cult

EM EDIÇÕES ESPECIAIS, CLÁSSICOS DO HORROR E UM CULT ESCRITO POR QUENTIN TARANTINO

“SUSPIRIA”, A OBRA-PRIMA DE DARIO ARGENTO; “TOBE HOOPER”, COLEÇÃO COM 4 FILMES DO CINEASTA – INCLUINDO O SEMINAL “O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA”; E “AMOR À QUEIMA-ROUPA“, AVENTURA POLICIAL COM GRANDE ELENCO E DIREÇÃO DE TONY SCOTT (“FOME DE VIVER”).

SUSPIRIA – EDIÇÃO ESPECIAL

Considerado um dos melhores filmes de horror de todos os tempos, este cult de 1977 é um dos trabalhos visualmente mais elaborados do diretor italiano Dario Argento, que criou uma atmosfera aterrorizante e ao mesmo tempo onírica, com imagens de inspiração expressionista ao som da banda de rock progressivo Goblin (com quem já trabalhara em “Prelúdio para Matar“).

Em uma noite chuvosa, Suzan Banyon (Jessica Harper, de “O Fantasma do Paraíso”), uma jovem bailarina norte-americana, chega a uma prestigiada academia de dança na Europa. Comandada pela misteriosa Madame Blanc (Joan Bennett) e a Srta. Tanner (Alida Valli), a escola é palco de uma série de incidentes e crimes sem explicação, para horror de Suzan, que começa a investigar uma horripilante força sobrenatural no local.

Com sua explosão de cores e sons, “Suspiria” é um dos longas mais sensoriais do cinema de horror – e o mais perto que Argento já chegou da materialização de um pesadelo, com imagens extremamente estilizadas e as mortes brutais que se tornaram marca do diretor.

Curiosidade: O filme deu início à Trilogia das Três Marias, produzida e dirigida por Argento, completada por “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição – A Mãe das Lágrimas” (2007).

DISCO 1: Filme * Sinopse * Trailer internacional * Trailer americano * TV spot * Radio spots * Galeria de fotos e pôsteres * Biografias de Dario Argento e Jessica Harper.

DISCO 2: Documentário “O Terror de Dario Argento” (57 minutos), com depoimentos de nomes como Alice Cooper, John Carpenter, George Romero e Tom Savini.

COLEÇÃO TOBE HOOPER

Com a morte de Tobe Hooper, o diretor de “O Massacre da Serra Elétrica”, em 26 de agosto último, aos 74 anos, o selo Obras-Primas resgata o desconcertanteclássico de 1974, sua continuação de 1986 e mais dois de seus trabalhos menos conhecidos. Todos em versões restauradas.

DISCO 1:

O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA (The Texas Chain Saw Massacre, 1974, 83 min.)
Com Marilyn Burns, Edwin Neal, Allen Danziger, William Vail, Gunnar Hansen.

Um grupo de cinco jovens faz uma visita à antiga casa, agora abandonada, onde Sally e Franklin viveram a infância, numa pequena cidade do interior do Texas. A bordo de uma van, eles percorrem uma estrada e acabam dando carona a um homem misterioso e perigoso. Os jovens são surpreendidos e atacados por uma família de canibais que inclui Leatherface (Gunnar Hansen), um gigante deficiente mental que usa uma máscara formada por pedaços de pele humana retirados de suas vítimas.

Livremente inspirado no famoso serial killer Ed Gein, o filme foi banido em vários países por sua extrema violência gráfica e se tornou uma das produções independentes mais rentáveis dos anos 1970 – e um dos precursores do cinema slasher.

O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA – PARTE 2 (The Texas Chain Saw Massacre 2, 1986, 101 min.)
Com Dennis Hopper, Caroline Williams, Jim Siedow, Bill Moseley, Bill Johnson.

Treze anos após os eventos do primeiro filme, um xerife aposentado continua tentando capturar Leatherface e sua família, enquanto protege uma radialista que ouviu assassinatos pelo telefone e passa a ser atacada.

DISCO 2:

EATEN ALIVE (Eaten Alive, 1976, 91 min.)
Com Neville Brand, Mel Ferrer, Carolyn Jones, Marilyn Burns, William Finley.

Dono de um velho hotel à beira do pântano, no leste do Texas rural, um psicopata caipira aprisiona e mata os poucos hóspedes que se arriscam a parar no local, alimentando seu enormecrocodilo de estimação com os restos mortais de suas vítimas.

INVASORES DE MARTE (Invaders from Mars, 1986, 101 min.)
Com Karen Black, Hunter Carson, Timothy Bottoms, Laraine Newman, James Karen.

Um garotinho testemunha o pouso de um OVNI no campo vizinho à sua residência. Seu pai vai verificar o ocorrido e só volta na manhã seguinte, apresentando comportamento diferente. Pouco a pouco, outros moradores da cidade caem na armadilha dos “invasores de Marte”, sendo controlados como zumbis através de um dispositivo implantado em seus pescoços.

DISCO 3:

Mais de 3 HORAS DE EXTRAS, contendo o documentário inédito de 60 minutos “O Massacre da Serra Elétrica – A Verdade Chocante”, erros de gravações, várias entrevistas com curiosidades sobre os filmes e muito mais!

AMOR À QUEIMA ROUPA

Dirigido por Tony Scott (“Fome de Viver“, “Top Gun – Ases Indomáveis”), o filme tem um dos primeiros roteiros escritos por Quentin Tarantino, com base em uma história de Roger Avary (“Pulp Fiction”).

Com muita violência e citações à cultura pop, a história de amor marginal do jovem Clarence Worley (Christian Slater) e da prostituta Alabama (Patrícia Arquette) passa por inúmeros percalços e a galeria de personagens típicos da escrita tarantinesca. Os dois decidem começar uma vida nova juntos, mas Clarence precisa enfrentar o cafetão Drexl (o eterno camaleão Gary Oldman), um traficante “barra-pesada” de quem roubam, por engano, uma mala com meio milhão de dólares em cocaína pura.

