Festival Varilux

ENTRE AS NOVIDADES DO MÊS, JEFF BRIDGES, KEANU REEVES, CATHERINE DENEUVE E MUITO MAIS!

A QUALQUER CUSTO

Espécie de faroeste moderno em tempos de recessão econômica, o filme do diretor David Mackenzie (“Sentidos do Amor”) acompanha os irmãos Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster) Howard em uma série de assaltos a bancos numa região pobre do Texas. Em seu encalço está Marcus Hamilton (Jeff Bridges, indicado ao Oscar de ator coadjuvante), um Texas Ranger prestes a se aposentar. Com muito subtexto social, “A Qualquer Custo” concorreu ainda ao Oscar de melhor filme, roteiro original e montagem.

JOHN WICK – UM NOVO DIA PARA MATAR

Keanu Reeves reencontra Laurence Fishburne, seu parceiro de “Matrix“, nesta elogiada continuação do cult de ação “De Volta ao Jogo”, de 2014. O astro repete o papel do assassino de aluguel, que desta vez é forçado a uma última missão por um perigoso mafioso italiano, interpretado por Riccardo Scarmacio (de “O Primeiro que Disse”). Com belas locações em Roma, o filme tem tudo para agradar aos fãs do primeiro filme, com cenas de ação incrivelmente coreografadas e estilizadas.

HOMEM ARANHA – DE VOLTA AO LAR

Com mais de 6,6 milhões de espectadores nos cinemas, o filme dá novo fôlego à franquia, mostrando suas origens do personagem. Depois de lutar ao lado dos Vingadores, Peter Parker (Tom Holland, revelado em “O Impossível”) retorna para casa e à rotina escolar, ao mesmo tempo em que tenta provar para Tony Stark (Robert Downey Jr.) que é um super-herói de verdade. Com muito bom humor, o filme enfoca o rito de passagem do protagonista sem deixar de lado a aventura, com Michael Keaton como o vilão Abutre.

E VEJA TAMBÉM:
Coleção Homem-Aranha (6 Filmes)

O REENCONTRO

Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês deste ano, o longa tem como destaque o embate entre duas grandes atrizes: Catherine Deneuve (“Indochina“) e Catherine Frot (de “Marguerite”, em promoção na 2001). Frot interpreta Claire, uma experiente (e solitária) parteira que tem sua vida virada de cabeça para baixo com o retorno de Beatrice (papel de Deneuve), a extravagante ex-amante de seu falecido pai. Direção e roteiro de Martin Provost (“Violette”).

A VIAGEM DE FANNY

Inspirada na autobiografia homônima de Fanny Ben-Ami, esta aventura infantil acompanha a história real da autora, que aos 12 anos liderou um grupo de crianças em fuga da França para a fronteira com a Suíça durante a ocupação nazista, em 1943. Estrelado por Léonie Souchaud e Cécile de France, o filme fez parte da programação do Festival Varilux de Cinema Francês 2017.

MÁS NOTÍCIAS PARA O SR. MARS

Mais um trabalho inusitado de Dominik Moll, diretor de “Lemming” (2005) e “O Monge” (2011), filmes marcados pelo insólito e imagens delirantes. Na comédia do absurdo “Más Notícias”, François Damiens (de “A Família Bélier”) vive Philippe Mars, um homem pacato que faz o possível para ser um bom pai, ex-marido e irmão compreensível, apesar do (mau) comportamento daqueles a sua volta.

DÉGRADÉ

Escrito e dirigido pelos irmãos gêmeos Arab Nasser e Tarzan Nasser, o filme acompanha um dia no salão de beleza da imigrante russa Christine (Victoria Balitska), situado em Gaza. O terror e a opressão na região permeiam as confidências de diferentes mulheres – uma delas interpretada por Hiam Abbass – que acabam presas ali, em meio ao caos nas ruas. Exibido em Cannes e no Festival de Toronto em 2015

SOUNDTRACK

Estreia da dupla 300ml na direção, o filme narra a história de Cris (Selton Mello), um artista brasileiro que viaja até uma estação de estudos isolada no Ártico para se dedicar a um novo projeto. Durante sua estadia, entra em contato com pesquisadores ali instalados – entre eles um cientista que estuda o aquecimento global (papel do inglês Ralph Ineson, de “Game of Thrones”) e um botânico (vivido por Seu Jorge).

CORAÇÃO DE CACHORRO

Escrito e dirigido por Laurie Anderson, música e ex-parceria de Lou Reed, o documentário traz reflexões da multiartista sobre a morte a partir de temas pessoais, como o falecimento de sua cadela Lolabelle, e assuntos mais amplos, como os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. Premiado no Festival de Cinema de Veneza, o filme foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de SP.

