comédia

CLÁSSICOS DA COMÉDIA, COM O MELHOR DE JERRY LEWIS E BUSTER KEATON

FALECIDO EM AGOSTO DESTE ANO, LEWIS TEM MAIS LANÇAMENTOS DE SUA FILMOGRAFIA EM DVD: A COLEÇÃO “JERRY LEWIS – O GÊNIO DA COMÉDIA” – COM 4 FILMES DIRIGIDOS POR ELE, ALÉM DE INÚMEROS EXTRAS -, “RABO DE FOGUETE” E “BOEING BOEING“, TODOS DOS ANOS 60. E O BOX “BUSTER KEATON – ED. ESPECIAL” REÚNE, EM 8 DISCOS, 12 FILMES DO COMEDIANTE, INCLUINDO O CELEBRADO “A GENERAL” (1926).

JERRY LEWIS – O GÊNIO DA COMÉDIA

Com a morte do ator – considerado um dos maiores comediantes da história do cinema -, em 20 de agosto de 2017, sai agora em DVD a coleção com quatro clássicos dirigidos e estrelados por Lewis nos anos 1960. Os títulos incluídos no box estão entre seus melhores trabalhos e estavam há anos fora de catálogo no mercado de home vídeo brasileiro.

Os filmes vem acompanhados de extras – como comentários de Lewis e cenas excluídas -, e somente um, “O Terror das Mulheres”, apresenta a dublagem clássica em português da Sessão da Tarde.

O MENSAGEIRO TRAPALHÃO (1960)

Tudo pode dar errado – e dá – quando Lewis interpreta Stanley, um mensageiro mudo e trapalhado, no sofisticado Hotel Fontainebleau, em Miami Beach (Flórida). Em preto e branco, é a aclamada estreia do ator na direção, quase filme mudo com brilhantes cenas de humor visual.

EXTRAS: Cenas selecionadas com comentários em áudio (legendados em português) de Jerry Lewis e Steve Lawrence, cenas inéditas, trailer de cinema.

MOCINHO ENCRENQUEIRO (1961)

Contratado para ser “os olhos e os ouvidos” de um chefão de Hollywood na Paramutual Pictures, Morty S. Tashman (papel de Lewis) deve percorrer o local e depois contar ao chefe toda e qualquer atividade desonesta ou questionável.

EXTRAS: Erros de gravação.

O TERROR DAS MULHERES (1961)

Lewis interpreta Herbert, um rapaz tímido que, depois de ser chutado por sua garota, desenvolve fobia em relação ao sexo oposto. A confusão acontece quando Herbert consegue emprego numa enorme pensão de mulheres.

Obs. Opção de áudio com a dublagem em português das antigas exibições da TV brasileira.

EXTRAS: Cenas selecionadas com comentários em áudio (legendados em português) de Jerry Lewis e Steve Lawrence, trailer de cinema, trailer teaser.

O OTÁRIO (1964)

Quando um popular animador tem uma morte prematura, seus associados correm para encontrar um substituto, que acaba sendo Stanley Belt, um pacífico empregado de hotel.

EXTRAS: Cenas selecionadas com comentários em áudio (legendados em português) de Jerry Lewis e Steve Lawrence, trailer de cinema.

E VEJA TAMBÉM:

BOEING BOEING (1964)

Comédia baseada em peça de teatro homônima de Marc Camoletti, adaptada para o cinema por Edward Anhalt (“Becket”). Em seu último trabalho para a Paramount, Lewis divide a cena com Tony Curtis, que interpreta Bernard Lawrence, mulherengo jornalista americano que vive em Paris. O bon vivant mantém simultaneamente três aeromoças como noivas, até que elas se cruzam na “Cidade Luz”, para desespero de Lawrence. Lewis vive um jornalista rival que vem aumentar a confusão. Edição remasterizada com a dublagem clássica da TV mais card.

EXTRAS: Entrevista com Jerry Lewis.

RABO DE FOGUETE (1960)

Indicado ao Oscar de melhor direção de arte (em preto e branco), o filme é uma versão da bem-sucedida peça da Broadway “Visita a um Pequeno Planeta”, de Gore Vidal. Nesta adaptação dirigida por Norman Taurog (de “O Rei do Laço”), Lewis encarna Kreton, um alienígena trapalhão fascinado pelos seres humanos. Ele vem à Terra durante suas férias para estudar os terráqueos, mas sem habilidade para compreendê-los, provoca muitas confusões.

BUSTER KEATON – EDIÇÃO ESPECIAL (8 DVDs)

Box no formato digipak – com 8 discos e 6 cards colecionáveis – trazendo versões remasterizadas dos melhores filmes do comediante, famoso por sua persona impassível, que lhe rendeu o apelido de “O homem que nunca ri”.

Edição especial com 12 filmes (incluindo longas e médias-metragens), 32 curtas-metragens e mais de 3 horas de extras, com depoimentos de Orson Welles, Gloria Swanson, pequenos documentários e muito mais!

Joseph Francis Keaton Jr. nasceu em 4 de outubro de 1895, em Piqua (Kansas, EUA). Seus pais eram comediantes reconhecidos, em especial pelo mágico Harry Houdini, que segundo boatos é o responsável pelo nome Buster, incorporado pelo jovem logo cedo. Aos 4 anos de idade, Keaton já encenava esquetes de vaudeville com os pais e outros comediantes famosos. A carreira no cinema começou aos 21 anos, quando iniciou parceria em Nova York com Roscoe Arbuckle. O primeiro longa-metragem escrito e estrelado por Keaton veio em 1923 (“The Three Ages”) e foi um grande sucesso. Quatro anos depois, o comediante realizaria o maior marco de sua carreira, “A General”.

Buster Keaton atuou na televisão e participou em mais de 100 produções cinematográficas.

DISCO 1 – Os primeiros trabalhos de Buster Keaton realizados entre 1917 e 1918:
O MENINO AÇOUGUEIRO (1917) + THE ROUGH HOUSE (1917) + HIS WEDDING NIGHT (1917) + OH DOCTOR! (1917) + CONEY ISLAND (1917) + OUT WEST (1918) + THE BELL BOY (1918) + MOONSHINE (1918) + GOOD NIGHT, NURSE! (1918) + THE COOK (1918).

DISCO 2 – O filme “O Pesado de 1920” e mais 7 curtas, realizados entre 1919 a 1920:
BACK STAGE (1919) + THE HAYSEED (1919) + THE GARAGE (1920) + UMA SEMANA (1920) + O PESADO (1920) + CONVICT 13 (1920) + O ESPANTALHO (1920) + VIZINHOS VIGILANTES (1920).

