David Cronenberg

CINEMA DE HORROR, ANOS 80, RARIDADES E SÉRIES DE TV, EM EDIÇÕES COM LUVA

CONTOS DA CRIPTA

Baseada nos clássicos quadrinhos de horror publicados na revista “Tales From The Crypt” pela EC Comics, o seriado apresenta diversas histórias que misturam elementos de horror com muito humor negro.

Cada episódio conta uma história fechada de terror/suspense, apresentada pelo Guardião da Cripta, que aparece no início e no final como uma espécie de alívio cômico, com diversas tiradas sarcásticas.

Ao longo de 6 temporadas somando 93 episódios, de 1989 a 1996, participaram astros do cinema como Arnold Schwarzenegger, Kirk Douglas, Whoopi Goldberg, Tom Hanks, Patricia Arquette, Brooke Shields, Mark Ruffalo, Daniel Craig, Demi Moore, Brad Pitt e até Roger Daltrey (cantor da banda The Who), entre outros.

Em alta graças ao sucesso do thriller “Fragmentado”, M. Night Shyamalan (“O Sexto Sentido”) está envolvido na produção da nova versão da antologia de terror, ainda sem previsão de estreia no canal TNT.

A 1ª TEMPORADA

DVD duplo com luva trazendo 6 episódios, mais os seguintes extras: Nova e assustadora abertura + documentário inédito + criação do projeto.

A 2ª TEMPORADA

Com 5 discos e luva, o box apresenta temporada mais extensa, com a participação de nomes como Arnold Schwarzenegger, Carol Kane, Demi Moore, Jeffrey Tambor e Teri Hatcher.

VOYAGERS – OS VIAJANTES DO TEMPO – A SÉRIE COMPLETA

Produzida pela NBC durante a década de 1980, e exibida no Brasil no SBT. a série acompanha as aventuras de Jeffrey Jones, um órfão de 12 anos, e Phineas Bogg, ex-pirata do século XVII recrutado por um grupo de viajantes do tempo. Os dois tentam arrumar “falhas temporais” ao mesmo tempo em que se envolvem com personalidades históricas. “Voyagers” durou apenas 1 temporada e foi cancelada devido a seu alto custo de produção.

ANOS INCRÍVEIS – 4ª TEMPORADA

Mais desventuras românticas, anseios e ritos de passagem do jovem Kevin Arnold, sempre acompanhado de seu melhor amigo Paul e, às vezes, de sua namorada Winnie. Confira nos extras o documentário “With a Little Help From My Friends: The Early Days of The Wonder Years”, com entrevistas dos criadores da série, Neal Marlens e Carol Black, e dos atores Fred Savage, Danica McKellar e Josh Saviano.

 

A MOSCA (1986)

Refilmagem do clássico “A Mosca da Cabeça Branca” de 1958, o filme é um dos maiores sucessos da carreira de David Cronenberg e levou o Oscar de melhor maquiagem. DVD duplo com inúmeros extras: comentários do diretor, documentários “Medo da Carne” – Larva/Pupa/Metamorfose (162 minutos) / O Museu Brundle de História Natural – Apresentado por Chris Walas (12 Minutos), cenas excluídas, cenas estendidas (18 Minutos) e muito mais.

A HORA DO ESPANTO II

Quase quatro anos depois da aventura anterior, Charley Brewster (William Ragsdale) faz terapia para deixar de acreditar em vampiros. Com sua nova namorada, ele reencontra o amigo Peter Vincent (Roddy McDowall) e juntos descobrem novos vampiros, liderados por Regine (Julie Carmen), irmã de Jerry (Chris Sarandon), morto no primeiro filme. Direção de Tommy Lee Wallace (“It – Uma Obra-Prima do Medo”).

O JUSTICEIRO

Primeira adaptação para o cinema do famoso e violento personagem das histórias em quadrinhos da Marvel Comics, com o sueco Dolph Lundgren (o vilão Drago de “Rocky IV”) no papel-título. Após a morte de sua esposa e filhos pela máfia, o policial Frank Castle desaparece e é dado como morto. Ele reaparece como “o Justiceiro”, um vingador que faz justiça com as próprias mãos, em busca do responsável pela chacina de sua família.

A TERRA QUE O TEMPO ESQUECEU

Durante a Segunda Guerra Mundial, um navio alemão afunda uma embarcação de suprimentos inglesa e traz os sobreviventes a bordo. Depois de uma curva errada, o submarino os leva à terra desconhecida de Caprona, onde encontram dinossauros e neandertais. Baseado no livro de Edgar Rice Burroughs, criador de Tarzan, este clássico de 1974 é um dos primeiros filmes de dinossauro do Cinema.

O CÃO DOS BASKERVILLES

Terceira adaptação cinematográfica do livro homônimo de Sir Arthur Conan Doyle – e a primeira filmada em cores – com Peter Cushing no papel de Sherlock Holmes. Na trama, o famoso detetive e seu fiel parceiro Watson investigam a morte do Sir Charles Baskerville, milionário inglês encontrado morto em um pântano. Holmes tenta desvendar o mistério que assombra as gerações dos Baskervilles.

