Clint Eastwood

FESTIVAL DE CLÁSSICOS E CULTS NA 2001 – PARTE 2

O DESAFIO DAS ÁGUIAS

Escrito por Alistair MacLean, autor do livro que deu origem a “Os Canhões de Navarone”, o filme é um dos maiores sucessos de Richard Burton e Clint Eastwood nos anos 1960. Os dois são agentes da resistência enviados numa missão suicida nos Alpes, a fim de resgatar um general americano capturado pelos nazistas.

ESCALADO PARA MORRER

Quarto longa da carreira de Clint Eastwood como diretor, este thriller de ação lançado em 1975 conta com belas cenas de alpinismo e performance dos dublês. Na trama de espionagem, Clint é um professor obrigado a fazer um último trabalho para obscuro órgão do governo. Sua missão: eliminar um alpinista que tentará escalar o Monte Eiger, na Suiça.

SELVAGENS CÃES DE GUERRA

Aventura de guerra dirigida por Andrew V. McLaglen (de “O Preço de um Covarde“), com grande elenco de atores britânicos: Richard Burton, Roger Moore, Richard Harris e Stewart Granger. Sucesso nos cinemas, o filme segue um grupo de mercenários contratado para resgatar um presidente deposto da África oriental.

TERRÍVEL COMO O INFERNO

Ator e soldado mais condecorado durante a II Guerra Mundial, Audie Murphy revive suas próprias experiências no conflito neste clássico de guerra baseado em sua autobiografia. O filme acompanha desde sua juventude no Texas até os difíceis anos no front durante a Segunda Guerra Mundial.

NEVADA SMITH

Neste faroeste de Henry Hathaway (do “Bravura Indômita” original), Steve McQueen encarna o papel-título. Filho de uma índia nativa e de um pai branco, Nevada Smith busca vingança contra os assassinos de seus pais, no final do século XIX. Sedento por justiça, ele precisa descobrir o paradeiro dos criminosos.

PAPILLON

Condenado à prisão perpétua por um crime que não cometeu, “Papillon” (Steve McQueen) é enviado à Ilha do Diabo, presídio na Guiana Francesa. Cumprindo pena sob condições desumanas, ele decide fugir, ao lado de Louis Dega (Dustin Hoffman). Baseado no livro autobiográfico de Henri Charrière, o filme foi escrito por Dalton Trumbo.

JOVEM DEMAIS PARA MORRER

Sequência de “Os Jovens Pistoleiros” (1988), com Emilio Estevez de volta ao papel de Billy the Kid. Ele e seu bando partem em direção à fronteira do México e são perseguidos por homens-da-lei. Com Kiefer Sutherland, Lou Diamond Phillips e Christian Slater no elenco, este faroeste ficou marcado pela canção “Blaze of Glory”, de Jon Bon Jovi.

REMO – DESARMADO E PERIGOSO

Introduzido na série de livros pulp “The Destroyer”, Remo Williams, um super-agente especialista em artes marciais, ganha vida na pele de Fred Ward no filme dirigido por Guy Hamilton (“007 Contra Goldfinger”). “Remo” apresenta o herói desde suas origens, como policial em Nova York, passando por seu incrível treinamento e transformação física.

A MISSÃO

Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, além do Oscar de melhor fotografia, esse drama histórico traz no elenco Robert De Niro, Jeremy Irons e Liam Neeson. No final do século XVIII, um ex-mercador de escravos (De Niro) junta-se aos jesuítas em Sete Povos das Missões, na América do Sul, onde fará de tudo para defender os índios do genocídio.

NIKITA – CRIADA PARA MATAR

Refilmado como “A Assassina” na década de 1990, o filme é considerado um dos melhores trabalhos de Luc Besson (“O Profissional”). Na trama, Nikita (Anne Parillaud, premiada com o César) é uma jovem viciada em drogas que acaba presa e recrutada pelo agente Bob (Tchéky Karyo) para trabalhar como assassina para o serviço de inteligência francês.

DANÇA COMIGO?

