Globo de Ouro

CONHEÇA OS VENCEDORES DO GLOBO DE OURO 2018

ACONTECEU NOITE À ONTEM, EM LOS ANGELES, A 75ª EDIÇÃO DO PRÊMIO PROMOVIDO PELA ASSOCIAÇÃO DA IMPRENSA ESTRANGEIRA EM HOLLYWOOD. A CERIMÔNIA FICOU MARCADA POR PROTESTOS CONTRA O ABUSO SEXUAL E A DESIGUALDADE DE GÊNERO.

COM SUAS PERSONAGENS FORTES (E EMPODERADAS), “TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME”, “LADY BIRD” E A MINISSÉRIE “BIG LITTLE LIES” SE DESTACARAM NA PREMIAÇÃO.

Escrito e dirigido pelo dramaturgo britânico Martin McDonagh (de “Na Mira do Chefe”), “Três Anúncios para um Crime” foi o grande vencedor deste ano, com quatro prêmios: melhor filme (drama), atriz dramática (Frances McDormand), ator coadjuvante (Sam Rockwell) e roteiro. “A Forma da Água”, nova fantasia do mexicano Guillermo del Toro (“O Labirinto do Fauno”) ficou com as estatuetas de melhor diretor e trilha sonora.

Com grande elenco e o texto mordaz de Martin McDonagh, “Três Anúncios para um Crime” – que também concorre a 4 prêmios do Sindicato dos Atores de Hollywood (SAG) – desbancou pesos pesados como “A Forma da Água”, “Me Chame pelo Seu Nome” e “Dunkirk” na categoria de melhor filme (drama).

Outro longa de forte temática feminina, “Lady Bird: É Hora de Voar”, dirigido e escrito por Greta Gerwig (atriz de “Frances Ha”), foi escolhido melhor comédia ou musical e melhor atriz (Saoirse Ronan) cômica. Já o drama distópico “The Handmaid’s Tale”, baseado no livro “O Conto da Aia” – da escritora canadense Margaret Atwood – levou os prêmios de melhor série e atriz (Elisabeth Moss) dramáticas.

Entre as produções de menor duração, “Big Little Lies” brilhou com quatro Globos de Ouro: melhor minissérie ou telefilme, atriz (Nicole Kidman), atriz coadjuvante (Laura Dern) e ator coadjuvante (Alexander Skarsgard).

A apresentadora, atriz e produtora Oprah Winfrey foi homenageada com o troféu Cecil B. DeMille, pelo conjunto da obra, e fez um discurso contundente contra a violência sexual e o racismo.

Confira abaixo a lista completa dos indicados da 75ª edição do Globo de Ouro.

Nicole Kidman na minissérie “Big Little Lies”, Saoirse Ronan e Lucas Hedges em “Lady Bird”, e Sally Hawkins e Octavia Spencer em “A Forma da Água”

CINEMA

MELHOR FILME (DRAMA)
“Três anúncios para um crime”

MELHOR FILME (COMÉDIA OU MUSICAL)
“Lady Bird: É Hora de Voar”

MELHOR DIRETOR
Guillermo del Toro – “A Forma da Água”

MELHOR ATOR (DRAMA)
Gary Oldman – “O Destino de uma Nação”

Um dos grandes camaleões do cinema, Gary Oldman finalmente recebeu o Globo de Ouro, por sua atuação como Winston Churchill no drama histórico “O Destino de uma Nação”.

MELHOR ATRIZ (DRAMA)
Frances McDormand – “Três Anúncios Para um Crime”

MELHOR ATOR (COMÉDIA OU MUSICAL)
James Franco – “Artista do Desastre”

MELHOR ATRIZ (COMÉDIA OU MUSICAL)
Saoirse Ronan – “Lady Bird: É Hora de Voar”

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Sam Rockwell – “Três Anúncios para um Crime”

Atriz mais conhecida por produções da TV (“West Wing”, “Mom”), Allison Janney venceu como coadjuvante pelo papel da mãe abusiva de “Eu, Tonya”.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Allison Janney – “I, Tonya”

MELHOR ROTEIRO
“Três Anúncios Para um Crime” – Martin McDonagh

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
“Viva: A Vida é uma Festa”

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
“Em Pedaços”, de Fatih Akin

Ao lado da atriz Diane Kruger, Fatih Akin, diretor de “Em Pedaços”. Uma das surpresas da noite, o drama alemão venceu o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, superando o favorito “The Square – A Arte da Discórdia”.

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
“A Forma da Água” – Alexandre Desplat

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“This Is Me”, de Justin Paul e Benj Pasek (“O Rei do Show”)

TV

MELHOR SÉRIE (DRAMA)
“The Handmaid’s Tale”

MELHOR SÉRIE (COMÉDIA OU MUSICAL)
“The Marvelous Mrs. Maisel”

MELHOR ATOR (DRAMA)
Sterling K. Brown – “This Is Us

Depois de levar o Emmy pela emocionante série dramática “This Is Us” em 2017, Sterling K. Brown repetiu o feito no Globo de Ouro, levando o prêmio de melhor ator.

MELHOR ATRIZ (DRAMA)
Elisabeth Moss – “The Handmaid’s Tale”

MELHOR ATOR (COMÉDIA OU MUSICAL)
Aziz Ansari – “Master of None”

MELHOR ATRIZ (COMÉDIA OU MUSICAL)
Rachel Brosnahan – “The Marvelous Mrs. Maisel”

MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME
“Big Little Lies”

Elenco de “Big Little Lies” reunido. Adaptada do best seller homônimo de Liane Moriarty, a minissérie acompanha um grupo de mulheres que se envolve em uma trama de assassinato, rivalidade e violência doméstica, em Monterey, na Califórnia. A direção é do canadense Jean-Marc Vallée, que já trabalhara com Reese Witherspoon em “Clube de Compras Dallas”.

MELHOR ATRIZ (MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Nicole Kidman – “Big Little Lies”

MELHOR ATOR (MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Ewan McGregor – “Fargo”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE (SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Laura Dern – “Big Little Lies”

MELHOR ATOR COADJUVANTE (SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Alexander Skarsgård – “Big Little Lies”

SAIU A LISTA DOS INDICADOS AO GLOBO DE OURO

E FOI DADA A LARGADA PARA OS FAVORITOS AO OSCAR 2018: A ASSOCIAÇÃO DE IMPRENSA ESTRANGEIRA DE HOLLYWOOD DIVULGOU HOJE A LISTA COM OS INDICADOS A MELHORES DO ANO NO CINEMA E NA TV.

A fantasia “A Forma da Água” lidera a disputa nas categorias de cinema, com sete indicações – incluindo melhor filme (drama), diretor (Guillermo del Toro, de “O Labirinto do Fauno”) e atriz dramática (a inglesa Sally Hawkins). “The Post: A Guerra Secreta” e “Três Anúncios para um Crime” vêm em seguida, com seis indicações cada.

O aclamado épico de guerra “Dunkirk” continua um dos favoritos da temporada, com chances como melhor filme (drama), direção (Christopher Nolan) e trilha sonora (de Hans Zimmer).

Grande vencedora do Emmy neste ano, “Big Little Lies” recebeu seis indicações: melhor minissérie ou telefilme, atriz (Reese Witherspoon, Nicole Kidman), atriz coadjuvante (Laura Dern, Shailene Woodley) e ator coadjuvante (Alexander Skarsgård) no mesmo formato.

Considerado uma espécie de prévia para a lista dos principais indicados ao Oscar, o Globo de Ouro será entregue no dia 7 de janeiro de 2018 em Los Angeles, com Seth Meyers como mestre de cerimônias.

Confira abaixo a lista completa dos indicados da 75ª edição do Globo de Ouro.

