAIS

“É como um laboratório de experimentos, no qual você mistura coisas sem saber o resultado que vai obter”. Alain Resnais

O CINEASTA DO TEMPO E DA MEMÓRIA

Um dos mais influentes e inovadores diretores do cinema moderno, Alain Resnais nasceu em 3/6/1922, em Vannes (França). Fascinado desde criança pela força das imagens em movimento, aos 14 anos já fazia curtas em 8mm e, entre 1964 e 67, dirigiu uma série de curtas-metragens sobre arte, entre eles “Van Gogh” (1948) e “Guernica” (1950).

Depois de um período como editor de filmes como “La Pointe-Courte” (de Agnès Varda), começou a trabalhar em parceria com importantes escritores da época, começando com Jean Cayrol, no devastador documentário “Noite e Neblina” (1955), seguido por Marguerite Duras, roteirista de “Hiroshima, Meu Amor” (1959), considerado um marco do movimento nouvelle vague. Lírico e poético, o filme revolucionou a linguagem cinematográfica ao mesclar passado e presente por meio de inteligente exercício de montagem.

Embora inicialmente associado à nouvelle vague, Resnais trilhou caminho próprio, levando ao limite suas experimentações com o tempo cinematográfico em produções como “Ano Passado em Marienbad” (1961), considerada a obra aberta por excelência; “Eu te Amo, Eu Te Amo” (1968), cerebral ficção-científica precursora de “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”; o metalinguístico “Providence” (1977), seu primeiro filme em língua inglesa; “Meu Tio da América” (1980) — que acaba de sair em DVD no Brasil –, baseado em estudos do biólogo Henri Laborit; e o “dois em um” “Smoking/No Smoking” (1993), estrelado por sua mulher, Sabine Azéma.

A partir de 1997, com o sucesso no circuito de arte de “Amores Parisienses”, Resnais  continuou a encantar e a desafiar cinéfilos com seus mosaicos de personagens – quase sempre com os amigos Sabine Azéma, André Dussollier, Pierre Arditi e Lambert Wilson no elenco: “Medos Privados em Lugares Públicos” (2006), “Ervas Daninhas” (2009), “Vocês Ainda não Viram Nada!” e “Amar, Beber e Cantar” (2014), seu filme-despedida. Pouco mais de duas semanas depois deste último ser premiado no Festival de Berlim, o gigante do cinema morreu em Paris, aos 91 anos.

MEU TIO DA AMÉRICA

Um dos títulos em DVD mais aguardados pelos cinéfilos, o filme é uma das obras-primas do diretor e levou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes em 1980.

Com roteiro original de Jean Gruault indicado ao Oscar, é baseado nas teorias do biólogo e professor Henri Laborit sobre como o ambiente pode interferir na formação da personalidade de um indivíduo. É ele quem expõe sua teoria do comportamento humano, demonstrando suas ideias através de experimentos com ratos. Resnais substitui os objetos de investigação da experiência por dois homens e uma mulher, de cidades, origens sociais e famílias diferentes, e suas vidas são acompanhadas desde a infância até a fase adulta.

Como num jogo de espelhos, o longa – cuja estrutura mistura ficção e documentário – narra a vida dos três personagens: um gerente de empresa em crise (Gérard Depardieu), uma atriz que largou a carreira artística (Nicole Garcia) e um político em ascensão (Roger Pierre).

As teorias de Laborit sustentam que os atos do ser humano são determinados pelo seu condicionamento na infância e que cada um reage segundo pulsões primárias. Por isso, além de cinéfilos, este clássico francês é uma verdadeira aula de psicologia comportamental e pode interessar a pesquisadores e professores.

MAIS DO DIRETOR NA 2001:

Amar, Beber e Cantar (2014)
Vocês Ainda não Viram Nada (2013)
A Vida É Um Romance (1983)
Stavisky (1973)
Muriel (1963)
Ano Passado em Marienbad (1961)

EM DVD NA 2001, 8 LANÇAMENTOS PARA QUEM É FÃ DE CINEMA EUROPEU

13 MINUTOS

Depois de “A Queda! As Últimas Horas de Hitler” (2004), o cineasta Oliver Hirschbiegel volta ao tema neste longa baseado na história real do fracassado atentado a Hitler em 8 de novembro de 1939. Se em “Operação Valquíria” (2008) tentativa semelhante foi planejada por altos oficiais alemães, em “13 minutos” celebra o espírito individual, de um inconformista, Georg Elser (Christian Friedel), que quase evitou a II Guerra Mundial.