DISCO 3 – Curtas-metragens realizados entre 1921 a 1922:
A CASA MALUCA (1921) + MÁ SORTE (1921) + THE ‘HIGH SIGN’ (1921) + A CABRA (1921) + THE PLAY HOUSE (1921) + O BARCO (1921) + THE PALEFACE (1922) + O ENRASCADO (1922) + A PARENTELA DA ESPOSA (1922).

• DISCO 4 – O filme “A Antiga e a Moderna de 1923” e mais 6 curtas realizados entre 1922 a 1923:
FERRADURAS MODERNAS (1922) + NO PAÍS DOS GELADOS (1922) + A CASA ELÉTRICA (1922) + SONHO E REALIDADE (1922) + O AERONAUTA (1923) + THE LOVE NEST (1923) + A ANTIGA E A MODERNA (1923).

“Ferraduras Modernas” (1922)

DISCO 5 – Dois longas-metragens e uma média-metragem:
NOSSA HOSPITALIDADE (1923) + BANCANDO O ÁGUIA (1924) + MARINHEIRO POR DESCUIDO (1924).

DISCO 6 – Dois longas-metragens e um média-metragem:
SETE OPORTUNIDADES (1924) + VAQUEIRO AVACALHADO (1925) + BOXE POR AMOR (1926).

DISCO 7 – Dois longas-metragens:
A GENERAL (1926) + AMORES DE UM ESTUDANTE (1927).

DISCO 8 – Dois longas-metragens:
MARINHEIRO DE ENCOMENDA (1928) + O HOMEM DAS NOVIDADES (1928)

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “ UM SANTO VIZINHO”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

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Pode parecer clichê e já vimos alguns filmes com o mesmo tema da amizade do improvável. Aliás, esse tipo de filme é aquele ideal para ver em família. Reafirma o valor da solidariedade e o peso da solidão – bons ingredientes para um filme sobre as dificuldades do convívio, mesmo que isso signifique, pelo menos à primeira vista, mais confusão do que solução.

Índice

Um Santo Vizinho tem esses lugares-comuns, mas é gracioso, tem originalidade e ótimo elenco – acho, inclusive, que lugares-comuns como esse sempre terão espaço no cinema. São retratos da vida e das relações entre as pessoas. Só precisa ser criativo e encontrar um formato que divirta e toque o coração ao mesmo tempo. É aqui que se corre o risco de pastelão novelesco.

Mas com Bill Murray isso é meio difícil – ele consegue ser cômico e trágico ao mesmo tempo. Seu personagem Vincent é mal humorado e ranzinza, está sempre emburrado, é grosseiro e oportunista. Seu único momento de delicadeza é quando faz visitas à casa de repouso. Fora isso, vive resmungando. Inclusive quando Maggie (Melissa McCarthy) muda-se com o filho para a casa ao lado. Recém-separada, aceita a ajuda de Vincent para olhar seu filho Oliver enquanto não chega do trabalho. Da relação improvável e truncada, surge o reconhecimento e a amizade – vínculo cultivado naturalmente, capaz de amolecer até o mais duro veterano de guerra.

ST. VINCENT
Um Santo Vizinho foi indicado para o Globo de Ouro de melhor filme comédia, mas perdeu para O Grande Hotel Budapeste. Gosto do mix de amargura de Murray, com a graça de Melissa McCarthy – sem que ela precisa plantar bananeira e fazer caras e bocas estilo pastelão – e a sinceridade do menino Oliver, na pele do ótimo Jaeden Lieberher. Naomi Watts entra com o clichê nos modos e na linguagem. Mas tudo bem, não está nela o maior holofote.

Confira o trailer de “Um Santo Vizinho“:

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “À PROCURA DO AMOR”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

Sempre que preparo um comentário, é praxe escolher palavras-chave que remetem ao tema do filme. Pensando sobre À Procura do Amor, não há muito como fugir de termos como amizade, amor, romance, casamento. Digo isso porque parece comédia romântica trivial, a começar pelo batido título escolhido em português, que nada tem a ver com o original Enough Said. Parece brega, mas não é. Aliás, eu diria ainda que é exatamente o contrário disso: é daqueles filmes independentes com alma.

cena do filme A Procura do Amor
Pode parecer exagero, mas destoa muito das comédias bobinhas que vemos por aí. A começar pelos diálogos e pelo tom essencial que o filme dá ao relacionamento ao quesito companheirismo. Se tiver humor, tanto melhor! E ainda com o tom casual que a diretora dá ao filme. O essencial junto com o casual dá, realmente, um resultado de realidade, capaz de fazer qualquer um de nós se identificar.

Eva (Julia Louis Dreyfus) é uma massagista despachada e divertida, que já está sofrendo antecipadamente a saída da única filha de casa. Conhece Albert (James Gondolfini), um sujeito espirituoso e divertido, com quem começa a se relacionar. Coincidências à parte, sua filha também está saindo de casa e portanto compartilham da síndrome do “ninho vazio”. Outras boas personagens entram na trama, como a poetisa Marianne (Catherine Keener, também em Sentimento de Culpa, Capitão Phillips, Cyrus) e Sarah (Toni Collette, também em Pequena Miss Sunshine, que contribuem para o tom descontraído e informal que o filme tem.

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Delicioso de assistir, é um recorte da vida de qualquer pessoa comum, desmistificando assuntos como estética e padrão de beleza e colocando-os bem longe do pedestal em que se encontram hoje em dia. Por isso é tão interessante. São personagens da vida como ela realmente é, com suas imperfeições físicas e emocionais, mas que não querem mais do que um bom companheiro de vida.

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DIREÇÃO
e ROTEIRO: Nicole Holofcener ELENCO: Julia Louis-Deyfus, James Gandolfini, Catherine Keener, Toni Collette | 2013 (93 min)

Veja o trailer de “À Procura do Amor”:

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “OS ESTAGIÁRIOS”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

Sejamos honestos: existe uma diferença – ou seria um abismo? – entre a geração que nasceu junto com a internet e que hoje está na casa dos 20 e nós, que já transcendemos a barreira dos “enta” e somos “do século passado”, com se isso fosse o mesmo que dizer “jurássicos”. Trágico, nostálgico, deprimente? Acho que não precisamos ir tão ao fundo do poço assim, mas que há uma diferença, isso ninguém pode negar! Dei um google e descobri que o primeiro site surgiu em 1993 – já não me lembrava. Com ele veio uma geração treinada a naturalmente criar e pensar caminhos digitais, que já permeiam todos os aspectos da nossa existência. E quem não tem esse pensamento digital nato, faz o quê? Ainda tem lugar ao sol?

É por essas e outras que Os Estagiários, estrelado por Vince Vaughn e Owen Wilson (também em Meia-Noite em Paris, Marley e Eu), é bem interessante. Os amigos Billy e Nick são vendedores à moda antiga: marcam reunião e visitam o cliente para tentar fechar a venda. Mas a empresa onde trabalham encerra suas atividades porque o modelo de negócio não funciona mais. É quando eles têm a brilhante ideia de tentar entrar no programa de estágio do Google – uma das vagas mais concorridas do mundo!

