épico

OSCAR 2017: MAIS FILMES INDICADOS

CONFIRA NA 2001 UM DRAMA ARRASADOR, VENCEDOR DO OSCAR DE MELHOR ATOR (CASEY AFFLECK) E ROTEIRO ORIGINAL, O NOVO ÉPICO DE MARTIN SCORSESE, SOBRE FÉ E SACRIFÍCIO, E O PREMIADO SEGUNDO LONGA DE TOM FORD NA DIREÇÃO.

MANCHESTER À BEIRA MAR

Vencedor do Oscar e do Bafta de melhor ator (para Casey Affleck, também vencedor do Globo de Ouro) e roteiro original, concorreu ainda a filme, direção (Kenneth Lonergan), ator coadjuvante (Lucas Hedges) e atriz coadjuvante (Michelle Williams).

Terceiro longa dirigido pelo dramaturgo Kenneth Lonergan (“Conte Comigo”, “Margaret”), “Manchester à Beira Mar” evita cair no melodrama ou nas emoções fáceis, ao acompanhar a jornada de Lee Chandler (Casey Affleck, irmão de Ben), um homem antissocial e resignado com a vida, devastado por uma tragédia do passado. A morte de seu irmão mais velho o faz retornar a sua cidade natal. Contra sua vontade, ele se vê obrigado a cuidar de seu rebelde sobrinho adolescente, filho do falecido.

SILÊNCIO

Indicado ao Oscar de melhor fotografia, foi eleito melhor filme do ano pelo AFI – American Film Institute. Um sonho antigo de Martin Scorsese, que levou mais de 30 anos para conseguir realizar o projeto, uma adaptação do livro homônimo de Shûsaku Endô (já publicado no Brasil).

Temas como fé e sacrifício, recorrentes na filmografia do cineasta (“Kundun”, “Vivendo no Limite”), movem a jornada épica (e espiritual) de dois padres jesuítas, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield, “Até o Último Homem”) e Francisco Garupe (Adam Driver, “Paterson”), que deixam Portugal rumo ao Japão, no século XVII. Nesse Oriente hostil, com os seguidores da fé cristã sendo severamente punidos, a dupla de missionários busca o paradeiro de seu mentor, o padre Cristóvão Ferreira (interpretado por Liam Neeson).

O título se refere ao silêncio de Deus perante a agonia dos que creem nele.

ANIMAIS NOTURNOS

Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza, o filme é inspirado no romance “Tony e Susan”, de Austin Wright e concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante (Michael Shannon).

Depois de “Direito de Amar”, sua elogiada estreia na direção em 2009, o designer de moda Tom Ford volta atrás das câmeras com um drama metalinguístico repleto de camadas e sobreposições, em três instâncias narrativas. Na primeira, uma rica dona de galeria, Susan (Amy Adams), recebe de seu ex-marido, Edward (Jake Gyllenhaal), o manuscrito do romance que ele escreveu. Perturbadora e violenta, a obra desperta em Susan lembranças do passado, trazidas à tona em uma série de flashbacks.

Ao ler a história, Susan processa fatos e personagens ficcionais que ecoam (ou espelham) a sua própria trajetória ao lado de Edward. Enquanto isso, a ficção toma forma na tela com a entrada de um psicopata (Aaron Taylor-Johnson, premiado com o Globo de Ouro de coadjuvante) que ameaça Tony (o mesmo Gyllenhaal) e sua família durante uma viagem no interior dos EUA.

Animais Noturnos” é diferente de tudo o que você já viu, com imagens fortes desde a cena de abertura, e conta com grandes atuações de Adams, Gyllenhaal, Johnson e Shannon (no papel de um xerife). Além da bela fotografia de Seamus McGarvey, a trilha sonora de Abel Korzeniowski (“Direito de Amar”, “Penny Dreadful“) mantém o elegante clima de mistério.

