François Ozon

NOVIDADES DO CINEMA ARGENTINO E DO EUROPEU NA 2001

INSEPARÁVEIS (2016)

Marcos Carnevale (“Elsa & Fred”) dirige esta refilmagem argentina do sucesso francês “Intocáveis” (2011), com Oscar Martínez (“Relatos Selvagens”) no papel de Felipe, um rico empresário que fica tetraplégico após acidente. À procura de um novo assistente terapêutico, ele contrata o jovem Tito (Rodrigo de la Serna, de “Diários de Motocicleta”), sem qualquer experiência para a função.

NEVE NEGRA

Ambientado nas colinas geladas da Patagônia, este thriller argentino conta com dois astros de “Relatos Selvagens”: Ricardo Darín e Leonardo Sbaraglia. Darín interpreta Salvador, um fazendeiro que vive afastado da civilização em uma fazenda na região. A visita inesperada de seu irmão Marcos (Sbaraglia), a fim de convencê-lo a vender as terras da família, reacende antigos ressentimentos e segredos.

FRANTZ

Mais um belo trabalho do francês François Ozon, indicado em três categorias do European Film Awards: escolha do público, atriz (Paula Beer) e roteiro. A história se passa logo após o fim da I Guerra Mundial e acompanha Anna (Beer, premiada em Veneza), uma jovem alemã que perde o noivo no front. Um dia, surge Adrien (Pierre Niney), um ex-soldado francês que afirma ter feito amizade com o morto.

A GAROTA DESCONHECIDA

Indicado à Palma de Ouro em 2016, o filme é mais um exemplo do humanismo social da dupla de cineastas belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne (“Rosetta“). Os irmãos Dardenne mostram a crise de consciência de Jenny (Adèle Haenel), jovem médica perturbada pela morte de uma imigrante africana, que na noite anterior procurou sua clínica, mas não foi atendida, pois o expediente havia encerrado.

SAINT AMOUR – NA ROTA DO VINHO

Depois do romântico “Paris Pode Esperar” (com Diane Lane), mais um road movie percorre a França. Em ritmo de comédia de erros, “Saint Amour” explora o conflito de gerações entre Jean (Gérard Depardieu) e Bruno (Benoît Poelvoorde, também diretor e roteirista), pai e filho fazendeiros que embarcam numa turnê por vinícolas no interior francês. Juntos com seu motorista, os dois passam por várias brigas e descobertas em busca de reconciliação.

MONSIEUR E MADAME ADELMAN

Com muito lirismo e humor irônico, o drama francês aborda o relacionamento de quatro décadas entre Sarah (Doria Tillier) e Victor (Nicolas Bedos, diretor e roteirista do filme). No funeral dele, Sarah é abordada por um jornalista que deseja contar a história de seu marido, um renomado escritor. A partir daí, o espectador tem acesso às diferentes fases desse longo relacionamento – e o que é melhor, pelo olhar feminino.

ROCK N’ROLL – POR TRÁS DA FAMA

Casados na vida real, Guillaume Canet e Marion Cotillard brincam com suas personas públicas nesta comédia metalinguística dirigida e escrita pelo próprio ator. Na trama, Canet, com 43 anos, é confrontado por uma repórter, que sugere que o ator está ultrapassado e não pode concorrer com os jovens de sua geração. Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês 2017.

NA CAMA COM VICTORIA

Uma amalucada comédia francesa com Virginie Efira (indicada ao César de melhor atriz) no papel de Victoria, uma advogada metida em inúmeras confusões. A personagem está à beira de um ataque de nervos e, durante um casamento, encontra três homens que irão bagunçar sua vida: seu ex-marido, seu amigo Vincent – acusado de tentativa de homicídio – e Sam, um ex-traficante de drogas.

RODIN

Indicado à Palma de Ouro, o filme traz Vincent Lindon (“O Valor de um Homem“) no papel do escultor Auguste Rodin (1840- 1917). Em 1880, Rodin recebe a encomenda de ‘A Porta do Inferno’, obra composta de esculturas como O Beijo e O Pensador. Ele vive com Rose, sua eterna companheira, quando conhece a jovem Camille Claudel (1864-1943), que se torna sua aprendiz e amante.

