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A ARTE DE JEAN-PIERRE MELVILLE E ROBERT ALTMAN + O CINEMA DE OZU 3

DE VOLTA AO CATÁLOGO, OS INFLUENTES POLICIAIS FRANCESES DE JEAN-PIERRE MELVILLE E TRÊS CULTS DO DIRETOR NORTE-AMERICANO NOS ANOS 70. E NÃO PERCA TAMBÉM O TERCEIRO VOLUME DA COLEÇÃO COM CLÁSSICOS DO MESTRE YASUJIRO OZU.

A ARTE DE JEAN-PIERRE MELVILLE

O DVD duplo reúne inéditas versões restauradas de clássicos de Jean-Pierre Melville (1917-1983), o mestre maior do policial francês, além de um ótimo documentário sobre o diretor, além de quase uma hora de extras.

Considerado um dos precursores da nouvelle vague, o cineasta francês era fascinado pelo cinema norte-americano, em especial pelos anti-heróis, femme fatales e tramas intrincadas do cinema noir. O box inclui um de seus melhores trabalhos, “O Círculo Vermelho”, influente “heist movie” (filme de assalto) com seus personagens amorais à beira do abismo.

DISCO 1: 

O CÍRCULO VERMELHO (“Le Cercle Rouge”, 1970, 141 min.)
Com Alain Delon, Bourvil, Gian Maria Volonté e Yves Montand.

Um grande ladrão, um assassino e um ex-policial alcoólatra planejam um elaborado assalto. O ultimo grande filme de Melville é uma sensacional homenagem aos filmes de assalto hollywodianos e a “Rififi”, de Jules Dassin.

CODINOME MELVILLE (“Sous le nom de Melville”, 2008, 76 min.)
De Olivier Bohler. Com Volker Schlöndorff, Bertrand Tavernier e Johnnie To.

Documentário que propõe uma fascinante reflexão sobre a vida, a obra e o legado de Melville, a partir de raros materiais de arquivo, trechos de filmes e depoimentos de cineastas consagrados e críticos de cinema.

DISCO 2:

TÉCNICA DE UM DELATOR (“Les Doulos”, 1969, 102 min.)
Com Jean-Paul Belmondo, Serge Reggiani e Jean Desailly.

A história de dois criminosos no submundo de Paris cujos destinos se cruzam. Eles são amigos ou inimigos? Um deles é um delator? Um filme noir fatalista e complexo dirigido magistralmente por Melville.

DOIS HOMENS EM MANHATTAN (“Deux Hommes dans Manhattan”, 1959, 84 min.)
Com Jean-Pierre Melville, Pierre Grasset e Christiane Eudes.

Um diplomata francês da ONU desaparece em Nova York. Um jornalista francês que mora na cidade e um fotógrafo alcoólatra saem à sua procura. Mais uma declaração de amor de Melville ao cinema policial norte-americano.

EXTRAS:

* Análise de “O Círculo Vermelho” (21 min.)
* Depoimento de Jean-Pierre Melville sobre “Técnica de um Delator” (19 min.)
* Apresentação de “Técnica” (2 min.)
* Trailers (09 min.)

A ARTE DE ROBERT ALTMAN

Um dos pioneiros da “Nova Hollywood” que emergiu no cinema americano no final dos anos 1960, Robert Altman (1925–2006) migrou da TV para a sétima arte combinando inovações técnicas como a sobreposição de diálogos numa cena, a alternância de histórias paralelas (o famoso multiplot ou filme-coral), o jogo de lentes e muita improvisação entre os atores – quase sempre com conteúdo crítico e subversivo.

A década de 1970 é considerada a mais fértil e bem-sucedida do cineasta, sendo bem representada na coleção, que reúne três clássicos desse período mais um documentário inédito.

DISCO 1:

TRÊS MULHERES (“3 Women”, 1977)
Com Shelley Duvall, Sissy Spacek e Janice Rule.

Mulher tímida e solitária começa um novo trabalho e logo se sente emocionalmente ligada a uma colega. Um acidente envolvendo as duas faz com que, inexplicavelmente, elas troquem de personalidade.

ALTMAN, UM RETRATO (“Robert Altman: giggle and give in”, 1996)
De Paul Joyce. Com Shelley Duvall, Elliott Gould e Joan Tewkesbury.

Fascinante introdução à obra do cineasta norte-americano, acompanhada de uma análise dos temas recorrentes de sua filmografia.

DISCO 2:

O PERIGOSO ADEUS (“The Long Goodbye”, 1973)
Com Elliott Gould, Nina van Pallandt e Sterling Hayden.

O detetive particular Philip Marlowe tenta ajudar um amigo acusado de matar a esposa. Baseado no romance “Hard Boiled”, do genial Raymond Chandler (“À Beira do Abismo”), este policial é um dos melhores neo-noir dos anos 70.

RENEGADOS ATÉ A ÚLTIMA RAJADA (“Thieves Like Us”, 1974)
Com Keith Carradine, Shelley Duvall, John Schuck e Bert Remsen.

Na década de 1930, três assassinos condenados escapam da prisão e iniciam uma série de assaltos a banco. Baseado no mesmo romance filmado por Nicholas Ray no cult “Amarga Esperança”.

EXTRAS:

* Documentário sobre “O Perigoso Adeus” (25 min.)
* Trailers e Spots de TV de “3 Mulheres” (8 min.)
* Trailer de “O Perigoso Adeus” (3 min.)
* Spots de Rádio de “O Perigoso Adeus” (3 min.)
* Trailer de “Renegados Até a Última Rajada” (2 min.)

O CINEMA DE OZU – VOL. 3

Mais 6 clássicos do mestre japonês, incluindo inéditas versões restauradas de três de seus últimos filmes (“A Rotina Tem seu Encanto”, “Bom Dia” e “Dias de Outono”) e raridades como “As Irmãs Munekata” e “O Sabor do Chá Verde Sobre o Arroz”.

DISCO 1:

BOM DIA (Ohayo, 1959, 94 min.)

Num bairro de Tóquio, as crianças ficam encantadas com a televisão de um vizinho. E os irmãos Isamu e Minoru querem uma TV só para eles, o que gera conflito familiares.

DIAS DE OUTONO (Akibiyori, 1960, 128 min.)

Após a morte do marido, Akiko e amigos sugerem a sua filha, Ayako, que se case. Mas ela recusa, pois quer ficar com a mãe. Com o novo casamento da mãe, o que Ayako fará?

DISCO 2:

A ROTINA TEM SEU ENCANTO (Sanma No Aji, 1962, 114 min.)

Um viúvo leva uma vida calma sob os cuidados da filha. Mas, após uma conversa com amigos, ele fica preocupado com o futuro da filha e resolve arrumar um marido para ela.

AS IRMÃS MUNEKATA (Munekata Kyodai, 1950, 112 min.)

Duas irmãs ganham a vida trabalhando num bar. Uma delas é casada com um desempregado alcóolatra, mas as duas amam outro homem, um sofisticado antiquário.

DISCO 3:

O SABOR DO CHÁ VERDE SOBRE O ARROZ (Ochazuke no Aji, 1952, 116 min.)

Taeko e Mokichi há anos vivem um infeliz casamento arranjado. A recusa da sobrinha de Taeko em aceitar a mesma situação abre uma nova crise entre o casal.

RELATO DE UM PROPRIETÁRIO (Nagaya Shinshiroku, 1947, 71 min.)

Tashiro acha um menino abandonado num vilarejo em ruínas e acaba adotando-o, a contragosto. Mas o desaparecimento do menino a fará perceber o quanto o ama.

EXTRAS:

* Especial sobre Ozu (15 min.)
* Análise de “Bom Dia” (18 min.)

COMPLETE A SUA COLEÇÃO:
O Cinema de Ozu
O Cinema de Ozu – Vol 2

CLÁSSICOS E CULTS RAROS EM PROMOÇÃO SÓ NA 2001

A MAIORIA FORA DE CATÁLOGO, INCLUINDO FILMES ACLAMADOS E PRODUÇÕES ICÔNICAS DO CINEMA LGBT, COMO “JOHAN“, “MAURICE” E O DOCUMENTÁRIO “BEFORE STONEWALL“, AGORA COM PREÇO ESPECIAL. 

Entre os filmes selecionados, há obras importantes adaptadas para a telona (“Senhorita Julia“, “Electra“, “Os Vivos e os Mortos“, “Maurice“), clássicos franceses (“Os Amantes“, “Zazie no Metrô“, “As Duas Faces da Felicidade“) e preciosidades como o noir “A Lei dos Marginais“, de Samuel Fuller, “Um Gosto de Mel“, um marco do cinema inglês, “O Condenado de Altona“, baseado em peça de Jean-Paul Sartre, “Esposamante“, com o grande Marcello Mastroianni, “Os Vivos e os Mortos“, último trabalho de John Huston, e um cult por excelência – “Paixão Selvagem“, do cantor e diretor francês Serge Gainsbourg.