Escrito e dirigido por Masayuki Suo, o longa trata com simplicidade e sensibilidade a jornada de autoconhecimento de Shohei Sugiyama (Kôji Yakusho), um sério homem de negócios que, fascinado por uma bela mulher que vê por acaso, matricula-se na mesma escola de dança da moça. O filme ganhou uma versão americana com Richard Gere em 2004.

ASSASSINATO EM GOSFORD PARK

Espécie de “A Regra do Jogo” ao estilo do diretor Robert Altman, o filme apresenta um rico mosaico de personagens, divididos entre nobres e criados numa mansão inglesa, em 1932. Quando o anfitrião da propriedade aparece morto, todos passam a ser suspeitos. Um elenco de grande atores ingleses dá vida ao mordaz roteiro de Julian Fellowes (criador de “Downton Abbey“) premiado com o Oscar.

CIDADE DOS VENTOS

Premiada produção do estúdio russo Mosfilm dirigida por Karen Shakhnazarov (“Tigre Branco”). O contexto político da ex-União-Soviética permeia a história, ambientada na década de 1970. Um jovem universitário que se proclama “dissidente” disputa com o amigo comunista o amor da doce Lyuda, enquanto o entusiasmo socialista na URSS vai declinando.

SESSÃO NOSTALGIA, COM CLÁSSICOS DA VELHA GUARDA NA 2001

 

TEMPERO DO AMOR

Um dos vários sucessos de Doris Day (ainda viva, aos 95 anos) nos anos 1960. Na trama, a atriz interpreta uma dona-de-casa casada com o médico Gerald (James Garner, seu parceiro também em “Eu, Ela e a Outra“), até que sua vida pacata muda ao ser contratada para fazer comerciais de sabão na televisão, tornando-se uma celebridade televisiva. Para desgosto de seu competitivo marido, agora obrigado a fazer sua própria comida e a cuidar dos filhos.

DUAS MULHERES

Baseado em livro de Alberto Moravia, este clássico dirigido por Vittorio De Sica é um dos marcos do neorealismo italiano. Por sua avassaladora atuação como uma mulher que luta para sobreviver ao lado da filha adolescente, durante a Segunda Guerra Mundial, Sophia Loren conquistou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes e o Oscar da Academia. O filme é um vigoroso depoimento sobre os efeitos da guerra sobre as pessoas comuns.

…E O VENTO LEVOU 2

Produção para TV premiada com o Emmy, com dois atores britânicos, Joanne Whalley (“Escândalo”) e o ex-007 Timothy Dalton (“Penny Dreadful”), enfrentando o desafio de assumir os papéis de Vivien Leigh e Clark Gable no clássico de 1939. Escrita por Alexandra Ripley após a morte de Margaret Mitchell — autora do livro que deu origem a “…E o Vento Levou” –, esta continuação parte de onde a saga de Scarlett e Rhett terminou, com a protagonista tentando reconquistar seu amor do passado.

DÁ-ME UM BEIJO

Dirigido por George Sidney (“(Marujos do Amor”), o filme é uma adaptação do sucesso da Broadway “Kiss me Kate”, de 1948, por sua vez inspirado em “A Megera Domada” de William Shakespeare. Indicado ao Oscar de melhor trilha sonora, “Dá-me um Beijo” apresenta Howard Keel e Kathryn Grayson como intérpretes dos ex-cônjugues briguentos numa versão musical da peça do bardo inglês. Destaque ainda para a trilha com 14 canções de Cole Porter.

SUA MAJESTADE, O AVENTUREIRO

Uma das inúmeras aventuras estreladas por Burt Lancaster após o sucesso do capa e espada “O Gavião e a Flecha” (1950). O ator dá vida ao ambicioso Capitão David O’Keefe, que parte de Hong Kong para procurar a valiosa copra (polpa seca do coco) nos Mares do Sul, em 1870. Depois de enfrentar um motim, ele é abandonado por sua tripulação em um pequeno barco no meio do nada, até ser resgatado por habitantes de uma ilha da Polinésia.