“RESSURREIÇÃO”, UMA MINISSÉRIE DOS IRMÃOS PAOLO E VITTORIO TAVIANI, DIRETORES DE “CÉSAR DEVE MORRER”

Antes da consagração com "César Deve Morrer" no Festival de Berlim em 2012, os hoje octogenários Paolo e Vittorio Taviani escreveram e dirigiram, no início da década de 2000, a suntuosa minissérie "Ressurreição", que acaba de sair na íntegra em DVD para locação e venda na 2001 Vídeo

Antes da consagração com “César Deve Morrer” no Festival de Berlim em 2012, os hoje octogenários Paolo e Vittorio Taviani escreveram e dirigiram, no início da década de 2000, a suntuosa minissérie “Ressurreição”, que acaba de sair na íntegra em DVD para locação e venda na 2001 Vídeo

Ressurreição
(Resurrezione, ITA/FRA/ALE, 2001, Cor, 187′)
Versátil – Séries de TV/Cinema – 14 anos
Direção: Paolo Taviani, Vittorio Taviani
Elenco: Stefania Rocca, Timothy Peach, Cécile Bois, Eva Christian, Sonia Gessner

Sinopse: Moscou, final do século XIX. Tem início o processo contra Katiucha Máslova, uma prostituta injustamente acusada de ter roubado e envenenado um cliente. Entre os jurados está o príncipe Dmítri Ivánovitch, que reconhece a acusada, a quem seduzira – e abandonara grávida – dez anos antes. Remoído pelo remorso, ele decide abandonar sua vida de riqueza para ajudar Katiusha.

 
Exibida em duas partes na TV europeia, a minissérie Ressurreição é o primeiro trabalho dos irmãos Paolo e Vittorio Taviani nos anos 2000, e mais uma prova da longevidade da dupla, premiada com o Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2012 por César Deve Morrer.

Especializados em levar para o cinema grandes clássicos da literatura, os cineastas italianos adaptaram antes obras de Luigi Pirandello (Kaos), Leon Tolstói (Noites com Sol, Um Grito de Revolta) e Johann Wolfgang Goethe (As Afinidades Eletivas). Em Ressurreição, resgatam o último romance escrito por Tolstói, ambientado na Rússia do final do século 19.

O enredo gira em torno do julgamento de Katiucha Máslova (a italiana Stefania Rocca, de Maria), prostituta acusada de roubar um cliente e depois levá-lo à morte por envenenamento. No júri, o príncipe Dmítri Ivánovitch Nekhliúdov (Timothy Peach, de Lutero) fica transtornado ao reconhecer a bela e fragilizada ré, que conhecera dez anos antes.

Com pequenas participações em produções americanas como "Maria" e "O Talentoso Ripley", a bela italiana Stefania Rocca dá vida à protagonista de "Ressurreição", Katiucha. De uma camponesa ingênua e romântica, a personagem vira uma prostituta amargurada e resignada com a vida. A "ressurreição" presente no título da minissérie significa a possibilidade de uma nova vida para a protagonista, assim como redenção para o seu amado, o príncipe Dmítri

Com pequenas participações em produções americanas como “Maria” e “O Talentoso Ripley”, a bela italiana Stefania Rocca dá vida à trágica protagonista de “Ressurreição”, Katiucha. Inicialmente uma camponesa ingênua e romântica, a personagem vira uma prostituta amargurada e resignada com a vida. A “ressurreição” presente no título aplica-se à protagonista, e também tem o sentido de redenção para o príncipe Dmítri

Em flashbacks, a minissérie percorre o passado dos dois, desde o primeiro encontro até o seu rompimento, com a criada Katiucha sendo abandonada pelo nobre Dmítri. Grávida, ela é expulsa da casa das tias do príncipe e largada à própria sorte, prostituindo-se para sobreviver.

De volta ao tribunal, um erro judiciário condena a sofrida Katiucha a trabalhos forçados em regime de exílio na Sibéria. Sentindo-se cada vez mais culpado pelo destino dela, Dmítri fica obcecado em ajudá-la. “Tenho que resgatar minha culpa”, repete ao longo da trama. Para isso, ele vai sacrificar tudo – seu nome, suas propriedades, o noivado com uma dama da sociedade – e até se envolver com ativistas políticos perseguidos pelo governo, para libertar sua amada.

Esse é apenas o início da primeira parte da minissérie, mostrando os protagonistas separados pelos códigos sociais da época, e como cada um mudou até o fatídico julgamento. O que parece um folhetim ganha ambiguidade com a inversão de desejos e vontades: antes rejeitada, Katiucha testa o tempo todo o homem agora obcecado por ela, numa relação imprevisível de amor e ódio. Quanto mais ela o rejeita, mais ele se sente culpado – e atraído por ela.

Até que ponto o desequilíbrio entre o quanto se ama alguém e o amor recebido em troca implica em um penoso jogo de dependência afetiva?