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Claro que o perfil quarentão está longe de ser adequado para as expectativas digitais, mas a dupla rala para conseguir uma brecha no meio da garotada cibernética e diverte muito a plateia com as analogias aos anos 80 e 90, com as diferenças na forma de pensar e se comportar. Tem graça quando mostra a sinergia entre o emprego frio da razão de hoje e a emoção de quem já tem experiências de vida. Quem é do tempo em que o fax era o máximo, vai se identificar com muitas das situações e dar boas risadas; quem já nasceu plugado, pode passar a achar que seus pais têm razão em pelo menos alguma coisa.

Veja o trailer:

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CHEGOU “SONHOS DE UM SEDUTOR”, MAIS UM LANÇAMENTO EXCLUSIVO DA 2001

PIONEIRA EM TRAZER GRANDES FILMES INÉDITOS PARA O MERCADO BRASILEIRO, A 2001 VÍDEO APRESENTA, EM PARCERIA COM A CLASSICLINE, UM DOS PRIMEIROS SUCESSOS DE WOODY ALLEN: SONHOS DE UM SEDUTOR, UMA DIVERTIDA HOMENAGEM AO CLÁSSICO CASABLANCA.

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Então com dois trabalhos na direção (O que Há, Tigresa?, Um Assaltante Bem Trapalhão) e algumas participações como ator (Que é que Há, Gatinha?, Cassino Royale), Woody Allen apresentou a peça Play it Again, Sam pela primeira vez na Broadway  em 12 de fevereiro de 1969. Ele escreveu e estrelou o espetáculo, que fez grande sucesso, alcançando a marca de 453 apresentações, até ser adaptado pelo próprio Allen para a telona. Atualmente, uma versão brasileira da peça – com George Sauma, Georgiana Góes, Luana Piovani e Heitor Martinez – está em cartaz no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro.

Dirigida por Herbert Ross (A Garota do AdeusRapaz Solitário), a comédia Sonhos de um Sedutor sai pela primeira vez em DVD no Brasil e marca o início da parceria entre Allen e Diane Keaton no cinema, que atingiria o ápice com os Oscars de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa em 1978.

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Sonhos de um Sedutor começa com o inesquecível final de Casablanca sendo assistido por Allan Felix (Allen), um neurótico crítico de cinema obcecado pelo clássico de 1940. Ele sofre um baque ao ser deixado pela esposa que, questionada sobre o porquê da separação, responde com franqueza desconcertante: “Não suporto o casamento. Não é divertido, você me sufocou. Não há comunicação, e você nem me agrada fisicamente”.

Tirado de sua zona de conforto, o crítico recebe apoio moral de Linda (Diane) e Dick (Tony Roberts), que resolvem ajudá-lo a superar o divórcio por meio de encontros com outras mulheres. Típico intelectual ansioso, autodepreciativo e hipocondríaco de Allen, o protagonista recorre nos momentos de crise a um Humphrey Bogart imaginário, que lhe dá conselhos amorosos. Com o rosto sob as sombras, o clássico casaco e voz característica, o ator Jerry Lacy dá vida ao lendário ator de Casablanca, transformado em guru de masculinidade para Allan, que precisa aprender a ser “durão” como Bogart era nos filmes. “O Mundo é cheio de mulheres. Tudo o que tem a fazer é assoviar.”

“Com as mulheres que tento pontuar, não consigo chegar nem à primeira base.” Allan Felix (Woody Allen) em "Sonhos de um Sedutor"

“Com as mulheres que tento pontuar, não consigo chegar nem à primeira base.”
Allan Felix (Woody Allen) em “Sonhos de um Sedutor”

CURIOSIDADES SOBRE O FILME:

* Embora seja dirigido por Herbert Ross (Funny Lady), Sonhos de um Sedutor é puro Woody Allen, que estrelou e escreveu o filme, além de estabelecer a figura do intelectual atrapalhado e neurótico presente em seus trabalhos seguintes.

* Lançado em 1972, Sonhos de um Sedutor é baseado em peça teatral escrita e protagonizada por Allen em 1969.

* Além de Allen, Diane Keaton, Tony Roberts e Jerry Lacy repetiram seus papéis dos palcos na adaptação cinematográfica.

A comédia marca a primeira das oito colaborações entre Woody Allen e Diane Keaton no cinema.

A comédia marca a primeira das oito colaborações entre Woody Allen e Diane Keaton no cinema.

* Sonhos de um Sedutor é o único filme de Woody Allen e Diane juntos que ele não dirigiu.

* Concebido para ser filmado em Manhattan, acabou sendo rodado em São Francisco, tornando-se um raro trabalho de Woody Allen não realizado em Nova York antes da reinvenção do cineasta na década de 2000.

playItAgainSam* O crítico Allan Felix escreve para uma revista de cinema chamada “Film Weekly” e seu apartamento é decorado com pôsteres de clássicos como Garras Amarelas (1942), Sirocco (1951) e A Condessa Descalça (1954), todos estrelados por… Humphrey Bogart.

* O protagonista de Casablanca nunca proferiu a clássica frase “Play it Again, Sam” [Toque de novo, Sam] que nomeia a peça e o título original de Sonhos de um Sedutor.

* Além das alusões óbvias à Casablanca, Sonhos de um Sedutor apresenta inúmeras referências cinematográficas (Erich von Stroheim, François Truffaut, Ida Lupino).

* Ao som de As Times Goes By, a sequência final no aeroporto recria o inesquecível desfecho – e um dos diálogos – de Casablanca.


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(Play It Again, Sam, EUA, 1972, Cor/P&B, 85′)
Classicline – Arte – 14 anos
Direção: Herbert Ross
Elenco: Woody Allen, Diane Keaton, Tony Roberts, Jerry Lacy, Susan Anspach, Jennifer Salt

Sinopse: Depois de ser abandonado pela esposa, Allan, um crítico de cinema obcecado por Casablanca, recebe apoio de Linda e Dick, além de conselhos amorosos de um Humphrey Bogart imaginário. Em busca de um novo relacionamento, o neurótico Allan embarca em encontros românticos desastrosos, até perceber que está apaixonado por sua melhor amiga, Linda.