UMA BATALHA NO INFERNO

Clássico de guerra dirigido por Ken Annakin (“O Mais Longo dos Dias”) e estrelado por grande elenco: Henry Fonda, Robert Shaw, Charles Bronson e Telly Savalas (indicado ao Globo de Ouro de ator coadjuvante). A história é ambientada no final da Segunda Guerra, quando remanescentes do exército nazista planejam um ataque surpresa às forças aliadas. Somente um experiente oficial americano alerta seus superiores sobre a possibilidade de uma última ofensiva em massa do inimigo.

A VOLTA AO PARAÍSO

Baseado no conto “Mr. Morgan”, do livro “Return to Paradise” de James A. Michener, o filme tem direção de Mark Robson (“A Caldeira do Diabo”, “A Morada da Sexta Felicidade”). Nele, Gary Cooper interpreta Morgan, um aventureiro americano que entra em choque com um missionário autoritário (Barry Jones) na ilha de Samoa, no Pacífico Sul. Coproduzido por Robert Wise, este clássico de 1953 tem trilha sonora de Dimitri Tiomkin.

ZORRO – 2º TEMPORADA COMPLETA

Mais uma temporada da clássica série de TV estrelada por Guy Williams (o Prof. John Robinson de “Perdidos no Espaço”) entre 1957 e 1961. O lendário vingador mascarado luta para corrigir as injustiças de seu povo, e sua identidade secreta é conhecida apenas por seu fiel criado, Bernardo. Ele mantém seu disfarce vivendo como o inofensivo Don Diego de la Vega, filho de um nobre local.

PAIXÃO DOS FORTES

O mítico tiroteio ocorrido na região de Tombstone (no famoso “O.K. Corral”) em 1881 — retratado depois em filmes como “Tombstone” (1993) e “Wyatt Earp” (1994) — ganha sua versão definitiva neste clássico do mestre John Ford. O enredo é centrado na figura de Wyatt Earp (Henry Fonda), que se torna xerife de Tombstone após o assassinato de um de seus três irmãos. Dividido entre o distintivo e sua fúria, ele e seu amigo Doc Holliday (Victor Mature) enfrentam a família fora-da-lei do Velho Clanton (Walter Brennan).

VEJA TAMBÉM:
Faroestes de John Ford

A MARCA DA FORCA

Oklahoma, 1873. Jed Cooper (Clint Eastwood) é confundido com um assassino e acaba linchado por um corrupto “homem-da-lei”, o Capitão Wilson (Ed Begley), e seu grupo de vigilantes. Em busca de justiça – e vingança -, Cooper aceita um trabalho de oficial local e caça, um a um, todos os nove homens que quase o mataram. Primeiro faroeste com Eastwood como protagonista no cinema americano — ele havia estrelado antes apenas a série “Rawhide” (1959-1965) e western spaguettis na Europa.

E:
Coleção Clássicos do Faroeste

 

CLINT EASTWOOD DIRIGE TOM HANKS EM “SULLY – O HERÓI DO RIO HUDSON”

INDICADO AO OSCAR DE MELHOR EDIÇÃO DE SOM, “SULLY” FOI INCLUÍDO NA LISTA DE 10 MELHORES FILMES DE 2016 DO NATIONAL BOARD OF REVIEW (EUA) E ACABA DE SAIR EM DVD E BLU-RAY NA 2001.

Baseado na autobiografia homônima escrita por Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow, 0 sóbrio drama dirigido por Clint Eastwood explora as consequências e diferentes pontos de vista em torno de um episódio real: o pouso forçado do Airbus A320 pilotado por Chesley “Sully” Sullenberger (Tom Hanks) em pleno rio Hudson, em Nova York, em 15 de janeiro de 2009.

Como é de conhecimento público (não é um spoiler), a iniciativa foi bem sucedida, com todos os 155 passageiros a bordo sendo salvos. Tal situação transformou Sully em um grande herói nacional, mas sem isentá-lo de enfrentar um rigoroso julgamento interno, coordenado pela agência de regulação aérea dos Estados Unidos.

Hanks e o verdadeiro “Sully”

Com grande (e sutil) atuação de Hanks no papel principal, “Sully” extrai o máximo de uma história cujo final já é conhecido pelo público, recriando com realismo impressionante o pouso – e simulações do que poderia ter acontecido se o piloto optasse por outro local para pousar.

