cinema inglês

COLEÇÃO KEN RUSSELL: UM DOS LANÇAMENTOS DO ANO, COM 6 FILMES DO DIRETOR

COM 4 DISCOS, CARDS E INÚMEROS EXTRAS, O BOX RESGATA 6 LONGAS DO CINEASTA BRITÂNICO ENTRE OS ANOS 70 E 80 – INCLUINDO O SEMINAL “OS DEMÔNIOS”, A ÓPERA-ROCK “TOMMY” E O INÉDITO EM DVD “O NAMORADINHO”.

Vanessa Redgrave em “Os Demônios” (1971), perturbador clássico do cinema inglês incluído na coleção

Ken Russell, nome artístico de Henry Kenneth Alfred Russell, nasceu em 3 de julho de 1927, em Southampton, (Hampshire, Inglaterra) e faleceu em 27 de novembro de 2011, aos 84 anos.

Egresso da rede de Tv BBC, onde realizou inúmeros docudramas romanceando a vida de artistas famosos (Frederick Delius, Debussy, Isadora Duncan, Henri Rousseau, Dante Gabriel Rossetti), Russell estreou na direção de longa-metragem com “French Dressing” em 1964, seguido pelo thriller de espionagem “O Cérebro de um Bilhão de Dólares” (1967), com Michael Caine.

Seu terceiro longa, “Mulheres Apaixonadas“, causou furor em sua estreia na Inglaterra, em 1969, ao tornar explícitas as passagens mais ousadas e polêmicas do clássico homônimo escrito por D.H. Lawrence. O filme lhe valeu sua primeira (e única) indicação ao Oscar.

Mulheres Apaixonadas” (1969), vencedor do Oscar de melhor atriz para Glenda Jackson (à esquerda)

Premiado no Festival de Veneza e pelo National Board of Review (EUA), “Os Demônios” (1971) se tornou o trabalho mais controverso do diretor, explorando temas explosivos como histeria religiosa, perseguição política e a relação entre Igreja e Estado.

Historiadores divergem sobre a verdade por trás dos fatos que inspiraram a produção baseada na peça homônima de John Whiting, e em extensa pesquisa realizada por Aldous Huxley para seu romance “Os Demônios de Loudun”.

Permeado por sequências fortes de nudez e violência, o filme de Russell causou escândalo na época de seu lançamento e levou a Warner a cortar várias cenas, o que não impediu seu banimento em vários países. Misto de horror e drama histórico, “Os Demônios“, mais do que lidar com possessão, trata mesmo é do perigoso uso da religião pelo Estado.

Ken Russell no set de “Os Demônios” (1971)

A carreira do excêntrico diretor continuou com uma série de cinebiografias, abordando de maneira extravagante a vida dos compositores Tchaikovsky (“Delírio de Amor”, 1971), Gustav Mahler (“Mahler“, 1974) e Franz Liszt (no insano “Lisztomania”, 1975), além do escultor francês Henri Gaudier-Brzeska (“O Messias Selvagem”, 1972) e do astro do cinema mudo Rudolph Valentino (“Valentino – O Ídolo, o Homem“, 1977).

Russell desconcertou público e crítica com seus filmes repletos de energia, e ao mesmo tempo atuações exageradas, nudez gratuita, violência estilizada e sequências fantasiosas em ritmo de videoclipe, quase sempre exaltando a sexualidade de seus personagens.

KEN RUSSELL

No formato digipak com 4 discos, o box inclui 6 produções originais do enfant terrible do cinema inglês: O NAMORADINHO (The Boy Friend, 1971), um de seus trabalhos mais comportados, indicado ao Oscar de trilha sonora; OS DEMÔNIOS (1971), estrelado por Oliver Reed e Vanessa Redgrave, proibido em vários países e lançado em diferentes versões; o musical TOMMY (1975), baseado na a ópera-rock da banda The Who; VALENTINO – O ÍDOLO, O HOMEM (1977), fracasso com Rudolf Nureyev e Leslie Caron; CRIMES DE PAIXÃO (1984), thriller sexual com Kathleen Turner no papel de uma estilista que se prostitui à noite; e GÓTICO (1986, lançado como “Gothic” no Brasil), um de seus filmes mais malucos, misturando fantasia, terror e a biografia de escritores.

Edição limitada com 6 cards e mais de 2 horas de extras.

“Eu sei que meus filmes perturbam as pessoas. Eu quero perturbar as pessoas.”  Ken Russell (1927–2011)

DISCO 1:

OS DEMÔNIOS (The Devils, 1971, 107 min)
Com Vanessa Redgrave, Oliver Reed, Dudley Sutton.

Com sofisticados cenários criados pelo cineasta Derek Jarman (de “Caravaggio”) e atuações viscerais de Oliver Reed e Vanessa Redgrave, o filme continua perturbador, explorando temas fortes como histeria religiosa, perseguição política e a relação entre Igreja e Estado.

DISCO 2:

TOMMY (Idem, 1975, 111 min)
Com Roger Daltrey, Ann-Margret, Oliver Reed.

Indicado ao Oscar de melhor atriz (Ann-Margret) e música, o longa é uma alucinante transposição da ópera-rock do disco homônimo criado pelo The Who. Além da banda, o elenco conta com a participação de nomes como Elton John, Eric Clapton, Tina Turner e até Jack Nicholson, que canta neste musical que antecipou a estética do videoclipe.

CRIMES DE PAIXÃO (Crimes of Passion, 1984, 107 min)
Com Kathleen Turner, Anthony Perkins, Bruce Davison.

Um homem em crise no casamento aceita um trabalho extra e acaba se envolvendo com Joana, uma mulher de vida dupla. Durante o dia, ela é uma estilista focada no trabalho e, à noite, uma prostituta perseguida por um reverendo louco. Thriller erótico com Kathleen Turner e Anthony Perkins (o Norman Bates de “Psicose”) em papéis barra-pesada.

DISCO 3:

VALENTINO – O ÍDOLO, O HOMEM (Valentino, 1977, 128 min)
Com Rudolf Nureyev, Leslie Caron, Michelle Phillips.

Em 1926, a morte da lenda do cinema mudo, aos 31 anos, levou inúmeras de suas fãs a irem às ruas em revolta e até mesmo a cometerem suicídio. Este era Rudolph Valentino, um dos maiores galãs de Hollywood. Cinebiografia ao estilo barroco de Russell, com seus tradicionais excessos e liberdades históricas.

GÓTICO (Gothic, 1986, 87 min)
Com Gabriel Byrne, Julian Sands, Natasha Richardson.

Em 1816, o poeta Percy Shelley visita seu amigo Lord Byron, também poeta, que vive auto-exilado na Suiça. Byron incita os visitantes – entre eles, Mary Shelley (antes de escrever “Frankenstein”) e o Dr. Polidori (autor de “O Vampiro”) a usar a imaginação e criar histórias de horror, desafiando amarras religiosas e os maiores temores de cada um.

DISCO 4:

O BOYFRIEND – O NAMORADINHO (The Boy Friend, 1971, 36 min)
Com Twiggy, Christopher Gable, Max Adrian.

Polly é assistente de palco em uma companhia de teatro e acaba substituindo a atriz principal de um musical. Na plateia está um importante diretor de Hollywood, que decide contratá-la. Homenagem aos musicais dos anos 1920 – e especialmente o trabalho do coreógrafo Busby Berkeley -, com Twiggy, famosa modelo dos anos 1960, premiada com dois Globos de Ouro.