DUAS NOVAS COLEÇÕES DA VERSÁTIL COM CARDS: “FILME NOIR VOL.7” E “ZUMBIS NO CINEMA 2”

COM 3 DVDs, O BOX “FILME NOIR VOL. 7” REÚNE 6 CLÁSSICOS DO GÊNERO, INCLUINDO VERSÕES RESTAURADAS DE “ALMAS PERVERSAS”, DE FRITZ LANG, E “CINZAS QUE QUEIMAM”, DE NICHOLAS RAY. JÁ O DVD DUPLO “ZUMBIS NO CINEMA 2” TRAZ 4 TÍTULOS REALIZADOS ENTRE OS ANOS 1970 E 80, COMO OS CULTS “ENRAIVECIDA, NA FÚRIA DO SEXO” E “A VOLTA DOS MORTOS-VIVOS”.

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FILME NOIR – VOL. 7

No formato digistack, com três DVDs, a coleção resgata clássicos de Fritz Lang e Nicholas Ray, em versões restauradas, mais raridades como “A Taverna do Caminho”, de Jean Negulesco, e “A Noite de 23 de Maio”, de John Sturges (diretor do “Sete Homens e um Destino” original). Dos seis filmes, dois são estrelados pela atriz e cineasta Ida Lupino.

DISCO 1:

ALMAS PERVERSAS (Scarlet Street, 1945, 102 min.)
De Fritz Lang. Com Edward G. Robinson, Joan Bennett, Dan Duryea.

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A obsessão amorosa de um homem de meia-idade por uma prostituta o leva ao crime e à decadência moral. Inspirando-se no clássico francês “A Cadela” (1931), de Jean Renoir, Lang criou uma das obras capitais do filme noir.

CINZAS QUE QUEIMAM (On Dangerous Ground, 1951, 82 min.)
De Nicholas Ray. Com Ida Lupino, Robert Ryan, Ward Bond.

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Um detetive amargurado é enviado para investigar o assassinato de uma jovem fora da cidade. A irmã do assassino pede que este tenha uma segunda chance. Mais um filme noir fascinante do genial Nicholas Ray (“No Silêncio da Noite”).

DISCO 2:

TENSÃO (Tension, 1949, 92 min.)
De John Berry. Com Richard Basehart, Audrey Totter, Cyd Charisse.

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Após ser traído e abandonado pela esposa, pacato gerente de farmácia assume outra identidade e busca vingança. A diva Audrey Totter vive uma icônica femme fatale neste noir do mesmo diretor de “Por Amor Também se Mata” (1951).

A TAVERNA DO CAMINHO (Road House, 1948, 95 min.)
De Jean Negulesco. Com Ida Lupino, Richard Widmark, Cornel Wilde.

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O dono de uma casa de shows se apaixona por uma cantora, que se envolve com o gerente do local. É o início de um tenso triângulo amoroso. A lendária Ida Lupino (“Seu Último Refúgio”) canta e brilha nesse eletrizante filme noir.

DISCO 3:

JUSTIÇA INJUSTA (The Sound of Fury/Try and Get Me!, 1950, 92 min.)
De Cy Endfield. Com Frank Lovejoy, Kathleen Ryan, Richard Carlson.

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Um desempregado se envolve com um assassino e ambos realizam um trágico sequestro. Baseado no mesmo evento retratado em “Fúria”, de Fritz Lang, esse é um dos filmes mais chocantes do cinema norte-americano.

A NOITE DE 23 DE MAIO (Mystery Street, 1950, 93 min.)
De John Sturges. Com Ricardo Montalbán, Sally Forrest, Bruce Bennett.

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Quando o corpo de uma prostituta grávida é encontrado numa praia, um policial recebe a ajuda de um professor de Harvard para descobrir o assassino. Precursor de seriados como “CSI” no uso da Ciência Forense em trama policial.

EXTRAS:

* Especiais sobre os filmes (57 min.)
* Trailers (10 min.)

ATENÇÃO: Edição Limitada com seis cards encartados no digistack

ATENÇÃO: Edição Limitada com seis cards encartados no digistack

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ZUMBIS NO CINEMA 2

DVD duplo reunindo quatro filmes realizados entre os anos 1970 e 80 – dois deles cults: “Enraivecida, na Fúria do Sexo” (1974), longa de David Cronenberg chamado de “terror venéreo”, com a ex-atriz pornô Marilyn Chamber, e “A Volta dos Mortos-Vivos”, dirigido por Dan O’Bannon (roteirista de “Alien, o Oitavo Passageiro”) – e uma homenagem ao cinema de George A. Romero, misturando cenas gore e humor negro.

DISCO 1:

A VOLTA DOS MORTOS-VIVOS (“The Return of the Living Dead”, 1985, 91 min.)
De Dan O’Bannon. Com Clu Gulager, James Karen e Don Calfa.

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Dois funcionários de um armazém liberam acidentalmente um gás mortal no ar, reanimando os mortos de um cemitério próximo. Um dos maiores clássicos do horror nos anos 1980 e uma divertida homenagem ao mestre Romero.

ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO (“Rabid”, 1974, 91 min.)
De David Cronenberg. Com Marilyn Chambers, Frank Moore e Joe Silver.