No elenco de apoio, Laura Linney interpreta a esposa do personagem, Aaron Eckhart seu copiloto, e Anna Gunn (da série “Breaking Bad”) uma das responsáveis pela investigação do caso.

EXTRAS: Sully Sullenberger – O homem por trás do milagre

MAIS FILMES DE CLINT EASTWOOD NA 2001:

J. Edgar (2011)
Menina de Ouro (2004)
Sobre Meninos e Lobos (2003)
Divida de Sangue (2002)
Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal (1997)
Coração de Caçador (1990)
O Destemido Senhor da Guerra (1986)
Bronco Billy (1980)
O Estranho Sem Nome (1973)

É SEMPRE TEMPO DE WESTERN NA 2001!

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UM DOS GÊNEROS MAIS QUERIDOS PELO PÚBLICO DA 2001, O WESTERN MARCA PRESENÇA EM SEIS LANÇAMENTOS QUE RESGATAM DESDE CLÁSSICOS COMO “QUEM FOI JESSE JAMES” (DE NICHOLAS RAY) À SÉRIE “RAWHIDE”, ESTRELADA POR CLINT EASTWOOD. DESTAQUE TAMBÉM PARA “OS OITO ODIADOS“, FAROESTE DE QUENTIN TARANTINO PREMIADO COM O OSCAR 2016 DE MELHOR TRILHA SONORA.

Ambientado entre meados do século XIX e início do XX, o western, faroeste ou “bangue-bangue” é considerado um gênero americano por excelência, graças a nomes como John Ford, Howard Hwaks, John Wayne e Clint Eastwood, que ajudaram a eternizar inúmeras jornadas do herói em regiões sem lei.

Os títulos a seguir apresentam diferentes vertentes do faroeste, incluindo os western spaghetti, produções italianas de baixo orçamento que ajudaram a reinventar o gênero.

Previsão de entrega: 28/3

Já disponível

CINEMA FAROESTE – VOL. 3

No formato digistack, com 3 DVDs, esta coleção reúne 6 clássicos inéditos do gênero dirigidos por mestres como Raoul Walsh, Robert Wise, Nicholas Ray e Budd Boetticher. Edição Limitada com 6 cards e quase uma hora de extras, com depoimentos dos cineastas Taylor Hackford e Bertrand Tavernier.

DISCO 1:

NAS GARRAS DA AMBIÇÃO (The Tall Men, 1955, 122 min.)
De Raoul Walsh. Com Clark Gable, Jane Russell, Robert Ryan.

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Após a Guerra da Secessão, um vaqueiro e um empresário conduzem um rebanho de gado. No caminho, salvam uma bela jovem, por quem se apaixonam.

ENTRE DOIS JURAMENTOS (Two Flags West, 1950, 92 min.)
De Robert Wise. Com Joseph Cotten, Linda Darnell, Jeff Chandler.

Durante a Guerra da Secessão, prisioneiros confederados aceitam lutar ao lado de soldados da União contra os índios, mas rancores ameaçam essa frágil aliança. Faroeste de cavalaria do talentoso Robert Wise (“A Noviça Rebelde”).

DISCO 2:

QUEM FOI JESSE JAMES (The True Story of Jesse James, 1957, 92 min.)
De Nicholas Ray. Com Robert Wagner, Jeffrey Hunter, Hope Lange.

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Os últimos dezoito anos do lendário fora da lei Jesse James, mostrando tanto sua vida familiar como sua carreira criminosa. Faroeste revisionista com o estilo marcante de Nicholas Ray (“Johnny Guitar”).

FIBRA DE HERÓI (Buchanan Rides Alone, 1958, 79 min.)
De Budd Boetticher. Com Randolph Scott, Craig Stevens, Barry Kelly.

No caminho de volta para casa, Tom Buchanan para na cidade de Agry, onde acaba se envolvendo num conflito sangrento. Parceria entre o cineasta autoral Budd Boetticher (“O Resgate de um Bandoleiro”) e o astro Randolph Scott.

DISCO 3:

UM HOMEM DIFÍCIL DE MATAR (Monte Walsh, 1970, 100 min.)
De William Fraker. Com Lee Marvin, Jack Palance, Jeanne Moreau.