EXTRAS:

* Director of the Devils: Documentário sobre o filme “Os Demônios” (21 minutos)
* No set de “Os Demônios” (7 min.)
* Entrevista com Ken Russell (13 min.)
* Entrevista com Julian Sands (17 min.)
* Cenas deletadas de “Crimes de Paixão” (19 min.)
* Orson Welles: Relembrando Rudolph Valentino (17 min.)
* All Taling… All Singing… All Dancing (8 min.)

NOVAS COLEÇÕES DO SELO OBRAS-PRIMAS DO CINEMA: D.W. GRIFFITH E ESTÚDIO HAMMER

COM 2 DISCOS, “D.W.GRIFFITH” REVISITA OS PRIMÓRDIOS DO CINEMA, COM “O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO” E “INTOLERÂNCIA”, E A “COLEÇÃO ESTÚDIO HAMMER“, COM 3 DVDs, REÚNE 6 CLÁSSICOS DE TERROR BRITÂNICO DOS ANOS 50 E 60.

Edições limitadas com cards e inúmeros extras com bastidores de produção.

D.W. GRIFFITH

UM PIONEIRO DO CINEMA

David Llewelyn Wark Griffith nasceu em região rural do estado de Kentucky (EUA), em 22 de janeiro de 1875. Filho de um herói da guerra civil americana que influenciou o filho com suas histórias, começou a carreira artística como ator amador e ingressou no cinema quando aceitou trabalhar para um filme da Companhia Edison, realizado por Edwin S. Porter.

A partir de 1908, Griffith dirigiu centenas de curtas para a Biograph, que lhe permitiram testar novas técnicas, até realizar O “Nascimento de uma Nação” (1915). O sucesso desse épico pioneiro, realizado em 12 rolos, deu novo rumo ao cinema. Griffith, ao lado do fotógrafo G.W. Bitzer, revolucionou a linguagem cinematográfica, criando procedimentos técnicos como o close, o travelling e o flashback.

Retirou-se de cena no início dos anos 1930, após sucessivos fracassos. Griffith morreu solitário num hotel de Los Angeles (Califórnia), em 1948. Apesar de ter reconhecida sua importância para o desenvolvimento da linguagem do cinema, com o tempo o diretor passou a ser criticado por idealizar membros da Ku Klux Klan como heróis em “O Nascimento de uma Nação”.

DISCO 1:

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (The Birth of a Nation, 1915, 193 min.)
Com Lillian Gish, Mae Marsh, Henry B. Walthall.

Dois irmãos da família Stoneman visitam os Cameron em Piedmont, Carolina do Sul. Esta amizade é afetada com a Guerra Civil, pois os Cameron se alistam no exército Confederado enquanto os Stoneman unem-se às forças da União.

São retratadas as consequências da guerra na vida destas duas famílias e as conexões com os principiais acontecimentos históricos, como o crescimento da Guerra da Secessão, o assassinato de Lincoln e o nascimento da Ku Klux Klan.

DISCO 2:

INTOLERÂNCIA (Intolerance: Love’s Struggle Throughout the Ages, 1916, 167 min.)
Com Lillian Gish, Robert Harron, Mae Marsh.

A intolerância vista e analisada em quatro diferentes estágios da História: Na Babilônia, uma garota convive com a rivalidade religiosa que leva uma cidade às ruínas. Na Judeia, os hipócritas condenam Jesus Cristo. Na Paris do século XVI, sem saber saber do Massacre da Noite de São Bartolomeu, dois huguenotes se preparam para um casamento. E na América moderna reformistas sociais destroem a vida de um jovem casal.

EXTRAS:

* Making of de “O Nascimento de uma Nação”: Com duração de 24 minutos, contém informações sobre a produção e inclui raros testes de figurinos e mais bastidores.
* “Three Hours That Shook the World”: Com duração de 19 minutos, esta entrevista com Kevin Brownlow traz histórias fascinantes sobre o filme “Intolerância”.

COLEÇÃO ESTÚDIO HAMMER

Fundada em 1934, com nome homenageando a região de seu fundador, William Hinds (comediante de Hammersmith), a Hammer começou suas atividades com a produção de comédias e aventuras de baixo orçamento.

Em 1955, o sucesso de “Terror que Mata” (The Quatermass Xperiment) impulsionou a Hammer a produzir mais filmes de sci-fi e terror, revitalizando nas telas monstros clássicos da Universal, em títulos como “A Maldição de Frankenstein” (The Curse of Frankenstein, 1957) e “O Vampiro da Noite” (Dracula, 1958).

Com mais de cem longas realizados até a década de 1970, a Hammer se tornou referência mundial em terror, adicionando erotismo e violência gráfica às suas produções fincadas na literatura gótica. Atores recorrentes nos maiores sucessos da Hammer, Peter Cushing e Christopher Lee viraram astros universais do cinema de horror.

DISCO 1:

A MÚMIA (The Mummy, 1959, 1.66:1, 88 min.)
Direção: Terence Fisher. Com Peter Cushing, Christopher Lee, Yvonne Furneaux.

No ano de 1895, a tumba da princesa egípcia Ananka é encontrada por um grupo de arqueólogos. Contudo, o sumo-sacerdote Kharis (Christopher Lee), que amava a princesa, volta à vida, espalhando terror entre os escavadores.

MALDIÇÃO DE LOBISOMEM (The Curse of the Werewolf, 1961, 2.0:1, 92 min.)
Direção: Terence Fisher. Com Clifford Evans, Oliver Reed, Yvonne Romain.

Na Espanha, Leon nasceu no dia de Natal, fruto de um estupro. Quando jovem, ele trabalha em uma adega e se apaixona pela filha do proprietário, Cristina. Só que, em uma noite de lua cheia, ele se transforma, assustando toda a cidade.

DISCO 2:

O BEIJO DO VAMPIRO (The Kiss of the Vampire, 1963, 1.85:1, 88 min.)
Direção: Don Sharp. Com Clifford Evans, Edward de Souza, Noel Willman.

Gerald e Marianne Harcourt viajam de carro quando seu veículo quebra e eles são obrigados a passar alguns dias numa pequena e remota comunidade. Logo, são convidados a visitar o castelo do Dr. Ravna, o líder de um culto vampírico.

MANIAC (Maniac, 1961, 2.35:1, 86 min.)
Direção: Michael Carreras. Com Kerwin Mathews, Nadia Gray, Donald Houston.

Um artista plástico norte-americano desembarca em uma ilha francesa e se envolve em um triangulo amoroso. Convencido por sua amante a ajudar o ex-marido a escapar de um hospital psiquiátrico, ele acaba libertando um homem altamente perigoso.

DISCO 3:

A GÓRGONA (The Gorgon, 1964, 1.66:1, 83 min.)
Direção: Terence Fisher. Com Christopher Lee, Peter Cushing, Richard Pasco.

Em 1910, na pequena cidade alemã de Vandorf, uma série de assassinatos foram cometidos nos últimos cinco anos, com todas as vítimas transformadas em pedra. As autoridades locais temem que uma antiga lenda tenha se tornado realidade.

FANATISMO MACABRO (Die! Die! My Darling!, 1965, 1.85:1, 94 min.)
Direção: Silvio Narizzano. Com Tallulah Bankhead, Stefanie Powers, Peter Vaughan.