CARTAS DA GUERRA

Esta produção de época foi escolhida por Portugal para representar o país na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro, em 2016. Baseado nas cartas reunidas no livro de memórias “D’Este Viver Aqui Neste Papel Descripto”, de António Lobo Antunes, o longa rememora as experiências do autor como médico em Angola durante a guerra colonial, na década de 1970.

O MELHOR DO CINEMA EUROPEU CONTEMPORÂNEO ESTÁ NA 2001

ENTRE AS NOVIDADES E PRÉ-VENDAS DA 2001, UM DRAMA BRITÂNICO VENCEDOR DO OSCAR, OS NOVOS TRABALHOS DE NANNI MORETTI E FRANÇOIS OZON, UM ACLAMADO FILME DE ÉPOCA ALEMÃO E O VISCERAL “MACBETH” DE MICHAEL FASSBENDER.

O JOGO DA IMITAÇÃO

1

Já disponível

Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, código usado em mensagens dos submarinos alemães. Um dos integrantes do lado dos aliados é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), matemático de 27 anos que luta para criar uma máquina capaz de decodificar os códigos nazistas. Turing foi pioneiro no conceito do que viria a ser o computador, e consequentemente, da própria ciência da computação e da inteligência artificial.

Adaptado do livro “Alan Turing: The Enigma”, escrito por Andrew Hodges, o longa entremeia trama de thriller de Segunda Guerra com a esfera íntima de um protagonista sufocado pelo preconceito.

Premiado com o Oscar de melhor roteiro adaptado e indicado em mais sete categorias, incluindo filme, direção (Morten Tyldum, de “Headhunters”), ator (Benedict Cumberbatch) e atriz coadjuvante (Keira Knightley).

MIA MADRE

2

Já disponível

Vencedor do Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Cannes do ano passado, “Mia Madre” é o mais novo trabalho do italiano Nanni Moretti, ator e cineasta consagrado por “O Quarto do Filho” (2001) e o recente “Habemus Papam”.

A história acompanha Margherita (Margherita Buy), uma renomada diretora de cinema. No campo profissional, ela precisa lidar com os ataques de estrelismo do protagonista de seu novo filme, Barry Hughins (John Turturro), e paralelamente enfrenta o drama vivido por sua mãe (Giulia Lazzarini), internada em um hospital.

Considerado pela crítica um dos melhores filmes de 2015 e indicado ao European Film Awards nas categorias de melhor direção e atriz (Margherita Buy).

UMA NOVA AMIGA

3

Previsão de entrega: 14/4

Mais recente trabalho de François Ozon, um dos diretores de maior sucesso do cinema francês, com Romain Duris (de “Como Arrasar um Coração”) indicado ao César de melhor ator.

Livremente adaptado do conto homônimo da escritora Ruth Rendell, o longa transita entre gêneros, como o melodrama, o suspense psicológico à la Hitchcock e a exploração bem humorada de diferentes formas de desejo.

Na trama, surpreendente, Claire (Anaïs Demoustier) e Laura (Isild Le Besco) são amigas desde a infância, até que a segunda fica doente e morre. Claire então aproxima-se do marido da falecida, David (Duris), e descobre um segredo íntimo do viúvo.

Com inteligência e rumos inesperados, o filme trata de novas formas de amar na sociedade contemporânea, e da imprevisibilidade do desejo.

DOIS AMIGOS

4

Previsão de entrega: 14/4

Um dos galãs mais conhecidos do cinema francês, graças a suas atuações em filmes como “Sonhadores”, “Amantes Constantes” e “A Fronteira da Alvorada”, Louis Garrel esteve no Brasil em dezembro do ano passado para divulgar este trabalho, que marca sua estreia na direção de longa-metragem.

Ao lado de Christophe Honoré — cineasta que já o dirigiu em “Em Paris” (2006), “Canções de Amor” (2007) e “A Bela Junie” (2008) -, Garrel escreveu o roteiro, centrado em um delicado triângulo amoroso entre amigos.

A iraniana Golshifteh Farahani, de À Procura de Elly”, dá vida à Mona, uma vendedora de sanduíche que conhece Clément (Vincent Macaigne, de “Eden”), um tímido ator que trabalha como extra. Perdidamente apaixonado por ela, Clément pede ajuda a seu melhor amigo , o sedutor Abel (papel de Garrel).