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Mulher sofre grave acidente e, após uma cirurgia experimental, é possuída por uma sede de sangue insaciável, espalhando um vírus mortal. Filme de zumbi venéreo do mestre David Cronenberg com a estrela pornô Marilyn Chambers.

DISCO 2:

PAVOR NA CIDADE DOS ZUMBIS (“Paura nella città dei morti viventi”, 1981, 93 min.)
De Lucio Fulci. Com Christopher George, Catriona MacColl e Carlo De Mejo.

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Cidade de Dunwich. Uma força maligna é libertada após o suicídio de um padre, que se enforcou no cemitério da igreja. Primeiro filme da célebre Trilogia do Inferno do mestre absoluto do gore Lucio Fulci (“Terror nas Trevas”).

NOITES DE TERROR (“Le notti del terrore/Burial Ground”, 1981, 85 min.)
De Andrea Bianchi. Com Karin Well, Gianluigi Chirizzi e Simone Mattioli.

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Durante uma escavação, um professor acidentalmente desperta zumbis etruscos que, famintos por carne humana, atacam um grupo de jovens na vizinhança. Deliciosa pérola trash do ciclo zumbi spaghetti do cinema italiano de horror.

EXTRAS:

* Making of de “Pavor na Cidade dos Zumbis” (32 min.)
* Making of de “A Volta dos Mortos-Vivos” (21 min.)
* Os zumbis de “A Volta dos Mortos-Vivos” (14 min.)
* Entrevista de David Cronenberg (21 min.)
* Trailers (20 min.)

3

ATENÇÃO: Edição Limitada com quatro cards encartados no digistack

E, FÃS DE TERROR, NÃO PERCAM TAMBÉM:

HAMMER – A CASA DO TERROR
Com 4 discos, o box reúne a temporada completa, com 13 episódios.

“GÊMEOS – MÓRBIDA SEMELHANÇA” E “IMAGENS”: QUANDO O HORROR EMANA DA PSIQUE HUMANA

PREMIADOS, “GÊMEOS – MÓRBIDA SEMELHANÇA“, FILME QUE MARCA O RECONHECIMENTO DE DAVID CRONENBERG COMO CINEASTA AUTORAL, E “IMAGENS“, UM DOS TRABALHOS MAIS EXPERIMENTAIS DE ROBERT ALTMAN, EXPLORAM TEMAS COMO IDENTIDADE, OBSESSÃO E SEXUALIDADE HUMANA.

Considerado um dos melhores filmes de David Cronenberg, "Gêmeos - Mórbida Semelhança" apresenta uma das melhores atuações do ator inglês Jeremy Irons. Confira este cult dos anos 80, em DVD com ótimso extras sobre a produção

Considerado um dos melhores filmes de David Cronenberg, “Gêmeos – Mórbida Semelhança” apresenta uma das melhores atuações do ator inglês Jeremy Irons. Confira este cult dos anos 80, em DVD com ótimos extras sobre a produção

GÊMEOS- MÓRBIDA SEMELHANÇA

Nascido em 15 de março de 1943, em Toronto (Ontario, Canadá), David Cronenberg estudou literatura, língua inglesa e até ciências na universidade. Depois de alguns curtas experimentais, realizou o média-metragem caseiro “Stereo” (1969), passando a chamar a atenção da cena independente canadense com “Calafrios” (1975) e “Rabid” (1977), produções B repletas de violência gore e sexualidade.

David Cronenberg, em foto-montagem cercado por algumas das criaturas e objetos  criados em sua filmografia

David Cronenberg, em foto-montagem cercado por algumas das criaturas e objetos criados em sua filmografia

Após o controverso (e estranhamente autobiográfico) Os “Filhos do Medo” (1979), o diretor conseguiu o primeiro sucesso de público de sua carreira com “Scanners – Sua Mente Pode Destruir” (1981). O filme foi seu passaporte para Hollywood e para a impactante refilmagem de “A Mosca da Cabeça Branca” em 1986. Violência explícita, a fusão entre pele humana e elementos externos, a dicotomia entre corpo e mente e o desejo sexual como meio e fim de personagens solitários, à procura de seu lugar no mundo, são algumas das marcas de seu autor, que era até então considerado apenas um criativo e original diretor de longas de horror.

Tudo mudou com “Gêmeos – Mórbida Semelhança” (1988): saem os monstros e mutações genéticas; o horror emana da mente, das pulsões humanas e da complexa psicologia dos gêmeos brilhantemente interpretados por Jeremy Irons. O filme é baseado no caso dos irmãos ginecologistas nova-iorquinos Cyril e Stewart Marcus, que inspiraram o romance “Twins”, de Bari Wood e Jack Geasland (1977).

Jeremy Irons no papel duplo de Gêmeos – Mórbida Semelhança, marco na carreira de Cronenberg que ajudou a desmistificar sua antiga imagem de diretor de filmes de terror

Jeremy Irons em “Gêmeos – Mórbida Semelhança, marco na carreira de Cronenberg que ajudou a desmistificar sua antiga imagem de diretor de filmes de terror

Na trama, Beverly Mantle é trabalhador, retraído e frágil, ao passo que seu irmão Elliot é extrovertido e sedutor. Gêmeos idênticos, os dois compartilham tudo na vida, desde namoradas até a clínica em que trabalham como ginecologistas. O equilíbrio vai ser rompido com o triângulo amoroso formado entre os irmãos Mantle e Claire Niveau, uma atriz famosa (interpretada por Genevieve Bujold, de “Ana dos Mil Dias”).