Não deixe de adquirir seus filmes favoritos, nem de descobrir produções menos conhecidas, pois os estoques são limitados. Confira a seguir uma pequena amostra com 20 sugestões de nossa equipe. Tem muito mais em nosso site.

Boa sessão “cult”!
Equipe 2001

MADAME DU BARRY

Mestre da farsa sofisticada, Ernst Lubitsch dirigiu este clássico do cinema mudo na Alemanha, logo após a Primeira Guerra Mundial. Estrelado por Pola Negri e pelo maior ator alemão da época, Emil Jannings (“Fausto”), o filme acompanha as peripécias da amante do rei Louis XV da França até sua execução durante a Revolução Francesa.

O ESTUDANTE DE PRAGA

Lançado em 1926, este clássico expressionista do cinema mudo apresenta Conrad Veidt (“O Gabinete do Dr. Caligari”) no papel de um estudante pobre que faz pacto com um estranho que, em troca, rouba o seu reflexo contido no espelho. Uma raridade do cinema alemão, com simbolismos e trama semelhante ao “Fausto” de Goethe.

SENHORITA JULIA

O sueco Alf Sjöberg dirigiu e escreveu esta adaptação da peça homônima do dramaturgo August Strindberg (1849-1912), escrita em 1888, dissecando conflitos sociais seculares por meio do intenso encontro entre uma aristocrata e seu empregado, cuja relação desigual sofre uma inversão – com o dominado passando a dominador. Refilmado em 2014 (“Miss Julie“) por Liv Ullmann, o filme conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

ELECTRA, A VINGADORA

Depois da guerra de 10 anos contra Tróia, Agamenon volta para casa. Em sua ausência, sua esposa, Clitemnestra, esteve nos braços de um amante, que mata Agamenon logo após o seu retorno. Seus filhos, Electra e Orestes, esperam vingar, agora adultos, o assassinato do pai. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, “Electra” trouxe notoriedade ao grego-cipriota Michael Cacoyannis, que depois dirigiria o sucesso mundial “Zorba, o Grego”(1964).

AS TROIANAS

O cineasta grego Michael Cacoyannis notabilizou-se por sua trilogia de adaptações de grandes tragédias gregas, formada por “Electra, a Vingadora” (1961), “As Troianas” (1971) e “Ifigênia” (1977), todas estreladas por sua musa, Irene Papas, e adaptadas de peças de Eurípides. “As Troianas” não nega sua estrutura teatral, que valoriza ainda mais o trabalho de Papas, Katharine Hepburn, Vanessa Redgrave (foto) e Geneviève Bujold.

A VIDA DE GALILEU

Joseph Losey (de “Uma Estranha Mulher” – também em promoção na 2001) dirige esta versão da peça “Galileu Galilei”, de Bertolt Brecht, com grande elenco britânico (Topol, Edward Fox, Colin Blakely, Margaret Leighton, John Gielgud). Um dos responsáveis pela fundação da ciência moderna, Galileu apoia a teoria de Copérnico, segundo a qual a Terra gira em torno do Sol, e entra em conflito com a Igreja Católica.

O AMANHÃ É ETERNO

Orson Welles interpreta um homem dado como morto na 1ª Guerra e que reaparece – 20 anos depois – desfigurado e com nova identidade. Ele encontra acidentalmente a esposa, Elizabeth (Claudette Colbert), e descobre ter um filho, Drew. Assim, neste clássico melodrama de 1946, o protagonista precise decidir se revela ou não a sua verdadeira identidade.

ZAZIE NO METRÔ

Dirigida por Louis Malle (“Lacombe Lucien”), esta adaptação do livro de Raymond Queneau é uma adorável e excêntrica comédia francesa que transborda criatividade, com montagem e concepção visual elaboradas, e o espírito libertário da Nouvelle Vague. No filme, Zazie, garota do interior da França, tem a chance de conhecer Paris pela primeira vez, passando dois dias na capital francesa. Hospedada na casa de seu tio Gabriel (Philippe Noiret, de “Não Toque na Mulher Branca” – também em promoção), ela cultiva um sonho: andar de metrô.

AS DUAS FACES DA FELICIDADE

Precursora da Nouvelle Vague com “La Pointe Courte” (1954), Agnès Varda (“Cléo das 5 às 7“) dirige esta evocação sem culpa sobre o casamento e o desejo, refletindo sobre o significado da felicidade e a relação conjugal. Visualmente influenciado pela pintura impressionista, este é um dos mais belos trabalhos de uma das grandes diretoras da história do cinema. Nele, um pai de família casado se envolve com outra mulher, mas não quer abandonar a esposa. Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim. Aos 89 anos, Varda concorreu ao Oscar deste ano com o documentário “Visages Villages”.

PRIVILÉGIO

A premissa do filme – um artista que tem sua individualidade sacrificada, transformando-se em um produto – nunca foi tão atual em tempos de astros-relâmpagos. Dirigido pelo influente (e provocador) documentarista britânico Peter Watkins, este clássico de 1967 desconcertou a crítica com seu misto de musical, cinema-verdade e crítica à indústria cultural, em um futuro indeterminado que não esconde suas raízes nas mudanças comportamentais da virada dos anos 1960 para os 1970.

UM BEATLE NO PARAÍSO

Corroteirista do clássico “Doutor Fantástico” (1964), o escritor Terry Southern também escreveu esta anárquica comédia lançada durante a efervescência da Swinging London sessentista. Contando com a colaboração dos ex-Monty Python John Cleese e Graham Chapman no roteiro, esta sátira surreal debocha da moral e dos costumes ingleses em uma série de esquetes com a participação de Raquel Welch, Yul Brynner e Roman Polanski, em papéis bizarros.

OS CRIMES DE OSCAR WILDE

A excelência dos atores ingleses se confirma nesta crônica do processo enfrentado pelo escritor Oscar Wilde (Peter Finch, premiado com o Bafta em 1961) na década de 1890. Acusado de manter um relacionamento com outro homem, o célebre autor de “O Retrato de Dorian Gray” luta pela liberdade, expondo sua homossexualidade numa época em que a mesma era condenada com a prisão.

PAIXÃO SELVAGEM

Estreia na direção do compositor e cantor francês Serge Gainsbourg (1928-1991), a ousada história de amor entre o personagem homossexual de Joe Dallesandro e uma garçonete (Jane Birkin) provocou escândalo com sua crueza e cenas de sexo, além de eternizar a canção “Je T’Aime Moi Non Plus”, composta originalmente para Brigitte Bardot. Serge e Birkin foram casados e tiveram uma filha, a atriz e cantora Charlotte Gainsbourg (“Melancolia”).

ESPOSAMANTE

Em um de seus melhores papéis, Marcello Mastroianni interpreta um comerciante ligado a grupos anarquistas. Dado como morto, ele acompanha, à distância, cada passo da esposa Antonia, que acreditava ser frígida. Antes passiva e inerte, a personagem de Laura Antonelli vive uma fase de renascimento (inclusive sexual), assumindo seus negócios. Este drama romântico dirigido por Marco Vicario fez muito sucesso no Brasil.

MAGNICÍDIO

Mais um trabalho de vanguarda do provocador cineasta britânico Derek Jarman (de “Caravaggio”), uma alegoria sobre a sociedade inglesa em um futuro pós-apocalíptico. Considerado oficialmente o primeiro filme punk da história, “Magnicídio” é um produto de seu tempo, um filme-experimento do diretor apresentando uma Inglaterra caótica e sem-lei, na qual a rainha está morta e as ruas dominadas por gangues de jovens, orgias e violência brutal.

MAURICE

Escrito por E.M. Forster (1879-1970) e publicado postumamente, o romance “Maurice” retrata as dificuldades do personagem-título em lidar com sua homossexualidade na repressora Inglaterra do começo do século XX. A adaptação para cinema é mais uma requintada produção de Ismail Merchant com direção de James Ivory, que, aos 89 anos, acaba de receber o Oscar de melhor roteiro adaptado por filme de temática semelhante, o sucesso indie “Me Chame Pelo Seu Nome” (já em pré-venda na 2001). “Maurice” venceu o Leão de Prata no Festival de Veneza.

OS VIVOS E OS MORTOS

Último trabalho de John Huston, o filme é considerado seu testamento, com a filha Anjelica Huston no elenco e roteiro (indicado ao Oscar) do filho Tony – uma adaptação do conto “Os Mortos”, de “Os Dublinenses”, escrito por James Joyce. Como outras obras do célebre escritor irlandês, a história é uma meditação em torno do tempo e da memória: em 6 de janeiro de 1904, Dublin (Irlanda) celebra o Dia dos Reis, e, na casa das irmãs Morgan, Julia e Kate, são oferecidos uma ceia e um sarau a amigos e parentes.