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O veterano caubói Monte Walsh percebe que o Velho Oeste está com os dias contados, e que, nos novos tempos, não haverá lugar para ele. Faroeste crepuscular, com ótimas atuações do trio central de astros.

FÚRIA ABRASADORA (Ramrod, 1947, 95 min.)
De André De Toth. Com Joel McCrea, Veronica Lake, Don DeFore.

Mulher perde o noivo em meio a uma guerra entre fazendeiros, mas herda seu rancho e resolve enfrentar os donos de gado da região. No estilo de “Sua Única Saída”, este é um faroeste noir complexo, fascinante e muito bem dirigido.

Previsão de entrega: 28/3

Já disponível

FAROESTE SPAGHETTI

DVD duplo com 4 clássicos deste subgênero que é a variação europeia do western americano. A partir dos anos 60, diretores como Sergio Sollima e Tonino Valerii dirigiram Lee Van Cleef, Tomas Milian e Giuliano Gemma, entre outros, em histórias repletas de anti-heróis, humor negro e muita violência estilizada. Filmes em versões integrais e inéditas, restauradas com áudio original em italiano, além de vários extras. Edição Limitada com 4 cards.

DISCO 1:

O DIA DA DESFORRA (La Resa dei Conti, 1966, 110 min.)
De Sergio Sollima. Com Lee Van Cleef, Tomas Milian, Walter Barnes.

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John “Colorado” Corbett, um justiceiro com aspirações políticas, persegue um atirador de facas mexicano. Direção do mestre Sergio Sollima (“Quando os Brutos se Defrontam”) e um dos melhores faroestes spaghetti de todos os tempos.

DIAS DE IRA (I giorni dell’ira, 1967, 114 min.)
De Tonino Valerii. Com Lee Van Cleef, Giuliano Gemma, Walter Rilla.

Na cidade de Clifton, um homem pacato e menosprezado se torna discípulo de um experiente pistoleiro. Clássico do faroeste spaghetti com duas lendas do gênero, Lee Van Cleef e Giuliano Gemma.

DISCO 2:

CEMITÉRIO SEM CRUZES (Une Corde, un Colt…, 1969, 90 min.)
De Robert Hossein. Com Michéle Mercier, Robert Hossein, Guido Lollobrigida.

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Manuel, um pistoleiro que usa uma luva preta em apenas uma das mãos, é envolvido por uma mulher numa trama de assassinato. Com roteiro coescrito por Dario Argento, o filme é dedicado a Sergio Leone.

TEPEPA (Idem, 1972, 132 min.)
De Giulio Petroni. Com Tomas Milian, Orson Welles, John Steiner.

O líder guerrilheiro Tepepa e seus correligionários lutam contra as forças do governo. Com a Revolução Mexicana de pano de fundo, “Tepepa” tem Orson Welles no elenco e trilha assinada por Ennio Morricone.

Já disponível

Já disponível

COLEÇÃO SETE HOMENS E UM DESTINO

Disco 1: SETE HOMENS E UM DESTINO

Moradores de uma aldeia mexicana contratam sete pistoleiros para protegê-los de bandidos. Clássico absoluto do gênero, o filme transformou Yul Brynner, Steve McQueen, Charles Bronson e James Coburn em astros, além de eternizar a marcante trilha sonora de Elmer Bernstein, indicada ao Oscar em 1961. A direção é de John Sturges (“Fugindo do Inferno).

Disco 2: SETE HOMENS E UM DESTINO 2

Chris Adams (Yul Brynner) e Chico (Julian Mateos) reúnem outros cinco pistoleiros para enfrentarem um bandido chamado Lorca (Emilio Fernandez). Seqüência do clássico de 1960, desta vez com direção de Burt Kennedy.

Disco 3: A REVOLTA DOS SETE HOMENS

George Kennedy (“Rebeldia Indomável”) e James Whitmore (“Um Sonho de Liberdade”) assumem as rédeas desta  sequência de uma das mais brilhantes sagas da história do western.