CINEMA

MELHOR FILME (DRAMA)
“Me chame pelo seu nome”
“The Post: A guerra secreta”
Dunkirk” (em pré-venda na 2001)
“A forma da água”
“Três anúncios para um crime”

MELHOR FILME (COMÉDIA OU MUSICAL)
“Artista do Desastre”
Corra!” (disponível na 2001)
“I, Tonya”
“Lady Bird: É Hora de Voar”
“O Rei do Show”

MELHOR DIRETOR
Christopher Nolan – “Dunkirk
Guillermo del Toro – “A Forma da Água”
Martin McDonagh – “Três Anúncios Para um Crime”
Ridley Scott – “All the Money in the World”
Steven Spielberg – “The Post: A Guerra Secreta”

MELHOR ATOR (DRAMA)
Daniel Day-Lewis – “Trama Fantasma”
Denzel Washington – “Roman J. Israel, Esq.”
Gary Oldman – “O Destino de uma Nação”
Timothée Chalamet – “Me Chame pelo Seu Nome”
Tom Hanks – “The Post: A Guerra Secreta”

Gary Oldman está irreconhecível como Winston Churchill em “O Destino de uma Nação” e já é considerado favorito ao Globo de Ouro e ao Oscar de melhor ator

MELHOR ATRIZ (DRAMA)
Frances McDormand – “Três Anúncios Para um Crime”
Jessica Chastain – “A Grande Jogada”
Meryl Streep – “The Post: A Guerra Secreta”
Michelle Williams – “All the Money in the World”
Sally Hawkins – “A Forma da Água”

MELHOR ATOR (COMÉDIA OU MUSICAL)
Ansel Elgort – “Em Ritmo de Fuga” (disponível na 2001)
Daniel Kaluuya – “Corra!
Hugh Jackman – “O Rei do Show”
James Franco – “Artista do Desastre”
Steve Carell – “A Guerra dos Sexos”

Com sua mistura de gêneros (terror, thriller, crítica social), “Corra” foi curiosamente lembrado na categoria de melhor comédia ou musical. O filme pode ser adquirido em DVD a preço promocional na 2001

MELHOR ATRIZ (COMÉDIA OU MUSICAL)
Emma Stone – “A Guerra dos Sexos”
Helen Mirren – “The Leisure Seeker”
Judi Dench – “Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha”
Margot Robbie – “I, Tonya”
Saoirse Ronan – “Lady Bird: É Hora de Voar”

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Armie Hammer – “Me Chame pelo Seu Nome”
Christopher Plummer – “All the Money in the World”
Richard Jenkins – “A Forma da Água”
Sam Rockwell – “Três Anúncios para um Crime”
Willem Dafoe – “Projeto Flórida”

Indicado ao Oscar pela primeira vez em 1987, por “Platoon”, o veterano Willem Dafoe é um forte candidato por “Projeto Flórida

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Allison Janney – “I, Tonya”
Hong Chau – “Pequena Grande Vida”
Laurie Metcalf – “Lady Bird: É Hora de Voar”
Mary J. Blige – “Mudbound”
Octavia Spencer – A Forma da Água”

MELHOR ROTEIRO
“A Forma da Água” – Guillermo del Toro
“A Grande Jogada” – Aaron Sorkin
“Lady Bird: É Hora de Voar”- Greta Gerwig
“The Post: A Guerra Secreta” – Liz Hannah, Josh Singer
“Três Anúncios Para um Crime” – Martin McDonagh

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Com Amor, Van Gogh” (em pré-venda na 2001)
“O Poderoso Chefinho”
“O Touro Ferdinando”
“The Breadwinner”
“Viva: A Vida é uma Festa”


Primeiro longa animado realizado somente com pinturas a óleo, “Com Amor, Van Gogh” tem previsão de lançamento em DVD para o final de Janeiro

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
“Em Pedaços”
“First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers”
“Nelyubov”
“The Square”
“Uma Mulher Fantástica”

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
“A Forma da Água” – Alexandre Desplat
Dunkirk” – Hans Zimmer
“The Post: A Guerra Secreta” – Vários
“Trama Fantasma” – Jonny Greenwood
“Três Anúncios Para um Crime” – Carter Burwell

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Remember Me”, de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez (“Viva – A Vida é uma Festa”)
“Mighty River”, de Raphael Saadiq, Taura Stinson e Mary J. Blige (“Mudbound”)
“This Is Me”, de Justin Paul e Benj Pasek (“O Rei do Show”)
“Home”, de Nick Jonas, Justin Tranter e Nick Monson (“O Touro Ferdinando”)
“The Star”, de Mariah Carey e Marc Shaiman (“A Estrela de Belém”)

TV

MELHOR SÉRIE (DRAMA)
Game of Thrones” (disponível na 2001)
“The Handmaid’s Tale”
“Stranger Things”
The Crown” (disponível na 2001)
This Is Us” (disponível na 2001)

A sétima temporada de “Game of Thrones” recebeu apenas 1 indicação, na categoria principal

MELHOR SÉRIE (COMÉDIA OU MUSICAL)
“Black-ish”
“Master of None”
“SMILF”
“The Marvelous Mrs. Maisel”
“Will & Grace”

MELHOR ATOR (DRAMA)
Bob Odenkirk – “Better Call Saul” (disponível na 2001)
Freddie Highmore – “The Good Doctor”
Jason Bateman – “Ozark”
Liev Schreiber – “Ray Donovan”
Sterling K. Brown – “This Is Us

MELHOR ATRIZ (DRAMA)
Caitriona Balfe – “Outlander”
Claire Foy – “The Crown
Elisabeth Moss – “The Handmaid’s Tale”
Katherine Langford – “13 Reasons Why”
Maggie Gyllenhaal – “The Deuce”

Claire Foy como a rainha Elizabeth II na série “The Crown

MELHOR ATOR (COMÉDIA OU MUSICAL)
Anthony Anderson – “Black-ish”
Aziz Ansari – “Master of None”
Eric McCormack – “Will & Grace”
Kevin Bacon – “I Love Dick”
William H. Macy – “Shameless”

MELHOR ATRIZ (COMÉDIA OU MUSICAL)
Alison Brie – “GLOW”
Frankie Shaw – “SMILF”
Issa Rae – “Insecure”
Pamela Adlon – “Better Things”
Rachel Brosnahan – “The Marvelous Mrs. Maisel”

MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME
“Big Little Lies”
“Fargo”
“Feud”
“The Sinner”
“Top of the Lake”

MELHOR ATRIZ (MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Jessica Biel – “The Sinner”
Jessica Lange – “Feud”
Nicole Kidman – “Big Little Lies”
Reese Witherspoon – “Big Little Lies”
Susan Sarandon – “Feud”

Na minissérie “Feud”, Jessica Lange e Susan Sarandon revivem a lendária rixa entre Joan Crawford e Bette Davis, que atuaram juntas em “O Que Aconteceu com Baby Jane?

MELHOR ATOR (MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Robert De Niro – “O mago das mentiras”
Ewan McGregor – “Fargo”
Geoffrey Rush – “Genius”
Jude Law – “The Young Pope”
Kyle MacLachlan – “Twin Peaks”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE (SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Ann Dowd – “O Conto da Aia”
Chrissy Metz – “This Is Us
Laura Dern – “Big Little Lies”
Michelle Pfeiffer – “O Mago das Mentiras”
Shailene Woodley – “Big Little Lies”

MELHOR ATOR COADJUVANTE (SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Alexander Skarsgård – “Big Little Lies”
Alfred Molina – “Feud”
Christian Slater – “Mr. Robot: Sociedade Hacker” (disponível na 2001)
David Harbour – “Stranger Things”
David Thewlis – “Fargo”

10 LANÇAMENTOS EM DVD, DE DIFERENTES GÊNEROS E ESTILOS

HERANÇA DE SANGUE

Antes de dirigir o oscarizado “Até o Último Homem”, Mel Gibson estrelou este western moderno, no papel de um ex-presidiário que vive solitário até receber uma ligação da filha, desaparecida há anos. Começa a busca de redenção do protagonista que, em busca da filha, ira enfrentar uma gangue de bandidos mexicanos. Baseado no romance de Peter Craig, o longa tem direção do francês Jean-François Richet (“Inimigo Público nº 1”).

THE AFFAIR – 1ª TEMPORADA

Premiada com o Globo de Ouro de melhor série e atriz dramática (Ruth Wilson), a produção surpreende com um roteiro inteligente, narrado por dois pontos de vista — primeiro pelo marido, e depois por sua amante. Na trama, um professor de Nova York (Dominic West) sai de férias com a esposa (Maura Tierney ) e os filhos para Long Island. Lá, ele se envolve com uma garçonete (Wilson), mas nada é o que parece ser em “The Affair”, pois cada um conta A SUA verdade.

SALA VERDE

Filme sensação entre o público do Festival de Toronto em 2015, este violento thriller de baixo orçamento marca uma das últimas aparições de Anton Yelchin (1989–2016) na telona, antes de sua trágica morte, aos 27 anos. O jovem ator de “Star Trek” interpreta Pat, líder de uma banda de punk rock que entra numa fria após apresentação em um boteco tomado por neonazistas. Os músicos presenciam um crime no camarim e tornam-se alvos do público.

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (2016)

Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP e premiado no Festival de Sundance, este drama histórico de ressonância contemporânea foi escrito, dirigido e estrelado por Nate Parker. Ele conta a história de Nat Turner, um escravo letrado e também pregador que liderou uma rebelião que se tornou um dos mais influentes atos de resistência contra a escravidão nos EUA. Nos extras, “Ergam-se: o legado de Nat Turner” e comentários do diretor.

ROBIN E MARIAN

Mais de uma década depois de se enfrentarem no clássico “Moscou Contra 007”, Sean Connery e Robert Shaw interpretam, respectivamente, Robin Hood e o cruel Xerife de Nottingham (Robert Shaw) nesta versão mais madura do famoso arqueiro. Vinte anos depois de sua luta épica contra o Príncipe John, Robin retorna das Cruzadas para reencontrar sua amada Marian (Audrey Hepburn). A direção é de Richard Lester (“Os Reis do Ié-Ié-Ié“).

