faroeste

FESTIVAL DE CLÁSSICOS E CULTS NA 2001 – PARTE 1

MODESTY BLAISE

Um dos maiores exemplos da pop art no cinema, o filme – uma adaptação dos cultuados quadrinhos de Peter O’Donnell – reúne Monica Vitti, Terence Stamp e Dirk Bogarde em plena Swinging London na satírica trama de espionagem dirigida por Joseph Losey (de “O Criado”). Este clássico sessentista concorreu à Palma de Ouro em Cannes.

KES

Clássico do cinema inglês que tornou conhecido Ken Loach, diretor do aclamado “Eu, Daniel Blake“, “Kes” é mais um exemplo de suas preocupações sociais, mostrando a dura rotina do jovem Billy, morador de um bairro pobre na Inglaterra. Ridicularizado na escola, ele consegue escapar da falta de humanidade à sua volta treinando um falcão.

VALERIE E A SEMANA DAS MARAVILHAS

Raridade do cinema tcheco repleta de imagens surrealistas e simbolismos para representar o despertar sexual de Valerie, uma adolescente de 14 anos que experimenta sua primeira menstruação, novos amores e até o vampirismo. Dirigido e escrito por Jaromil Jires (1935-2001), a partir do romance de Vítezslav Nezval.

O CASTELO DE VIDRO (1950)

Adaptação do romance de Vicky Baum dirigida por René Clément (“O Sol por Testemunha“). Michèle Morgan interpreta Evelyne, mulher casada que se apaixona por Rémy (Jean Marais), um libertino parisiense de caráter mundano. Também conhecido como “Rendezvous em Paris”, o filme é uma obra pouco conhecida do grande cineasta francês.

PACTO SINISTRO

Escrito por Raymond Chandler, este clássico de Alfred Hitchcock é baseado no romance de Patricia Highsmith, autora de “O Talentoso Ripley”. Indicado ao Oscar de melhor fotografia (em p&b), o filme marcou época com a famosa “troca de favores” (leia-se assassinatos) proposta pelo psicótico Bruno a um tenista famoso.

O CÃO DOS BASKERVILLES

Produção da inglesa Hammer Films dirigida por Terence Fisher (“Drácula – O Príncipe das Trevas“), um de seus melhores diretores, e estrelada por Peter Cushing (no papel de Sherlock Holmes) e Christopher Lee (como Sir Henry Baskerville). Adaptado da obra de Sir Arthur Conan Doyle.

ARABESQUE

Diretor do clássico “Cantando na Chuva” (1952), Stanley Donen retorna ao thriller de espionagem, depois do sucesso de “Charada” (1963). Em “Arabesque“, Gregory Peck vive um professor americano infiltrado numa intrincada trama internacional entre Inglaterra e Oriente Médio. Sophia Loren e Alan Badel completam o elenco.

RAPSÓDIA

A bela Louise Durant (Elizabeth Taylor) entrega-se de corpo e alma ao violinista Paul Bronte (Vittorio Gassman). O casal muda-se para Zurique, onde ele passa a dedicar-se mais à música do que a ela. Sentindo-se ignorada, Louise conhece James Guest (John Ericson). Clássico romântico do mesmo diretor de “Gilda” (1946), Charles Vidor.

CREPÚSCULO DE UMA RAÇA

Um dos trabalhos mais subestimados de John Ford, o western conta com grande elenco: Richard Widmark, Carroll Baker, Karl Malden, Arthur Kennedy e James Stewart. Indicado ao Oscar de melhor fotografia (em cores), o longa acompanha a jornada de um grupo de índios Cheyenne de volta ao seu assentamento de origem, no Wyoming.

WEST SIDE WESTERN COLLECTION – VOL.3

Em ADIOS GRINGO (1965), Giuliano Gemma é um fazendeiro que é enganado por um amigo mau caráter que lhe vendeu gado roubado. E, escrito por Dario Argento e Tonino Cervi, MATO HOJE MORRO AMANHÃ (1968) traz Bud Spencer como um dos homens contratados para vingar a esposa assassinada do protagonista, Bill. DVD com dois Spaghetti Western.

