HBO

SAIU A LISTA DOS INDICADOS AO PRÊMIO EMMY

Foram divulgados os indicados ao Emmy Awards, premiação mais importante da televisão americana, que chega à sua 69ª edição neste ano. A cerimônia acontecerá no dia 17 de setembro em Los Angeles, com apresentação de Stephen Colbert.

Ficção-científica ambientada no universo do western, “Westworld” é a produção com maior número de indicações, 22, incluindo melhor atriz (Evan Rachel Wood) e atriz coadjuvante (Thandie Newton) em série dramática. Outro destaque da HBO, a minissérie “The Night of” — já disponível em DVD na 2001 — concorre em 13 categorias, com quatro atores lembrados nas categorias de atuação – Riz Ahmed, John Turturro, Bill Camp e Michael Kenneth Williams.

Criada pelos roteiristas Richard Price (“A Cor do Dinheiro”, “The Wire”) e Steven Zaillian (vencedor do Oscar por “A Lista de Schindler”), a minissérie “THE NIGHT OF” esmiuça, com precisão cirúrgica e atenção aos detalhes, a descida ao inferno de um jovem através do sistema judicial norte-americano. No caso, Naz (Riz Ahmed), filho de uma família paquistanesa que é acusado de matar uma jovem em Nova York.

Curiosamente, “Game of Thrones” não concorre neste ano, pois a nova temporada estreia após o período elegível para concorrer ao prêmio, de junho de 2016 a maio de 2017.

Confira abaixo as principais produções indicadas. A lista completa, com as categorias técnicas, encontra-se no site oficial do Emmy.

Anthony Hopkins, Evan Rachel Wood e Rodrigo Santoro em “Westworld”, recordista – ao lado do programa “Saturday Night Live” – de indicações ao Emmy neste ano

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA
House of Cards
Better Call Saul
“The Crown”
“The Handmaid’s Tale”
“This Is Us”
“Westworld”
“Stranger Things”

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
Veep
“Atlanta”
“Black-ish”
“Master of None”
“Modern Family”
“Silicon Valley”
“Unbreakable Kimmy Schmidt”

MELHOR TELEFILME
“The Wizard of Lies”
“The Immortal Life of Henrietta Lacks”
“The Lying Detective”
“Black Mirror”
“Dolly Parton’s Christmas of Many Colors: Circle of Love”

MELHOR MINISSÉRIE
“Big Little Lies”
“Feud”
“Genius”
The Night Of
“Fargo”
“Genius”

Susan Sarandon e Jessica Lange vivem Bette Davis e Joan Crawford durante as filmagens de “O Que Aconteceu com Baby Jane?” (1962) em “Feud”

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Sterling K. Brown (“This Is Us”)
Anthony Hopkins (“Westworld”)
Bob Odenkirk (“Better Call Saul“)
Matthew Rhys (“The Americans”)
Liev Schreiber (“Ray Donovan“)
Milo Ventimiglia (“This Is Us”)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Anthony Anderson (“Black-ish”)
Aziz Ansari (“Master of None”)
Zach Galifianakis (“Baskets”)
Donald Glover (“Atlanta”)
William H. Macy (“Shameless”)
Jeffrey Tambor (“Transparent”)

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Riz Ahmed (“The Night Of”)
Benedict Cumberbatch (“Sherlock: The Lying Detective”)
Robert De Niro (“The Wizard of Lies”)
Ewan McGregor (“Fargo”)
Geoffrey Rush (“Genius”)
John Turturro (“The Night Of”)

Nos papéis de advogado de defesa e acusado, John Turturro e Riz Ahmed em “The Night of

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Claire Foy (“The Crown”)
Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”)
Robin Wright (“House of Cards“)
Evan Rachel Wood (“Westworld”)
Viola Davis (“How to Get Away with Murder”)
Keri Russell (“The Americans”)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Ellie Kemper (“Unbreakable Kimmy Schmidt”)
Allison Janney (“Mom“)
Julia Louis-Dreyfus (“Veep“)
Tracee Ellis Ross (“Black-ish”)
Lily Tomlin (“Grace and Frankie”)
Jane Fonda (“Grace and Frankie”)