BOX GRANDES DIRETORES

Em “Woody Allen – Um Documentário”, O escritor, diretor, ator, comediante e músico nova-iorquino permitiu que sua vida e processo criativo fossem registrados, com acesso sem precedentes. Já em “Roman Polanski – Memórias”, o polêmico diretor polonês fala sobre sua tumultuada história de vida e carreira em uma conversa com Andrew Braunsberg.

MEMÓRIAS EM VERDE E ROSA

O documentário de Pedro Von Krüger resgata histórias do morro da Mangueira, berço da Estação Primeira e de várias lendas do samba. Tantinho, Nelson Sargento, Delegado e outros relembram as dificuldades enfrentadas antes do reconhecimento como artistas e moradores ilustres de uma das comunidades mais famosas do Rio de Janeiro.

TUDO E TODAS AS COISAS

Adaptação do best seller homônimo de Nicola Yoon, o filme é mais um sensível drama centrado em jovens em crise – e seu processo de amadurecimento. Como Maddie (Amandla Stenberg), que, aos 18 anos, vive confinada em casa devido a uma doença rara – a Síndrome da Imunodeficiência Combinada. Até que um novo vizinho começa a mudar sua vida.

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “SAMBA”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

Quando estiveram no Brasil em maio para falar de Samba no Festival Varilux de Cinema Francês, Olivier Nakache e Eric Toledano não conseguiram escapar da comparação. Eles também são os diretores de Intocáveis (2012), a produção francesa mais vista fora da França, com 25 milhões de espectadores. E é justificável: a história da amizade entre o negro imigrante da periferia e o tetraplégico milionário é realmente uma pérola.

Agora a dupla surge com um tema parecido: também tem imigrante ilegal, também tem riso e emoção. Mas, segundo eles, este não é um gênero, nem uma tendência. É a maneira deles de falar das coisas da vida, da realidade do mundo atual, das relações. O que era em Intocáveis um drama cômico, aqui vira uma comédia dramática. Com toque de brasilidade, a começar pelo título Samba.

Diferente do que muita gente pensa, não se trata de uma história sobre o samba. O personagem vivido pelo (incrível) ator Omar Sy (também em Intocáveis, Jurassic World) chama-se Simba Cissé: um imigrante do Senegal, que não consegue regularizar sua situação na França e por isso não arranja um emprego estável. Encontra a executiva Alice (Charlotte Gainsbourg, também em A Árvore, Melancolia, Anticristo, que está estressada com o trabalho, pede um afastamento e resolve prestar serviço numa ONG que ajuda a recolocar imigrantes no mercado de trabalho.

Simba tem o mesmo jeitão simpático, espirituoso e divertido que apresenta em Intocáveis; Alice já é mais fechada, mas pela primeira vez Charlotte faz um papel mais leve e solto. A dupla tem liga e cai muito bem, ainda mais porque compõe com o amigo Walid (Tahar Rahim, também em O Profeta, O Passado, Grand Central): também imigrante, um sujeito alegre e brincalhão nato, que sabe um pouco de português, adora música brasileira e reveste o filme do tom familiar que logo identificamos.

Pra quem ainda acha que filme francês tem que ser sério e sisudo, precisa inovar e sair do comum. Começar por Samba é uma boa pedida: equilibra bem o drama com a comédia e mostra que os franceses são bons sim em tratar das questões humanas – sem que para isso tenham que fechar a cara.

Confira o trailer de “Samba“:

DIREÇÃO: Olivier Nakache, Eric Toledano ROTEIRO: Delphine Coulin (livro), Muriel Coulin ELENCO: Omar Sy, Charlotte Gainsbourg, Tahar Rahim, Izïa Higelin| 2014 (118 min)

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

O FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS EM DVD NA 2001 – PARTE II

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O FESTIVAL VARILUX TERMINA NA SEMANA QUE VEM, MAS O CINEMA FRANCÊS CONTINUA EM DESTAQUE NA 2001.

CONHEÇA OS FILMES QUE PASSARAM NA PENÚLTIMA EDIÇÃO DO EVENTO, EM 2012, JÁ DISPONÍVEIS EM DVD NAS LOJAS DA REDE.

Paris-Manhattan
(Idem, FRA, 2012, Cor, 77′)
Europa – Cinema Europeu – 12 anos
Direção: Sophie Lellouche
Elenco: Alice Taglioni, Patrick Bruel, Marine Delterme

PROMOÇÃO EXCLUSIVA 2001: Alugue o filme em uma das lojas da rede até 21/5 e concorra a 1 jantar para duas pessoas no restaurante Paris 6, em São Paulo!

PROMOÇÃO EXCLUSIVA 2001: Alugue o filme em uma das lojas da rede até 21/5 e concorra a 01 jantar para duas pessoas no restaurante Paris 6, em São Paulo!