EU, CHRISTIANE F., 13 ANOS, DROGADA E PROSTITUÍDA

Dirigido por Uli Edel, o filme é baseado no livro homônimo escrito pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck a partir de depoimentos de Christiane Felscherinow. Com cenas fortes, o relato marcou época e continua a chocar, apresentando um retrato melancólico e sem retoques do ocaso de uma jovem que sucumbe ao inferno das drogas. Curiosidade: na trama, Christiane vai a um show do saudoso David Bowie que, além de fazer uma ponta, marca presença na trilha sonora, composta por várias músicas de sua fase alemã, como a inesquecível “Heroes”.

OVOS DE OURO

Famoso por retratar, desde seus primeiros filmes, a sexualidade e as aspirações da classe média espanhola, Bigas Luna dirigiu esta história de ascensão e queda de um típico machão hispânico, cujas motivações materiais compõem um quadro crítico do homem contemporâneo. Com título sugestivo, o filme traz no elenco Javier Bardem, já se notabilizando como galã, e uma pequena participação de Benicio Del Toro. Prêmio Especial do Júri no Festival de San Sebastián.

SEGUNDA PELE

Produção espanhola centrada no dilema vivido pelo personagem de Jordi Mollà (“Profissão de Risco”), dividido entre a sensação de normalidade do casamento e o desejo compartilhado com o amante – interpretado por Javier Bardem, com quem protagoniza ousadas cenas de sexo. Sem apontar culpados, o filme explora a dor advinda da traição, sem esquecer também do ponto de vista da esposa.

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 E S T O Q U E S    L I M I T A D O S

CULTS, SÉRIES E PRODUÇÕES INÉDITAS DE SCI-FI E TERROR NA 2001

COLEÇÃO CLIVE BARKER – O MESTRE DO HORROR EXPLÍCITO

Box com 4 discos + cards com 4 filmes escritos por Clive Barker – o criador e diretor do cult de terror “Hellraiser – Renascido do Inferno”. Nascido em Liverpool, Barker ganhou notoriedade como escritor de contos, peças teatrais e romances que mesclavam erotismo, fantasia e horror, até dirigir curtas e estrear na direção de longa-metragem com “Hellraiser” (1987), seguido por “Raça das Trevas” (1990) e “O Mestre das Ilusões” (1995) – os dois últimos incluídos na coleção, que também conta com “O Senhor das Trevas” (1986) – dirigido por George Pavlou – e “O Mistério de Candyman” (1992), de Bernard Rose.

DARK SIDE HORROR COLLECTION – VOLUME 5 (DVD Duplo)

Carroll Baker (indicada ao Oscar por “Boneca de Carne”) interpreta a personagem-título de BABA YAGA – A BRUXA MALDITA (1973), uma mulher misteriosa, sensual e sádica que provoca inúmeras mortes por meio de sua conexão com uma fotógrafa. E, escrito por Robert Thom (roteirista de “Os 5 de Chicago”), A BRUXA QUE VEIO DO MAR (1976) mergulha na descida ao inferno (e loucura) de uma mulher perturbada por um trauma de infância.

DARK SIDE HORROR COLLECTION – VOLUME 6 (DVD Duplo)

Mistura de horror e sci-fi produzida por Roger Corman, GALÁXIA DO TERROR (1981) conta com James Cameron (“Avatar”) na equipe de produção, em um de seus primeiros trabalhos no cinema, como diretor de segunda unidade. Já GALÁXIA PROIBIDA (1982), também produzido por Corman, é mais uma das inúmeras produções “B” inspiradas em “Alien, o Oitavo Passageiro”, com um monstro mutante que ameaça uma equipe no espaço.

MYSTERY MAGAZINE (DVD Duplo)

Fãs de Wes Craven (1939–2015), diretor de “A Hora do Pesadelo” e da franquia “Pânico”, não podem perder O MONSTRO DO PÂNTANO (1982), sua versão para o personagem dos quadrinhos da DC Comics. Outra criatura originária de HQ, O HOMEM-COISA (2005) foi criado por Steve Gerber para a Marvel e segue outro homem metamorfoseado, em uma versão mais slasher e trash sob a direção de Brett Leonard (“Assassino Virtual”).

A MALDIÇÃO DO BONECO ROBERT

Inédito nos cinemas brasileiros, o filme seria – segundo seus produtores -, supostamente baseado na “história real” que inspirou a criação do boneco Chucky da franquia de terror. Nesta produção B britânica, Robert é um assustador brinquedo que aterroriza os funcionários do Museu East Falls. Edição com luva + pôster colecionável.

A FESTA DO MONSTRO MALUCO

Clássico da animação, lançado originalmente em 1967, que serviu de inspiração para Tim Burton e seu “O Estranho Mundo de Jack” (1993). Na trama, o Barão Frankenstein decide se aposentar e convoca todos os monstros para uma convenção. Lançamento em DVD + Cd (no formato mini-LP) com a trilha sonora do filme

A QUINTA DIMENSÃO – A SÉRIE CLÁSSICA – VOL. 1

Exibida originalmente na rede ABC de 1963 a 1965, a série é semelhante a “Além da Imaginação”, mas com maior ênfase na ficção-científica, em detrimento do horror. Ela apresenta enredos independentes e sem personagens fixos, com atores como Martin Sheen, Leonard Nimoy, Martin Landau e William Shatner em início de carreira.

GALERIA DO TERROR – 1ª TEMPORADA

Um dos grandes nomes do gênero fantástico, o escritor Rod Serling (um dos roteiristas de “Além da Imaginação”) assina as histórias e serve de apresentador desta série dos anos 1960 que explora temas sombrios e mórbidos, a partir de quadros de um museu antigo. Box com os 17 primeiros episódios, incluindo o piloto original.

OS INVASORES – 1ª TEMPORADA COMPLETA

Série clássica de ficção científica criada por Larry Cohen (“Foi Deus Quem Mandou”, “A Coisa”) nos anos 1960, sobre David Vincent (Roy Thinnes), arquiteto que descobre uma conspiração alienígena para dominar nosso planeta. Nos extras, versão estendida do episódio piloto, entrevistas e introdução de Roy Thinnes antes de cada história.

FLASH GORDON (1980)

Fracasso na época de seu lançamento, o filme virou cult e foi até homenageado na comédia “Ted” (2012). Com figurinos de Danilo Donati (“Romeu e Julieta”) e marcante trilha com canções da banda Queen, o filme ainda conta com Max von Sydow, Ornella Muti e o ex-007 Timothy Dalton no elenco. DVD + CD (no formato mini LP) com a trilha sonora.

COCOON

Bem antes de conquistar o Oscar por “Uma Mente Brilhante” em 2002, Ron Howard dirigiu esta simpática comédia com toques de ficção-científica sobre um grupo de aposentados da Flórida que redescobre o prazer de viver. O filme levou o Oscar de melhor ator coadjuvante (para Don Ameche) e melhores efeitos visuais.

COLEÇÃO ABDUZIDOS

Box com 3 discos e cards colecionáveis de 3 filmes ligados tematicamente, mas independentes: INTRUDERS (1992), minissérie em 2 episódios premiada com o Emmy; FOGO NO CÉU (1993), longa sobre um homem abduzido que reaparece após cinco dias, e ESTRANHOS VISITANTES (1989), com Christopher Walken e Lindsay Crouse.

OS ÚLTIMOS DIAS DO PLANETA TERRA (DVD Duplo)

Um grupo de arqueólogos retorna de uma expedição espacial e seu comandante apresenta sinais de demência. Investigando, Lloyd Walker (Gil Bellows) descobre que uma colônia de alienígenas está se alimentando de seres humanos. Produção para TV com Daryl Hannah e Campbell Scott no elenco.

“SAM PECKINPAH – O POETA DA VIOLÊNCIA”, COLEÇÃO COM 4 FILMES DO DIRETOR

“Sempre me criticam por incluir violência nos meus filmes. Mas, quando a abandono, ninguém sequer assiste ao filme”.

GRANDE INFLUÊNCIA DE CINEASTAS COMO QUENTIN TARANTINO, JOHN WOO E ROBERT RODRIGUEZ, SAM PECKINPAH (1925-1984) TEM QUATRO TRABALHOS DE SUA FASE FINAL REUNIDOS NO BOX QUE ACABA DE SAIR EM DVD NA 2001.

Apelidado pela crítica americana de “Bloody Sam” (em tradução livre, “Sam Sangrento”), devido ao excesso de violência em seus filmes, ele nasceu em 21/2/1925, em Fresno (Califórnia, EUA). Após se alistar na Marinha em 1943, retornou à sua terra natal, formando-se em Drama na Fresno State College. O curso criou nele o desejo de dirigir, fazendo-o mudar para Los Angeles, onde começou a trabalhar na TV, principalmente como assistente de direção na CBS, entre 1951 e 1953. No ano seguinte, passou a assistente e dialoguista de Don Siegel e, no final da década de 1950, já escrevia e dirigia episódios de O Homem do Rifle, entre outras séries de faroeste para TV.