Em meio a um elenco de atores então em ascensão, Christopher Walken e Dennis Hopper brilham em um longo diálogo, como um mafioso siciliano e o pai do protagonista, respectivamente. E Brad Pitt, em início de carreira, vive um colega de quarto que passa o tempo todo fumando maconha em frenet à televisão.

Curiosidade: Tarantino vendeu o roteiro de “Amor à Queima-Roupa” por apenas 30 mil dólares, a fim de usar o valor na produção de “Cães de Aluguel”, seu filme de estreia como diretor.

EXTRAS:
* Cenas Deletadas (29 min).
* Final Alternativo (6 min).
* Comentário de Brad Pitt (6 min).
* Comentário de Dennis Hopper (11 min).
* Comentário de Val Kilmer (4 min).
* Depoimentos (5 min).

NOVOS TÍTULOS DE “OBRAS-PRIMAS DO CINEMA” EM PROMOÇÃO

UMA INCRÍVEL PROMOÇÃO COM CLÁSSICOS E CULTS DO SELO “OBRAS-PRIMAS DO CINEMA“.

NÃO PERCA A SELEÇÃO, QUE INCLUI VÁRIAS EDIÇÕES  COM CARDS E EXTRAS.

CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA!

E A SEGUIR, NOVOS TÍTULOS INCLUÍDOS NA PROMOÇÃO (POR TEMPO LIMITADO):

ESTOQUES LIMITADOS

A MULHER E O ATIRADOR DE FACAS

Também conhecida como “A Garota da Ponte“, esta produção francesa é um dos cults dos anos 1990. Dirigido por Patrice Leconte (“O Marido da Cabeleireira”), o filme é um delicioso romance em ritmo de fábula, em preto e branco. Desiludida no amor, a bela Adèle (Vanessa Paradis, de “Como Arrasar um Coração” – também em promoção na Black Friday 2001) decide se jogar de uma ponte sobre o Rio Sena, em Paris. Prestes a pular, ela é salva por um estranho, Gabor (Daniel Auteuil), um atirador de facas profissional – cronicamente depressivo. Indicado ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, o longa valeu a Daniel Auteuil o César de melhor ator em 2000.

O FIO DA NAVALHA (1984)

Segunda adaptação cinematográfica do romance homônimo escrito pelo britânico W. Somerset Maugham, filmado anteriormente por Edmund Goulding em 1946. Uma das histórias de busca espiritual mais famosas da literatura mundial, sobre a jornada de Larry Darrell (Bill Murray, no papel que foi de Tyrone Power), ex-combatente americano que começa a reavaliar sua vida após lutar na Primeira Guerra. Ele decide viajar para outro país e cultura, abandonando a noiva e a superficialidade de seus amigos de Chicago. Nos extras, entrevista com Murray.

PROFISSÃO, LADRÃO

Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, este policial neonoir foi aclamado pela crítica e pôs no mapa de Hollywood o nome de Michael Mann, que depois ganharia notoriedade como produtor executivo da série “Miami Vice” e, depois, diretor de longas indicados ao Oscar (“O Informante”, “Colateral”). Na trama, um ladrão (James Caan, o Sonny Corleone de “O Poderoso Chefão”) decide mudar de vida. Especialista em roubar joias, resolve participar de um último golpe , só que seus planos vão por água abaixo quando ele se vê envolvido numa rede de intrigas que põe em perigo sua vida. Nos extras, entrevistas com o diretor e James Caan.

MEU JANTAR COM ANDRÉ

Depois do escândalo de “Pretty Baby” (1978) e das indicações ao Oscar por “Atlantic City” (1980), Louis Malle (1932–1995) continuou trabalhando nos EUA, onde filmou esta produção independente escrita, em estilo teatral, por Wallace Shawn e Andre Gregory. No filme, o ator e dramaturgo Shawn encontra com Gregory, famoso diretor de teatro nova-iorquino, para jantar em um restaurante do Upper East Side. Os dois não viam-se há muito tempo e travam uma longa conversa em tom confessional sobre amor, filosofia, morte, superstições, teatro, entre outros temas. Nos extras, entrevistas e “My Dinner with Louis”, episódio do programa Arena BBC.

A LOUCURA ENTRE NÓS

Exibido em festivais no Brasil e no exterior, o documentário mergulha no delicado universo dos pacientes psiquiátricos. De 2011 a 2014, Fernanda Fontes Vareille, cineasta brasileira radicada na França, fez uma imersão no cotidiano de internos do Hospital Juliano Moreira, em Salvador. Para a realização deste trabalho, ela e sua equipe tiveram como ponto de partida a Criamundo, ONG de reinserção no mercado de trabalho de pacientes psiquiátricos, sediada no Hospital, e o livro homônimo do médico psiquiatra Marcelo Veras. Nos extras, entrevistas com a diretora e com o Dr. Marcelo Veras, mais o curta “Deixe-me Viver – 2009”, da mesma diretora.

SER OU NÃO SER

Dirigido por um mestre da farsa sofisticada, Ernst Lubitsch, este clássico da comédia americana foi lançado em março de 1942, logo após a morte da protagonista Carole Lombard em um acidente aéreo. O título é inspirado no famoso solilóquio de Shakespeare e é ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, na Polônia ocupada pelos nazistas, quando um grupo de atores de teatro precisa evitar que um espião, que possui informação sobre a resistência polonesa, a entregue para os alemães. Nos extras, o curta inédito “Palácio Pinkus” (44 minutos), de Ernst Lubitsch, e documentário sobre a carreira do diretor (53 minutos).