Dois Amigos” foi selecionado para a Semana da Crítica do Festival de Cannes em 2015.

PHOENIX

PHOENIX

Previsão de entrega: 14/4

Elogiado drama alemão de Christian Petzold, o mesmo diretor de “Barbara”, que novamente revisita os dilemas de seu país pós-Holocausto nesta adaptação do romance policial “Le Retour des Cendres”, do francês Hubert Monteilhet, transferindo a história para Berlim.

A trama acompanha a dura jornada de Nelly (Nina Hoss, em seu quinto filme com o diretor), uma cantora de cabaré enviada aos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Ela consegue escapar de Auschwitz mas, desfigurada,tenta se reerguer em uma Berlim devastada pelo conflito.

Considerado pela crítica o melhor filme exibido no Festival de Toronto em 2014.

SUITE FRANCESA

6

Previsão de entrega: 14/4

Baseado em romance de Irène Némirovsky, o filme tem direção do inglês Saul Dibb (de “A Duquesa”) e mostra um romance proibido em tempos de guerra, mas do ponto de vista daqueles que ficaram para trás.

Durante a Segunda Guerra Mundial, na França, Lucile Angellier (Michelle Williams) passa os dias ao lado de sua sogra (Kristin Scott Thomas, de “O Paciente Inglês”) esperando pelo retorno do marido, um prisioneiro de guerra. Os soldados alemães tomam a França e logo o vilarejo onde moram, obrigando-as a abrigar o refinado Bruno Von Falk (o belga Matthias Schoenaearts, “Ferrugem e Osso”). Começa então uma forte atração e cumplicidade entre o oficial alemão e a jovem Lucille.

MACBETH – AMBIÇÃO E GUERRA

7

Previsão de entrega: 27/4

Versão sóbria e estilizada de uma das peças mais sangrentas de William Shakespeare, adaptada antes por, entre outros, Orson Welles, Roman Polanski e Akira Kurosawa.

O elenco é o grande destaque, com Marion Cotillard (vencedora do Oscar por “Piaf”) como a manipuladora Lady Macbeth e Michael Fassbender no papel-título do ambicioso usurpador que não medirá esforços para assumir o trono do reino.

Direção de Justin Kurzel, que volta a trabalhar com Fassbender e Cotillard na adaptação para o cinema do game “Assassin’s Creed”, ainda sem previsão de estreia no Brasil.

Após sua exibição no Festival de Cannes 2015, “Macbeth – Ambição e Guerra” foi ovacionado por dez minutos.

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “DENTRO DA CASA”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

Premiado nos festivais de Londres e Toronto, e indicado ao César, o filme de François Ozon conquistou público e crítica com a engenhosa história de um professor (o ótimo Fabrice Luchini, de "Potiche") que reconhece o talento literário de um aluno. Começa um fascinante jogo de metalinguagem entre criador e criação.

Premiado nos festivais de Londres e Toronto, e indicado ao César, o filme de François Ozon conquistou público e crítica com a engenhosa história de um professor (o ótimo Fabrice Luchini, de “Potiche”) que reconhece o talento literário de um aluno. Começa entre eles um fascinante jogo metalinguístico entre criador e criação.

Desta vez François Ozon segue outro caminho. Não é o casamento em frangalhos de Amor em 5 Tempos, nem a paródia de Potiche – Esposa Troféu. Também não tem o elemento surreal de Ricky, ou a melancolia de O Refúgio. Dentro da Casa fala da criatura e do criador, do tanto que eles se confundem, tornam-se uma coisa só, seja a criação na área que for.

Quando se fala em literatura, então, o céu é o limite. Dizem que o papel tudo aceita, mas isso não é suficiente para Claude, um adolescente que não se contenta em escrever uma simples redação sobre seu fim de semana. Talentoso, resolve transformar Rapha, seu colega de classe, em seu personagem. Estimulado pelo professor Germain (Fabrice Luchini, também em As Mulheres do 6º Andar, Potiche), que já não aguenta mais ler redações pobres de espírito, criatividade e estilo, Claude investe na amizade com Rapha e vai retratando suas passagens pela casa do amigo em suas redações.