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Nicole Kidman (“Big Little Lies”)
Jessica Lange (“Feud”)
Susan Sarandon (“Feud”)
Reese Witherspoon (“Big Little Lies”)
Carrie Coon (“Fargo”)
Felicity Huffman (“American Crime”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Jonathan Banks (“Better Call Saul“)
Ron Cephas Jones (“This Is Us”)
David Harbour (“Stranger Things”)
Michael Kelly (“House of Cards“)
John Lithgow (“The Crown”)
Mandy Patinkin (“Homeland“)
Jeffrey Wright (“Westworld”)

Interpretado por Jonathan Banks, o ameaçador Mike de “Breaking Bad” está de volta em “Better Call Saul”

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Louie Anderson (“Baskets”)
Alec Baldwin (“Saturday Night Live”)
Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”)
Ty Burrell (“Modern Family”)
Tony Hale (“Veep“)
Matt Walsh (“Veep“)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Bill Camp (“The Night Of“)
Alfred Molina (“Feud: Bette and Joan”)
Alexander Skarsgard (“Big Little Lies”)
David Thewlis (“Fargo”)
Stanley Tucci (“Feud: Bette and Joan”)
Michael K. Williams (“The Night Of“)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Uzo Aduba (“Orange Is the New Black“)
Millie Bobby Brown (“Stranger Things”)
Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”)
Chrissy Metz (“This Is Us”)
Thandie Newton (“Westworld”)
Samira Wiley (“The Handmaid’s Tale”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Vanessa Bayer (“Saturday Night Live”)
Anna Chlumsky (“Veep“)
Kathryn Hahn (“Transparent”)
Leslie Jones (“Saturday Night Live”)
Judith Light (“Transparent”)
Kate McKinnon (“Saturday Night Live”)

Laura Dern, Reese Witherspoon e Shailene Woodley em “Big Little Lies”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Judy Davis (“Feud: Bette and Joan”)
Laura Dern (“Big Little Lies”)
Jackie Hoffman (“Feud: Bette and Joan”)
Regina King (“American Crime”)
Michelle Pfeiffer (“The Wizard of Lies”)
Shailene Woodley (“Big Little Lies”)

MELHOR ATOR CONVIDADO EM SÉRIE DRAMÁTICA
BD Wong (“Mr. Robot”)
Denis O’Hare (“This Is Us”)
Hank Azaria (“Ray Donovan“)
Gerald McRaney (“This Is Us”)
Ben Mendelsohn (“Bloodline”)
Brian Tyree Henry (“This Is Us”)

MELHOR ATRIZ CONVIDADA EM SÉRIE DRAMÁTICA
Ann Dowd (“The Leftovers”)
Cicely Tyson (“How to Get Away with Murder”)
Laverne Cox (“Orange Is the New Black“)
Alison Wright (“The Americans”)
Alexis Bledel (“The Handmaid’s Tale”)
Shannon Purser (“Stranger Things”)

MELHOR ATOR CONVIDADO EM SÉRIE DE COMÉDIA
Riz Ahmed (“Girls“)
Tom Hanks (“Saturday Night Live”)
Dave Chappelle (“Saturday Night Live”)
Lin-Manuel Miranda (“Saturday Night Live”)
Hugh Laurie (“Veep“)
Matthew Rhys (“Girls“)

MELHOR ATRIZ CONVIDADA EM SÉRIE DE COMÉDIA
Becky Ann Baker (“Girls“)
Melissa McCarthy (“Saturday Night Live”)
Angela Bassett (“Master of None”)
Kristen Wiig (“Saturday Night Live”)
Carrie Fisher (“Catastrophe”)
Wanda Sykes (“Black-ish”)

Descubra porque Game of Thrones entrou para a história da TV na 3ª temporada

Aclamada em todo o mundo, a superprodução da HBO® desconcertou o público nos episódios finais da terceira temporada, agora em pré-venda na 2001.

Adaptada da série literária “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R.R. Martin, “Game of Thrones” é ambientada nos Sete Reinos de Westeros, uma terra reminiscente da Europa Medieval, onde diferentes facções disputam o poder. A terceira temporada mostra o domínio dos Lannisters sobre o Porto Real depois de repelirem as forças de Stannis Baratheon (Stephen Dillane). Entretanto, Robb Stark (Richard Madden), o rei do Norte, ainda controla boa parte do Sul e segue sem nenhuma derrota.

Escrita por D.B. Weiss e David Benioff (roteirista de “Tróia“), a temporada concorreu em 16 categorias do prêmio Emmy (o Oscar da TV americana) no ano passado, ganhando grande repercussão com “As Chuvas De Castamere”, o nono (e sangrento) episódio que provocou reações extremadas e sustos nos fás da série. Por isso, enquanto a quarta temporada não estreia, não deixe de saber o que acontece no famoso “Casamento Vermelho”.