A Sra. Trefoile é uma demente religiosa que ficou obcecada pelo espírito do filho que faleceu há vários anos em um acidente. Ela prende sua ex-nora no sótão como refém para “limpar” sua alma para que ela possa se reunir com seu filho no céu.

EXTRAS:

* Especial sobre “A Múmia”
* Membros da equipe original relembram suas experiências em “Maniac”
* Por dentro de “A Górgona” e “Fanatismo Macabro”

MAIS HAMMER FILMES NA 2001:
Drácula – The Ultimate Hammer Collection – 5 discos
Hammer – A Casa do Terror

CLÁSSICOS E CULTS RAROS EM PROMOÇÃO SÓ NA 2001

A MAIORIA FORA DE CATÁLOGO, INCLUINDO FILMES ACLAMADOS E PRODUÇÕES ICÔNICAS DO CINEMA LGBT, COMO “JOHAN“, “MAURICE” E O DOCUMENTÁRIO “BEFORE STONEWALL“, AGORA COM PREÇO ESPECIAL. 

Entre os filmes selecionados, há obras importantes adaptadas para a telona (“Senhorita Julia“, “Electra“, “Os Vivos e os Mortos“, “Maurice“), clássicos franceses (“Os Amantes“, “Zazie no Metrô“, “As Duas Faces da Felicidade“) e preciosidades como o noir “A Lei dos Marginais“, de Samuel Fuller, “Um Gosto de Mel“, um marco do cinema inglês, “O Condenado de Altona“, baseado em peça de Jean-Paul Sartre, “Esposamante“, com o grande Marcello Mastroianni, “Os Vivos e os Mortos“, último trabalho de John Huston, e um cult por excelência – “Paixão Selvagem“, do cantor e diretor francês Serge Gainsbourg.

Não deixe de adquirir seus filmes favoritos, nem de descobrir produções menos conhecidas, pois os estoques são limitados. Confira a seguir uma pequena amostra com 20 sugestões de nossa equipe. Tem muito mais em nosso site.

Boa sessão “cult”!
Equipe 2001

MADAME DU BARRY

Mestre da farsa sofisticada, Ernst Lubitsch dirigiu este clássico do cinema mudo na Alemanha, logo após a Primeira Guerra Mundial. Estrelado por Pola Negri e pelo maior ator alemão da época, Emil Jannings (“Fausto”), o filme acompanha as peripécias da amante do rei Louis XV da França até sua execução durante a Revolução Francesa.

O ESTUDANTE DE PRAGA

Lançado em 1926, este clássico expressionista do cinema mudo apresenta Conrad Veidt (“O Gabinete do Dr. Caligari”) no papel de um estudante pobre que faz pacto com um estranho que, em troca, rouba o seu reflexo contido no espelho. Uma raridade do cinema alemão, com simbolismos e trama semelhante ao “Fausto” de Goethe.

SENHORITA JULIA

O sueco Alf Sjöberg dirigiu e escreveu esta adaptação da peça homônima do dramaturgo August Strindberg (1849-1912), escrita em 1888, dissecando conflitos sociais seculares por meio do intenso encontro entre uma aristocrata e seu empregado, cuja relação desigual sofre uma inversão – com o dominado passando a dominador. Refilmado em 2014 (“Miss Julie“) por Liv Ullmann, o filme conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

ELECTRA, A VINGADORA

Depois da guerra de 10 anos contra Tróia, Agamenon volta para casa. Em sua ausência, sua esposa, Clitemnestra, esteve nos braços de um amante, que mata Agamenon logo após o seu retorno. Seus filhos, Electra e Orestes, esperam vingar, agora adultos, o assassinato do pai. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, “Electra” trouxe notoriedade ao grego-cipriota Michael Cacoyannis, que depois dirigiria o sucesso mundial “Zorba, o Grego”(1964).

AS TROIANAS

O cineasta grego Michael Cacoyannis notabilizou-se por sua trilogia de adaptações de grandes tragédias gregas, formada por “Electra, a Vingadora” (1961), “As Troianas” (1971) e “Ifigênia” (1977), todas estreladas por sua musa, Irene Papas, e adaptadas de peças de Eurípides. “As Troianas” não nega sua estrutura teatral, que valoriza ainda mais o trabalho de Papas, Katharine Hepburn, Vanessa Redgrave (foto) e Geneviève Bujold.

A VIDA DE GALILEU

Joseph Losey (de “Uma Estranha Mulher” – também em promoção na 2001) dirige esta versão da peça “Galileu Galilei”, de Bertolt Brecht, com grande elenco britânico (Topol, Edward Fox, Colin Blakely, Margaret Leighton, John Gielgud). Um dos responsáveis pela fundação da ciência moderna, Galileu apoia a teoria de Copérnico, segundo a qual a Terra gira em torno do Sol, e entra em conflito com a Igreja Católica.

O AMANHÃ É ETERNO

Orson Welles interpreta um homem dado como morto na 1ª Guerra e que reaparece – 20 anos depois – desfigurado e com nova identidade. Ele encontra acidentalmente a esposa, Elizabeth (Claudette Colbert), e descobre ter um filho, Drew. Assim, neste clássico melodrama de 1946, o protagonista precise decidir se revela ou não a sua verdadeira identidade.

ZAZIE NO METRÔ

Dirigida por Louis Malle (“Lacombe Lucien”), esta adaptação do livro de Raymond Queneau é uma adorável e excêntrica comédia francesa que transborda criatividade, com montagem e concepção visual elaboradas, e o espírito libertário da Nouvelle Vague. No filme, Zazie, garota do interior da França, tem a chance de conhecer Paris pela primeira vez, passando dois dias na capital francesa. Hospedada na casa de seu tio Gabriel (Philippe Noiret, de “Não Toque na Mulher Branca” – também em promoção), ela cultiva um sonho: andar de metrô.

AS DUAS FACES DA FELICIDADE

Precursora da Nouvelle Vague com “La Pointe Courte” (1954), Agnès Varda (“Cléo das 5 às 7“) dirige esta evocação sem culpa sobre o casamento e o desejo, refletindo sobre o significado da felicidade e a relação conjugal. Visualmente influenciado pela pintura impressionista, este é um dos mais belos trabalhos de uma das grandes diretoras da história do cinema. Nele, um pai de família casado se envolve com outra mulher, mas não quer abandonar a esposa. Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim. Aos 89 anos, Varda concorreu ao Oscar deste ano com o documentário “Visages Villages”.

PRIVILÉGIO

A premissa do filme – um artista que tem sua individualidade sacrificada, transformando-se em um produto – nunca foi tão atual em tempos de astros-relâmpagos. Dirigido pelo influente (e provocador) documentarista britânico Peter Watkins, este clássico de 1967 desconcertou a crítica com seu misto de musical, cinema-verdade e crítica à indústria cultural, em um futuro indeterminado que não esconde suas raízes nas mudanças comportamentais da virada dos anos 1960 para os 1970.

UM BEATLE NO PARAÍSO

Corroteirista do clássico “Doutor Fantástico” (1964), o escritor Terry Southern também escreveu esta anárquica comédia lançada durante a efervescência da Swinging London sessentista. Contando com a colaboração dos ex-Monty Python John Cleese e Graham Chapman no roteiro, esta sátira surreal debocha da moral e dos costumes ingleses em uma série de esquetes com a participação de Raquel Welch, Yul Brynner e Roman Polanski, em papéis bizarros.