Escrito e dirigido por Sophie Lellouche, estreante em longa-metragem, Paris-Manhattan tem na homenagem a Woody Allen seu grande diferencial. Fãs do ator, diretor e roteirista vão se identificar com Alice Ovitz (Alice Taglioni, de Contratado para Amar), uma arredia farmacêutica na faixa dos trinta anos, sem vida social e que encontra nos filmes de Allen alento e inspiração.

A celebração já começa nos créditos de abertura ao som de jazz e prossegue no flashback com a jovem assistindo a seu primeiro filme do novaiorquino, Hannah e Suas Irmãs (1986), quando tinha apenas 15 anos.

Um pulo no tempo e, 2 anos depois, a irmã se casa e a moça tímida e cheia de neuroses continua desiludida com o amor, a conversar com um Allen imaginário da mesma maneira que ele interagia com Humphrey Bogart em Sonhos de um Sedutor (1972). Passados mais dez anos, Alice continua solteira, indo a retrospectivas de seu ídolo e agora toma conta da farmácia do pai.

Amado na França, Woody Allen recebe uma apaixonada homenagem na simpática comédia francesa Paris-Manhattan. o próprio Allen gravou os diálogos que surgem em off nas conversas de Alice com uma fotografia sua

Cada vez mais internacional, Woody Allen recebe uma apaixonada homenagem na simpática comédia francesa “Paris-Manhattan”. O próprio artista apoiou a produção, gravando os diálogos que surgem em off nas conversas de Alice com uma fotografia sua na parede

Além de receitar remédios, Alice “receita” o bom humor e as lições de vida de Allen para clientes enfrentando diferentes tipos de crise. Feliz no trabalho como farmacêutica, ela só precisa seguir o conselho que recebeu de seu mentor: “Freud disse que as duas coisas mais importantes para uma vida boa são a profissão escolhida e o sexo”.

É nos conselhos do diretor de Meia-Noite em Paris que a heroína encontra conforto até, finalmente, ficar dividida entre dois homens: um executivo bem sucedido e um técnico de segurança que nunca viu um filme de Allen antes.

 
Subtramas girando em torno da família judia de Alice evocam as atrapalhadas investigações de Um Misterioso Assassinato em Manhattan (1993), e Alice segue em seus dilemas amorosos-existenciais até se dar conta que o mundo idealizado (e uma pessoa em especial) na ficção está mais perto do que imagina da realidade. Ao final, fica a sensação que Paris-Manhattan poderia se chamar “Para Woody com Amor”.

Intocáveis
(Intouchables, FRA, 2011, Cor, 112′)
Direção: Olivier Nakache, Eric Toledano
Elenco: François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny, Audrey Fleurot

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Baseado em história real de um milionário tetraplégico e seu acompanhante árabe (substituído por um senegalês na versão cinematográfica), Intocáveis tornou-se o filme francês mais visto no exterior em todos os tempos. Com mais de 23 milhões de espectadores fora da França, superou o recorde anterior de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

Apelidado de “Conduzindo Monsieur Philippe” (alusão ao título Conduzindo Miss Daisy), o longa pode ter sido esquecido pela Academia de Hollywood nas indicações ao Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano, mas continua maravilhando o público com sua história de amizade entre dois homens completamente diferentes.

Omar Sy e François Cluzet em cena: Em "Intocáveis", a amizade e generosidade humana superam as diferenças culturais, econômicas e, principalmente, o preconceito social

Omar Sy e François Cluzet em cena: em “Intocáveis”, a amizade e generosidade humana superam as diferenças culturais, econômicas e, principalmente, o preconceito social

Empresário milionário, sensível e de gostos refinados, Philippe (François Cluzet, de Até a Eternidade) tem sua vida transformada pela presença de um africano com passagem na polícia. De franqueza desconcertante, malandro e de bem com a vida, apesar dos problemas com sua família, Driss (Omar Sy, vencedor do César de melhor ator) leva a cultura das ruas para o universo do patrão, com quem toma liberdades inimagináveis, desafiando formalidades e regras de etiqueta. O contraste entre a descontraída falta de decoro do imigrante pobre e o mundo refinado de Philippe rende os momentos mais divertidos do filme, que não tem medo de brincar com a imagem dos cadeirantes, nem de mexer com estereótipos raciais.

Sem condescendências, Intocáveis tornou-se um fenômeno do cinema francês ao revitalizar uma fórmula antiga com compaixão, humanidade, algumas ousadias e, principalmente, bom humor.

A Arte de Amar
(L’Art d’Aimer, FRA, 2011, Cor, 85′)
Direção: Emmanuel Mouret
Elenco: Julie Depardieu, François Cluzet, Gaspard Ulliel, Ariane Ascaride, Judith Godrèche, Frédérique Bel

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Com uma pitada de fina ironia francesa, esquetes com títulos sarcásticos como “Paciência, Paciência” ou “Mantenha as Infidelidades em Segredo” são interligados por diferentes personagens, com seus desejos e frustrações românticas no vai e vem de Paris.