Os irmãos Paolo e Vittorio Taviani com o Urso de Ouro recebido no Festival de Berlim do ano passado, por "César Deve Morrer". Docudrama em torno da encenação da peça "Julius César" de William Shakespeare, o filme também acaba de sair para locação na 2001

Os irmãos Paolo e Vittorio Taviani com o Urso de Ouro recebido no Festival de Berlim do ano passado, por “César Deve Morrer”. Docudrama em torno da encenação da peça “Julius César” de William Shakespeare, o filme também acaba de sair para locação na 2001

Na segunda parte, um panorama crítico das instituições e da nobreza russa se impõe, com o príncipe encarando a incompreensão de todos à sua volta enquanto corre contra o tempo para salvar Katiucha, que ruma para o frio glacial da Sibéria. Salvá-la equivale a salvar a si mesmo, a provar seu amor, não importa sob que sacrifícios.

Sacrifícios comuns a vários personagens dos irmãos Taviani, e uma prova de sua comovente compaixão pelos oprimidos.

MAIS ADAPTAÇÕES DA OBRA DE LEON TOLSTÓI NA 2001:

Leon (ou Liev) Tolstói (1828-1910)

Leon (ou Liev) Tolstói (1828-1910)

Anna Karenina (2012)
Guerra e Paz (2007)
Anna Karenina (1997)
Noites com Sol (1990)
O Dinheiro (1983)
Guerra e Paz (1956)
Anna Karenina (1948)
Anna Karenina (1935)

Sobre o escritor:
A Última Estação (2009)

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “LINCOLN”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

Acaba de sair em DVD e Blu-ray o aclamado épico histórico de Steven Spielberg. Considerado favorito ao Oscar durante a temporada de premiaçõe, o filme concorreu em 12 categorias, mas acabou levando apenas as estatuetas de melhor ator (Daniel Day-Lewis) e direção de arte

Acaba de sair em DVD e Blu-ray o aclamado épico histórico de Steven Spielberg. Considerado favorito ao Oscar durante a temporada de premiaçõe, o filme concorreu em 12 categorias, mas acabou levando apenas as estatuetas de melhor ator (Daniel Day-Lewis) e direção de arte

Lincoln não é arrastado, longo demais. É denso. Portanto, antes de qualquer comentário, fica avisado: quem não gosta de filme histórico, carregado de diálogos importantes e imponentes, de suma importância para a contextualização do filme e seu entendimento, é melhor garimpar outra opção. E não tem problema não gostar, é só uma questão de alinhar expectativas. Vá descansado, porque o filme tem duas horas e meia de duração e exige atenção. Ainda mais para nós, brasileiros, que temos a Guerra Civil americana como um fator histórico estudado em linhas gerais e não estamos obrigatoriamente familiarizados com este fato específico da vida de Abraham Lincoln e dos Estados Unidos.

O Abraham Lincoln real e a brilhante caracterização de Daniel Day-Lewis

O Abraham Lincoln real e a brilhante caracterização de Daniel Day-Lewis

Lincoln não é lento, tem o ritmo necessário para contar a história que Steven Spielberg magistralmente consegue contar (aliás, o diretor volta à sua velha forma, deixando produções como Cavalo de Guerra caírem no esquecimento…). Tem iluminação na medida certa, figurino, construção de época impecáveis para nos colocar no ano 1865, quando a Guerra de Secessão já fez centenas de milhares de mortos entre o norte industrial e o sul escravocrata. Tem um ritmo adequado para que coubessem os diálogos, argumentos, explicações e os famosos contos do presidente na tela.

Depois de receber o Oscar por "Meu Pé Esquerdo" e "Sangue Negro", Daniel tornou-se o primeiro a conquistar três vezes o prêmio de melhor ator, por seu papel em "Lincoln". O recorde na categoria fica com ele, enquanto Katharine Hepburn lidera entre as mulheres, com quatro estatuetas de melhor atriz

Depois de receber o Oscar por “Meu Pé Esquerdo” e “Sangue Negro”, Daniel tornou-se o primeiro a conquistar três vezes o prêmio de melhor ator, por seu papel em “Lincoln”. O recorde na categoria fica com ele, enquanto Katharine Hepburn lidera entre as mulheres, com quatro estatuetas de melhor atriz

Sem falar na joia da coroa, o talentosíssimo Daniel Day-Lewis (também em Meu Pé Esquerdo, Em Nome do Pai), que além de ser parecido com Lincoln, o caracteriza como ninguém. A semelhança física é assombrosa, e a atuação, irreparável. Aliás, mereceu o Oscar (o filme concorreu em 12 categorias, entre elas melhor filme, diretor, roteiro adaptado, ator e atriz coadjuvante).