Em 1961, Peckinpah estreou finalmente como diretor de longa-metragem com o western psicológico “Parceiros do Crime”, seguido pelo elogiado “Pistoleiros do Entardecer” (1962) – estrelado por Randolph Scott e Joel McCrea – e o fracasso comercial de “Juramento da Vingança” (1965), com Charlton Heston. Após ser demitido do filme “A Mesa do Diabo” (1965), ele daria a volta por cima com “Meu Ódio Será Sua Herança” (1969), reinventando o gênero western com realismo sem precedentes e cenas de violência em câmera lenta que marcariam para sempre sua carreira. Em seu cinema, não há mais mocinhos nem vilões, apenas personagens à beira do abismo, lutando contra o sistema e sua época.

Sam Peckinpah recebeu a única indicação ao Oscar de sua carreira pelo roteiro original de “Meu Ódio Será Sua Herança”, considerado um dos melhores faroestes da história do cinema

A fronteira do Texas com o México tornou-se o palco favorito de Peckinpah e, depois de mais um faroeste (o atípico “A Morte não Manda Recado“, 1970), ele passou a transitar entre outros gêneros, como o road movie “Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia” (1974) – que influenciaria Quentin Tarantino (“Cães de Aluguel”) e Robert Rodriguez (“Era uma Vez no México”) –, a aventura “Elite de Assassinos” (1975), o filme de guerra “A Cruz de Ferro” (1977) e o thriller de espionagem “O Casal Osterman” (1983). Os quatro títulos estão incluídos na coleçãoSam Peckinpah – O Poeta da Violência“.

Segundo Elvis Mitchell, ex-crítico do jornal The New York Times, “Peckinpah fazia épicos sobre o fracasso”, com personagens lidando com suas falhas assim como o próprio cineasta fazia na sua vida pessoal e profissional. Em seus filmes, não há final feliz ou redentor, apenas o gosto amargo do fim.

Falecido em 28/12/1984, de ataque cardíaco, o diretor era alcoólatra e viciado em drogas. Em quase toda a carreira, enfrentou problemas com produtores, que impunham cortes significativos na montagem final de seus filmes. Homem de excessos, na tela e fora dela, Peckinpah viveu intensamente, como seus personagens, e conservou até o fim sua paixão pelo México e pelas raízes da cultura norte-americana.

SAM PECKINPAH – O POETA DA VIOLÊNCIA

Com quatro discos (e ótimo preço na 2001), a coleção reúne três trabalhos do diretor, produtor e roteirista nos anos 1970 — “Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia” (1974), “Elite de Assassinos” (1975) e “A Cruz de Ferro” (1977) — mais seu último filme, “O Casal Osterman” (1983).

TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA

Alfredo Garcia engravida a filha de um latifundiário mexicano. Revoltado, o pai da moça oferece um milhão de dólares pela cabeça de Garcia. Faroeste moderno estrelado por Warren Oates (de “Meu Ódio Será Sua Herança”), o filme — com sua violência estilizada e tipos do submundo — adquiriu com o tempo status de cult e influenciou cineastas como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.

A CRUZ DE FERRO

Em 1943, no front de guerra do extremo leste soviético, o sargento alemão Steiner (James Coburn) é subordinado ao covarde comandante Stransky (Maximilan Schell). De família aristocrata alemã, este não mede esforços para obter a Cruz de Ferro –a mais alta comenda para um militar alemão–, nem que para isso tenha que sacrificar seus soldados. Um filme visceral sobre o o absurdo da guerra, citado por Tarantino como uma das principais influências de “Bastardos Inglórios” (2009).

ELITE DE ASSASSINOS

Durante uma missão, George (Robert Duvall) trai e fere a tiros Mike, que irá se vingar do antigo parceiro de trabalho. Os dois trabalhavam juntos em uma agência particular a serviço da CIA e outras empresas.  Antecipando a temática de “O Casal Osterman”, este thriller de ação é um intrincado jogo de gato e rato entre mercenários da CIA, com algumas perseguições e até lutas com artes marciais.

 CASAL OSTERMAN

Desde os tempos da faculdade, o jornalista John Tanner (Rutger Hauer) e mais três grandes amigos reúnem-se em um fim de semana no campo. Entretanto, o agente da CIA Lawrence Fassett (John Hurt) procura Tanner e lhe conta que seus amigos são, na verdade, espiões que trabalham para o governo russo. Único longa-metragem de Peckinpah na década de 1980, baseado no romance “A Visita do Casal Osterman”, escrito pelo mesmo autor de “A Identidade Bourne”, Robert Ludlum.

MAIS SAM PECKINPAH NA 2001:

Pat Garret e Billy The Kid (1973)
Dez Segundos de Perigo (1972)
Os Implacáveis (1972)
A Morte não Manda Recado (1970)
O Homem do Rifle (1958) episódios

COM CARDS E EXTRAS, CINCO NOVAS EDIÇÕES ESPECIAIS NA 2001

NOS ÚLTIMOS LANÇAMENTOS DO SELO OBRAS-PRIMAS, “NÓ NA GARGANTA“, CULT DE NEIL JORDAN (DIRETOR DE “TRAÍDOS PELO DESEJO”); “HAVAÍ“, CLÁSSICO INDICADO AO OSCAR COM JULIE ANDREWS, MAX VON SYDOW E RICHARD HARRIS; “PONETTE“, DRAMA FRANCÊS PREMIADO NO FESTIVAL DE VENEZA; “UM SONHO SEM LIMITES“, LONGA DE DE GUS VAN SANT COM NICOLE KIDMAN VENCEDORA DO GLOBO DE OURO; E “CIDADÃO X“, TELEFILME SOBRE SERIAL KILLER RUSSO.

NÓ NA GARGANTA

Vencedor do Urso de Prata de melhor diretor para Neil Jordan no Festival de Berlim, o filme é baseado no romance homônimo de Patrick McCabe (autor de “Café da Manhã em Plutão”).

“Nó na Garganta” transita entre o trágico e o humor negro violento para revelar o mundo interior de um agressivo menino de 12 anos, Francie (Eammon Owens, também premiado em Berlim), numa pequena comunidade rural irlandesa na década de 1960. Com seu pai constantemente bêbado e a mãe depressiva, o garoto vive isolado e encontra refúgio na sua imaginação, delirante e ao mesmo tempo violenta.

Inédita em DVD no Brasil, esta produção irlandesa de 1997 só havia saído em VHS no Brasil.

Com grandes atores como Stephen Rea (“Cidadão X“), Brendan Gleeson (“No Coração do Mar“) e Milo O’Shea no elenco, além da participação especial da cantora Sinéad O’Connor, o longa é um cruel conto sobre a perda da inocência e o poder – para o mal, da imaginação.

EXTRAS:
* Trailer original
* Cenas deletadas

HAVAÍ

Escrito pelo roteirista Dalton Trumbo (biografado no recente “Trumbo“) e por Daniel Taradash, a partir do romance de James A. Michener, o filme concorreu em sete categorias do Oscar em 1967: melhor atriz (Jocelyne LaGarde), fotografia, figurino, som, efeitos visuais, trilha sonora e canção.

Na trama, ambientada em 1820, Abner Hale (Max von Sydow, famoso por sua parceria com Ingmar Bergman) é um rígido missionário da Nova Inglaterra que, junto com a esposa Jerusha Bromley (Julia Andrews), tenta catequizar os nativos da exótica ilha do Havaí. Mas o choque entre as duas culturas é grande e o desentendimento entre os dois povos pode resultar em uma tragédia.

Curiosamente, ao tratar de religião e choque de culturas, este clássico de George Roy Hill, também diretor de “Golpe de Mestre“, tem vários pontos de contato com o último trabalho de Martin Scorsese, o épico “Silêncio” (já disponível em DVD na 2001).

EXTRAS:
* Trailer original
* Making of

PONETTE – À ESPERA DE UM ANJO

Escrito e dirigido pelo francês Jacques Doillon (do controverso “Raja”), este é um dos filmes mais sensíveis da década de 1990 por revelar, com extrema delicadeza, os reflexos da morte na vida de uma criança.

É o caso de Ponette (a revelação Victoire Thivisol), uma menina de 4 anos confrontada com a perda da mãe, morta em um acidente de carro. Incapaz de entender a situação segundo os padrões do pensamento adulto, a menina acredita que sua mãe irá voltar.

A menina tenta falar com ela, e essa espera é de uma determinação comovente. Ponette então questiona os adultos e outras crianças à sua volta, enquanto recebe conselhos sobre religião, filosofia e até como falar com Deus.

Victoire Thivisol tinha apenas 5 anos de idade quando venceu a Copa Volpi de melhor atriz no Festival de Veneza por sua atuação no papel-título. O filme conquistou mais três prêmios no festival e levou o prêmio da crítica na Mostra Internacional de Cinema de SP, em 1996.

Uma raridade do cinema francês que merece ser descoberta, em versão remasterizada com quase 1 hora de extras.

