cinema japonês

COLEÇÕES O CINEMA DE HITCHCOCK, KUROSAWA E OZU

O CINEMA DE HITCHCOCK

Caixa com 3 DVDs que reúne 6 clássicos do mestre do suspense. Todos os filmes em inéditas versões restauradas, além de quase duas horas de vídeos extras, incluindo documentários e um depoimento do diretor Guillermo Del Toro.

DISCO 1:

REBECCA, A MULHER INESQUECÍVEL (Rebecca, 1940, 131 min.)
Com Joan Fontaine, Laurence Olivier e George Sanders.

Jovem humilde se casa com um homem rico. Quando ela se muda para a mansão do novo marido, vive sob a sombra de sua ex-mulher, que todos amavam e morreu de forma trágica. Vencedor do Oscar de Melhor Filme e Fotografia.

O HOMEM QUE SABIA DEMAIS (The man who knew too much, 1934, 75 min.)
Com Peter Lorre, Leslie Banks e Edna Best.

Casal de ingleses tem sua filha sequestrada após um agente secreto lhes contar, instantes antes de morrer, sobre plano contra um importante governante estrangeiro. Hitchcock faria uma refilmagem em 1956, com James Stewart e Doris Day.

DISCO 2:

CORRESPONDENTE ESTRANGEIRO (Foreign correspondent, 1940, 121 min.)
Com Joel McCrea, Laraine Day e George Sanders.

No início da Segunda Guerra, John Jones é repórter de um jornal de Nova York. Um importante tratado está para ser assinado e ele recebe a missão de trazer as notícias sobre a guerra na Europa. Clássico de espionagem indicado a 6 Oscar.

OS 39 DEGRAUS (39 Steps, 1936, 86 min.)
Com Robert Donat, Madeleine Carroll e Lucie Manheim.

De férias em Londres, Richard conhece uma mulher misteriosa que lhe diz algo sobre um homem envolvimento em uma trama de espionagem. A moça morre e ele decide resolver o mistério. Um dos melhores trabalhos de Hitchcock em sua fase inglesa.

DISCO 3:

QUANDO FALA O CORAÇÃO (Spellbound, 1945, 118 min.)
Com Ingrid Bergman e Gregory Peck.

O renomado psiquiatra Edwardes começa a trabalhar como diretor de uma clínica para doentes mentais, onde se envolve com uma bela psiquiatra. Vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora, o filme apresenta uma influente sequência de sonho com cenários criados por Salvador Dalí.

INTERLÚDIO (Notorious, 1946, 102 min.)
Com Gary Grant, Ingrid Bergman e Claude Rains.

Uma mulher é utilizada pelos Estados Unidos para espiar um grupo de nazistas na América do Sul. Durante sua missão, se envolve com um agente americano. Seleção Oficial do Festival de Cannes e indicado a 2 Oscar (Filme e Roteiro Original).

EXTRAS:
* Making of de “Rebecca” (28 min.)
* Making of de “Interlúdio” (28 min.)
* Depoimento de Guillmermo Del Toro sobre “O Homem que Sabia Demais” (18 min.)
* Hollywood e a Segunda Guerra (26 min.)
* Hitchcock e o Surrealismo (20 min.)
* Trailers (10 min.)

E VEJA TAMBÉM:
A Arte de Alfred Hitchcock (DVD Duplo)

O CINEMA DE KUROSAWA

Coleção com 3 DVDs trazendo 5 clássicos em inéditas versões restauradas do mestre Akira Kurosawa (1910-1998), o mais consagrado cineasta do Japão, além de um documentário inédito sobre sua obra.

DISCO 1:

VIVER (“Ikiru”, 1952, 143 min.)
Com Takashi Shimura, Nobuo Kaneko, Shinichi Himori.

Um burocrata idoso pensa apenas em ganhar dinheiro, mas tudo muda quando descobre que está com câncer. Premiado em Berlim, o filme é uma das obras definitivas de Kurosawa sobre a velhice.

UMA MENSAGEM DE KUROSAWA
(“Kurosawa Akira Kara no Messeji”, 2000, 82 min.)
Com Akira Kurosawa, Kazuo Kurosawa.

Por meio de várias entrevistas de arquivo realizadas ao longo da carreira de Kurosawa, temos um retrato fascinante sobre seu processo de criação, a relevância de sua obra no cinema japonês e seu incrível legado.

DISCO 2:

RALÉ (“Donzoko”, 1957, 125 min.)
Com Toshiro Mifune, Isuzu Yamada, Kyoko Kagawa.

Baseado na obra do russo Máximo Górki, o filme é uma tragicomédia sobre o cotidiano de hóspedes de numa miserável pensão. O DVD conta com comentários em áudio do renomado crítico Donald Richie.

JUVENTUDE SEM ARREPENDIMENTO (“Waga seishun ni kuinashi”, 1946, 108 min.)
Com Setsuko Hara, Susumu Fujita, Denjiro Okochi.

Jovem estudante tem sua vida transformada quando seu pai, um professor universitário, é encarcerado pelo exército em razão de seu passado de militância política. O encontro de Kurosawa com a luminosa Setsuko Hara, atriz de “Era uma Vez em Tóquio” (1953).

DISCO 3:

UM DOMINGO MARAVILHOSO (“Subarashiki Nichiyobi”, 1947, 108 min.)
Com Isao Numasaki, Chieko Nakahita, Atsuhi Watanabe.

Um dia na vida do casal Yuzo e Masako, que mesmo com pouco dinheiro tentam fazer de seu domingo juntos um dia inesquecível. Fascinante filme sobre a vida no Japão do pós-guerra.

ANATOMIA DO MEDO (“Ikimono no Kiroku”, 1955, 103 min.)
Com Toshiro Mifune, Takashi Shimura, Minoru Chiaki.

Convencido de que sua família, como todo o Japão, corre o risco de um holocausto nuclear, homem se esforça para convencê-los a fugir ao Brasil. Uma das grandes atuações da carreira de Toshiro Mifune.

EXTRAS:
* Comentário em áudio de “Ralé” (125 min.)
* Especiais (48 min.)
* Trailers (7 min.)

O CINEMA DE OZU – VOL. 1

O box reúne, em 3 DVDs, o melhor da obra daquele que é considerado “o mais japonês dos cineastas japoneses”. São 5 clássicos do mestre Yasujirô Ozu (1903–1963), incluindo “Era uma Vez em Tóquio” (1953) – considerado um dos maiores filmes de todos os tempos, agora em versão restaurada. Além do documentário “Conversando com Ozu” (40 minutos), no qual diretores como Wim Wenders e Aki Kaurismaki falam do legado do extraordinário cineasta do cotidiano.

“A obra que não transmite humanismo não tem valor. Trata-se do objetivo de toda arte…”
Yasujiro Ozu (1903-1963)

Ozu especializou-se em dramas familiares cujos personagens são confrontados por questões como a passagem do tempo, a solidão e o conflito de gerações, retratando as mudanças comportamentais no Japão.

DISCO 1:

ERA UMA VEZ EM TÓQUIO (Tokyo Monogatari, 1953)

Um casal de idosos viaja de Onomichi a Tóquio, para visitar os filhos casados, após uma ausência de 20 anos. Drama sublime que representa o ápice da estética de Ozu.