OS CRIMES DE OSCAR WILDE

A excelência dos atores ingleses se confirma nesta crônica do processo enfrentado pelo escritor Oscar Wilde (Peter Finch, premiado com o Bafta em 1961) na década de 1890. Acusado de manter um relacionamento com outro homem, o célebre autor de “O Retrato de Dorian Gray” luta pela liberdade, expondo sua homossexualidade numa época em que a mesma era condenada com a prisão.

PAIXÃO SELVAGEM

Estreia na direção do compositor e cantor francês Serge Gainsbourg (1928-1991), a ousada história de amor entre o personagem homossexual de Joe Dallesandro e uma garçonete (Jane Birkin) provocou escândalo com sua crueza e cenas de sexo, além de eternizar a canção “Je T’Aime Moi Non Plus”, composta originalmente para Brigitte Bardot. Serge e Birkin foram casados e tiveram uma filha, a atriz e cantora Charlotte Gainsbourg (“Melancolia”).

ESPOSAMANTE

Em um de seus melhores papéis, Marcello Mastroianni interpreta um comerciante ligado a grupos anarquistas. Dado como morto, ele acompanha, à distância, cada passo da esposa Antonia, que acreditava ser frígida. Antes passiva e inerte, a personagem de Laura Antonelli vive uma fase de renascimento (inclusive sexual), assumindo seus negócios. Este drama romântico dirigido por Marco Vicario fez muito sucesso no Brasil.

MAGNICÍDIO

Mais um trabalho de vanguarda do provocador cineasta britânico Derek Jarman (de “Caravaggio”), uma alegoria sobre a sociedade inglesa em um futuro pós-apocalíptico. Considerado oficialmente o primeiro filme punk da história, “Magnicídio” é um produto de seu tempo, um filme-experimento do diretor apresentando uma Inglaterra caótica e sem-lei, na qual a rainha está morta e as ruas dominadas por gangues de jovens, orgias e violência brutal.

MAURICE

Escrito por E.M. Forster (1879-1970) e publicado postumamente, o romance “Maurice” retrata as dificuldades do personagem-título em lidar com sua homossexualidade na repressora Inglaterra do começo do século XX. A adaptação para cinema é mais uma requintada produção de Ismail Merchant com direção de James Ivory, que, aos 89 anos, acaba de receber o Oscar de melhor roteiro adaptado por filme de temática semelhante, o sucesso indie “Me Chame Pelo Seu Nome” (já em pré-venda na 2001). “Maurice” venceu o Leão de Prata no Festival de Veneza.

OS VIVOS E OS MORTOS

Último trabalho de John Huston, o filme é considerado seu testamento, com a filha Anjelica Huston no elenco e roteiro (indicado ao Oscar) do filho Tony – uma adaptação do conto “Os Mortos”, de “Os Dublinenses”, escrito por James Joyce. Como outras obras do célebre escritor irlandês, a história é uma meditação em torno do tempo e da memória: em 6 de janeiro de 1904, Dublin (Irlanda) celebra o Dia dos Reis, e, na casa das irmãs Morgan, Julia e Kate, são oferecidos uma ceia e um sarau a amigos e parentes.

EU, CHRISTIANE F., 13 ANOS, DROGADA E PROSTITUÍDA

Dirigido por Uli Edel, o filme é baseado no livro homônimo escrito pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck a partir de depoimentos de Christiane Felscherinow. Com cenas fortes, o relato marcou época e continua a chocar, apresentando um retrato melancólico e sem retoques do ocaso de uma jovem que sucumbe ao inferno das drogas. Curiosidade: na trama, Christiane vai a um show do saudoso David Bowie que, além de fazer uma ponta, marca presença na trilha sonora, composta por várias músicas de sua fase alemã, como a inesquecível “Heroes”.

OVOS DE OURO

Famoso por retratar, desde seus primeiros filmes, a sexualidade e as aspirações da classe média espanhola, Bigas Luna dirigiu esta história de ascensão e queda de um típico machão hispânico, cujas motivações materiais compõem um quadro crítico do homem contemporâneo. Com título sugestivo, o filme traz no elenco Javier Bardem, já se notabilizando como galã, e uma pequena participação de Benicio Del Toro. Prêmio Especial do Júri no Festival de San Sebastián.

SEGUNDA PELE

Produção espanhola centrada no dilema vivido pelo personagem de Jordi Mollà (“Profissão de Risco”), dividido entre a sensação de normalidade do casamento e o desejo compartilhado com o amante – interpretado por Javier Bardem, com quem protagoniza ousadas cenas de sexo. Sem apontar culpados, o filme explora a dor advinda da traição, sem esquecer também do ponto de vista da esposa.

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 E S T O Q U E S    L I M I T A D O S

CONHEÇA “O SUBSTITUTO” (1980), CULT COM PETER O’TOOLE INDICADO AO OSCAR

COM UMA DAS GRANDES ATUAÇÕES DO ATOR BRITÂNICO, O FILME CONCORREU AINDA ÀS ESTATUETAS DE MELHOR DIRETOR (RICHARD RUSH) E ROTEIRO ADAPTADO.

Peter O’Toole (1932–2013) recebeu sua sexta indicação ao Oscar e levou o prêmio de melhor ator da Sociedade dos Críticos de Cinema dos EUA (National Society of Film Critics) pelo papel de Eli Cross, um cineasta megalomaníaco que manipula elenco e equipe durante as filmagens de seu longa-metragem de Primeira Guerra.

Fugindo da polícia, Cameron (Steve Railsback) envolve-se em um acidente que causa a morte do principal dublê da produção durante a gravação de uma cena, e acaba flagrado por Cross. O diretor resolve guardar segredo e faz um trato com o fugitivo: durante os três dias de locação, ele vai assumir o lugar do morto, trabalhando no filme como dublê do protagonista.

Só que Cross tem outros planos e passa a testar o “substituto” em cenas cada vez mais perigosas. Inseguro sobre as reais intenções do autoritário diretor, e sem ter para onde ir, Cameron não tem outra alternativa a não ser entrar no jogo entre real e imaginário proposto pelo “filme dentro do filme”.

Livremente adaptado do romance de Paul Brodeur, “O Substituto” foi concluído em 1978 e levou dois anos para chegar aos cinemas americanos. Filme de difícil classificação, por misturar gêneros – aventura de um homem em fuga, comédia de humor negro, drama e thriller de mistério –, trata-se basicamente de uma farsa com os bastidores do cinema como pano de fundo.

Indicado também a seis Globos de Ouro, foi aclamado por cineastas como François Truffaut e Steven Spielberg, e ganhou status de cult, graças principalmente à atuação excêntrica de O’Toole, que o tempo todo confunde tanto o herói quanto o espectador.

CURIOSIDADES:

* Para compor o papel de Eli Cross — um cineasta egocêntrico e manipulador –, O’Toole inspirou-se em David Lean, com quem trabalhou no clássico “Lawrence da Arábia”.

* Com oito nomeações ao Oscar de melhor ator, ele nunca levou a estatueta na categoria e foi homenageado pela Academia de Hollywood com um prêmio honorário em 2003.