Baseado na peça "O Rapaz da Última Fila", do espanhol Juan Mayorga, "Dentro da Casa" apresenta Claude (Ernst Umhauer), um aluno de 16 anos cuja escrita impressiona o seu professor Germain (Fabrice Luchini). Mas, afinal, o que Claude conta nos seus textos é "verdade" ou "mentira"? Alugue o filme na 2001 e descubra...

Baseado na peça “O Rapaz da Última Fila”, do espanhol Juan Mayorga, “Dentro da Casa” apresenta Claude (Ernst Umhauer), um aluno de 16 anos cuja escrita impressiona o professor Germain (Fabrice Luchini). Mas, afinal, o que é verdade ou mentira nos textos do rapaz? Alugue o filme na 2001 e descubra…

A história criada por Claude vai, pouco a pouco, se misturando com a realidade. À medida que o garoto ganha intimidade com a família do colega, sua presença perturba a ordem vigente, cria conflito, deflagra situações inesperadas e já não há como voltar atrás. Nem a relação de Germain com sua esposa Jeanne (Kristin Scott Thomas, também em Há Tanto Tempo que Te Amo, A Chave de Sarah, O Paciente Inglês, Partir) se salva.

Gosto particularmente do tema da observação que Claude e Germain põem em prática. Tenho um pouco este hábito de observar pessoas desconhecidas e imaginar como é a vida delas, o que estaria acontecendo naquele exato momento. Momentos preciosos de ócio, quando a imaginação corre solta. Parece ser esse o passatempo predileto da dupla do professor e aluno, que extrapolam e geram um elemento novo a partir daquilo que é simples realidade aos olhos das pessoas comuns. É fonte de inspiração, a vida das pessoas de um modo geral. Aqui ela ganha um toque a mais com tamanha criatividade. Talvez Dentro da Casa tenha me interessando por eu ser do mundo das letras e do cinema, que nada mais contam que histórias de vida. De qualquer modo, gosto da maneira de Ozon de explorar o universo humano. E ousar caminhos.

 

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

DICAS PARA O FIM DE SEMANA

Confira a seguir as sugestões da equipe 2001 Vídeo:

Evil – Raízes do Mal
(Ondskan, DIN/SUE, 2003, Cor, 109′)
Direção: Mikael Håfström
Elenco: Andreas Wilson, Henrik Lundström, Gustaf Skarsgård

Baseado no best-seller A Fábrica da Violência (em sueco, Ondskan), do escritor Jan Guillou, Evil – Raízes do Mal narra a história de Erik, jovem com sérios problemas familiares, comportamentais e com um histórico recorrente de violência escolar contra seus colegas.

Expulso das últimas escolas públicas que frequentou, Erik tem como última chance recomeçar em uma importante e prestigiada instituição privada. Nela, passará de agressor a vítima, devido ao sistema imposto por alunos veteranos aos novatos, com constantes agressões e humilhações.

Evil – Raízes do Mal foi o representante sueco na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2004, mas perdeu a estatueta para o canadense As Invasões Bárbaras.

Sugestão de
Rodrigo Dias
Colaborador da 2001 Sumaré
Av. Sumaré, 1744, Perdizes – São Paulo – SP

Vozes Inocentes
(Voces Inocentes, MEX/EUA, 2004, Cor, 110′)
Direção: Luis Mandoki
Elenco: Carlos Padilla,Leonor Varela,Gustavo Muñoz

Quando o pai de Chava abandona sua família em meio à guerra civil em El Salvador nos anos 1980, ele se torna o homem da casa, mesmo sendo um garoto de apenas 11 anos. Ao lado de seus irmãos, o amor de sua mãe e um pequeno rádio que toca o hino proibido de amor e paz, ele luta pela sobrevivência, ao mesmo tempo em precisa decidir entre se unir ao exército ou aos rebeldes.
A paixão e a coragem movem seu espírito e o mantém vivo. Seu grito calará a guerra dos homens.

Luis Mandoki (Quando um Homem Ama uma Mulher), dirige esta emocionante história real, baseada na difícil infância de Oscar Torres, que assina o roteiro.