CONVERSANDO COM OZU (Talking with Ozu, 1993)

Um tributo ao mestre com depoimentos dos cineastas Wim Wenders, Aki Kaurismaki, Stanley Kwan, Claire Denis, Lindsay Anderson, Paul Schrader e Hou Hsiao-hsien.

DISCO 2:

TAMBÉM FOMOS FELIZES (Bakushu, 1951)

A família Mamiya procura um marido para a filha mais nova, que trabalha como secretária em Tóquio. No entanto, a moça não quer aceitar um casamento arranjado.

ERA UMA VEZ UM PAI (Chihi Ariki, 1942)

Professor viúvo matricula o filho em um colégio interno, partindo para ganhar a vida em Tóquio. O amor entre pai e filho precisará resistir a esta separação.

DISCO 3:

CREPÚSCULO EM TÓQUIO (Tokyo Boshoku, 1957)

No auge do inverno, Takako volta à casa do pai, fugindo do marido agressivo. Por sua vez, sua irmã Akiko vive uma gravidez indesejada e procura, em vão, pelo namorado.

FILHO ÚNICO (Hitori Musuko, 1936)

Uma mãe solteira sofre para conseguir criar e educar seu único filho. Com muito esforço, consegue que o rapaz vá estudar em Tóquio. Primeiro filme sonoro de Ozu.

EXTRAS:
* Documentário “Conversando com Ozu” (40 min.)
* Trailers de “Era uma vez em Tóquio” (04 min.) e “Também fomos felizes” (04 min.)

O CINEMA DE OZU – VOL.2

Digistack com 3 DVDs que reúne 6 clássicos, incluindo versões restauradas de “Pai e Filha” (1949) e “Ervas Flutuantes” (1959) – um dos filmes favoritos do renomado crítico norte-americano Roger Ebert.

DISCO 1:

PAI E FILHA (Banshun, 1949)

Noriko é uma jovem que cuida do pai, o viúvo Somiya, e não pensa em se casar. Porém, pressionada pela família, aceita conhecer um pretendente. Um dos melhores dramas de Ozu.

FLOR DO EQUINÓCIO (Higanbana, 1958)

O choque entre a tradição do casamento arranjado e o moderno relacionamento por amor, preferido pela nova geração, é o tema deste melodrama sobre duas famílias.

DISCO 2:

ERVAS FLUTUANTES (Ukigusa, 1959)

Uma companhia teatral chega a uma pequena cidade japonesa. O mestre Komajuro, fundador da companhia, esconde um segredo do passado que lhe causará transtornos.

FIM DE VERÃO (Kohayagama-ke no aki, 1961)

Os dramas dos membros da família Kohayagawa, proprietária de uma pequena fábrica de saquê, durante o difícil período do pós-guerra no Japão.

DISCO 3:

COMEÇO DE PRIMAVERA (Soshun, 1956)

O jovem assalariado Shojicomeça um romance com uma colega de trabalho, o que acaba provocando sua separação.

UMA GALINHA NO VENTO (Kaze no naka no mendori, 1948)

Passando por dificuldades e com o filho doente, Tokiko se prostitui por uma noite para poder pagar as despesas enquanto Shuichi, seu marido, luta no front.

GRANDES CLÁSSICOS DE SAMURAI EM COLEÇÕES IMPERDÍVEIS DA VERSÁTIL

COM três DISCOS, O BOX “CINEMA SAMURAI – VOL.6” TRAZ SEIS CLÁSSICOS JAPONESES – E UM DELES É UMA RARIDADE DE KENJI MIZOGUCHI, “A ESPADA BIJOMARU”. E CONFIRA AINDA OS CINCO VOLUMES ANTERIORES, AGORA COM PREÇO PROMOCIONAL.

Além das coleções temáticas, do volume 1 ao 5, mais dois títulos da Versátil retornam ao catálogo em promoção: “Musashi – Trilogia Samurai“, uma das maiores sagas do cinema japonês – premiada com o Oscar de melhor filme estrangeiro (para a 1ª parte) -, e “Lobo Solitário“, a cinessérie completa baseada no mangá de Kazuo Koike e Goseki Kojima.

CINEMA SAMURAI 6

Box no formato digistack com 3 discos, reunindo 6 clássicos dirigidos por mestres do cinema japonês, como Kenji Mizoguchi (“47 Ronins”), Hideo Gosha (“Tirania”) e Kihachi Okamoto (“Espada da Maldição”), com Toshiro Mifune, Tatsuya Nakadai, Kinnosuke Nakamura, Sonny Chiba, entre outros, no elenco.

DISCO 1:

ESPADA DO DESESPERO (Hisshiken Torisashi, 2010, 114 min.)
De Hideyuki Hirayama. Com Etsushi Toyokawa, Chizuru Ikewaki, Koji Kikkawa.

Após cumprir prisão domiciliar por matar a consorte do seu senhor, um habilidoso samurai retorna ao seu clã. Um dos melhores chambaras dos últimos anos, baseado em romance do escritor de “O Samurai do Entardecer”.

O GRANDE ATENTADO (Dai Satsujin, 1964, 118 min.)
De Eiichi Kudo. Com Koutaro Satomi, Ryutaro Ohtomo, Mikijiro Hara, Toru Abe.

Um conselheiro conspira para o irmão do Xogum assumir o poder. Porém, um grupo de samurais tentará impedir o seu plano. Com “13 Assassinos” e “Onze Samurais”, este clássico forma a célebre Trilogia da Revolução Samurai.

DISCO 2:

LEÃO VERMELHO (Akage, 1969, 117 min.)
De Kihachi Okamoto. Com Toshiro Mifune, Shima Iwashita, Etsushi Takahashi.

No crepúsculo do xogunato, um camponês volta ao seu vilarejo após 10 anos, personificando um oficial do Império ao usar a “juba do leão vermelho”. O astro Toshiro Mifune num dos grandes papéis de sua carreira.

VINGANÇA (Adauchi, 1964, 104 min.)
De Tadashi Imai. Com Kinnosuke Nakamura, Tetsuro Tamba, Yoshiko Mita.

Após matar um oficial num duelo ilegal, um samurai de baixo escalão é desafiado pelo irmão do falecido. No estilo de “Juramento de Obediência” e “Harakiri”, este é mais um influente jidaigeki cruel de Tadashi Imai. Do mesmo roteirista de “Rashomon”.

DISCO 3:

CAÇADORES DAS TREVAS (Yami no Karyudo, 1979, 137 min.)
De Hideo Gosha. Com Tatsuya Nakadai, Sonny Chiba, Tetsuro Tamba, Keiko Kishi.

Japão, século XVIII. Um ronin caolho impressiona um chefe yakuza, que o contrata como guarda-costas. Hipnotizante mescla de chambara e de filme de yakuza dirigida pelo mestre Hideo Gosha. Conhecido também como “Hunter in the Dark”.

A ESPADA BIJOMARU (Meito Bijomaru, 1945, 64 min.)
De Kenji Mizoguchi. Com Shotaro Hanayagi, Kan Ishii, Eijiro Yanagi, Isuzu Yamada.

O ferreiro Kiyone oferece uma espada a Onoda, o seu benfeitor, mas a lâmina quebra durante um combate e o vexame traz graves consequências para os dois. Uma raridade do genial Kenji Mizoguchi (“Contos da Lua Vaga”).

EXTRAS:
* Depoimento de Kaneto Shindo sobre Mizoguchi (10 min).