Zoé (Pascale Arbillot) é uma mulher casada que vê sua amiga Isabelle (Julie Depardieu, de A Culpa é do Fidel) sofrendo por não ter uma relação íntima há mais de um ano. Para ajudá-la, Zoé oferece à amiga uma noite com seu marido.

Amélie (Judith Godrèche, de Potiche), também amiga de Isabelle, quer ajudar a moça a terminar seu “celibato” e propõe a ela trocar de lugar durante um encontro às escuras com seu colega de trabalho, Boris. Já Emanuelle quer se separar de Paul para que possa viver suas fantasias em total liberdade, já que ela se sente atraída por praticamente todos os homens, menos o marido. E Vanessa (Élodie Navarre) e seu namorado William (o galã Gaspard Ulliel) concordam em sair com outras pessoas, no intuito de abrir seus horizontes.

 
Mas o melhor segmento é o de Achille (François Cluzet, de Intocáveis), solteirão que leva uma vida solitária até conhecer uma nova vizinha (Frédérique Bel). Voluptuosa e recatada, pragmática e intempestiva, quente e fria, ela vai levar à loucura Achille, que fará de tudo para agradá-la, quase sempre sem sucesso.

Além de dirigir A Arte de Amar, Emmanuel Mouret também atua no filme que ironiza conceitos como afinidade, infidelidade e satisfação sexual para falar de personagens tentando, sem sucesso, racionalizar o próprio desejo.

Polissia
(Polisse, FRA, 2011, Cor, 127′)
Direção: Maïwenn
Elenco: Karin Viard, Joey Starr, Marina Foïs, Nicolas Duvauchelle, Maïwenn, Riccardo Scamarcio

03Atriz com participações em O Profissional e O Quinto Elemento, Maïwenn Le Besco ingressou na direção de longa-metragem com Pardonnez-moi em 2006. Vencedor do prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2011, Polissia é seu terceiro trabalho atrás das câmeras, e o mais contundente.

Inspirado em casos reais da Brigada de Proteção a Menores na França, o filme acompanha o cotidiano da equipe de polícia – por si só uma miscelânea étnica representativa da sociedade francesa atual – especializada em casos de pedofilia. Alguns chocantes e difíceis de acompanhar, principalmente por envolver depoimentos de crianças molestadas. Histórias envolvendo menores de idade em situações que vão do abuso sexual, passando pelo abandono, até a exploração do trabalho infantil.

Além do assunto polêmico, Polissia conta com atuações intensas do elenco, que inclui Marina Foïs ("Para Poucos") e Karin Viard ("Potiche"). Marina, aliás, desempenha uma cena inesperada, que vai desconcertar o espectador

Além do assunto polêmico, “Polissia” conta com atuações intensas do elenco, que inclui Marina Foïs (“Para Poucos”) e Karin Viard (“Potiche”). Marina, aliás, desempenha uma cena inesperada que vai desconcertar o espectador

A sóbria direção de Maïwenn evita que Polissia caia no sensacionalismo, limitando à exposição verbal o que poderia ser explicitado em cenas desagradáveis para o espectador. E, em meio a tanta desgraça, encontra seu momento mais tocante em um caso que não envolve violência física, mas a violência econômica que obriga uma imigrante africana a entregar seu filho para adoção, por não ter condições de criá-lo ou mesmo encontrar um abrigo para os dois dormirem à noite.

Americano
(Idem, FRA, 2011, Cor, 90′)
Direção: Mathieu Demy
Elenco: Mathieu Demy, Salma Hayek, Geraldine Chaplin, Chiara Mastroianni

04Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês em agosto de 2012, o filme marca a estreia na direção de Mathieu Demy. O jovem ator francês homenageia seus pais, os cineastas Jacques Demy (LolaOs Guarda-Chuvas do Amor) e Agnès Varda (Cléo das 5 às 7), incorporando traços de sua vida pessoal à trama transcontinental.

No filme, Mathieu interpreta Martin, que vive na França e recebe a notícia de que a mãe faleceu. De volta a Los Angeles, onde nasceu, ele vai cuidar do funeral e relembrar sua infância, em uma espécie de acerto de contas com o passado. No elenco, destaque para Geraldine Chaplin, no papel de uma antiga amiga da mãe do protagonista, e Salma Hayek, como uma prostituta mexicana chamada Lola, título de um dos filmes mais famosos de Jacques Demy.

O Monge
(Le Moine, 2011)
Direção: Dominik Moll
Elenco: Vincent Cassel, Sergie López, Joséphine Japy, Géraldine Chaplin, Déborah François, Catherine Mouchet

05Acostumado a papéis fortes em filmes como Irreversível e Inimigo Público nº 1“, o parisiense (agora também morando no Brasil) Vincent Cassel interpreta o protagonista desta adaptação do romance gótico de Matthew Lewis. Levada às telas, a história do monge do título ganha vida sob a atmosfera de estranhamento e imagens fortes do diretor de Lemming, Dominik Moll.