EXTRAS:
* Entrevista com Jacques Doillon
* 8 anos depois: Victoire Thivisol (Ponette)
* Entrevista com Caroline Eliacheff
* Entrevista com a diretora de fotografia Caroline Champetier
* Diálogos com Jean-Claude Laureux e Jean-Pierre Durett

UM SONHO SEM LIMITES

Esta comédia dramática dirigida por Gus Van Sant (“Drugstore Cowboy“, “Milk”) é baseada na história real de Suzanne Stone Maretto, autora do livro “To Die For”, que deu origem ao filme.

Premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical, Nicole Kidman interpreta Suzanne, uma mulher amoral e calculista que vive numa pequena cidade de New Hampshire com o sonho de trabalhar na estação de TV local. Desiludida com seu casamento com Larry (Matt Dillon), dono de uma pizzaria, ela se dedica em tempo integral à carreira e fará de tudo para se tornar uma personalidade importante.

Com críticas ácidas ao culto às celebridades e à busca pela fama a qualquer custo, o filme consagrou Kidman — recentemente premiada no Festival de Cannes — no papel de femme fatale suburbana, e marca ainda a estreia de Casey Affleck (vencedor do Oscar deste ano por “Manchester à Beira Mar“) no cinema. Completam elenco, Joaquin Phoenix, Illeana Douglas, George Segal e Alison Folland.

EXTRAS:
* Entrevista com Gus Van Sant
* Spots de TV
* Trailer original

CIDADÃO X

Premiado com o Emmy e o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante em minissérie ou telefime para Donald Sutherland, “Cidadão X” é um tenso thriller de serial killer baseado no livro de Robert Cullen.

A trama acompanha a jornada de horror de Andrei Romanovich Chikatilo — o “Monstro de Rostov” –, o primeiro assassino em série descoberto na ex-União Soviética. Entre 1978 e 1990, ele matou mais de 50 pessoas, a maioria crianças e jovens mulheres. Em seu encalço, o tenente Viktor Burakov (papel de Stephen Rea, de “Traídos pelo Desejo”) busca pistas e ainda precisa lidar com a burocracia russa.

EXTRAS:
* Documentário especial sobre o serial Andrei Chikatilo (50 minutos).

EM EDIÇÕES ESPECIAIS, “ALICE”, “A GUERRA DO FOGO” E “FERVURA MÁXIMA”

TRÊS CULTS DO CINEMA AGORA EM DVD: UMA ANIMAÇÃO DO TCHECO JAN SVANKMAJER, UM FILME DE REFERÊNCIA PREMIADO COM O OSCAR, E O ÚLTIMO LONGA DE AÇÃO DO DIRETOR JOHN WOO REALIZADO EM HONG KONG ANTES DE SUA PARTIDA PARA HOLLYWOOD. EDIÇÕES COM EXTRAS + 1 CARD EM CADA UMA.

ALICE

Oportunidade de conhecer o trabalho do animador tcheco Jan Svankmajer, cuja obra marcadamente surrealista influenciou cineastas como Tim Burton.

O clássico de Lewis Carroll ganha uma interpretação singular neste filme lúdico, com poucos diálogos e ênfase na concepção visual, que mistura técnicas de animação stop-motion com elementos live action.

Vencedor do prémio de melhor filme no Festival de Cinema de Animação de Annecy, “Alice” é uma transposiçãolivre (e surreal) da obra de Carroll, a partir do momento em que a personagem-título (vivida pela atriz-mirim Kristýna Kohoutová) segue um misterioso coelho branco.

Edição caprichada com extras preciosos mais 1 card com imagem da produção.

EXTRAS:
* A primeira adaptação cinematográfica de “Alice no País das Maravilhas” (1903, 9 minutos)
* Curta-metragem “Alice in Label Land” (1974, 12 minutos)
* Dois inéditos curtas musicais dos irmãos Quay: “Stille Nacht II: Are We Still Married?” (1992, 3 minutos) e “Stille Nacht IV: Cant Go Wrong Without You” (1993, 3 minutos)
* Curta “Elsie and the Brown Bunny” (1921, 8 minutos)

A GUERRA DO FOGO

Vencedor do Oscar de melhor maquiagem e do César de melhor filme e direção, este longa-metragem de 1981 se tornou referência para estudantes, professores e interessados no período pré-histórico.

Ao mostrar a jornada de homens primitivos em busca de fogo em outras tribos, “A Guerra do Fogo” apresenta uma recriação do passado através da imaginação. A linguagem primitiva, por exemplo, foi desenvolvida por Anthony Burgess (autor do livro “Laranja Mecânica“), que criou neologismos especialmente para o roteiro.

Filmado em locações no Quênia, Escócia e Canadá, confirma a predileção do cineasta Jean-Jacques Annaud pelo passado e paisagens inóspitas. Em filmes como “O Urso” e “Sete Anos no Tibet”, Annaud retratou o embate de forças entre o homem e seu meio, visitante e habitante local.

Os personagens de “A Guerra do Fogo” procuram novas tribos, algumas mais avançadas, para roubar-lhes o fogo – que ainda não aprenderam a criar. Na luta pela sobrevivência, a apropriação (seja de algo ou do “outro”) é mais fácil do que a criação.

EXTRAS:
* Making of
* Entrevista com Jean-Jacques Annaud
* Galeria de vídeos com comentários do diretor
* Áudio comentários de Annaud

FERVURA MÁXIMA

Estrelado por Chow Yun-Fat (de “O Tigre e o Dragão”) e Tony Leung (“Amor à Flor da Pele”), o filme é o último trabalho de John Woo realizado em Hong Kong antes de sua mudança para Hollywood. Nos EUA, ele se tornaria um dos maiores nomes do cinema de ação, dirigindo filmes como “O Alvo” (1993) “A Outra Face” (1997) e “Missão: Impossível 2″ (2000). Woo voltaria à dirigir na China somente em 2007, com as duas partes do épico “A Batalha dos Três Reinos”.

Ao centro, John Woo no set do filme

Em “Fervura Máxima“, Yuen (Yun-Fat) – também conhecido como “Tequila”, é um inspetor de polícia de Hong Kong. Transtornado com a morte de seu parceiro em um tiroteio, ele se une a Alan (Leung), um assassino profissional, a fim de vingar o amigo e impedir que uma quadrilha mate gente inocente.

Depois de “O Matador” (1989) e “Bala na Cabeça” (1990), Woo aperfeiçoa aqui sua marca registrada, “importada” por Hollywood: cenas de ação de tirar o folego, encenadas em câmera lenta e coreografadas como um balé da violência.

EXTRAS:
* Entrevista com o diretor John Woo (38 minutos)
* Entrevista com Villain K. Choi (24 min.)
* Arte Imita Vida: Entrevista com Philip Chan (15 min.)
* Fervura Máxima: Guia de localização (8 min.)

ÚLTIMAS PEÇAS: CLÁSSICOS, CULTS E FILMES DE FESTIVAIS

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Entre os cineastas selecionados, destaque para RAINER WERNER FASSBINDER (1945–1982), lembrado com os clássicos “Whity“, O Medo Consome a Alma” e “A Terceira Geração“; CLAUDE CHABROL (1930-2010), diretor de “Alice”, “Nas Garras do Vício” e “Trágica Separação“, e o polonês ANDRZEJ ZULAWSKI (1940–2016), resgatado pela distribuidora Lume com os seminais “A Revolta do Amor“, “Diabel“, “Globo de Prata” e “O Importante é Amar“. E tem muito mais, de grandes diretores:

Marguerite Duras * Jean Pierre Melville * Andrzej Wajda * Sergei Parajanov * Michael Cacoyannis * Joseph Losey * Ken Russell * Mauro Bolognini * Brian De Palma * Francis Ford Coppola * James Foley * Monte Hellman * David Cronenberg * Carlos Reichenbach * Suzana Amaral * Sergio Bianchi * Thomas Vinterberg * Joachim Trier * Elia Kazan * John Huston * Edward Dmytryk * Theo Angelopoulos * Maurice Pialat * Sam Peckinpah * Robert Altman * Carlos Saura * Victor Erice * Francesco Rosi * Claude Sautet * Joseph L. Mankiewicz * John Frankenheimer * Patrice Chéreau * Bertrand Tavernier * Yasujiro Ozu * Stephen Frears * Jane Campion * André Téchine * Agnès Varda * Miklós Jancsó * Emir Kusturica * Claude Chabrol * Peter Ustnov * James Ivory

O MELHOR DO CINEMA REUNIDO NUMA INCRÍVEL SELEÇÃO DE FILMES!

Cada um a partir de R$ 19,90. Confira também na promoção coleções de cineastas como Elia Kazan e Andrzej Zulawski, por apenas R$ 69,90.

Mas não perca tempo, pois os estoques são limitados!