COMPLETE SUA COLEÇÃO

(Em promoção por tempo limitado):

CINEMA SAMURAI

DISCO 1:
13 ASSASSINOS
A LANÇA ENSANGUENTADA

DISCO 2:
REBELIÃO
TRÊS SAMURAIS FORA DA LEI

DISCO 3:
OS SETE REBELDES
ASSASSINATO

CINEMA SAMURAI II

DISCO 1:
A ESPADA DA MALDIÇÃO
A LÂMINA DIABÓLICA

DISCO 2:
SAMURAI ASSASSINO
A ESPADA DO MAL

DISCO 3:
TIRANIA
O FILHO DO DESTINO

CINEMA SAMURAI III

DISCO 1:
OS ÚLTIMOS SAMURAIS
OS HOMENS QUE PISARAM NA CAUDA DO TIGRE

DISCO 2:
A CONSPIRAÇÃO DO CLÃ YAGYU
A TRAIÇÃO

DISCO 3:
HITOKIRI – O CASTIGO
HUMANIDADE E BALÕES DE PAPEL

CINEMA SAMURAI IV

DISCO 1:
A ÚLTIMA ESPADA
LOBO SAMURAI

DISCO 2:
JURAMENTO DE OBEDIÊNCIA
LOBO SAMURAI 2

DISCO 3:
CRÔNICAS DOS SHINSENGUMI
GUERRA DE ESPIÕES

CINEMA SAMURAI V

DISCO 1:
O SAMURAI DO ENTARDECER
O SEGREDO DA URNA

DISCO 2:
A ESPADA OCULTA
ONZE SAMURAIS

DISCO 3:
HONRA DE SAMURAI
ENCONTRO DE GIGANTES

E VEJA TAMBÉM:

MUSASHI – TRILOGIA SAMURAI

A mais famosa adaptação para o cinema do romance épico “Musashi”, de Eiji Yoshikawa, narra as aventuras do lendário samurai Miyamoto Musashi (1584-1645), um dos heróis nacionais do Japão. O grande ator Toshiro Mifune (“Rashomon”) interpreta Musashi nessa superprodução dirigida por Hiroshi Inagaki (de “O Homem do Riquixá”). A primeira parte da trilogia ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1956. Coleção com 3 discos.

LOBO SOLITÁRIO – A SÉRIE DE CINEMA COMPLETA

Mais um box da Versátil com 3 discos, reunindo 6 cultuados filmes dos anos 1970 baseados no clássico mangá de Kazuo Koike e Goseki Kojima. No Japão do século XVII, o samurai Itto Ogami – o executor oficial do Xogum – é vítima de uma conspiração do clã Yagyu e tem a esposa assassinada. Acusado de traição, ele cai em desgraça e, ao lado do filho Daigoro, sai em busca de vingança, tornando-se o mercenário Lobo Solitário. Esta cinessérie influenciou nomes como Quentin Tarantino, John Carpenter e Frank Miller.

NOVOS VOLUMES DE “OBRAS-PRIMAS DO TERROR” + PROMOÇÃO

MUITOS SUSTOS, SERES FANTÁSTICOS E NOVIDADES EM DUAS NOVAS COLEÇÕES DA VERSÁTIL NA 2001: “OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.5” – DEDICADO AO CINEMA DE HORROR NIPÔNICO – E O VOLUME 6, EDIÇÃO LIMITADA INCLUINDO 6 CARDS.

Lançamento na 2001 com valor promocional (por tempo limitado – ou enquanto durarem os estoques)

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.5

Coleção com 3 discos reunindo 6 cults do cinema japonês, destaque para o desconcertante “Audição” (que estampa a capa do box), de Takashi Miike, e o psicodélico “Hausu” (mais conhecido como “House”).

Todos os filmes em inéditas versões restauradas, além de quase duas horas de extras.

DVD 1:

AUDIÇÃO (Odishon/Audition, 1999, 115 min.)
De Takashi Miike. Com Ryo Ishibashi, Eihi Shiina, Tetsu Sawaki.

Após a morte da esposa, um executivo é convidado pelo amigo cineasta a participar da escolha de uma atriz. O viúvo se interessa por uma bela e misteriosa candidata. Um dos filmes mais chocantes das últimas décadas – e um dos favoritos de Quentin Tarantino.

HAUSU (Idem, 1977, 88 min.)
De Nobuhiko Obayashi. Com Kimiko Ikegami, Miki Jinbo, Kumiko Ohba.

Garota briga com o pai e vai passar as férias com suas amigas na casa da tia, porém a casa é mal assombrada. Delirante, absurdo e psicodélico, esse cult-movie é um terror que desafia qualquer descrição.

DISCO 2:

A CURA (Cure/Kyua, 1997, 111 min.)
De Kiyoshi Kurosawa. Com Masato Hagiwara, Koji Yakusho e Tsuyoshi Ujiki.

Um policial complexado investiga uma série de crimes violentos praticados por pessoas que não se lembram do que fizeram. Elogiado por Martin Scorsese e Bong Joon Ho (“O Hospedeiro”), este terror psicológico tem direção do premiado Kiyoshi Kurosawa (“Kairo”).

INFERNO (Jigoku, 1960, 98 min.)
De Nobuo Nakagawa. Com Shigeru Amachi, Utako Mitsuya, Yoichi Numata.

Um grupo de pecadores envolvidos em casos interligados de assassinato, vingança e adultério encontram- se nos Portões do Inferno. Chocante, original e poético, “Inferno” é a obra máxima de Nobuo Nakagawa, o pai do terror japonês.

DISCO 3:

ONIBABA – A MULHER DEMÔNIO (Onibaba, 1964, 102 min.)
De Kaneto Shindo. Com Nobuko Otowa, Jitsuko Yoshimura, Kei Sato.

Japão, século XIV. Duas mulheres vivem de matar samurais e vender seus pertences. Porém, um dia uma delas encontra um misterioso samurai com uma máscara bizarra. Obra-prima do mestre Kaneto Shindo (“A Ilha Nua”) – e um dos filmes de referência de William Friedkin (“O Exorcista”).

O GATO PRETO (Yabu no Naka no Kuroneko, 1968, 99 min.)
De Kaneto Shindo. Com Kichiemon Nakamura, Nobuko Otowa, Kei Sato.

No Japão medieval, um espírito vingativo mata samurais em um vilarejo. Enviado para enfrentar essa força invisível, um famoso guerreiro terá que enfrentar seus demônios. Poético e atmosférico conto de terror do diretor de “Onibaba”.

EXTRAS:
* Depoimentos de diretores e críticos (81 min.)
* Trailers (13 min.)

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.6

Caixa digistack com 3 DVDs que reúne seis clássicos inéditos de horror dirigidos ou produzidos por nomes lendários do gênero como Val Lewton, Brian Yuzna, William Castle, Dan Curtis e Narciso Ibáñez Serrador. Todos os filmes em versões restauradas e acompanhados por uma hora e meia de extras.

Edição Limitada com 6 cards.

DISCO 1:

A ILHA DAS ALMAS SELVAGENS (Island of Lost Souls, 1932, 70 min.)
De Erle C. Kenton. Com Charles Laughton, Bela Lugosi, Richard Arlen.

Cientista obcecado conduz macabras experiências genéticas numa remota ilha do Oceano Pacífico. Primeira adaptação de “A Ilha do Dr. Moreau”, de H. G. Wells, e um clássico do cinema de horror dos anos 1930.