Disco 4: SETE HOMENS E UM DESTINO 3

Casado e atuando do lado da lei, o Xerife Adams (Lee Van Cleef) estabeleceu-se no Arizona. Quando sua esposa é assassinada, ele descobre o paradeiro dos atiradores.

CAVALEIROS DA BANDEIRA NEGRA

CAVALEIROS DA BANDEIRA NEGRA

Já disponível

Após a guerra civil americana, os irmãos Jesse (Audie Murphy) e Frank James (Richard Long), mais Cole (James Best), James Younger (Dewey Martin) e Kit Dalton (Tony Curtis), juntam-se ao bando do Coronel Quantrill (Brian Donlevy), um Confederado que, após a Guerra de Secessão, dedica-se a saquear e matar civis, juntamente com Bill “Bloody” Anderson (Scott Brady), o mais sanguinário confederado. Quando percebe que todos não passam de simples bandidos, Jesse tenta ir embora, mas é convencido a ficar por Kate (Marguerite Chapman), a amante do vilão.

RAWHIDE – VOL. 2

Previsão de entrega: 5/4

Previsão de entrega: 5/4

EPISÓDIO 1: INCIDENTE EM SULFUR CREEK

Ladrões de cavalos que têm vitimado os Comanches também atacam a fazenda de nossos heróis. Assim, Gil envia um grupo liderado por Pete e Rowdy (Clint Eastwood) para comprar cavalos de reposição no rancho Lacey. Lá, encontram não só seus cavalos roubados, mas toda a fazenda sob cerco dos índios.

EPISÓDIO 2: INCIDENTE NO JARDIM DO ÉDEN

Rowdy (Eastwood) deixa a fazenda para comprar gado a fim de repor o rebanho. Ele chega à cidade de um excêntrico patriarca inglês vivendo, mas não entende por que ele parece tão apavorado para vender o gado sem a permissão de seu capataz.

E VEJA TAMBÉM:
Rawhide Vol. 1 e 2 (Entrega prevista para 5/4)

Previsão de entrega: 27/4

Previsão de entrega: 27/4

OS OITO ODIADOS (DVD E BLU-RAY)

Durante uma nevasca, o caçador de recompensas John Ruth (Kurt Russell) transporta uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante), que ele espera trocar por uma grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Com o tempo piorando, o grupo busca abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, a desconfiança toma conta dos oito viajantes no local e antigos segredos vem à tona.

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Com a estrutura dramática de uma peça teatral, o filme mantém o suspense e algumas das marcas de Quentin Tarantino, como os longos diálogos espirituosos e a violência estilizada que irrompe, inesperada. Destaque ainda para a fotografia de Robert Richardson e a música de Ennio Morricone, que pela primeira vez assina uma trilha original para o diretor, sendo premiado com o Oscar.

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “Jersey Boys”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

Já saiu em homevideo o bonito e melancólico Inside Llewin Davis – Balada de um Homem Comum. Vale a pena, é garimpo certeiro, com a marca dos diretores e irmãos Ethan e Joel Coen – que conseguem tratar o anti-herói e o cotidiano como ninguém. Com o grande bônus da música folk dos anos 60, já que música boa vira também protagonista.

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Para deleite dos que amam essa época e seu ritmo, outro ótimo filme, também de um grande diretor, está na locadora. Clint Eastwood adapta para a telona o musical da Broadway Jersey Boys, que ganhou o subtítulo em português: Em Busca da Música. Nem precisava. Dê uma espiada no trailer e você já vai entender que o filme é musical por essência – e acho que poderia ser ainda mais. Mas também dá ênfase à vida dos garotos que saíram da vida mundana de New Jersey, onde não tinham qualquer perspectiva de vida, envolveram-se com a máfia e conseguiram, entre trancos e barrancos, formar a banda de rock “The Four Seasons”, que foi um sucesso.

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John Lloyd Young
, que representa Frankie Valli (e tem uma voz incrível e diferenciada), fez também o papel nos palcos da Broadway, assim como outros atores que estão na produção de Eastwood. Além do balanço delicioso das canções, o diretor dá o tom certo ao drama do quarteto que queria fazer sucesso e dinheiro, mas que acaba esbarrando nos desejos e egos individuais. Claro que a produção é caprichosa e reconstitui uma época em que o visual é incomparável.