VISÕES DE CRIANÇA

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Uma raridade: um clássico do cinema mudo realizado na década de 1920 por Jacques Feyder (1885–1948), diretor de “Anna Christie” (com Greta Garbo). Filmado em belas locações na Suíça, “Visões de Criança” mergulha na psicologia infantil ao tratar dos efeitos do luto sobre duas crianças que perdem a mãe. O pai viúvo decide se casar novamente, despertando sentimentos contraditórios nas crianças.

JOHN & MARY

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À frente de seu tempo, este cult de Peter Yates, lançado originalmente em 1969, traz Dustin Hoffman e Mia Farrow – indicados ao Globo de Ouro – como dois estranhos à procura de um relacionamento significativo em Nova York. Eles se conhecem em um bar e passam a noite juntos, sem saber o nome um do outro. Na manhã seguinte, discutem e tentam se conhecer melhor, analisando suas próprias vidas.

O SEGUNDO ROSTO

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Indicado ao Oscar em 1967, este thriller de John Frankenheimer (O Trem”, “Sob o Domínio do Mal”) apresenta a melhor atuação do eterno galã Rock Hudson. Na trama, um homem de meia idade, vice-presidente de um banco, contrata uma empresa especializada em “renascimentos”. A organização forja a sua morte, e ele renasce na pele de um pintor de sucesso.

CIDADE DAS ILUSÕES

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Abandonado pela esposa, um boxeador alcoólatra (Stacy Keach) decide voltar a lutar, o que faz com que ele se aproxime de um jovem (Jeff Bridges) ascendente no esporte. Considerado um dos melhores trabalhos de John Huston nos anos 1970 – e uma reflexão sobre fracasso e sobrevivência no mundo do boxe – , o filme concorreu ao Oscar de melhor atriz coadjuvante (Susan Tyrrell).

O MATADOR DE OVELHAS

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Um marco do cinema independente norte-americano, o filme é um seminal drama de baixo orçamento realizado por Charles Burnett na vizinhança de seu bairro, na periferia de Los Angeles. Com elenco amador, o longa de 1979 acompanha o duro cotidiano de Stan, afroamericano que trabalha num abatedouro e luta por uma vida mais digna para sua família, em meio à desilusão e a problemas financeiros.

TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA

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Alfredo Garcia engravida a filha de um latifundiário mexicano. Revoltado, o pai da moça oferece um milhão de dólares pela cabeça de Garcia. Fiel ao universo de Sam Peckinpah (“Meu Ódio Será Sua Herança”, “Os Implacáveis”), o filme – com sua violência estilizada e tipos do submundo – adquiriu com o tempo status de cult e influenciou cineastas como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.

TRÊS IRMÃOS

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O grande cineasta italiano Francesco Rossi (1922–2015) concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro por este sensível relato do retorno de três irmãos à sua cidade de infância. Com estilos de vida – e posições políticas – bem diferentes, eles se reencontram para o funeral da mãe. No elenco, destaque para Philippe Noiret (1930–2006), o Alfredo de “Cinema Paradiso”.

O ESPÍRITO DA COLMEIA

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Dirigido pelo espanhol Víctor Erice, este clássico do cinema espanhol foi um dos destaques da programação da 38ª Mostra de Cinema de São Paulo, em 2014. Na trama, ambientada na Espanha dos anos 1940, uma menina de 7 anos, Ana, assiste ao filme “Frankenstein”, experiência que irá marcá-la para sempre. Até que ela desaparece  misteriosamente, imersa em seu mundo de fantasia.

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Considerado pelo jornal The New York Times “a primeira obra-prima do feminismo na história do cinema”, o filme acompanha, ao longo de três dias, a rotina sufocante e automatizada da personagem-título, uma viúva cuja existência é consumida pelos afazeres domésticos. Nela, atividades pejorativamente consideradas banais como cozinhar, comer e limpar a casa ganham efeito dramático inédito no cinema narrativo moderno.

A REVOLTA DO AMOR

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Mais um trabalho seminal de um dos mais controversos (e incompreendidos) cineastas da Europa, o franco-polonês Andrzej Zulawski (“O Importante é Amar“, “Diabel“), falecido em 17 de fevereiro deste ano. Livremente inspirado em “O Idiota” (de Dostoiévski), o longa é um drama policial pós-moderno, com sua anárquica quadrilha de bandidos e um triângulo amoroso que transformou a bela Sophie Marceau em estrela na França.

GLOBO DE PRATA

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Um dos mais controversos (e incompreendidos) cineastas da Europa, Zulawski iniciou a única ficção-científica de sua carreira em 1976, concluindo “Globo de Prata” apenas em 1988. Com imagens fortes e cenas cheias de simbolismo, o filme traz elementos religiosos ao universo da sci-fi, mostrando um grupo de exploradores cósmicos que deixa a Terra para começar uma nova civilização em outro planeta.

A LENDA DO SANTO BEBERRÃO

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Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, o filme de Ermanno Olmi –cineasta premiado com a Palma de Ouro por “A Árvore dos Tamancos”– é uma lição de esperança ao narrar em tom de fábula singela os pequenos milagres vividos por um mendigo alcoólatra (Rutger Hauer, de “Blade Runner”) que recebe de um senhor desconhecido uma grande quantia em dinheiro, sob a condição de devovler tudo na semana seguinte.

UM AMOR TÃO FRÁGIL

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Vencedor do Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Cannes em 1977, este sensível drama romântico, dirigido por Claude Goretta, transformou Isabelle Huppert em estrela na França. Ela interpreta Béatrice, tímida funcionária de um salão de beleza que, em uma viagem à Normandia, conhece François, um estudante da Sorbonne por quem se apaixona. Uma das performances icônicas da atriz francesa, cotada para uma indicação ao Globo de Ouro por “Elle”.

SEM TETO SEM LEI

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Um dos grandes filmes de Agnès Varda (“Cléo das 5 às 7”), narrando a trajetória cheia de percalços de uma andarilha (vivida por Sandrine Bonnaire) por meio das diferentes pessoas que cruzam o seu caminho. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza e do César de melhor atriz. Confira também em promoção na 2001 “As Duas Faces da Felicidade” (1965), uma pequena (e solar) obra-prima da cineasta.

UM OLHAR A CADA DIA

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Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, este road movie acompanha um cineasta (Harvey Keitel) que empreende longa viagem em busca de antigos rolos de filmes, levando-o a descobrir um mundo dividido por guerras e ideologias. Direção do grego Theo Angelopoulos (1935–2012) – de “A Viagem dos Comediantes”, também em promoção.

INTIMIDADE

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Bem antes de conquistar o Oscar de melhor ator coadjuvante por “Ponte dos Espiões” em fevereiro, o inglês mark Rylance protagonizou este drama visceral de Patrice Chéreau (“A Rainha Margot”) baseado em contos de Hanif Kureishi, autor de “Minha Adorável Lavandeira”. O filme radiografa a relação carnal e silenciosa de um casal de estranhos, de forma crua — notadamente em inúmeras cenas de sexo. Urso de Ouro no Festival de Berlim.

O FUNDO DO CORAÇÃO

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Em Las Vegas, Hank e Frannie decidem que seu casamento chegou ao fim e se separam. Projeto pessoal de Francis Ford Coppola, que transformou uma história simples — a separação de um casal e sua busca por novos parceiros — em um exuberante musical, cujo visual estilizado impressiona até hoje. Além da bela fotografia do mestre Vittorio Storaro (“Café Society”), destaque também para a trilha jazzística (indicada ao Oscar) composta por Tom Waits.

OS IMORAIS

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Martin Scorsese produz esta adaptação do livro homônimo de Jim Thompson, sobre um triângulo incestuoso entre um golpista barato, sua mãe bookmaker de apostas e uma ambiciosa femme fatale. Quatro indicações ao Oscar: melhor diretor (Stephen Frears), roteiro adaptado, atriz (Anjelica Huston) e atriz coadjuvante (Annette Bening). E vencedor do Independent Spirit Awards de melhor filme e atriz.

E NA PROMOÇÃO DA LUME NÃO TEM SÓ FILME ANTIGO.

ALÉM DE CLÁSSICOS E CULTS DA SÉTIMA ARTE, CONHEÇA 12 PRODUÇÕES EXIBIDAS NO CIRCUITO DE FESTIVAIS NOS ÚLTIMOS ANOS, UMA PEQUENA AMOSTRA DA DIVERSIDADE QUE VOCÊ ENCONTRA SÓ AQUI, EM DESTAQUE NA 2001.

CHANTAL ACKERMAN, DE CÁ

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No documentário dirigido por Gustavo Beck, o jornalista Leonardo Luiz Ferreira conduz entrevista com a realizadora belga, na qual ela reflete sobre o cinema, a vida e sua obra. A ideia de realizar o filme surgiu da admiração dos dois brasileiros pelo trabalho da cineasta, que esteve por aqui para participar de mostra sobre sua carreira, no Centro Cultural Banco do Brasil em 2009.