Ambientado em um mosteiro na Espanha do século XVII, O Monge é um drama perturbador sobre a velha luta entre o bem e o mal, só que travada dentro do próprio indivíduo. Modelo de perfeição para a comunidade e alçado à categoria de santo, o personagem de Cassel entra numa espiral de alucinação e desejo, como se estivesse em transe, não discernindo mais o certo e o errado, nem o que é real ou fruto de sua imaginação. A carne é fraca, mas não o peso da consciência.

E Agora, Aonde Vamos?
(Et Maintenant on va où?, FRA/LIBANO/EGI/ITA, 2011, Cor, 110′)
Direção: Nadine Labaki
Elenco: Claude Baz Moussawbaa, Leyla Hakim, Nadine Labaki

017Se as mulheres estivessem no comando, provavelmente haveria mais paz no Oriente Médio, sugere E Agora, Aonde Vamos?, o segundo filme de Nadine Labaki. Como em Caramelo, longa de estreia da atriz, cineasta e roteirista libanesa, o olhar feminino se impõe diante de conflitos étnicos e religiosos.

Em uma remota vila do Líbano, cristãos e muçulmanos convivem em relativa paz graças aos esforços da força feminina na região.
Cientes que um fato qualquer pode deflagrar uma guerra, as mulheres locais – lideradas pela dona de um café (Nadine) e pela esposa do prefeito – tentam manter a comunidade isolada do mundo, sem sinal de TV ou outros meios de comunicação.

Quando não é mais possível esconder a dura realidade dos embates externos, o grupo chega até a contratar strippers russas para distrair os homens. Contudo, a tensão é inevitável e, num desabafo, a personagem de Nadine proclama os homens a ter dignidade e evitar mais sangue e perdas humanas. Pede piedade, pois estão cansadas de chorar por eles.

Em forma de coro grego, a caminhada de protesto das mulheres que escolheram a paz em mais um desabafo de Nadine Labaki sobre os efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre o seu país, o líbano

Em forma de coro grego, a caminhada de protesto das mulheres que escolheram a paz em mais um desabafo de Nadine Labaki sobre os efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre sua pátria, o Líbano

Em clima de farsa, surgem momentos singelos em meio ao caos, como o número musical de Nadine no café ou a ousada alegoria das muçulmanas que assumem costumes cristãos e vice versa, embaralhando dogmas religiosos para evidenciar o absurdo do conflito.

Coprodução entre Líbano, França, Itália e Egito, o filme é uma parábola anti-militarista dedicada às mães das vítimas da violência no Oriente Médio.

CONFIRA TAMBÉM NA 2001:

Beaufort*
(Idem, ISR, 2000, Cor, 131′)
Direção: Joseph Cedar
Elenco: Alon Aboutboul, Adi Adouan, Yaakov Ahimeir

* Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro e vencedor do Urso de Prata de melhor direção

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: O FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS EM DVD NA 2001

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REALIZADO NO BRASIL DESDE 2010, O FESTIVAL CELEBRA O MELHOR DA CINEMATOGRAFIA FRANCESA E CHEGA À SUA QUARTA EDIÇÃO EM MAIS DE 40 CIDADES BRASILEIRAS. CONFIRA A SEGUIR OS TÍTULOS QUE PASSARAM NO ANO DE 2011 JÁ DISPONÍVEIS EM DVD NA 2001. NA PRÓXIMA SEMANA, DESTACAREMOS OS FILMES DE 2012. 

VIVE LE CINÉMA FRANÇAIS!

Os Nomes do Amor*
(Le Nom des Gens, FRA, 2011, Cor, 98′)
Direção: Michel Leclerc
Elenco: Sara Forestier, Jacques Gamblin

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O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy e outros políticos de seu governo são o principal alvo desta inusitada comédia romântica.

De origem árabe, Baya (Sara Forestier, nua em inúmeras cenas) é uma amalucada ativista de esquerda que não hesita em transar com reacionários e homens de direita. Durante breves relacionamentos, ela muda a maneira de cada um pensar e fazer política, abordando com humor temas importantes para se entender a Europa hoje. “Faça amor, não faça guerra”, resume a personagem.

* César de melhor atriz (Sara Forestier) e roteiro original

Potiche – Esposa Troféu
(Potiche, FRA, 2010, Cor, 102′)
Direção: François Ozon
Elenco: Catherine Deneuve, Gérard Depardieu, Fabrice Luchini, Jérémie Renier

François Ozon (O Amor em 5 Tempos, O Refúgio) transpõe mais uma peça teatral para o cinema após seu 8 Mulheres: Potiche, farsa sobre as mudanças comportamentais dos últimos 30 anos, encenada pela primeira vez em Paris no anos 1980.