Conheça os bastidores da série nos vários extras e descubra porque “O Casamento Vermelho” surpreendeu a todos, entrando para a historia da TV

Conheça os bastidores da série nos vários extras e descubra porque “O Casamento Vermelho” surpreendeu a todos, entrando para a historia da TV

Ficha Técnica:
Game of Thrones – 3ª Temporada (DVD e BLU-RAY)
(Game of Thrones Season 3, EUA/ING, 2013, Cor, 561′)
Warner – Séries de TV – 18 anos
Elenco: Peter Dinklage, Nikolaj Coster-Waldau, Lena Headey, Richard Madden,
Emilia Clarke, Stephen Dillane, Diana Rigg

Lista de episódios:
– Valar Dohaeris (Valar Dohaeris)
– Asas Escuras, Palavras Escuras (Dark Wings, Dark Words)
– Caminhada Da Punição (Walk Of Punishment)
– E Agora Sua Vigia Terminou (And Now His Watch Is Ended)
– Beijado Pelo Fogo (Kissed By Fire)
– A Escalada (The Climb)
– O Urso E A Donzela (The Bear And The Maiden Fair)
– Os Segundos Filhos (Second Sons)
– As Chuvas De Castamere (The Rains Of Castamere)
– Mhysa (Mhysa)

Extras:
– Guia de Episódios
– “As Chuvas de Castamere Reveladas”
– Histórias e Conhecimento
– Raízes de Westeros
– Novos personagens
– Uma Tempestade Se Aproxima
– Por dentro dos selvagens
– Cenas Deletadas / Estendidas
– Doze audio-comentários de episódios com o elenco e equipe.
– A Política do Casamento: equipe e cast examinam a importância dos casamentos na história de R. R. Martin

Veja o trailer:

*Entrega prevista para 13/3.

“HEMINGWAY & MARTHA”: “IT’S NOT TV. IT’S HBO” (NÃO É TV. É HBO)

Indicado ao Emmy e ao Globo de Ouro de melhor ator (Clive Owen) e atriz (Nicole Kidman), o telefilme produzido pela HBO recria o tórrido romance entre o escritor Ernest Hemingway e a correspondente de guerra Martha Gellhorn. A direção é de Philip Kaufman ("A Insustentável Leveza do Ser", "Henry & June") e o falecido James Gandolfini foi um dos produtores executivos

Lançada em DVD com o título “Hemingway e Martha”, a superprodução da HBO concorreu ao Emmy e ao Globo de Ouro de melhor ator (Clive Owen) e atriz (Nicole Kidman) em telefilme ou minissérie de TV. Coproduzido pelo falecido James Gandolfini e dirigido por Philip Kaufman (“A Insustentável Leveza do Ser”, “Henry & June”), o telefilme recria o tórrido romance entre o escritor Ernest Hemingway e a correspondente de guerra Martha Gellhorn, a partir dos anos 1930

Hemingway e Martha
(Hemingway & Gellhorn, EUA, 2012, Cor, 155′)
Warner – Drama – 16 anos
Direção: Philip Kaufman
Elenco: Nicole Kidman, Clive Owen, David Strathairn, Rodrigo Santoro, Molly Parker, Parker Posey, Tony Shalhoub, Lars Ulrich, Robert Duvall, Joan Chen

Sinopse: Após uma pescaria bem sucedida, o escritor Ernest Hemingway conhece Martha Gellhorn em um bar. Interessado nela, logo a convida para um evento que ocorrerá em sua casa, onde serão discutidos meios de ajudar a defesa republicana espanhola em meio ao ataque fascista do general Franco. Gellhorn consegue um emprego como correspondente de guerra e parte para a Espanha, onde inicia um romance com o famoso escritor.

 
Um dos maiores escritores do século XX, Ernest Hemingway (1899–1961) teve uma vida tão grandiosa, com tantos relacionamentos amorosos e passagens pelos maiores conflitos de sua era, que sumarizar sua jornada numa cinebiografia é tarefa no mínimo inglória.

Produzido pelo canal pago HBO, Hemingway & Martha prefere se concentrar no tumultuado romance do escritor (vivido pelo inglês Clive Owen) com sua terceira esposa, a correspondente de guerra Martha Gellhorn (Nicole Kidman).