EM DVD E BLU-RAY, AS NOVAS VERSÕES DE “BEN-HUR” E “SETE HOMENS E UM DESTINO”

ALÉM DE SUPERPRODUÇÕES CENTRADAS EM SUPER-HERÓIS, HOLLYWOOD APRESENTOU EM 2016 VÁRIOS REMAKES. VALENDO-SE DA TECNOLOGIA DE HOJE, ANTOINE FUQUA E TIMUR BEKMAMBETOV ATUALIZAM, RESPECTIVAMENTE, UM CLÁSSICO DO WESTERN E UM ÉPICO-RELIGIOSO.

SETE HOMENS E UM DESTINO

Refilmagem do western homônimo de 1960, que por sua vez é uma refilmagem do clássico “Os Sete Samurais” (de Akira Kurosawa), o filme foi escrito por Nic Pizzolatto, criador da aclamada série “True Detective”.

O faroeste marca o reencontro do diretor Antoine Fuqua com Denzel Washington e Ethan Hawke, estrelas de “Dia de Treinamento“.

O grande mérito desta nova versão é a diversidade étnica apresentada na composição do grupo de heróis que traz, além dos caubóis interpretados por Washington, Hawke, Chris Prat (de “Guardiões das Galáxias”) e Vincent D’Onofrio (de “Nascido para Matar”), um personagem mexicano (o ator Manuel Garcia-Rulfo), um oriental (o sul-coreano Lee Byung-hun, “Red 2”) e um indígena (Martin Sensmeier, nativo do Alasca).

A trama central continua a mesma: os habitantes de um pequeno vilarejo sofrem com os constantes ataques de um bando de pistoleiros, até que uma corajosa viúva, Emma Cullen (Haley Bennett, de “A Garota no Trem”), contrata o pistoleiro Sam Chisolm (Washington) para reunir um grupo de especialistas para contra-atacar os bandidos.

EXTRAS DO DVD:
* Os Sete
* Vampiro Bouge
* Música Magnífica

EXTRAS DO BLU-RAY:
* Modo Vingança com Antoine Fuqua e os Sete
* Cenas Excluídas
* Os Sete
* Dirigindo Sete Homens
* A Tomada de Rose Creek
* Vampiro Bouge
* Pistoleiros
* Música Magnífica

BEN-HUR

Russo originário do Cazaquistão, Timur Bekmambetov, diretor conhecido por suas cenas de ação alucinantes em filmes como “Guardiões do Dia” e “O Procurado”, encarou um desafio e tanto – uma nova versão do romance homônimo de Lew Wallace para o cinema. Algo impensável especialmente para os fãs do clássico de 1959, dirigido por William Wyler e vencedor de 11 prêmios Oscar em 1960.

A história do livro foi levada às telas primeiro como curta-metragem de 15 minutos, em 1907, e depois adaptada em 1925, além de ter inspirado uma minissérie em 2010. Agora, ganha nova roupagem – e metragem, com quase duas horas a menos.

Escrito por Keith R. Clarke (“Caminho da Liberdade”) e John Ridley (vencedor do Oscar por “12 Anos de Escravidão“), o “Ben-Hur” de Bekmambetov começa em 33 a.C., justamente com uma preview da cena mais emblemática da história: a monumental corrida de bigas entre o príncipe Judah Ben-Hur (Jack Huston, “Boardwalk Empire”) e seu irmão adotivo, o romano Messala Severus (Toby Kebbell, “Warcraft”).

Em flashback, a trama recua oito anos paramostrar a amizade entre os dois, em Jerusalém, até sua dissolução – com a partida de Messala para ingressar no exército romano, sob o comando do temido Pôncio Pilatos (Pilou Asbæk, de “Game of Thrones”). Uma reviravolta envolvendo rebeldes zelotes irá colocá-los em campos opostos, até o reencontro como rivais na arena romana para a famosa corrida de bigas, encenada com toda a tecnologia da computação gráfica atual.