MAIS FILMES COM WOODY ALLEN COMO ATOR (OU ROTEIRISTA), SEM DIRIGIR:

"Testa de Ferro por Acaso", dirigido por Martin Ritt

“Testa de Ferro por Acaso”, dirigido por Martin Ritt

O Que É Que Há, Gatinha? (1965) 
Cassino Royale (1967)
Testa de Ferro por Acaso (1976)
Cenas em um Shopping (1990)
Paris-Manhattan (2012)

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: INÉDITOS NOS CINEMAS, AGORA NA 2001

Confira a seguir as dicas da equipe 2001 Vídeo:

Frank e o Robô
(Robot & Frank, EUA, 2012, Cor, 89′)
Sony – Drama – 12 anos
Direção: Jake Schreier
Elenco: Frank Langella, James Marsden, Liv Tyler, Peter Sarsgaard, Susan Sarandon, Jeremy Sisto

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Ambientado “em um futuro próximo”, numa bucólica cidade nos arredores de Nova York, o filme é um singelo conto em torno de Frank (Frank Langella, indicado ao Oscar por “Frost/Nixon“). Aos 70 anos, já aposentado, o personagem vive solitário numa casa afastada da cidade ou vizinhos, e começa a demonstrar sinais de perda da memória. Ele fala com Hunter (James Marsden), o filho mais velho, como se este ainda estivesse na universidade e esquece que seu restaurante favorito fechou há anos. Preocupado, Hunter presenteia o pai com um robô “coordenador de saúde”, uma espécie de mordomo que irá ajudar nas tarefas domésticas e lhe fazer companhia.

Avesso a novas tecnologias, Frank desdenha do presente e custa a aceitar a ajuda do robô (dublado por Peter Sarsgaard), mas com o tempo começa a aceitá-lo, já que a máquina revela-se mais versátil do que ele pensava. Não só versátil, mas confidente e até colaborativa, a partir do momento em que a trama revela que o pacato protagonista cumpriu, no passado, pena na prisão por assalto e evasão fiscal. O robô começa a aprender os truques e a ajudar o ladrão, que planeja a volta à ativa com um novo golpe.

Premiado nos EUA, e inédito no Brasil, o filme conta ainda com a presença sempre marcante de Susan Sarandon, no papel de uma amiga (e interesse amoroso) de Frank

Premiado nos EUA, e inédito no Brasil, o filme conta ainda com a presença sempre marcante de Susan Sarandon, no papel de uma amiga (e interesse amoroso) de Frank

Vencedor do prêmio Alfred P. Sloan no Festival de Sundance em 2012, “Frank e o Robô” toma caminhos inesperados com a subtrama de assalto, mas prende mesmo a atenção é com a espirituosa (e por vezes inusitada) interação entre o grande ator Frank Langella e seu comparsa cibernético.

 
Temple Grandin*
(Idem, EUA, 2010, Cor, 107′)
Warner – Drama – 10 anos
Direção: Mick Jackson
Elenco: Claire Danes, Julia Ormond, David Strathairn, Catherine O’Hara

02Alçada à fama com “Romeu + Julieta” (1996), no qual atuou ao lado de Leonardo DiCaprio, Claire Danes reinventou-se como atriz ao protagonizar, em 2010, o telefilme “Temple Grandin”. Consolidada na TV americana, logo depois ela brilharia também na aclamada série “Homeland“.

Parcialmente narrado em flashbacks, o premiado telefilme da HBO é baseado na história real da personagem-título, uma autista que revolucionou o tratamento do gado para abate na América, além de lutar contra o estigma de uma doença pouco compreendida na época.

Temple lutou a vida inteira para superar os desafios impostos pelo autismo e conseguiu tirar proveito de sua excepcional habilidade de pensar e ver o mundo em imagens. Sua trajetória começa nos anos 1960, com a entrada numa escola especial, onde conhece um professor (David Strathairn, de “Boa Noite e Boa Sorte”) que acredita em seu potencial. Sem jamais desistir, ela consegue ingressar na universidade e trabalhar na indústria do gado.

Claire Danes, com o Emmy recebido pelo telefilme, posa ao lado da verdadeira Temple Grandin. Antes de ser consagrada pelo papel  de Carrie na série "Homeland", a atriz reinventou a sua carreira ao estrelar o premiado telefilme da HBO, agora disponível para locação na 2001

Claire Danes (com o prêmio Emmy) posa ao lado da verdadeira Temple Grandin [confira no video abaixo um depoimento dela sobre o autismo]. Antes de se consagrar com o papel de Carrie na série “Homeland”, a atriz reinventou a sua carreira ao estrelar o premiado telefilme da HBO, agora disponível para locação na 2001

Vencedora dos principais prêmios da TV, como o Emmy e o Globo de Ouro de melhor atriz, Claire vive um grande arco dramático de Temple, da adolescência até o período pós-faculdade, sem cair na caricatura de uma autista. É uma atuação emocionante, e o principal motivo para o sucesso da cinebiografia, que acerta ainda ao materializar em imagens o fascinante processo mental de Temple.

* Emmy de melhor telefilme, direção, atriz (Claire Danes), atriz coadjuvante (Julia Ormond), ator coadjuvante (David Strathairn), trilha sonora e montagem

Música da Alma
(The Sapphires, AUS, 2012, Cor, 103′)
Paris – Drama – Verifique a classificação indicativa
Direção: Wayne Blair
Elenco: Chris O’Dowd, Deborah Mailman, Jessica Mauboy, Kylie Belling, Lynette Narkle

03Diferentemente do que o pôster possa sugerir, “Música da Alma” não é uma variação australiana de “Dreamgirls“, e sim um recorte da trajetória de um grupo de soul formado por quatro mulheres aborígenes, que lutam contra a discriminação racial nos anos 1960.

Tony Briggs transformou a história de sua mãe – integrante do quarteto The Sapphires (As Safiras) original – num espetáculo musical em 2004 e transpôs a peça para o cinema em 2012. O filme retrata o abismo social enfrentado pelos povos indígenas na Austrália e apresenta, nesse cenário, um trio de irmãs aborígenes, com incrível talento para o canto, que acaba descoberto por Dave Lovelace (Chris O’Dowd, de “Missão Madrinha de Casamento”).

Músico irlandês fracassado que trabalha como DJ, Dave torna-se empresário das jovens e as estimula a trocar o estilo country/música de raiz pelo soul. Com a adição de uma quarta integrante, surge o grupo The Sapphires, assim batizado em menção ao sucesso das Supremes nos EUA.

 
Intérpretes de clássicos da Motown, as cantoras irão enfrentar o desafio de entreter as tropas americanas durante a Guerra do Vietnã, em 1968. Expostas aos horrores do conflito, “as Safiras” começam a refletir sobre a sua identidade, ao servir de atração a outro tipo de colonizador.