Clive Owen e Nicole; ao centro, o verdadeiro casal Hemingway-Gellhorn

Clive Owen e Nicole Kidman; ao centro, o verdadeiro casal Hemingway-Gellhorn

Por meio de flashbacks, a personagem relembra, em entrevista para uma equipe de TV, como conheceu Hemingway num bar de Key West (Flórida, EUA), em 1936. O encontro lhe abre as portas para o fechado círculo de amigos do autor de O Velho e o Mar.

Martha começa a escrever para a revista Collier’s e junta forças com Hemingway e seus amigos, reunidos em Madri para registrar a luta da resistência contra Franco no documentário This Spanish Earth. No grupo, destacam-se o diretor dinamarquês Joris Ivens (Lars Ulrich, baterista da banda Metallica), o escritor John dos Passos (David Strathairn), o líder revolucionário Paco Zarra (Rodrigo Santoro) e o renomado fotógrafo Robert Capa (Santiago Cabrera).

Nicole, Owen e Rodrigo Santoro no Festival de Cannes do ano passado, onde "Hemingway & Martha" foi exibido, fora de competição, mas ainda assim um feito raro para um telefilme. Só mesmo uma produção da HBO para participar do maior festival de cinema do mundo

Nicole, Clive e Rodrigo Santoro no Festival de Cannes do ano passado, onde “Hemingway & Martha” foi exibido, fora de competição. Feito raro para um telefilme. Só mesmo uma produção de TV da HBO para participar do maior festival de cinema do mundo

Os bombardeios, a agitação nas ruas, a dor deixada pelas perdas civis e, sobretudo, a influência de Hemingway, despertam em Martha a certeza de sua vocação para correspondente de guerra. Ela deseja escrever igual Capa tira suas fotos, apaixonada e destemidamente no meio da ação que testemunha. Hemingway é quem instiga a escritora e jornalista a ir fundo, a escrever sobre suas experiências. “É sentar na máquina de escrever e sangrar”, diz o mentor que logo se torna seu amante.

O roteiro deixa claro a admiração mútua da dupla, admiração que vira uma grande paixão, expressa em cenas quentes envolvendo Owen e Nicole – especialidade de Philip Kaufman, diretor de A Insustentável Leveza do Ser e Henry & June. Em seguida, o relacionamento evolui para o casamento, seguido de traições, ódio e rivalidade.

A experiência na Espanha leva Hemingway a escrever o romance Por Quem os Sinos Dobram e consolida Martha na cobertura de guerra. Espécie de John Reed de saias (o célebre autor de Os 10 Dias que Abalaram o Mundo, biografado em Reds), a inquieta heroína irá ainda cobrir a ascensão do comunismo na China e até o desembarque dos aliados na Normandia no “Dia D”.

O romance entre os protagonistas inspirou Hemingway a escrever "Por Quem os Sinos Dobram", romance que deu origem ao filme de 1943 com Gary Cooper (disponível na 2001 Vídeo)

O romance entre os protagonistas inspirou Hemingway a escrever “Por Quem os Sinos Dobram”, romance que deu origem ao filme de 1943 com Gary Cooper (disponível na 2001 Vídeo)

Como em Zelig, de Woody Allen, imagens de arquivo dos conflitos históricos são mescladas com cenas em preto e branco filmadas para o telefilme, muitas delas com os atores inseridos em montagens fotográficas.

A jornada de Hemingway e Martha segue em paralelo com alguns dos principais conflitos enfrentados pela humanidade no século passado, e não tarda para a vocação da correspondente de guerra falar mais alto, em detrimento do casamento. “O campo de guerra que nenhum de nós sobreviveu foi o da vida doméstica.”

ADAPTAÇÕES DA OBRA DE ERNEST HEMINGWAY EM DVD NA 2001:

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A Ilha do Adeus (1977)
Os Assassinos (1964)
O Velho e o Mar (1958)
Adeus às Armas (1957)
E Agora Brilha o Sol (1957)
As Neves de Kilimanjaro (1952)
Os Assassinos (1946)
Uma Aventura na Martinica (1944)
Por Quem os Sinos Dobram (1943)

Como personagem:
Meia-Noite em Paris (2011)

ADEUS TONY SOPRANO: O CINEMA, O TEATRO E A TV PERDEM JAMES GANDOLFINI

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IMORTALIZADO NA PELE DE TONY SOPRANO NA SÉRIE DE TV FAMÍLIA SOPRANO, JAMES GANDOLFINI FALECEU ONTEM EM ROMA, AOS 51 ANOS.