O VALOR DE UM HOMEM

Em tempos de crise e desemprego em todo o mundo, ganha ainda mais relevância este drama social do diretor francês Stéphane Brizé (“Mademoiselle Chambon”), sobre o processo de desumanização – e a luta de um indivíduo pela sobrevivência. No caso, Thierry (Vincent Lindon, melhor ator no Festival de Cannes 2015), que, aos 51 anos, enfrenta uma série de humilhações em busca de um emprego.

A ODISSEIA DE ALICE

Um mergulho na alma (e desejo) de uma jovem de 30 anos, Alice (Ariane Labed, de “The Lobster”), única mulher a bordo de um velho navio de carga. Engenheira naval, ela sente falta do namorado norueguês, mas logo reencontra um antigo amor, justamente o comandante do cargueiro, Gael (Melvil Poupaud, “Laurence Anyways”). Isolada na embarcação, Alice experimenta diferentes sensações, em uma jornada não apenas geográfica, mas erótica.

UM BRINDE À VIDA

Inspirado na vida da mãe de seu diretor-roteirista, Jean-Jacques Zilbermann, o filme dramatiza experiências dela e de outras duas amigas – todas sobreviventes de Auschwitz. Nos anos 1960, Hélène (Julie Depardieu, filha de Gérard), Rose (Suzanne Clément, de “Mommy”) e Lili (Johanna ter Steege) – que não se viam desde a II Guerra -, se reencontram numa praia do Norte da França.

UM DOCE REFÚGIO

Escrita, dirigida e estrelada por Bruno Podalydès (de “Adeus Berthe“), esta comédia dramática indicada ao César foi um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês em 2016. Podalydès interpreta Michel, artista gráfico fascinado pela ideia de um dia pilotar um avião. Quando descobre que a engenharia de um caiaque é muito parecida com a de uma aeronave, ele compra um e parte numa jornada em busca de um novo estilo de vida.

A VOZ DA LUA

Último filme dirigido por Federico Fellini, baseado no romance “Poemas de um Lunático”, de Ermanno Cavazzoni. Na história, Roberto Benigni é Ivo Salvini, um homem que vive entre o mundo real e a fantasia, sem poder distinguir os dois. Ele procura sempre achar o lado poético das coisas, como se a lua o guiasse. Mais um trabalho lúdico e pessoal de Fellini, com trilha sonora assinada por Nicola Piovani e direção de arte de Dante Ferretti.

LES BAS-FONDS

Uma raridade do mestre Jean Renoir, premiada pelo National Board of Review (EUA) como um dos melhores filmes estrangeiros de 1937. O astro francês Jean Gabin estrela esta adaptação da peça do russo Máximo Gorki, no papel de Pepel Wasska, ladrão profissional envolvido com duas irmãs e um barão arruinado (Louis Jouvet).

AS AVENTURAS EXTRAORDINÁRIAS DE MR. WEST NO PAÍS DOS BOLCHEVIQUES

Um dos grandes inovadores da montagem no cinema, o russo Lev Kuleshov dirigiu em 1924 esta comédia de costumes que satiriza a visão que os americanos tinham dos russos naquela época. Na trama, Mr. West deixa a América rumo à União Soviética e é advertido sobre os terríveis perigos existentes naquele bárbaro país.

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GRACE DE MÔNACO

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Indicado a dois prêmios Emmy no ano passado, o longa fez sua estreia mundial no 67º Festival de Cannes, em 2014. Nicole Kidman interpreta Grace Kelly (1929–1982), cinco anos depois de seu casamento com o príncipe Rainier III (Tim Roth) em 1956. Longe da vida artística, a estrela está insatisfeita com sua rotina no palácio e o distanciamento do marido. Até que o diretor Alfred Hitchcock a convida para retornar ao cinema como protagonista de “Marnie – Confissões de uma Ladra”, contrariando Rainier. Do mesmo diretor de “Piaf”, o francês Olivier Dahan.