SUBMARINO

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Drama familiar dirigido pelo dinamarquês Thomas Vinterberg, antes do sucesso de “A Caça”, sobre dois irmãos que tentam reconstruir suas vidas após uma tragédia na infância. Na trama, Nick (Jakob Cedergren) deixa a prisão após cumprir pena e passa a morar num abrigo. Um dia ele recebe a notícia de que sua mãe morreu e, no funeral, reencontra o irmão que não via há anos. Exibido no Festival de Berlim em 2010.

PLANETA SOLITÁRIO

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Longa independente estrelado por Gael García Bernal em torno de um jovem casal viajando pelas montanhas do Cáucaso, na Geórgia. Um gesto desesperado do protagonista vai colocar à prova o papel do homem no relacionamento. Drama intimista vencedor do Grande Prêmio do Júri do American Film Institute, e indicado ao Independent Spirit Awards de melhor direção (Julia Loktev). Exibido nos festivais de Istambul, Locarno e Sarasota.

AZUL PROFUNDO

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Raro filme grego a estrear comercialmente no Brasil (no caso, em 2012), o longa de Aris Bafaloukas mistura drama, romance e suspense para narrar a história de Dmitris, um nadador profissional que dedica a vida aos treinos e namora Elsa, ativista ambiental que desaparece misteriosamente. Em belas imagens aquáticas, “Apnéia” (título original do filme) aborda o conflito de um atleta dividido entre suas ambições no esporte e seu envolvimento afetivo.

BRANCO COMO A NEVE

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Premiada no Moscow International Film Festival em 2011, esta produção turca mostra a perda da inocência em um meio inóspito. Nas montanhas da Turquia, Hasan, de nove anos, cuida de seus dois irmãos mais novos, enquanto sua mãe trabalha numa cidade distante. Com seu pai preso, ele precisa ajudar na renda da família e e logo irá passar por uma grande provação.

CAMINHO PARA O NADA

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Realizador do road movie “Corrida Sem Fim” (incluído na coleção “O Cinema da Nova Hollywood“), Monte Hellman voltou à direção de longa, depois de 21 anos, com o metalinguístico “Caminho para o Nada“, premiado no Festival de Veneza. Na trama, um jovem cineasta começa a rodar seu novo filme e conhece a atriz perfeita (Shannyn Sossamon). A partir daí, desenrola-se uma trama de suspense envolvendo a vida real do realizador e a mulher misteriosa.

HOTEL ATLÂNTICO

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Um ator desempregado (Júlio Andrade, em cartaz nos cinemas com “Maresia” e “Elis”) parte de cidade a cidade, sem bagagem ou planos, em direção ao interior do país. Durante sua jornada, se depara com situações absurdas, contraditórias e inesperadas. Sensorial e inesperado, este é o terceiro longa-metragem da cineasta Suzana Amaral (“A Hora da Estrela”, “Uma Vida em Segredo”), uma adaptação do romance homônimo de João Gilberto Noll.

O CÉU SOBRE OS OMBROS

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A dualidade entre o real e o ficcional marca este interessante longa de Sérgio Borges premiado no Festival de Brasília em 2010. O cineasta se apropria de personagens reais para interferir em seu cotidiano e explorar novas possibilidades dramáticas, criando situações deliberadamente encenadas.

ELEVADO 3.5

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Um filme sobre o mundo de pessoas que se cruzam ao longo dos 3.5 km do Minhocão, via expressa construída na região central de São Paulo, durante a ditadura militar. Do nível da rua ao último andar, o espectador é conduzido por diferentes pontos de vista, mergulhando nas histórias dos personagens que ali vivem e/ou trabalham. Prêmio ‘Janela para o Contemporâneo’ de melhor documentário no Festival É TUDO VERDADE.

HERMANO

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Premiado como melhor filme de estreia no Havana Film Festival, “Hermano”, dirigido por Marcel Rasquin, acompanha a dura realidade de dois irmãos que encontram no futebol a única chance de melhorar de vida. Os dois jogam juntos no La Ceniza, time de uma favela venezuelana onde moram. Pré-candidato da Venezuela na disputa por uma das vagas do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2011.

OSLO, 31 DE AGOSTO

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Livremente inspirado no romance francês “Le feu follet” de Pierr Drieu La Rochelle, levado às telas antes em “Trinta Anos Esta Noite”, o filme consagrou mundialmente o dinamarquês Joachim Trier, diretor do recente “Mais Forte que Bombas”. “Oslo” segue Anders, jovem em tratamento para desintoxicação, no dia em que é liberado para uma entrevista de emprego na capital norueguesa. Exibido no Festival de Cannes.

OLIVER SHERMAN

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Estudo de personagem, este drama canadense apresenta Sherman (Garret Dillahunt), um militar solitário e desconectado do mundo. Ele procura pelo soldado que salvou sua vida durante a guerra, Franklin (Donal Logue, da série “Gotham”), e encontra-o vivendo numa pacata cidade rural, casado com Irene (a ótima Molly Parker, de “House of Cards”), com dois filhos e com um emprego seguro. Exibido no Festival Internacional Lume de Cinema.

ESTOQUES LIMITADOS

DOIS CULTS DA “SESSÃO DA TARDE”, AGORA EM DVD NA 2001

BEM-HUMORADOS E EXCÊNTRICOS, DOIS LONGAS ETERNIZADOS NA “SESSÃO DA TARDE” DA REDE GLOBO ACABAM DE SAIR EM DVD NA 2001: “AS 7 FACES DO DR. LAO“, CLÁSSICO DE FANTASIA PREMIADO COM O OSCAR EM 1965, E A COMÉDIA “ELVIRA – A RAINHA DAS TREVAS“.

AS SETE FACES DO DR. LAO

AS 7 FACES DO DR. LAO

Último filme dirigido por George Pal (de “A Máquina do Tempo”), o longa marcou época com o incrível trabalho de maquiagem de William Tuttle, reconhecido com um Oscar especial em 1965. Somente em 1981 a Academia de Hollywood criou uma categoria oficial para melhor maquiagem no Oscar. “As 7 Faces…” concorreu ainda à estatueta de Melhores Efeitos Especiais.

1

Na trama, Tony Randall (de “Confidências à Meia-Noite”) interpreta o Dr. Lao e mais seis seres fantásticos: o Abominável Homem das Neves, Merlin, Medusa, Pan, Apolônio de Tiana e uma serpente gigante. Todos atrações do circo de Lao, um chinês gentil e misterioso – com, segundo ele, 7322 anos! – que chega à cidadezinha de Abalone, no Arizona. Ele encontra a população ameaçada pelo inescrupuloso rancheiro Clint Stark, que deseja comprar à força todos os imóveis do local. Mas não demora para o incrível circo alterar a vida do local, revelando preconceitos e valores distorcidos de seus membros.

O filme é um clássico de fantasia que tem encantado por décadas crianças e adultos, com efeitos em stop motion, atmosfera enigmática e lições para toda a vida.

ELVIRA - A RAINHA DAS TREVAS

ELVIRA – A RAINHA DAS TREVAS

Ex-dançarina de Las Vegas, Cassandra Wilson começou a década de 1980 desempregada até conseguir emprego como apresentadora de um programa de terror. Surgia assim a tresloucada Elvira, uma espécie de bruxa brega e sensual. A personagem fez tanto sucesso nos EUA que ganhou um especial da MTV (“Elvira’s Halloween Special”), em 1986, e dois anos depois, seu primeiro longa-metragem.

Na comédia “Elvira – A Rainha das Trevas“, ela é a anfitriã de um programa de baixo orçamento sobre filmes de terror, e herda uma velha mansão na fictícia Fallwell, uma pequena cidade de Massachusetts com apenas 1313 habitantes. Ela sonha em vender a casa e ir para Las Vegas, mas precisa enfrentar o conservadorismo da comunidade local e seu tio Vincent, que não herdou nada e precisa pegar um “livro de receitas” que pode dar a Elvira a capacidade de fazer diversos tipos de bruxarias.

O filme ganhou uma continuação em 2001, "As Loucas Aventuras de Elvira"

O filme ganhou uma continuação em 2001, “As Loucas Aventuras de Elvira”

“Kitsch”, mal feito, trash, vulgar. Não faltam adjetivos para o filme que, nos tempos moralistas de hoje, dificilmente resistiria à patrulha do politicamente correto. E muito menos passaria na Sessão da Tarde.

NOVAS COLEÇÕES DA VERSÁTIL RESGATAM TRÊS MESTRES DO CINEMA JAPONÊS

TRÊS NOVAS COLEÇÕES DA VERSÁTIL CELEBRAM A FORÇA E RIQUEZA TEMÁTICA DO CINEMA JAPONÊS, RESGATANDO CULTS E RARIDADES DE KENJI MIZOGUCHI, SEIJUN SUZUKI E KINJI FUKASAKU

O eterno conflito entre as tradições antigas e o estilo de vida moderno, assim como o papel da sociedade, permeiam o segundo volume de “O Cinema de Mizoguchi“, com seis clássicos do diretor da obra-prima “O Intendente Sansho”, incluída no box. Já o experimentalismo narrativo da Nouvelle Vague nos ano 60 marca presença em “Tóquio Violenta”,  mistura de filme de gângster e pop art que pode conferida no DVD duplo “A Arte de Keijun Suzuki“.

