Entre Deus e o Pecado

FESTIVAL DE CLÁSSICOS INDICADOS OU PREMIADOS COM O OSCAR NA 2001

A FESTA DE BABETTE

Na desolada costa da Dinamarca vivem Martina e Philippa, as filhas de um devoto pastor protestante que prega a salvação através da renúncia. Mas com a chegada de Babette (Stéphane Audran), uma misteriosa refugiada da guerra civil na França, a vida para as irmãs e seu pequeno povoado começa a mudar. Escrito e dirigido por Gabriel Axel, o longa conquistou o Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Cannes.

* Oscar de melhor filme de língua não-inglesa

OS MELHORES ANOS DE NOSSAS VIDAS

Inspirado em artigo da revista Time sobre as dificuldades de readaptação enfrentadas por veteranos de guerra, o filme acompanha o ex-sargento Al Stephenson (Fredric March), o ex-piloto Fred Derry (Dana Andrews) e o marinheiro Homer Parrish (Harold Russel), que retornam para casa após combater na Segunda Guerra Mundial. Dirigido por William Wyler (“Ben-Hur”), este clássico conseguiu captar o clima pós-II Guerra nos EUA e venceu 7 estatuetas do Oscar.

* Oscar de melhor filme, diretor, ator (Fredric March), ator coadjuvante (Harold Russell), roteiro, montagem e trilha sonora. Indicado ainda a melhor som

ALMA EM SUPLÍCIO

Com diálogos cortantes e flashbacks para elucidar um crime revelado logo no início, o filme é um melodrama embalado pela estrutura e por elementos do cinema “noir”, contando a trajetória de uma mulher batalhadora e voluntariosa que sacrificou tudo pela filha, a ingrata Veda. Depois de recomeçar do zero e se tornar uma bem sucedida empresária, Mildred Pierce (a diva Joan Crawford) se torna a principal suspeita de um assassinato.

* Oscar de melhor atriz (Joan Crawford)

UM LUGAR AO SOL

Filme favorito de Charles Chaplin e de Mike Nichols, baseado no romance “Uma Tragédia Americana” (de Theodore Dreiser), sobre um triângulo amoroso inspirado em caso real ocorrido nos anos 1920. Montgomery Clift interpreta o jovem e ambicioso George Eastman, que começa a trabalhar numa fábrica da Califórnia. Ele começa a namorar uma moça humilde da linha de produção, Alice (Shelley Winters), e logo se envolve com a rica e sofisticada Angela Vickers (Elizabeth Taylor).

* Oscar de melhor diretor (George Stevens), roteiro, fotografia em preto e branco, figurino em p&b, montagem e trilha sonora. Indicado ainda a filme, ator (Montgomery Clift) e atriz coadjuvante (Shelley Winters)

A MONTANHA DOS 7 ABUTRES

Premiado no Festival de Veneza em 1951, este clássico de Billy Wilder explora, a partir de um evento aparentemente banal, as relações entre imprensa e poder, mostrando algo cada vez mais comum: a informação transformada em espetáculo midiático. Experiência vivida pelo repórter Charles Tatum (Kirk Douglas), que trabalha para um pequeno jornal no Novo México e descobre o caso de um homem preso em uma mina.

* Indicado ao Oscar de melhor roteiro

O MILAGRE DE ANNA SULLIVAN

A pequena Helen Keller (Patty Duke) nunca viu o céu, escutou a voz de sua mãe ou mesmo conseguiu expressar seus sentimentos, mas a recém-chegada Annie Sullivan (Anne Bancroft) consegue entrar em contato com ela pelo poder do toque. Uma das histórias de superação e coragem mais bonitas do século XX, a trajetória da jovem surda-muda e de sua primeira tutora ganhou sóbrio retrato pelas mãos da dupla William Gibson, autor da peça original na qual o filme se baseia, e Arthur Penn (de “Um Lance no Escuro”).