A SOCIEDADE DOS AMIGOS DO DIABO (Society, 1989, 99 min.)
De Brian Yuzna. Com Billy Warlock, Devin DeVasquez, Evan Richards.

Um adolescente desconfia que sua família faça parte de um culto grotesco formado pela elite da sociedade local. Estreia do famoso produtor Brian Yuzna (“Re-Animator”) na direção, esse cult do body horror é uma cáustica sátira social.

DISCO 2:

A MANSÃO MACABRA (Burnt Offerings, 1976, 106 min.)
De Dan Curtis. Com Karen Black, Oliver Reed e Burgess Meredith.

Uma família se muda para uma velha mansão assombrada, que se alimenta de seus habitantes. Filme de casa assombrada dirigido pelo especialista Dan Curtis (“Sombras da Noite”).

A SÉTIMA VÍTIMA (The Seventh Victim, 1943, 71 min.)
De Mark Robson. Com Kim Hunter, Tom Conway, Jean Brooks.

Uma mulher em busca da irmã desaparecida descobre um culto satânico no coração de Nova York. Parte do lendário ciclo de filmes de terror do produtor Val Lewton (“Sangue de Pantera”, “O Túmulo Vazio”).

DISCO 3:

INTERNATO DERRADEIRO (La Residencia/The House that Screamed, 1969, 104 min.)
De Narciso Ibañez Serrador. Com Lili Palmer, Cristina Galbó, John Moulder-Brown.

França, século XIX. Jovens estudantes de um internato isolado começam a desaparecer em circunstâncias misteriosas. Precursor de “Suspiria”, esse clássico do horror europeu tem direção do mestre Narciso Ibañez Serrador (“Os Meninos”).

A MÁSCARA DO HORROR (Mr. Sardonicus, 1960, 90 min.)
De William Castle. Com Ronald Lewis, Audrey Dalton, Guy Rolfe.

Desesperado para recuperar um bilhete de loteria vitorioso, um barão ganancioso desenterra o corpo do pai e se torna vítima de uma maldição. Filme favorito do lendário produtor William Castle (“A Casa dos Maus Espíritos”).

EXTRAS:
* Entrevistas (47 min.)
* Especiais (22 min.)
* Trailers (14 min)

EDIÇÃO LIMITADA COM 6 CARDs:

COMPLETE SUA COLEÇÃO

(Em promoção por tempo limitado):

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.1

DISCO 1:
O CHICOTE E O CORPO
A ORGIA DA MORTE

DISCO 2:
O TÚMULO VAZIO
NA SOLIDÃO DA NOITE

DISCO 3:
A NOITE DO DEMÔNIO
A ALDEIA DOS AMALDIÇOADOS

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.2

DISCO 1:
O CICLO DO PAVOR
LISA E O DIABO

DISCO 2:
A MANSÃO DO INFERNO
MARTIN

DISCO 3:
PELO AMOR E PELA MORTE
TERROR NAS TREVAS

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.3

DISCO 1:
BANHO DE SANGUE
A INOCENTE FACE DO TERROR

DISCO 2:
OS MENINOS
CARNAVAL DE ALMAS

DISCO 3:
FARSA TRÁGICA
MAGIA NEGRA

OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL.4

DISCO 1:
A ESPINHA DO DIABO
SOB O PODER DA MALDADE

DISCO 2:
A CASA DO CEMITÉRIO
A FILHA DE SATÃ

DISCO 3:
NASCE UM MONSTRO
SCHOCK

CINEMA POLICIAL: MAIS UMA COLEÇÃO DE FILME NOIR E O PREMIADO “HANA-BI – FOGOS DE ARTIFÍCIO”

O JOGO DE LUZ E SOMBRAS. ANTI-HERÓIS CÍNICOS. FEMME-FATALES E AS TRAMAS INTRINCADAS DO CINEMA NOIR ESTÃO DE VOLTA EM MAIS UMA INCRÍVEL COLEÇÃO DA VERSÁTIL. E FÃS DO CINEMA POLICIAL NÃO PODEM PERDER “HANA-BI – FOGOS DE ARTIFÍCIO“, CULT JAPONÊS DIRIGIDO, ESCRITO E ESTRELADO POR TAKESHI KITANO.

Previsão de entrega: 29/8

Já disponível

FILME NOIR – VOL. 6

A coleção reúne seis clássicos do gênero dirigidos por mestres como Nicholas Ray e Anthony Mann, incluindo inéditas versões restauradas do icônico “No Silêncio da Noite”, com Humphrey Bogart, e “Até a Vista, Querida”, baseado em romance de Raymond Chandler. Mais quase duas horas de extras, incluindo um excelente documentário sobre a história do filme noir, e seis cards.

Curiosidade: dos seis filmes, três são estrelados por Dick Powell (1904-1963).

DISCO 1:

NO SILÊNCIO DA NOITE (“In a Lonely Place”, 1950, 94 min.)
De Nicholas Ray. Com Humphrey Bogart, Gloria Grahame, Frank Lovejoy.

001

Roteirista é suspeito em um caso de homicídio até que o testemunho de sua vizinha o inocenta. Os dois se apaixonam, mas as suspeitas assombram o relacionamento. Clássico de Ray e um dos maiores filmes noir de todos os tempos.

O CAMINHO DA TENTAÇÃO (“Pitfall”, 1948, 86 min.)
De André De Toth. Com Dick Powell, Lizabeth Scott, Raymond Burr.

002

Um corretor de seguros vive um casamento aparentemente feliz até se apaixonar por uma femme fatale cujo namorado está na prisão. Subversivo e tenso filme noir dirigido por De Toth (“Cidade Tenebrosa”).

DISCO 2:

ATÉ A VISTA, QUERIDA (“Murder, my Sweet”, 1944, 95 min.)
De Edward Dmytryk. Com Dick Powell, Claire Trevor, Anne Shirley.

003

Contratado por um trapaceiro para descobrir o paradeiro de sua antiga namorada, o detetive Philip Marlowe se envolve numa complexa trama. Adaptação do clássico hard boiled de Raymond Chandler com atuação icônica de Dick Powell.

O INVENCÍVEL (“Champion”, 1949, 100 min.)
De Mark Robson. Com Kirk Douglas, Arthur Kennedy, Marilyn Maxwell.

004

O inescrupuloso boxeador Midge Kelly faz qualquer coisa para alcançar a fama. Filme noir sobre o mundo do boxe vencedor do Oscar de melhor montagem e o primeiro grande papel do astro Kirk Douglas.

DISCO 3:

LÁGRIMAS TARDIAS (“Too Late for Tears”, 1949, 101 min.)
De Byron Haskin. Com Lizabeth Scott, Dan Duryea, Don DeFore.

005

Por um lance de sorte, uma mulher gananciosa encontra uma mala com 60 mil dólares e decide ficar com ela a qualquer custo. No papel principal, a diva Lizabeth Scott vive uma das femme fatales mais sórdidas do cinema.

CONSPIRAÇÃO (“The Tall Target”, 1951, 77 min.)
De Anthony Mann. Com Dick Powell, Paula Raymond, Adolphe Menjou.

006

Um detetive embarca em um trem que leva o presidente Abraham Lincoln, pois acredita que há uma conspiração para matá-lo. Eletrizante noir histórico dirigido por Anthony Mann (“O Caminho do Diabo”).