O MAIOR AMOR DO MUNDO

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Último filme dirigido (e coescrito) por Garry Marshall (1934–2016), que faleceu no último dia 19, aos 81 anos, de complicações de pneumonia. Muito querido em Hollywood, ele dirigiu sucessos como “Uma Linda Mulher” e “Noiva em Fuga”, ambos com Julia Roberts, com quem volta a trabalhar em “O Maior Amor do Mundo”. Jennifer Aniston, Jason Sudeikis e Kate Hudson completam o elenco desta simpática comédia romântica centrada em relações familiares no Dia das Mães.

VOANDO ALTO

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Em tempos de Olimpíadas, vale a pena conferir esta incrível história de superação baseada na jornada real de Michael Edwards (Taron Egerton, revelado em “Kingsman”), conhecido por Eddie The Eagle (“A Águia”) – o mais famoso atleta de esqui da história britânica. Com a ajuda de um treinador rebelde e carismático (Hugh Jackman), o desajeitado mas corajoso Eddie irá ganhar fãs pelo mundo todo com uma apresentação inesquecível nos Jogos Olímpicos de Inverno de Calgary, em 1988.

EM BUSCA DA JUSTIÇA

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Uma das produções mais tumultuadas dos últimos tempos – Lynne Ramsay (“Precisamos Falar Sobre o Kevin“), a diretora original, largou o set no primeiro dia de filmagens -, resultou neste western revisionista sob a direção de Gavin O’Connor (“Guerreiro”). Jane Hammond (Natalie Portman) é a esposa de Bill, um dos maiores bandidos da região. Um dia ele retorna para casa após ser alvejado por integrantes de sua antiga gangue, ainda em seu encalço. Com o marido em perigo, Jane pede então ajuda a um ex-namorado, Dan Frost (Joel Edgerton). Ewan McGregor interpreta o vilão e Rodrigo Santoro faz uma pequena participação.

O QUE EU FIZ PARA MERECER ISSO?

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Baseado na peça teatral de Florian Zeller, o filme tem direção do eclético Patrice Leconte (“O Marido da Cabeleireira”, “Uma Promessa”) e satiriza a classe média francesa. Na trama, Michel (Christian Clavier), um fanático por jazz, encontra um álbum raro num sebo. Quando vai ouvir a preciosidade, tudo começa a dar errado: sua esposa (a musa Carole Bouquet) decide fazer uma inesperada confissão, seu filho rebelde aparece do nada, um de seus amigos chega sem avisar, um vizinho reclama de um vazamento…

O CONTO DOS CONTOS

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Consagrado pela temática realista de “Gomorra”, o italiano Matteo Garrone muda radicalmente de registro neste filme de fantasia para adultos. Exibido em competição no Festival de Cannes do ano passado, “O Conto dos Contos” reúne três histórias extraídas da compilação “Pentamerone”, de Giambattista Basile. Na primeira, uma rainha (Salma Hayek) sonha em ter um filho e, para isso, aceita a ajuda de um feiticeiro. Na segunda, um rei (Vincent Cassel) persegue a voz de uma velha e, na última, um rei (Toby Jones) é fascinado por uma pulga. Vencedor de 7 prêmios David di Donatello (espécie de Oscar italiano).

AL CAPONE

AA

Sóbria ficcionalização da vida do icônico gângster, interpretado por Rod Steiger – considerado um de seus melhores intérpretes no cinema (ao lado de Robert De Niro em “Os Intocáveis”). Ambientado na década de 1920, o filme acompanha a ascensão meteórica de Capone no mundo do crime a partir de sua chegada a Chicago, quando passa a ser guarda-costas do mafioso Johnny Torrio, dando início a anos de corrupção, mortes e violência, envolvendo no caminho inimigos George “Bugsy” Moran.

O DOSSIÊ DE ODESSA

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Dirigido por Ronald Neame (“O Destino do Poseidon”), este thriller de 1974 é baseado no best seller de Frederick Forsyth (“O Dia do Chacal”). Jon Voight vive Peter Miller, repórter alemão que descobre o diário de um judeu que acaba de cometer suicídio. Diário de um sobrevivente do Holocausto, com detalhes dos campos de concentração e sobre o comandante da SS Eduard Roschmann (Maximilian Schell). Perturbado pelas informações que encontrou, Miller começa a investigar o paradeiro do criminoso nazista.