O Sistema
(The East, EUA/ING, 2013, Cor, 116′)
Fox – Drama – 14 anos
Direção: Zal Batmanglij
Elenco: Brit Marling, Alexander Skarsgård, Ellen Page, Toby Kebbell, Patricia Clarkson, Julia Ormond

04Revelada na ficção-científica indie “A Outra Terra“, a atriz Brit Marling coescreveu – ao lado do diretor Zal Batmanglij – o explosivo drama “O Sistema”, exibido no Festival de Sundance em 2012. Produzidos pelos irmãos Ridley (de “O Conselheiro do Crime”, que acaba de estrear no Brasil) e Tony Scott (falecido em 2012), o longa acompanha a jornada de Sarah (Brit), funcionária de uma empresa de segurança privada. Ambiciosa, ela é escolhida para atuar como agente infiltrada num grupo de ativistas radicais denominado “O Leste” (The East, título original do filme).

“Somos o Leste e este é apenas o começo”, informa em voz off na abertura Izzy (Ellen Page, de “Juno”), uma das militantes do grupo “eco-terrorista” que planeja, nos próximos seis meses, contra-atacar três grandes empresas supostamente responsáveis por comercializar produtos nocivos à saúde ou à natureza. Sarah consegue entrar nessa espécie de coletivo anarquista, formado por jovens bem nascidos que optaram por viver idealisticamente, escondidos numa fazenda.

Inédito no Brasil, "O Sistema" traz no elenco Brit Marling ("A Negociação"), Alexander Skarsgård ("Melancolia"), Ellen Page ("A Origem) e Toby Kebbell ("Rocknrolla"). Dotado de relevância assustadora hoje, o roteiro do filme serve de alerta para os perigos do ativismo que desemboca na violência

Inédito no Brasil, e assustadoramente relevante hoje, “O Sistema” traz no elenco Brit Marling (“A Negociação”), Alexander Skarsgård (“Melancolia”), Ellen Page (“A Origem”) e Toby Kebbell (“Rocknrolla”)

Não demora para a agente disfarçada ganhar a confiança de seu alvo, e ao mesmo tempo simpatizar cada vez mais com seus ideais, além de se deixar envolver por seu líder – o misterioso e sedutor Benji. Interpretado por Alexander Skarsgaard (um dos vampiros de “True Blood“), o personagem, de aura messiânica, confere conotação de culto à organização “ativista”, que comete atos extremos como envenenar os funcionários de uma empresa farmacêutica com o mesmo remédio por ela fabricado e que custou a vida de pacientes inocentes.

Com seu grupo de anarquistas/terroristas dotados de consciência social, o filme entra em um terreno perigoso, ainda mais nos dias atuais com a eclosão de violentas manifestações populares ao redor do mundo. As motivações dos personagens de “O Sistema” partem de causas legítimas, mas seus atos incorrem na velha justiça com as próprias mãos.

 
Spring Breakers – Garotas Perigosas
(Spring Breakers, EUA, 2012, Cor, 94′)
Universal – Drama – 18 anos
Direção: Harmony Korine
Elenco: Vanessa Hudgens, Selena Gomez, Ashley Benson, Ashley Benson, Rachel Korine

05Corroteirista de “Kids” e diretor de “Gummo – Vidas sem Rumo”, Harmony Korine volta a causar polêmica com “Spring Breakers”, filme que atingiu inesperado sucesso de bilheteria nos EUA, apresentando um retrato nada lisonjeiro da juventude atual.

O longa acompanha a busca incessante por novas sensações e, acima de tudo, prazer, que preenche o vazio de quatro amigas que vão passar, no calor da Flórida, as tais férias de primavera do título. Sob o olhar crítico e ao mesmo tempo fetichista de Korine, as personagens interpretadas por Selena Gomez (“Ramona e Beezus”), Ashley Benson (“The OC”), Vanessa Hudgens (de “High School Musical”!) e Rachel Korine (esposa do diretor) entram numa espiral de sexo e drogas que culmina com a sua prisão.

A liberdade, mediante o pagamento de fiança, vem na figura de um extravagante traficante chamado Al (ou “Alien”), interpretado por James Franco, que compõe uma caricatura dos “gangsta rappers”. Fã de “Scarface”, o bandido simboliza a ostentação material do “sonho americano” levado às últimas consequências, com seus carros de luxo, roupas de marca e vocabulário limitado.

 
Imagens de farras sexuais adolescentes à la, por exemplo, “Jersey Shore” (da MTV) ou “Wild On” (do canal “E”) pontuam a narrativa como um contraponto irônico à realidade fantasiosa das protagonistas. “Você tem que fingir que é um jogo de videogame”, afirma, despreocupadamente, uma das jovens em determinado momento. À semelhança de um longo videoclipe lisérgico – pense em, por exemplo, “Smack My Bitch” da banda Prodigy -, o filme, goste ou não, recria o estado de letargia mental de jovens que confundem diversão com transgressão, ou até mesmo violência. A pergunta é: a troco de quê?

Butter – Deslizando na Trapaça
(Butter, EUA, 2011, Cor, 90′)
Europa – Comédia – Verifique a classificação indicativa
Direção: Jim Field Smith
Elenco: Jennifer Garner, Yara Shahidi, Ty Burrell, Hugh Jackman, Olivia Wilde, Alicia Silverstone

06Sem chamar a atenção no cinema desde o o escândalo que causou em “O Último Tango em Paris“, a manteiga ganha destaque na comédia de humor negro apropriadamente chamada “Butter”. Caricatura da classe média estadunidense, a produção explora as idiossincrasias de uma competição de “escultura de manteiga” que, por mais incrível que possa parecer para nós do sul do Equador, é uma prática comum no norte dos EUA.

Considerado o “Michelangelo da margarina”, por vencer o campeonato anual 15 vezes, Bob Pickler (Ty Burrell, de “Modern Family”) sai da disputa para dar lugar a sua ambiciosa esposa Laura (Jennifer Garner, “De Repente 30”).

Alpinista social, conservadora e neurótica, a madame fará de tudo para vencer, mas encontra uma adversária mais talentosa: uma menina afro-americana de apenas 11 anos. Em busca de reconhecimento social em seu mundinho de aparências, a personagem de Jennifer entra num crescendo de insanidade com a simples possibilidade de perder, lembrando outra obsessiva do cinema, a protagonista de “Eleição” (1999). A trama de enganos e intrigas se complica com a entrada de uma stripper (a bela Olivia Wilde, de “House“) e de um vendedor de carros, vivido pelo Wolverine (e galã) Hugh Jackman.

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: HUMOR PARA TODOS OS GOSTOS EM 5 LANÇAMENTOS

Confira a seguir as dicas da equipe 2001 Vídeo:

As Loucuras de Charlie
(A Glimpsey Inside the Mind of Charles Swan III, EUA, 2012, Cor, 86′)
Direção: Roman Coppola
Elenco: Charlie Sheen, Jason Schwartzman, Bill Murray, Patricia Arquette, Mary Elizabeth Winstead

05Inédito nos cinemas brasileiros, apesar da presença do astro Charlie Sheen (“Two and a Half Man”), o filme é uma inusitada comédia dramática escrita e dirigida por Roman Coppola (da sátira CQ, de 2001). Filho do lendário diretor de “O Poderoso Chefão”, Roman criou uma sátira amarga em torno da persona de Sheen, que interpreta um artista gráfico mergulhado nas próprias lembranças – e fantasias.