ROSETTA

Nascidos em Liége (bélgica), os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne (“A Garota Desconhecida“) ganharam sua primeira Palma de Ouro em Cannes por este drama social marcado pelo minimalismo narrativo sem concessões da dupla. A jovem Rosetta (Émilie Dequenne, melhor atriz em Cannes) vive num trailer com sua mãe alcóolatra e agressiva (Anne Yernaux) e sai diariamente à procura de trabalho, desesperada em sua guerra pessoal por uma oportunidade. Para Rosetta, vale qualquer coisa a fim de sair da pobreza. Nos extras,  entrevista especiais com os irmãos Dardenne e com os atores Emilie Dequenne e Olivier Gourmet.

PONETTE – À ESPERA DE UM ANJO

Escrito e dirigido pelo francês Jacques Doillon (do controverso “Raja”), este é um dos filmes mais sensíveis da década de 1990 por revelar, com extrema delicadeza, os reflexos da morte na vida de uma criança. É o caso de Ponette (a revelação Victoire Thivisol), uma menina de 4 anos confrontada com a perda da mãe, morta em um acidente de carro. Incapaz de entender a situação segundo os padrões do pensamento adulto, ela acredita que sua mãe irá voltar. Thivisol tinha apenas 5 anos de idade quando venceu a Copa Volpi de melhor atriz no Festival de Veneza por sua atuação, e o filme levou o prêmio da crítica na Mostra Internacional de Cinema de SP, em 1996.

CIDADÃO X

Premiado com o Emmy e o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante em minissérie ou telefime para Donald Sutherland, o filme é um tenso thriller de serial killer baseado no livro de Robert Cullen. A trama acompanha a jornada de horror de Andrei Romanovich Chikatilo — o “Monstro de Rostov” –, o primeiro assassino em série descoberto na ex-União Soviética. Entre 1978 e 1990, ele matou mais de 50 pessoas, a maioria crianças e jovens mulheres. Em seu encalço, o tenente Viktor Burakov (papel de Stephen Rea, de “Traídos pelo Desejo”) busca pistas e ainda precisa lidar com a burocracia russa. Nos extras, documentário sobre o serial Andrei Chikatilo (50 minutos).

UM SONHO SEM LIMITES

Esta comédia dramática dirigida por Gus Van Sant (“Drugstore Cowboy“, “Milk”) é baseada na história real de Suzanne Stone Maretto, autora do livro “To Die For”, que deu origem ao filme. Premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical, Nicole Kidman interpreta Suzanne, uma mulher amoral e calculista que vive numa pequena cidade de New Hampshire com o sonho de trabalhar na estação de TV local. Desiludida com seu casamento com Larry (Matt Dillon), dono de uma pizzaria, ela se dedica em tempo integral à carreira e fará de tudo para se tornar uma personalidade importante. Nos extras, entrevista com Van Sant.

O SELVAGEM (1953)

Dirigido por Laslo Benedek e produzido por Stanley Kramer, o filme imortalizou Marlon Brando — e sua jaqueta de couro — no papel de Johnny Strabler, líder de uma gangue de motociclistas. A bordo de sua Triumph Thunderbird 6T de 1950, Johnny e seus colegas do Black Rebels Motorcycle Club invadem a pequena cidade de Wrightsville durante uma corrida de motocicletas. Depois de atrapalhar o evento, eles são expulsos pela polícia e partem para outra cidade, onde Johnny reencontra Chino (Lee Marvin), líder de uma gangue rival. Edição caprichada, com mais de 1 hora de extras: introdução de Karen Kramer, especial “Hollister, California: Bikers, Booze and The Big Picture”.

COLEÇÃO DOSE DUPLA – NORMA SHEARER

Dois clássicos inéditos de uma das grandes atrizes dos anos 1930 e 1940: A DIVORCIADA (1930), que lhe valeu o Oscar de melhor atriz, e UMA ALMA LIVRE (1931), com Lionel Barrymore premiado com o prêmio de melhor ator.  No filme que lhe valeu a estatueta dourada, Shearer vive uma mulher que decide “dar o troco” após a traição do marido, e termina envolvendo-se emocionalmente com o melhor amigo dele. Nos extras, dois curtas inéditos com Pete Smith: “ Wedding Bills” (9 minutos) e “How to Hold Your Husband – Back” (10 minutos).

UM DOS LANÇAMENTOS DO ANO, A COLEÇÃO TRAZ 4 FILMES DO DIRETOR, INCLUINDO O CULT “ERASERHEAD”

Um dos diretores mais cultuados pelos cinéfilos, David Lynch transcende a sétima arte. É um inquieto artista multimídia também com trabalhos nas artes plásticas, fotografia, escultura, desenho, música e até nos quadrinhos (“O Cão Mais Raivoso do Mundo”). Produtor de música eletrônica, lançou em 2001 o álbum “Crazy Clown Time”, em que continua suas experimentações sonoras no cinema.

Considerado um dos diretores mais originais e influentes do cinema, Lynch é um dos poucos a desafiar (ou mesmo subverter) as convenções da indústria, mantendo-se sempre fiel a seu estilo e experiências. Para ele, ao representar a vida, os filmes devem ser complicados, e, em alguns casos, inexplicáveis. Por isso, dificilmente o cineasta explica o enredo de suas produções; cabe ao próprio espectador estabelecer sentido e significação para aquilo que vê.

O CINEMA DE DAVID LYNCH

A coleção reúne quatro de seus filmes – três deles fora de catálogo. Anteriormente lançado pela Lume, “Eraserhead” (1977) – estreia de Lynch na direção de longa – virou item de colecionador. Indicado a 8 Oscar, “O Homem Elefante” (1980), “Coração Selvagem” (1990) – vencedor da Palma de Ouro em Cannes -, e o surreal quebra-cabeça “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1992) completam o box.

ERASERHEAD

Primeiro longa-metragem do cineasta, o filme começou a ser rodado em 1971 e foi lançado apenas em 1977. Seu penoso processo de produção resultou inclusive no primeiro divórcio do diretor.