Dirigido cirurgicamente por Cronenberg, “Gêmeos” é um dos filmes seminais da década de 80, no qual o diretor substitui o terror óbvio por imagens marcantes como as dos “instrumentos ginecológicos para operar mulheres mutantes”.

EXTRAS: Making of (07 min.) * A psicologia por trás de “Gêmeos” (30 min.) * Os efeitos especiais (20 min.) * Trailer de cinema (3 min.)

PRÊMIOS:

ASSOCIAÇÃO DOS CRÍTICOS DE CINEMA DE LOS ANGELES
Melhor Atriz Coadjuvante (Geneviève Bujold)
Melhor Diretor (David Cronenberg)

CÍRCULO DOS CRÍTICOS DE CINEMA DE NOVA YORK
Melhor Ator (Jeremy Irons)

FANTASPORTO
Melhor Ator (Jeremy Irons)

FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE AVORIAZ
Grande Prêmio

Vencedor do prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, "Imagens" é um dos trabalhos mais rebuscados - e sensoriais - da carreira de Robert Altman, com um elaborado jogo dramático entre realidade e subconsciente. Confira esse e outros trabalho do diretor na 2001.

Vencedor do prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, “Imagens” é um dos trabalhos mais rebuscados – e sensoriais – da carreira de Robert Altman, com um elaborado jogo dramático entre realidade e subconsciente. Confira esse e outros trabalhos do diretor na 2001.

IMAGENS

Um dos pioneiros da “Nova Hollywood” que emergiu no cinema americano no final dos anos 1960, Robert Altman fez uma transição brilhante da TV para a sétima arte, combinando inovações técnicas – como a sobreposição de diálogos numa cena, a alternância de histórias paralelas (o famoso multiplot ou filme-coral), o jogo de lentes e muita improvisação entre os atores – com conteúdo crítico e subversivo.

A comédia antibelicista “M.A.S.H.” marcou, em 1970, o seu primeiro sucesso comercial – e primeira indicação ao Oscar de melhor direção. A década prosseguiu com filmes arrojados como o western “Onde os Homens são Homens” (1971) e o rebuscado drama psicanalítico “Imagens”. Com criativo uso do design de som e elaborada fotografia de Vilmos Zsigmond, que usa e abusa de reflexos e imagens distorcidas, o longa mergulha na alterada percepção do mundo de sua protagonista, Cathryn (Susannah York, premiada no Festival de Cannes).

Susannah York em "Imagens": o que é realidade ou fruto da percepção alterada da protagonista?

Susannah York em “Imagens”: o que é realidade ou fruto da percepção alterada da protagonista?

Escritora de livros infantis, Cathryn entra em crise ao desconfiar da fidelidade do marido, criando uma realidade fantasiosa. Quando o casal decide tirar férias em uma casa de campo, seus delírios se tornam ainda mais perturbadores, e ela – assim como o espectador – tem dificuldade em determinar o que é realidade e o que está em sua mente.

Influenciado por “Repulsa ao Sexo”, de Roman Polanski, e “Persona”, de Ingmar Bergman, “Imagens” é um corajoso e perturbador experimento de Altman no universo da esquizofrenia.

EXTRAS: Depoimento de Robert Altman (24 min.) * Cenas comentadas (36 min.) * Trailer de cinema (3 min)

"Eu ainda gosto do filme. É um pouco pesado, mas eu não o mudaria. Quando fiz Imagens pensei: acabou, todos vão pirar com esse filme. Será a grande descoberta desde o haxixe!". Robert Altman, em entrevista para David Thompson em 2006

“Eu ainda gosto do filme. É um pouco pesado, mas eu não o mudaria. Quando fiz Imagens pensei: acabou, todos vão pirar com esse filme. Será a grande descoberta desde o haxixe!”. Robert Altman, em entrevista para David Thompson em 2006

PRÊMIOS E INDICAÇÕES:

FESTIVAL DE CANNES
Melhor Atriz (Susannah York)

INDICADO AO OSCAR
Melhor Trilha Sonora (John Williams)

INDICADO AO GLOBO DE OURO
Melhor Filme Estrangeiro

Festival de Cannes 2014

De 14 a 25 de maio, acontece o maior festival de cinema do mundo, apresentando novos trabalhos de cineastas consagrados como os irmãos Dardenne (Jean Pierre Dardenne e Luc Dardenne), Mike Leigh, Ken Loach, David Cronenberg, Nuri Bilge Ceylan, Olivier Assayas e Jean-Luc Godard, que nunca levou uma Palma de Ouro.