O ator aparece logo no início, sob o nome de Charles Swan III, numa consulta médica que conclui que 70% de sua mente é ocupada com sexo – referência óbvia ao astro famoso por suas estripulias. A atribulada vida pessoal de Sheen ecoa em toda a trama, que ganha tom amargo ao acompanhar a derrocada de seu personagem. Abandonado pela mulher e preso entre lembranças do passado e fantasias – como a cena em que Sheen canta Águas de Março ao lado da amada -, Charles/Charlie vai parar no hospital, esgotado física e mentalmente.

Vencedor do prêmio de “Melhores Bobagens”, outra auto-crítica às polêmicas provocadas por Sheen na mídia americana, o protagonista mergulha em uma jornada metalinguística que mistura a persona do ator com a do personagem em sequências oníricas que transitam entre gêneros: comédia, drama de ascensão e queda de um ídolo, musical, e até o western é parodiado. E justamente Bill Murray (de Encontros e Desencontros) é quem dá vida a um cowboy num dos delírios de Charles, quando na verdade é apenas seu contador.

 
Uma Ladra Sem Limites
(Identity Thief, EUA, 2013, Cor, 111′)
Direção: Seth Gordon
Elenco: Jason Bateman, Melissa McCarthy, Jon Favreau, Amanda Peet, Robert Patrick

01Indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Missão Madrinha de Casamento”, e estrela da série “Mike & Molly” na TV, Melissa McCarthy interpreta Diana, vigarista que assume a identidade de Sandy (Jason Bateman, de “Eu Queria Ter a Sua Vida”), transformando a vida dele num inferno. Com apenas uma ligação, ela finge ser do serviço de segurança do cartão de crédito dele, e consegue confirmar seus dados pessoais.

Sob o signo da Lei de Murphy elevada à enésima potência, Sandy arrisca tudo ao deixar a empresa em que trabalha para criar, ao lado de amigos insatisfeitos, uma nova companhia. À espera do terceiro filho, esse pai de família “certinho” finalmente descobre ter sido vítima de fraude, já que foram realizadas inúmeras compras com o seu cartão na Flórida, enquanto ele vive no Colorado. Para piorar tudo, é preso e seu limite de crédito, esgotado.

Dirigido por Seth Gordon (“Parks and Recreation”, “Quero Matar Meu Chefe“), o filme vira um movimentado “road movie” a partir  do momento em que Sandy vai atrás da estelionatária que fraudou seu nome, dando início a uma série de confusões. Na pele de Diana, Melissa empresta seu humor bonachão a uma personagem malandra e de maus modos, mas que ao longo da narrativa ganha um pouco de humanidade ao conviver com o protagonista. É o contraste entre as personalidades de Bateman e Melissa que sustenta essa movimentada comédia de erros em tempos de crise, com cada um tentando se salvar financeiramente.

Em cartaz nos cinemas com a comédia "As bem Armadas" (ao lado de Sandra Bullock), Melissa McCarthy participa também de "Se Beber, Não Case! Parte 3", também disponível em DVD e Blu-ray na 2001. Ela vem especializando-se em papéis de mulheres desbocadas e duronas como a estelionatária Diana de "Uma Ladra Sem Limites"

Em cartaz nos cinemas com a comédia “As bem Armadas” (ao lado de Sandra Bullock), Melissa McCarthy participa também de “Se Beber, Não Case! Parte 3”, também disponível em DVD e Blu-ray na 2001. Ela vem especializando-se em papéis de mulheres desbocadas e duronas como a estelionatária Diana de “Uma Ladra Sem Limites”

Se Beber, Não Case! Parte 3
(The Hangover – Part III, EUA, 2013, Cor, 100′)
Direção: Todd Phillips
Elenco: Bradley Cooper, Zach Galifianakis, Ed Helms, Justin Bartha, Ken Jeong, John Goodman, Melissa McCarthy

04Inesperado sucesso de bilheteria em 2009, o primeiro filme da trilogia de Todd Phillips surpreendeu público e crítica com um roteiro engenhoso, menos óbvio que a média produzida em Hollywood, e ainda revelou o comediante Zach Galifianakis.

A partir do “day after” de um grupo de amigos que acorda sem saber o que aconteceu após uma grande farra, segue-se a busca pela verdade, primeiro em Las Vegas, e depois em Bangkok, no 2º filme. No fecho da trilogia, a fórmula dá lugar a outra situação: desta vez, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach) são chantageados por um perigoso mafioso (o ótimo John Goodman, de “O Grande Lebowski“), que sequestrou Doug (Justin Bartha) em troca do paradeiro do tresloucado Mr. Chow (Ken Jeong).

Em meios a mais desventuras em Las Vegas, Alan torna-se cada vez mais instável mentalmente, a atriz Melissa McCarthy surge como seu interesse amoroso, e volta a stripper vivida por Heather Graham no primeiro filme. Confira ainda, nos extras do DVD e do Blu-ray, cenas deletadas da edição final e erros de gravação.

 
O Concurso
(Idem, BRA, 2013, Cor, 86′)
Direção: Pedro Vasconcelos
Elenco: Danton Mello, Fábio Porchat, Rodrigo Pandolfo, Anderson Di Rizzi, Sabrina Sato, Carol Castro, Pedro Paulo Rangel, Jackson Antunes

06Segundo os créditos de abertura do filme, todo ano 13 milhões de brasileiros concorrem a algum tipo de concurso público, um caminho profissional cada vez mais sedutor em virtude da estabilidade no emprego, dos salários vantajosos e outros benefícios.

Durante o exame oral da seleção final de uma vaga para juiz federal, são apresentados os personagens principais de O Concurso: o malandro carioca Caio Madureira (Danton Mello, “Vai que Dá Certo”), o gaúcho Rogério Carlos (o onipresente Fábio Porchat, do portal Porta dos Fundos) e o paulistano do interior Bernardo (Rodrigo Pandolfo). Em flashbacks, os três, além do cearense Freitas (Anderson Di Rizzi, da novela “Amor à Vida”), aparecem 1 semana antes da prova final. A trajetória dos quatro começa com a descoberta da classificação na primeira fase do concurso e segue até a constrangedora apresentação frente aos juízes.