Releitura condensada da obra de Wallace, o filme amplia a participação de Jesus de Nazaré – papel de Rodrigo Santoro, que surge na trama como um carpinteiro -, e traz Morgan Freeman como intérprete do mercador africano Ilderim, além de narrador.

EXTRAS DO DVD:
* The Epic Cast
* The Chariot Race
* Deleted and Extended Scenes

EXTRAS DO BLU-RAY:
* Ben-Hur: The Legacy
* The Epic Cast
* A Tale For Our Times
* The Chariot Race
* Deleted and Extended Scenes
* Music Videos

CURIOSIDADES:

* O papel principal foi oferecido inicialmente para Tom Hiddleston, mas o ator britânico preferiu estrelar “Kong: A Ilha da Caveira” (2017).

* Na versão de 1959, Jesus aparecia apenas de costas e sua voz não era ouvida. Na refilmagem de 2016, Santoro vive o personagem e tem várias cenas com diálogo, até a encenação da crucificação.

* Nascido na Inglaterra, Jack Huston (“Boardwalk Empire”, “Trapaça“) faz parte de uma dinastia de Hollywood: é neto do lendário diretor John Huston (“O Homem Que Queria Ser Rei“, “À Sombra do Vulcão“) e é sobrinho da atriz Anjelica Huston (“Os Vivos e os Mortos“).

* O filme é dos mesmos produtores da minissérie “A Bíblia” (2013), Mark Burnett e Roma Downey.

É SEMPRE TEMPO DE WESTERN NA 2001!

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UM DOS GÊNEROS MAIS QUERIDOS PELO PÚBLICO DA 2001, O WESTERN MARCA PRESENÇA EM SEIS LANÇAMENTOS QUE RESGATAM DESDE CLÁSSICOS COMO “QUEM FOI JESSE JAMES” (DE NICHOLAS RAY) À SÉRIE “RAWHIDE”, ESTRELADA POR CLINT EASTWOOD. DESTAQUE TAMBÉM PARA “OS OITO ODIADOS“, FAROESTE DE QUENTIN TARANTINO PREMIADO COM O OSCAR 2016 DE MELHOR TRILHA SONORA.

Ambientado entre meados do século XIX e início do XX, o western, faroeste ou “bangue-bangue” é considerado um gênero americano por excelência, graças a nomes como John Ford, Howard Hwaks, John Wayne e Clint Eastwood, que ajudaram a eternizar inúmeras jornadas do herói em regiões sem lei.

Os títulos a seguir apresentam diferentes vertentes do faroeste, incluindo os western spaghetti, produções italianas de baixo orçamento que ajudaram a reinventar o gênero.

Previsão de entrega: 28/3

Já disponível

CINEMA FAROESTE – VOL. 3

No formato digistack, com 3 DVDs, esta coleção reúne 6 clássicos inéditos do gênero dirigidos por mestres como Raoul Walsh, Robert Wise, Nicholas Ray e Budd Boetticher. Edição Limitada com 6 cards e quase uma hora de extras, com depoimentos dos cineastas Taylor Hackford e Bertrand Tavernier.

DISCO 1:

NAS GARRAS DA AMBIÇÃO (The Tall Men, 1955, 122 min.)
De Raoul Walsh. Com Clark Gable, Jane Russell, Robert Ryan.

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Após a Guerra da Secessão, um vaqueiro e um empresário conduzem um rebanho de gado. No caminho, salvam uma bela jovem, por quem se apaixonam.

ENTRE DOIS JURAMENTOS (Two Flags West, 1950, 92 min.)
De Robert Wise. Com Joseph Cotten, Linda Darnell, Jeff Chandler.

Durante a Guerra da Secessão, prisioneiros confederados aceitam lutar ao lado de soldados da União contra os índios, mas rancores ameaçam essa frágil aliança. Faroeste de cavalaria do talentoso Robert Wise (“A Noviça Rebelde”).

DISCO 2:

QUEM FOI JESSE JAMES (The True Story of Jesse James, 1957, 92 min.)
De Nicholas Ray. Com Robert Wagner, Jeffrey Hunter, Hope Lange.