Ambientado em 1977, Potiche – Esposa Troféu atualiza a peça, transformando sua protagonista em um símbolo feminista relevante ainda hoje. Visualmente estilizado, com atuações teatrais e ritmo moderno, o filme critica de forma bem humorada o machismo não só no âmbito profissional, mas também no pessoal, e oferece a Catherine Deneuve seu melhor papel em anos. Mais uma vez atuando ao lado de Gérard Depardieu, a eterna “Bela da Tarde” dança e ainda relembra os tempos de Os Guarda-Chuvas do Amor (1964) e Duas Garotas Românticas (1967), cantando no final.

Copacabana
(Idem, FRA/BEL, 2010, Cor, 107′)
Direção: Marc Fitoussi
Elenco: Isabelle Huppert, Aure Atika and Lolita Chammah, Jurgen Delnaet

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Intérprete de mulheres fortes no cinema, Isabelle Huppert muda um pouco de registro em Copacabana, exibindo vulnerabilidade tocante no papel de Babou, uma esfuziante mãe solteira à procura de emprego. Expansiva e de espírito livre, a personagem tem dificuldade para se entender com a filha de personalidade diametralmente oposta. Introspectiva e preocupada com a aprovação dos outros, ela tem vergonha da mãe. Ao saber pela filha que não foi convidada para o casamento dela, Babou decide provar que pode se estabilizar profissionalmente e comprar um bom presente de casamento.

A heroína de Isabelle não perde a esperança, nem o sonho de conhecer o Rio de Janeiro. Apaixonada pela cultura e, em especial, a música brasileira, Babou vai lutar contra todas as adversidades, sem deixar de ser quem é ou o que acredita. Ao som de Jorge Ben, Astrud Gilberto, Marcos Valle e até de nosso querido Tom Zé.

Isabelle como Babou: se arrumar um emprego digno na Europa hoje é tarefa difícil, imagine sendo uma mulher de mais de cinquenta anos e com quase nenhuma experiência profissional... Esse é o desafio da personagem, que não esmorece em busca de uma oportunidade

Isabelle como Babou: se hoje arrumar um emprego decente na Europa é tarefa difícil, imagine sendo uma mulher de mais de cinquenta anos e com quase nenhuma experiência profissional… Esse é o desafio da personagem, que não esmorece em busca de uma oportunidade – e dignidade.

Uma Doce Mentira
(De Vrais Mensonges, FRA, 2010, Cor, 105′)
Direção: Pierre Salvadori
Elenco: Audrey Tautou, Nathalie Baye, Sami Bouajila

Levada ao estrelato por O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), Audrey Tautou interpreta mais uma de suas heroínas românticas nessa comédia de erros centrada na relação entre mãe e filha. As tentativas da personagem de Tautou para aplacar a tristeza da mãe iniciam uma série de mal entendidos que irão unir as duas em um sutil triângulo amoroso.

Dona de um salão de cabeleireiro, ela recebe uma carta de amor anônima. Sua primeira reação é jogá-la no lixo, mas ela decide encaminhá-la para a mãe, Maddy (Nathalie Baye, intérprete da mãe do protagonista de Laurence Anyways), deprimida desde a partida do ex-marido.

Um Gato em Paris
(Une Vie de Chat, FRA/HOL/SUI/BEL, 2010, Cor, 70′)
Direção: Jean-Loup Felicioli, Alain Gagnol
Vozes: Dominique Blanc, Bernadette Lafont, Bruno Salomone

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Indicado ao Oscar de melhor animação, o desenho de traço minimalista acompanha as aventuras de um gato envolvido com um criminoso em Paris, com a desestruturação de uma família como pano de fundo. Após perder o pai, assassinado, uma garotinha surda-muda precisa recomeçar a vida ao lado da mãe, também traumatizada pela perda.

O trabalho de Saul Bass (criador dos créditos dos filmes de Alfred Hitchcock ), o jazz e a pintura cubista são algumas das referências do desenho, tematicamente mais simples que "O Gato do Rabino" e, portanto, indicado também para o público infanto-juvenil

O trabalho de Saul Bass (criador dos créditos dos filmes de Alfred Hitchcock ), o jazz e a pintura cubista são algumas das referências do desenho, também indicado para o público infanto-juvenil

Vênus Negra
(Vénus Noire, FRA/BEL, 2010, Cor, 165′)
Direção: Abdellatif Kechiche
Elenco: Yahima Torres, Andre Jacobs, Olivier Gourmet

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Depois de conquistar o César de melhor filme e direção, além de diversos prêmios internacionais, por O Segredo do Grão (2007), o cineasta francês de origem tunisiana Abdellatif Kechiche volta a abordar as dificuldades encontradas por imigrantes em outro país. Desta vez, de maneira muito mais trágica, refletindo sobre a exploração sofrida por povos colonizados no início do século XIX a partir da trajetória de Saartjie Baartman, sul-africana que muda para Londres em 1810, e depois para Paris. Embora não seja apresentada apenas como vítima, ela é usada como atração circense, prostituída e, finalmente, dissecada por cientistas.