A CONEXÃO FRANCESA

O cinema francês tem uma longa tradição de filmes policiais, de Jean-Pierre Melville a produções como “Inimigo Público nº 1” (estrelado por Vincent Cassel). O mais recente exemplar no gênero é “A Conexão Francesa“, com Jean Dujardin no papel de Pierre Michel, juiz determinado a desbaratar uma articulada quadrilha de traficantes de heroína que domina Marselha — e o tráfico para os Estados Unidos — na década de 1970.

OS CAVALEIROS BRANCOS

Dirigida e coescrita por Joachim Lafosse (“A Economia do Amor”), esta coprodução entre França e Bélgica é baseada na história real de uma ONG que teve suas ações na África questionadas. Vincent Lindon (de “O Valor de um Homem“) vive Jacques Arnault, presidente de uma ONG que auxilia crianças em dificuldade. Seu plano é resgatar 300 órfãos, vítimas da guerra civil em um país africano. Mas na hora de executar o plano, nada é como o previsto.

BELOS SONHOS

O grande cineasta italiano Marco Bellocchio (“Vincere”) esteve na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP, em outubro passado, para divulgar este sensível relato de um homem atormentado desde a infância pela morte prematura da mãe. Baseado na autobiografia homônima de Massimo Gramellini, o filme alterna de forma poética o passado e o presente do jornalista, interpretado no filme por Valerio Mastandrea (de “A Primeira Coisa Bela”).

SIERANEVADA

Pré-selecionado pela Romênia para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro, este é o mais recente trabalho do cineasta Cristi Puiu, vencedor da Palma de Ouro por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” em 2007. Em “Sieranevada“, uma família se prepara para a cerimônia que marca os 40 dias da morte do patriarca, Emil. Enquanto aguardam a chegada de um padre da Igreja Ortodoxa, familiares de diferentes gerações discutem de banalidades a conflitos da sociedade atual.

BOYS

Realizado originalmente para a TV holandesa, o filme trata com sensibilidade do despertar da homossexualidade na adolescência. Sieger é um atleta de 15 anos de idade, em fase de treinamento para uma competição de revezamento. Sua rotina é alterada com a chegada de um novo membro da equipe, Marc. Os dois descobrem interesses em comum e se tornam amigos próximos, até perceberem que possuem sentimentos um pelo outro.

O MUSICAL “LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES” TRIUNFA NO GLOBO DE OURO 2017

NA NOITE DE ONTEM, EM BEVERLY HILLS (LOS ANGELES, EUA), ACONTECEU A 73ª EDIÇÃO DO PRÊMIO DA IMPRENSA ESTRANGEIRA EM HOLLYWOOD. “LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES” CONQUISTOU AS SETE CATEGORIAS EM QUE CONCORREU, TORNANDO-SE O MAIOR VENCEDOR DA HISTÓRIA DO GLOBO DE OURO.

O filme, dirigido e roteirizado por Damien Chazelle (do aclamado “Whiplash – Em Busca da Perfeição“), superou os clássicos “Um Estranho no Ninho” e “O Expresso da Meia-Noite”, que têm seis prêmios cada.

“La La Land” confirmou seu favoritismo, assim como “Moonlight – Sob a Luz do Luar” na categoria de melhor filme dramático, mas não faltaram surpresas na cerimônia de premiação. Revelado no drama britânico “O Garoto de Liverpool” (2009), Aaron Taylor-Johnson desbancou o preferido da crítica Mahershala Ali (“Moonlight”) e o astro Jeff Bridges (“A Qualquer Custo”) na disputa como melhor ator coadjuvante. E a eterna dama do cinema francês. Isabelle Huppert, recebeu seu primeiro Globo de Ouro de melhor atriz, por sua atuação no controverso “Elle”, superando as favoritas Amy Adams (“A Chegada”) e Natalie Portman (“Jackie”).

“La La Land” e “Moonlight – Sob a Luz do Luar”

Nas categorias de televisão, “American Crime Story – O Povo Contra O.J. Simpson”, a primeira temporada da série “The Crown” e a minissérie “The Night Manager” dividiram os principais prêmios. Esta última, dirigida pela dinamarquesa Susanne Bier, teve três de seus atores premiados: Tom Hiddleston e, como coadjuvantes, Hugh Laurie e Olivia Colman.

E não podia faltar a grande homenageada da noite: Meryl Streep. Aos 67 anos, ela recebeu o prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto da carreira, que abrange mais de quatro décadas de trabalho no cinema e na TV. Em seu discurso de agradecimento, a atriz criticou Donald Trump e a crescente xenofobia no país.

CONFIRA A SEGUIR TODOS OS PREMIADOS DO GLOBO DE OURO 2017:

CINEMA

MELHOR FILME (DRAMA)
“Moonlight”

MELHOR FILME (COMÉDIA OU MUSICAL)
“La La Land – Cantando Estações”

Depois de emplacar "Whiplash" comprova seu talento com o vibrante musical "La La Land", favorito não só ao Globo de Ouro mas também ao Oscar

Diretor e roteirista de “Whiplash“, Damien Chazelle segue como favorito ao Oscar com sua grande homenagem aos clássicos musicais de Hollywood

MELHOR DIRETOR
Damien Chazelle (“La La Land – Cantando Estações”)

MELHOR ATOR (DRAMA)
Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar”)

MELHOR ATRIZ (DRAMA)
Isabelle Huppert (“Elle”)

Com mais de 100 filmes no currículo, a grande dama do cinema francês concorre pela primeira vez ao Globo de Ouro, por seu papel forte e polêmico em "Elle", thriller aclamado no último Festival de Cannes

Com mais de 100 filmes no currículo, a grande dama do cinema francês recebeu seu primeiro Globo de Ouro, pelo forte e polêmico papel de “Elle”, também vencedor de melhor produção de língua estrangeira. Confira na 2001 mais trabalhos com a grande atriz

MELHOR ATOR (COMÉDIA OU MUSICAL)
Ryan Gosling (“La La Land – Cantando Estações”)

MELHOR ATRIZ (COMÉDIA OU MUSICAL)
Emma Stone (“La La Land – Cantando Estações”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Aaron Taylor-Johnson (“Animais Noturnos”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Viola Davis (“Fences”)

001

Com seis indicações ao Globo de Ouro, chegou finalmente a vez de Viola Davis (“How to Get Away with Murder”) levar o prêmio, por sua atuação em “Fences”, drama dirigido por seu parceiro de cena, Denzel Washington

MELHOR ROTEIRO
Damien Chazelle (“La La Land – Cantando Estações)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
“Elle” (França)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Zootopia” (disponível para venda na 2001)

Com roteiro criativo – a favor da diversidade -, a produção da Disney “Zootopia” levou a categoria de melhor animação

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Justin Hurwitz (“La La Land – Cantando Estações”)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“City of Stars” (“La La Land”)

TV

MELHOR SÉRIE (DRAMA)
“The Crown”

MELHOR SÉRIE (COMÉDIA OU MUSICAL)
“Atlanta”

MELHOR ATRIZ (DRAMA)
Claire Foy (“The Crown”)

Donald Glover em “Atlanta”, Hugh Laurie e Tom Hiddleston em “The Night Manager”, e Claire Foy em “The Crown”

MELHOR ATOR (DRAMA)
Billy Bob Thornton (“Goliath”)

MELHOR ATRIZ (COMÉDIA OU MUSICAL)
Tracee Ellis Ross (“Black-ish”)

MELHOR ATOR (COMÉDIA OU MUSICAL)
Donald Glover (“Atlanta”)

MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME
American Crime Story – O Povo Contra O. J. Simpson

Grande vencedor do Emmy no ano passado, “American Crime Story – O Povo Contra O.J. Simpson” levou o Globo de Ouro de melhor minissérie ou telefilme e melhor atriz (no mesmo formato) para Sarah Paulson

MELHOR ATRIZ (MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Sarah Paulson (“American Crime Story – O Povo Contra O. J. Simpson“)

MELHOR ATOR (MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Tom Hiddleston (“The Night Manager”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE (SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Olivia Colman (“The Night Manager”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE (SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME)
Hugh Laurie (“The Night Manager”)

Laurie, Hiddleston, Elizabeth Debicki, Olivia Colman e Tom Hollander em “The Night Manager”, minissérie baseada em obra de John Le Carré

LANÇAMENTOS DE SÉRIES DE TV NA 2001

ALÉM DOS EPISÓDIOS, CONHEÇA TAMBÉM OS BASTIDORES DE DIFERENTES PRODUÇÕES SERIADAS NOS EXTRAS DAS EDIÇÕES EM DVD. UMA PEQUENA AMOSTRA DA “ERA DE OURO” DA TV AMERICANA, EM ÓTIMAS SUGESTÕES DE PRESENTE PARA O NATAL.