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Os últimos dezoito anos do lendário fora da lei Jesse James, mostrando tanto sua vida familiar como sua carreira criminosa. Faroeste revisionista com o estilo marcante de Nicholas Ray (“Johnny Guitar”).

FIBRA DE HERÓI (Buchanan Rides Alone, 1958, 79 min.)
De Budd Boetticher. Com Randolph Scott, Craig Stevens, Barry Kelly.

No caminho de volta para casa, Tom Buchanan para na cidade de Agry, onde acaba se envolvendo num conflito sangrento. Parceria entre o cineasta autoral Budd Boetticher (“O Resgate de um Bandoleiro”) e o astro Randolph Scott.

DISCO 3:

UM HOMEM DIFÍCIL DE MATAR (Monte Walsh, 1970, 100 min.)
De William Fraker. Com Lee Marvin, Jack Palance, Jeanne Moreau.

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O veterano caubói Monte Walsh percebe que o Velho Oeste está com os dias contados, e que, nos novos tempos, não haverá lugar para ele. Faroeste crepuscular, com ótimas atuações do trio central de astros.

FÚRIA ABRASADORA (Ramrod, 1947, 95 min.)
De André De Toth. Com Joel McCrea, Veronica Lake, Don DeFore.

Mulher perde o noivo em meio a uma guerra entre fazendeiros, mas herda seu rancho e resolve enfrentar os donos de gado da região. No estilo de “Sua Única Saída”, este é um faroeste noir complexo, fascinante e muito bem dirigido.

Previsão de entrega: 28/3

Já disponível

FAROESTE SPAGHETTI

DVD duplo com 4 clássicos deste subgênero que é a variação europeia do western americano. A partir dos anos 60, diretores como Sergio Sollima e Tonino Valerii dirigiram Lee Van Cleef, Tomas Milian e Giuliano Gemma, entre outros, em histórias repletas de anti-heróis, humor negro e muita violência estilizada. Filmes em versões integrais e inéditas, restauradas com áudio original em italiano, além de vários extras. Edição Limitada com 4 cards.

DISCO 1:

O DIA DA DESFORRA (La Resa dei Conti, 1966, 110 min.)
De Sergio Sollima. Com Lee Van Cleef, Tomas Milian, Walter Barnes.

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John “Colorado” Corbett, um justiceiro com aspirações políticas, persegue um atirador de facas mexicano. Direção do mestre Sergio Sollima (“Quando os Brutos se Defrontam”) e um dos melhores faroestes spaghetti de todos os tempos.

DIAS DE IRA (I giorni dell’ira, 1967, 114 min.)
De Tonino Valerii. Com Lee Van Cleef, Giuliano Gemma, Walter Rilla.

Na cidade de Clifton, um homem pacato e menosprezado se torna discípulo de um experiente pistoleiro. Clássico do faroeste spaghetti com duas lendas do gênero, Lee Van Cleef e Giuliano Gemma.

DISCO 2:

CEMITÉRIO SEM CRUZES (Une Corde, un Colt…, 1969, 90 min.)
De Robert Hossein. Com Michéle Mercier, Robert Hossein, Guido Lollobrigida.

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Manuel, um pistoleiro que usa uma luva preta em apenas uma das mãos, é envolvido por uma mulher numa trama de assassinato. Com roteiro coescrito por Dario Argento, o filme é dedicado a Sergio Leone.

TEPEPA (Idem, 1972, 132 min.)
De Giulio Petroni. Com Tomas Milian, Orson Welles, John Steiner.

O líder guerrilheiro Tepepa e seus correligionários lutam contra as forças do governo. Com a Revolução Mexicana de pano de fundo, “Tepepa” tem Orson Welles no elenco e trilha assinada por Ennio Morricone.

Já disponível

Já disponível

COLEÇÃO SETE HOMENS E UM DESTINO

Disco 1: SETE HOMENS E UM DESTINO

Moradores de uma aldeia mexicana contratam sete pistoleiros para protegê-los de bandidos. Clássico absoluto do gênero, o filme transformou Yul Brynner, Steve McQueen, Charles Bronson e James Coburn em astros, além de eternizar a marcante trilha sonora de Elmer Bernstein, indicada ao Oscar em 1961. A direção é de John Sturges (“Fugindo do Inferno).