EXTRAS:
* Documentário sobre filme noir (67 min.)
* Especiais sobre “Lágrimas Tardias” e “No Silêncio da Noite” (37 min.)
* Trailers (8 min.)

hana-bi - dvd versatil

Já disponível

HANA-BI – FOGOS DE ARTIFÍCIO

Versão restaurada do cult policial do aclamado ator, diretor e roteirista japonês Takeshi Kitano (de “Brother” e “Dolls”), premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza em 1997.

Na trama, Nichi (Kitano) é um policial cujo melhor amigo é emboscado pela Yakuza. Ele quer vingá-lo e também aliviar o sofrimento da mulher dele, que sofre de uma doença terminal.

007

Com uma direção muito autoral de Kitano, que brilha também no papel do protagonista, “Hana-Bi” é um filme extremamente sensível e, ao mesmo tempo, brutal, como só os asiáticos sabem fazer.

Indicado ao César (França) e ao Independent Spirit Awards (EUA) de melhor filme estrangeiro.

EXTRAS:
* Entrevista com Takeshi Kitano (15 min.)

TRILOGIA “GUERRA E HUMANIDADE”, UM GRANDE LIBELO PACIFISTA DO CINEMA

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RECÉM-LANÇADA COM 3 DISCOS E 1 HORA DE EXTRAS, A TRILOGIA DIRIGIDA POR MASAKI KOBAYASHI (1916–1996) – TAMBÉM CHAMADA DE “A CONDIÇÃO HUMANA” – É CONSIDERADA UMA DAS GRANDES SAGAS PACIFISTAS DA HISTÓRIA DO CINEMA.

Já disponível

Já disponível

TRILOGIA GUERRA E HUMANIDADE

Formado em Filosofia, Masaki Kobayashi serviu no Exército do Japão em 1942 e depois foi para a Manchúria, onde testemunhou os horrores dos campos de prisioneiros, experiência que o impulsionou a adaptar (ao lado de Zenzô Matsuyama) “A Condição Humana”, monumental obra antimilitarista de Jumpei Gomikawa. Nos cinemas, o filme foi exibido em três partes e recebeu no Brasil o título de “Guerra e Humanidade”, no início dos anos 60.

Com bela fotografia em preto e branco e escopo épico, a saga do idealista Kaji (Tatsuya Nakadai), na Manchúria (China) ocupada durante a II Guerra, ia na contramão das produções belicistas da época ao criticar abertamente o militarismo japonês.

01

O filme, dividido em três partes somando quase dez horas de duração, foi o projeto da vida de Kobayashi, que faria ainda mais três grandes trabalhos: “Harakiri” (1962), “Kwaidan – As Quatro Faces do Medo” (1964) e “Rebelião” (1967).

Um grande lançamento em DVD, de um cineasta que merece ser conhecido (e valorizado).

DISCO 1:

NÃO HÁ AMOR MAIOR (Nigen No Jôken, 1959, 206 min.)

011

Kaji, um administrador civil pacifista, é nomeado supervisor de um campo de prisioneiros na Manchúria durante a Segunda Guerra Mundial. Mas o tratamento humanitário prestado por Kaji aos trabalhadores das minas e aos prisioneiros de guerra irrita seus superiores.

DISCO 2:

ESTRADA PARA A ETERNIDADE (Nigen No Jôken, 1959, 177 min.)

02

O idealista Kaji é enviado à Manchúria, um local longínquo do Japão onde ocorrem as mais selvagens atrocidades de guerra. Ao descobrir que os soldados são cruelmente maltratados pelo seu sargento e oficiais, ele resolve fazer um protesto.

DISCO 3:

UMA PRECE DE SOLDADO (Nigen No Jôken, 1961, 190 min.)

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Único sobrevivente de sua unidade, Kaji acaba se rendendo ao exército Soviético. Preso na Sibéria, é acusado de assassinato e ameaçado de execução. Por isso, ele irá tentar, desesperadamente, recuperar sua liberdade.

EXTRAS:

* Entrevista com o diretor (13 min.)
* Entrevista com Tatsuya Nakadai (17 min.)
* Entrevista com Masahiro Shinoda (24 min.)
* Trailers Originais (10 min.)

VEJA TAMBÉM, DO MESMO DIRETOR:
Harakiri – Edição Definitiva (1962-2011)
Kwaidan – As Quatro Faces do Medo (1964)

NOVAS COLEÇÕES DA VERSÁTIL RESGATAM TRÊS MESTRES DO CINEMA JAPONÊS

TRÊS NOVAS COLEÇÕES DA VERSÁTIL CELEBRAM A FORÇA E RIQUEZA TEMÁTICA DO CINEMA JAPONÊS, RESGATANDO CULTS E RARIDADES DE KENJI MIZOGUCHI, SEIJUN SUZUKI E KINJI FUKASAKU

O eterno conflito entre as tradições antigas e o estilo de vida moderno, assim como o papel da sociedade, permeiam o segundo volume de “O Cinema de Mizoguchi“, com seis clássicos do diretor da obra-prima “O Intendente Sansho”, incluída no box. Já o experimentalismo narrativo da Nouvelle Vague nos ano 60 marca presença em “Tóquio Violenta”,  mistura de filme de gângster e pop art que pode conferida no DVD duplo “A Arte de Keijun Suzuki“.

E fãs de Takeshi Kitano e Quentin Tarantino não podem perder uma de suas obras de referência: a seminal saga policial “Os Documentos da Yakuza” (do mesmo diretor de “Batalha Real”), lançada em DVD no box “Cinema Yakuza 2“.

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O CINEMA DE MIZOGUCHI VOL. 2

No formato digistack, com 3 DVDs, o box reúne mais 6 clássicos restaurados de Kenji Mizoguchi (1898-1956), um dos grandes mestres do cinema japonês ao lado de Yasujiro Ozu e Akira Kurosawa. A caixa conta com “O Intendente Sansho”, um dos maiores filmes de todos os tempos, e mais de uma hora de extras, incluindo depoimentos do crítico de cinema Sérgio Alpendre.

DISCO 1:

O INTENDENTE SANSHO (“Sansho Dayu”, 1954, 126 min.)
Com Kinuyo Tanaka, Yoshiaki Hanayagi, Kyoko Kagawa.

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Japão, século XI. A família Taira é separada pelas lideranças feudais e passa por todo tipo de sofrimento. Vencedor do Leão de Prata no Festival de Veneza.

A MULHER INFAME (“Uwasa no Onna”, 1954, 83 min.)
Com Kinuyo Tanaka, Tomoemon Otani, Yoshiko Kuga.

Kyoto, anos 50. Uma jovem entra em conflito com a mãe, dona de um bordel. Mizoguchi aborda com maestria o universo da prostituição e as relações familiares.

DISCO 2:

CRISÂNTEMOS TARDIOS (“Zangiku Monogatari”, 1939, 142 min.)
Com Shotaro Hanayagi, Kokichi Takada, Gonjuro Kawarazaki.

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O filho adotivo de um ator renomado descobre que só é elogiado nos palcos e poupado das críticas por causa de seu pai.

ELEGIA DE OSAKA (“Naniwa Ereji”, 1936, 71 min.)
Com Isuzu Yamada, Seiichi Takegawa, Chiyoko Okura.

Osaka, anos 30. Uma jovem se torna amante do patrão para poder sustentar a família. Mais um poderoso retrato da condição feminina por Mizoguchi.