CONFIRA NA 2001 MAIS FILMES COM PETER O’TOOLE INDICADO AO OSCAR

LAWRENCE DA ARÁBIA (1962)

O’Toole era um então desconhecido do grande público quando o diretor David Lean o escolheu para viver o arqueólogo, militar e escritor T.E. Lawrence nesta cinebiografia que se tornou um dos maiores épicos de todos os tempos. Em abril de 2006, a revista norte-americana Premiere compilou uma lista com as 100 melhores atuações de todos os tempos no cinema. A interpretação de O’Toole no filme — que lhe valeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator em 1963 — ficou no topo da lista, em 1º lugar.

BECKET – O FAVORITO DO REI (1964)

O’Toole interpreta o Rei Henrique II da Inglaterra, que desafia a Igreja em 1066 ao não indicar um religioso para o cargo de Arcebispo de Canterbury, mas sim seu grande amigo e confidente, Thomas Becket (Richard Burton). Só que Becket encara a nova função com seriedade, passando a se opor mais ao rei que seus antecessores. Vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado — e indicado em mais 11 categorias –, o filme é valorizado pelo duelo de interpretação entre os dois grandes atores ingleses.

O LEÃO NO INVERNO (1968)

Em sua terceira indicação ao Oscar, O’Toole repete o papel de Henrique II, muito mais velho, em 1183. À procura de um sucessor, ele dá início a uma disputa pelo poder entre sua família, formada pela sua manipuladora (e aprisionada) esposa Eleonor de Aquitânia (Katharine Hepburn, premiada pela Academia), sua amante Alais (Jane Merrow) e seus três filhos — um deles interpretado por Anthony Hopkins. Munidos de diálogos brilhantes, O’Toole e Hepburn tornam esse embate inesquecível.

A CLASSE GOVERNANTE (1972)

Lançado nos cinemas sob o título de “A Classe Dominante”, este clássico do cinema britânico conta com uma das mais malucas (e teatrais) atuações de O’Toole. Baseada na peça de Peter Barnes, esta comédia de humor negro traz o ator na pele de Jack, um rico aristocrata à frente da sucessão do clã dos Gurney. Alguns membros de sua família querem afastá-lo da herança, mas ele se revela cada vez mais fora de controle e insano, assumindo mais duas personalidades completamente diferentes.

TAMBÉM COM O ATOR, EM DVD NA 2001:

The Tudors – 2ª Temporada (2008)
Ratatouille (2007) voz
Tróia (2004)
O Último Imperador (1987)
Supergirl (1984)
Calígula (1979)
Os Grandes Aventureiros (1979)
Sob o Bosque de Leite (1972)
A Noite dos Generais (1967)
A Bíblia (1966)
Como Roubar Um Milhão de Dólares (1966)
Lord Jim (1965)

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: CINEMA BRITÂNICO

Confira a seguir as dicas da equipe 2001 Vídeo:

Garotas do Calendário
(Calendar Girls, ING, 2003, Cor, 108’)
Direção: Nigel Cole
Elenco: Helen Mirren, Julie Walters, John Alderton

000Baseado em história real sobre um grupo de mulheres da pacata cidade de Yorkshire Dale, com idade variando entre 45 a 65 anos, que decidiu tirar fotos nua para o calendário 2000 do Instituto de Mulheres de Rylstone. O objetivo é angariar fundos para o hospital local e a notícia transforma essas senhoras em celebridade nacional. A ideia surgiu após o marido de uma delas morrer de leucemia em 1998.

A atriz e parlamentar inglesa Glenda Jackson (brilhante como a rainha Elizabeth de Mary Stuart – Rainha da Escócia, recém-lançado na 2001 Vídeo) foi uma das patrocinadoras do calendário, colaborando em parte para seu sucesso na Inglaterra.

A Condessa Branca
(The White Countess, ING/EUA/ALE/CHN, 2005, 135’)
Direção: James Ivory
Elenco: Ralph Fiennes, Natasha Richardson, Vanessa Redgrave, Lynn Redgrave

6O veterano cineasta James Ivory (Uma Janela para o Amor) e o produtor Ismail Merchant (1936-2005), sócios da Merchant Ivory Productions, se reúnem mais uma vez em outra produção, a última de Merchant.

Desta vez, a dupla contou novamente com a participação do escritor Kazuo Ishiguro (autor de Vestígios do Dia) no roteiro, que narra a saga de um diplomata americano cego (Ralph Fiennes, de O Paciente Inglês) em Xangai, pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Ele se envolve com jovem russa refugiada que trabalha para sustentar a família do ex-marido.

Mantendo a regra dos filmes anteriores de Ivory, A Condessa Branca tem cuidadosa reconstituição de época e excelente elenco. Além de Fiennes, a presença do clã Redgrave: Vanessa (vencedora do Oscar por Julia), sua irmã Lynn e sua filha – Natasha Richardson, falecida após um trágico acidente de esqui, em 18/3/2009.

Filha de Vanessa Redgrave ("Julia"), Natasha Richardson ao lado de Ralph Fiennes em um dos últimos (e mais suntuosos) filmes da dupla Merchant-Ivory. Fiennes interpreta um diplomata cego que cai de amores pela decadente condessa do título

Natasha Richardson (filha de Vanessa Redgrave), ao lado de Ralph Fiennes, em um dos últimos (e mais suntuosos) trabalhos da dupla Merchant-Ivory. Fiennes interpreta um diplomata cego que cai de amores pela decadente condessa, obrigada a se prostituir para ajudar a família de nobres russos. O produtor Ismail Merchant faleceu antes do filme ser lançado, e em 2009 Natasha sofreu um acidente de esqui  que lhe custou a vida

Extras: Comentários de James Ivory e Natasha Richardson (sem legendas) * Making of (sem legendas) * Nos bastidores (sem legendas) * Um tributo a Ismail Merchant (sem legendas)

O Libertino
(The Libertine, ING, 2004, Cor, 114’)
Direção: Laurence Dunmore
Elenco: Johnny Depp, Samantha Morton, John Malkovich

9Johnny Depp (em cartaz nos cinemas como o índio Tonto de O Cavaleiro Solitário) repete o papel representado por John Malkovich (agora, interpretando o rei Charles II) no teatro em peça escrita por Stephen Jeffreys. O dramaturgo londrino foi responsável também pela adaptação cinematográfica de sua obra, inspirada na vida do poeta inglês John Wilmot (1647-1680). O Libertino diferencia-se de outros filmes de época pelo uso, quase exclusivo, de câmera na mão e luz natural em diversos momentos (daí seu tom escuro).

É a história de John Wilmot, o segundo Conde de Rochester, rebelde, provocador e gênio literário da restauração inglesa do século XVII, que viveu intensamente a liberdade e a libertinagem na Inglaterra comandada pelo rei Charles II.

Traídos pelo Desejo*
(The Crying Game, ING/IRL, 1992, Cor, 112’)
Direção: Neil Jordan
Elenco: Stephen Rea, Jaye Davidson, Miranda Richardson, Forest Whitaker, Jim Broadbent

10Fergus, um guerrilheiro do Exército Republicano Irlandês (IRA), seqüestra um soldado britânico chamado Jody. Com o passar do tempo, os dois acabam se aproximando e criando um laço de amizade, fazendo com que Dil, a namorada do soldado britânico, acabe se envolvendo com o guerrilheiro.