Baseado em fatos reais, Vênus Negra é uma trajetória tortuosa, mas necessária para se entender o racismo sob diferente perspectiva histórica.

DO MESMO DIRETOR:
O Segredo do Grão (2007)

Sem Teto, Sem Lei
(Sans toit ni loi, FRA, 1985, Cor, 105′)
Direção: Agnès Varda
Elenco: Sandrine Bonnaire, Setti Ramdane

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Ao viver uma jovem sexualente precoce em À Nos Amours (1983), dirigido por Maurice Pialat, Sandrine Bonnaire desconcertou o público, chamando a atenção da crítica dois anos depois com sua premiada interpretação da jovem andarilha Mona em Sem Teto, Sem Lei.

A trajetória da personagem é narrada por aqueles que a encontraram em suas últimas semanas de vida. Como em A Grande Testemunha (1966), do mestre Robert Bresson, revela-se mais sobre quem interage com ela – seja ajudando-a, amando-a ou abusando dela – do que sobre esse espírito livre, mantido um mistério ainda maior ao longo da história. Agnès Varda dirigiu o filme após intensa pesquisa com vagabundos, rebeldes, drogados e mendigos, além de usar atores não-profissionais no elenco. Segundo ela, Mona “não é uma vítima. Não tem uma ideologia, quer apenas as pessoas longe do seu pé”.

LEÃO DE OURO
(MELHOR FILME)
FESTIVAL DE VENEZA

PRÊMIO FIPRESCI
FESTIVAL DE VENEZA

MELHOR ATRIZ
(SANDRINE BONNAIRE)
CÉSAR, FRANÇA

CATHERINE DENEUVE NO BRASIL

Um dos maiores símbolos da França, a musa do cinema europeu participou hoje de coletiva de imprensa em São Paulo para divulgação de Potiche - Esposa Troféu

O Festival Varilux de Cinema Francês foi aberto oficialmente com uma coletiva de imprensa mediada pelo jornalista Luiz Carlos Merten no Hotel Tivoli São Paulo Mofarrej, no início dessa tarde. A 2001 Vídeo esteve presente ao evento, que contou com a presença das atrizes Yahima Torres (Vênus Negra), Sandrine Bonnaire (Xeque-Mate) e a veterana Catherine Deneuve (Potiche – Esposa Troféu).

Aos 67 anos, a estrela de clássicos como Repulsa ao Sexo, A Bela da Tarde e O Último Metrô apareceu em um belo vestido branco estampado com detalhes em azul, bem-humorada e sagaz em suas respostas para a imprensa sobre Potiche – Esposa Troféu. Na nova (e encantadora) comédia de François Ozon (8 Mulheres, Amor em 5 Tempos), a atriz interpreta Suzanne, dona de casa submissa ao misógino marido empresário,  em 1977. Após uma greve sindical e o infarto dele, a personagem assume a administração da empresa, iniciando uma virada pessoal que simboliza a luta atemporal da mulher por respeito e direitos iguais em um universo machista. Como bem colocou Régine Hatchondo, presidente da Unifrance, durante a coletiva: “Podemos concluir que a mulher é o futuro do homem”. Esse é o espírito libertário (e feminista) do filme que faz parte da programação do festival.

Com a presença de Gérard Depardieu, no papel de um antigo amor da personagem de Catherine, e uma cena já clássica com os dois dançando numa boate, Potiche tem tudo para conquistar o público brasileiro e se tornar o novo hit do cinema francês.

Além de cantar, Catherine ainda dança com Gérard Depardieu em Potiche

Mademoiselle Deneuve continua a fascinar diferentes gerações de cinéfilos – e importantes cineastas do cinema europeu como Lars von Trier (Dançando no Escuro), Arnaud Desplechin (Reis e Rainha, Um Conto de Natal), Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi (Persépolis) e agora, pela segunda vez, Ozon, com quem a atriz trabalhou em 8 Mulheres, de 2002.

Catherine Deneuve no meio do belo elenco (Isabelle Huppert, Fanny Ardant) de 8 Mulheres (2002), de François Ozon

Confira abaixo alguns trechos e reflexões da atriz que recusa o carimbo de mito.

Só a diva do cinema francês para fumar despreocupadamente numa sala fechada sem ser importunada

“ícone é uma palavra muito perigosa, pesada para se carregar.”
Catherine Deneuve

SOBRE TRABALHAR COM FRANÇOIS OZON NOVAMENTE
“Primeiramente, já fiz 8 Mulheres com ele. Ele propôs essa peça [Potiche, escrita por Pierre Barillet e Jean-Pierre Grédy] e me contou a história. Achei muito engraçada e aceitei o projeto. Filmamos na Bélgica, foi uma filmagem muito alegre e feliz.”