Disco 2: SETE HOMENS E UM DESTINO 2

Chris Adams (Yul Brynner) e Chico (Julian Mateos) reúnem outros cinco pistoleiros para enfrentarem um bandido chamado Lorca (Emilio Fernandez). Seqüência do clássico de 1960, desta vez com direção de Burt Kennedy.

Disco 3: A REVOLTA DOS SETE HOMENS

George Kennedy (“Rebeldia Indomável”) e James Whitmore (“Um Sonho de Liberdade”) assumem as rédeas desta  sequência de uma das mais brilhantes sagas da história do western.

Disco 4: SETE HOMENS E UM DESTINO 3

Casado e atuando do lado da lei, o Xerife Adams (Lee Van Cleef) estabeleceu-se no Arizona. Quando sua esposa é assassinada, ele descobre o paradeiro dos atiradores.

CAVALEIROS DA BANDEIRA NEGRA

CAVALEIROS DA BANDEIRA NEGRA

Já disponível

Após a guerra civil americana, os irmãos Jesse (Audie Murphy) e Frank James (Richard Long), mais Cole (James Best), James Younger (Dewey Martin) e Kit Dalton (Tony Curtis), juntam-se ao bando do Coronel Quantrill (Brian Donlevy), um Confederado que, após a Guerra de Secessão, dedica-se a saquear e matar civis, juntamente com Bill “Bloody” Anderson (Scott Brady), o mais sanguinário confederado. Quando percebe que todos não passam de simples bandidos, Jesse tenta ir embora, mas é convencido a ficar por Kate (Marguerite Chapman), a amante do vilão.

RAWHIDE – VOL. 2

Previsão de entrega: 5/4

Previsão de entrega: 5/4

EPISÓDIO 1: INCIDENTE EM SULFUR CREEK

Ladrões de cavalos que têm vitimado os Comanches também atacam a fazenda de nossos heróis. Assim, Gil envia um grupo liderado por Pete e Rowdy (Clint Eastwood) para comprar cavalos de reposição no rancho Lacey. Lá, encontram não só seus cavalos roubados, mas toda a fazenda sob cerco dos índios.

EPISÓDIO 2: INCIDENTE NO JARDIM DO ÉDEN

Rowdy (Eastwood) deixa a fazenda para comprar gado a fim de repor o rebanho. Ele chega à cidade de um excêntrico patriarca inglês vivendo, mas não entende por que ele parece tão apavorado para vender o gado sem a permissão de seu capataz.

E VEJA TAMBÉM:
Rawhide Vol. 1 e 2 (Entrega prevista para 5/4)

Previsão de entrega: 27/4

Previsão de entrega: 27/4

OS OITO ODIADOS (DVD E BLU-RAY)

Durante uma nevasca, o caçador de recompensas John Ruth (Kurt Russell) transporta uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante), que ele espera trocar por uma grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Com o tempo piorando, o grupo busca abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, a desconfiança toma conta dos oito viajantes no local e antigos segredos vem à tona.

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Com a estrutura dramática de uma peça teatral, o filme mantém o suspense e algumas das marcas de Quentin Tarantino, como os longos diálogos espirituosos e a violência estilizada que irrompe, inesperada. Destaque ainda para a fotografia de Robert Richardson e a música de Ennio Morricone, que pela primeira vez assina uma trilha original para o diretor, sendo premiado com o Oscar.

“O CAVALEIRO SOLITÁRIO”: O DIRETOR GORE VERBINSKI (“RANGO”) E JOHNNY DEPP REVISITAM UMA LENDA DO WESTERN

O Cavaleiro Solitário
(The Lone Ranger, EUA, 2013, Cor, 149′)
Walt Disney – Western – 14 anos
Direção: Gore Verbinski
Elenco: Johnny Depp, Armie Hammer, William Fichtner, Tom Wilkinson, Helena Bonham Carter, James Badge Dale, Barry Pepper

Sinopse: O nativo norte-americano Tonto relembra as histórias que transformaram John Reid, então um homem da lei, num lendário justiceiro mascarado.