Sugestão de
Simone Eleutério
Colaboradora da 2001 Sumaré
Av. Sumaré, 1744, Perdizes – São Paulo – SP

Promessas de um novo Mundo
(Promises, EUA, 2001, Cor, 106′)
Direção: Carlos Bolado, B.Z. Goldberg, Justine Shapiro
Elenco: Moishe Bar Am, B.Z. Goldberg

Se você não entende bem o quê exatamente acontece entre palestinos e israelenses, este documentário vai esclarecer e te emocionar. Indicado ao Oscar da categoria, Promessas de um Novo Mundo mostra o cotidiano de crianças que moram a menos de 20 minutos de distância uma da outra, mas que são afastadas por questões religiosas, éticas e políticas. O DVD inclui o média metragem 4 Anos Depois, apresentando as crianças, agora jovens adultos e suas novas (ou não) visões de mundo.

Sugestão de
Marcelo Rodrigo
Colaborador da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara –SP

Como Nascem os Anjos
(Idem, BRA, 1996, Cor, 95′)
Direção: Murilo Salles
Elenco: Priscila Assum, Silvio Guindane, Larry Pine

Dirigido por Murilo Salles (Nunca Fomos Tão Felizes), esta pequena obra-prima do cinema nacional apresenta, da forma mais crua e realista possível, o que acontece a partir do embate entre indivíduos da periferia com pessoas da mais alta classe numa mansão. Sucesso de crítica no seu lançamento, o filme ganhou os principais prêmios dos festivais de cinema de Gramado e Brasília.

Destaque para a dupla de atores-mirins Priscila Assum e Silvio Guindane, em seus primeiros trabalhos.

Sugestão de
Marcelo Rodrigo
Colaborador da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP

Annie Leibovitz – A Vida Através das Lentes
(Annie Leibovitz: Life Through a Lens by Barbara Leibovitz, EUA, 2006, Cor, 79′)
Direção: Barbara Leibovitz

A fotógrafa Annie Leibovitz produziu algumas das mais famosas imagens dos últimos 30 anos. Glamour, riqueza e poder foram características registradas por ela em seus trabalhos para revistas de prestígio como Vogue e Rolling Stone. Não só isso, porém, faz parte de seu extenso portfolio; os horrores provocados pela guerra em Sarajevo e Ruanda também foram documentados com seu estilo único de registro.

Anna-Lou (Annie) Leibovitz é conhecida por realizar ensaios fotográficos cuja marca é a íntima colaboração entre a retratista e seu retratado. Após uma viagem às Filipinas, ela começou a se interessar por fotografia e continuou a desenvolver suas aptidões nos anos que se sucederam. Em 1970, começou a trabalhar na revista Rolling Stone, e seu estilo de fotografar celebridades ajudou a definir o visual da revista. O documentário busca mostrar algo da vida cotidiana de Leibovitz, além de sua trajetória profissional.

O Tempo que Resta
(Le Temps Qui Rest, FRA, 2005, Cor, 96′)
Direção: François Ozon
Elenco: Melvil Poupaud, Jeanne Moreau, Valeria Bruni-Tedeschi

Avesso a sentimentalismo, o elogiado drama de François Ozon (8 Mulheres) acompanha a jornada interior de um jovem fotógrafo (Melvil Poupaud, o protagonista de Conto de Verão, de Eric Rohmer) após ser diagnosticado com doença terminal. Segundo nota de produção, O Tempo que Resta faz parte de uma “trilogia do luto (ou da morte)” do diretor, iniciada com Sob a Areia (2000) e completada por O Refúgio.

 

Sugestões da equipe 2001 Vídeo

LANÇAMENTOS DO CINEMA FRANCÊS

ACABAM DE CHEGAR PARA LOCAÇÃO NAS LOJAS DA 2001 VÍDEO DOIS GRANDES SUCESSOS DO CINEMA FRANCÊS: POTICHE – ESPOSA TROFÉU E MINHAS TARDES COM MARGUERITTE, AMBOS ESTRELADOS POR GÉRARD DEPARDIEU.