A causa da morte vai ser confirmada após a autópsia, mas acredita-se que o ator, então em férias na Itália, não resistiu a um ataque do coração.

Nascido em 18 de setembro de 1961, em Westwood (Nova Jersey, EUA), James Gandolfini se formou na Rutgers University e chegou a trabalhar como garçom e leão-de-chácara em Nova York. Estimulado por um amigo, começou a frequentar aulas de atuação.

James Gandolfini como um sádico vilão de "Amor à Queima Roupa", longa de Tony Scott escrito por Quentin Tarantino. O papel chamou a atenção dos produtores de "Família Soprano" e foi crucial para sua escolha

James Gandolfini como o vilão sádico de “Amor à Queima Roupa”, longa de Tony Scott escrito por Quentin Tarantino. O papel chamou a atenção dos produtores de “Família Soprano” e foi crucial para sua escolha

O ator conseguiu seu primeiro papel em 1987, no filme Shock! Shock! Shock!, seguido por papéis de capanga em Amor à Queima Roupa e O Nome do Jogo. Estreou na Broadway em 1992, numa remontagem de Um Bonde Chamado Desejo, ao lado de Jessica Lange e Alec Baldwin.

A presença intimidadora de Gandolfini chamou a atenção do roteirista e produtor David Chase, que decidiu escalar o ator para o papel de sua vida: Tony Soprano, um mafioso que sofre de ataques de ansiedade e começa a fazer terapia em Família Soprano. Produzida pela HBO, a série foi ao ar pela primeira vez em 1999, tornando-se um fenômeno de público e crítica, durando seis temporadas. Ao combinar vulnerabilidade e violência, Gandolfini virou um astro da TV, conquistando três prêmios Emmy e um Globo de Ouro pela série.

O ator em "Família Soprano", fenômeno cultural que ajudou a consolidar a reputação do canal HBO nos anos 1990

O ator em “Família Soprano”, fenômeno cultural que ajudou a consolidar a reputação do canal HBO nos anos 1990

Embora conhecido pelo desglamourizado patriarca mafioso na TV, Gandolfini continuou trabalhando a todo vapor no cinema, muitas vezes roubando a cena com personagens secundários como o político de In The Loop, um chefe de presídio em A Última Fortaleza, o prefeito de O Sequestro do Metrô 123, ou dublando a voz de Carol em Onde Vivem os Monstros.

Gandolfini dublou Carol, um dos seres de "Onde Vivem os Monstros", em que expressou essa dualidade entre doçura e força bruta, tão marcante em sua carreira

Em “Onde Vivem os Monstros”, Gandolfini dá voz a Carol, personagem que também expressa a dualidade entre doçura e força bruta tão marcante na carreira do ator

Versátil, retornou à Broadway na peça de Yasmina Reza Deus da Carnificina, atuando ao lado de Jeff Daniels, Hope Davis e Marcia Gay Harden. Na pele do personagem que coube a John C.Reilly na adaptação cinematográfica de Roman Polanski, Gandolfini recebeu uma indicação ao Tony (o Oscar do teatro americano) de melhor ator.

Embora associado a Tony Soprano, o ator sempre evitou ser estigmatizado no papel, arriscando-se em gêneros diferentes, como a comédia (Sobrevivendo ao Natal), o docudrama (Cinema Verite, da HBO) e até o musical (Romance e Cigarros). Uma de suas melhores atuações nos últimos anos pode ser conferida no drama Corações Perdidos, no qual interpreta um pai de família que joga tudo para o alto e acolhe uma prostituta (vivida por Kristen Stewart) em Nova Orleans.

No papel de , pai de família em crise existencial no drama "Corações, produzido por Ridley e Tony Scott

Como Douglas Lloyd, pai de família em crise existencial em “Corações Perdidos”, drama produzido por Ridley e Tony Scott

Após de interpretar o chefe da CIA em A Hora Mais Escura e um assassino de aluguel bonachão em O Homem da Máfia – seus dois últimos trabalhos lançados no Brasil -, voltou a trabalhar com o produtor David Chase no filme Not Fade Away (ainda inédito no Brasil), além de iniciar uma nova minissérie, Criminal Justice. Parceiro da HBO em vários projetos, foi também produtor executivo do aclamado telefilme A Vida e a Guerra de Hemingway, indicado ao Globo de Ouro 2013.