Na pele de Lewis, o Lincoln de Spielberg é espirituoso, persistente e audacioso. Decide lutar pela aprovação da emenda que aboliria a escravatura, que tiraria dos estados do sul seu trunfo colonialista e abalaria fortemente sua economia. Mas tem visão, e por isso é mais uma vítima assassinada por fanáticos. Tudo bem que os estados do norte já tinham uma condição diferenciada de desenvolvimento industrial e humano, mas a atitude de Lincoln de terminar a guerra, unir definitivamente o país e libertar os escravos foi decisória para o país ser o que é hoje.

Até por esse viés histórico vale a pena – mas não só por isso. Vale porque é cinema de qualidade, porque é roteiro bem feito, porque todos os detalhes são partes de um todo muito bem cuidado. Também acho que não agrada a todos – por isso, escolha de acordo com seu estado de espírito. Para os aventureiros, ótima viagem.

 

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE: O FINAL DA TRILOGIA DO HOMEM-MORCEGO

Um dos campeões de bilheteria deste ano, o filme impressiona pelo tamanho de sua produção e deve ser lembrado nas categorias técnicas do Oscar 2013. Não perca a conclusão da saga do Homem-Morcego interpretado por Christian Bale, em DVD ou Blu-ray na 2001

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
(The Dark Knight Rises, EUA/ING, 2012, Cor, 165′)
Warner – Fantasia – 12 anos
Direção: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Tom Hardy, Anne Hathaway, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Michael Caine

Sinopse: Passaram-se oito anos desde a morte de Harvey Dent e o desaparecimento de Batman. Ao assumir a culpa pela morte do promotor, o Cavaleiro das Trevas passou de herói a vilão. Agora, ele precisa lidar com a chegada de uma sedutora ladra, Selina Kyle, e enfrentar seu maior oponente: Bane, cujo plano é destruir Gotham.

 

Responsável por revitalizar o Homem-Morcego no cinema, Christopher Nolan (A Origem) fecha a trilogia do super-herói, iniciada com Batman Begins (2005) e continuada por O Cavaleiro das Trevas (2008). No terceiro filme, o cineasta inglês prossegue no tom épico, imprimindo ares de tragédia grega à decadência física do Batman de Christian Bale, e à corrupção política da cidade de Gotham.

Tom Hardy como o vilão Bane: mais um personagem truculento para o currículo do ator inglês de Guerreiro, drama sobre os bastidores do MMA, e de Os Infratores, violento policial que chega às lojas da 2001 em janeiro para locação

Embora prescinda do impacto do Coringa interpretado por Heath Ledger, Nolan se vale de dois grandes temores contemporâneos – a crise do sistema financeiro e o terrorismo – para compor seu novo vilão, Bane. Encarnado com intimidadora presença física pelo ator Tom Hardy (Guerreiro), o violento terrorista se diz um líder anarquista e instaura nova ordem em Gotham a partir do caos (leia-se, pela violência), proclamando o controle da cidade pelo povo. Ao longo da narrativa, suas verdadeiras intenções serão reveladas, e diversas subtramas entrelaçadas. A gênese da Mulher-Gato, a verdade por trás da morte de Harvey Dent, a Liga das Sombras no passado de Bane e um personagem-chave da mitologia de Batman vêm à tona nas quase três horas de duração da emocionante conclusão da saga.

O Cavaleiro das Trevas Ressurge traz no elenco cinco atores dirigidos por Christopher Nolan anteriormente em A Origem: Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Michael Caine, Marion Cotillard e Cillian Murphy.

 

PARA COLECIONAR:
Batman – O Cavaleiro das Trevas (trilogia Premium)

Imagem da ótima edição premium da trilogia de Christopher Nolan, à venda em DVD e Blu-ray na 2001

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2 Blu-rays + 1 DVD + Máscara)

CHRISTIAN BALE, MAIS UM CAMALEÃO INGLÊS

Nascido em Haverfordwest (País de Gales), em 30/1/1974, começou a atuar cedo – aos dez anos, numa produção teatral estrelada pelo comediante Rowan Atkinson (o Mr. Bean). Após trabalhar na TV, foi escolhido pessoalmente por Steven Spielberg para protagonizar o épico Império do Sol (1987). Já adulto, atuou em produções independentes como Velvet Goldmine, Psicopata Americano (após Leonardo DiCaprio recusar o papel), Laurel Canyon – Rua das Tentações e O Operário.