Mais um reencontro de Catherine Deneuve e Gérard Depardieu no cinema, dessa vez em Potiche, agora disponível em DVD para locação na 2001

Potiche – Esposa Troféu
(Potiche, FRA, 2010, Cor, 102′)
Imovision – Cinema Europeu – 12 anos
De: François Ozon
Com: Catherine Deneuve, Gérard Depardieu, Fabrice Luchini, Jérémie Renier

Sinopse: Suzanne é esposa de Robert Pujol, rico e prepotente dono de uma indústria de guarda-chuvas. Quando os trabalhadores resolvem entrar em greve, ela entra em cena para administrar a situação e, posteriormente, a fábrica.

 

François Ozon (O Amor em 5 Tempos, O Refúgio) transpõe mais uma peça teatral para o cinema após seu 8 Mulheres: Potiche, farsa sobre as mudanças comportamentais dos últimos 30 anos, encenada pela primeira vez em Paris no anos 1980. Ambientado em 1977, Potiche – Esposa Troféu atualiza a peça, transformando sua protagonista em um símbolo feminista relevante ainda hoje.

Visualmente estilizado, com atuações teatrais e ritmo moderno, o filme critica de forma bem humorada o machismo não só no âmbito profissional, mas também no pessoal, e oferece a Catherine Deneuve seu melhor papel em anos. Mais uma vez atuando ao lado de Gérard Depardieu, a eterna “Bela da Tarde” dança e ainda relembra os tempos de Os Guarda-Chuvas do Amor (1964) e Duas Garotas Românticas (1967), cantando no final.

Catherine Deneuve, a eterna "Bela da Tarde" do cinema

CATHERINE DENEUVE
Musa de alguns dos maiores diretores do cinema europeu, a diva francesa esteve no Brasil em junho desse ano para divulgar a estreia do filme. A seguir, algumas reflexões da atriz, que recusa o carimbo de mito.

Catherine Deneuve durante coletiva de imprensa em São Paulo

SOBRE TRABALHAR COM FRANÇOIS OZON NOVAMENTE
“Primeiramente, já fiz 8 Mulheres com ele. Ele propôs essa peça [Potiche, escrita por Pierre Barillet e Jean-Pierre Grédy] e me contou a história. Achei muito engraçada e aceitei o projeto.”

O REENCONTRO COM GÉRARD DEPARDIEU
“Foi um reencontro para o espectador, mas já fiz vários filmes com ele. Ozon foi muito hábil em usar o nosso passado cinematográfico… Gérard chegou duas semanas após o início das filmagens e já era o personagem, com toda a sua cólera e ao mesmo tempo doçura.”

Catherine e Gérard dançando juntos em cena do filme

POTICHE = OBJETO DE DECORAÇÃO
É verdade que Potiche é um termo irônico que pode se referir a um objeto decorativo. Todos em sua vida já tiveram a oportunidade de ser um objeto, estar ao lado de alguém sem poder expressar suas ideias, opiniões. Homens, inclusive – existem muitos homens-objeto por aí, que só servem de decoração para suas mulheres.”

SOBRE O PAPEL DA MULHER HOJE
“Há mulheres no mundo que trabalham muito mais do que os homens e não ganham salários iguais, uma injustiça. Muita coisa ainda precisa mudar.”

Com seu humor farsesco, Potiche mostra que o machismo - tanto no ambiente de trabalho como no familiar - na década de 1970 continua, infelizmente, muito atual

Minhas Tardes com Margueritte
(La Tête en Friche, FRA, 2010, Cor, 78′)
Imovision – Cinema Europeu – 12 anos
De: Jean Becker
Com: Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus, Sophie Guillemin

Sinopse: Cinquentão quase analfabeto, Germain se senta por acaso ao lado de Margueritte em um banco de praça. Aos 95 anos, ela transforma a vida desse homem rústico por meio da magia da literatura.

 

Diretor de Conversas com Meu Jardineiro, o francês Jean Becker sabe como extrair beleza e momentos singelos da simples convivência entre pessoas culturalmente diferentes. Em Margueritte, mais um conto intergeracional toma forma a partir da amizade entre um semianalfabeto (Gérard Depardieu) e a personagem-título, que começa a ler para ele clássicos da literatura como O Velho que Lia Romances de Amor, do chileno Luís Sepúlveda. A troca de afeto e conhecimento entre eles confirma o caráter humanista de um filme que ressalta a importância da leitura para o desenvolvimento humano.