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Se eu fosse fazer uma dobradinha musical no fim de semana, seria cinema com Jersey Boys, e sofá com Inside Llewin Davis. Folk e rock de uma época que ainda rende muitas boas histórias nas mãos de diretores talentosos.

DIREÇÃO: Clint Eastwood ROTEIRO: Marshall Brickman, Rick Elice ELENCO: John Lloyd Young, Erich Bergen, Michael Lomenda, Vincent Piazza, Christopher Walken, Johnny Cannizzaro  | 2014 (134 min)

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “CURVAS DA VIDA”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

Desde "Na Linha de Fogo" que Clint Eastwood não atuava sob a batuta de outro diretor que não ele mesmo. Ela abre uma exceção para o amigo e produtor Robert Lorenz, que estreia na direção de longa com o bom drama "Curvas da Vida", coestrelado por Amy Adams

Desde “Na Linha de Fogo” que Clint Eastwood não atuava sob a batuta de outro diretor que não ele mesmo. Ele abre uma exceção para seu fiel produtor Robert Lorenz, que estreia na direção de longa com o bom drama “Curvas da Vida”, coestrelado por Amy Adams e já disponível para locação e venda na 2001 Vídeo

Quando Clint Eastwood dirigiu Gran Torino e fez o papel do senhor carrancudo, mau humorado e frustrado no filme, declarou que seria sua última participação como ator no cinema. Depois disso ainda dirigiu J. Edgar, Além da Vida e Invictus. Antes disso, uma infinidade. Só para citar alguns: Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, A Conquista da Honra, Cartas de Iwo Jima, A Troca. Fato é que voltou atrás e abriu uma exceção para Robert Lorenz, produtor de todos esses filmes citados acima. Ou seja, não foi para qualquer um que a intimidade dos 82 anos foi escancarada.

Em Curvas da Vida, Clint faz o papel de um senhor que não quer assumir, perante os colegas de trabalho e a filha, que precisa se aposentar. Não quer assumir para si mesmo que já não enxerga tão bem para continuar sendo olheiro de beisebol e que os computadores estão tomando conta da situação – também nessa área. Mantendo algumas das características de seus personagens anteriores como a teimosia, não abre mão da sensibilidade como fator essencial para encontrar um jogador completo. Curvas da Vida, traduzido do original Trouble with the Curve, faz alusão à bola com efeito arremessada no beisebol. É preciso um bom rebatedor para conseguir pegar essa bola que faz curvas, assim como é preciso jogo de cintura para se adequar às mudanças da vida.

Amy interpreta a filha que tenta se reaproximar do pai (Clint) ausente na infância. Os dois vão unir forças para fazer o peso da experiência profissional de décadas de um veterano olheiro de beisebol

Em breve na pele de Lois Lane em “Homem de Aço”, Amy interpreta a filha que tenta se reaproximar do pai (Clint) ausente. Ela vai ajudá-lo a provar que décadas de experiência como olheiro de beisebol fazem sim a diferença

Gus (Clint Eastwood) tem uma vida repleta de rancores, situações mal resolvidas com a filha, perdas irreparáveis. E uma capacidade incrível de romper qualquer tentativa de melhoria. Sua filha Mickey (Amy Adams, também em Na Estrada, O Vencedor, Julie & Julia, Dúvida) é uma promissora advogada com talento também para o beisebol, que não desiste do pai. Isso, o forte aqui é a persistência. A teimosia atuando para reverter os danos causados durante tanto tempo.

Curvas da Vida é um filme sobre família e suas tortuosas e complexas relações. Tem seus momentos sensíveis, mas não consegue escapar dos clichês do sentimentalismo. Mas acho que tem algumas coisas que são assim mesmo. As relações familiares são verdadeiros clichês do melodrama. Quem vive sabe disso. Sob esse prisma, o filme é um ensaio sobre uma filha que quer o afeto do pai, e sobre um pai que não sabe como demonstrar o amor reprimido pelas mazelas da vida. Novidade? Nenhuma. Mas adoro Clint Eastwood e isso é suficiente para gostar de vê-lo na tela no auge dos seus 82 anos.