Bizarro, original, surrealista. “Eraserhead” é um pesadelo em forma de drama familiar, acompanhando Henry Spencer (Jack Nance), que luta internamente para lidar com sua raivosa namorada e os gritos de seu filho, um bebê mutante. Entre os admiradores deste cult incontornável do cinema, estão Stanley Kubrick e Mel Brooks que, impressionado, produziria o filme seguinte do diretor, “O Homem Elefante”.

O HOMEM ELEFANTE

Usado como uma atração de circo, John Merrick (John Hurt) é constantemente humilhado pela sociedade a sua volta. Frederick Treeves (Anthony Hopkins), um famoso cirurgião, o leva para o hospital em que trabalha e descobre que, a despeito de sua aparência incomum, Merrick é um ser humano sensível, inteligente e gentil.

Drama vitoriano filmado na Inglaterra, com bela fotografia em preto e branco influenciada pelo expressionismo alemão, o filme foi reconhecido pela Academia de Hollywood com oito indicações ao Oscar, incluindo a primeira das três nomeações de Lynch a melhor direção.

CORAÇÃO SELVAGEM

Lynch homenageia à sua maneira o clássico “O Mágico de Oz” por meio da bizarra jornada de Sailor (Nicolas Cage) e Marilyn (Laura Dern), que deixam sua cidade para fugir das garras da diabólica mãe dela (papel de Diane Ladd, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante).

Premiado com uma polêmica Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1990, o longa é um road movie erótico, perturbador e violento, repleto de humor negro. O elenco ainda conta com Willem Dafoe, Isabella Rossellini e Harry Dean Stanton – falecido em 15 de setembro deste ano, aos 91 anos.

TWIN PEAKS – OS ÚLTIMOS DIAS DELAURA PALMER

Cercado de expectativa, por conta do sucesso da série criada por Lynch e o roteirista Mark Frost, o filme estreou no Festival de Cannes de 1992. Duramente vaiado na Croisette e incompreendido na época de seu lançamento, é mais um surreal conto de horror lynchiano sobre a perda da inocência.

Na trama (ou anti-trama), o agente do FBI Chet Desmond (Chris Isaak) e seu parceiro Sam Stanley (Kiefer Sutherland) investigam o assassinato da garçonete Teresa, em uma pequena cidade do estado de Washington. Após descobrir uma pista, Chet desaparece a alguns quilômetros da cidade de Twin Peaks. Um ano depois, outra morte parece ter ligação com o crime: o assassinato de Laura Palmer (Sheryl Lee). Seus últimos dias de vida podem ajudar a solucionar o mistério.

Reavaliado com o passar do tempo, o filme adquiriu status de cult e ganha mais relevância agora com o retorno – 25 anos depois – da série, com a qual estabelece conexões importantes.

AGORA EM DVD, O ELOGIADO “EM RITMO DE FUGA” E “O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS”, PREMIADO EM CANNES

COM GRANDES ATUAÇÕES, UM ROTEIRO ORIGINAL E TRILHA SONORA MATADORA, O CULT “EM RITMO DE FUGA” É CONSIDERADO UM DOS MELHORES FILMES DO ANO. E, POR DAR UM NOVO PONTO DE VISTA PARA UM CLÁSSICO DA LITERATURA AMERICANA, SOFIA COPPOLA RECEBEU O PRÊMIO DE MELHOR DIREÇÃO EM CANNES POR “O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS“.

EM RITMO DE FUGA

Uma das produções mais elogiadas do ano, dirigida e escrita pelo britânico Edgar Wright (“Todo Mundo Quase Morto”, “Scott Pilgrim Contra o Mundo”).

Recém-lançado em DVD e Blu-ray, “Em Ritmo de Fuga” é o primeiro longa do diretor realizado nos EUA, com ótimo elenco e sequências de perseguição de carro eletrizantes, ao som de uma trilha matadora, com canções de blues, rock e soul que ditam o ritmo da ação.

A trama acompanha o protagonista Baby (Ansel Elgort, de “A Culpa é das Estrelas”), jovem que tem uma mania curiosa: ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Excelente motorista, ele é o piloto de fuga oficial dos assaltos organizados por Doc (Kevin Spacey), mas não vê a hora de deixar a vida criminosa, especialmente depois de se apaixonar pela garçonete Debora (Lily James, de “Downton Abbey” e “Cinderela”).

Diretor-roteirista de sensibilidade pop, Wright sincroniza cada sequência de assalto com uma música ouvida por Baby em seu iPod, como na incrível sequência de abertura, ao som de ‘Bellbottoms’, do grupo indie rock The Jon Spencer Blues Explosion. Por isso, “Baby Driver” (título original do filme) é quase um filme de ação musical, com cenas de ação coreografadas ao ritmo do som.

Além do impressionante trabalho dos dublês nas perseguições de carro, que confere mais autenticidade e realismo às cenas, o filme vai ganhando tensão com a entrada de dois comparsas de assalto, Buddy (Jon Hamm, da série “Mad Men”) e Bats (Jamie Foxx), cada um com suas idiossincrasias e segredos.

CURIOSIDADES:

* Edgar Wright teve a ideia do filme ao ouvir a canção “Bellbottoms” do trio Jon Spencer Blues Explosion. Ele começou a trabalhar no roteiro em 1995.

* “Easy” é outra música-chave da trama e surge na versão original, gravada pelo grupo Commodores, e numa versão cover da cantora Sky Ferreira, que interpreta a mãe de Baby.

* Produções dos anos 1960 e 1970, como “Bullit”, “Operação França” e “Caçada de Morte”, estão entre as referências usadas por Wright no projeto.

* O cineasta e o jovem Elgort estiveram no Brasil em julho deste ano para divulgar o filme.

* Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”) foi cogitado para o papel principal.

O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS (2017)

Por esta adaptação do livro de Thomas P. Cullinan – levado às telas antes, com o mesmo título brasileiro, em 1971 – Sofia Coppola tornou-se a segunda mulher a ganhar o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes.