Em poucas cenas em "O Homem da Máfia", Gandolfini rouba a cena de ninguém menos doq ue Brad Pitt, compondo um humano e ao mesmo tempo ameaçador assassino de aluguel

Em poucas cenas de “O Homem da Máfia”, Gandolfini rouba a cena de ninguém menos do que Brad Pitt, humanizando um ameaçador assassino de aluguel

Diferentemente de sua persona imponente no cinema, o eterno Soprano se considerava “uma versão de 120 Kilos de Woody Allen”. Tímido, detestava dar entrevistas e o assédio da imprensa. Preferia que seu trabalho falasse por si. Com sua morte prematura, só nos resta ver ou rever esse carismático, e por vezes bruto, ladrão de cenas.

JAMES GANDOLFINI EM DVD NA 2001:

19A Hora Mais Escura (2012)
O Homem da Máfia (2012)
Cinema Verite (2011)
Corações Perdidos (2010)
Onde Vivem os Monstros (2009) voz
O Sequestro do Metrô 123 (2009)
A Grande Ilusão (2006)
Os Fugitivos (2006)
Romance e Cigarros (2005)
A Última Fortaleza (2001)
O Homem que Não Estava Lá (2001)
A Mexicana (2001)
8mm – Oito Milímetros (1999)
Família Soprano (1999-2007)
A Qualquer Preço (1998)
Sempre Amigos (1998)
Possuídos (1998)
Meia-noite no Jardim do Bem e do Mal (1997)
Loucos de Amor (1997)
Sombras da Lei (1996)
A Jurada (1996)
O Nome do Jogo (1995)
Maré Vermelha (1995)
O Último Boy Scout (1991)

“VIRADA NO JOGO”, O ACLAMADO TELEFILME DA HBO

Vencedor dos prêmios Emmy e Globo de Ouro, "Virada no Jogo" é mais uma produção com a excelência do canal pago HBO e marca nova incursão do diretor e produtor Jay Roach ("Recontagem", "Os Candidatos") pelos meandros da política americana

Vencedor dos prêmios Emmy e Globo de Ouro, “Virada no Jogo” é mais uma produção com a excelência do canal pago HBO e marca nova incursão do diretor e produtor Jay Roach (“Recontagem”, “Os Candidatos”) pelos meandros da política americana

Virada no Jogo*
(Game Change, EUA, 2012, Cor, 118′)
Warner – Drama – Verifique a classificação indicativa
Direção: Jay Roach
Elenco: Julianne Moore, Woody Harrelson, Ed Harris, Sarah Paulson, Peter MacNicol, Ron Livingston

Sinopse: Os bastidores da campanha do senador John McCain à presidência em 2008, e como a escolha de Sarah Palin para candidata a vice afetou os rumos da eleição eventualmente vencida por Barak Obama.

* Globo de Ouro de melhor filme para televisão, atriz (Julianne Moore) e ator coadjuvante (Ed Harris) em telefilme, série ou minissérie. Emmy de melhor telefilme, direção, atriz, roteiro e casting.

Produzido pela HBO, o aclamado telefilme Virada no Jogo sugere no título a manobra do partido republicano para alavancar a candidatura do senador John McCain (Ed Harris) à presidência, em 2008. Atrás nas pesquisas e eclipsado pelo carisma do candidato da oposição, Barack Obama, McCain escolheu, em conjunto com seus assessores, Sarah Palin para concorrer à vice-presidência. Durante a eleição, a ex-governadora do Alasca virou motivo de piada na imprensa e alvo de programas de humor, além de transformar a campanha republicana em um circo.

Por trás da fachada de mulher independente e defensora dos bons costumes, escondia-se uma candidata mal informada, provinciana e retrógrada. Palin não sabia, por exemplo, a diferença entre as duas Coreias, e acreditava que Saddam Hussein fora o responsável pelos ataques terroristas de 11/9.

à esquerda, a verdadeira Sarah Palin, e ao lado, interpretada por Julianne Moore, mais uma grande atriz americana que encontra refúgio na TV

À esquerda, a verdadeira Sarah Palin, e ao lado, interpretada por Julianne Moore, mais uma grande atriz americana migrando do cinema para a TV

Personificada de maneira divertida por Tina Fey no programa Saturday Night Live na época, Palin é brilhantemente interpretada por Julianne Moore, que a humaniza, evitando a caricatura. Nas mãos da atriz, a personagem revela-se uma mulher ambiciosa, contraditória e determinada. Às vezes infantil, e dona de fortes convicções, ela acreditava realmente fazer a diferença para seu Estado e os EUA.