DISCO 3:

OS MÚSICOS DE GION (“Gion Bayashi”, 1953, 85 min.)
Com Michiyo Kogure, Ayako Wakao, Seizaburo Kawazu.

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Pós-guerra, distrito de Gion em Kyoto. A gueixa Miyoharu aceita Eiko, de apenas 16 anos, como aprendiz. Um olhar fascinante sobre o mundo das gueixas.

RUA DA VERGONHA (“Akasen Chitai”, 1956, 87 min.)
Com Machiko Kyo, Aiko Mimasu, Ayako Wakao.

O cotidiano de um bordel japonês do pós-guerra e os dramas pessoais de suas prostitutas.

EXTRAS INCLUÍDOS NA COLEÇÃO:

* Depoimentos de Sérgio Alpendre (37 min.)
* Teaser e trailer de “Os Músicos de Gion” (7 min.)
* Depoimento de Tokuzo Tanaka sobre “O Intendente Sansho” (15 min.)
* Tadao Sato fala de “O Intendente Sansho” (24 min.)
* Trailer de “A Mulher Infame” (3 min.)

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A ARTE DE SEIJUN SUZUKI

DVD duplo com 4 cults do cineasta japonês Seijun Suzuki, um iconoclasta reverenciado por Quentin Tarantino, Jim Jarmusch, entre outros diretores. Todos os filmes em versões restauradas, mais cerca de uma hora de extras. Com uma filmografia ousada e versátil, com muita experimentação em diferentes gêneros, Suzuki é um diretor que merece ser conhecido pelos cinéfilos.

DISCO 1:

TÓQUIO VIOLENTA (“Tokyo Nagaremono”, 1966, 83 min.)
Com Tetsuya Watari, Chieko Matsubara, Tamio Kawachi.

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Braço direito da Yakuza resolve abandonar a carreira criminosa, mas uma gangue rival não deixará que isso aconteça. Suzuki implode os paradigmas do filme de yakuza nesse delírio visual e musical.

HISTÓRIA DE UMA PROSTITUTA (“Shunpu Den”, 1965, 96 min.)
Com Tamio Kawachi, Yumiko Nogawa, Isao Tamagawa.

Uma prostituta é humilhada por um oficial. Ela resolve se vingar, usando um soldado para provocar ciúmes no oficial. Melodrama de Suzuki que questiona os códigos de honra da sociedade japonesa.

DISCO 2:

A VIDA DE UM TATUADO (“Irezumi Ichidai”, 1965, 86 min.)
Com Hideki Takahashi, Masako Izumi, Akira Yamauchi.

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Dois irmãos yakuza tentam ter uma vida honesta numa cidadezinha do interior, mas não conseguem fugir do passado criminoso. Suzuki subverte o ninkyo eiga (filme de yakuza tradicional) com um final de pura criação visual.

PORTAL DA CARNE (“Nikutai no Mon”, 1964, 90 min.)
Com Joe Shishido, Koji Wada, Yumiko Nogawa.

Após a Segunda Guerra, nas favelas de Tóquio, algumas prostitutas adotam um código estrito de conduta. Melodrama erótico com forte crítica social e uso inventivo das cores.

EXTRAS INCLUÍDOS NA COLEÇÃO:

* Especial sobre “História de uma Prostituta” (27 min.)
* Depoimentos (34 min.)
* Trailers (11 min.)

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CINEMA YAKUZA 2

Coleção com 3 DVDs que reúne os cinco filmes do maior épico do cinema policial japonês: “Os Documentos da Yakuza”, monumental saga do mestre Kinji Fukasaku (de “Batalha Real”) conhecida como “O Poderoso Chefão do Japão”. Com muito violência e realismo, Fukasaku criou uma série cult sobre a máfia japonesa que já influenciou Quentin Tarantino, Takashi Miike e William Friedkin.

Edição Limitada com duas horas de extras e 6 cards.

DISCO 1:

LUTA SEM CÓDIGO DE HONRA (“Jingi Naki Tatakai”, 1973, 99 min.)
Com Bunta Sugawara, Hiroki Matsukata, Kunie Tanaka.

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Japão, 1947. O ex-soldado Shozo Hirono ascende de comerciante do mercado negro a um dos líderes de um clã da violenta Yakuza, através de assassinatos, traições e lutas sem nenhuma honra.

DUELO EM HIROSHIMA (“Jingi Naki Tatakai: Hiroshima Shito-hen”, 1973, 100 min.)
Com Bunta Sugawara, Sonny Chiba, Meiko Kaji.

Hiroshima, 1950. O ex-piloto kamikaze Shoji Yamanaka é libertado da prisão e, para sobreviver, entra para o crime. Após um assalto, causa a ira de um chefe da Yakuza, e acaba se tornando aliado de Shozo.

DISCO 2:

GUERRA POR PROCURAÇÃO (“Jingi Naki Tatakai: Dairi Senso”, 1973, 102 min.)
Com Bunta Sugawara, Akira Kobayashi, Tsunehiko Watase.

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1960. O sucessor do clã Muraoka é assassinado, mas seu subordinado se recusa a vingá-lo, como manda a tradição. Essa decisão provoca uma sangrenta guerra entre os dois mais poderosos clãs de Hiroshima e região.

ESTRATÉGIAS POLICIAIS (“Jingi Naki Tatakai: Chojo Sakusen”, 1974, 101 min.)
Com Bunta Sugawara, Akira Kobayashi, Tatsuo Umemiya.

1963. Após ser expulso do clã Yamamori, Shozo se alia ao covarde Uchimoto e ao clã Akashi, que estão em guerra com outro grupo. Mas, atendendo ao clamor das ruas, a polícia lança uma operação contra a Yakuza.

DISCO 3:

EPISÓDIO FINAL (“Jingi Naki Tatakai: Kanketsu-hen”, 1974, 98 min.)
Com Bunta Sugawara, Joe Shishido, Hiroko Fuji.

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Após a operação policial, os clãs de Hiroshima e Kure formam uma aliança política e econômica chamada Tensei. Desiludido, Shozo não se adapta a essa profissionalização da Yakuza, pois sabe que, no fundo, nada mudou.

EXTRAS INCLUÍDOS NA COLEÇÃO:

* Depoimentos de William Friedkin e Takashi Miike (20 min.)
* Fukasaku, a arte da violência (12 min.)
* A história da Yakuza (12 min.)
* A reinvenção do filme de Yakuza (19 min.)
* Entrevistas (48 min.)
* Trailers da coleção (17 min.)

O Melhor do Cinema Japonês na 2001

DEPOIS DO SUCESSO DAS COLEÇÕES DE OZU E MIZOGUCHI, A DISTRIBUIDORA VERSÁTIL LANÇA O TERCEIRO VOLUME DE “CINEMA SAMURAI”, COM SEIS CLÁSSICOS DO GÊNERO REUNIDOS EM 3 DISCOS, POR UM ÓTIMO PREÇO NA 2001.

Complete a sua coleção: são 3 DVDs reunindo filmes de samurai raros dirigidos por mestres como Akira Kurosawa (“Yojimbo”), Kenji Misumi (“Lobo Solitário”), Hideo Gosha (“Tirania”) e Kinji Fukasaku (“Batalha Real”), e estrelados pelos astros Kinnosuke Nakamura, Sonny Chiba, Shintaro Katsu, Toshiro Mifune, Tatsuya Nakadai e Raizo Ichikawa.