* Oscar de melhor atriz (Anne Bancroft) e atriz coadjuvante (Patty Duke). Indicado ainda a diretor (Arthur Penn), roteiro adaptado e figurino em preto-e-branco

AS TRÊS MÁSCARAS DE EVA

Esposa do saudoso Paul Newman (1925–2008), Joanne Woodward recebeu os principais prêmios de 1958 por seu tour de force no papel de Eve White, uma depressiva dona de casa diagnosticada com Síndrome de Múltipla Personalidade. O psiquiatra Curtis Luther (Lee J.Cobb) descobre uma personalidade completamente diferente de sua paciente – a sedutora Eve Black – e ainda irá se deparar com uma terceira e imponente persona.

* Oscar de melhor atriz (Joanne Woodward)

EU QUERO VIVER!

Um ano depois do triunfo de Joanne Woodward em “Três Máscaras de Eva“, chegou a vez de Susan Hayward (1917–1975), premiada com o Bafta, o Oscar e o prêmio do Círculo de Críticos de Nova York por seu avassalador retrato de uma mulher condenada à prisão. Barbara Graham (Hayward) é presa com dois perigosos criminosos e, acusada por um homicídio que não cometeu, pode ser sentenciada à pena máxima.

* Oscar de melhor atriz (Susan Hayward). Indicado ainda a diretor (Robert Wise), roteiro adaptado, fotografia em preto e branco, som e montagem

VIDAS SEPARADAS

Dirigido por Delbert Mann (“Marty“), o filme – quase todo ambientado em um pequeno hotel da Inglaterra – não esconde sua origem teatral: a peça “Separate Tables”, do dramaturgo Terence Rattigan. A rotina do hotel Beauregard é quebrada quando a bela Ann Shankland (Rita Hayworth) chega para ver seu ex-marido alcoólatra, John Malcolm (Burt Lancaster), que está secretamente envolvido com Pat Cooper (Wendy Hiller). Paralelamente, um gentil militar reformado (David Niven) guarda um segredo.

* Oscar de melhor ator (David Niven) e atriz coadjuvante (Wendy Hiller). Indicado ainda a filme, atriz (Deborah Kerr), roteiro adaptado, fotografia em preto e branco e trilha sonora

ENTRE DEUS E O PECADO

Elmer Gantry (Burt Lancaster) é um caixeiro-viajante oportunista, imoral e alcoólatra que acaba convertido pela Irmã Sharon Falconer (Jean Simmons) e passa a viajar em sua companhia pelos Estados Unidos pregando e explorando novos fiéis. Ricos e famosos, eles constroem um templo, mas Gantry é abalado pelo reencontro com um antigo amor. Um clássico ainda mais relevante hoje, sobre o uso da fé e a manipulação da opinião pública.

* Oscar de melhor ator (Burt Lancaster), atriz coadjuvante (Shirley Jones) e roteiro adaptado. Indicado ainda a filme e trilha sonora

NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS

A primeira das muitas colaborações entre o célebre diretor John Ford e o astro John Wayne, em 1939, ano de “E o Vento levou…”, “O Mágico de Oz” e “O Morro dos Ventos Uivantes“. Na trama, um grupo de pessoas – lideradas pelo cowboy Ringo Kid (Wayne) – embarca em uma perigosa jornada através do Arizona, enfrentando desastres naturais e ataques de índios.

* Oscar de melhor ator coadjuvante (Thomas Mitchell) e trilha sonora. Indicado ainda a filme, diretor, fotografia em preto e branco, direção de arte e montagem

A ÁRVORE DA VIDA

Um dos grandes épicos sobre a Guerra Civil Americana, com Montgomery Clift vivendo o abolicionista John Shawnessy, que começa um relacionamento conturbado com a rica beldade sulista Susanna Drake (Elizabeth Taylor). A chegada da guerra afasta o casal, com Susanna fugindo com seu filho para o Sul enquanto John alista-se no Exército do Norte.

* Indicado ao Oscar de melhor atriz (Elizabeth Taylor), direção de arte, figurino e música

A FÚRIA DOS JUSTOS

Mark Robson (“A Morada da Sexta Felicidade“) dirige este drama de tribunal em torno de David Blake (Glenn Ford), professor de Direito contratado para defender Angel Chavez (Rafael Campos), jovem latino-americano acusado de assassinar uma menina branca em uma praia privada.

* Indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante (Arthur Kennedy)

CENTENÁRIO DE BURT LANCASTER (1913-1994)

“Acordei um dia como astro. Foi assustador. Então resolvi trabalhar duro para me tornar um bom ator.” Burt Lancaster

PROTAGONISTA DE CLÁSSICOS DO CINEMA COMO A UM PASSO DA ETERNIDADE, OS PROFISSIONAIS E O LEOPARDO, BURT LANCASTER FALECEU EM 1994 E COMPLETARIA 100 ANOS DE VIDA NO PRÓXIMO SÁBADO (2/11). CONFIRA A FILMOGRAFIA DO ASTRO EM MAIS DE 60 TÍTULOS DISPONÍVEIS EM DVD NA 2001.

Com seis décadas de carreira e mais de 80 trabalhos entre cinema e televisão, o ator foi um dos maiores astros de seu tempo, ficando marcado pelo porte atlético e a persona de durão. Versátil, segurava com tranquilidade aventuras, dramas sérios, filmes de guerra e faroestes, sempre com um olhar firme, a postura energética e uma sensível vulnerabilidade, demonstrada em papéis como o do príncipe Don Fabrizio Salina de O Leopardo, o velhinho de Atlantic City ou o sargento Milton Warden em A um Passo da Eternidade. O clássico de 1953 entrou para a história do cinema graças à inesquecível cena com Deborah Kerr na praia, e lhe valeu a primeira indicação ao Oscar de melhor ator.

Burt Lancaster e Deborah Kerr em uma das cenas mais famosas do cinema: a do beijo entre os amantes adúlteros em "A um Passo da Eternidade", de Fred Zinnemann (diretor de "JULIA")

Burt Lancaster e Deborah Kerr em uma das cenas mais famosas do cinema: a do beijo entre os amantes adúlteros em “A um Passo da Eternidade”, de Fred Zinnemann (diretor de “JULIA”)

Nascido no bairro do Harlem em Nova York no dia 2 de novembro de 1913, Stephen Burton Lancaster começou a carreira artística como acrobata no circo dos irmãos Kay, nos anos 1930. Após o período da Grande Depressão, sofreu uma lesão que o tirou do picadeiro, mas que não o impediu de ingressar no exército americano, no início da Segunda Guerra Mundial. Durante a sua passagem no serviço militar, ganhou notoriedade ao entreter as tropas e, na volta, mudou-se para a Califórnia.

Após uma ponta no longa Desert Fury, foi contratado pela Universal e começou a pavimentar seu caminho ao estrelato em filmes noir como Os Assassinos (1946) e Brutalidade (1947), até seu físico imponente ser aproveitado em aventuras (O Gavião e a Flecha, O Homem de Bronze, Sua Majestade o Aventureiro) que o transformaram em ídolo instantâneo das matinês. Determinado a mudar o estigma de galã, Lancaster queria desafios diferentes, que conseguiria em A um Passo da Eternidade (1953), vencedor de 8 Oscars ; A Rosa Tatuada (1955), baseado em peça de Tennessee Williams, A Embriaguez do Sucesso (1957), crítica mordaz à manipulação da mídia; e Entre Deus e o Pecado (1960), pelo qual recebeu o Oscar e o Globo de Ouro.

Ao lado de Tony Curtis em "A Embriaguez do Sucesso" (1957): em uma de suas melhores atuações, Burt Lancaster interpreta um detestável (e influente) colunista novaiorquino. Ousado para a época, o filme foi coproduzido pelos dois atores

Ao lado de Tony Curtis em “A Embriaguez do Sucesso” (1957): em uma de suas melhores atuações, Burt Lancaster interpreta um detestável (e influente) colunista novaiorquino. Ousado para a época, o filme foi coproduzido pelos dois atores

Empreendedor e independente, Lancaster foi um dos primeiros astros de Hollywood a formar a sua própria companhia de produção, recurso que lhe propiciou uma maior gama de papéis – e sucessos como o oscarizado Marty (1955). Mesmo sem ser a opção inicial do diretor Luchino Visconti (que queria Laurence Olivier), conseguiu, no início da década de 1960, o disputado papel principal da obra-prima O Leopardo (1963). Lancaster voltaria a atuar sob a direção de Visconti em Violência e Paixão (1974) e, dois anos depois, sob a batuta de outro mestre italiano, Bernardo Bertolucci, no ambicioso épico 1900.