Com seu estilo contemplativo e minimalista, a cineasta adiciona camadas de subtexto e, sobretudo, um olhar feminino, à história de McBurney (Colin Farrell, no papel que foi de Clint Eastwood na versão de Don Siegel), um cabo da União que, gravemente ferido, é resgatado por um grupo de mulheres sulistas lideradas por Martha Farnsworth (Nicole Kidman).

O intruso, e ainda por cima inimigo de guerra, desperta sentimentos conflitantes e a sexualidade das duas professoras (vividas por Kidman e Kirsten Dunst) e de algumas das alunas adolescentes que vivem ali, isoladas em um casarão na Virginia. Um perigoso jogo de sedução entre elas e o homem ferido – e ao mesmo tempo algoz – toma forma, com trágicas consequências.

CURIOSIDADES:

* Antes de Sofia, a única mulher a levar o prêmio de Melhor Direção em Cannes foi a russa Yuliya Solntseva, por “A Epopéia dos Anos de Fogo”, em 1961.

* Antes de se encontrarem no set de “O Estranho que Nós Amamos“, Nicole Kidman e Colin Farrell contracenaram juntos em “The Killing of a Sacred Deer”, novo trabalho do aclamado diretor grego Yorgos Lanthimos (de “O Lagosta”).

* Segundo Sofia, o filme não é uma refilmagem do clássico homônimo de 1971, mas uma adaptação do romance de Cullinan.

Clint Eastwood no clássico de 1971, dirigido por Don Siegel

* Intérprete de uma das jovens do internato sulista, Elle Fanning já trabalhou com a cineasta em “Um Lugar Qualquer” (2010)

* Algumas das cenas foram filmadas dentro da casa da atriz Jennifer Coolidge, em New Orleans.

DAVID BOWIE É “O HOMEM QUE CAIU NA TERRA”, CULT DOS ANOS 70

DIRIGIDO POR NICOLAS ROEG, O FILME É UMA SCI-FI PSICODÉLICA SOBRE UM EXTRATERRESTRE QUE ACABA VICIADO NOS PRAZERES (E DESVIOS) DA VIDA NA TERRA. VALORIZADO PELA PRESENÇA DE DAVID BOWIE (1947-2016) NO PAPEL-TÍTULO, “O HOMEM QUE CAIU NA TERRA” ACABA DE SAIR EM EDIÇÃO ESPECIAL, CONTENDO 2 DVDs + 2 CDs COM A TRILHA SONORA.

Cantor, compositor, guitarrista, mímico, produtor, ator de cinema e teatro. São inúmeras as facetas do camaleão do rock — inclusive no cinema. Seja como o extraterrestre de “O Homem que Caiu na Terra” (1976) — que acaba de sair em nova edição em DVD –, o soldado inglês insolente de “Furyo – Em Nome da Honra” (1983), o elegante vampiro nova-iorquino de “Fome de Viver” (1983) ou ninguém menos que Andy Warhol, na cinebiografia “Basquiat – Traços de uma Vida” (1996).

Confira a seguir “O Homem que Caiu na Terra” (1976) e mais filmes com Bowie disponíveis na 2001.

O HOMEM QUE CAIU NA TERRA (1976)

Depois de dirigir a obra-prima de horror psicológico “Inverno de Sangue em Veneza“, o britânico Nicolas Roeg soube explorar a figura andrógina de Bowie, perfeito no papel de um alienígena que chega à Terra com a missão de transportar água para seu planeta natal, que está morrendo.

O personagem adota o disfarce de Thomas Jerome Newton, um homem de negócios que, graças a suas invenções tecnológicas, enriquece rapidamente, ao mesmo tempo em que experimenta distrações terrenas como a televisão, o álcool e, é claro, o sexo. Mas o gentil Newton não está preparado para a ganância e a crueldade de seus novos colegas de negócios e rivais e logo descobre que a missão será muito mais difícil do que havia imaginado.

Adaptado do romance de Walter Tevis lançado em 1963, o longa foi filmado no Novo México e ganhou status de cult, graças à sua edição fragmentada — com várias idas e vindas no tempo sem explicação –, crítica mordaz à sociedade de consumo norte-americana, e a imagens lisérgicas de Bowie, num de seus papéis mais icônicos.

Curiosidade: Stills do filme foram usadas na arte da capa de dois discos de Bowie: “Station to Station” (1976) e “Low” (1977).

EXTRAS:
* Watching The Alien” – Documentário incluindo comentários do diretor Nicolas Roeg, do produtor executivo Si Litvinoff, da atriz Candy Clark, do desenhista de produção Brian Eatwell, da figurinista May Routh, do editor Graeme Clifford e do cenógrafo Anthony Richmond
* “The Man Who Fell to Earth: Dreams of the Hearth” – Entrevista com o escritor Paul Mayersberg
* Galeria de trailers
* Filmografias de David Bowie e Nicolas Roeg
* Galeria de Fotos

EU, CHRISTIANE F., 13 ANOS, DROGADA E PROSTITUÍDA (1981)

Dirigido por Uli Edel (“O Grupo Baader Meinhof”), o filme é baseado no livro homônimo escrito pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck a partir de depoimentos de Christiane Felscherinow. No final dos anos 1970, Christiane (interpretada por Natja Brunckhorst) mora com sua mãe e sua irmã menor em um típico apartamento na Berlim Ocidental. A fim de novas experiências, ela passa a frequentar a “Sound”, uma nova e moderna discoteca, onde conhece Detlev (Thomas Haustein), dando início a seu mergulho nas drogas. Primeiro é o álcool, depois a maconha, até chegar na heroína e na prostituição para bancar o vício.

Com cenas fortes, o filme marcou época e continua a chocar, apresentando um retrato melancólico e sem retoques do ocaso de uma jovem que sucumbe ao inferno das drogas.