Pela primeira vez na história do festival, uma diretora genuína irá presidir o júri: a neozelandeza Jane Campion, única mulher a receber a Palma de Ouro, por “O Piano”, em 1993. E outra grande artista é destaque – Sophia Loren, convidada de honra do evento. Confira abaixo a seleção oficial dos candidatos à Palma de Ouro deste ano:

“Adieu au langage”, de Jean-Luc Godard

“Captives”, de Atom Egoyan

“Sils Maria”, de Olivier Assayas

“Maps to the Stars”, de David Cronenberg

“Foxcatcher”, de Bennett Miller

“The Homesman”, de Tommy Lee Jones

“Jimmy’s Hall”, de Ken Loach

“La Meraviglie”, de Alice Rohrwacher

“Leviathan”, de Andrei Zvyagintsev

“Mommy”, de Xavier Dolan

“Mr. Turner”, de Mike Leigh

“Saint Laurent”, de Bertrand Bonello

“The Search”, de Michel Hazanavicius

“Futatsume No Mado – Still the Water”, de Naomi Kawase

“Deux Jours, Une Nuit”, de Jean-Pierre e Luc Dardenne

“Relatos Selvajes”, Damian Szifron “Kis Uykusu – Winter Sleep”, de Nuri Bilge Ceylan

“Timbuktu”, de Abderrahmane Sissako

Pela primeira vez na história do festival, uma diretora genuína irá presidir o júri: a neozelandesa Jane Campion, única mulher a receber a Palma de Ouro, por “O Piano“, em 1993.

Enquanto os filmes do atual Festival de Cannes não chegam ao Brasil, selecionamos 12 trabalhos premiados nas edições de 2012 e 2013, incluindo dois vencedores da Palma de Ouro: “Amor” e “Azul é a Cor Mais Quente”.

SALVO – UMA HISTÓRIA DE AMOR DE AMOR E MÁFIA

Elogiado pela crítica, o drama dos italianos Fabio Grassadonia e Antonio Piazza conquistou o GRANDE PRÊMIO DA CRÍTICA E O TROFÉU REVELAÇÃO NO FESTIVAL DE CANNES EM 2013. A trama segue os passos de Salvo, implacável assassino encarregado de matar um desafeto da máfia siciliana. Prestes a executar seu alvo, ele se depara com a irmã da vítima, uma jovem cega, e uma estranha relação se estabelece entre eles.

LAURENCE ANYWAYS

“Menino-prodígio” do cinema canadense, Xavier Dolan dirigiu seu 1º longa, “Eu Matei Minha Mãe“, aos 19 anos, e o segundo, “Amores Imaginários“, aos 20. Só mesmo ele para contar de forma exuberante a trajetória de um homem que decide mudar de sexo no drama estrelado por Melvil Poupaud e Suzanne Clément – premiada como MELHOR ATRIZ NA MOSTRA ‘UM CERTO OLHAR’ NO FESTIVAL DE CANNES DE 2012.

INSIDE LLEWYN DAVIS – BALADA DE UM HOMEM COMUM

VENCEDOR DO GRANDE PRÊMIO DO JÚRI NO FESTIVAL DE CANNES, o filme dos irmãos Joel e Ethan Coen concorreu ao Oscar de melhor fotografia e mixagem de som. O longa é um estudo de personagem, centrado na trajetória de um músico folk autodestrutivo que luta para sobreviver em meio à cena folk do bairro de Greenwich Village, em Nova York, no começo dos anos 1960.

AZUL É A COR MAIS QUENTE

Livremente baseado na HQ homônima, o filme tem direção de Abdellatif Kechiche (“O Segredo do Grão”) e acompanha o rito de passagem da jovem Adèle (a revelação Adèle Exarchopoulos), que logo se apaixona por Emma (Léa Seydoux, de “Adeus, Minha Rainha”). Com uma longa sequência de sexo explícito entre as protagonistas, o longa causou furor e polêmica no Festival de Cannes, de onde saiu com a PALMA DE OURO – dividida, pela primeira vez na história, entre o diretor e suas duas atrizes principais.

A PARTE DOS ANJOS

Depois do thriller político “Rota Irlandesa”, Ken Loach retorna ao território de seus dramas sociais sobre a classe trabalhadora inglesa. VENCEDOR DO PRÊMIO DO JÚRI NO FESTIVAL DE CANNES EM 2012, o diretor acompanha quatro desajustados condenados a prestar serviço comunitário em Glasgow. De um panorama da falta de oportunidades, o filme ganha tom leve quando os amigos planejam roubar litros de um uísque raro.

INDOMÁVEL SONHADORA

Ovacionado no Festival de Sundance 2012, o longa passou por Cannes no mesmo ano e levou o PRÊMIO DA MOSTRA ‘UM CERTO OLHAR’, O JÚRI ECUMÊNICO E A CAMERA D’OR DE FILME ESTREANTE. Em Cannes já se falava em “Indomável Sonhadora” como possível azarão no Oscar 2013 e não deu outra: indicações nas categorias de melhor filme, direção (Benh Zeitlin), atriz e roteiro adaptado.

NO

PREMIADO NA QUINZENA DOS REALIZADORES DO FESTIVAL DE CANNES EM 2012, o drama político reconstitui os bastidores do plebiscito realizado no Chile em 1988 para decidir a permanência do ditador Augusto Pinochet no governo. Mais do que a política, “No” mostra a força da publicidade em uma campanha eleitoral, sendo o 3º trabalho do diretor chileno Pablo Larraín (“Tony Manero”) a investigar a ditadura de Pinochet.