Os Últimos Samurais
(“Okami yo rakujitsu o kire”, 1974)

Direção: Kenji Misumi. Com Hideki Takahashi e Ken Ogata.

“Os Homens que Pisaram na Cauda do Tigre”
(“Tora no o wo fumu tokotachi”, 1945)

Direção: Akira Kurosawa. Com Denjiro Okochi, Susumu Fujita e Takashi Shimura.

“A Conspiração do Clã Yagyu” (“Yagyu ichizoku no inbo”, 1978)

Direção: Kinji Fukasaku. Com Kinnosuke Nakamura, Sonny Chiba e Toshiro Mifune.

“A Traição”
(“Daisatsujin Orochi”, 1966)

Direção: Tokuzo Tanaka. Com Raizo Ichikawa e Shiho Fujimura.

“Hitokiri – O Castigo”
(“Hitokiri”, 1969)

Direção: Hideo Gosha. Com Shintaro Katsu, Tatsuya Nakadai e Yukio Mishima. Participação especial do escritor Yukio Mishima.

“Humanidade e Balões de Papel” (“Ninjo kami fusen”, 1937)

Direção: Sadao Yamanaka. Com Chojuro Kawarasaki e Kanemon Nakamura.

E NÃO PERCA MAIS DUAS OBRAS-PRIMAS DO CINEMA JAPONÊS:

Versão restaurada de “Harakiri” (1962), o clássico do mestre Masaki Kobayashi (“Rebelião”) que ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes. Considerado um dos melhores filmes de samurai de todos os tempos, o longa teve uma refilmagem em 2011, também incluída neste lançamento: “Harakiri – Morte de um Samurai” (2011), dirigida pelo ousado Takashi Miike
(“13 Assassinos”).

No século 17, o Japão não está mais em guerra. Hanshiro Tsugumo, um samurai sem senhor (ronin), bate à porta do poderoso Clã Iyi. Recebido pelo conselheiro, Tsugumo lhe pede permissão para cometer suicídio ritual (seppuku) na residência. É o começo de uma surpreendente e inesquecível história narrada por meio de flashbacks.

EXTRAS:

•Introdução do crítico Donald Richie (12 min)
• Entrevista com Masaki Kobayashi (10′)
• Depoimento de Tatsuya Nakadai (15′)
• Um samurai sem mestre (13′).

O mestre Akira Kurosawa adapta para o cinema “Macbeth”, a fascinante peça de William Shakespeare sobre a sede insaciável pelo poder. No elenco, dois grandes astros do cinema japonês: Toshiro Mifune (“Os Sete Samurais”) e Isuzu Yamada (“As Irmãs de Gion”). Assista ou reveja este clássico japonês em inédita versão restaurada, além de um ótimo documentário sobre a produção.

Japão feudal, final do século XVI. Um general experiente, instigado pela esposa, faz de tudo para tornar realidade uma profecia segundo a qual ele se tornará o senhor do Castelo da Teia de Aranha.

EXTRAS: Documentário sobre a produção (23 min).

“O CINEMA DE OZU”: UM DOS LANÇAMENTOS DO ANO PARA OS CINÉFILOS

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Lançamento em DVD mais vendido na 2001 Vídeo, a coleção da Versátil reúne, em 3 DVDs, o melhor da obra daquele que é considerado “o mais japonês dos cineastas japoneses”. O box traz 5 clássicos do mestre Yasujiro Ozu: Filho Único (1936), Era uma Vez um Pai (1942), Também Fomos Felizes (1951), Crepúsculo em Tóquio (1957) e “Era uma Vez em Tóquio” (1953) – considerado um dos maiores filmes de todos os tempos, agora em versão restaurada. Além do documentário Conversando com Ozu (40 minutos), no qual diretores como Wim Wenders e Aki Kaurismaki falam do legado do extraordinário cineasta do cotidiano.

Yasujirô Ozu (1903–1963)

Yasujirô Ozu (1903–1963)

Ozu especializou-se em dramas familiares cujos personagens são confrontados por questões como a passagem do tempo, a solidão e o conflito de gerações, retratando as mudanças comportamentais no Japão.

Em uma recente enquete da conceituada revista britânica Sight & Sound, bíblia da cinefilia mundial publicada pelo BFI (British Film Institute), Era uma Vez em Tóquio ficou em primeiro lugar, desbancando o eterno favorito da crítica, Cidadão Kane. A votação foi realizada entre 358 cineastas e incluiu nomes como Woody Allen, Martin Scorsese e Quentin Tarantino.

“A obra que não transmite humanismo não tem valor. Trata-se do objetivo de toda arte…”
Yasujiro Ozu

O CINEMA DE OZU

DISCO 1
Era uma Vez em Tóquio (Tokyo Monogatari, 1953)
Um casal de idosos viaja de Onomichi a Tóquio, para visitar os filhos casados, após uma ausência de 20 anos. Drama sublime que representa o ápice da estética de Ozu.

Conversando com Ozu (Talking with Ozu, 1993)
Um tributo ao mestre com depoimentos dos cineastas Wim Wenders, Aki Kaurismaki, Stanley Kwan, Claire Denis, Lindsay Anderson, Paul Schrader e Hou Hsiao-hsien.

DISCO 2
Também Fomos Felizes (Bakushu, 1951)
A família Mamiya procura um marido para a filha mais nova, que trabalha como secretária em Tóquio. No entanto, a moça não quer aceitar um casamento arranjado.

Era uma Vez um Pai (Chihi Ariki, 1942)
Um professor viúvo matricula o filho em um colégio interno, partindo para ganhar a vida em Tóquio. O amor entre pai e filho precisará resistir a esta separação.

DISCO 3
Crepúsculo em Tóquio (Tokyo Boshoku, 1957)
No auge do inverno, Takako volta à casa do pai, fugindo do marido agressivo. Por sua vez, sua irmã Akiko vive uma gravidez indesejada e procura, em vão, pelo namorado.

Filho Único (Hitori Musuko, 1936)
Uma mãe solteira sofre para conseguir criar e educar seu único filho. Com muito esforço, consegue que o rapaz vá estudar em Tóquio. Primeiro filme sonoro de Ozu.

MAIS OZU EM DVD NA 2001:

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Coral de Tóquio (1931)
Meninos de Tóquio (1932)
Coração Caprichoso (1933)
Os Irmãos da Família Toda (1941)
Pai E Filha (1949)
Ervas Flutuantes (1959)
Bom Dia (1959)
Dia de Outono (1960)
A Rotina Tem seu Encanto (1962)

INCONFORMISMO, SEXO E MORTE: NAGISA OSHIMA (1932-2013)

Nagisa Oshima (1932–2013)

Nagisa Oshima (1932–2013), um dos grandes cineastas japoneses do pós-guerra

CONSIDERADO UM DOS ARTISTAS MAIS PROVOCADORES DO SÉCULO 20, NAGISA OSHIMA MORREU NA ÚLTIMA TERÇA-FEIRA (15/1) DE PNEUMONIA, AOS 80 ANOS. O CINEASTA JAPONÊS FOI UM ICONOCLASTA QUE DESAFIOU CONVENÇÕES EM FILMES AUDACIOSOS COMO JUVENTUDE DESENFREADA E O IMPÉRIO DOS SENTIDOS, QUE CAUSOU ESCÂNDALO EM TODO O MUNDO.