Curiosidade: na trama, Christiane vai a um show de David Bowie, seu ídolo. Além de fazer uma ponta, o camaleão do rock ainda marca presença na trilha sonora, composta por várias músicas de sua fase alemã, como “Look Back in Anger”, “Boys Keep Swinging” e a inesquecível “Heroes”.

FURYO, EM NOME DA HONRA (1983)

Primeiro filme em língua inglesa dirigido pelo japonês Nagisa Ôshima (1932–2013), reunindo dois astros da música: David Bowie e Ryuichi Sakamoto, que também compôs a aclamada trilha sonora (premiada com o Bafta).

Baseado nas experiências de Sir Laurens van der Post na Segunda Guerra, em 1942, o filme – escrito por Paul Mayersberg, mesmo roteirista de “O Homem que Caiu na Terra” – traz Bowie no papel de Jack Celliers (David Bowie), oficial feito prisioneiro em um campo de concentração mantido pelos japoneses, chefiados pelo capitão Yonoi (Sakamoto), na ilha de Java. Celliers desafia a autoridade de Yonoi, dando início a uma tensa (e por vezes ambígua) guerra psicológica entre dois homens em lados opostos.

Curiosidade: Oshima escolheu Bowie para o papel principal depois de vê-lo interpretando o Homem Elefante nos palcos da Broadway.

FOME DE VIVER (1983)

“Terror-chic” dirigido por Tony Scott, irmão de Ridley Scott, o filme marcou época com sua música de abertura – “Bela Lugosi’s Dead” (da banda Bauhaus) – e uma cena de amor entre Susan Sarandon e Catherine Deneuve.

A eterna bela da tarde interpreta Miriam Blaylock, uma elegante e misteriosa vampira que vive com seu companheiro John (Bowie), seduzindo suas vítimas na noite nova-iorquina. Até que, de repente, ele percebe estar envelhecendo extremamente rápido, fazendo-o procurar uma especialista, Sarah Roberts Sarandon), que passa a investigar o caso.

Curiosidade: Em entrevista ao The Daily Beast, em julho de 2014, Susan Sarandon revelou ter tido um caso com David Bowie durante as filmagens do filme.

BASQUIAT – TRAÇOS DE UMA VIDA (1996)

Indicado ao Independent Spirit Awards (espécie de Oscar do cinema independente americano) em 1997, o filme marca a estreia do artista plástico Julian Schnabel na direção.

O longa narra a história de Jean Michel Basquiat (Jeffrey Wright), jovem que vive nas ruas de Manhattan, até ter seu talento como grafiteiro reconhecido. Em 1981, aos 20 anos, passou a vender pinturas nas galerias do Soho, tornando-se um dos principais artistas de sua geração. “Baquiat” destaca sua ascensão meteórica no mundo das artes, e sua relação com empresários, amigos e, especialmente, o mentor Andy Warhol (vivido por David Bowie).

Transposição fiel da cena cultural nova-iorquina dos anos 1980, com o crescimento da cultura hip hop e da arte de rua, “Basquiat” tem no elenco seu ponto alto, com Bowie mimetizando de forma afetuosa o amigo Warhol, Benicio Del Toro como um amigo de infância de Basquiat, além de participações de Courtney Love, Christopher Walken, Dennis Hopper e Willem Dafoe.

Curiosidade: no filme, Bowie usou as mesmas perucas usadas pelo verdadeiro Andy Warhol (1928–1987).

E, se não poderemos mais ver a lenda do rock como ator no cinema, sua música continuará a fazer parte da trilha sonora de inúmeras produções, como foi, mais recentemente, em “Frances Ha” (com a canção “Modern Love”), “Guardiões das Galáxias” (com “Moonage Daydream”) e do indicado ao Oscar “Perdido em Marte” (que resgatou “Starman”).

“GÊMEOS – MÓRBIDA SEMELHANÇA” E “IMAGENS”: QUANDO O HORROR EMANA DA PSIQUE HUMANA

PREMIADOS, “GÊMEOS – MÓRBIDA SEMELHANÇA“, FILME QUE MARCA O RECONHECIMENTO DE DAVID CRONENBERG COMO CINEASTA AUTORAL, E “IMAGENS“, UM DOS TRABALHOS MAIS EXPERIMENTAIS DE ROBERT ALTMAN, EXPLORAM TEMAS COMO IDENTIDADE, OBSESSÃO E SEXUALIDADE HUMANA.

Considerado um dos melhores filmes de David Cronenberg, "Gêmeos - Mórbida Semelhança" apresenta uma das melhores atuações do ator inglês Jeremy Irons. Confira este cult dos anos 80, em DVD com ótimso extras sobre a produção

Considerado um dos melhores filmes de David Cronenberg, “Gêmeos – Mórbida Semelhança” apresenta uma das melhores atuações do ator inglês Jeremy Irons. Confira este cult dos anos 80, em DVD com ótimos extras sobre a produção

GÊMEOS- MÓRBIDA SEMELHANÇA

Nascido em 15 de março de 1943, em Toronto (Ontario, Canadá), David Cronenberg estudou literatura, língua inglesa e até ciências na universidade. Depois de alguns curtas experimentais, realizou o média-metragem caseiro “Stereo” (1969), passando a chamar a atenção da cena independente canadense com “Calafrios” (1975) e “Rabid” (1977), produções B repletas de violência gore e sexualidade.

David Cronenberg, em foto-montagem cercado por algumas das criaturas e objetos  criados em sua filmografia

David Cronenberg, em foto-montagem cercado por algumas das criaturas e objetos criados em sua filmografia

Após o controverso (e estranhamente autobiográfico) Os “Filhos do Medo” (1979), o diretor conseguiu o primeiro sucesso de público de sua carreira com “Scanners – Sua Mente Pode Destruir” (1981). O filme foi seu passaporte para Hollywood e para a impactante refilmagem de “A Mosca da Cabeça Branca” em 1986. Violência explícita, a fusão entre pele humana e elementos externos, a dicotomia entre corpo e mente e o desejo sexual como meio e fim de personagens solitários, à procura de seu lugar no mundo, são algumas das marcas de seu autor, que era até então considerado apenas um criativo e original diretor de longas de horror.