Duelo de gigantes: Gérard Depardieu e Catherine Deneuve já atuaram em filmes como O Último Metrô (1980), Forte Saganne (1984) e agora se reencontram, para o deleite dos cinéfilos, em Potiche - Esposa Troféu

O REENCONTRO COM GÉRARD DEPARDIEU
“Foi um reencontro para o espectador, mas já fiz vários filmes com ele. Ozon foi muito hábil em usar o nosso passado cinematográfico… Gérard chegou duas semanas após o início das filmagens e já era o personagem, com toda a sua cólera e ao mesmo tempo doçura.”

SOBRE O PAPEL DA MULHER HOJE
“Há mulheres no mundo que trabalham muito mais do que os homens e não ganham salários iguais, uma injustiça. Muita coisa ainda precisa mudar.”

Cena de Potiche: Catherine e Fabrice Luchini (A Garota de Mônaco), impagável como o machista (e histriônico) marido-vilão do filme

DILMA, A PRIMEIRA PRESIDENTE BRASILEIRA
“Sabemos disso e ficamos muito contentes. Quase tivemos uma na França [A socialista Ségolène Royal perdeu as eleições presidenciais de 2007 para Nicolas Sarkozy], mas ainda é muito difícil. Existe um pouco de machismo em todos os homens…”

COMO É APRESENTAR POTICHE EM UM PAÍS DOMINADO POR BLOCKBUSTERS E QUE LUTA PARA EMPLACAR SEUS PRÓPRIOS FILMES
“Há países em que é muito difícil escapar do domínio americano, mas felizmente há distribuidoras que ainda se interessam em lançar produções menos comerciais. Há uma situação de força desproporcional, que é preciso lutar.”

POTICHE = OBJETO DE DECORAÇÃO
É verdade que Potiche é um termo irônico que pode se referir a um objeto decorativo. Todos em sua vida já tiveram a oportunidade de ser um objeto, estar ao lado de alguém sem poder expressar suas ideias, opiniões. Homens, inclusive – existem muitos homens-objeto por aí, que só servem de decoração para suas mulheres.”

SUPOSTAS EXIGÊNCIAS DA ESTRELA
(Sem dúvida, a parte mais descontraída da coletiva)
Questionada sobre boatos de que teria pedido 400 toalhas brancas e cozinheiro particular durante sua estadia no hotel, a diva respondeu:
“400 toalhas brancas? Essa é Sharon Stone, não sou eu. Ah, sim, devo ter pedido 400 toalhas para fazer um colchão bem macio… Minhas extravagâncias eu levo para bem longe daqui.”

RELAÇÃO COM A FILHA [Chiara Mastroianni, de seu relacionamento com Marcello Mastroianni]
“Temos uma relação muito próxima. Sempre quis filhos – tive meu primeiro [Christian Vadim] muito jovem. Lógico que com uma filha a relação é muito mais íntima.

Mãe e filha em cena do musical Les Bien-Aimés, ainda sem previsão de lançamento no Brasil

As duas atuaram juntas em filmes como A Carta, Um Conto de Natal e em breve poderão ser vistas no novo musical de Christophe Honoré (Em Paris, Canções de Amor) – Les Bien-Aimés, exibido no último Festival de Cannes

SEUS SEGREDOS DE BELEZA
“Não me pergunto muito sobre isso. Minha mãe é muito idosa e continua bonita. Acho que existe o elemento genético, também me protejo do sol, bebo muita água, mas não sou uma penitente. Gosto da natureza e das coisas simples.

Merci Deneuve: a atriz em mais uma cena de Potiche, ainda como esposa-troféu

E AQUELES QUE QUISEREM CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE A CARREIRA DA ATRIZ PODEM CONFERIR O ACERVO DE LOCAÇÃO DAS LOJAS DA 2001 COM OS FILMES:

Os Guarda-Chuvas do Amor (1964)
Repulsa ao Sexo (1965)
A Bela da Tarde (1967)
Mayerling (1968)
Manon 70 (1968)
A Sereia do Mississipi (1969)
Pele de Asno (1970)
Tristana – Uma Paixão Mórbida (1970)
Dinheiro Sujo / Expresso para Bordeaux (1972)
Não Toque na Mulher Branca (1974)
Marche ou Morra (1977)
O Último Metrô (1980)
Fome de Viver (1983)
Indochina (1992)
Place Vendôme (1998)
O Tempo Redescoberto (1999)
Pola X (1999)
Dançando no Escuro (2000)
A Vingança do Mosqueteiro (2001)
8 Mulheres (2002)
Um Filme Falado (2003)
Reis e Rainha (2004)
Tempos que Mudam (2004)
Marcello – Uma Vida Doce (2006) documentário
Segredos de Cabaré (2006)
Persépolis (2007) voz
Um Conto de Natal (2008)
Diário Perdido (2009)