AMOR

Duas lendas do cinema francês — Emmanuelle Riva (“Hiroshima Mon Amour“) e Jean-Louis Trintignant (“Z”) — vivem a comovente história de um casal que precisa lidar com a dor e a morte no dilacerante drama de Michael Haneke (“A Fita Branca”). Coestrelado por Isabelle Huppert (no papel da filha do casal), “Amor” conquistou o Oscar de melhor filme estrangeiro e a PALMA DE OURO NO FESTIVAL DE CANNES EM 2012.

REALITY – A GRANDE ILUSÃO

De volta à periferia de Nápoles depois de escancarar a máfia italiana em Gomorra, o diretor-roteirista Matteo Garrone lança em “Reality” um olhar crítico ao culto às celebridades que impregna a cultura popular. VENCEDOR DO GRANDE PRÊMIO DO JÚRI NO FESTIVAL DE CANNES EM 2012, o filme mostra um peixeiro sonhador que participa de uma pré-seleção do programa Grande Fratello, a versão do Big Brother na Itália.

HOLY MOTORS

VENCEDOR DO PRÊMIO DA JUVENTUDE NO FESTIVAL DE CANNES, o longa foi a sensação do festival, sendo aclamado pela crítica como um dos melhores filmes de 2012. É o retorno do provocador cineasta francês Leos Carax, ausente da direção de longa desde “Pola X” (1999), apresentando a jornada surreal de um rico empresário (Denis Lavant, de “Tokyo!”) e suas diferentes personas por Paris.

COSMÓPOLIS E O CINEMA INTRIGANTE DE DAVID CRONENBERG

David Cronenberg nunca provocou tanta discussão como em Cosmópolis, metáfora de um mundo regido a dinheiro prestes a ruir em meio ao colapso do sistema financeiro e protestos semelhantes ao Ocupe Wall Street. O filme já está disponível para locação nas lojas da 2001

Cosmópolis
(Cosmopolis, CAN/FRA/POR/ITA, 2012, Cor, 109′)
Swen – Drama – 16 anos
Direção: David Cronenberg
Elenco: Robert Pattinson, Paul Giamatti, Juliette Binoche, Samantha Morton, Mathieu Amalric

Sinopse: Eric Packer é um milionário egocêntrico que acordou com uma obsessão: cortar o cabelo no antigo barbeiro da família, localizado do outro lado de Manhattan. Para isso, o gênio das finanças precisa atravessar, em sua limousine, uma caótica Nova York.

 

David Croneberg nunca dividiu tantas opiniões como em Cosmópolis. Escrito pelo próprio diretor em apenas seis dias, o filme adapta o romance homônimo de Don DeLillo, profético ao apontar, dez anos antes, a crise do sistema financeiro e protestos como o “Ocupe Wall Street”, que se espalhou nos EUA desde 2011.

Robert Pattinson em Cosmópolis: bem longe de sua zona de conforto, a saga Crepúsculo

O clima de incerteza e de insatisfação popular acompanha a jornada surreal de um bilionário de 28 anos (Robert Pattinson, substituindo Colin Farrell) para chegar ao salão de seu cabeleireiro de infância. Preso no trânsito de Manhattan, piorado pela visita do presidente e por protestos antiglobalização, o jovem especulador financeiro recebe vários parceiros de negócios em sua imponente limousine.

Boa parte das cenas acontecem nesse microcosmo do império do protagonista, um mundo quase paralelo à realidade. Niilista e propositalmente artificial, um universo típico dos primeiros filmes de Cronenberg, agora em seu trabalho mais verborrágico e sem concessões.

 

 

 

DAVID CRONENBERG

Nascido em 15 de março de 1943, em Toronto (Ontario, Canadá), estudou literatura, língua inglesa e até ciências na universidade. Depois de alguns curtas experimentais, realizou o média-metragem caseiro Stereo (1969), passando a chamar a atenção da cena cinematográfica independente com Calafrios (1975) e Rabid (1977), produções B repletas de violência gore e sexualidade.

Cronenberg e James em foto de divulgação do cult Videodrome

Após o controverso (e estranhamente autobiográfico) Os Filhos do Medo (1979), o diretor conseguiu o primeiro sucesso de público de sua carreira com Scanners – Sua Mente Pode Destruir (1981). O filme foi seu passaporte para Hollywood e para a impactante refilmagem de A Mosca da Cabeça Branca em 1986. Violência explícita, a fusão entre pele humana e elementos externos, a dicotomia entre corpo e mente e o desejo sexual como meio e fim de personagens solitários, à procura de seu lugar no mundo, são algumas das marcas de seu autor, até então considerado apenas um criativo e original diretor de longas de horror.