Diretor da trilogia Piratas do Caribe, Gore Verbinski retoma a homenagem ao gênero western iniciada com a animação Rango, e a parceria com Johnny Depp, na superprodução O Cavaleiro Solitário.

Planejado inicialmente pela Disney para tornar-se uma franquia nos moldes das aventuras de Jack Sparrow, o faroeste de Verbinski e Depp (também produtor executivo) é baseado no clássico seriado Lone Ranger, apresentado pela primeira vez na rádio em 1933 e posteriormente na TV, a partir de 1949. Com Clayton Moore no papel principal e Jay Silverheels como o índio Tonto, o show tornou-se o primeiro western feito para a TV, e imortalizou o famoso grito de guerra do herói: “Hi-yo Silver”.

Revelado no papel duplo dos gêmeos Winklevoss em "A Rede Social", Armie Hammer dá vida ao "Cavaleiro Solitário" (Lone Ranger) e ao clássico grito de guerra ""Hi-Yo, Silver!", que anuncia sua partida no célebre cavalo branco

Revelado no papel duplo dos gêmeos Winklevoss em “A Rede Social”, Armie Hammer dá vida ao “Cavaleiro Solitário” (Lone Ranger) e ao clássico grito de guerra “”Hi-Yo, Silver!”, que anuncia sua partida no célebre cavalo branco

O Cavaleiro Solitário mantém algumas das características do enredo original, como o caráter pacifista de John Reid (Armie Hammer, de A Rede Social), o seu cavalo “Prateado”, a busca por justiça e a antológica expressão “Kemosabe”, frequentemente usada por Tonto para se referir a seu parceiro, o “homem branco”. A grande diferença é que, antes coadjuvante, o índio comanche ganha destaque e incorpora excentricidades típicas da persona de Depp, como o seu comportamento imprevisível, o olhar lunático e suas tiradas bizarras.

Na trama, o próprio Tonto, agora ancião, relembra sua trajetória para um garotinho num museu. Em um trem a caminho de sua cidade-natal, no Texas, o advogado John Reid envolve-se numa longa perseguição ao criminoso Butch Cavendish e depois é encontrado morto por Tonto. Com sua maquiagem pesada e um corvo morto fixado sobre a cabeça, o índio esquisito salva o jovem idealista, que ressuscita para relutantemente virar o Cavaleiro Solitário, agora um “espírito guerreiro que não pode ser morto em combate”, segundo seu novo parceiro de aventuras.

AINDA DÁ TEMPO: Alugue na 2001 VIA DELIVERY, até o dia 9/12, o filme e concorra prêmios exclusivos

AINDA DÁ TEMPO: Alugue o filme na 2001 VIA DELIVERY até o dia 9/12 e concorra a prêmios exclusivos

A partir daí, o herói mascarado e o índio partem em busca do vilão e sua gangue, numa jornada épica com ecos de Era uma Vez no Oeste (a corrupção com a chegada das estradas de ferro), Pequeno Grande Homem (a tragédia dos povos indígenas contada por um dos seus) e até A General (o humor físico de Buster Keaton na sequência do trem), entre outras referências.

Filmado em incríveis locações no Novo México e em Utah, com seu mítico Monument Valley, o filme emula ainda o western na trilha sonora de Hans Zimmer, que lembra por diversas vezes o trabalho do mestre Ennio Morricone (Por um Punhado de Dólares, Três Homens em Conflito), além de usar a música-tema do seriado original (William Tell Overture, de Rossini) no esfuziante clímax final. Assim como em Rango, o faroeste é modernizado para as novas gerações, com a tecnologia de hoje, mas  sem perder o espírito de aventura – e os conflitos universais – do gênero.