CROSSING LINES – 1ª TEMPORADA COMPLETA

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Dos mesmos produtores de “Criminal Minds”, a série acompanha as atividades do International Criminal Court, um equivalente europeu do FBI. Sua missão é investigar crimes em série que são cometidos em diversos países da Europa e levar os responsáveis à justiça. No ótimo elenco internacional, destaque para Donald Sutherland, o Presidente Snow de “Jogos Vorazes“, e Tom Wlaschiha, o assassino sem rosto Jaqen H’ghar de “Game of Thrones“.

CONTÁGIO – EPIDEMIA MORTAL

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Depois de uma série de filmes de ação (os três longas de “Os Mercenários”, “O Último Desafio”, “Rota de Fuga”, “Sabotagem”), Arnold Schwarzenegger tenta um papel mais dramático neste thriller de zumbis. Nele, o ex-governador da Califórnia interpreta Wade Vogel, pai de Maggie, adolescente que acaba sendo contaminada por um zumbi. Mas sua transformação demora seis meses para se completar. Durante o processo, Wade decide continuar ao seu lado, enquanto ela tenta se acostumar a sua nova condição.

CHEGOU “DHEEPAN – O REFÚGIO”, VENCEDOR DA PALMA DE OURO EM 2015

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TAMBÉM EXIBIDO NA 39ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO, “DHEEPAN” É O MAIS RECENTE TRABALHO DO FRANCÊS JACQUES AUDIARD, DIRETOR DE “O PROFETA”, QUE NOVAMENTE TRATA DA QUESTÃO DO IMIGRANTE NA EUROPA.

Em fuga da guerra civil no Sri Lanka, o ex-guerrilheiro Sivadhasan (Jesuthasan Antonythasan) assume a identidade de “Dheepan” e forma uma falsa família com a jovem Yalini (a novata Kalieaswari Srinivasan) e uma órfã de nove anos, Illayaal. Os três não se conhecem mas aceitam esse arranjo, a fim de facilitar sua permanência como refugiados na França. E é disso que trata o filme de Audiard, não apenas de imigrantes, mas de refugiados, obrigados a deixar seu país em razão de conflitos armados ou perseguições políticas. Sem alternativas e temendo pela própria vida, se vêem forçados a encarar uma cultura diferente e começar do zero. Situação parecida, por exemplo, a dos milhares de sírios hoje na Europa (e até mesmo no Brasil).

Os ótimos protagonistas de "Dheepan": Jesuthasan Antonythasan e Kalieaswari Srinivasan

Os ótimos protagonistas de “Dheepan”: Jesuthasan Antonythasan e Kalieaswari Srinivasan, que nunca havia atuado antes

Do caos do conflito armado no Sri Lanka, o trio encara o caos que é sobreviver em outro país, sem saber a língua local. Mas Dheepan logo arruma trabalho como zelador em um perigoso conjunto habitacional de Le Pré-Saint-Gervais, na periferia de Paris, tendo que encarar não só as dificuldades de adaptação, mas também a violência das gangues locais.

Indicado a nove prêmios César (“o Oscar francês”), “Dheepan” é mais um capítulo do realismo humanista presente na filmografia de Audiard, cineasta acostumado a alternar brutalidade e momentos de lirismo, sempre com um olhar generoso para os desajustados, os desfavorecidos, à margem do sistema. Como os personagens do longa, três refugiados (e desconhecidos) que precisam fingir ser uma família e que, no processo, aprendem a se comportar como uma – e a construir suas relações de afeto.

Entre seus protagonistas, Jacques Audiard recebe a Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado. Com longas premiados e de sucesso como "De Tanto Bater Meu Coração Parou", "O Profeta" e "Ferrugem e Osso" no currículo, Audiard tornou-se um dos maiores nomes do cinema francês contemporâneo

Entre os protagonistas de “Dheepan”, Jacques Audiard recebe a Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado. Com longas premiados e de sucesso como “De Tanto Bater Meu Coração Parou”, “O Profeta” e “Ferrugem e Osso” no currículo, Audiard tornou-se um dos maiores nomes do cinema francês contemporâneo.