A partir de uma entrevista de Steve Schmidt (Woody Harrelson, ótimo), chefe da campanha republicana, Virada no Jogo revela os bastidores da disputa eleitoral e como o marketing político pode fabricar candidatos, manipulando a opinião pública. Considerada por Schmidt uma ótima atriz, Palin foi um claro exemplo da “sociedade do espetáculo” em que vivemos.

E cabe ao personagem de Harrelson a melhor definição para essa passagem da política americana: “Não foi uma campanha, foi um reality show ruim”.

Ed Harris e Julianne em cena: a campanha política como espetáculo midiático, com ênfase no discurso e na percepção da opinião pública. Ou seja, embora reconstitua a disputa eleitoral pela presidência dos EUA em 2008, "Virada no Jogo" aborda artimanhas e intrigas políticas universais

Ed Harris e Julianne em cena: a campanha como espetáculo midiático, com ênfase no discurso e na percepção da opinião pública. Ou seja, embora reconstitua a disputa eleitoral pela presidência dos EUA em 2008, “Virada no Jogo” aborda algo universal: o populismo na política

OPINIÃO: E A VIDA CONTINUA


Projeto engajado da HBO, E a Vida Continua é considerado um dos mais importantes trabalhos da TV americana, detalhando a história da descoberta do vírus da AIDS, o início da epidemia e a luta (e conflitos de interesses) da comunidade científica

Nos anos 1990 o cinema começava a discutir a doença que assustava cada vez mais a população desde o início da década anterior: a AIDS. Nesse período foram lançados Filadélfia, pelo qual Tom Hanks conquistou o Oscar de melhor ator e A Cura, que mostra a triste história de um garoto de 11 anos, infectado no hospital por uma agulha contaminada.

Richard Gere foi o primeiro ator famoso do elenco que aceitou participar do telefilme, ajudando a viabilizar o projeto, considerado de alto risco para a TV no início dos anos 1990

Produzido pelo canal HBO, E a Vida Continua (1993) conta com nomes como Matthew Modine, Richard Gere e Anjelica Huston (e até o cantor Phil Collins) no elenco, mostrando os primeiros casos de AIDS no Estados Unidos, antes mesmo dos médicos saberem o que era o vírus HIV, numa época em que acreditava-se que a doença fosse transmissível apenas entre homossexuais.

Influência para narrativas que misturam a tensão da “corrida contra o tempo” com uma abordagem mais científica, vide o recente Contágio, o telefilme da HBO é um comovente retrato de triste período da história da humanidade.

Obs. Se E a Vida Continua explora o pânico provocado pela AIDS na comunidade gay em São Francisco, o drama Meu Querido Companheiro é um ótimo complemento ao telefilme, retratando a comoção provocada pela doença em um grupo de amigos, só que em Nova York.

Comentário de
Graciela Paciência
Subgerente da 2001 Vídeo Sumaré
Av. Sumaré, 1744, Perdizes – São Paulo – SP

OPINIÃO: CINEMA VERITE

Produção original da HBO, Cinema Verite é um contundente retrato das mudanças comportamentais em voga nos anos 1970

Ao transitar entre a ficção e cenas reais, Cinema Verite, dos diretores Shari Springer Berman e Robert Pulcini (O Anti-Herói Americano), retrata os bastidores do primeiro reality show televisivo nos EUA, produzido pela rede PBS nos anos 1970.

O cotidiano de uma família de classe média norte-americana, que revela todos os seus conflitos e dramas na frente das câmeras, torna-se ainda mais interessante ao discutir ética profissional, exploração de imagem, divórcio e homossexualidade.

James Gandolfini interpreta o produtor do programa, e Diane Lane e Tim Robbins, o casal que decide abrir a intimidade da família em rede nacional

A desmistificação da família que vive o ideal do american way of life (o sonho americano), assim como a exploração comercial em cima das nuances de seus dramas pessoais, faz do filme não apenas uma ferramenta de entretenimento, mas também uma reflexão sobre a sociedade na qual vivemos.

 

Comentário de
Patrícia Simões
Colaboradora da 2001 Vídeo Jardins
Rua Estados Unidos, 1324, Jd. América – São Paulo – SP