 

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

RANKING 2001: TOP 10 DE JULHO

10. A DANÇARINA E O LADRÃO

O maior galã da Argentina prova mais uma vez sua força: Depois do sucesso de Um Conto Chinês, ele estrela o drama espanhol A Dançarina e o Ladrão, que já entra no TOP 10 da 2001.

9. W.E. – O ROMANCE DO SÉCULO

 

8. A TODA PROVA

Ex-lutadora de MMA, Gina Carano (ao lado de Michael Fassbender) dá uma surra, literalmente, no super elenco masculino de A Toda Prova, thriller de ação dirigido por Steven Soderbergh

7. J. EDGAR

 

6. UM MÉTODO PERIGOSO

Dirigido por David Cronenberg, Um Método Perigoso revisita a amizade (e eventual rompimento) de dois gigantes da psicanálise: Carl Jung (Michael Fassbender, à esquerda) e Sigmund Freud (Viggo Mortensen)

5. HISTÓRIAS CRUZADAS

 

4. SETE DIAS COM MARILYN

Em ótima fase, Michelle Williams ganhou inúmeros elogios – e prêmios, como o Globo de Ouro – por sua sensível personificação da sex symbol Marilyn Monroe em Sete Dias com Marilyn. Só não ganhou o Oscar porque havia Meryl Streep (A Dama de Ferro) na disputa

3. A SEPARAÇÃO

 

2. A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

A exposição multimídia Uma Viagem pelo Mundo de Hugo Cabret, realizada pela 2001 em julho, impulsionou o espetacular filme de Martin Scorsese à vice-liderança do pódio

E, EM PRIMEIRO LUGAR ENTRE OS MAIS ALUGADOS DE JULHO… NÃO DÁ PARA BRIGAR COM O GRANDE VENCEDOR DO OSCAR 2012:

1. O ARTISTA

 

VENCEDOR DO OSCAR DE MELHOR FILME, DIREÇÃO (MICHEL HAZANAVICIUS), ATOR (JEAN DUJARDIN), FIGURINO E TRILHA SONORA, O LONGA FRANCÊS TAMBÉM ESTÁ DISPONÍVEL PARA VENDA EM DVD E BLU-RAY EM NOSSO SITE – E EM UMA 2001 PERTO DE VOCÊ!

OPINIÃO: J. EDGAR

Dirigido por Clint Eastwood, o filme estrelado por Leonardo DiCaprio acabou esquecido pela Academia de Hollywood nas indicações ao Oscar deste ano. A cinebiografia do ex-diretor do FBI já pode ser conferida em DVD e Blu-ray, para locação e venda, nas lojas da 2001

Toda a complexidade de um homem que dedicou a sua vida à justiça é mostrada em J. Edgar, o mais recente trabalho do diretor Clint Eastwood (Menina de Ouro). Com Leonardo DiCaprio (Foi Apenas um Sonho) no papel-título, o filme conta a trajetória do homem que fundou o FBI – e que o comandou com punhos de ferro.

O verdadeiro John Edgar Hoover (1895-1972) e Leonardo DiCaprio, seu intérprete na cinebiografia de Clint Eastwood

Retratar no cinema uma pessoa que divide opiniões não é uma tarefa das mais fáceis. Eastwood optou por manter o foco na vida profissional de J. Edgar, mostrando momentos importantes da história americana e, de maneira singela, algumas particularidades de sua vida pessoal – como a complexa relação com a mãe e todo o companheirismo de Clyde Tolson. Com isso, formou o retrato de uma grande personalidade pública, respeitando a sua imagem e ao mesmo tempo mostrando suas divergências.

Bem distante dos papéis de galã, DiCaprio aparece em seu papel menos glamouroso em J. Edgar

Pela interpretação firme, DiCaprio foi indicado ao Globo de Ouro de melhor ator em drama, prêmio que acabou indo para George Clooney por seu trabalho em Os Descendentes, também disponível no acervo da 2001 Vídeo.

 

Comentário de
Graciela Paciência
Colaboradora da 2001 Sumaré
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