Camaleão inglês: anoréxico em O Operário e, um ano depois, totalmente mudado em Batman Begins

A partir de Reino de Fogo, passou a estrelar cada vez mais superproduções hollywoodianas, como Batman Begins e suas duas continuações, estabelecendo bem-sucedida parceria com o diretor Christopher Nolan.

Com O Exterminador do Futuro – A Salvação, Bale viu-se exposto pela mídia: durante as filmagens, no verão de 2008, o ator começou a gritar e xingar o diretor de fotografia Shane Hurlbut, que havia supostamente atrapalhado uma de suas cenas. Gravado secretamente, o áudio desse diálogo – ou melhor, monólogo – tornou-se um hit da internet.

O papel de um ex-pugilista viciado em drogas em O Vencedor (2010) conseguiu apagar a imagem negativa deixada pelo escândalo no set de A Salvação e ainda lhe valeu o Oscar de melhor ator coadjuvante, em sua primeira indicação aos prêmios da Academia de Hollywood.

Depois do arrasa-quarteirão O Cavaleiro das Trevas Ressurge, estrela dois novos trabalhos do recluso Terrence Malick – Knight of Cups e outro, ainda sem título, ao lado de Ryan Gosling.

CHRISTIAN BALE EM DVD NA 2001:

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)
Flores do Oriente (2011)
O Vencedor (2010)
O Exterminador do Futuro – A Salvação (2009)
Inimigos Públicos (2009)
Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)
Não Estou Lá (2007)
Os Indomáveis (2007)
O Sobrevivente (2006)
O Grande Truque (2006)
Batman Begins (2005)
Tempos de Violência (2005)
O Novo Mundo (2005)
O Operário (2004)
Laurel Canyon – Rua das Tentações (2002)
Reino de Fogo (2002)
Equilibrium (2002)
O Capitão Corelli (2001)
Shaft (2000)
Psicopata Americano (2000)
Sonho de uma Noite de Verão (1999)
Reflexos do Passado (1997)
O Agente Secreto (1996)
Retratos de uma Mulher (1996)
Adoráveis Mulheres (1994)
Henrique V (1989)
Império do Sol (1987)

OPINIÃO: ÓRFÃOS DA GUERRA

Inédito nos cinemas brasileiros, o drama de guerra é baseado em comovente história real de altruísmo

ÓRFÃOS DA GUERRA

O filme é baseado na história do jornalista inglês George Hogg (Jonathan Rhys Meyers, o rei Henrique VIII da série The Tudors), jovem enviado à China para registrar a guerra que acontecia no país contra o Japão. Inexperiente e inocente, ele sai pelas ruas tirando fotos do conflito e acaba testemunhando o massacre de Nanquim. Ao registrar a morte de dezenas de civis, acaba capturado por soldados japoneses e, prestes a ter a cabeça cortada, é salvo por Chen (Chow Yun-Fat, de O Tigre e o Dragão), que o apresenta à enfermeira Lee (Radha Mitchell, Melinda é Melinda). Ela anda sozinha pela China cuidando dos feridos, além de cuidar de 60 crianças em um orfanato.

Radha Mitchell e Jonathan Rhys Meyers em cena

O jornalista vai parar no orfanato e é deixado com as crianças. Hogg hesita no primeiro momento, mas aceita o desafio e começa a educá-las e a tomar conta de tudo. Em nome da segurança das crianças, uma nova jornada começa quando ele decide atravessar as montanhas para chegar até Shaan, quase divisa com a Mongólia, com todas as crianças e utensílios em um dos invernos mais gelados da China.

Travessia perigosa, quando o filme se transforma em um épico road movie

O mais interessante aspecto de Órfãos da Guerra é a interação do personagem central com as crianças; a princípio, ele chega como um estranho, é alvo de piadinhas e com o tempo conquista até os mais rebeldes. Mostrando a realidade da guerra e a força de vontade de duas pessoas que se uniram por uma causa, o filme é uma história comovente e que emociona até seus momentos finais quando, nos créditos, aparecem depoimentos de alguns dos sobreviventes sobre seu herói George Hoggs.

Foto do verdadeiro George Hogg (1914-1945)

Comentário de
Carolina Lapolli
Colaboradora da 2001 Sumaré
Av. Sumaré, 1744, Perdizes – São Paulo – SP