CURIOSIDADE: Assim como seu personagem em “Dheepan“, o ator, escritor e ativista político Jesuthasan Antonythasan também fez parte, na vida real, do grupo de guerrilha Tigres do Tamil antes de deixar o Sri Lanka para morar na França.

VIVA LA FRANCE! EM DOIS LANÇAMENTOS DA VERSÁTIL

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CHEGOU A VEZ DO CINEMA FRANCÊS NA VERSÁTIL, COM O ANÁRQUICO “MULHERES DIABÓLICAS”, ESTRELADO PELA INSUPERÁVEL ISABELLE HUPPERT, E DOIS FILMES COM A PARTICIPAÇÃO DE GÉRARD DEPARDIEU: O CLÁSSICO “A MULHER DO LADO”, DE FRANÇOIS TRUFFAUT, E “TODAS AS MANHÃS DO MUNDO“.

O DVD duplo “Cinema Francês” apresenta, em inéditas versões restauradas, “A Mulher do Lado” (1981), clássico de François Truffaut com Depardieu e Fanny Ardant vivendo um affair extraconjugal, e “Mulheres Diabólicas” (1995), filme de Claude Chabrol com Huppert e Sandrine Bonnaire premiadas com a Copa Volpi de melhor atriz no Festival de Veneza.

Edição especial com cerca de uma hora de vídeos extras, incluindo especiais e cenas comentadas.

Já “Todas as Manhãs do Mundo“, de Alain Corneau, é um dos títulos franceses mais aguardados em DVD pelos cinéfilos.

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CINEMA FRANCÊS

DISCO 1:

A MULHER DO LADO (“La femme d’à côté”, 1981, 105 min.)
De François Truffaut
Com Gérard Depardieu, Fanny Ardant e Henri Garcin.

La femme d'à côté

Bernard vivia feliz com sua esposa Arlette e seu filho Thomas. Certo dia, o casal Philippe e Mathilde se muda para a vizinhança. Esse encontro reúne Bernard e Mathilde, que haviam sido amantes anos antes. O relacionamento dos dois reascende, complicando a vida de todos.

DISCO 2:

MULHERES DIABÓLICAS (“La Cérémonie”, 1995, 115 min.)
De Claude Chabrol
Com Isabelle Huppert, Sandrine Bonnaire e Jacqueline Bisset.

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Sophie é contratada para ser governanta de uma família rica. Com o passar do tempo, seu comportamento se torna frio e ela faz amizade com a misteriosa Jeanne, o que trará consequências inesperadas. Com forte comentário social, esse suspense dirigido rigorosamente por Chabrol tem atuações memoráveis de Bonnaire e Huppert, que foi premiada com o César de melhor atriz.

EXTRAS:

* Apresentações (6 min.)
* Especiais (50 min.)
* Trailers (3 min.)

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TODAS AS MANHÃS DO MUNDO – ED. ESPECIAL

Vencedor de 7 prêmios César, incluindo melhor filme e diretor, este drama de época de Alain Corneau (“Noturno Indiano”) mergulha no mundo da música erudita, no final do século XVII

Na trama, o Monsieur de Sainte Colombe (Jean-Pierre Marielle), mestre de viola de gamba, regressa a seu lar e descobre que sua mulher faleceu enquanto esteve ausente. Na sua dor, ele constrói uma pequena casa no jardim, na qual viverá para dedicar a sua vida à música e às suas duas filhas, evitando o mundo exterior. Os rumores sobre ele e a sua música chegam à corte de Luís XIV, que o quer tocando na corte, mas ele se recusa. Um dia, um jovem, Marin Marais (Guillaume Depardieu, filho de Gérard) vem vê-lo com um pedido: quer aprender a tocar.

Gérard Diepardieu e seu filho Guillaume (precocemente falecido em ) interpretam o mesmo personagem, ocompositor e celista Marin Marais

Gérard Diepardieu e seu filho Guillaume (1971-2008) interpretam o mesmo personagem, o compositor francês Marin Marais

Desde o longo e emocionante plano-sequência inicial, “Todas as Manhãs do Mundo” é uma linda declaração de amor à música, no estilo de “Amadeus”.

Nos extras, confira o making of da produção.