Lancaster foi escalado para "O Leopardo" a contragosto de seu diretor, o mestre Luchino Visconti, mas com o tempo conquistou o diretor italiano, que o escalaria depois para "Violência e Paixão". o príncipe Don Fabrizio Salina era o papel favorito do ator

Lancaster foi escalado para “O Leopardo” a contragosto de seu diretor, o mestre Luchino Visconti, mas com o tempo conquistou o mestre italiano, que o escalaria depois para “Violência e Paixão”. O príncipe Don Fabrizio Salina era o papel favorito do ator

Foi indicado mais duas vezes ao Oscar de melhor ator: pelo tocante drama criminal O Homem de Alcatraz (1962) e por Atlantic City (1980), de Louis Malle. Seguiram-se papéis de destaque na minissérie Marco Polo (1982), em Momento Inesquecível (1983) e no grande sucesso Campo dos Sonhos (1989), antes de falecer em 20 de outubro de 1994, após um ataque cardíaco.

A um Passo da Eternidade, Vera Cruz, Sem Lei e Sem Alma, Entre Deus e o Pecado, Trapézio, A Embriaguez do Sucesso, Julgamento em Nuremberg, O Leopardo, Sete Dias de Maio, Os Profissionais, Enigma de uma Vidaa lista de clássicos imortalizados pelo ator não tem fim, assim como a sua incrível capacidade de surpreender. Não perca também o documentário Burt Lancaster – The Hollywood Collection, que detalha a trajetória do ex-galã da Universal que se reinventou como intérprete sério e produtor de sucesso.


BURT LANCASTER EM DVD NA 2001:

Os Assassinos (1946)
Brutalidade (1947)
A Filha da Pecadora (1947)
Baixeza (1949)
Zona Proibida (1949)
O Gavião e a Flecha (1950)
Vale da Vinganca (1951)
O Pirata Sangrento (1952)
A Um Passo da Eternidade (1953)

Ao lado de Montgomery Clift no clássico "A um Passo da Eternidade", pelo qual concorreu pela primeir avez ao Oscar de melhor ator. O clássico de Fred Zinnemann conquistou oito estatuetas, incluindo melhor filme, direção e ator coadjuvante (Frank Sinatra)

Ao lado de Montgomery Clift no clássico “A um Passo da Eternidade”, pelo qual concorreu pela primeira vez ao Oscar de melhor ator. O clássico de Fred Zinnemann conquistou oito estatuetas da Academia, incluindo melhor filme, direção e ator coadjuvante (Frank Sinatra)

Vera Cruz (1954)
Massai – O Último Guerreiro Apache (1954)
A Rosa Tatuada (1955)
Homem até o Fim (1955)
Trapézio (1956)
Lágrimas do Céu (1956)
Sem Lei e Sem Alma (1957)
A Embriaguez do Sucesso (1957)
O Mar é Nosso Túmulo (1958)
Vidas Separadas (1958)
O Passado Não Perdoa (1960)
Entre Deus e o Pecado (1960)

No papel de um caixeiro-viajante que torna-se pregador, Lancaster teve uma atuação vibrante, e merecedora do Oscar de melhor ator em 1961

No papel de um caixeiro-viajante que torna-se pregador, Lancaster teve uma atuação vibrante, e merecedora do Oscar de melhor ator em 1961

Julgamento Em Nuremberg (1961)
O Homem de Alcatraz (1962)
Minha Esperança é Você (1963)
O Leopardo (1963)
A Lista de Adrian Messenger (1963)
Sete Dias de Maio (!964)
O Trem (1964)
Nas Trilhas da Aventura (1965)
Os Profissionais (1966)

Com Claudia Cardinale e Lee Marvin em "Os Profissionais" (1966), um dos inúmeros westerns que estrelou em sua carreira

Com Claudia Cardinale e Lee Marvin em “Os Profissionais” (1966), um dos inúmeros westerns que estrelou em sua carreira

Revanche Selvagem (1968)
Enigma de uma Vida (1968)
A Defesa do Castelo (1969)
Aeroporto (1970)
O Retorno de Valdez (1971)
O Homem da Lei (1971)
Quando os Bravos se Encontram (1971)
Scorpio (1973)
Violência e Paixão (1974)