AMERICAN HORROR STORY – HOTEL

001

A série criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk continua, com mais uma história diferente e Lady Gaga como “A Condessa”, papel que lhe rendeu um Globo de Ouro no início deste ano. As pistas de uma série de assassinatos levam até à sensual personagem da cantora, uma vil moradora do Hotel Cortez na região central de Los Angeles. Kathy Bates, Angela Bassett, Matt Bomer, Denis O’Hare e Sarah Paulson completam o elenco.

EXTRAS: Um convite para a noite do demônio * O Hotel Cortez: Uma era de elegância que se foi

THE CATCH – 1ª TEMPORADA

MIREILLE ENOS, PETER KRAUSE

Nova série dramática produzida por Shonda Rhimes (“Grey’s Anatomy”, “How to Get Away With Murder”), “The Catch” acompanha a detetive particular Alice Vaughan (Mireille Enos, “The Killing”) em sua busca por vingança após sofrer um golpe idealizado por Benjamin Jones (Peter Krause, de “A Sete Palmos”), seu noivo. É o início de um jogo de gato e rato entre a investigadora e o larápio profissional, que podem estar ainda apaixonados um pelo outro.

EXTRAS: Cenas inéditas * Erros de gravação

QUANTICO – 1ª TEMPORADA

111

Estrelado pela atriz indiana Priyanka Chopra (em breve na versão de “Baywatch” para o cinema), a produção gira em torno de Alex Parrish, integrante do diversificado grupo de jovens recrutas da Base Quantico do FBI. Ela acaba se tornando suspeita de ter planejado um atentado terrorista em Nova York, o segundo maior desde o 11 de setembro. Começa uma corrida contra o tempo para a protagonista provar sua inocência.

EXTRAS: Comentários em vídeo do episódio “Run” * Bem-vindo a Quantico * Quem fez aquilo? * Erros de gravação * Cenas inéditas

THE MAGICIANS – A ESCOLA DE MAGIA – 1ª TEMPORADA

002

Baseada nos livros de Lev Grossman, a produção se passa na Universidade Brakebills, uma instituição secreta especializada em magia. Lá, no meio de uma educação nada ortodoxa, aprendendo a criar encantos e feitiços, um grupo de vinte e poucos amigos logo descobre que o mundo de fantasia e magia que liam nos livros existe de verdade… e é uma grande ameaça para a humanidade.

EXTRAS: Magia não autorizada e A Consequência de Feitiços Avançados * Cenas excluídas dos episódios * Erros de gravação * O Mundo de Escola de Magia

THE LAST KINGDOM – O ÚLTIMO REINO – 1ª TEMPORADA

003

É o ano de 872 e os reinados que hoje formariam a Inglaterra sucumbiram aos invasores Vikings, restando apenas o reino de Wessex como oponente. Nesse cenário turbulento, vive o herói, Uhtred (Alexander Dreymon). Filho de um nobre saxão, ele é capturado pelos Vikings e criado como um deles. Forçado a escolher entre o país em que nasceu e o povo que o criou, ele terá de decidir se é saxão ou um viking.

EXTRAS: Criando o mundo de “The Last Kingdom” * Bastidores * As Proezas de “The Last Kingdom”

OUTLANDER – 2ª TEMPORADA

004

Claire e Jamie chegam na França decididos a se infiltrar na rebelião jacobina liderada pelo príncipe Charles Stuart. Só que alterar o curso da história acarreta desafios que começam a pesar sobre o relacionamento dos dois. Indicada ao Globo de Ouro 2016 de melhor série dramática, atriz (Caitriona Balfe, de “Jogo do Dinheiro“) e ator coadjuvante (Tobias Menzies), a produção é baseada nos best sellers de Diana Gabaldon.

EXTRAS: Cenas excluídas e estendidas com introdução de Ronald D. Moore (criador e produtor executivo da série) * Os personagens da 2ª temporada * Erros de gravação * Do livro para a tela: descobrindo as diferenças

BLINDSPOT – 1ª TEMPORADA

005

Uma misteriosa sem nome e sem memória sobre seu passado é encontrada nua em plena Times Square, com o corpo completamente coberto por tatuagens. Quem é ela? Quem fez as tatuagens? O agente do FBI Kurt Weller (Sullivan Stapleton) e seus companheiros de equipe tentam decodificar os mistérios envolvendo as tatuagens da mulher, agora chamada Jane Doe (Jaimie Alexander), e adentram um submundo com conspiração, revelações e segredos mortais.

EXTRAS: Cenas deletadas

UNDER THE DOME – 3ª TEMPORADA

006

A linha que separa amigos de inimigos continua a se desfazer, enquanto o povo de Chester’s Mill tenta seguir em frente. Mas a chegada de um novo residente e uma corporação oportunista prova que não vai ser fácil. À medida que o objetivo do Domo começa a se revelar, vai ficando claro que alguns não vão escapar com vida. Com produção executiva de Steven Spielberg, a série é baseada em livro homônimo de Stephen King.

VIKINGS – 4ª TEMPORADA – VOL. 1

008

O Rei Ragnar retorna do campo de batalha gravemente ferido. Desiludido com seu casamento com Aslaug e com a afronta de seus filhos, ele procura a companhia de sua escrava Yidu. Entretanto, o provocador Rollo continua em Frankia, a Rainha Kwenthrith planeja reivindicar o trono de Mercia e o enigmático Harald Finehair aparece. Criada por Michael Hirst (“The Tudors”), a série concorreu a 9 prêmios Emmy em 2016.

EXTRAS: Comentários em áudio do episódio “Misericórdia” * Comentários em áudio de “O Último Navio” * A Transformação de Rollo * A Habilidade marítima dos Vikings

THE WALKING DEAD – 6ª TEMPORADA

009

A segurança de Alexandria sofre múltiplas ameaças. Para sobreviver, o povo tem de aprender com Rick Grimes (Andrew Lincoln) algumas lições, e seu grupo terá de abrir mão de sua violência costumeira. Essa troca de valores não ocorrerá sem conflitos e, lutando para ter um lar, Rick e seu grupo vão se defender a qualquer custo, mesmo que essa ameaça venha de dentro. Clique aqui e confira mais temporadas da série em DVD e Blu-ray na 2001.

EXTRAS: Making of * Cenas deletadas * Episódio 16 estendido * Featurettes

BOX FRIENDS – 10 TEMPORADAS COMPLETAS

0010

Todos os 236 episódios originais da série vencedora de sete prêmios Emmy, um Globo de Ouro e dois SAG Awards. Relembre os encontros e desencontros de Rachel, Monica, Phoebe, Joey, Chandler e Ross em Nova York, além das participações especiais de astros como George Clooney, Julia Roberts, Robin Williams, Brad Pitt etc. Coleção com mais de quatro horas de extras sobre os bastidores deste marco da TV americana.

EXTRAS: Bastidores * Comentários * Erros de gravação

CONHEÇA A PREMIADA MINISSÉRIE “WOLF HALL” E MAIS 8 PRODUÇÕES DA BBC

4

CONFIRA, ENTRE OS LANÇAMENTOS NA 2001, PRODUÇÕES DA RENOMADA REDE DE TV BRITÂNICA, COMO A MINISSÉRIE “WOLF HALL“, PREMIADA COM O GLOBO DE OURO NESTE ANO.

Vencedora do Globo de Ouro de melhor minissérie ou telefilme, “Wolf Hall” sai em DVD duplo com 6 episódios de quase 1 hora de duração cada.

A trama acompanha Thomas Cromwell (Mark Rylance, indicado ao oscar por “Ponte dos Espiões”) na corte do rei Henrique VIII (Damian Lewis, de “Homeland”). Ele assume o cargo de conselheiro político do Rei, tornando-se um dos maiores estadistas da Inglaterra do século XVI.

5

De personagem secundário em filmes como “Ana dos Mil Dias” e “O Homem que não Vendeu sua Alma”, Cromwell ganha papel central na minissérie, que traça um retrato íntimo (e humano) de um dos responsáveis por expulsar a Igreja Católica da Inglaterra.

EXTRAS:

* Cenas Deletadas
* Trazendo para a Tela
* História & Design
* As Pessoas e as Políticas
* Entrevistas com: Claire Foy, Mark Gatiss, Damian Lewis, Mark Rylance, Jonathan Pryce, Peter Kosminsk.

6

PRÊMIOS E INDICAÇÕES:

Vencedor
GLOBO DE OURO
Melhor minissérie ou telefilme

Indicado
GLOBO DE OURO
Melhor ator (Mark Rylance) e ator coadjuvante (Damian Lewis) em minissérie ou telefilme

9 indicações ao
EMMY
Incluindo melhor minissérie

Indicado
SCREEN ACTORS GUILD AWARDS
Melhor ator (Mark Rylance) em minissérie ou telefilme

MAIS TÍTULOS DA BBC NA 2001:

DAFT PUNK UNCHAINED

9

Depois de inspirarem a trama principal do longa francês “Eden”, Thomas Bangalter e Guy-Manuel De Homem-Christo, a dupla do Daft Punk (do hit “Get Lucky”), é tema deste documentário inédito produzido pela BBC. Os dois aparecem de cara limpa (sem os famosos capacetes) em uma imagem de arquivo do início da carreira nos anos 1990. O filme ainda conta com depoimentos de nomes como Giorgio Moroder, Kanye West e Pharrell.