Tudo mudou com “Gêmeos – Mórbida Semelhança” (1988): saem os monstros e mutações genéticas; o horror emana da mente, das pulsões humanas e da complexa psicologia dos gêmeos brilhantemente interpretados por Jeremy Irons. O filme é baseado no caso dos irmãos ginecologistas nova-iorquinos Cyril e Stewart Marcus, que inspiraram o romance “Twins”, de Bari Wood e Jack Geasland (1977).

Jeremy Irons no papel duplo de Gêmeos – Mórbida Semelhança, marco na carreira de Cronenberg que ajudou a desmistificar sua antiga imagem de diretor de filmes de terror

Jeremy Irons em “Gêmeos – Mórbida Semelhança, marco na carreira de Cronenberg que ajudou a desmistificar sua antiga imagem de diretor de filmes de terror

Na trama, Beverly Mantle é trabalhador, retraído e frágil, ao passo que seu irmão Elliot é extrovertido e sedutor. Gêmeos idênticos, os dois compartilham tudo na vida, desde namoradas até a clínica em que trabalham como ginecologistas. O equilíbrio vai ser rompido com o triângulo amoroso formado entre os irmãos Mantle e Claire Niveau, uma atriz famosa (interpretada por Genevieve Bujold, de “Ana dos Mil Dias”).

Dirigido cirurgicamente por Cronenberg, “Gêmeos” é um dos filmes seminais da década de 80, no qual o diretor substitui o terror óbvio por imagens marcantes como as dos “instrumentos ginecológicos para operar mulheres mutantes”.

EXTRAS: Making of (07 min.) * A psicologia por trás de “Gêmeos” (30 min.) * Os efeitos especiais (20 min.) * Trailer de cinema (3 min.)

PRÊMIOS:

ASSOCIAÇÃO DOS CRÍTICOS DE CINEMA DE LOS ANGELES
Melhor Atriz Coadjuvante (Geneviève Bujold)
Melhor Diretor (David Cronenberg)

CÍRCULO DOS CRÍTICOS DE CINEMA DE NOVA YORK
Melhor Ator (Jeremy Irons)

FANTASPORTO
Melhor Ator (Jeremy Irons)

FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE AVORIAZ
Grande Prêmio

Vencedor do prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, "Imagens" é um dos trabalhos mais rebuscados - e sensoriais - da carreira de Robert Altman, com um elaborado jogo dramático entre realidade e subconsciente. Confira esse e outros trabalho do diretor na 2001.

Vencedor do prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, “Imagens” é um dos trabalhos mais rebuscados – e sensoriais – da carreira de Robert Altman, com um elaborado jogo dramático entre realidade e subconsciente. Confira esse e outros trabalhos do diretor na 2001.

IMAGENS

Um dos pioneiros da “Nova Hollywood” que emergiu no cinema americano no final dos anos 1960, Robert Altman fez uma transição brilhante da TV para a sétima arte, combinando inovações técnicas – como a sobreposição de diálogos numa cena, a alternância de histórias paralelas (o famoso multiplot ou filme-coral), o jogo de lentes e muita improvisação entre os atores – com conteúdo crítico e subversivo.

A comédia antibelicista “M.A.S.H.” marcou, em 1970, o seu primeiro sucesso comercial – e primeira indicação ao Oscar de melhor direção. A década prosseguiu com filmes arrojados como o western “Onde os Homens são Homens” (1971) e o rebuscado drama psicanalítico “Imagens”. Com criativo uso do design de som e elaborada fotografia de Vilmos Zsigmond, que usa e abusa de reflexos e imagens distorcidas, o longa mergulha na alterada percepção do mundo de sua protagonista, Cathryn (Susannah York, premiada no Festival de Cannes).

Susannah York em "Imagens": o que é realidade ou fruto da percepção alterada da protagonista?

Susannah York em “Imagens”: o que é realidade ou fruto da percepção alterada da protagonista?

Escritora de livros infantis, Cathryn entra em crise ao desconfiar da fidelidade do marido, criando uma realidade fantasiosa. Quando o casal decide tirar férias em uma casa de campo, seus delírios se tornam ainda mais perturbadores, e ela – assim como o espectador – tem dificuldade em determinar o que é realidade e o que está em sua mente.

Influenciado por “Repulsa ao Sexo”, de Roman Polanski, e “Persona”, de Ingmar Bergman, “Imagens” é um corajoso e perturbador experimento de Altman no universo da esquizofrenia.

EXTRAS: Depoimento de Robert Altman (24 min.) * Cenas comentadas (36 min.) * Trailer de cinema (3 min)

"Eu ainda gosto do filme. É um pouco pesado, mas eu não o mudaria. Quando fiz Imagens pensei: acabou, todos vão pirar com esse filme. Será a grande descoberta desde o haxixe!". Robert Altman, em entrevista para David Thompson em 2006

“Eu ainda gosto do filme. É um pouco pesado, mas eu não o mudaria. Quando fiz Imagens pensei: acabou, todos vão pirar com esse filme. Será a grande descoberta desde o haxixe!”. Robert Altman, em entrevista para David Thompson em 2006

PRÊMIOS E INDICAÇÕES:

FESTIVAL DE CANNES
Melhor Atriz (Susannah York)

INDICADO AO OSCAR
Melhor Trilha Sonora (John Williams)

INDICADO AO GLOBO DE OURO
Melhor Filme Estrangeiro

“O VALE DAS BONECAS”: AGORA EM DVD REPLETO DE EXTRAS, UM DOS ÚLTIMOS TRABALHOS DE SHARON TATE NO CINEMA

Escândalo na época de seu lançamento, "O Vale das Bonecas" ganhou status de cult e acaba de sair em DVD repleto de extras

Baseado em best seller que causou escândalo na época de seu lançamento, “O Vale das Bonecas” foi o filme mais lucrativo da Fox em 1967 e acaba de sair em DVD, repleto de extras

BASEADO NO BEST SELLER DE JACQUELINE SUSANN, “O VALE DAS BONECAS” FOI UM GRANDE SUCESSO NOS CINEMAS, GANHANDO FAMA TAMBÉM PELOS ATRIBULADOS BASTIDORES DE SUA PRODUÇÃO.