Prontos para a prova, Rogério, Freitas e Bernardo desembarcam no Rio de Janeiro às vésperas da prova, e ainda têm o fim de semana livre. Ingênuos e sem conhecer a cidade, envolvem-se com outro candidato (e adversário em potencial), o trambiqueiro Caio. Espécie de advogado “porta de cadeia”, ele já comprou o gabarito da prova e leva o trio a participar dessa contravenção. Juntos, vão até uma favela para entregar o dinheiro para um chefão do crime, dando início a uma série de confusões, incluindo tiroteios com traficantes, festas de arromba, e até a participação de Sabrina Sato (do programa “Pânico na TV”), no papel de uma “dominatrix” louca para transar com um dos rapazes.

"Se Beber, Não Case" à brasileira: Rodrigo Pandolfo, Anderson Di Rizzi, Fábio Porchat e Danton Mello em cena: fim de semana de trapalhadas inimagináveis dois dias antes da prova que pode mudar suas vidas

“Se Beber, Não Case” à brasileira: Rodrigo Pandolfo, Anderson Di Rizzi, Fábio Porchat e Danton Mello em cena: fim de semana de trapalhadas inimagináveis dois dias antes da prova que pode mudar suas vidas

Repleta de referências sexuais, a comédia brinca com clichês regionais e não deixa de ser uma incursão brasileira no tradicional filão de comédias norte-americanas centradas em grandes farras masculinas.

Minha Mãe é uma Peça
(Idem, BRA, 2013, Cor, 84′)
Direção: Andre Pellenz
Elenco: Paulo Gustavo, Rodrigo Pandolfo, Ingrid Guimarães, Ana Karolina Lannes, Herson Capri

08Simplesmente a maior bilheteria de um filme nacional em 2013, com mais de 4,5 milhões de espectadores, a comédia confirma o nome de Paulo Gustavo como novo astro do gênero. Baseado em peça teatral homônima, criada e estrelada pelo comediante, o longa segue o cotidiano da neurótica Dona Hermínia, uma mãe coruja, carente e recém-divorciada. Super protetora, ela vigia com mão de ferro os seus dois filhos adolescentes, Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo, de “O Concurso”), e ainda precisa lidar com seu ex-marido (Herson Capri) e sua nova mulher (Ingrid Guimarães).

Sucesso também na TV, com o sitcom “Vai que Cola”, Gustavo já prepara a continuação do longa-metragem, prevista para estrear em 2014.

CONTAGEM REGRESSIVA PARA WOODY ALLEN NA 2001: EM BREVE, “SONHOS DE UM SEDUTOR” EM DVD NO BRASIL

PIONEIRA EM TRAZER GRANDES FILMES INÉDITOS PARA O MERCADO BRASILEIRO, A 2001 VÍDEO APRESENTA, EM PARCERIA COM A CLASSICLINE, UM DOS PRIMEIROS SUCESSOS DE WOODY ALLEN

Com mais de 30 anos de experiência no mercado de home vídeo, a 2001 Vídeo continua a tradição de descobrir e lançar filmes importantes para os amantes da sétima arte e, a partir de 1/11 (previsão), irá disponibilizar para locação e venda o clássico Sonhos de um Sedutor (1972), comédia escrita e protagonizada por ninguém menos que Woody Allen.

woody

Então com dois trabalhos na direção (O que Há, Tigresa?, Um Assaltante Bem Trapalhão) e algumas participações como ator (O que é que Há, Gatinha?, Cassino Royale), Allen apresentou a peça Play it Again, Sam pela primeira vez na Broadway em 12 de fevereiro de 1969. Escrito e estrelado por ele, o espetáculo fez grande sucesso, alcançando a marca de 453 apresentações até março do ano seguinte.

Em 1972, a peça foi adaptada para a telona pelo próprio comediante sob o título Sonhos de um Sedutor, incluindo mais três atores da versão teatral – Diane Keaton, Tony Roberts e Jerry Lacy. Dirigida por Herbert Ross (A Garota do Adeus, Rapaz Solitário), a comédia marca o início da parceria entre Allen e Diane no cinema, que atingiria o ápice com os Oscars de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa em 1978.

casablanca

O filme começa com o inesquecível final de Casablanca sendo assistido por Allan Felix (Allen), um neurótico crítico de cinema obcecado pelo clássico de 1940. Ele sofre um baque ao ser deixado pela esposa que, questionada sobre o porquê da separação, responde com franqueza desconcertante: “Não suporto o casamento. Não é divertido, você me sufocou. Não há comunicação, e você nem me agrada fisicamente”. Em apenas um diálogo, a escrita espirituosa de Allen resume não só as frustrações da personagem, mas as de qualquer mulher contemporânea.

Tirado de sua zona de conforto, o crítico recebe apoio moral de Linda (Diane) e Dick (Tony Roberts), que resolvem ajudá-lo a superar o divórcio por meio de encontros com outras mulheres. Típico intelectual ansioso, auto-depreciativo e hipocondríaco de Allen, o protagonista recorre nos momentos de crise a um Humphrey Bogart imaginário, que lhe dá conselhos amorosos. Com o rosto sob as sombras, o clássico casaco e voz característica, o ator Jerry Lacy dá vida ao lendário ator de Casablanca, transformado em guru de masculinidade para Allan, que precisa aprender a ser “durão” como Bogart era nos filmes. “O Mundo é cheio de mulheres. Tudo o que tem a fazer é assoviar.”

Allan Felix (Allen) e seu amigo imaginário, simplesmente Humphrey Bogart (Jerry Lacy, ótimo)

Allan Felix (Allen) e seu amigo imaginário, simplesmente Humphrey Bogart (Jerry Lacy)

Conhecido por seu humor intelectual, Allen também se aperfeiçoava na comédia física, protagonizando sequências hilárias como os preparativos de seu personagem para o primeiro encontro pós-separação e a aproximação amorosa hesitantemente atrapalhada junto a melhor amiga Linda.

Primeiro grande sucesso comercial de Allen, Sonhos de um Sedutor acompanha um adorável cinéfilo que precisa recorrer ao seu ídolo para ter algum sucesso com as mulheres. Sucesso que Allen conseguiu, ao ver consolidada, nos anos 1970, a persona cômica do neurótico mais amado do cinema.

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: “SESSÃO COMÉDIA”

Confira a seguir as dicas da equipe 2001 Vídeo:

O Incrível Mágico Burt Wonderstone
(The Incredible Burt Wonderstone, EUA, 2013, Cor, 100′)
Warner – Comédia – 14 anos
Direção: Don Scardino
Elenco: Steve Carell, Steve Buscemi, Olivia Wilde, Jim Carrey, James Gandolfini, Alan Arkin

001Inédito nos cinemas brasileiros, apesar da presença de dois astros da comédia americana – Steve Carrell (O Virgem de 40 Anos) e Jim Carrey (O Mentiroso) -, o filme satiriza os espetáculos de ilusionismo que fazem parte da indústria de espetáculos em Las Vegas.