Jeremy Irons no papel duplo de Gêmeos – Mórbida Semelhança, marco na carreira de Cronenberg que ajudou a desmistificar sua antiga imagem de diretor de filmes de terror

Gêmeos – Mórbida Semelhança (1988) foi o ponto de virada na carreira de Cronenberg: saem os monstros e mutações genéticas; o horror emana da mente, das pulsões humanas e da complexa psicologia dos gêmeos brilhantemente interpretados por Jeremy Irons. O filme seguinte provou ser o projeto mais ambicioso de sua carreira: Mistérios e Paixões (1991), adaptação de Almoço Nu, clássico da literatura beat escrito pelo poeta e escritor maldito William S. Burroughs. A seguir, surgiram trabalhos ainda mais radicais, como o polêmico Crash – Estranhos Prazeres (1996), proibido na Inglaterra devido a suas cenas de sexo e acidentes automobilísticos; eXistenZ (1999), com seu jogo entre o real e o virtual; e o freudiano Spider – Desafie sua Mente (2002), com Ralph Fiennes.

Viggo Mortensen como Sigmund Freud em Um Método Perigoso, seu terceiro filme sob a batuta de Cronenberg. A próxima parceria com o cineasta canadense é Maps to the Stars, atualmente em pré-produção

Finalmente, Marcas da Violência (2005), Senhores do Crime (2007) e Um Método Perigoso (2011) – mais sóbrios e estrelados pelo atual ator-assinatura do cineasta, Viggo Mortensen – se afastam do expressionismo e das imagens bizarras do passado, preferindo enfocar o comportamento humano em relação ao sexo e à violência.

CRONENBERG EM DVD NA 2001

Cosmópolis (2012)
Um Método Perigoso (2011)
Senhores do Crime (2007)
Marcas da Violência (2005)
Spider – Desafie Sua Mente (2002)
Existenz (1999)
Crash (1996)
Mistérios e Paixões (1991)
A Mosca (1986)
A Hora da Zona Morta (1983)
Videodrome (1983)
Scanners – Sua Mente Pode Destruir (1981)
Os Filhos do Medo (1979)
Escuderia do Poder (1979)
Calafrios (1975)

DAVID CRONENBERG

DE MESTRE DO HORROR A DISSECADOR DA AUTODESTRUIÇÃO HUMANA

Nascido em 15 de março de 1943, em Toronto, Canadá, David Cronenberg estudou literatura, língua inglesa e até ciência na universidade, o que talvez explique os mecanismos mecânicos e o choque entre o homem e a máquina em sua filmografia. Depois de alguns curtas- metragens experimentais, realizou o média-metragem caseiro Stereo em 1969, passando a chamar a atenção da cena cinematográfica independente com Calafrios (1975) e Rabid (1977), produções B repletas de violência gore e sexualidade adjacente.

Depois do controverso (e estranhamente autobiográfico) Os Filhos do Medo (1979), o diretor conseguiu o primeiro sucesso de público de sua carreira com Scanners – Sua Mente Pode Destruir (1981), cujo impacto permanece até hoje graças às suas violentas cenas de cabeças explodindo. O filme foi seu passaporte para Hollywood e para a impactante refilmagem de A Mosca da Cabeça Branca em 1986. Violência explícita, a fusão entre a pele humana e elementos externos, a dicotomia entre corpo e mente e o desejo sexual como meio e fim de personagens solitários à procura de seu lugar no mundo são algumas das marcas de seu autor, considerado até então apenas um criativo e original diretor de filmes de horror.

Jeremy Irons e seu duplo em Gêmeos - Mórbida Semelhança, filme que marca o início do reconhecimento de David Cronenberg como cineasta autoral

Gêmeos – Mórbida Semelhança (1988) foi um ponto de virada na carreira de Cronenberg: saem os monstros e mutações genéticas; o horror emana da mente, das pulsões humanas e da complexa psicologia dos gêmeos brilhantemente interpretados por Jeremy Irons.

David Cronenberg, diretor; William S. Burroughs, autor de Almoço Nu; e Peter Weller, ator principal, em foto de divulgação de Mistérios e Paixões

O filme seguinte do diretor provou ser o projeto mais ambicioso de sua carreira: Mistérios e Paixões (1991), adaptação de Almoço Nu, clássico da literatura beat escrito pelo poeta e escritor maldito William S. Burroughs. Depois dele, seguiram-se trabalhos ainda mais radicais, como o polêmico Crash – Estranhos Prazeres (1996), proibido na Inglaterra devido a suas cenas de sexo e acidentes automobilísticos; eXistenZ (1999), com seu jogo entre o real e o virtual; e o freudiano Spider – Desafie sua Mente (2002), com o personagem de Ralph Fiennes exorcizando o Complexo de Édipo.

Viggo Mortensen parece ser o novo ator-assinatura de Cronenberg: já trabalhou três vezes com o diretor e concorreu ao Oscar de melhor ator pela primeira vez por seu trabalho em Senhores do Crime (foto)

Aclamados por público e crítica, Marcas da Violência (2005) e Senhores do Crime (2007), ambos estrelados por Viggo Mortensen, atual ator-assinatura do cineasta, se afastam do expressionismo e imagens bizarras do passado, preferindo narrar de forma mais tradicional as contradições e idiossincrasias do homem contemporâneo.