THE PASSING BELLS – MINISSÉRIE COMPLETA

8

Um drama épico histórico que abrange os cinco anos da Primeira Guerra Mundial vistos pelos olhos de dois jovens soldados comuns – um britânico e um alemão. Entre batalhas na icônica Frente Ocidental e lutas menos exploradas, mas igualmente importantes no Oriente, a história mostra Tommy e Michael atingindo a maioridade em lados opostos dos campos de batalha na Europa.

SHERLOCK – A NOIVA ABOMINÁVEL

10

Dos nevoeiros do distrito de Limehouse às entranhas de uma igreja em ruínas, Holmes (o astro Benedict Cumberbatch, de “O Jogo da Imitação”) e Watson (Martin Freeman) precisam usar toda a sua astúcia para combater um inimigo aparentemente do além-túmulo e finalmente, a verdade chocante sobre a Noiva do título. Ambientado em 1895, o caso desafia a linha de pensamento científico da dupla.

DOCTOR WHO – COLEÇÃO DOS MONSTROS – OS SILURIANS

11

Os Silurians habitaram a Terra milhões de anos antes dos humanos. Esta raça reptiliana foi forçada a hibernar e permanecer anônima por anos, até que eventualmente começam a acordar. Mais um desafio para o “Doutor” em sua máquina do tempo.

DOCTOR WHO – A COLEÇÃO DOS MONSTROS – OS DALEKS

13

Os Daleks nasceram sem nenhuma capacidade para sentir compaixão ou pena, e eram motivados apenas por ódio, medo e um sentimento implacável. Eles já lutaram contra o “Doutor” inúmeras vezes no decorrer dos séculos, mas ele sempre conseguiu proteger a humanidade.

LIFE STORY – A JORNADA PELA VIDA

143

Narrado por David Attenborough, mostra como os animais tentam superar os desafios que surgem nos seis estágios cruciais da vida. Os animais devem sobreviver aos perigos de ser jovem e indefeso, aprender como sobreviver no mundo adulto, achar um lar, escalar a escada social a uma posição de poder, ganhar um par, tornar-se pai e entregar a próxima geração ao mundo.

VIDA ABAIXO DE ZERO

O que é necessário para sobreviver em um ambiente extremo? Siga o drama e as dificuldades enfrentadas por diferentes famílias do Alasca vivendo no meio do nada, a quilômetros de distância da estrada mais próxima, enfrentando tempestades de neve, ursos famintos, terrenos congelados e recursos escassos através de um impiedoso inverno.

ALASCA SELVAGEM

Alasca – Uma terra formada por glaciares e gelo permanente, cortada por grandes rios e lagos. Sua posição ao norte, acima do Círculo Polar Ártico, significa que os invernos podem ser extremamente gelados, enquanto no verão o tamanho e forma do terreno trazem ondas de intenso calor.

CONHEÇA OS VENCEDORES DO GLOBO DE OURO 2016

100

NA NOITE DE ONTEM, EM BEVERLY HILLS (LOS ANGELES, EUA), ACONTECEU A 73ª EDIÇÃO DO GLOBO DE OURO, PREMIAÇÃO DA IMPRENSA ESTRANGEIRA EM HOLLYWOOD.

Mais uma vez, o comediante britânico Ricky Gervais destilou seu veneno como apresentador da cerimônia que, diferentemente de outras premiações, divide as principais categorias de cinema e televisão entre drama e comédia/musical.

O épico “O Regresso” foi o grande vencedor da noite, nas categorias de melhor drama, diretor (Alejandro González Iñárritu) e ator dramático (Leonardo DiCaprio), desbancando os favoritos “Carol” e “Spotlight – Segredos Revelados”, que ficaram sem nenhum prêmio. Curiosamente, a ficção-científica “Perdido em Marte” foi premiada como melhor comédia ou musical e ator (para Matt Damon), e “Steve Jobs” ficou com o Globo de Ouro de atriz coadjuvante (Kate Winslet) e roteiro (escrito por Aaron Sorkin). Já Divertida Mente” confirmou o favoritismo da Disney/Pixar ao conquistar o prêmio de melhor animação.

Alejandro González Iñárritu e Leonardo DiCaprio com os Globos de Ouro recebidos por "O Regresso", superprodução que ganha força rumo ao Oscar

Alejandro González Iñárritu e Leonardo DiCaprio com os Globos de Ouro recebidos por “O Regresso”, superprodução que ganha força rumo ao Oscar

Nas categorias de TV, os críticos da Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood surpreenderam, premiando inúmeras produções novas, entre elas “Mr. Robot” (melhor série dramática e ator coadjuvante), “Crazy Ex-Girlfriend” (melhor atriz em comédia ou musical), “Mozart in the Jungle”  (melhor filme e ator cômicos), e a minissérie “Wolf Hall”, aclamada produção da BBC sobre o conflito entre Henrique VIII e Thomas Cromwell.

E não podia faltar o grande homenageado da noite: Denzel Washington. Aos 62 anos, o astro recebeu o prêmio Cecil B.deMille pelo conjunto da carreira, que abrange mais de três décadas, 54 produções para cinema e TV, e dois Oscars.

CONFIRA A SEGUIR TODOS OS PREMIADOS DO GLOBO DE OURO 2016:

Cinema

000000000000000

Melhor Filme (Drama): “O Regresso”

Melhor Filme (Comédia/Musical): “Perdido em Marte” (em pré-venda na 2001)

Sucesso de público e crítica, "Perdido em Marte" pode render a Ridley Scott o primeiro Oscar de sua carreira, e a primeira indicação de  Matt Damon como ator principal. Com lançamento em DVD e Blu-ray previsto para 31/1, o filme traz na trilha "Starman", canção de David Bowie (1947-2016)

Sucesso de público e crítica, “Perdido em Marte” pode render a Ridley Scott o primeiro Oscar de sua carreira, e a segunda indicação de Matt Damon como ator principal. Com lançamento em DVD e Blu-ray previsto para 31/1, o filme traz na trilha “Starman”, canção de David Bowie (1947-2016)

Melhor Direção: Alejandro González Iñárritu por “O Regresso”

Melhor Ator (Drama): Leonardo DiCaprio por “O Regresso”

Melhor Ator (Comédia/Musical): Matt Damon por “Perdido em Marte” (em pré-venda na 2001)

Melhor Atriz (Drama): Brie Larson por “O Quarto de Jack”

77777

Brie Larson (de “O Apostador”) derrotou as favoritas Cate Blanchett e Rooney Mara, levando a estatueta por seu comovente desempenho no drama indie “O Quarto de Jack”

Melhor Atriz (Comédia/Musical): Jennifer Lawrence por “Joy”

Melhor Ator Coadjuvante: Sylvester Stallone por “Creed: Nascido para Lutar”

Melhor Atriz Coadjuvante: Kate Winslet por “Steve Jobs”

Melhor Roteiro: Aaron Sorkin por “Steve Jobs”

Melhor Animação: “Divertida Mente”

E, como era de se esperar, o prêmio para "Divertida Mente" é mais um triunfo da Pixar

E, como era de se esperar, o prêmio de melhor animação para “Divertida Mente” celebra mais um triunfo da Pixar

Melhor Canção Original: Sam Smith e James Napier por “Writing’s on the Wall” (de “007 Contra Spectre”)

Melhor Trilha Sonora: Ennio Morricone por “Os Oito Odiados”

Melhor Filme Estrangeiro: “O Filho de Saul” (Hungria)

Televisão

0100

Melhor Série (Drama): “Mr. Robot”

Melhor Série (Comédia/Musical): “Mozart in the Jungle”

Melhor Minissérie ou Telefilme: “Wolf Hall”

Produzida pela BBC, a minissérie "Wolf Hall" sai em DVD para compra e venda na 2001 em fevereiro

Produzida pela BBC, a minissérie “Wolf Hall” sai em DVD para compra e venda na 2001 em fevereiro

Melhor Ator de Série (Drama): Jon Hamm por “Mad Men

Melhor Ator de Série (Comédia): Gael García Bernal por “Mozart in the Jungle”

Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme: Oscar Isaac por “Show Me a Hero”

Melhor Atriz de Série (Drama): Taraji P. Henson por “Empire

Fenômeno de audiência nos EUA, "Empire" já pode ser adquirida em DVD na 2001

Fenômeno de audiência nos EUA, “Empire” já pode ser adquirida em DVD na 2001

Melhor Atriz de Série (Comédia): Rachel Bloom por “Crazy Ex-Girlfriend”

Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme: Lady Gaga por “American Horror Story”

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Christian Slater por “Mr. Robot”

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Maura Tierney por “The Affair”

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: INÉDITOS NOS CINEMAS, AGORA NA 2001

Confira a seguir as dicas da equipe 2001 Vídeo:

Frank e o Robô
(Robot & Frank, EUA, 2012, Cor, 89′)
Sony – Drama – 12 anos
Direção: Jake Schreier
Elenco: Frank Langella, James Marsden, Liv Tyler, Peter Sarsgaard, Susan Sarandon, Jeremy Sisto

frank-e-o-robo-dvd

Ambientado “em um futuro próximo”, numa bucólica cidade nos arredores de Nova York, o filme é um singelo conto em torno de Frank (Frank Langella, indicado ao Oscar por “Frost/Nixon“). Aos 70 anos, já aposentado, o personagem vive solitário numa casa afastada da cidade ou vizinhos, e começa a demonstrar sinais de perda da memória. Ele fala com Hunter (James Marsden), o filho mais velho, como se este ainda estivesse na universidade e esquece que seu restaurante favorito fechou há anos. Preocupado, Hunter presenteia o pai com um robô “coordenador de saúde”, uma espécie de mordomo que irá ajudar nas tarefas domésticas e lhe fazer companhia.

