inéditos nos cinemas brasileiros

INÉDITO NOS CINEMAS BRASILEIROS, “O HOMEM DE GELO” RETRATA A TRAJETÓRIA BRUTAL DE UM ASSASSINO REAL

O Homem de Gelo
(The Iceman, EUA, 2012, Cor, 105′)
California – Policial – 16 anos
Direção: Ariel Vromen
Elenco: Michael Shannon, Winona Ryder, Ray Liotta, Chris Evans, James Franco, David Schwimmer, Stephen Dorff

Sinopse: Para sua esposa e suas duas filhas, Richard Kuklinski é um pai de família amoroso, mas ele esconde um terrível segredo. Por quase três décadas, a partir dos anos 1950, Richard trabalhou como um dos assassinos de aluguel da família Gambino, ganhando o apelido de “Homem de Gelo” por esconder os corpos de suas vítimas em freezers.


Logo no início de O Homem de Gelo, Richard Kuklinski (Michael Shannon) é interrogado: “Se arrepende das coisas que fez?” A pergunta é a deixa para a trama voltar no tempo, mais especificamente para 1964, em Nova Jersey, quando o personagem tem seu primeiro encontro romântico com o amor de sua vida, Deborah (Winona Ryder, de Drácula de Bram Stoker).

Funcionário de um laboratório de filmes pornográficos, Richard é um típico sujeito de classe média, anda de ônibus e luta para sustentar a agora esposa Deborah e as duas filhas. Sem perspectivas profissionais, começa a trabalhar como guarda-costas para um cruel gângster (Ray Liotta, sempre ele) e começa a ascender financeiramente, fingindo ser um executivo do mercado financeiro enquanto ganha a vida cometendo assassinatos para a máfia.

“Alguém quer outra pessoa morta, quem sou eu para questionar isso?”, raciocina o cada vez mais letal assassino que, após um conflito interno dentro da organização criminosa, passa a trabalhar para outros contratantes.

Bem diferente da persona de galã em filmes como "Capitão América" e "Quarteto Fantástico", Chris Evans interpreta Mr. Freezy, um assassino de aluguel que trabalha disfarçado como vendedor de sorvete. Ele usa os freezers do carrinho de sorvete para transportar os corpos das vítimas e começa uma perigosa parceria com Richard, o "Homem de Gelo" vivido por Shannon, ator especializado em viver vilões ("O Homem de Aço", "Perigo por Encomenda") ou personagens mentalmente transtornados ("Apenas um SonhO", "O Abrigo", "Boardwalk Empire")

Bem diferente da persona de galã em filmes como “Capitão América” e “Quarteto Fantástico”, Chris Evans interpreta Mr. Freezy, assassino de aluguel que trabalha disfarçado como vendedor de sorvete. Ele usa os freezers do carrinho de sorvete para transportar os corpos das vítimas, e começa uma perigosa parceria com Richard, o “Homem de Gelo” vivido por Michael Shannon. O ator está se especializando em vilões (“O Homem de Aço”, “Perigo por Encomenda”) e personagens mentalmente transtornados (“Apenas um Sonho”, “O Abrigo”, “Boardwalk Empire”)

Sem o glamour de outras sagas policiais, O Homem de Gelo extrai boa parte de sua tensão da construção dos personagens e, em especial, da dualidade do protagonista que se revela um verdadeiro psicopata. Em um momento, ele recita um poema para a filha e enaltece o valor da família; no outro, mata com requintes de crueldade o seu alvo.

No elenco, Shannon compõe um personagem aterrador: indiferente e sem qualquer sentimento de culpa, ele revela seu descontrole emocional ao perseguir alguém que o ofendeu no trânsito, colocando sua família em pânico em uma sequência de arrepiar.

Dirigido pelo israelense Ariel Vromen (do inédito Danika), o filme é baseado no livro-reportagem The Iceman – The True Story of a Cold Blooded Killer, de Anthony Bruno, e no documentário para TV The Iceman Tapes – Conversations with a Killer, de Jim Thebaut.

CONFIRA TAMBÉM MAIS UM POLICIAL INÉDITO NOS CINEMAS:

03Em Busca de um Assassino
(Texas Killing Fields, EUA, 2011, Cor, 105′)
Direção: Ami Canaan Mann
Elenco: Sam Worthington, Jeffrey Dean Morgan, Jessica Chastain, Chloë Grace Moretz, Jason Clarke, Annabeth Gish, Sheryl Lee, Stephen Graham

Coproduzido por Michael Mann (Fogo Contra Fogo, Colateral) e dirigido por sua filha, Ami Canaan Mann, o thriller policial acompanha a caçada – baseada em fatos reais – da polícia do Texas a um assassino em série. Baseado em fatos reais, o filme apresenta atmosfera claustrofóbica e bom elenco, formado por Sam Worthington (Avatar), effrey Dean Morgan (Watchmen) e a onipresente Jessica Chastain (A Hora Mais Escura).

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: INÉDITOS NOS CINEMAS, AGORA NA 2001

Confira a seguir as dicas da equipe 2001 Vídeo:

Frank e o Robô
(Robot & Frank, EUA, 2012, Cor, 89′)
Sony – Drama – 12 anos
Direção: Jake Schreier
Elenco: Frank Langella, James Marsden, Liv Tyler, Peter Sarsgaard, Susan Sarandon, Jeremy Sisto

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Ambientado “em um futuro próximo”, numa bucólica cidade nos arredores de Nova York, o filme é um singelo conto em torno de Frank (Frank Langella, indicado ao Oscar por “Frost/Nixon“). Aos 70 anos, já aposentado, o personagem vive solitário numa casa afastada da cidade ou vizinhos, e começa a demonstrar sinais de perda da memória. Ele fala com Hunter (James Marsden), o filho mais velho, como se este ainda estivesse na universidade e esquece que seu restaurante favorito fechou há anos. Preocupado, Hunter presenteia o pai com um robô “coordenador de saúde”, uma espécie de mordomo que irá ajudar nas tarefas domésticas e lhe fazer companhia.

Avesso a novas tecnologias, Frank desdenha do presente e custa a aceitar a ajuda do robô (dublado por Peter Sarsgaard), mas com o tempo começa a aceitá-lo, já que a máquina revela-se mais versátil do que ele pensava. Não só versátil, mas confidente e até colaborativa, a partir do momento em que a trama revela que o pacato protagonista cumpriu, no passado, pena na prisão por assalto e evasão fiscal. O robô começa a aprender os truques e a ajudar o ladrão, que planeja a volta à ativa com um novo golpe.

Premiado nos EUA, e inédito no Brasil, o filme conta ainda com a presença sempre marcante de Susan Sarandon, no papel de uma amiga (e interesse amoroso) de Frank

Premiado nos EUA, e inédito no Brasil, o filme conta ainda com a presença sempre marcante de Susan Sarandon, no papel de uma amiga (e interesse amoroso) de Frank

Vencedor do prêmio Alfred P. Sloan no Festival de Sundance em 2012, “Frank e o Robô” toma caminhos inesperados com a subtrama de assalto, mas prende mesmo a atenção é com a espirituosa (e por vezes inusitada) interação entre o grande ator Frank Langella e seu comparsa cibernético.

 
Temple Grandin*
(Idem, EUA, 2010, Cor, 107′)
Warner – Drama – 10 anos
Direção: Mick Jackson
Elenco: Claire Danes, Julia Ormond, David Strathairn, Catherine O’Hara

02Alçada à fama com “Romeu + Julieta” (1996), no qual atuou ao lado de Leonardo DiCaprio, Claire Danes reinventou-se como atriz ao protagonizar, em 2010, o telefilme “Temple Grandin”. Consolidada na TV americana, logo depois ela brilharia também na aclamada série “Homeland“.

Parcialmente narrado em flashbacks, o premiado telefilme da HBO é baseado na história real da personagem-título, uma autista que revolucionou o tratamento do gado para abate na América, além de lutar contra o estigma de uma doença pouco compreendida na época.

Temple lutou a vida inteira para superar os desafios impostos pelo autismo e conseguiu tirar proveito de sua excepcional habilidade de pensar e ver o mundo em imagens. Sua trajetória começa nos anos 1960, com a entrada numa escola especial, onde conhece um professor (David Strathairn, de “Boa Noite e Boa Sorte”) que acredita em seu potencial. Sem jamais desistir, ela consegue ingressar na universidade e trabalhar na indústria do gado.

Claire Danes, com o Emmy recebido pelo telefilme, posa ao lado da verdadeira Temple Grandin. Antes de ser consagrada pelo papel  de Carrie na série "Homeland", a atriz reinventou a sua carreira ao estrelar o premiado telefilme da HBO, agora disponível para locação na 2001

Claire Danes (com o prêmio Emmy) posa ao lado da verdadeira Temple Grandin [confira no video abaixo um depoimento dela sobre o autismo]. Antes de se consagrar com o papel de Carrie na série “Homeland”, a atriz reinventou a sua carreira ao estrelar o premiado telefilme da HBO, agora disponível para locação na 2001

Vencedora dos principais prêmios da TV, como o Emmy e o Globo de Ouro de melhor atriz, Claire vive um grande arco dramático de Temple, da adolescência até o período pós-faculdade, sem cair na caricatura de uma autista. É uma atuação emocionante, e o principal motivo para o sucesso da cinebiografia, que acerta ainda ao materializar em imagens o fascinante processo mental de Temple.

* Emmy de melhor telefilme, direção, atriz (Claire Danes), atriz coadjuvante (Julia Ormond), ator coadjuvante (David Strathairn), trilha sonora e montagem

Música da Alma
(The Sapphires, AUS, 2012, Cor, 103′)
Paris – Drama – Verifique a classificação indicativa
Direção: Wayne Blair
Elenco: Chris O’Dowd, Deborah Mailman, Jessica Mauboy, Kylie Belling, Lynette Narkle

03Diferentemente do que o pôster possa sugerir, “Música da Alma” não é uma variação australiana de “Dreamgirls“, e sim um recorte da trajetória de um grupo de soul formado por quatro mulheres aborígenes, que lutam contra a discriminação racial nos anos 1960.

Tony Briggs transformou a história de sua mãe – integrante do quarteto The Sapphires (As Safiras) original – num espetáculo musical em 2004 e transpôs a peça para o cinema em 2012. O filme retrata o abismo social enfrentado pelos povos indígenas na Austrália e apresenta, nesse cenário, um trio de irmãs aborígenes, com incrível talento para o canto, que acaba descoberto por Dave Lovelace (Chris O’Dowd, de “Missão Madrinha de Casamento”).

Músico irlandês fracassado que trabalha como DJ, Dave torna-se empresário das jovens e as estimula a trocar o estilo country/música de raiz pelo soul. Com a adição de uma quarta integrante, surge o grupo The Sapphires, assim batizado em menção ao sucesso das Supremes nos EUA.

 
Intérpretes de clássicos da Motown, as cantoras irão enfrentar o desafio de entreter as tropas americanas durante a Guerra do Vietnã, em 1968. Expostas aos horrores do conflito, “as Safiras” começam a refletir sobre a sua identidade, ao servir de atração a outro tipo de colonizador.

O Sistema
(The East, EUA/ING, 2013, Cor, 116′)
Fox – Drama – 14 anos
Direção: Zal Batmanglij
Elenco: Brit Marling, Alexander Skarsgård, Ellen Page, Toby Kebbell, Patricia Clarkson, Julia Ormond

04Revelada na ficção-científica indie “A Outra Terra“, a atriz Brit Marling coescreveu – ao lado do diretor Zal Batmanglij – o explosivo drama “O Sistema”, exibido no Festival de Sundance em 2012. Produzidos pelos irmãos Ridley (de “O Conselheiro do Crime”, que acaba de estrear no Brasil) e Tony Scott (falecido em 2012), o longa acompanha a jornada de Sarah (Brit), funcionária de uma empresa de segurança privada. Ambiciosa, ela é escolhida para atuar como agente infiltrada num grupo de ativistas radicais denominado “O Leste” (The East, título original do filme).

“Somos o Leste e este é apenas o começo”, informa em voz off na abertura Izzy (Ellen Page, de “Juno”), uma das militantes do grupo “eco-terrorista” que planeja, nos próximos seis meses, contra-atacar três grandes empresas supostamente responsáveis por comercializar produtos nocivos à saúde ou à natureza. Sarah consegue entrar nessa espécie de coletivo anarquista, formado por jovens bem nascidos que optaram por viver idealisticamente, escondidos numa fazenda.

Inédito no Brasil, "O Sistema" traz no elenco Brit Marling ("A Negociação"), Alexander Skarsgård ("Melancolia"), Ellen Page ("A Origem) e Toby Kebbell ("Rocknrolla"). Dotado de relevância assustadora hoje, o roteiro do filme serve de alerta para os perigos do ativismo que desemboca na violência

Inédito no Brasil, e assustadoramente relevante hoje, “O Sistema” traz no elenco Brit Marling (“A Negociação”), Alexander Skarsgård (“Melancolia”), Ellen Page (“A Origem”) e Toby Kebbell (“Rocknrolla”)

Não demora para a agente disfarçada ganhar a confiança de seu alvo, e ao mesmo tempo simpatizar cada vez mais com seus ideais, além de se deixar envolver por seu líder – o misterioso e sedutor Benji. Interpretado por Alexander Skarsgaard (um dos vampiros de “True Blood“), o personagem, de aura messiânica, confere conotação de culto à organização “ativista”, que comete atos extremos como envenenar os funcionários de uma empresa farmacêutica com o mesmo remédio por ela fabricado e que custou a vida de pacientes inocentes.

Com seu grupo de anarquistas/terroristas dotados de consciência social, o filme entra em um terreno perigoso, ainda mais nos dias atuais com a eclosão de violentas manifestações populares ao redor do mundo. As motivações dos personagens de “O Sistema” partem de causas legítimas, mas seus atos incorrem na velha justiça com as próprias mãos.

 
Spring Breakers – Garotas Perigosas
(Spring Breakers, EUA, 2012, Cor, 94′)
Universal – Drama – 18 anos
Direção: Harmony Korine
Elenco: Vanessa Hudgens, Selena Gomez, Ashley Benson, Ashley Benson, Rachel Korine

05Corroteirista de “Kids” e diretor de “Gummo – Vidas sem Rumo”, Harmony Korine volta a causar polêmica com “Spring Breakers”, filme que atingiu inesperado sucesso de bilheteria nos EUA, apresentando um retrato nada lisonjeiro da juventude atual.

O longa acompanha a busca incessante por novas sensações e, acima de tudo, prazer, que preenche o vazio de quatro amigas que vão passar, no calor da Flórida, as tais férias de primavera do título. Sob o olhar crítico e ao mesmo tempo fetichista de Korine, as personagens interpretadas por Selena Gomez (“Ramona e Beezus”), Ashley Benson (“The OC”), Vanessa Hudgens (de “High School Musical”!) e Rachel Korine (esposa do diretor) entram numa espiral de sexo e drogas que culmina com a sua prisão.

A liberdade, mediante o pagamento de fiança, vem na figura de um extravagante traficante chamado Al (ou “Alien”), interpretado por James Franco, que compõe uma caricatura dos “gangsta rappers”. Fã de “Scarface”, o bandido simboliza a ostentação material do “sonho americano” levado às últimas consequências, com seus carros de luxo, roupas de marca e vocabulário limitado.

 
Imagens de farras sexuais adolescentes à la, por exemplo, “Jersey Shore” (da MTV) ou “Wild On” (do canal “E”) pontuam a narrativa como um contraponto irônico à realidade fantasiosa das protagonistas. “Você tem que fingir que é um jogo de videogame”, afirma, despreocupadamente, uma das jovens em determinado momento. À semelhança de um longo videoclipe lisérgico – pense em, por exemplo, “Smack My Bitch” da banda Prodigy -, o filme, goste ou não, recria o estado de letargia mental de jovens que confundem diversão com transgressão, ou até mesmo violência. A pergunta é: a troco de quê?

Butter – Deslizando na Trapaça
(Butter, EUA, 2011, Cor, 90′)
Europa – Comédia – Verifique a classificação indicativa
Direção: Jim Field Smith
Elenco: Jennifer Garner, Yara Shahidi, Ty Burrell, Hugh Jackman, Olivia Wilde, Alicia Silverstone

06Sem chamar a atenção no cinema desde o o escândalo que causou em “O Último Tango em Paris“, a manteiga ganha destaque na comédia de humor negro apropriadamente chamada “Butter”. Caricatura da classe média estadunidense, a produção explora as idiossincrasias de uma competição de “escultura de manteiga” que, por mais incrível que possa parecer para nós do sul do Equador, é uma prática comum no norte dos EUA.

Considerado o “Michelangelo da margarina”, por vencer o campeonato anual 15 vezes, Bob Pickler (Ty Burrell, de “Modern Family”) sai da disputa para dar lugar a sua ambiciosa esposa Laura (Jennifer Garner, “De Repente 30”).

Alpinista social, conservadora e neurótica, a madame fará de tudo para vencer, mas encontra uma adversária mais talentosa: uma menina afro-americana de apenas 11 anos. Em busca de reconhecimento social em seu mundinho de aparências, a personagem de Jennifer entra num crescendo de insanidade com a simples possibilidade de perder, lembrando outra obsessiva do cinema, a protagonista de “Eleição” (1999). A trama de enganos e intrigas se complica com a entrada de uma stripper (a bela Olivia Wilde, de “House“) e de um vendedor de carros, vivido pelo Wolverine (e galã) Hugh Jackman.

3 LANÇAMENTOS INÉDITOS NO CINEMA, DIRETO PARA A 2001

JASON SEGEL E EMILY BLUNT NUMA COMÉDIA ROMÂNTICA, ROBERT DE NIRO EM BOA FASE E UM PERTURBADOR DRAMA INDEPENDENTE SOBRE OS PERIGOS DE UMA SEITA DE FANÁTICOS, ESTÃO ENTRE AS PRODUÇÕES LANÇADAS NO BRASIL DIRETO EM DVD. 

Inédito nos cinemas brasileiros, apesar da presença de Jason Segel e Emily Blunt, "Cinco Anos de Noivado" é mais uma comédia com produção de Judd Apatow, cujo currículo inclui sucessos como "O Virgem de 40 Anos" e "Missão Madrinha de Casamento"

Inédito nos cinemas brasileiros, apesar da presença de Jason Segel e Emily Blunt, “Cinco Anos de Noivado” é mais uma comédia com produção de Judd Apatow, responsável por sucessos como “O Virgem de 40 Anos” e “Missão Madrinha de Casamento”

Cinco Anos de Noivado
(The Five-Year Engagement, EUA, 2012)
Universal – Comédia Romântica – 10 anos
Direção: Nicholas Stoller
Elenco: Jason Segel, Emily Blunt, Chris Pratt, David Paymer, Jacki Weaver

Sinopse: Depois de cinco anos de tentativas frustradas por confusões e imprevistos, Tom e Violet decidem finalmente se casar, mas o destino coloca a cerimônia e seus arranjos na espera de novo.

 
Depois de dividirem o roteiro do simpático Os Muppets, o diretor Nicholas Stoller e o ator Jason Segel juntam forças de novo em Cinco Anos de Noivado, alternando drama e humor para contar o longo percurso de um casal para finalmente subir ao altar e dizer: “Eu Aceito”.

Planejar um casamento não é tarefa fácil, muito menos decidir o melhor momento para realizá-lo em meio às atribulações e compromissos da vida moderna. Tom (Jason Segel, Os Muppets) e Violet (Emily Blunt, vista recentemente em Looper) chegam bem perto, mas sucessivas confusões e imprevistos familiares acabam impedindo o casal de dar um fim ao noivado do título. Quando finalmente decidem pôr um fim nessa “maldição”, Violet consegue o emprego que almeja, só que em outra cidade, os forçando a uma mudança drástica, principalmente para Tom, que sacrifica um bem-sucedido cargo de chef em São Francisco para algo incerto em Michigan. A partir daí, o que parecia ser uma típica comédia romântica sobre noivos que não conseguem se casar vira um retrato agridoce dos sacrifícios que acompanham o compromisso com aquele que se ama. E o subsequente amadurecimento de cada um no processo.

Escrito e dirigido por Paul Weitz ("Um grande Garoto"), o drama independente é baseado em livro de memórias sobre o reencontro entre um pai (Robert De Niro) e seu filho (Paul Dano), ambos aspirantes a escritor

Escrito e dirigido por Paul Weitz (“Um Grande Garoto”), o drama independente é baseado em livro de memórias sobre o reencontro entre pai (Robert De Niro) e filho (Paul Dano) aspirantes a escritor

A Família Flynn
(Being Flynn, EUA, 2012, Cor, 102′)
Universal – Drama – 16 anos
Direção: Paul Weitz
Elenco: Paul Dano, Robert De Niro, Julianne Moore, Olivia Thirlby

Sinopse:  Nick Flynn, um aspirante a escritor, começa a trabalhar em um abrigo para sem-tetos até que um dia encontra nele o próprio pai – Jonathan, que não via há 18 anos – à procura de um lugar para dormir. Em situação financeira difícil, os dois tentam se reconciliar, apesar de mágoas do passado.

 
O cinema independente americano é pródigo em relatos de famílias disfuncionais e como o peso de experiências traumáticas ecoam por toda uma vida. Inédito no Brasil, A Família Flynn se insere nesse filão ao adaptar o livro de memórias Another Bullshit Night in Suck City, de Nick Flynn. No filme, o autor é interpretado por Paul Dano (Os Acompanhantes) e relembra a infância marcada pela ausência do pai (Robert De Niro, humano e sutil em sua melhor atuação em anos) e o suicídio da mãe (Julianne Moore, discreta).

Com sua presença marcante, Robert De Niro e Julianne Moore dão brilho aos pais do melancólico personagem de Paul Dano

Com sua presença marcante, Robert De Niro e Julianne Moore dão brilho aos pais do melancólico personagem de Paul Dano

Nick recebe uma inesperada ligação de seu pai, Jonathan, após 18 anos sem contato. É o início de uma série de flashbacks que trazem à tona a atribulada trajetória de cada um, constituindo dois pontos de vista distintos – e interligados. Em comum, pai e filho trazem dentro de si a ambição de escrever e vencer na vida com uma obra significativa. Comovente em sua ingenuidade, Jonathan é um sonhador e, mesmo sem nunca ter sido publicado, acredita ser “o novo grande romancista americano”. Já Nick busca apenas um canal de expressão, encontrando sua voz na poesia.

Para Nick, encontrar o pai significa confrontar seu passado, e a aproximação entre os dois não é fácil. Depois do telefonema e de um encontro rápido, ele irá se depara por acaso com o pai abandonado no abrigo em que começa a trabalhar. Os dois em crise financeira, vulneráveis, mas sem ceder ou expressar qualquer sentimento plausível. O filho não sabe o que fazer com o pai que, por sua vez, segue num crescendo de demência e megalomania tragicômica. Em seu mundo de fantasia (ou autonegação), Jonathan acredita coletar material para um novo romance quando, na verdade, não tem para onde ir, a não ser dormir em um abrigo. Desprovida de sentimentalismo, a jornada dos dois é melancólica e por vezes deprimente, mas nunca sem esperança, já que Nick conseguiu tornar-se o escritor que seu pai apenas fingia ser.

Considerado pela crítica americana um dos melhores filmes de 2011, chega só agora no Brasil e em DVD o aclamado thriller psicológico premiado no Festival de Sundance. O drama independente é um mergulho teno e fascinante na psique de uma jovem envolvida com uma perigosa seita de fanáticos disfarçada de comunidade alternativa

Considerado pela crítica americana um dos melhores filmes de 2011, chega só agora no Brasil, direto em DVD, o aclamado thriller psicológico premiado no Festival de Sundance. O drama independente é um mergulho tenso e fascinante na psique de uma jovem envolvida com perigosa seita de fanáticos disfarçada de comunidade alternativa

Martha Marcy May Marlene
(Idem, EUA, 2011, Cor, 102′)
Fox – Drama – 16 anos
Direção: Sean Durkin
Elenco: Elizabeth Olsen, Sarah Paulson, John Hawkes, Hugh Dancy

Sinopse: Martha escapa de uma estranha comuna rural e tenta recomeçar a vida ao lado da irmã, que não via há anos. Mas sua adaptação não vai ser fácil, pois não consegue esquecer dos terríveis eventos que testemunhou na seita dominada por um carismático e perigoso líder.

 
Vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Sundance e exibido no Festival de Cannes, o filme é um perturbador thriller psicológico que transita entre a realidade, a fantasia e a memória de uma jovem que acaba de fugir de uma comunidade “alternativa”.

Depois de dois anos, o difícil reencontro: Martha (a elogiada Elizabeth Olsen, irmãs das gêmeas Olsen) e Lucy (Sarah Paulson, de "Virada no Jogo")

Depois de dois anos, o difícil reencontro: Martha (a elogiada Elizabeth Olsen, irmã das gêmeas Olsen) e sua irmã Lucy (Sarah Paulson, de “Virada no Jogo”)

À medida em que a fragilizada Martha tenta recomeçar a vida ao lado da irmã numa casa de campo, a narrativa vai embaralhando a cronologia dos fatos em uma série de flashbacks que revelam a passagem da jovem impressionável pela comuna. Desde seu encontro com o messiânico líder Patrick (John Hawkes, do recente As Sessões), que muda o nome dela para “Marcy May” e inicia um perigoso processo de manipulação psicológica. Ao “batizá-la”, o líder a priva de sua própria identidade, apagando traços de sua vida anterior, tornando-a sua criação.

Por isso o título Martha Marcy May Marlene, indicando as diferentes identidades da protagonista, incluindo “Marlene”, nome-código usado por todas as mulheres do grupo para atender ao telefone. A despersonalização continua com a prática de sexo grupal como forma de “cumplicidade” e o direito do líder poder estuprar sistematicamente todas as mulheres dessa comunidade neo-hippie que esconde uma terrível e violenta seita de fanáticos.

7

Traumatizada e em estado de crescente paranoia, Martha tem dificuldade para se adaptar à vida ao lado da irmã casada, após a verdadeira lavagem cerebral que a deixou alienada do mundo exterior. A personagem mantém-se um enigma na trama, que revela e ao mesmo tempo deixa em aberto acontecimentos de seu passado. Ela estaria com algum distúrbio psicológico, não discernindo mais suas memórias do que é real, ou haveria mesmo a possibilidade de membros da seita virem atrás dela?

Indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por "Inverno da Alma" e, recentemente, ao Globo de Ouro por "As Sessões", John Hawkes compõe o manipulador e sedutor líder da comuna, Patrick. O personagem tem vários pontos de contato com outro maníaco e líder de seita, Charles Manson. Condenado por múltiplos assassinatos em 1969, ele permanece encarcerado na Penitenciária Estadual de Corcoran, na Califórnia

Indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por “Inverno da Alma” e, recentemente, ao Globo de Ouro por “As Sessões”, John Hawkes compõe o manipulador e sedutor líder da coluna, Patrick. O personagem tem vários pontos de contato com outro maníaco e líder de seita, Charles Mason. Condenado por múltiplos assassinatos em 1969, Manson permanece encarcerado na Penitenciária Estadual de Corcoran, na Califórnia

De fato, o delírio coletivo do grupo vira uma espiral de violência, emanando o horror de um maníaco real, Charles Manson. Líder de uma comunidade alternativa em Spahn Ranch, perto de Los Angeles, nos anos 1960, ele e um grupo de seguidores assassinaram de maneira brutal e ritualística Sharon Tate (esposa de Roman Polanski) e quatro amigos do casal em 9 de agosto de 1969. Há várias similaridades com o fictício Patrick: ambos atraem jovens bem nascidos para uma propriedade rural, Manson também renomeava suas seguidoras, transava com elas e ainda encorajava o grupo a invadir residências de luxo.

A comuna de Martha Marcy May Marlene promete um mundo sem códigos morais e sociais, mas termina sendo um pesadelo. Aparentemente distante, confuso, por vezes fascinante e que termina abruptamente, sem explicações.

LANÇAMENTOS EM DVD INÉDITOS NOS CINEMAS

INÉDITOS NOS CINEMAS BRASILEIROS, TRÊS LANÇAMENTOS DISPONÍVEIS PARA LOCAÇÃO E VENDA NA 2001 RETRATAM O ETERNO CONFLITO ENTRE A VONTADE INDIVIDUAL E A COLETIVIDADE, REPRESENTADA PELA FAMÍLIA OU MESMO POR ESTRANHOS QUE COLIDEM COM O MUNDO INTERIOR DE INDIVÍDUOS FRAGILIZADOS OU ESTIGMATIZADOS PELA SOCIEDADE:

Um Certo Olhar
(Snow Cake, CAN/ING, 2006, Cor, 112′)
Imagem – Drama – 12 anos
De: Marc Evans
Com: Alan Rickman, Sigourney Weaver, Carrie-Anne Moss

Sinopse: Alex Hughes dá carona a Vivienne, que morre em um terrível acidente de carro. Atormentado pela culpa, ele procura a mãe da moça.

Mais conhecido pelas novas gerações como o Professor Snape da franquia Harry Potter, Alan Rickman (O Julgamento de Paris) é um ator inglês de sólida formação teatral, marcado por papéis impregnados de sarcasmo e fina ironia. Em Um Certo Olhar, seu personagem alerta a jovem a quem acabou de dar carona: “… acabei de sair da prisão por ter matado um homem”. Essa franqueza desconcertante, compartilhada por uma portadora de autismo (papel de Sigourney Weaver), tira do lugar comum mais um drama independente calcado em pessoas atingidas pelas pequenas desgraças da vida.

 

Má Fé
(Mauvaise Foi, FRA/BEL, 2006, Cor, 84′)
Universal – Cinema Europeu – 14 anos
De: Roschdy Zem
Com: Cécile De France, Roschdy Zem, Jean-Pierre Cassel

Sinopse: Clara é judia, Ismael é árabe. Quando ela engravida dele, sua família começa a interferir no relacionamento dos dois.

Um árabe e uma judia vivem juntos há quatro anos e têm seu amor testado quando a mulher engravida. Como no clássico Adivinhe Quem Vem Para Jantar? (1967), com Katharine Hepburn e Spencer Tracy, em Má Fé os personagens de Cécile De France e Roschdy Zem (também diretor do filme) enfrentam as tradições e os preconceitos de suas respectivas famílias, mas com bom humor e respeito às diferenças.

Adam
(Idem, EUA, 2009, Cor, 100′)
Fox – Drama – 14 anos
De: Max Mayer
Com: Hugh Dancy, Rose Byrne, Peter Gallagher

Sinopse: Portador da Síndrome de Asperger, Adam tem dificuldades para se relacionar com as pessoas e vive isolado em seu mundo particular, até conhecer uma nova vizinha.

Delicado drama sobre um portador da Síndrome de Asperger (ver quadro abaixo) que precisa encarar sua fobia social, principalmente após a morte do pai. Em boa atuação, o inglês Hugh Dancy (Delírios de Consumo de Becky Bloom) consegue exprimir de forma comovente a luta interna de Adam, personagem solitário que encontra em uma vizinha a força para lutar contra suas limitações. A troca de experiências entre os dois – com o rapaz introduzindo a nova namorada a seu lúdico universo, e ela procurando tornar a existência dele mais sociável – transforma o filme em um romance diferente, com o companheirismo como maior prova de amor.

 

Reconhecida internacionalmente como diagnóstico médico somente em 1994, a Síndrome de Asperger é o nome dado à série de dificuldades que algumas crianças e adultos têm para se relacionar com outras pessoas. Embora apresente semelhanças com o autismo, seus portadores têm habilidades normais e QI dentro ou até mesmo acima da média, mas não conseguem interagir social e emocionalmente com os outros. Por isso, costumam ser “super sinceros”, incapazes de mentir ou de entender as nuances do comportamento humano.

OPINIÃO: A GRANDE VIRADA

Inédito nos cinemas brasileiros, o filme trata da crise americana e retrata o drama de ser demitido. Disponível em DVD e Blu-ray para locação nas lojas da 2001 Vídeo

A história gira em torno de um ano na vida de três homens tentando sobreviver a uma rodada de downsizing (termo em inglês para designar o enxugamento ou racionalização de níveis hierárquicos) corporativo em uma grande empresa — e como isso os afeta e a suas famílias.


Bobby Walker (Ben Affleck) vive o sonho americano: tem o emprego perfeito, uma linda família, um porsche no garagem, ou seja, tudo parecia ser perfeito. Quando a companhia em que ele trabalha começa a reduzir o número de funcionários, Walker e seus colegas Phil Woodward (Chris Cooper) e Gene McClary (Tommy Lee Jones) ficam desempregados, sendo forçados a redefinir suas vidas como homens, maridos e pais. Aquilo que parecia uma desgraça para Bobby, acaba se tornando uma oportunidade para descobrir aspectos da sua vida que não dava importância. Ele passa a trabalhar na empresa de construção civil do cunhado (Kevin Costner), descobrindo que a vida é muito mais do que perseguir os melhores negócios.

Tommy Lee Jones e Ben Affleck em cena de A Grande Virada: Começar do zero não é fácil pra ninguém...

A Grande Virada tem boas interpretações dos atores principais e é  um dos primeiros a abordar um tema um tanto “espinhoso” para os americanos que é os efeitos de uma crise ecônomica do tamanho da que ocorreu em 2008 sobre os executivos, vistos aqui sem maniqueísmo.

Comentário de
Vagner Coj
Colaborador da 2001 Moema
Avenida Jurema, 262, Moema – São Paulo – SP