O professor de "Violência e Paixão" (1974), penúltimo filme do mestre Luchino Visconti - e um dos melhores trabalhos de Burt Lancaster

O professor de “Violência e Paixão” (1974), penúltimo filme do mestre Luchino Visconti – e um dos melhores trabalhos de Burt Lancaster

Moisés (1974)
1900 (1976)
Buffalo Bill (1976)
A Travessia de Cassandra (1976)
O Último Brilho do Crepúsculo (1977)
A Ilha do Dr. Moreau (1977)
Inferno Sem Saida (1978)
Atlantic City (1980)

O inesquecível Lou de "Atlantic City", um veterano golpista que vive do passado e sente uma paixão platônica pela personagem de Susan Sarandon

O inesquecível Lou de “Atlantic City”, um veterano golpista saudoso do passado e que vive uma paixão platônica pela personagem de Susan Sarandon

A Pele (1981)
Giuseppe Verdi – Sua Vida, Sua Obra (1982)
Marco Polo (1982)
Momento Inesquecível (1983)
O Casal Osterman (1983)
O Vôo da Águia (1986)
Campo dos Sonhos (1989)

CENTENÁRIO DE RICHARD BROOKS

Richard Brooks (18/5/1912-11/3/1992) dirige Elizabeth Taylor em Gata em Teto de Zinco Quente (1958)

ESCRITOR E DIRETOR NORTE-AMERICANO, BROOKS COMPLETARIA AMANHÃ 100 ANOS DE NASCIMENTO.

Pouco lembrado pelas novas gerações, Richard Brooks nunca foi considerado um “autor” pela crítica. Tornou-se conhecido, acima de tudo, como um diretor competente em transpor grandes obras da literatura e do teatro para o cinema. Adaptou F. Scott Fitzgerald (A Última Vez que Vi Paris), Fiódor Dostoiévski (Os Irmãos Karamazov), Tennessee Williams (Gata em Teto de Zinco Quente, Doce Pássaro da Juventude), Joseph Conrad (Lord Jim) e Truman Capote (A Sangue Frio), entre outros escritores, em filmes que também dirigiu.

Brooks (fumando cachimbo) durante as filmagens de Lord Jim (1965)

Descendente de judeus russos que emigraram para a Filadéfila, onde nasceu, Ruben Sax (seu nome verdadeiro) trabalhou como repórter esportivo em vários jornais, até entrar para a divisão de rádio da rede NBC nos anos 1930. Envolvido também na cena teatral novaiorquina, começou a escrever roteiros para filmes de baixo orçamento. Após dois romances bem recebidos pela crítica, Splinters e The Brick Foxhole, ganhou status em Hollywood ao roteirizar produções “noir” como Força Bruta (1947), dirigido por Jules Dassin, e Paixões em Fúria (1948), de John Huston. Dali para a direção e autoria de seus próprios filmes foi um passo, estreando com o melodrama político Terra em Fogo (1950).

Brooks com a esposa, Jean Simmons, que dirigiu em Entre Deus e o Pecado

Indicado oito vezes ao Oscar, conquistou o prêmio de melhor roteiro adaptado por Entre Deus e o Pecado (1960), drama social crítico à exploração da fé, e que também rendeu a Burt Lancaster e a Jean Simmons (esposa de Brooks entre 1960 e 1977) a estatueta dourada. Amigo pessoal do rebelde Samuel Fuller, faleceu em 11 de março de 1992, em decorrência de problemas cardíacos. O cinema perdia um diretor conhecido pela independência com que conduzia seus projetos, muitos deles refletindo as mazelas, as contradições e o moralismo da sociedade americana.

RICHARD BROOKS EM DVD NA 2001:

Primeiro vem a palavra, depois o resto - Richard Brooks

A Última Vez que Vi Paris (1954)
Sangue Sobre a Terra (1957)
Os Irmãos Karamazov (1957)
Gata em Teto de Zinco Quente (1958)
Entre Deus e o Pecado (1960)
Doce Pássaro da Juventude (1962)
Lord Jim (1965)
Os Profissionais (1966)
A Sangue Frio (1967)
O Risco de uma Decisão (1975)