Avesso a novas tecnologias, Frank desdenha do presente e custa a aceitar a ajuda do robô (dublado por Peter Sarsgaard), mas com o tempo começa a aceitá-lo, já que a máquina revela-se mais versátil do que ele pensava. Não só versátil, mas confidente e até colaborativa, a partir do momento em que a trama revela que o pacato protagonista cumpriu, no passado, pena na prisão por assalto e evasão fiscal. O robô começa a aprender os truques e a ajudar o ladrão, que planeja a volta à ativa com um novo golpe.

Premiado nos EUA, e inédito no Brasil, o filme conta ainda com a presença sempre marcante de Susan Sarandon, no papel de uma amiga (e interesse amoroso) de Frank

Premiado nos EUA, e inédito no Brasil, o filme conta ainda com a presença sempre marcante de Susan Sarandon, no papel de uma amiga (e interesse amoroso) de Frank

Vencedor do prêmio Alfred P. Sloan no Festival de Sundance em 2012, “Frank e o Robô” toma caminhos inesperados com a subtrama de assalto, mas prende mesmo a atenção é com a espirituosa (e por vezes inusitada) interação entre o grande ator Frank Langella e seu comparsa cibernético.

 
Temple Grandin*
(Idem, EUA, 2010, Cor, 107′)
Warner – Drama – 10 anos
Direção: Mick Jackson
Elenco: Claire Danes, Julia Ormond, David Strathairn, Catherine O’Hara

02Alçada à fama com “Romeu + Julieta” (1996), no qual atuou ao lado de Leonardo DiCaprio, Claire Danes reinventou-se como atriz ao protagonizar, em 2010, o telefilme “Temple Grandin”. Consolidada na TV americana, logo depois ela brilharia também na aclamada série “Homeland“.

Parcialmente narrado em flashbacks, o premiado telefilme da HBO é baseado na história real da personagem-título, uma autista que revolucionou o tratamento do gado para abate na América, além de lutar contra o estigma de uma doença pouco compreendida na época.

Temple lutou a vida inteira para superar os desafios impostos pelo autismo e conseguiu tirar proveito de sua excepcional habilidade de pensar e ver o mundo em imagens. Sua trajetória começa nos anos 1960, com a entrada numa escola especial, onde conhece um professor (David Strathairn, de “Boa Noite e Boa Sorte”) que acredita em seu potencial. Sem jamais desistir, ela consegue ingressar na universidade e trabalhar na indústria do gado.

Claire Danes, com o Emmy recebido pelo telefilme, posa ao lado da verdadeira Temple Grandin. Antes de ser consagrada pelo papel  de Carrie na série "Homeland", a atriz reinventou a sua carreira ao estrelar o premiado telefilme da HBO, agora disponível para locação na 2001

Claire Danes (com o prêmio Emmy) posa ao lado da verdadeira Temple Grandin [confira no video abaixo um depoimento dela sobre o autismo]. Antes de se consagrar com o papel de Carrie na série “Homeland”, a atriz reinventou a sua carreira ao estrelar o premiado telefilme da HBO, agora disponível para locação na 2001

Vencedora dos principais prêmios da TV, como o Emmy e o Globo de Ouro de melhor atriz, Claire vive um grande arco dramático de Temple, da adolescência até o período pós-faculdade, sem cair na caricatura de uma autista. É uma atuação emocionante, e o principal motivo para o sucesso da cinebiografia, que acerta ainda ao materializar em imagens o fascinante processo mental de Temple.

* Emmy de melhor telefilme, direção, atriz (Claire Danes), atriz coadjuvante (Julia Ormond), ator coadjuvante (David Strathairn), trilha sonora e montagem

Música da Alma
(The Sapphires, AUS, 2012, Cor, 103′)
Paris – Drama – Verifique a classificação indicativa
Direção: Wayne Blair
Elenco: Chris O’Dowd, Deborah Mailman, Jessica Mauboy, Kylie Belling, Lynette Narkle

03Diferentemente do que o pôster possa sugerir, “Música da Alma” não é uma variação australiana de “Dreamgirls“, e sim um recorte da trajetória de um grupo de soul formado por quatro mulheres aborígenes, que lutam contra a discriminação racial nos anos 1960.

Tony Briggs transformou a história de sua mãe – integrante do quarteto The Sapphires (As Safiras) original – num espetáculo musical em 2004 e transpôs a peça para o cinema em 2012. O filme retrata o abismo social enfrentado pelos povos indígenas na Austrália e apresenta, nesse cenário, um trio de irmãs aborígenes, com incrível talento para o canto, que acaba descoberto por Dave Lovelace (Chris O’Dowd, de “Missão Madrinha de Casamento”).

Músico irlandês fracassado que trabalha como DJ, Dave torna-se empresário das jovens e as estimula a trocar o estilo country/música de raiz pelo soul. Com a adição de uma quarta integrante, surge o grupo The Sapphires, assim batizado em menção ao sucesso das Supremes nos EUA.

 
Intérpretes de clássicos da Motown, as cantoras irão enfrentar o desafio de entreter as tropas americanas durante a Guerra do Vietnã, em 1968. Expostas aos horrores do conflito, “as Safiras” começam a refletir sobre a sua identidade, ao servir de atração a outro tipo de colonizador.

O Sistema
(The East, EUA/ING, 2013, Cor, 116′)
Fox – Drama – 14 anos
Direção: Zal Batmanglij
Elenco: Brit Marling, Alexander Skarsgård, Ellen Page, Toby Kebbell, Patricia Clarkson, Julia Ormond

04Revelada na ficção-científica indie “A Outra Terra“, a atriz Brit Marling coescreveu – ao lado do diretor Zal Batmanglij – o explosivo drama “O Sistema”, exibido no Festival de Sundance em 2012. Produzidos pelos irmãos Ridley (de “O Conselheiro do Crime”, que acaba de estrear no Brasil) e Tony Scott (falecido em 2012), o longa acompanha a jornada de Sarah (Brit), funcionária de uma empresa de segurança privada. Ambiciosa, ela é escolhida para atuar como agente infiltrada num grupo de ativistas radicais denominado “O Leste” (The East, título original do filme).

“Somos o Leste e este é apenas o começo”, informa em voz off na abertura Izzy (Ellen Page, de “Juno”), uma das militantes do grupo “eco-terrorista” que planeja, nos próximos seis meses, contra-atacar três grandes empresas supostamente responsáveis por comercializar produtos nocivos à saúde ou à natureza. Sarah consegue entrar nessa espécie de coletivo anarquista, formado por jovens bem nascidos que optaram por viver idealisticamente, escondidos numa fazenda.

Inédito no Brasil, "O Sistema" traz no elenco Brit Marling ("A Negociação"), Alexander Skarsgård ("Melancolia"), Ellen Page ("A Origem) e Toby Kebbell ("Rocknrolla"). Dotado de relevância assustadora hoje, o roteiro do filme serve de alerta para os perigos do ativismo que desemboca na violência

Inédito no Brasil, e assustadoramente relevante hoje, “O Sistema” traz no elenco Brit Marling (“A Negociação”), Alexander Skarsgård (“Melancolia”), Ellen Page (“A Origem”) e Toby Kebbell (“Rocknrolla”)

Não demora para a agente disfarçada ganhar a confiança de seu alvo, e ao mesmo tempo simpatizar cada vez mais com seus ideais, além de se deixar envolver por seu líder – o misterioso e sedutor Benji. Interpretado por Alexander Skarsgaard (um dos vampiros de “True Blood“), o personagem, de aura messiânica, confere conotação de culto à organização “ativista”, que comete atos extremos como envenenar os funcionários de uma empresa farmacêutica com o mesmo remédio por ela fabricado e que custou a vida de pacientes inocentes.

Com seu grupo de anarquistas/terroristas dotados de consciência social, o filme entra em um terreno perigoso, ainda mais nos dias atuais com a eclosão de violentas manifestações populares ao redor do mundo. As motivações dos personagens de “O Sistema” partem de causas legítimas, mas seus atos incorrem na velha justiça com as próprias mãos.