Maior expoente da nouvelle vague japonesa que eclodiu nos anos 1960 , Nagisa Oshima desenvolveu sua obra como uma forma de oposição ao cinema tradicional de seu país. “Meu ódio pelo cinema japonês inclui absolutamente tudo nele”, dizia. Ou seja, seu inconformismo reagia inclusive contra o estilo de diretores do porte de Yasujiro Ozu, Kenji Mizoguchi e Akira Kurosawa.

Oshima estava mais preocupado em retratar as contradições e tensões da sociedade japonesa do pós-guerra, incluindo o período de industrialização e a crescente influência do Ocidente, do que dirigir histórias convencionais ou “de época”. Muitos de seus trabalhos durante a “nova onda”, como O Túmulo do Sol (1960) e Violência ao Meio-Dia (1966), rompiam radicalmente com as tradições e temas vistos nas telas de então.

Disponível em DVD na 2001 Vídeo, O Túmulo do Sol é um dos poucos filmes da nouvelle vague japonesa lançados no Brasil

Disponível em DVD na 2001 Vídeo, O Túmulo do Sol é um dos poucos filmes da nouvelle vague japonesa lançados no Brasil

Filmados em locações realistas, com muita câmera na mão e protagonizados por anti-heróis excluídos, marginalizados e rebeldes, seus filmes aproximavam-se mais das experiências de cineastas como Jean-Luc Godard (Acossado), na França, e Tony Richardson (If….), na Inglaterra. Além da estética, forma de narrar e temas, o cinema de Oshima nos anos 1960 trazia em comum a revolta da juventude contra a sociedade vigente. E a oposição entre tradição e modernidade.

O cineasta ganharia notoriedade internacional na década seguinte com o lançamento de O Império dos Sentidos (1976). Mergulho visceral no relacionamento sadomasoquista entre dois amantes em 1936, o filme gerou forte debate por conta de suas inúmeras cenas de sexo explícito. Para Oshima nada é gratuito e até o sexo pode ter conotações políticas. Sexo também como ferramente de poder e que, no limite, pode encontrar a morte, seja no gozo ou na obsessão pelo outro.

Banido no Japão e em diversos países, O Império dos Sentidos elevou a pornografia à condição de arte, provocando discussões em todo o mundo sobre os limites do sexo no cinema. Na época de seu lançamento, o diretor Nagisa oshima foi processado por obscenidade e o filme nunca foi exibido sem cortes no Japão, tendo sido finalizado na França, devido a forte censura no país

Banido no Japão e em diversos países, O Império dos Sentidos elevou a pornografia à condição de arte, provocando discussões em todo o mundo sobre os limites do sexo no cinema. Na época de seu lançamento, o diretor Nagisa Oshima foi processado por obscenidade e até hoje o filme nunca foi exibido sem cortes no Japão

Polêmica, problemas com a censura e alguns documentários para TV depois, ele retornou com outro conto passional de crime e sexo: O Império da Paixão, que lhe valeu o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes em 1978.

Em 1982, já reconhecido internacionalmente, Oshima dirigiu o cantor David Bowie em Furyo – Em Nome da Honra, baseado nas experiências do autor Laurens van der Post como prisioneiro de guerra no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Primeiro filme do cineasta em língua inglesa, Furyo reuniu Bowie, o músico Ryûichi Sakamoto (compositor da bela trilha sonora) e o ator e cineasta Takeshi Kitano (Dolls) no drama histórico de subtexto homoerótico.

Em seguida, veio outra produção internacional, Max, Meu Amor (1986), bizarra história de uma mulher (Charlotte Rampling, de Os Deuses Malditos) atraída sexualmente por um chimpanzé. O roteiro foi escrito por Jean-Claude Carriére, habitual colaborador de Luis Buñuel em sua fase francesa (A Bela da Tarde, O Discreto Charme da Burguesia, Obscuro Objeto do Desejo).

Muito antes de interpretar a mãe de Kirsten Dunst em Melancolia, Charlotte Rampling foi uma das musas do cinema europeu com atuações corajosas em O Porteiro da Noite e Max, Meu Amour, no qual interpreta uma mulher casada que trai o marido cm um macaco

Muito antes de interpretar a mãe de Kirsten Dunst em Melancolia, Charlotte Rampling (Swimming pool) foi uma das principais musas do cinema europeu entre os anos 70 e 80, com atuações corajosas em O Porteiro da Noite e Max, Meu Amour, no qual interpreta uma mulher que trai o marido com um macaco

Depois de sofrer um derrame em 1996, Oshima voltou à direção com o elogiado Tabu (1999), indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2000. Centrado no romance proibido entre dois samurais no século 19, Tabu tornou-se o capítulo final na carreira do cineasta que, nos últimos anos, trabalhava como apresentador de um popular talk show na TV japonesa. Mas que vai ser lembrado mesmo pela intensidade autodestrutiva do casal de amantes de O Império dos Sentidos.

 

NAGISA OSHIMA EM DVD NA 2001:

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O Túmulo do Sol (1960)
O Império dos Sentidos (1976)
O Império da Paixão (1978)
Furyo, Em Nome da Honra (1983)
Max, Meu Amor (1986)

 

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “O QUE EU MAIS DESEJO”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

Singelo, O Que Eu Mais Desejo é o novo trabalho do cineasta japonês Hirokazu Kore-eda (Depois da Vida) – e uma prova de sua habilidade em retratar o imaginário infantil

O que Koichi, o garoto do pôster, mais deseja é ver sua família morando junto novamente. Seus pais se separaram e seu irmão mais novo, Ryunosuke, ficou morando com o pai em outra cidade, enquanto ele e a mãe foram para a casa dos avós. Na cabeça de uma criança de 12 anos e de seus amigos, um milagre é algo possível – e principalmente factível. Nem que para isso seja preciso vender brinquedos para conseguir dinheiro, inventar uma mentira na escola e em casa, fazer as malas e pegar um trem para outra cidade sem ter onde dormir.

Ponto de intersecção entre os trens – e dos dois irmãos, até então distantes após a separação dos pais

Além de leve e criativo, O Que Eu Mais Desejo toca nesse ponto importante do imaginário infantil, que faz tudo ser possível. No Japão, dizem que quando dois trens-balas se cruzam, a energia é tão grande que faz os desejos se realizarem. Acreditando nisso, as turmas dos dois irmãos, cada uma na sua cidade, montam o esquema para a aventura. Combinam de se encontrarem num ponto estratégico de uma determinada cidade, onde é possível ver os trens se cruzarem. Sem qualquer complicação ou empecilho, comuns aos adultos, é claro.

Irmãos (também na vida real) em cena: personalidades claramente influenciadas pelo meio em que são criados

Com muita delicadeza, o filme mostra a alma da relação dos irmãos com o mundo, com os pais, com os amigos. Registra, sem interferir. Deposita a sensação de veracidade nas relações e nos sentimentos, de algo genuíno, ingênuo como deve ser nessa idade, verdadeiro nas intenções. Mais do que contar a aventura em si – que é muito bacana também – O Que Eu Mais Desejo é lindo pelo retrato que faz das crianças e da esperança que elas são capazes de nutrir na mais vaga possibilidade de sucesso. Sem falar na incrível atuação dos dois irmãos (são irmãos na realidade), que me envolveram na narrativa com todos os seus desejos e sorrisos.

 

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.