E fãs de Takeshi Kitano e Quentin Tarantino não podem perder uma de suas obras de referência: a seminal saga policial “Os Documentos da Yakuza” (do mesmo diretor de “Batalha Real”), lançada em DVD no box “Cinema Yakuza 2“.

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O CINEMA DE MIZOGUCHI VOL. 2

No formato digistack, com 3 DVDs, o box reúne mais 6 clássicos restaurados de Kenji Mizoguchi (1898-1956), um dos grandes mestres do cinema japonês ao lado de Yasujiro Ozu e Akira Kurosawa. A caixa conta com “O Intendente Sansho”, um dos maiores filmes de todos os tempos, e mais de uma hora de extras, incluindo depoimentos do crítico de cinema Sérgio Alpendre.

DISCO 1:

O INTENDENTE SANSHO (“Sansho Dayu”, 1954, 126 min.)
Com Kinuyo Tanaka, Yoshiaki Hanayagi, Kyoko Kagawa.

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Japão, século XI. A família Taira é separada pelas lideranças feudais e passa por todo tipo de sofrimento. Vencedor do Leão de Prata no Festival de Veneza.

A MULHER INFAME (“Uwasa no Onna”, 1954, 83 min.)
Com Kinuyo Tanaka, Tomoemon Otani, Yoshiko Kuga.

Kyoto, anos 50. Uma jovem entra em conflito com a mãe, dona de um bordel. Mizoguchi aborda com maestria o universo da prostituição e as relações familiares.

DISCO 2:

CRISÂNTEMOS TARDIOS (“Zangiku Monogatari”, 1939, 142 min.)
Com Shotaro Hanayagi, Kokichi Takada, Gonjuro Kawarazaki.

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O filho adotivo de um ator renomado descobre que só é elogiado nos palcos e poupado das críticas por causa de seu pai.

ELEGIA DE OSAKA (“Naniwa Ereji”, 1936, 71 min.)
Com Isuzu Yamada, Seiichi Takegawa, Chiyoko Okura.

Osaka, anos 30. Uma jovem se torna amante do patrão para poder sustentar a família. Mais um poderoso retrato da condição feminina por Mizoguchi.

DISCO 3:

OS MÚSICOS DE GION (“Gion Bayashi”, 1953, 85 min.)
Com Michiyo Kogure, Ayako Wakao, Seizaburo Kawazu.

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Pós-guerra, distrito de Gion em Kyoto. A gueixa Miyoharu aceita Eiko, de apenas 16 anos, como aprendiz. Um olhar fascinante sobre o mundo das gueixas.

RUA DA VERGONHA (“Akasen Chitai”, 1956, 87 min.)
Com Machiko Kyo, Aiko Mimasu, Ayako Wakao.

O cotidiano de um bordel japonês do pós-guerra e os dramas pessoais de suas prostitutas.

EXTRAS INCLUÍDOS NA COLEÇÃO:

* Depoimentos de Sérgio Alpendre (37 min.)
* Teaser e trailer de “Os Músicos de Gion” (7 min.)
* Depoimento de Tokuzo Tanaka sobre “O Intendente Sansho” (15 min.)
* Tadao Sato fala de “O Intendente Sansho” (24 min.)
* Trailer de “A Mulher Infame” (3 min.)

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A ARTE DE SEIJUN SUZUKI

DVD duplo com 4 cults do cineasta japonês Seijun Suzuki, um iconoclasta reverenciado por Quentin Tarantino, Jim Jarmusch, entre outros diretores. Todos os filmes em versões restauradas, mais cerca de uma hora de extras. Com uma filmografia ousada e versátil, com muita experimentação em diferentes gêneros, Suzuki é um diretor que merece ser conhecido pelos cinéfilos.

DISCO 1:

TÓQUIO VIOLENTA (“Tokyo Nagaremono”, 1966, 83 min.)
Com Tetsuya Watari, Chieko Matsubara, Tamio Kawachi.

4

Braço direito da Yakuza resolve abandonar a carreira criminosa, mas uma gangue rival não deixará que isso aconteça. Suzuki implode os paradigmas do filme de yakuza nesse delírio visual e musical.

HISTÓRIA DE UMA PROSTITUTA (“Shunpu Den”, 1965, 96 min.)
Com Tamio Kawachi, Yumiko Nogawa, Isao Tamagawa.

Uma prostituta é humilhada por um oficial. Ela resolve se vingar, usando um soldado para provocar ciúmes no oficial. Melodrama de Suzuki que questiona os códigos de honra da sociedade japonesa.

DISCO 2:

A VIDA DE UM TATUADO (“Irezumi Ichidai”, 1965, 86 min.)
Com Hideki Takahashi, Masako Izumi, Akira Yamauchi.

4

Dois irmãos yakuza tentam ter uma vida honesta numa cidadezinha do interior, mas não conseguem fugir do passado criminoso. Suzuki subverte o ninkyo eiga (filme de yakuza tradicional) com um final de pura criação visual.

PORTAL DA CARNE (“Nikutai no Mon”, 1964, 90 min.)
Com Joe Shishido, Koji Wada, Yumiko Nogawa.

Após a Segunda Guerra, nas favelas de Tóquio, algumas prostitutas adotam um código estrito de conduta. Melodrama erótico com forte crítica social e uso inventivo das cores.

EXTRAS INCLUÍDOS NA COLEÇÃO:

* Especial sobre “História de uma Prostituta” (27 min.)
* Depoimentos (34 min.)
* Trailers (11 min.)

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CINEMA YAKUZA 2

Coleção com 3 DVDs que reúne os cinco filmes do maior épico do cinema policial japonês: “Os Documentos da Yakuza”, monumental saga do mestre Kinji Fukasaku (de “Batalha Real”) conhecida como “O Poderoso Chefão do Japão”. Com muito violência e realismo, Fukasaku criou uma série cult sobre a máfia japonesa que já influenciou Quentin Tarantino, Takashi Miike e William Friedkin.

Edição Limitada com duas horas de extras e 6 cards.

DISCO 1:

LUTA SEM CÓDIGO DE HONRA (“Jingi Naki Tatakai”, 1973, 99 min.)
Com Bunta Sugawara, Hiroki Matsukata, Kunie Tanaka.

5

Japão, 1947. O ex-soldado Shozo Hirono ascende de comerciante do mercado negro a um dos líderes de um clã da violenta Yakuza, através de assassinatos, traições e lutas sem nenhuma honra.

DUELO EM HIROSHIMA (“Jingi Naki Tatakai: Hiroshima Shito-hen”, 1973, 100 min.)
Com Bunta Sugawara, Sonny Chiba, Meiko Kaji.

Hiroshima, 1950. O ex-piloto kamikaze Shoji Yamanaka é libertado da prisão e, para sobreviver, entra para o crime. Após um assalto, causa a ira de um chefe da Yakuza, e acaba se tornando aliado de Shozo.

DISCO 2:

GUERRA POR PROCURAÇÃO (“Jingi Naki Tatakai: Dairi Senso”, 1973, 102 min.)
Com Bunta Sugawara, Akira Kobayashi, Tsunehiko Watase.

6

1960. O sucessor do clã Muraoka é assassinado, mas seu subordinado se recusa a vingá-lo, como manda a tradição. Essa decisão provoca uma sangrenta guerra entre os dois mais poderosos clãs de Hiroshima e região.

ESTRATÉGIAS POLICIAIS (“Jingi Naki Tatakai: Chojo Sakusen”, 1974, 101 min.)
Com Bunta Sugawara, Akira Kobayashi, Tatsuo Umemiya.

1963. Após ser expulso do clã Yamamori, Shozo se alia ao covarde Uchimoto e ao clã Akashi, que estão em guerra com outro grupo. Mas, atendendo ao clamor das ruas, a polícia lança uma operação contra a Yakuza.

DISCO 3:

EPISÓDIO FINAL (“Jingi Naki Tatakai: Kanketsu-hen”, 1974, 98 min.)
Com Bunta Sugawara, Joe Shishido, Hiroko Fuji.

7

Após a operação policial, os clãs de Hiroshima e Kure formam uma aliança política e econômica chamada Tensei. Desiludido, Shozo não se adapta a essa profissionalização da Yakuza, pois sabe que, no fundo, nada mudou.

EXTRAS INCLUÍDOS NA COLEÇÃO:

* Depoimentos de William Friedkin e Takashi Miike (20 min.)
* Fukasaku, a arte da violência (12 min.)
* A história da Yakuza (12 min.)
* A reinvenção do filme de Yakuza (19 min.)
* Entrevistas (48 min.)
* Trailers da coleção (17 min.)