Lições de Vida: Gérard Depardieu e Gisèle Casadesus trocando experiências na praça

+ LANÇAMENTOS COM GÉRARD DEPARDIEU NA 2001:
Ciao Maschio (1978)
Fort Saganne – O Herói do Deserto (1984)
Jean de Florette (1986)
Meu Marido de Batom (1986)

CATHERINE DENEUVE NO BRASIL

Um dos maiores símbolos da França, a musa do cinema europeu participou hoje de coletiva de imprensa em São Paulo para divulgação de Potiche - Esposa Troféu

O Festival Varilux de Cinema Francês foi aberto oficialmente com uma coletiva de imprensa mediada pelo jornalista Luiz Carlos Merten no Hotel Tivoli São Paulo Mofarrej, no início dessa tarde. A 2001 Vídeo esteve presente ao evento, que contou com a presença das atrizes Yahima Torres (Vênus Negra), Sandrine Bonnaire (Xeque-Mate) e a veterana Catherine Deneuve (Potiche – Esposa Troféu).

Aos 67 anos, a estrela de clássicos como Repulsa ao Sexo, A Bela da Tarde e O Último Metrô apareceu em um belo vestido branco estampado com detalhes em azul, bem-humorada e sagaz em suas respostas para a imprensa sobre Potiche – Esposa Troféu. Na nova (e encantadora) comédia de François Ozon (8 Mulheres, Amor em 5 Tempos), a atriz interpreta Suzanne, dona de casa submissa ao misógino marido empresário,  em 1977. Após uma greve sindical e o infarto dele, a personagem assume a administração da empresa, iniciando uma virada pessoal que simboliza a luta atemporal da mulher por respeito e direitos iguais em um universo machista. Como bem colocou Régine Hatchondo, presidente da Unifrance, durante a coletiva: “Podemos concluir que a mulher é o futuro do homem”. Esse é o espírito libertário (e feminista) do filme que faz parte da programação do festival.

Com a presença de Gérard Depardieu, no papel de um antigo amor da personagem de Catherine, e uma cena já clássica com os dois dançando numa boate, Potiche tem tudo para conquistar o público brasileiro e se tornar o novo hit do cinema francês.

Além de cantar, Catherine ainda dança com Gérard Depardieu em Potiche

Mademoiselle Deneuve continua a fascinar diferentes gerações de cinéfilos – e importantes cineastas do cinema europeu como Lars von Trier (Dançando no Escuro), Arnaud Desplechin (Reis e Rainha, Um Conto de Natal), Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi (Persépolis) e agora, pela segunda vez, Ozon, com quem a atriz trabalhou em 8 Mulheres, de 2002.

Catherine Deneuve no meio do belo elenco (Isabelle Huppert, Fanny Ardant) de 8 Mulheres (2002), de François Ozon

Confira abaixo alguns trechos e reflexões da atriz que recusa o carimbo de mito.

Só a diva do cinema francês para fumar despreocupadamente numa sala fechada sem ser importunada

“ícone é uma palavra muito perigosa, pesada para se carregar.”
Catherine Deneuve

SOBRE TRABALHAR COM FRANÇOIS OZON NOVAMENTE
“Primeiramente, já fiz 8 Mulheres com ele. Ele propôs essa peça [Potiche, escrita por Pierre Barillet e Jean-Pierre Grédy] e me contou a história. Achei muito engraçada e aceitei o projeto. Filmamos na Bélgica, foi uma filmagem muito alegre e feliz.”

Duelo de gigantes: Gérard Depardieu e Catherine Deneuve já atuaram em filmes como O Último Metrô (1980), Forte Saganne (1984) e agora se reencontram, para o deleite dos cinéfilos, em Potiche - Esposa Troféu

O REENCONTRO COM GÉRARD DEPARDIEU
“Foi um reencontro para o espectador, mas já fiz vários filmes com ele. Ozon foi muito hábil em usar o nosso passado cinematográfico… Gérard chegou duas semanas após o início das filmagens e já era o personagem, com toda a sua cólera e ao mesmo tempo doçura.”