A história começa com Burt Wonderstone ainda menino, ganhando um kit de mágica que desperta nele a chama que irá torná-lo um ilusionista de sucesso. Na vida adulta, o personagem é interpretado por Carrell, que apresenta com Anton (Steve Buscemi, de Fargo) o ultrapassado show “Uma Amizade Mágica”. Frases e piadas-clichês de shows de mágica e um ridículo corte de cabelo ilustram a canastrice do egocêntrico Burt, contratado por um implacável empresário interpretado pelo saudoso James Gandolfini (Família Soprano).

O conflito – e a derrocada do protagonista – começa com a ascensão de um mágico de rua, Steve Gray (Carrey). Em absurdas provas de resistência que incluem segurar a urina por 12 dias e deitar em cima de fogo em brasa, o novo ilusionista vai conquistando o público jovem. A popularidade de Burt cai proporcionalmente ao sucesso de seu antagonista, e a competição entre eles provoca risos nervosos em sequências de humor besteirol sem limites. Ao final, a comédia vira uma história de redenção sobre a percepção da mágica (ou ilusionismo) como negócio.

Um Golpe Perfeito
(Gambit, EUA, 2012, Cor, 89′)
Paris – Comédia – 12 anos
Direção: Michael Hoffman
Elenco: Colin Firth, Cameron Diaz, Alan Rickman, Stanley Tucci, Tom Courtenay

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Livremente adaptado do clássico Como Possuir Lissu, estrelado por Michael Caine e Shirley MacLaine em 1966, Um Golpe Perfeito mantém o charme inglês, mas com um roteiro ainda mais excêntrico, assinado pelos irmãos Ethan e Joel Coen (O Grande Lebowski, Um Homem Sério).

À vontade na comédia, Colin Firth interpreta Harry Deane, curador de arte que trabalha para Lionel Shahbandar (Alan Rickman, o Professor Snape de Harry Potter), um despótico magnata da mídia inglesa. Disposto a se vingar de seu detestável patrão, Deane planeja um elaborado golpe envolvendo o quadro Montes de Feno ao Anoitecer, de Monet. Ele recruta uma rainha de rodeios texana (Cameron Diaz) para atravessar o oceano e se passar por uma mulher cujo avô teria salvado a pintura no final da Segunda Guerra Mundial.

 
Bem produzido – a direção de arte é de Stuart Craig (Ligações Perigosas, O Paciente Inglês) e os figurinos assinados por Jenny Beavan (Vestígios do Dia, Assassinato em Gosford Park) -, o roteiro dos irmãos Coen explora o típico humor das clássicas comédias screwball americanas, tirando proveito do contraste entre o esnobismo intelectual do personagem de Firth e o provincianismo da loira burra e desinibida de Cameron.

dvd_15846E a trama se complica ainda mais com a entrada de um segundo especialista para avaliar o quadro, vivido por um ladrão de cenas chamado Stanley Tucci.

 

ALUGUE TAMBÉM NA 2001 A VERSÃO ORIGINAL:
Como Possuir Lissu (1966)

 

O Dobro ou Nada
(Lay The Favorite, EUA/ING, 2012, Cor, 94′)
Paris – Comédia – 12 anos
Direção: Stephen Frears
Elenco: Rebecca Hall, Bruce Willis, Catherine Zeta-Jones, Joshua Jackson, Vince Vaughn

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Cineasta de prestígio entre os anos 1980 e 90, graças a filmes como Ligações Perigosas e Os Imorais, Stephen Frears investe na comédia ligeira, retratando o mundo das casas de apostas em Las Vegas.

Baseado em história real, relatada no livro autobiográfico Lay the Favorite – A Memoir of Gambling (de Beth Raymer), o filme mostra a trajetória de Beth, uma ex-stripper (a inglesa Rebecca Hall, de Vicky Cristina Barcelona) que se torna funcionária do empresário vivido por Bruce Willis. Atrapalhada, sonhadora e sem consciência de seu poder de atração sobre os homens, ela vai despertar ciúmes na esposa do chefe, uma perua interpretada por Catherine Zeta-Jones. De uma crônica divertida sobre uma jovem destrambelhada que sonha em ser “garçonete de coquetéis”, a comédia dramática torna-se um relato fugaz sobre indivíduos tentando levar algum tipo de vantagem (financeira, sexual) em tempos de crise econômica americana.

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Um Bom Partido
(Playing for Keeps, EUA, 2012, Cor, 106′)
Swen – Comédia Romântica – 12 anos
Direção: Gabriele Muccino
Elenco: Gerard Butler, Jessica Biel, Uma Thurman, Catherine Zeta-Jones, Dennis Quaid, Judy Greer

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A história de um famoso jogador de futebol aposentado (Gerard Butler, A Verdade Nua e Crua), que tenta reconstruir a relação com seu filho e a ex (Jessica Biel), enquanto treina o time do garoto. Falido, com a carreira encerrada aos 36 anos, ele é obrigado a vender camisas, chuteiras e outros acessórios usados para completar sua renda.

Paralelamente ao trabalho com os meninos do time juvenil, o treinador interpretado pelo galã escocês de P.S. Eu Te Amo é assediado pelas mães dos jogadores – interpretadas por Uma Thurman, Catherine Zeta-Jones e Judy Greer.

Sentimental, o filme é mais uma história de redenção sob a direção do italiano Gabriele Muccino (À Procura da Felicidade).

 
2 Mais 2
(Dos Más Dos, ARG, 2013, Cor, 103′)
Paris – Cinema Latino-Americano – 14 anos
Direção: Diego Kaplan
Elenco: Adrián Suar, Carla Peterson, Julieta Díaz, Juan Minujín

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Maior bilheteria do cinema argentino em 2012, a comédia dramática de Diego Kaplan (diretor especializado em produções para TV) aborda um assunto tabu: a troca de casais entre amigos, o famoso “swing”.

2 Mais 2 aborda enredo semelhante ao do longa francês Para Poucos, só que substitui a introspecção e ousadia pelo bom humor. Durante um jantar, dois casais de amigos – Ricardo e Betina, e Diego e Emilia – trocam confidências. Betina revela à amiga que faz “swing” junto com Ricardo há anos. A notícia desconcerta Emilia e o ainda mais conservador Ricardo, despertando nos dois uma chama adormecida que faz o casal confrontar sua própria sexualidade.

Está estabelecido o dilema: as esposas e Diego não veem a hora de trocar de parceiros entre o grupo, mas Ricardo permanece resistente à ideia. Acostumado a viver tipos atrapalhados como o protagonista de Um Namorado Para Minha Esposa (2009), o ator Adrián Suar interpreta Ricardo, um pai de família que, antes careta, depois não quer mais largar a vida sexual dupla.