 
Spring Breakers – Garotas Perigosas
(Spring Breakers, EUA, 2012, Cor, 94′)
Universal – Drama – 18 anos
Direção: Harmony Korine
Elenco: Vanessa Hudgens, Selena Gomez, Ashley Benson, Ashley Benson, Rachel Korine

05Corroteirista de “Kids” e diretor de “Gummo – Vidas sem Rumo”, Harmony Korine volta a causar polêmica com “Spring Breakers”, filme que atingiu inesperado sucesso de bilheteria nos EUA, apresentando um retrato nada lisonjeiro da juventude atual.

O longa acompanha a busca incessante por novas sensações e, acima de tudo, prazer, que preenche o vazio de quatro amigas que vão passar, no calor da Flórida, as tais férias de primavera do título. Sob o olhar crítico e ao mesmo tempo fetichista de Korine, as personagens interpretadas por Selena Gomez (“Ramona e Beezus”), Ashley Benson (“The OC”), Vanessa Hudgens (de “High School Musical”!) e Rachel Korine (esposa do diretor) entram numa espiral de sexo e drogas que culmina com a sua prisão.

A liberdade, mediante o pagamento de fiança, vem na figura de um extravagante traficante chamado Al (ou “Alien”), interpretado por James Franco, que compõe uma caricatura dos “gangsta rappers”. Fã de “Scarface”, o bandido simboliza a ostentação material do “sonho americano” levado às últimas consequências, com seus carros de luxo, roupas de marca e vocabulário limitado.

 
Imagens de farras sexuais adolescentes à la, por exemplo, “Jersey Shore” (da MTV) ou “Wild On” (do canal “E”) pontuam a narrativa como um contraponto irônico à realidade fantasiosa das protagonistas. “Você tem que fingir que é um jogo de videogame”, afirma, despreocupadamente, uma das jovens em determinado momento. À semelhança de um longo videoclipe lisérgico – pense em, por exemplo, “Smack My Bitch” da banda Prodigy -, o filme, goste ou não, recria o estado de letargia mental de jovens que confundem diversão com transgressão, ou até mesmo violência. A pergunta é: a troco de quê?

Butter – Deslizando na Trapaça
(Butter, EUA, 2011, Cor, 90′)
Europa – Comédia – Verifique a classificação indicativa
Direção: Jim Field Smith
Elenco: Jennifer Garner, Yara Shahidi, Ty Burrell, Hugh Jackman, Olivia Wilde, Alicia Silverstone

06Sem chamar a atenção no cinema desde o o escândalo que causou em “O Último Tango em Paris“, a manteiga ganha destaque na comédia de humor negro apropriadamente chamada “Butter”. Caricatura da classe média estadunidense, a produção explora as idiossincrasias de uma competição de “escultura de manteiga” que, por mais incrível que possa parecer para nós do sul do Equador, é uma prática comum no norte dos EUA.

Considerado o “Michelangelo da margarina”, por vencer o campeonato anual 15 vezes, Bob Pickler (Ty Burrell, de “Modern Family”) sai da disputa para dar lugar a sua ambiciosa esposa Laura (Jennifer Garner, “De Repente 30”).

Alpinista social, conservadora e neurótica, a madame fará de tudo para vencer, mas encontra uma adversária mais talentosa: uma menina afro-americana de apenas 11 anos. Em busca de reconhecimento social em seu mundinho de aparências, a personagem de Jennifer entra num crescendo de insanidade com a simples possibilidade de perder, lembrando outra obsessiva do cinema, a protagonista de “Eleição” (1999). A trama de enganos e intrigas se complica com a entrada de uma stripper (a bela Olivia Wilde, de “House“) e de um vendedor de carros, vivido pelo Wolverine (e galã) Hugh Jackman.

“AMOR PROFUNDO”: A DOR DE AMAR DEMAIS, COM RACHEL WEISZ EM GRANDE ATUAÇÃO

Indicado ao Globo de Ouro de melhor atriz dramática (Rachel Weisz) em 2012, "Amor Profundo" marca o retorno do cineasta Terence Davies à direção. Um dos principais nomes a emergir  no cinema britânico nos anos 1970, ao lado de Derek Jarman e Peter Greenaway, Davies está de volta aos filmes de época com um rebuscado melodrama sobre a infidelidade e a solidão na Inglaterra do pós-guerra

Indicado ao Globo de Ouro de melhor atriz dramática (Rachel Weisz) em 2012, “Amor Profundo” marca o retorno do cineasta Terence Davies à direção. Um dos principais nomes surgidos no cinema britânico dos anos 1970, ao lado de Derek Jarman e Peter Greenaway, Davies está de volta aos filmes de época com um rebuscado melodrama sobre a infidelidade e a solidão na Inglaterra do pós-guerra

Amor Profundo
(The Deep Blue Sea, ING/EUA, 2011, Cor, 98′)
Imagem – Drama – 14 anos
Direção: Terence Davies
Elenco: Rachel Weisz, Tom Hiddleston, Simon Russell Beale, Ann Mitchell

Sinopse: Esposa de um juiz muito importante e influente, Hester envolve-se com um piloto aéreo perturbado. Os dois são descobertos e, após uma tentativa de suicídio, ela começa a questionar suas escolhas.

 
Onze anos depois de A Essência da Paixão, adaptação do romance de Edith Wharton, o britânico Terence Davies retorna à direção com Amor Profundo. Em seu novo (e rebuscado) melodrama de época, o cineasta adapta a peça The Deep Blue Sea, escrita pelo dramaturgo Terence Rattigan e ambientada em 1950, com a Inglaterra ainda se recuperando da Segunda Guerra.

Antes de "Amor Profundo", a peça teatral de Terence Davies foi levada às telas em 1955, com Vivien Leigh no papel da trágica Hester, brilhatemente interpretada por Rachel Weisz no filme de terence Davies

Antes de “Amor Profundo”, a peça teatral de Terence Rattigan foi levada às telas em 1955, com Vivien Leigh no papel da trágica Hester, brilhantemente interpretada por Rachel Weisz na nova versão. O filme de Terence Davies é um drama sofisticado para cinéfilos e plateias exigentes

Esse é o cenário do triângulo amoroso que move a trama. Casada com um renomado juiz, Hester (Rachel Weisz, impecável) tem uma vida confortável, mas sem amor ou sexo. Em meio às sombras da bela fotografia em tons sépia do filme, a personagem vive em profunda tristeza, interrompida apenas pelos encontros fugazes com Freddie (o ascendente Tom Hiddleston, de Os Vingadores).

Logo no início, Hester lê, com a voz embargada, uma carta na qual admite preferir morrer a viver sem o amor de seu amado. O que aconteceu para a protagonista chegar a essa trágica decisão? Uma série de flashbacks revela suas idas e vindas ao lado do amado, um homem imaturo provavelmente traumatizado pelas suas experiências como piloto na II Guerra.

Algumas cenas do filme evocam o clássico "Desencanto" (de David Lean), referência assumida pelo diretor Terence Davies, um "cinéfilo de carteirinha", como provam as referências em seus filmes de época "Vozes Distantes" e "O Fim der um Longo Dia"

Algumas cenas do filme evocam o clássico “Desencanto” (de David Lean), referência assumida pelo diretor Terence Davies

Também nos sublimes (e autobiográficos) Vozes Distantes (1988) e O Fim de um Longo Dia (1992), do mesmo diretor, passado e presente se confundem, ecoam um no outro, na Inglaterra marcada pelo sistema de classes e pelo peso das convenções sociais. Não demora muito para a paixão ser descoberta. E a resignação de Sir. William, o marido de Hester, lembra a de outro marido compreensivo – o personagem de Stephen Rea em Fim de Caso, outra bela história de amor e repressão sexual.

Em um dos melhores momentos de sua carreira, Rachel Weisz conquistou vários prêmios da crítica e foi considerada a melhor atriz de 2012 pela New York Magazine

Em um dos melhores momentos de sua carreira, Rachel Weisz conquistou vários prêmios da crítica e foi considerada a melhor atriz de 2012 pela New York Magazine

As emoções são contidas, e as interpretações, cheias de minúcias. Aclamada pela crítica novaiorquina, Rachel Weisz concorreu ao Globo de Ouro de melhor atriz dramática em 2012 e conquistou vários prêmios por seu dilacerante trabalho. Sua trágica Hester tenta viver de acordo com seu coração – e não às expectativas da sociedade. Em dado momento, Sir William pergunta por que é tão difícil para ela continuar sendo sua esposa. Hester não sabe o que é viver fora da rotina controlada do marido. Ela só quer um pouco de amor, que transborda ao lado do amante – e depois se transforma em gotas.

Para a trágica heroína de Terence Davies, é melhor um pouco de amor do que nenhum.