SOBRE O PAPEL DA MULHER HOJE
“Há mulheres no mundo que trabalham muito mais do que os homens e não ganham salários iguais, uma injustiça. Muita coisa ainda precisa mudar.”

Cena de Potiche: Catherine e Fabrice Luchini (A Garota de Mônaco), impagável como o machista (e histriônico) marido-vilão do filme

DILMA, A PRIMEIRA PRESIDENTE BRASILEIRA
“Sabemos disso e ficamos muito contentes. Quase tivemos uma na França [A socialista Ségolène Royal perdeu as eleições presidenciais de 2007 para Nicolas Sarkozy], mas ainda é muito difícil. Existe um pouco de machismo em todos os homens…”

COMO É APRESENTAR POTICHE EM UM PAÍS DOMINADO POR BLOCKBUSTERS E QUE LUTA PARA EMPLACAR SEUS PRÓPRIOS FILMES
“Há países em que é muito difícil escapar do domínio americano, mas felizmente há distribuidoras que ainda se interessam em lançar produções menos comerciais. Há uma situação de força desproporcional, que é preciso lutar.”

POTICHE = OBJETO DE DECORAÇÃO
É verdade que Potiche é um termo irônico que pode se referir a um objeto decorativo. Todos em sua vida já tiveram a oportunidade de ser um objeto, estar ao lado de alguém sem poder expressar suas ideias, opiniões. Homens, inclusive – existem muitos homens-objeto por aí, que só servem de decoração para suas mulheres.”

SUPOSTAS EXIGÊNCIAS DA ESTRELA
(Sem dúvida, a parte mais descontraída da coletiva)
Questionada sobre boatos de que teria pedido 400 toalhas brancas e cozinheiro particular durante sua estadia no hotel, a diva respondeu:
“400 toalhas brancas? Essa é Sharon Stone, não sou eu. Ah, sim, devo ter pedido 400 toalhas para fazer um colchão bem macio… Minhas extravagâncias eu levo para bem longe daqui.”

RELAÇÃO COM A FILHA [Chiara Mastroianni, de seu relacionamento com Marcello Mastroianni]
“Temos uma relação muito próxima. Sempre quis filhos – tive meu primeiro [Christian Vadim] muito jovem. Lógico que com uma filha a relação é muito mais íntima.

Mãe e filha em cena do musical Les Bien-Aimés, ainda sem previsão de lançamento no Brasil

As duas atuaram juntas em filmes como A Carta, Um Conto de Natal e em breve poderão ser vistas no novo musical de Christophe Honoré (Em Paris, Canções de Amor) – Les Bien-Aimés, exibido no último Festival de Cannes

SEUS SEGREDOS DE BELEZA
“Não me pergunto muito sobre isso. Minha mãe é muito idosa e continua bonita. Acho que existe o elemento genético, também me protejo do sol, bebo muita água, mas não sou uma penitente. Gosto da natureza e das coisas simples.

Merci Deneuve: a atriz em mais uma cena de Potiche, ainda como esposa-troféu

E AQUELES QUE QUISEREM CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE A CARREIRA DA ATRIZ PODEM CONFERIR O ACERVO DE LOCAÇÃO DAS LOJAS DA 2001 COM OS FILMES:

Os Guarda-Chuvas do Amor (1964)
Repulsa ao Sexo (1965)
A Bela da Tarde (1967)
Mayerling (1968)
Manon 70 (1968)
A Sereia do Mississipi (1969)
Pele de Asno (1970)
Tristana – Uma Paixão Mórbida (1970)
Dinheiro Sujo / Expresso para Bordeaux (1972)
Não Toque na Mulher Branca (1974)
Marche ou Morra (1977)
O Último Metrô (1980)
Fome de Viver (1983)
Indochina (1992)
Place Vendôme (1998)
O Tempo Redescoberto (1999)
Pola X (1999)
Dançando no Escuro (2000)
A Vingança do Mosqueteiro (2001)
8 Mulheres (2002)
Um Filme Falado (2003)
Reis e Rainha (2004)
Tempos que Mudam (2004)
Marcello – Uma Vida Doce (2006) documentário
Segredos de Cabaré (2006)
Persépolis (2007) voz
Um Conto de Natal (2008)
Diário Perdido (2009)