VEJA TAMBÉM NA 2001:

Rango*
(Idem, EUA, 2011, Cor, 107’)
Direção: Gore Verbinski
Vozes: Johnny Depp, Isla Fisher, Abigail Breslin, Bill Nighy

rangoO versátil Gore Verbinski (O Chamado, Piratas do Caribe) dirige essa declaração de amor ao faroeste em forma de animação, a primeira realizada pelo Industrial Light & Magic, estúdio de efeitos especiais criado por George Lucas.

Com muitos tiroteios, humor negro e répteis que podem assustar algumas crianças, Rango traz citações e referências cinematográficas para o público adulto, além de grandes atores dublando as vozes originais.

Notório por seus personagens excêntricos, Johnny Depp dubla o destrambelhado camaleão da cidade grande que vai parar, após um acidente, em pleno velho oeste, na cidade de Poeira, no deserto do Mojave (Califórnia).

* Oscar de melhor animação

BAÚ DE REFERÊNCIAS:

* O duelo na rua principal e os inevitáveis closes no relógio da cidade remetem ao clássico Matar ou Morrer (1952). Assim como as belas paisagens e as cenas de pôr-do-sol lembram o cinema de John Ford, especialmente Rastros de Ódio (1956).

* O personagem do prefeito é baseado no vilão interpretado por John Huston em Chinatown (1974), e importante tramoia do filme de Roman Polanski é repetida em Rango.

Pedido por anos pelos clientes da 2001, "Medo e Delírio" saiu finalmente em DVD no Brasil e já está disponível na 2001. Confira o cult com mais uma excêntrica atuação de Johnny Depp

Pedido por anos pelos cinéfilos, “Medo e Delírio” saiu finalmente em DVD no Brasil e já está disponível na 2001

* O célebre jornalista Hunter S. Thompson, interpretado por Depp em Medo e Delírio (1998), é homenageado (assim como esse filme) em uma sequência, passando de carro.

* “O Espírito do Oeste” é uma clara homenagem à persona cinematográfica de Clint Eastwood em faroestes como Três Homens em Conflito e O Estranho Sem Nome. Timothy Olyphant, dublador do personagem na versão original, imita a voz de Eastwood.

* A trilha sonora de Hans Zimmer evoca temas famosos do gênero, principalmente o de Sete Homens e um Destino e os de Ennio Morricone (Três Homens em Conflito, Era uma Vez no Oeste).

* A assustadora cascavel vilã foi criada com o rosto de Lee Van Cleef (Por uns Dólares a Mais, Três Homens em Conflito) como modelo.

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “DJANGO LIVRE”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

Sucesso de público e crítica, "Django Livre" recebeu o Oscar de melhor roteiro original e ator coadjuvante (Christoph Waltz) e acaba de sair para locação em DVD e Blu-ray na 2001

Sucesso de público e crítica, “Django Livre” recebeu o Oscar de melhor roteiro original e ator coadjuvante (Christoph Waltz), e acaba de sair para locação em DVD e Blu-ray na 2001

Curioso termos dois filmes que abordam o tema da escravidão nos Estados Unidos num mesmo momento. Enquanto Lincoln, de Steven Spielberg, é austero, escuro, denso, sério demais para alguns, histórico demais para outros, Django Livre é irônico, tem uma linguagem escolhida a dedo por Quentin Tarantino para ter humor, sátira, aspereza; tem tiro e violência descarada para contar a descarada história da humanidade. Assim como em Bastardos Inglórios, em que Tarantino exibe com maestria a frieza nazista e amarra como ninguém a trajetória da vingança, em Django Livre ele se vinga dos aristocratas, dos traficantes de escravos, dos malfeitores com talento semelhante. Simplesmente genial!