“A VIAGEM”: O NOVO (E AMBICIOSO) FILME DOS IRMÃOS WACHOVSKI (“MATRIX”) E TOM TYKWER (“CORRA LOLA, CORRA”)

Adaptado de "Cloud Atlas", romance de David Mitchell até então considerado infilmável, "A Viagem" é um ambicioso projeto escrito e dirigido por Andy e Lana (ex-Larry) Wachowski - a dupla responsável por "Matrix" - e  pelo alemão Tom Tykwer ("Corra Lola, Corra")

Adaptado de “Cloud Atlas”, romance de David Mitchell até então considerado infilmável, “A Viagem” é um ambicioso projeto escrito e dirigido por Andy e Lana (ex-Larry) Wachowski – a dupla responsável por “Matrix” – e pelo alemão Tom Tykwer (“Corra Lola, Corra”), com astros como Tom Hanks, Halle Berry e Susan Sarandon em seis histórias diferentes. A bela trilha sonora do filme concorreu ao Globo de Ouro 2013

A Viagem

(Cloud Atlas, ALE/EUA/HNK/SIN, 2012, Cor, 172′)
Imagem – Ficção-Científica – 14 anos
Direção: Tom Tykwer, Andy Wachowski, Lana Wachowski
Elenco: Tom Hanks, Halle Berry, Hugo Weaving, Jim Sturgess, Doona Bae, Ben Whishaw , James D’Arcy, Susan Sarandon, Hugh Grant

Sinopse: Passado, presente e futuro. Tudo está conectado. Em épocas diferentes, um ato de coragem pode atravessar séculos e inspirar novas gerações.

 
Um dos projetos mais ambiciosos a surgir no cinema nos últimos anos, A Viagem é como 6 filmes em 1, narrando meia dúzia de histórias ambientadas em épocas diferentes: em 1849, 2144 e 2321, sob a direção de Andy e Lana (ex-Larry) Wachowski (da trilogia Matrix), e os segmentos de 1936, 1973 e 2012 ficaram a cargo de Tom Tykwer (Corra Lola, Corra).

16

Sul do Pacífico, 1849. A caminho da California, Adam Ewing (Jim Sturgess, de Across the Universe) ajuda um escravo foragido que se esconde no navio. Sem desconfiar, é gradativamente envenenado pelo Dr. Henry (Tom Hanks).

David Gyasi e Jim Sturges em cena no primeiro segmento

David Gyasi e Jim Sturges em cena do primeiro segmento

Edimburgo, 1936. Robert Frobischer (Ben Whishaw, de 007 – Operação Skyfall) escreve para seu amante, Rufus Sixsmith (James D’Arcy, o príncipe Edward de W.E.) e informa seu novo trabalho como assistente do celebrado compositor Vyvyan Ayrs (Jim Broadbent, de A Dama de Ferro). O aprendiz cria sua obra-prima, o Sexteto Cloud Atlas (título original de A Viagem), da qual Ayrs se apropria.

O inglês Ben Whishaw interpreta um jovem homossexual lutando pela chance de criar a sua grande sinfonia, uma metáfora para a própria estrutura do filme

O inglês Ben Whishaw interpreta um jovem homossexual lutando pela chance de criar a sua grande sinfonia, uma metáfora para a própria estrutura do filme

São Francisco, 1973. Um assassino de aluguel, interpretado por Hugo Weaving (o agente Smith da trilogia Matrix) mata o cientista Sixsmith. A jornalista Luisa Rey (Halle Berry, Chamada de Emergência) investiga o assassinato, parte de uma grande conspiração.

Halle Berry e Keith David revivem o clima de paranoia dos thrillers dos anos 70 como "A Trama" "Três Dias do Condor"

Halle Berry e Keith David revivem o clima de paranoia dos thrillers dos anos 70 como “A Trama” “Três Dias do Condor”

Inglaterra, 2012. Editor de um autor na cadeia, Timothy Cavendish (novamente Broadbent) é perseguido por cúmplices do criminoso. Desesperado, pede ajuda a seu irmão (Hugh Grant, Um Grande Garoto), que o interna em um asilo.

O típico humor inglês dá as caras na história de um grupo de amigos que planeja fugir de um asilo linha dura

O típico humor inglês dá as caras na história de um grupo de amigos que planeja fugir de um asilo linha dura

Nova Seul, 2144. Sonmi-451 (Doona Bae, substituindo Natalie Portman) é um clone que trabalha como garçonete e foge, juntando-se à resistência.

Novamente em cena, o inglês Jim Sturgess vive um revolucionário de traços orientais numa Seul futurista

Novamente em cena, o inglês Jim Sturgess (“Across the Universe”, “Um Dia”) vive um revolucionário de traços orientais numa Seul futurista

“Grande Ilha, 106 invernos após a Queda”. Após a destruição da civilização, a humanidade regrediu a um estágio primitivo. Zachry (Hanks) recebe a missão de guiar Meronym (Halle), membro de uma sociedade tecnologicamente avançada, até o topo de uma montanha, para procurar pistas da passagem da deusa Sonmi. No caminho, terão de enfrentar terríveis canibais.

Halle e Hanks contracenam na história mais tensa e violenta de "A Viagem"

Halle e Hanks contracenam na história mais tensa e violenta de “A Viagem”

As seis histórias que acabam de ser descritas trazem vários pontos em comum, a começar por uma marca de nascença em cada um dos protagonistas, a presença dos atores principais (devidamente caracterizados) em cada uma delas e a sincronicidade de ações criada pela elaborada montagem do filme.

Os enredos se relacionam, com elementos de uma época ressurgindo ou ecoando na vida de personagens de períodos diferentes. Em 1936, o jovem compositor Frobisher lê o diário de Ewing – que está desfalecendo no navio da trama do século 19 – e, quase quarenta anos depois, seu amante Sixsmith encontra a jornalista Luisa… e por aí vai o encadeamento de ações e personagens no tempo.

A Viagem3

Além da sincronicidade tão na moda, o que é flagrante em cada segmento de A Viagem é, em menor ou maior grau, uma espécie de rebelião contra a ordem vigente: um jovem desafia os escravagistas ao ajudar um escravo, um aspirante a compositor supera seu mestre, uma jornalista desafia uma grande corporação, um grupo de velhinhos planeja fugir de seu opressivo asilo, um clone questiona todo um sistema ditatorial no futuro e, em um mundo pós-apocalíptico, um homem descobre a verdade sobre a deusa idolatrada por sua tribo.

A transmutação de atitudes, comportamentos e personas ao longo dos séculos é reforçada por um impressionante trabalho de maquiagem que transforma, por exemplo, Halle Berry em uma dama inglesa loira, Hugo Weaving na enfermeira-chefe de um asilo, Hugh Grant num guerreiro canibal ou o britânico Jim Sturgess com olhos puxados, no papel de um combatente na Nova Seul do futuro. Ou seja, a luta por um ideal, por um bem maior que o individual, transcende classe social, gênero ou raça.

Em sentido horário: Halle Berry , Hugh Grant  e Tom Hanks

Em sentido horário: Os cinco papéis de Halle Berry, Hugh Grant como um executivo no segmento dos anos 70 e canibal no futuro pós-apocalíptico, e três personas de Tom Hanks

Para cada uma de suas histórias, o filme apresenta um simulacro particular: criadores do marco Matrix, os irmãos Wachowski demonstram mais uma vez seu talento na ficção-científica, criando um universo típico do gênero na trama de 2144, e recriam a violência de  Conan, o Bárbaro e congêneres no mundo primitivo após a queda da civilização. Em contraponto aos efeitos especiais das passagens futuristas, a dupla dirigiu também a primeira jornada, a do jovem no navio do século XIX.

A Seul dos irmãos Washovski em 2144

A Seul dos irmãos Washovski em 2144

Já Tykwer, famoso por seu Corra Lola, Lola, confere ares de filme de época inglês à trajetória tortuosa do jovem Frobisher em 1936, recria os antigos suspenses norte-americanos dos anos 1970 na investigação da repórter Luisa e quebra o tom geral com a divertida sátira dos fugitivos do asilo.

Trio de diretores: o alemão Tom Tykwer e os irmãos Wachowski - Lana (ex-Larry, que mudou de sexo) e Andy, que vive recluso e detesta dar entrevistas

Trio de diretores: o alemão Tom Tykwer e os irmãos Wachowski – Lana (ex-Larry, que mudou de sexo) e Andy, que vive recluso e detesta dar entrevistas. O projeto de “A Viagem” surgiu a partir de uma sugestão de Natalie Portman (“Cisne Negro”), que em 2005 presenteou Lana com o romance que deu origem ao filme, “Cloud Atlas”. Natalie iria interpretar Sonmi-451, mas desistiu perto do início das filmagens, em razão da gravidez

É como se fossem seis filmes, com três cineastas de peso, dois diretores de fotografia e cada ator interpretando de quatro a seis papéis. Uma experiência diferente e repleta de significado, principalmente para quem acredita em vidas passadas ou em relações de causa e efeito que desafiam as fronteiras do tempo. Tudo isso ao preço de uma locação.