Com essa história envolvente escrita pelo próprio diretor irlandês Neil Jordan (criador da série The Tudors), excelente elenco e trilha sonora inesquecível, Traídos pelo Desejo ganhou status de cult graças à desconcertante revelação de um de seus personagens e merece ser conferido pela primeira ou segunda vez.

* Oscar de melhor roteiro original. Indicado a melhor montagem, ator (Stephen Rea), ator coadjuvante (Jaye Davidson), diretor e filme

 
* Vencedor do Independent Spirit de melhor filme estrangeiro
* Prêmio de melhor roteiro e atriz coadjuvante (Miranda Richardson) pelo Círculo dos Críticos de Nova York
* Prêmio Alexander Korda da Academia Britânica de melhor filme britânico

Coisas Belas e Sujas*
(Dirty Pretty Things, ING, 2002, Cor, 97′)
Direção: Stephen Frears
Elenco: Audrey Tautou, Chiwetel Ejiofor, Sergi Lopez, Sophie Okonedo

011Stephen Frears volta ao tema – cada vez mais atual – dos estrangeiros que vivem na Inglaterra, antes abordado em Minha Adorável Lavanderia (1985) e Sammy e Rosie (1987).

Escrito por Steven Knight (roteirista de Senhores do Crime), Coisas Belas e Sujas revela a sordidez por trás do cotidiano de um grupo de imigrantes que vive ilegalmente na sociedade inglesa, sujeitando-se às formas mais bárbaras de exploração humana.

Audrey Tautou (de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) interpreta uma jovem camareira turca amiga do médico nigeriano (o ótimo Chiwetel Ejiofor) que trabalha como porteiro de um hotel.

* Indicado ao Oscar 2004 de melhor roteiro original

Nem Tudo É o Que Parece
(Layer Cake, ING, 2004, Cor, 105’)
Direção: Matthew Vaughn
Elenco: Daniel Craig, Tom Hardy, Jamie Foreman, Sally Hawkins, Burn Gorman

12Surpreendente policial neonoir inglês que caiu nas mãos de Matthew Vaughn – produtor de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch – Porcos e Diamantes – após Guy Ritchie abandonar o projeto. Além da história envolvente e bem amarrada, com roteiro do britânico J.J. Connolly adaptado do seu romance de estreia, destaca-se o elenco, liderado pela presença marcante do inglês Daniel Craig.

O novo James Bond interpreta um bem-sucedido traficante que, às vésperas de se aposentar, precisa vender 1 milhão de pílulas de ecstasy. Mas a encomenda foi roubada de um megatraficante que cortará a cabeça de quem tentar negociar sua carga.

Extras: Final alternativo * Comentário do diretor e do roteirista * Cenas excluídas e cenas estendidas com comentários opcionais do diretor * Comparações de storyboard (sem legenda) * Perguntas e respostas com Matthew Vaughn & Daniel Craig * Making-of * Galeria de pôster * Videoclipe de FC/Kahuna (sem legendas)

Stoned – A História Secreta dos Rolling Stones
(Stoned, ING, 2005, Cor, 102’)
Direção: Stephen Woolley
Elenco: Leo Gregory, Paddy Considine, David Morrissey, Tuva Novotny

014O filme mostra a vida do extravagante guitarrista Brian Jones, um dos fundadores da banda inglesa. A infância de Jones é o ponto de partida, passando pela adolescência até chegar à polêmica morte por afogamento na piscina da própria casa.

Stephen Woolley, um dos mais respeitados produtores britânicos, por trás dos principais sucessos do irlandês Neil Jordan (Traídos pelo Desejo, Entrevista com o Vampiro), revela uma versão alternativa para a morte do músico Brian Jones, polêmico fundador dos Rolling Stones. A história tem roteiro de Neal Purvis e Robert Wade, adaptado de biografias polêmicas, acusadas por alguns de sensacionalistas, sobre a vida do músico que, segundo nota oficial da polícia britânica, morreu afogado na piscina de sua residência em 1969.

Em tempo: Woolley, estreando na direção, produziu também Os Cinco Rapazes de Liverpool (1994), sobre a fase inicial dos Beatles.

Extras: Making-of * Cenas deletadas

Código 46
(Code 46, ING, 2003, Cor, 93’)
Direção: Michael Winterbottom
Elenco: Tim Robbins, Samantha Morton, Jeanne Balibar

015A julgar pelas visões de futuro que o cinema produziu até agora, o que nos espera não é nada agradável. O roteiro do escritor e paleontologista Frank Cottrell Boyce (o mesmo de O Beijo da Borboleta, Bem-Vindo a Saravejo e A Festa Nunca Termina, de Michael Winterbottom) trata da ausência de liberdade humana num futuro pós-globalização, caracterizado pela fusão de línguas e pelo multiculturalismo.

Em uma Terra castigada pelo aquecimento global, as pessoas têm seus passos rigidamente controlados. A gravidez é regulada pelo Código 46, que obriga as mulheres a testes para determinar se elas compartilham ou não com seus parceiros o mesmo DNA, devido ao fato de a concepção por clonagem ser prática estabelecida — casais podem, mesmo sem saber, compartilhar a mesma herança genética. O filme faz projeção de temas importantes – ambientais, tecnológicos e éticos – que acaloram discussões pertinentes até hoje.

 
Na trilha sonora, Chris Martin (Coldplay) interpreta a canção Warning Sign e Mick Jones (The Clash) canta a clássica Should I Stay or Should I Go em karaokê.

Extras: Obtendo cobertura: por dentro do Código 46 * Cenas excluídas * Trailers

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

O Exótico Hotel Marigold conquistou o público com sua história singela e ótimo elenco de atores ingleses, tornando-se uma das surpresas do ano

Como envelhecer? Dentre todas as questões expostas neste filme, ficou a pergunta. Acho que foi o que se perguntaram os sete senhores e senhoras ingleses na hora de procurar uma alternativa para viver a terceira idade. Optar por mais do mesmo, seria uma alternativa. No entanto, a beleza do filme está justamente na possibilidade de criar alternativas de vida, de olhar os anos futuros com novas perspectivas e não fazer da idade um empecilho. E sim um bônus.

Elenco do filme reunido: em busca de novas perspectivas em um estágio especial (e reflexivo) da vida

O Exótico Hotel Marigold fica na Índia. É para lá que os sete aposentados ingleses querem ir, a procura de sol e tranquilidade. Cada um carrega sua história de vida. Evelyn (Judi Dench, também em Sete Dias com Marilyn, Nine) perdeu o marido e o dinheiro; Graham decepcionou-se com a carreira do magistrado; Douglas e Jean são casados, não se entendem e dependem do dinheiro da filha para sair do buraco; a rabugenta Muriel operou o quadril, precisa se recuperar logo para se mandar de volta pra a Inglaterra; Normal e Madge querem encontrar um novo amor. Chegam em Jaipur e encontram um hotel bem diferente do esperado, administrado por Sonny (Dev Patel, também em Quem Quer Ser um Milionário). A partir daí as máscaras caem, cada um se revela na sua habilidade e na sua fraqueza e escolhas diferentes são feitas para o futuro.

Vencedora de dois Oscar, a lendária Maggie Smith deve ser lembrada na próxima temporada de prêmios pelo papel da rabugenta (e espirituosa) Muriel

Inteligente, cheio de graça, além de muita cor e alegria próprios do local, O Exótico Hotel Marigold tem diálogos interessantíssimos e boas fontes de reflexão. Não só para quem está vivendo a terceira idade, mas para todos os que mudam a fase da vida, que fazem escolhas, que ficam paralisados com medo de sair da zona de conforto. Reinventar o estilo de vida é ter coragem e as rédeas da vida na mão. E esse é a grande mensagem do filme, sem que ele seja moralista ou professoral. Pelo contrário, é leve, singelo e delicado. Como deveriam ser os anos do outono da vida de cada um de nós.

 

Cliente da 2001 desde 2007, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

SENTIDOS DO AMOR

Inédito nos cinemas brasileiros, o filme é um dos "Destaques do Mês" da edição de janeiro da Revista da 2001 e acaba de chegar para locação em DVD e Blu-ray na rede

Sentidos do Amor
(Perfect Sense, ING/SUE/ALE/DIN, 2010, Cor, 85′)
California – Drama – 16 anos
De: David Mackenzie
Com: Ewan McGregor, Eva Green, Connie Nielsen

Sinopse: Um chefe de cozinha e uma cientista se apaixonam, ao mesmo tempo em que uma epidemia começa a roubar as percepções sensoriais das pessoas.

 

“Há escuridão e há luz. Há homens e mulheres. Há comida. Há restaurantes. Doença. Há trabalho. Trânsito. Os dias como os conhecemos. O mundo como o imaginamos.” Com essa introdução narrada em off, a epidemiologista interpretada por Eva Green (Os Sonhadores) inicia uma diferente e ao mesmo tempo intrigante história de amor com pano de fundo apocalíptico.

Eva Green e Ewan McGregor em cena do filme

Diferentemente de Ensaio Sobre a Cegueira ou do recente Contágio, o clima de catástrofe coletiva cede espaço para a evolução do relacionamento entre os amantes vividos por Green e Ewan McGregor (em bom momento na carreira). Em uma Glasgow de cores esmaecidas, reflexo do clima de decrepitude provocado por inexplicável epidemia que começa a apagar os sentidos humanos em escala mundial, os protagonistas percebem as próprias sensações desvanecerem. Primeiro, o olfato; depois, o paladar e a audição.

Os personagens vão perdendo os sentidos no momento em que estão cada vez mais envolvidos sexual e afetivamente. O caos e a loucura generalizados impõem à humanidade se adaptar – ou sucumbir a um estágio de sobrevivência primitivo. Mesmo com o mundo implodindo, o calor da paixão resiste à perda dos sentidos: só o outro – despido de ornamentos, jogos verbais, padrões de comportamento – importa. Atinge-se a forma mais essencial de amor, aquela em que os sentimentos preenchem de algum modo a alma – e, a partir da junção de dois corpos, a conexão com o outro, o prazer, e o orgasmo, vida e morte entrelaçados.

Os atores durante as filmagens

O filme marca a segunda colaboração entre o diretor inglês David Mackenzie e o ator escocês Ewan McGregor. Os dois trabalharam juntos antes em Pecados Ardentes (2003), outro drama de sexualidade à flor da pele que privilegia o íntimo de seus personagens.

McGregor interpreta tórridas cenas de sexo ao lado de Tilda Swinton em Pecados Ardentes, sua colaboração anterior com o diretor David Mackenzie

TOP 10 EWAN McGREGOR NA 2001

Trainspotting – Sem Limites (1996)
O Livro de Cabeceira (1996)
Moulin Rouge – Amor em Vermelho (2001)
Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones (2002)
Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas (2003)
Pecados Ardentes (2003)
Abaixo o Amor (2005)
Os Homens Que Encaravam Cabras (2009)
O Escritor Fantasma (2010)
Toda Forma de Amor (2011)

KEN RUSSELL (1927–2011)

“Eu sei que meus filmes perturbam as pessoas. Eu quero perturbar as pessoas.” Ken Russell (1927–2011)

O CINEMA PERDE A LOUCURA BARROCA DE UM DOS DIRETORES MAIS MALUCOS DE TODOS OS TEMPOS: KEN RUSSELL.

Ken Russell, nome artístico de Henry Kenneth Alfred Russell, nasceu em 3 de julho de 1927, em Southampton, (Hampshire, Inglaterra) e faleceu no último domingo (27/11), aos 84 anos, de causa ainda não confirmada.

 

Egresso da BBC britânica, onde realizou inúmeros docudramas romanceando a vida de artistas famosos (Frederick Delius, Debussy, Isadora Duncan,Henri Rousseau, Dante Gabriel Rossetti), Russell estreou na direção de longa-metragem com French Dressing em 1964, seguido pelo thriller de espionagem O Cérebro de um Bilhão de Dólares (1967), com Michael Caine.

Oliver Reed e Glenda Jackson (vencedora do Oscar) em Mulheres Apaixonadas

Seu terceiro longa, Mulheres Apaixonadas, causou furor em sua estreia na Inglaterra, em 1969, ao tornar explícitas as passagens mais fortes e polêmicas do clássico homônimo escrito por D.H.Lawrence (do não menos escandaloso O Amante de Lady Chatterley). O impacto do filme lhe valeu sua primeira (e única) indicação ao Oscar, em 1971.

Considerado um dos cineastas mais exagerados e, para alguns, vulgares, da história do cinema, Russell dirigiu depois uma série de cinebiografias, sem qualquer compromisso histórico, de grandes compositores como Tchaikovsky (Delírio de Amor, 1970), Gustav Mahler (Mahler, 1974) e Liszt (Lisztomania, 1975).

Oliver Reed e Vanessa Redgrave em cena do polêmico Os Demônios. Inédito em DVD no Brasil, o filme causou escândalo e chegou a ser proibido em vários países católicos

Outras produções originais (e incompreendidas) do cineasta: Os Demônios (The Devils, 1971), estrelado por Oliver Reed e Vanessa Redgrave, foi proibido em vários países católicos; o musical Tommy (1975), baseado na a ópera-rock do The Who; Viagens Alucinantes (Altered States, 1980), ficção-científica “viajandona” com William Hurt; e o fantasioso Gothic (1986), reunindo Mary Shelley (criadora de Frankenstein) e Lord Byron.

 

Goste ou não do trabalho do cineasta, é inegável sua influência no cinema britânico na virada dos anos 1960 para os 70. Ele soube como poucos – entre eles, talvez, Nicolas Roeg – construir narrativas dominadas por imagens fortes, atuações teatrais e muita criatividade, sempre exaltando a sexualidade de seus personagens. E, uma de suas grandes paixões, a música.

No vídeo abaixo, Martin Scorsese e Ben Kingsley relembram a carreira desse insano diretor que adorava chocar o público.