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INDICADO AO OSCAR EM 1968, O FILME ACABA DE SAIR EM DVD NO BRASIL, EM BELA EDIÇÃO REPLETA DE EXTRAS, QUE INCLUEM ATÉ TESTES DE CÂMERA DE SHARON TATE E BARBARA PERKINS, ALÉM DE UM ÓTIMO DOCUMENTÁRIO. 

Livro mais vendido no ano de seu lançamento, 1966, o best-seller homônimo de Jacqueline Susann já vendeu mais de 30 milhões de cópias nos Estados Unidos e foi traduzido para mais de 20 línguas. Com sua saga de ascensão e queda de três jovens mulheres que sonham entrar para o mundo do espetáculo, a obra chocou o público conservador, abordando a sexualidade feminina e drogas – as “bonecas” do título, eufemismo usado pela autora não só para as personagens, mas para pílulas em geral. Jacqueline baseou o livro – repleto de escândalos, abuso de drogas e disputas pelo poder no mundo do showbizz – em suas experiências como atriz frustrada e nas histórias que conheceu por meio de seu marido, o agente de imprensa Irving Mansfield.

Na trama, a estudante Anne Welles sonha em ser uma estrela da Broadway, e com seu jeito espontâneo e determinado, resolve largar tudo e partir para Nova York. Na companhia de duas outras jovens, uma aspirante a atriz e uma cantora amadora, ela ainda pretende conseguir um homem bonito e rico. Cada uma ascende social e profissionalmente, mas acaba viciada em pílulas, e sem encontrar o amor verdadeiro.

Jennifer North (Jennifer North), Anne Welles (Barbara Parkins) e Neely O'Hara (Patty Duke): as "bonecas" do título

Jennifer North (Sharon Tate), Anne Welles (Barbara Parkins) e Neely O’Hara (Patty Duke): as “bonecas” do título

Não demorou para Hollywood adquirir os direitos e iniciar a produção da adaptação cinematográfica. Com Mark Robson (do igualmente escandaloso “A Caldeira do Diabo)” na direção, a pré-produção de “O Vale das Bonecas” começou, com uma disputa acirrada pelos papéis principais. Com o elenco fechado, começaram as filmagens, e brigas entre atrizes como Patti Duke e Susan Hayward ganharam as manchetes. Notório pelas brigas nos bastidores, o filme finalmente estreou em novembro de 1967, tornando-se um estrondoso sucesso de público, apesar das críticas, sendo relançado dois anos depois, após o assassinato de Sharon Tate (então esposa de Roman Polanski) por Charles Manson e seus seguidores, em 9 de agosto de 1969.

 CURIOSIDADES:

* Autora do livro, Jacqueline Susann faz uma ponta no filme, como repórter, assim como Richard Dreyfuss, no papel de um diretor de elenco.

* O papel de Jennifer, a bela atriz sem talento, foi inicialmente oferecido a Rachel Welch, que recusou a oferta com medo de ficar ainda mais estereotipada como sex symbol. A personagem acabou interpretada por Sharon Tate, Sra. Roman Polanski na época.

Em cena, Sharon Tate (1943–1969): um dos símbolos sexuais dos anos 60, a atriz teve a carreira abreviada por uma terrível tragédia - seu assassinato durante o massacre  cometido por Charles Manson e seu grupo de fanáticos

Em cena, Sharon Tate (1943–1969): um dos símbolos sexuais dos anos 60 e esposa de Roman Polanski, a atriz teve a carreira abreviada por uma terrível tragédia. Então grávida de oito meses, ela foi assassinada durante massacre cometido por Charles Manson e seu grupo de fanáticos na casa da atriz, no bairro de Bel Air (Los Angeles) em 9/8/1969

* Com a carreira em decadência, Judy Garland parecia a escolha perfeita para o papel de Helen Lawson, a veterana diva da Broadway. Mas, sem conseguir decorar suas falas e com sérios problemas emocionais, a atriz acabou demitida e lodo depois substituída por Susan Hayward (“Quero Viver!”). Nos extras do DVD é possível ver imagens das gravações de Judy no papel.

* Atuando como rivais na tela, Patti Duke e Susan Hayward se odiaram também na vida real, protagonizando brigas homéricas. Por isso, vários críticos e pesquisadores de cinema apontam  as incríveis similaridades entre as atrizes e suas personagens.

Pati Duke e Susan Hayward no filme: brigas na tela e fora dela

Patti Duke e Susan Hayward no filme: brigas na tela e fora dela

* Cantada por Dionne Warwick, a música-tema do filme chegou ao 2º lugar da Billbord, vendendo mais de 1 milhão de cópias.

* O longa teve uma continuação em 1970, dirigida por Russ Meyer (de “Faster, Pussycat! Kill! Kill!“) e escrita pelo famoso crítico de cinema Roger Ebert: “Beyond The Valley Of The Dolls – de Volta Ao Vale das Bonecas“, disponível para locação na 2001.

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EXTRAS INCLUÍDOS NO DVD:

* Por trás das câmeras de “O Vale das Bonecas” (23:28 min.)
* As Filmagens do clássico (5:30 min.)
* Testes de câmera com Sharon Tate (2 min.)
* Teste de câmera com Barbara Parkins (7:24 min.)
* Trailer original (1:33 min.)
* Galeria de fotos com figurinos, cenários e locações.