Pôster do novo filme de Cronenberg apresentado no último Festival de Veneza

 

Em setembro, Cronenberg apresentou seu mais recente trabalho, A Dangerous Method, no Festival de Veneza. Bem recebido pela crítica, que o considerou uma narrativa mais sóbria dentro da filmografia do diretor, o filme investiga a amizade e eventual rompimento de Freud (Viggo Mortensen) e Jung (Michael Fassbender).

iggo Mortensen interpreta Sigmund Freud e Michael Fassbinder, Carl Jung, em A Dangerous Method

Atualmente, o cineasta finaliza Cosmópolis, adaptação do romance de Don DeLillo, com Robert Pattinson, Juliette Binoche e Paul Giamatti no elenco. E é homenageado pelo Centro Cultural Banco do Brasil com a mostra Cinema em Carne Viva, que começa amanhã e segue até 2 de outubro em São Paulo.

TOP 10 DAVID CRONENBERG NA 2001


Os Filhos do Medo (1979)
Scanners – Sua Mente Pode Destruir (1981)
Videodrome (1983)
A Hora da Zona Morta (1983)
A Mosca (1986)
Mistérios e Paixões (1991)
Crash (1996)
Spider – Desafie Sua Mente (2002)
Marcas da Violência (2005)
Senhores do Crime (2007)

FESTIVAL DE VENEZA 2011

Foi anunciada nessa quinta-feira em Roma a seleção do 68º Festival Internacional de Cinema de Veneza, que vai de 31 de agosto a 10 de setembro.

Entre os nomes da lista de 21 filmes que compõem a seleção oficial da competição, figuram cineastas renomados como Roman Polanski, que estreia Carnage, com Jodie Foster, Kate Winslet e Christoph Waltz; David Cronenberg, com A Dangerous Method, com Viggo Mortensen e Michael Fassbender nos papéis de, respectivamente, Sigmund Freud e Carl Jung; 4:44 Last Day on Earth, mais nova ousadia de Abel Ferrara, e Killer Joe, retorno de William Friedkin (O Exorcista), com Matthew McConaughey. Nenhum brasileiro compete na seleção principal.

Al Pacino estreará seu terceiro longa-metragem como diretor, Wilde Salome, documentário sobre a peça Salomé de Oscar Wilde, e será homenageado pelo festival.

MOSTRA COMPETITIVA
The Ides of March, de George Clooney (Estados Unidos)
Tinker, Tailor, Soldier, Spy, de Tomas Alfredson (Itália)
Wuthering Heights, de Andrea Arnold (Reino Unido)
Texas Killing Fields, de Ami Canaan Mann (Estados Unidos)
A Dangerous Method, de David Cronenberg (Alemanha, Canadá)
4:44 Last Day on Earth, de Abel Ferrara (Estados Unidos)
Killer Joe, de William Friedkin (Estados Unidos)
The Exchange, de Eran Kolirin (Israel, Alemanha)
Alps, de Yorgos Lamthimos (Grécia)
Shame, de Steve McQueen (Reino Unido)
Carnage, de Roman Polanski (França, Alemanha, Espanha, Polônia)
Chicken with Plums, de Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud (França, Bélgica, Alemanha)
A Burning Hot Summer, de Philippe Garrel (França)
A Simple Life, de Ann Hui (China, Hong Kong)
Faust, de Aleksander Sokurov (Rússia)
Dark Horse, de Todd Solondz (Estados Unidos)
Himizu, de Sion Sono (Japão)
Seediq Bale, de Wei Desheng (Taiwan)
Quando la Notte, de Cristina Comencini (Itália)
Terraferma, de Emanuele Crialese (Itália)
L’Ultimo Terrestre, de Gipi (Itália)

FORA DA COMPETIÇÃO
Vivan las Antipodas!, de Victor Kossakovsky (Alemanha, Argentina, Neth, Chile, Rússia)
La folie Almayer, de Chantal Akerman (Bélgica, França)
The Moth Diaries, de Mary Harron (Canadá, Irlanda)
W.E., de Madonna (Reino Unido)
Il Villaggio di Cartone, de Ermanno Olmi (Itália)
Wilde Salome, de Al Pacino (Estados Unidos)
Contagion, de Steven Soderbergh (Estados Unidos)
The Sorcerer and the White Snake, de Tony Ching Siu-tung (China, Hong Kong)
Giochi d’Estate, de Rolando Colla (Suíça, Itália)
La Desintegration, de Philippe Faucon (Bélgica)
Alois Nebel, de Tomas Lunak (República Checa, Alemanha)
Eva, de Kike Maillo (Espanha, França)
Scossa, de Francesco Maselli, Carlo Lizzani, Ugo Gregoretti, Nino Russo (Itália)
La Cle des Chanps, de Claude Nuridsany, Marie Perennou (França)
Tormented, de Takashi Shimizu (Japão)
Marco Bellocchio, Venezia 2011, de Pietro Marcello (Itália)
La Meditazione di Hayez, de Mario Martone (Itália)
Tahrir 2011, de Tamer Ezzat, Ahmad Abdalla, Ayten Amin, Amr Salama (Egito)
The End, de Collective Abounabbara (Síria)
Vanguard, de Collective Abounabbara (Síria)
Evolution (Megaplex 3D), Marco Brambilla (Estados Unidos)

Filme de abertura
The Ides of March, de George Clooney (Estados Unidos)

Filme de fechamento
Damsels in Distress, de Whit Stillman (Estados Unidos)