 

KEN RUSSELL EM DVD NA 2001:

Mulheres Apaixonadas
(Women in Love, ING, 1969, Cor, 131′)
Com: Alan Bates, Oliver Reed, Glenda Jackson, Jennie Linden

Tchaikovsky – Delírio de Amor
(The Music Lovers, ING, 1970, Cor, 123′)
Com: Richard Chamberlain, Glenda Jackson, Max Adrian

Tommy – O Filme
(Tommy, EUA/ING, 1975, Cor, 111′)
Com: Ann-Margret, Oliver Reed, Roger Daltrey, Elton John, Eric Clapton, Keith Moon, Jack Nicholson, Tina Turner

Viagens Alucinantes
(Altered States, EUA, 1980, Cor, 103′)
Com: William Hurt, Blair Brown, Bob Balaban

Crimes de Paixão
(Crimes of Passion, EUA, 1984, Cor, 107′)
Com: Kathleen Turner, Anthony Perkins, John Laughlin, Bruce Davison

Gothic
(Idem, ING, 1986, Cor, 87′)
Com: Gabriel Byrne, Julian Sands, Natasha Richardson, Timothy Spall

MULHERES APAIXONADAS

Escândalo na época de seu lançamento, o clássico do cinema britânico sai finalmente em DVD para locação e venda na 2001

Mulheres Apaixonadas
(Women in Love, ING, 1969, Cor, 131′)
Versátil – Clássico – 18 anos
De: Ken Russell
Com: Glenda Jackson, Alan Bates, Oliver Reed

 

Olhando o vazio: Oliver Reed e Glenda Jackson em cena de Mulheres Apaixonadas

Mulheres Apaixonadas
A DIFÍCIL ARTE DE AMAR

Egresso da BBC britânica, onde realizou inúmeros docudramas romanceando a vida de artistas famosos (Frederick Delius, Debussy, Isadora Duncan,Henri Rousseau, Dante Gabriel Rossetti), Ken Russell estreou na direção de longa-metragem com French Dressing em 1964, seguido pelo thriller de espionagem O Cérebro de um Bilhão de Dólares (1967), com Michael Caine.

Considerado um dos diretores mais exagerados e extravagantes da história do cinema, Ken Russell dirigiu, depois de Mulheres Apaixonadas, uma série de cinebiografias, sem qualquer compromisso histórico, de grandes compositores como Tchaikovsky (Delírio de Amor, 1970), Mahler (1974) e Liszt (Lisztomania, 1975). Outras maluquices do cineasta: Os Demônios (The Devils, 1971), proibido em vários países católicos, a ópera-rock Tommy (1975), Viagens Alucinantes (Altered States, 1980) e Gothic (1986) - os três últimos disponíveis para locação na 2001

Seu terceiro longa, Mulheres Apaixonadas, causou furor em sua estreia na Inglaterra, em 1969, ao tornar explícitas as passagens mais fortes e polêmicas do clássico homônimo escrito por D.H.Lawrence (do não menos escandaloso O Amante de Lady Chatterley).

Sem sutilezas, Russell criou cenas marcantes, como a luta entre os dois protagonistas nus, e outras sequências criadas para expressar a natureza selvagem do desejo na obra de D.H.Lawrence

O cineasta deixou de lado a forte reflexão política em torno do conflito de classes entre proletariado e burguesia, e preferiu explorar a sexualidade à flor da pele da prosa de Lawrence. Com seu estilo visual barroco e nenhum compromisso com o realismo, Russell construiu cenas repletas de lirismo, teatralidade e metáforas sexuais.


Uma das cenas clássicas do filme: a dança da grande atriz inglesa Glenda Jackson para afastar uma manada de animais – ou, a brutalidade e desejo masculinos?

Ambientado na conservadora Inglaterra dos anos 1920, o filme introduz duas irmãs com visões diferentes em torno do amor e o sexo: Gudrun (Glenda Jackson, vencedora do Oscar pelo papel), escultura altiva e independente, e Ursula (Jennie Linden), professora romântica à espera de um grande amor que dê um sentido à sua vida. As duas irão descobrir os prazeres do sexo – e a incapacidade do homem em amar como a mulher – ao se relacionarem com os amigos interpretados por Alan Bates (Zorba, o Grego) e Oliver Reed (Tommy). Relacionamentos complicados pela confusão causada pelo desejo em oposição à razão. Para o refinado personagem de Bates, só o amor convencional não é suficiente, tem que se amar intensamente. Já o rico (e sexualmente reprimido) herdeiro interpretado por Reed não sabe o que é amar, mas apenas desejar aquilo que não pode ter. Às mulheres, resta o desafio de querer entender (ou não) o parceiro, suas idiossincrasias e o que os torna compatíveis um para o outro.

Glenda Jackson, Oliver Reed, Alan Bates, Jennie Linden e Eleanor Bron em Mulheres Apaixonadas

Um dos primeiros filmes de estúdio a representar sem subterfúgios o desejo feminino, Mulheres Apaixonadas expõe sem sutilezas os jogos de poder e controle que tomam forma na relação a dois, o ego masculino e a busca pelo amor verdadeiro.

“Talvez seja melhor morrer do que viver mecanicamente a vida que é uma repetição da repetição.” Frase da personagem de Eleanor Bron (ao centro), preterida por Alan Bates em favor de Ursula

Esquecida pelas novas gerações, a inglesa Glenda Jackson já conquistou duas vezes o Oscar de melhor atriz: por Mulheres Apaixonadas em 1971, e por Um Toque de Classe em 1974

Domingo Maldito: mais um seminal estudo das relações amorosas em meio à liberação sexual da virada dos anos 1960 para os 70, com Glenda Jackson novamente indicada ao Oscar. O filme faz parte do acervo da 2001

VEJA TAMBÉM MAIS DUAS TRANSPOSIÇÕES DA OBRA DE D.H. LAWRENCE PARA O CINEMA, AMBAS ADAPTADAS DE SEU LIVRO MAIS POLÊMICO, PROIBIDO NA INGLATERRA:

O Amante de Lady Chatterley
(Lady Chatterley’s Lover, FRA/ING, 1981, Cor, 104′)
De: Just Jaeckin
Com: Sylvia Kristel, Shane Briant, Nicholas Clay

Lady Chatterley
(Idem, FRA, 2006, Cor, 160′)
De: Pascale Ferran
Com: Marina Hands, Jean-Louis Coulloc’h, Hippolyte Girardot

OPINIÃO: REVOLUÇÃO EM DAGENHAM

Inédito nos cinemas brasileiros e estrelado por Sally Hawkins (foto), Revolução em Dagenham é um dos lançamentos de maio para locação na 2001 Vídeo

187×1, este seria o placar se fosse um jogo, travado entre a toda poderosa Ford Motor’s e as 187 operárias de sua respectiva fábrica em Londres, no bairro que dá nome ao título. Dirigido por Nigel Cole, dos simpáticos O Barato de Grace, Garotas do Calendário e De Repente é Amor, Revolução em Dagenham narra a história de Rita O’Grady (Sally Hawkins, de Simplesmente Feliz), operária que assume a militância das 187 mulheres em busca de igualdade salarial com os homens em uma época – década 60 – em que a mulher era tratada como adorno. Este é um filme sobre mulheres, mas feito para todos, onde tabus, preconceitos, discriminação e abuso de poder são colocados abaixo.

Aproveite e confira o visual da personagem Sandra (Jaime Winstone), idêntico ao de Twiggy (considerada a primeira top model do mundo) e Brenda (Andrea Riseborough) e veja de onde Amy Winehouse importou seu estilo.

Jaime Winstone como Sandra no filme: Equal Pay/Salário Igual

Andrea Riseborough como Brenda

Atriz de prestígio nos anos 1990 por filmes como Traídos pelo Desejo e Perdas e Danos, Miranda Richardson rouba a cena como a secretária de Estado que negocia com as líderes da greve.

Comentário de
Vagner Coj
Colaborador da 2001 Vídeo Moema
Av. Jurema , 262, Moema – São Paulo – SP