Tarantino revisita o gênero western com uma série de referências, a começar pelo seu título, que homenageia o carrancudo caubói interpretado por Franco Nero em uma série de filmes a partir dos anos 1960. O veterano ator ainda faz uma ponta em "Django Livre", numa cena repleta de ironia  ao lado de Jamie Foxx

Tarantino revisita o gênero western com uma série de referências, a começar pelo seu título, que homenageia o carrancudo caubói interpretado por Franco Nero em uma série de filmes a partir dos anos 1960. O veterano ator ainda faz uma ponta em “Django Livre”, numa cena repleta de ironia ao lado de Jamie Foxx

Não é qualquer um que faz o que Tarantino é capaz de fazer com uma parte da história da humanidade (aqui representada pela realidade dos Estados Unidos em 1858, antes da Guerra Civil, justamente quando Lincoln dará alforria aos negros americanos). Com tantos elementos na mão, é fácil cair no relato histórico pura e simplesmente. Embora sanguinário, embora muito sangue espirre da tela e o faroeste seja realmente implacável e incansável, o que é mais ferino e certeiro é a linguagem. Verbal e gestual. Na sutileza das escolhas dos diálogos e personagens, o roteiro original de Tarantino foi merecidamente reconhecido com o Oscar da categoria.

No papel de um dentista caçador de recompensas, o austríaco Christoph Waltz brilha mais uma vez sob a direção de Tarantino e repete o Oscar de coadjuvante, conquistado antes por brilhante Hans Landa de "Bastardos Inglórios"

No papel de um caçador de recompensas, o austríaco Christoph Waltz brilha mais uma vez sob a direção de Tarantino e repete o Oscar de coadjuvante, conquistado antes pelo Hans Landa de “Bastardos Inglórios”

A começar pelo protagonista Django (Jamie Foxx, também em Ray, O Solista), em toda a sua intensidade e precisão na pele do escravo que é cruelmente castigado pelos feitores da fazenda onde trabalha por tentativa de fuga, separado de sua esposa e vendido a outros mercadores. O destino o coloca de frente para um caçador de recompensas, que o liberta e precisa da sua ajuda para localizar pessoas procuradas pela justiça – normalmente envolvidas com o tráfego negreiro. Na companhia do Dr. Schultz, o espetacular Christoph Waltz (vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante), eles saem à procura dos malfeitores pelo Texas e Mississippi para ganhar dinheiro e conseguir resgatar a bela Brunhilde (Kerry Washington), que foi vendida para o rico fazendeiro Calvin Candie (Leonardo DiCaprio, também em A Origem, Ilha do Medo, Diamante de Sangue, J.Edgar).

Django Livre é imperdível, em todos os aspectos. No histórico, no estético, na escolha do elenco. Mas principalmente na sutil, inteligente e criativa escolha da linguagem, diálogos, gestos, entrelinhas, detalhes. O todo só é tão interessante porque é feito de detalhes que poucos teriam ideia ou capacidade de fazer.

 

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

OPINIÃO: RANGO

A inusitada animação dublada por Johnny Depp já pode ser encontrada para locação e venda nas lojas da 2001 Vídeo

Todos aqueles que forem buscas informações sobre Rango irão se deparar com as várias referências que ele faz a outros filmes. Desde o nome, clara alusão a Django, personagem histórico de inúmeros westerns, até a cena em que o personagem-título entra no bar pela primeira vez, alusão ao clássico Era uma Vez no Oeste (C’era una volta il West, 1968), do italiano Sergio Leone. A animação brinca com essas referências, mas caminha com pernas próprias.

 

Dirigido por Gore Verbinski, o mesmo dos três primeiros filmes da série Piratas do Caribe, Rango conta a história do personagem título: um camaleão que sonha em ser ator e que, após acidente na estrada, se perde dos seus donos e vai parar em uma pequena cidade no deserto. Devido a outro acidente, se torna xerife dela e, sem querer, derrota uma ave que ameaça a cidade, trama que lembra até a parodia nacional aos faroestes, Matar ou Correr (1954), de Carlos Manga.

A partir daí, é só pura diversão. Com muito bom humor, Rango vai, sem pressa, moldando uma narrativa gostosa, com capacidade de sobra para agradar todo tipo de público. Os mais jovens irão adorar o personagem dublado por Johnny Depp. E os adultos têm a deliciosa nostalgia de reconhecer as referências ali contidas. Diversão imperdível!

Comentário de
Thiago Farias
Colaborador da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP