inéditos nos cinemas

FAROESTE, HUMOR, ROMANCE, E VÁRIOS FILMES INÉDITOS NOS CINEMAS, AQUI NA 2001

O RETORNO DE JOE HENRY 

1

Pai e filho na vida real, Donald (“O Primeiro Assalto do Trem“) e Kiefer Sutherland (“24 Horas“) atuam juntos neste western canadense com foco no drama familiar. Kiefer interpreta o personagem-título, um ex-fora da lei que decide abandonar as armas e voltar para sua terra natal, a fim de reconciliar-se com o pai, o amargurado reverendo William Clayton, enquanto uma quadrilha domina a cidade. Brian Cox (“X-Men”) vive o vilão e Demi Moore o interesse romântico de Henry. Inédito no Brasil.

CAVALOS SELVAGENS

2

Quinto longa dirigido por Robert Duvall (“O Juiz“), que também estrela esta mistura de faroeste moderno com trama policial. A partir do mistério em torno do desaparecimento de um garoto de 15 anos, o filme explora a relação tumultuada entre um rancheiro, Scott Briggs (Duvall), e seu filho Ben (James Franco), na fronteira entre México e EUA. Josh Hartnett (da série “Penny Dreadful”) e Adriana Barraza (indicada ao Oscar por “Babel”) completam o elenco. Inédito no Brasil.

QUANDO TE CONHECI

3

Inédito nos cinemas, o filme é uma distopia à maneira de “1984” e “THX 1138”, com a sensibilidade romântica do diretor americano Drake Doremus (“Loucamente Apaixonados”). Em uma sociedade na qual as emoções humanas são suprimidas geneticamente, uma doença ameaça a todos, ativando seus sentimentos. Infectado, Silas (Nicholas Hoult, “Lugares Escuros“) conhece Nia (Kristen Stewart) e logo se apaixona por ela. Exibido no Festival de Veneza do ano passado. Em DVD e Blu-ray.

PROVA DE CORAGEM

4

Adaptação do livro “Mãos de Cavalo”, do escritor Daniel Galera, dirigida e escrita por Roberto Gervitz (“Feliz Ano Velho”, “Jogo Subterrâneo“). Na trama, o médico Hermano (Armando Babaioff) se prepara para uma escalada de alto risco numa montanha da Terra do Fogo, arquipélago da América do Sul, quando se vê às voltas com a gravidez de Adri (Mariana Ximenes, “Uma Loucura de Mulher), com quem vive há 7 anos. Fotografia do mestre Lauro Escorel.

AMORES URBANOS

6

Retrato de uma geração, o filme conta a história de três amigos, na faixa dos 30 anos, que vivem no mesmo prédio: Júlia (Maria Laura Nogueira), Diego (Thiago Pethit) e Micaela (Renata Gaspar), com suas desilusões amorosas e profissionais em meio ao frenesi paulistano. Descolado e antenado com a contemporaneidade, o drama marca a estreia dos músicos Ana Cañas e Thiago Pethit como atores, e de Vera Egito (roteirista de “À Deriva” e “Serra Pelada”) na direção.

UMA LOUCURA DE MULHER

5

A crise política brasileira rende mais uma comédia, desta vez centrada nas desventuras de Lúcia (Mariana Ximenes, também produtora associada do filme), casada com Gero (Bruno Garcia), político determinado a se tornar governador. Após um vacilo do marido, que a expõe publicamente, Lúcia foge para o Rio de Janeiro. Lá, redescobre a alegria de viver solteira, enquanto o marido a procura. Ainda no elenco, Miá Mello, Sérgio Guizé e Luiz Carlos Miele.

VIZINHOS 2

7

Com um novo bebê a caminho, Mac (Seth Rogen) e Kelly (Rose Byrne) decidem vender a casa e se mudar. Mas uma nova fraternidade assume o imóvel ao lado. Lideradas por Shelby (Chloë Grace Moretz), as meninas do Kappa Nu pretendem mostrar que sabem fazer uma festa melhor que os meninos. Para que a paz na vizinhança seja restaurada e a venda de sua casa concretizada, os futuros pais convocam uma arma secreta: Teddy (Zac Efron).

ASTERIX E O DOMÍNIO DOS DEUSES

8

O imperador romano Júlio César sempre quis derrotar os gauleses, mas jamais teve sucesso. Até que, um dia, resolve mudar de estratégia. Ao invés de atacá-los, passa a oferecer aos gauleses os prazeres da civilização. Para isso, Júlio César ordena a construção do Domínio dos Deuses ao redor da vila gaulesa a fim de impressioná-los e, assim, convencê-los a se unirem ao império romano. Primeira aventura de Asterix produzida em animação computadorizada.

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: INÉDITOS NOS CINEMAS, AGORA NA 2001

Confira a seguir as dicas da equipe 2001 Vídeo:

Frank e o Robô
(Robot & Frank, EUA, 2012, Cor, 89′)
Sony – Drama – 12 anos
Direção: Jake Schreier
Elenco: Frank Langella, James Marsden, Liv Tyler, Peter Sarsgaard, Susan Sarandon, Jeremy Sisto

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Ambientado “em um futuro próximo”, numa bucólica cidade nos arredores de Nova York, o filme é um singelo conto em torno de Frank (Frank Langella, indicado ao Oscar por “Frost/Nixon“). Aos 70 anos, já aposentado, o personagem vive solitário numa casa afastada da cidade ou vizinhos, e começa a demonstrar sinais de perda da memória. Ele fala com Hunter (James Marsden), o filho mais velho, como se este ainda estivesse na universidade e esquece que seu restaurante favorito fechou há anos. Preocupado, Hunter presenteia o pai com um robô “coordenador de saúde”, uma espécie de mordomo que irá ajudar nas tarefas domésticas e lhe fazer companhia.

Avesso a novas tecnologias, Frank desdenha do presente e custa a aceitar a ajuda do robô (dublado por Peter Sarsgaard), mas com o tempo começa a aceitá-lo, já que a máquina revela-se mais versátil do que ele pensava. Não só versátil, mas confidente e até colaborativa, a partir do momento em que a trama revela que o pacato protagonista cumpriu, no passado, pena na prisão por assalto e evasão fiscal. O robô começa a aprender os truques e a ajudar o ladrão, que planeja a volta à ativa com um novo golpe.

Premiado nos EUA, e inédito no Brasil, o filme conta ainda com a presença sempre marcante de Susan Sarandon, no papel de uma amiga (e interesse amoroso) de Frank

Premiado nos EUA, e inédito no Brasil, o filme conta ainda com a presença sempre marcante de Susan Sarandon, no papel de uma amiga (e interesse amoroso) de Frank

Vencedor do prêmio Alfred P. Sloan no Festival de Sundance em 2012, “Frank e o Robô” toma caminhos inesperados com a subtrama de assalto, mas prende mesmo a atenção é com a espirituosa (e por vezes inusitada) interação entre o grande ator Frank Langella e seu comparsa cibernético.

 
Temple Grandin*
(Idem, EUA, 2010, Cor, 107′)
Warner – Drama – 10 anos
Direção: Mick Jackson
Elenco: Claire Danes, Julia Ormond, David Strathairn, Catherine O’Hara

02Alçada à fama com “Romeu + Julieta” (1996), no qual atuou ao lado de Leonardo DiCaprio, Claire Danes reinventou-se como atriz ao protagonizar, em 2010, o telefilme “Temple Grandin”. Consolidada na TV americana, logo depois ela brilharia também na aclamada série “Homeland“.

Parcialmente narrado em flashbacks, o premiado telefilme da HBO é baseado na história real da personagem-título, uma autista que revolucionou o tratamento do gado para abate na América, além de lutar contra o estigma de uma doença pouco compreendida na época.

Temple lutou a vida inteira para superar os desafios impostos pelo autismo e conseguiu tirar proveito de sua excepcional habilidade de pensar e ver o mundo em imagens. Sua trajetória começa nos anos 1960, com a entrada numa escola especial, onde conhece um professor (David Strathairn, de “Boa Noite e Boa Sorte”) que acredita em seu potencial. Sem jamais desistir, ela consegue ingressar na universidade e trabalhar na indústria do gado.

Claire Danes, com o Emmy recebido pelo telefilme, posa ao lado da verdadeira Temple Grandin. Antes de ser consagrada pelo papel  de Carrie na série "Homeland", a atriz reinventou a sua carreira ao estrelar o premiado telefilme da HBO, agora disponível para locação na 2001

Claire Danes (com o prêmio Emmy) posa ao lado da verdadeira Temple Grandin [confira no video abaixo um depoimento dela sobre o autismo]. Antes de se consagrar com o papel de Carrie na série “Homeland”, a atriz reinventou a sua carreira ao estrelar o premiado telefilme da HBO, agora disponível para locação na 2001

Vencedora dos principais prêmios da TV, como o Emmy e o Globo de Ouro de melhor atriz, Claire vive um grande arco dramático de Temple, da adolescência até o período pós-faculdade, sem cair na caricatura de uma autista. É uma atuação emocionante, e o principal motivo para o sucesso da cinebiografia, que acerta ainda ao materializar em imagens o fascinante processo mental de Temple.

* Emmy de melhor telefilme, direção, atriz (Claire Danes), atriz coadjuvante (Julia Ormond), ator coadjuvante (David Strathairn), trilha sonora e montagem

Música da Alma
(The Sapphires, AUS, 2012, Cor, 103′)
Paris – Drama – Verifique a classificação indicativa
Direção: Wayne Blair
Elenco: Chris O’Dowd, Deborah Mailman, Jessica Mauboy, Kylie Belling, Lynette Narkle

03Diferentemente do que o pôster possa sugerir, “Música da Alma” não é uma variação australiana de “Dreamgirls“, e sim um recorte da trajetória de um grupo de soul formado por quatro mulheres aborígenes, que lutam contra a discriminação racial nos anos 1960.

Tony Briggs transformou a história de sua mãe – integrante do quarteto The Sapphires (As Safiras) original – num espetáculo musical em 2004 e transpôs a peça para o cinema em 2012. O filme retrata o abismo social enfrentado pelos povos indígenas na Austrália e apresenta, nesse cenário, um trio de irmãs aborígenes, com incrível talento para o canto, que acaba descoberto por Dave Lovelace (Chris O’Dowd, de “Missão Madrinha de Casamento”).

Músico irlandês fracassado que trabalha como DJ, Dave torna-se empresário das jovens e as estimula a trocar o estilo country/música de raiz pelo soul. Com a adição de uma quarta integrante, surge o grupo The Sapphires, assim batizado em menção ao sucesso das Supremes nos EUA.

 
Intérpretes de clássicos da Motown, as cantoras irão enfrentar o desafio de entreter as tropas americanas durante a Guerra do Vietnã, em 1968. Expostas aos horrores do conflito, “as Safiras” começam a refletir sobre a sua identidade, ao servir de atração a outro tipo de colonizador.

O Sistema
(The East, EUA/ING, 2013, Cor, 116′)
Fox – Drama – 14 anos
Direção: Zal Batmanglij
Elenco: Brit Marling, Alexander Skarsgård, Ellen Page, Toby Kebbell, Patricia Clarkson, Julia Ormond

04Revelada na ficção-científica indie “A Outra Terra“, a atriz Brit Marling coescreveu – ao lado do diretor Zal Batmanglij – o explosivo drama “O Sistema”, exibido no Festival de Sundance em 2012. Produzidos pelos irmãos Ridley (de “O Conselheiro do Crime”, que acaba de estrear no Brasil) e Tony Scott (falecido em 2012), o longa acompanha a jornada de Sarah (Brit), funcionária de uma empresa de segurança privada. Ambiciosa, ela é escolhida para atuar como agente infiltrada num grupo de ativistas radicais denominado “O Leste” (The East, título original do filme).

“Somos o Leste e este é apenas o começo”, informa em voz off na abertura Izzy (Ellen Page, de “Juno”), uma das militantes do grupo “eco-terrorista” que planeja, nos próximos seis meses, contra-atacar três grandes empresas supostamente responsáveis por comercializar produtos nocivos à saúde ou à natureza. Sarah consegue entrar nessa espécie de coletivo anarquista, formado por jovens bem nascidos que optaram por viver idealisticamente, escondidos numa fazenda.

Inédito no Brasil, "O Sistema" traz no elenco Brit Marling ("A Negociação"), Alexander Skarsgård ("Melancolia"), Ellen Page ("A Origem) e Toby Kebbell ("Rocknrolla"). Dotado de relevância assustadora hoje, o roteiro do filme serve de alerta para os perigos do ativismo que desemboca na violência

Inédito no Brasil, e assustadoramente relevante hoje, “O Sistema” traz no elenco Brit Marling (“A Negociação”), Alexander Skarsgård (“Melancolia”), Ellen Page (“A Origem”) e Toby Kebbell (“Rocknrolla”)

Não demora para a agente disfarçada ganhar a confiança de seu alvo, e ao mesmo tempo simpatizar cada vez mais com seus ideais, além de se deixar envolver por seu líder – o misterioso e sedutor Benji. Interpretado por Alexander Skarsgaard (um dos vampiros de “True Blood“), o personagem, de aura messiânica, confere conotação de culto à organização “ativista”, que comete atos extremos como envenenar os funcionários de uma empresa farmacêutica com o mesmo remédio por ela fabricado e que custou a vida de pacientes inocentes.

Com seu grupo de anarquistas/terroristas dotados de consciência social, o filme entra em um terreno perigoso, ainda mais nos dias atuais com a eclosão de violentas manifestações populares ao redor do mundo. As motivações dos personagens de “O Sistema” partem de causas legítimas, mas seus atos incorrem na velha justiça com as próprias mãos.

 
Spring Breakers – Garotas Perigosas
(Spring Breakers, EUA, 2012, Cor, 94′)
Universal – Drama – 18 anos
Direção: Harmony Korine
Elenco: Vanessa Hudgens, Selena Gomez, Ashley Benson, Ashley Benson, Rachel Korine

05Corroteirista de “Kids” e diretor de “Gummo – Vidas sem Rumo”, Harmony Korine volta a causar polêmica com “Spring Breakers”, filme que atingiu inesperado sucesso de bilheteria nos EUA, apresentando um retrato nada lisonjeiro da juventude atual.

O longa acompanha a busca incessante por novas sensações e, acima de tudo, prazer, que preenche o vazio de quatro amigas que vão passar, no calor da Flórida, as tais férias de primavera do título. Sob o olhar crítico e ao mesmo tempo fetichista de Korine, as personagens interpretadas por Selena Gomez (“Ramona e Beezus”), Ashley Benson (“The OC”), Vanessa Hudgens (de “High School Musical”!) e Rachel Korine (esposa do diretor) entram numa espiral de sexo e drogas que culmina com a sua prisão.

A liberdade, mediante o pagamento de fiança, vem na figura de um extravagante traficante chamado Al (ou “Alien”), interpretado por James Franco, que compõe uma caricatura dos “gangsta rappers”. Fã de “Scarface”, o bandido simboliza a ostentação material do “sonho americano” levado às últimas consequências, com seus carros de luxo, roupas de marca e vocabulário limitado.

 
Imagens de farras sexuais adolescentes à la, por exemplo, “Jersey Shore” (da MTV) ou “Wild On” (do canal “E”) pontuam a narrativa como um contraponto irônico à realidade fantasiosa das protagonistas. “Você tem que fingir que é um jogo de videogame”, afirma, despreocupadamente, uma das jovens em determinado momento. À semelhança de um longo videoclipe lisérgico – pense em, por exemplo, “Smack My Bitch” da banda Prodigy -, o filme, goste ou não, recria o estado de letargia mental de jovens que confundem diversão com transgressão, ou até mesmo violência. A pergunta é: a troco de quê?

Butter – Deslizando na Trapaça
(Butter, EUA, 2011, Cor, 90′)
Europa – Comédia – Verifique a classificação indicativa
Direção: Jim Field Smith
Elenco: Jennifer Garner, Yara Shahidi, Ty Burrell, Hugh Jackman, Olivia Wilde, Alicia Silverstone

06Sem chamar a atenção no cinema desde o o escândalo que causou em “O Último Tango em Paris“, a manteiga ganha destaque na comédia de humor negro apropriadamente chamada “Butter”. Caricatura da classe média estadunidense, a produção explora as idiossincrasias de uma competição de “escultura de manteiga” que, por mais incrível que possa parecer para nós do sul do Equador, é uma prática comum no norte dos EUA.

Considerado o “Michelangelo da margarina”, por vencer o campeonato anual 15 vezes, Bob Pickler (Ty Burrell, de “Modern Family”) sai da disputa para dar lugar a sua ambiciosa esposa Laura (Jennifer Garner, “De Repente 30”).

Alpinista social, conservadora e neurótica, a madame fará de tudo para vencer, mas encontra uma adversária mais talentosa: uma menina afro-americana de apenas 11 anos. Em busca de reconhecimento social em seu mundinho de aparências, a personagem de Jennifer entra num crescendo de insanidade com a simples possibilidade de perder, lembrando outra obsessiva do cinema, a protagonista de “Eleição” (1999). A trama de enganos e intrigas se complica com a entrada de uma stripper (a bela Olivia Wilde, de “House“) e de um vendedor de carros, vivido pelo Wolverine (e galã) Hugh Jackman.

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: PRODUÇÕES INÉDITAS NOS CINEMAS BRASILEIROS

Confira a seguir as dicas da equipe 2001 Vídeo:

Quebra de Conduta
(Möbius, FRA/BEL/LUX, 2013, Cor, 103′)
Diração: Eric Rochant
Elenco: Jean Dujardin, Cécile De France, Tim Roth, John Lynch, Branka Katic

0001A crise econômica europeia serve de pano de fundo para este intrincado thriller de espionagem sobre especulação financeira.

Especializada em títulos derivativos, Alice (Cécile de France, de O Garoto da Bicicleta) trabalha para um banco de investimentos em Mônaco. Envolvida em negociações suspeitas, a bela executiva está sob investigação da divisão de crimes financeiros do governo e passa a trabalhar para um especulador russo (o inglês Tim Roth, da série Lie to Me). Ao mesmo tempo, cada passo seu é acompanhado por um espião russo de nome Moïse (Jean Dujardin, O Artista), pela CIA e até a FSB (sucessora da antiga KGB).

A trama, já complicada, torna-se ainda mais imprevisível a partir do envolvimento amoroso do personagem de Dujardin com a mulher que deveria apenas seguir. Ele quebra o protocolo, misturando o objetivo da missão com prazer, e a tensão cresce paralelamente ao jogo de cintura de Moise para manter seu disfarce – assim como o romance – em segredo.

Em meio à tanta espionagem, agentes duplos e segredos de Estado, romance à vista entre os personagens de Jean Dujardin ("O Artista") e Cécile de France ("Além da Vida") - boa química - e cenas tórridas - na tela

Em meio à tanta espionagem, agentes duplos e segredos de Estado, romance à vista entre os personagens de Jean Dujardin (“O Artista”) e Cécile de France (“Além da Vida”) – boa química – e cenas tórridas – na tela

Revelar mais pode estragar as surpresas da história que interliga diferentes frentes de vigilância em torno da heroína e acaba transmutada num romance envolvente e tórrido, com cenas quentes entre dois astros do cinema francês, Dujardin e Cécile.

Com diálogos em francês, inglês e russo, e locações em Bruxelas, Mônaco e Moscou, Quebra de Conduta é um thriller romântico com negociatas e espionagem geopolítica, explorando os riscos assumidos em nome do próprio desejo.

 
O Resgate
(L’assaut, FRA. 2010, Cor, 92′)
Direção: Julien Leclercq
Elenco: Vincent Elbaz, Grégori Derangère, Mélanie Bernier

0002Em 24 de de dezembro de 1994, quatro extremistas do GIA (Grupo Islâmico Armado) sequestraram um avião da Air France no aeroporto Houari Boumediene, na Argélia. Disfarçados de agentes de segurança, e fortemente armados, eles entraram no voo 8969 que se preparava para decolar, rendendo cerca de 220 passageiros como reféns.

Diferentemente de Vôo United 93, O Resgate não foca a tensão entre sequestradores e reféns, preferindo o vai e vem das negociações do Ministério das Relações Exteriores e, sobretudo, os preparativos do Grupo de Intervenção da Polícia Nacional (GIGN, na sigla em francês), criado em 1974 para lidar com situações críticas como grandes sequestros. Com exceção de Thierry (Vincent Elbaz), um dos líderes da unidade, pouco importa a identidade dos membros do grupo, mas sim suas ações.

Com boas cenas de ação e ritmo eletrizante, "O Resgate" confirma a diversidade do cinema francês, que também sabe fazer filme de ação de qualidade

Com boas cenas de ação e ritmo eletrizante, “O Resgate” confirma a diversidade do cinema francês, que também sabe fazer filme de ação de qualidade

Com precisão cirúrgica, fotografia monocromática e poucos diálogos expositivos ou subtramas, o ótimo thriller de ação confirma a pluralidade do atual cinema francês. A edição mantém o ritmo tenso e evita a espetacularização da violência, que inevitavelmente irrompe com toda a sua força na tomada do avião, ação televisionada em cadeia nacional.

Durante o trágico episódio, os terroristas revelaram que não queriam apenas a libertação de líderes do partido islâmico, mas partir com o avião até a França. Segundo especialistas, a ação retratada no filme foi um prelúdio para o ataque às Torres Gêmeas sete anos depois, já que os sequestradores do avião francês visavam outro alvo simbólico: a Torre Eiffel em Paris.

 
Resistência
(Resistance, ALE/ING, 2012, Cor, 92′)
Direção: Amit Gupta
Elenco: Andrea Riseborough, Michael Sheen, Kimberley Nixon, Tom Wlaschiha

0003E se o ataque dos aliados no Dia D tivesse fracassado e a Alemanha invadisse a Inglaterra? Embora não inteiramente nova – Fatherland, de 1994, apresentou cenário semelhante -, essa premissa fantasiosa move o inédito Resistência.

Dirigido e escrito pelo estreante em longa-metragem Amit Gupta, baseado em um romance de Owen Sheers, o filme é um drama de guerra intimista que se vale da atmosfera e de boas atuações de atores como a inglesa Andrea Riseborough (W.E.., Agente C, Oblivion).

A atriz interpreta Sarah, uma moradora do Vale Olchon (no Reino Unido) que certo dia acorda e descobre que o marido sumiu, assim como os outros homens da aldeia. Todos os homens adultos sumiram, sem explicações. Para onde foram e por quê? Por que não informaram a suas mulheres que partiriam?

O ano é 1944 e o rádio informa que Bristol e Oxford já foram tomadas pelos nazistas. Um pequeno grupo de militares alemães chega ao vilarejo, deixando instruções claras: ninguém pode entrar ou sair. O vale foi tomado. Curiosamente, a invasão acontece sem alarde ou confrontos violentos, liderada por Albrecht (Tom Wlaschiha, da série Game of Thrones), um oficial atormentado por flashbacks do passado.

Resistance_poster

Sensível às privações impostas pela guerra às mulheres do local, o antagonista cai de amores por Sarah, criando um dilema ético e moral para ambos. As mulheres enfrentam dilema semelhante – o de colaborar ou não com os nazistas, já que qualquer ajuda ou diálogo com o inimigo pode ser considerado um ato de traição.

De ritmo bucólico e narrativa lenta, Resistência é econômico naquilo que revela ao espectador, mantendo ao máximo a expectativa em torno da volta dos fugitivos. E a pergunta-chave, não só para as mulheres, mas também para os invasores alemães: para onde foram os homens do vale?

 
Tudo por um Sonho
(Chasing Mavericks, EUA, 2012, Cor, 117′)
Direção: Curtis Hanson, Michael Apted
Elenco: Gerard Butler, Jonny Weston, Elisabeth Shue, Abigail Spencer

0004Dirigido por Curtis Hanson (Los Angeles – Cidade Proibida) e completado por Michael Apted -, o filme é uma envolvente história de superação, inspirada em fatos e personagens reais. Na costa californiana, Frosty (o astro Gerard Butler, de Invasão à Casa Branca) é uma lenda do surfe local que resolve transmitir sua vivência no esporte para Jay, um jovem sem perspectivas na vida.

Frosty torna-se uma espécie de “Sr.Miyagi do surfe”, ensinando não só fundamentos do esporte, mas lições de vida: “Os 4 pilares da base humana são o corpo, a mente, as emoções e o espírito”, diz. O mestre estabelece um treinamento de 12 semanas para o pupilo estar apto para surfar nas mavericks, ondas gigantes com até doze metros de altura.

Gerard Butler e em cena: mestre e discípulo dividindo ondas - e lições de vida

Gerard Butler e Jonny Weston em cena: mestre e discípulo dividindo ondas – e lições de vida – em “Tudo por um Sonho”

Interpretado com carisma e autoridade por Butler (também produtor executivo do filme), o surfista veterano decide se aposentar e vê em Jay uma forma de continuar o seu legado. Em paralelo ao treinamento “jedi”, a trama acompanha o rito de passagem de Jay, que inclui um novo interesse amoroso e as dificuldades vividas ao lado da mãe solteira.

Com impressionantes imagens das ondas, filmadas pelo diretor de fotografia Bill Pope (MatrixScott Pilgrim Contra o Mundo), Tudo por um Sonho culmina na emocionante prova final enfrentada pelo jovem que se tornaria um dos maiores surfistas do mundo – Jay Moriarity (1978-2001).

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: INÉDITOS NOS CINEMAS, AGORA NA 2001

Aclamado pela crítica internacional, "Agente C - Dupla Identidade" é o novo filme de James Marsh, diretor do premiado documentário "O Equilibrista". Com Clive Owen e a ascendente Andrea Riseborough (de "W.E.", o drama retrata o conflito entre o governo inglês e células terroristas do IRA na Irlanda do Norte

Aclamado pela crítica internacional, “Agente C – Dupla Identidade” é o novo filme de James Marsh, diretor do premiado documentário “O Equilibrista”. Com Clive Owen e a ascendente Andrea Riseborough (de “W.E.” e o recente “Oblivion”), o drama retrata o conflito entre o governo inglês e uma célula terrorista do IRA, na Irlanda do Norte

Agente C – Dupla Identidade*
(Shadow Dancer, ING/IRL, 2012, Cor, 101′)
Paris – Drama – 16 anos
Direção: James Marsh
Elenco: Clive Owen, Andrea Riseborough, Gillian Anderson, Aidan Gillen, Stuart Graham

Sinopse:  Mãe solteira, Collette McVeigh vive em Belfast com sua mãe e seus irmãos, membros do IRA. Presa por uma tentativa de atentado terrorista em Londres, ela é coagida a colaborar com o MI5 (Military Intelligence, Section 5) – o serviço de inteligência britânico -, tornando-se uma agente dupla, infiltrada na própria família.

* Melhor atriz (Andrea Riseborough) pelo Círculo de Críticos de Londres e pelo British Independent Film Award

Vencedor do Oscar de melhor documentário em 2009 por O Equilibrista, o cineasta britânico James Marsh parte para a ficção ao dirigir o sóbrio thriller Agente C – Dupla Identidade.

Inédito nos cinemas brasileiros, o filme é uma adaptação do romance Shadow Dancer, escrito pelo jornalista político Tom Bradby, também autor do roteiro. A trama começa em Belfast no ano de 1973, com um flashback do evento catalisador (e traumático) na vida da protagonista, Collette (a ascendente Andrea Riseborough, de W.E.). Vinte anos depois, a serviço do IRA, ela é pega em flagrante pelo MI5 antes de uma bomba deixada por ela no metrô explodir. Mac (Clive Owen, voltando à boa fase), o oficial do serviço de inteligência britânico responsável por sua captura, lhe faz uma proposta: perder tudo e ir à prisão ou voltar para Belfast para espionar seus irmãos envolvidos com o terrorismo.

Acuada, Collette relutantemente aceita o acordo, mas seu retorno não vai ser tão simples. A célula terrorista suspeita da presença de um informante entre seus membros, e a desconfiança cresce entre todos, tornando qualquer movimento suspeito. Econômico e de cunho realista, o enredo de espionagem guarda para o final algumas traições e atitudes inesperadas de alguns personagens, além de uma explicação condizente com o título original (Shadow Dancer) do filme.

No papel de uma terrorista do IRA não convicta, que começa a trabalhar como agente infiltrada para o serviço secreto britânico, Andrea Riseborough se confirma mais uma vez  como uma das atrizes mais interessantes da Inglaterra. Antes de "Agente C", ela atuou em "Pior dos Pecados" e "W.E. O Romance do Século", e pode ser vista nos cinemas, ao lado de Tom Cruise na ficção-científica "Oblivion"

No papel de uma terrorista do IRA não convicta, que começa a trabalhar como agente infiltrada para o serviço secreto britânico, Andrea Riseborough se confirma mais uma vez como uma das atrizes mais interessantes da Inglaterra. Antes de “Agente C”, atuou em “Pior dos Pecados” e “W.E. O Romance do Século”, e pode ser vista nos cinemas, ao lado de Tom Cruise, na ficção-científica “Oblivion”

Sem grandes cenas de ação ou qualquer pirotecnia, a tensão está presente em cada cena, nos atos mais simples. E no olhar assustado de Andrea, jovem e interessante atriz inglesa que tem o difícil papel de uma mulher contraditória, que cometeu atos indefensáveis – mais por uma vingança pessoal do que em nome de um ideal político – e ao mesmo tempo não está convicta dos mesmos. É essa capacidade dela se importar, essa culpa que interessa ao agente vivido por Owen.

Além de Andrea, brilham também no elenco Clive Owen ("Closer") e Gillian Anderson (a eterna agente Scully de "Arquivo X"), como agentes britânicos

Além de Andrea, brilham também no elenco Clive Owen (“Closer”) e Gillian Anderson (a eterna agente Scully de “Arquivo X”), como agentes britânicos

Conhecido por seus documentários, James Marsh é hábil na construção de sequências em que os personagens são sufocados pela ambientação a sua volta, ou seja, por todo um sistema do qual não conseguem sair. O contexto político é a Irlanda do Norte acirrada pela divergência de opiniões em torno do “Acordo de Belfast”, que seria assinado, cinco anos depois, pelos governos britânico e irlandês para acabar com os conflitos civis entre nacionalistas e unionistas sobre a união da Irlanda do Norte com a República da Irlanda, ou sua continuação como parte do Reino Unido.

Retrato amargo do cenário político de um período sombrio na história da Irlanda do Norte, Agente C delineia o eterno conflito entre indivíduo e Estado, família e aqueles que não se enquadram nela, muitas vezes resolvendo o impasse por meio da violência. No final, não há mais mocinhos nem vilões, apenas sobreviventes de um dos maiores horrores de nossa época: o terrorismo.

Pôster internacional do filme que se tornou o maior sucesso da história do cinema canadense: uma "dramédia" humanista (ou comédia dramática, se preferir) que tem tudo para conquistar o público brasileiro. Não perca tempo e confira o longa em DVD na 2001

Pôster internacional de “Meus 533 Filhos”, filme que se tornou o maior sucesso da história do cinema canadense. Uma “dramédia” humanista (ou comédia dramática, se preferir) que tem tudo para conquistar o público brasileiro. Não perca tempo e confira o longa em DVD na 2001

dvd_49161Meus 533 Filhos
(Starbuck, CAN, 2011, Cor, 109′)
Europa – Drama – 12 anos
Direção: Ken Scott
Elenco: Patrick Huard, Julie LeBreton, Antoine Bertrand

Sinopse: Aos 42 anos de idade, David leva a vida sem grandes responsabilidades. Ele segue sem rumo até descobrir que é pai de 533 filhos, todos fruto de doações de sêmen que fez há vinte anos. Tudo se complica quando 142 deles decidem processar uma clínica de fertilização para descobrir a identidade de seu pai.

 
Em 2006, o jornal The New York Times publicou reportagem sobre dois estranhos que descobriram ser filhos do mesmo pai, um doador de esperma identificado apenas pelo código “150”, há 20 anos. O nome do verdadeiro doador, Jeffrey Harrison, acabou sendo revelado e atraiu a atenção de dezenas de jovens à procura do pai biológico. Essa história deu origem ao documentário Donor Unknown (“Doador Desconhecido”, também inédito em DVD no Brasil) e inspirou a “dramédia” (ou comédia dramática) Meus 533 Filhos, maior sucesso do cinema canadense recente.

Os desdobramentos em torno da identidade de um doador são levados às últimas consequências na trama do filme escrito e dirigido por Ken Scott (roteirista de A Grande Sedução). Logo no início, um flashback mostra o protagonista David Wozniak colocando literalmente as mãos à obra numa clínica de fertilização, em abril de 1988. Um pulo no tempo e o personagem surge em 2011, na pele de Patrick Huard (ótimo), trabalhando como entregador no frigorífico do pai, sem grandes inspirações ou responsabilidades.

David (Patrick Huard) em cena: "doador de respeito", conhecido apenas pelo codinome "Starbuck", título original do filme

David (Patrick Huard) em cena: “doador de respeito”, conhecido apenas pelo codinome “Starbuck”, título original do filme

Sem credibilidade junto à família e devendo cerca de $ 80 mil para agiotas, David recebe a notícia que sua namorada está grávida, o que o faz repensar a própria vida. E, para complicar, 142 jovens processam a clínica de inseminação artificial na qual doava esperma, exigindo a identidade do recorrente doador conhecido pelo código “Starbuck”. Detalhe: “Starbuck” gerou os 533 filhos mencionados no título brasileiro – é que apenas 142 decidiram entrar no processo coletivo.

Após a negação inicial, o protagonista não resiste à curiosidade de conhecer alguns de seus filhos biológicos, que seleciona ao acaso em um monte de fichas. É aí que o filme, que poderia se tornar uma comédia marcada pelo cinismo ou a exploração das agruras de David, se torna uma surpreendente história de solidariedade.

Revelar mais sobre o destino do “pai relutante” só vai estragar as surpresas e a riqueza de situações, transformadoras e de uma humanidade cada vez mais rara na correria individualista da atualidade.

Vince Vaughn ("Penetras Bons de Bico") em cena semelhante, mas da refilmagem do filme canadense, chamada "Delivery Man", com previsão de estreia no Brasil em 4 de outubro

Vince Vaughn (“Penetras Bons de Bico”) em cena semelhante, mas da refilmagem do filme canadense, chamada “Delivery Man”, com previsão de estreia no Brasil em 4 de outubro

Agora, só resta esperar que a refilmagem americana com Vince Vaughn – Delivery Man, prevista para estrear em outubro no Brasil – não substitua a humanidade da versão original pelo humor besteirol.

ESCRITO PELO MESMO DIRETOR:
A Grande Sedução (2003)

Presente em comédias como "O Virgem de 40 Anos" e "Viajar É Preciso" e até dramas ("As Vantagens de Ser Invisível"), Paul Rudd empresta seu carisma a um personagem cativante: um ingênuo "maluco-beleza" que se vê obrigado a viver na cidade grande com as irmãs, causando muitos mal-entendidos

Presente em comédias como “O Virgem de 40 Anos” e “Viajar É Preciso” e até dramas (“As Vantagens de Ser Invisível”), Paul Rudd empresta seu carisma a um personagem cativante: um ingênuo “maluco-beleza” que se vê obrigado a viver na cidade grande com as irmãs, causando muitos mal-entendidos

O Idiota do Meu Irmão
(Our Idiot Brother, EUA, 2011, Cor, 90′)
California – Comédia – 14 anos
Direção: Jesse Peretz
Elenco: Paul Rudd, Elizabeth Banks, Zooey Deschanel, Emily Mortimer, Adam Scott, Steve Coogan

Sinopse: Após sair da prisão, Ned descobre que sua namorada arrumou outro. Expulso da fazenda onde morava e trabalhava, só lhe resta pedir ajuda para as três irmãs cosmopolitas, bagunçando o cotidiano de cada uma.

 
Despretensiosa comédia dramática que tem no elenco o seu maior atrativo. Presente em dois lançamentos recentes na 2001 – o sensível drama As Vantagens de Ser Invisível e, em seu habitat tradicional, a comédia, em Viajar É Preciso –, Paul Rudd interpreta o típico “maluco beleza”, um otimista incorrigível que acaba inocentemente detido por oferecer maconha  a um policial. Ao sair da prisão, é expulso de sua fazenda pela namorada, que já arrumou outro e não deixa ele levar seu amado cachorro Willie Nelson.

Paul Rudd durante a divulgação do filme nos EUA: com a "cara lavada", bem diferente do adorável hippie de "O Idiota do Meu Irmão"

Paul Rudd durante a divulgação do filme nos EUA: com a “cara lavada”, bem diferente do adorável hippie de “O Idiota do Meu Irmão”

À procura de um lugar para ficar, encontra abrigo junto às irmãs, que vivem em Nova York. Começa a estadia, que não dura muito, com cada uma: Liz (Emily Mortimer, A Garota Ideal), a esposa perfeita, tão devotada ao marido (Steve Coogan, A Festa Nunca Termina) que não percebe que é constantemente traída; a descolada Natalie (Zooey Deschanel, da série New Girl), dividida entre a namorada (Rashida Jones, Celeste e Jesse para Sempre) e um flerte heterossexual; e a jornalista Miranda (Elizabeth Banks, de Para Maiores), que não mede esforços em busca de um grande furo sensacionalista.

"Ned e suas Irmãs": Emily Mortimer, Elizabeth Banks e Zooey Deschanel em cena

“Ned e suas Irmãs”: Emily Mortimer, Elizabeth Banks e Zooey Deschanel em cena

As irmãs completam o arco dramático da trama, estruturada em torno das diferenças culturais, do contraste entre a pretensa sofisticação das três e a ingenuidade bem intencionada do irmão riponga. Irmão que vive em um mundo particular e mais humano, sem a acumulação material, o stress e os problemas cotidianos de sua família na cidade. Sua filosofia de vida é acreditar nas pessoas e sempre contar a verdade. O que parece, infelizmente, cada vez mais difícil na sociedade contemporânea.

Inédito no circuito comercial brasileiro, apesar da presença de Channing Tatum, o filme acompanha com bom humor, drama e uma boa dose de romance a reunião de um antigo grupo de amigos do ensino médio, obviamente, 10 anos depois. Além de Tatum, o elenco conta com nomes interessantes: Rosario Dawson ("Sin City"), Oscar Isaac ("W.E.") e Aubrey Plaza (do surpreendente "Sem Segurança Nenhuma")

Inédito no circuito comercial brasileiro, apesar da presença de Channing Tatum, “10 Anos de Pura Amizade” acompanha com bom humor, drama e uma boa dose de romance a reunião de um antigo grupo de amigos do ensino médio… 10 anos depois. Além de Tatum, o elenco conta com nomes interessantes: Rosario Dawson (“Sin City”), Oscar Isaac (“W.E.”) e Aubrey Plaza (do surpreendente “Sem Segurança Nenhuma”, em junho nas lojas da 2001)

10 Anos de Pura Amizade
(10 Years, EUA, 2011, Cor, 100′)
California – Romance – Consulte a classificação indicativa
Direção: Jamie Linden
Elenco: Channing Tatum, Jenna Dewan-Tatum, Rosario Dawson, Chris Pratt, Justin Long, Oscar Isaac, Chris Pratt, Aubrey Plaza, Ron Livingston

Sinopse: Um grupo de amigos do ensino médio se reúne dez anos após a formatura e começa a refletir sobre o que aconteceu com suas vidas. Entre eles está Jake, um homem apaixonado pronto para pedir a mão da namorada em casamento, até reencontrar seu grande amor da época do colégio.

 
Projeto pessoal do galã Channing Tatum (Magic Mike, Para Sempre), 10 Anos de Pura Amizade marca a estreia na direção de Jamie Linden, roteirista de Querido John (também com o ator). Típico filme de rito de passagem, acompanha um dos períodos mais difíceis da juventude: a transição da vida escolar para a vida adulta.

Equilibrando-se entre a seriedade de O Reencontro com o tom bem-humorado de Romy and Michele, o roteiro segue a festa de reencontro de 10 anos de uma turma de formandos, agora na faixa dos trinta anos.

Os personagens de Channing Tatum e Rosario Dawson em cena: relembrando um amor do passado. Além de protagonista, Tatum produziu o filme, além de contracenar com sua esposa da vida real, Jenna Dewan-Tatum. Os dois se apaixonaram durante as filmagens de Ela Danço, Eu Danço

Os personagens de Channing Tatum e Rosario Dawson durante a festa: relembrando um amor do passado. Além de protagonista, Tatum produziu o filme, além de contracenar com sua esposa, Jenna Dewan-Tatum. Os dois se apaixonaram nas filmagens de “Ela Danço, Eu Danço”, de 2006

Parceiros na vida real, Tatum e sua esposa Jenna Dewan contracenam pela primeira vez desde que se conheceram em Ela Dança, Eu Danço, interpretando um casal de namorados. Esse é só um dos vários núcleos dramáticos, que incluem um antigo amor (Rosario Dawson) do personagem de Tatum, um músico bem-sucedido (Oscar Isaac, em breve no novo filme dos irmãos Coen, Inside Llewyn Davis) e um ex-valentão (Chris Pratt, do infame Para Maiores) que quer se desculpar por todo o bullying que cometeu no passado.

Em meio aos sonhos de outrora e a realidade atual, o reencontro após tanto tempo é marcado não só pelo estranhamento, mas pela certeza que todos aprenderam (e mudaram) muito pelo caminho. Estejam ou não felizes hoje.

Outra certeza, garantida não apenas pela presença de Tatum, é que o filme pode ser uma boa (e nostálgica) opção para o Dia dos Namorados.

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: AÇÃO, ESPIONAGEM E FICÇÃO-CIENTÍFICA EM 4 FILMES INÉDITOS

Conspiração Xangai
(Shanghai, EUA/CHI, 2012, Cor, 105′)
Direção: Mikael Håfström
Elenco: John Cusack, Gong Li, Chow Yun-Fat, Ken Watanabe, Franka Potente, David Morse, Jeffrey Dean Morgan

6Xangai, outubro de 1941. Paul Soames, um agente secreto americano, investiga o assassinato de seu melhor amigo. Ele foca a sua investigação no carismático gângster da cidade, Anthony Lanting, e sua bela esposa Anna. Logo, Paul e Anna se envolvem, colocando suas vidas em jogo.

Ainda livre da invasão japonesa que devastara Nanjing meses antes (episódio reconstituído em Órfãos da Guerra e Flores do Oriente), Xangai é palco de uma intrincada trama envolvendo mafiosos japoneses, nazistas, agentes duplos e mulheres sedutoras, interpretadas por Gong Li (Memórias de uma Gueixa) e Franka Potente (Corra Lola Corra), além do ataque a Pearl Harbor, meses depois.

Musa de Zhang Yimou em inúmeros filmes (Sorgo Vermelho, A História de Qiu Ju, Lanterna Vermelhas), a estrela chinesa Gong Li participa de "Conspiração Xangai" no papel da sedutora esposa do gângster  interpretado por Chow Yun-Fat (de "O Tigre e o Dragão")

Musa de Zhang Yimou, a estrela chinesa Gong Li interpreta a sedutora esposa de um gângster em “Conspiração Xangai”

Inédito nos cinemas brasileiros, Conspiração Xangai tem coprodução chinesa e americana, direção de um sueco (Mikael Håfström, de O Ritual), diálogos em inglês e elenco internacional. Com ótima reconstituição de época e fotografia de Benoît Delhomme (O Cheiro do Papaia Verde), o filme é um drama de espionagem à moda antiga, acompanhando um jornalista (John Cusack) a serviço do governo americano na China.

Como em todo bom filme noir, a espirituosa narração em off do protagonista comenta a cadeia de acontecimentos desta boa produção de época escrita por Hossein Amini, roteirista do cult  Drive.

Em tempo: a trilha sonora conta com solos do famoso pianista clássico chinês Lang Lang.

O Código
(Safe, EUA, 2012, Cor, 94′)
Direção: Boaz Yakin
Elenco: Jason Statham, Catherine Chan, James Hong, Chris Sarandon, Anson Mount

9Inédito nos cinemas brasileiros, O Código é mais um veículo para o maior astro de ação do cinema atual, o inglês Jason Statham (Adrenalina, Os Mercenários 1 e 2).

O ator interpreta Luke Wright, ex-campeão de artes marciais que perde a razão de viver após ter a esposa assassinada pela máfia russa. Sua redenção surge na figura de Mei, menina chinesa de apenas 12 anos que é um prodígio em matemática.

Dona de memória fotográfica, Mei foi traficada da China para Nova York a fim de servir como livro-caixa humano para a tríade chinesa. Com sua excepcional capacidade de decorar números e realizar cálculos aritméticos, ela torna-se a forma mais segura de armazenar em segredo as operações da organização criminosa. Só que a “geniazinha” consegue fugir, colocando os chineses, os russos e até alguns policiais corruptos em seu encalço.

 
Similar ao personagem de Jean Reno em O Profissional, o herói de Statham irá enfrentar a todos para defender a criança que guarda – na cabeça – o código de um cofre secreto.

Com sua presença carismática, o astro de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) e Snatch (2000) extrai o máximo de diálogos banais e coreografa como poucos as cenas de pancadaria.

Deu a Louca nos Nazis
(Iron Sky, ALE/FIN/AUS, 2012, Cor, 93′)
Direção: Timo Vuorensola
Elenco: Julia Dietze, Christopher Kirby, Götz Otto, Udo Kier, Peta Sergeant, Stephanie Paul

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Autêntico “filme B”, Deu a Louca nos Nazis desenvolve com muita criatividade uma premissa original: e se os nazistas, escondidos em uma base na Lua desde 1945, retornassem à Terra para conquistar o mundo em 2018?

Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, Hans Kammler e outros cientistas alemães fazem uma revolução na investigação da antigravidade. Partindo de uma base secreta na Antártica, as espaçonaves nazistas são enviadas para a Lua. O seu plano é construir uma poderosa frota e, no futuro, voltar e conquistar a Terra.

Na sátira de ficção científica "Deu a Louca nos Nazis", uma presidente americana sem nome lembra, na aparência e atitudes, a ex-candidata à vice dos EUA em 2008, Sarah Palin. A ex-governadora do Alasca, vice de John MacCain na primeira disputa presidencial vencida por Barak Obama, aparece como ela mesma no telefilme da HBO "Virada no Jogo"

Na sátira de ficção científica “Deu a Louca nos Nazis”, uma presidente americana sem nome lembra, na aparência e atitudes, a ex-candidata à vice dos EUA, Sarah Palin. A ex-governadora do Alasca, vice de John MacCain na disputa presidencial vencida por Barack Obama em 2008, aparece como ela mesma no telefilme da HBO “Virada no Jogo”

Ambientado em 2018, o filme é uma tresloucada sátira política que opõe os nazistas à maior potência mundial, governada por uma presidente de extrema direita tentando a reeleição nos EUA. Calcada na ex-governadora do Alasca, a primeira e única Sarah Palin, célebre por seu estrelismo e vexames na campanha presidencial de 2008.

Do humor negro, que não poupa o governo de George W. Bush e a política externa americana, o filme assume de vez a aventura de ficção-científica, com bons efeitos especiais em computação gráfica para uma produção de baixo orçamento. E, como todo pastiche de gêneros, desfila uma série de referências cinematográficas que vão de O Grande Ditador (1940), de Charles Chaplin, até A Queda! As Últimas Horas de Hitler (2004).

Prisioneiros do Poder
(Obitaemyy Ostrov, RUS, 2008, Cor, 119′)
Direção: Fedor Bondarchuk
Elenco: Vasiliy Stepanov, Yuliya Snigir, Pyotr Fyodorov, Sergey Garmash

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Na trama, o desenvolvimento humano chegou ao ponto das viagens interestelares tornarem-se rotineiras – e a fome, a violência e as guerras fazem parte do passado. Mas, em pleno século 22, quando a nave do explorador espacial Maxim cai acidentalmente no desconhecido planeta Saraksh, ele descobre uma sociedade similar à do século 20, imersa em problemas sociais, escravizada por um governo totalitário e mantida refém dos poderosos.

Inédita no Brasil, a superprodução russa é baseada em popular romance escrito pelos irmãos Arkady e Boris Strugatsky na década de 1960. Especialistas em literatura de ficção-científica existencialista, os dois escreveram outro livro adaptado para o cinema – Roadside Picnic, que inspirou Stalker (1979), de Andrei Tarkovski.

Vários elementos do romance que deu origem a Prisioneiros do Poder são uma crítica disfarçada à vida na ex-União Soviética, por isso sua importância para diferentes gerações no país. Um regime totalitário administrado por burocratas que empregam propaganda de massa e controle da mente, além de tratar com crueldade seus dissidentes, mantendo a população ignorante sobre o mundo à sua volta. Alusões atemporais e que se estendem até a Rússia moderna e os conflitos na Chechênia e na Georgia, ou até mesmo a Guerra do Iraque.

 
Filho do renomado Sergey Bondarchuk (1920–1994), diretor do clássico O Destino de um Homem (1959), o ator e cineasta Fedor Bondarchuk encarou o desafio e levantou um dos maiores orçamentos do cinema russo para levar às telas o complicado enredo do clássico dos irmãos Strugatsky. Fiel a sua fonte, Prisioneiros do Poder foi dividido em dois filmes devido a sua longa duração. Em 2009, a continuação Obitaemyy Ostrov Skhvatka foi lançada internacionalmente sob o título Inhabited Island – Rebellion, ainda sem previsão no Brasil.

INÉDITOS NOS CINEMAS, MAS NÃO NA 2001…

CONHEÇA ALGUMAS PRODUÇÕES QUE NÃO PASSARAM NO CIRCUITO COMERCIAL BRASILEIRO, MESMO TRAZENDO NO ELENCO NOMES COMO WILLEM DAFOE, JENNIFER ANISTON, COLIN FARRELL, KEIRA KNIGHTLEY E DANIEL BRUHL: 

O Caçador
(The Hunter, AUS, 2011, Cor, 102’)
Paramount – Drama – 14 anos
Direção: Daniel Nettheim
Elenco: Willem Dafoe, Sam Neill, Frances O’Connor

Sinopse: Enviado para a Ilha da Tasmânia por uma empresa de biotecnologia, o mercenário Martin tem como missão caçar o último Tigre-da-Tasmânia.

Em O Caçador, Willem Dafoe compõe uma interpretação mais sutil e controlada do que os vilões que costuma interpretar no cinema. Original, o filme contrapõe homem e natureza na caça a um demônio da Tasmânia

Em O Caçador, Willem Dafoe compõe uma interpretação mais sutil e controlada do que os vilões que costuma interpretar no cinema. Original, o filme contrapõe homem e natureza na caça a um “Tigre-da-Tasmânia

Adaptado do romance homônimo de Julia Leigh, diretora de Beleza Adormecida, O Caçador traz Willem Dafoe em sua melhor atuação nos últimos anos, compondo um personagem introspectivo enviado a um meio inóspito.

Em busca de seu objetivo, o experiente e meticuloso caçador do título precisa esconder seu real objetivo da comunidade local, dividida entre ambientalistas, interesses corporativos e moradores que vivem da exploração das reservas naturais da Ilha da Tasmânia. A tensão provém da espera do protagonista, a espera do caçador por sua presa, em um contemplativo embate entre o homem e a natureza selvagem, representada pelas belas paisagens do filme.

 

Viajar É Preciso
(Wanderlust, EUA, 2012, Cor, 98′)
Universal – Comédia – 16 anos
Direção: David Wain
Elenco: Jennifer Aniston, Paul Rudd, Malin Åkerman, Alan Alda

Sinopse: Desempregado e sem dinheiro, um casal deixa Nova York e termina encontrando abrigo em uma amalucada sociedade alternativa no sul dos EUA.

Jennifer Aniston e Paul Rudd estrelam a comédia que é tão amalucada (e liberal) quanto os excêntricos personagens da comuna hippie da trama

Jennifer Aniston e Paul Rudd estrelam a comédia que é tão amalucada (e ousada) quanto os excêntricos personagens da comunidade hippie da trama

Mais uma comédia produzida por Judd Apatow (O Virgem de 40 Anos, Ligeiramente Grávidos) com o ator Paul Rudd no elenco. Seu personagem e o de Jennifer Aniston mudam-se para uma comunidade hippie, acreditando ter encontrado a paz e um novo rumo. Contudo, a imersão dos dois em um novo estilo de vida, que inclui sexo livre, nudismo e amigos nada convencionais, não será nada fácil.

 

O Último Guarda-Costas
(London Boulevard, ING/EUA, 2010, Cor, 103′)
Imagem – Drama – 16 anos
Direção: William Monahan
Elenco: Colin Farrell, Keira Knightley, Ray Winstone

Sinopse: Recém-saído da prisão, Mitchel está determinado a se afastar do crime e consegue emprego como segurança de uma famosa atriz, reclusa em Londres.

Mistura de thriller policial e drama crítico à indústria de celebridades, O Último Guarda-Costas reúne Colin Farrell e Keira Knightley, que em breve poderá ser vista nos cinemas no papel-título de Anna Karenina

Mistura de thriller policial e crítica aos paparazzi, O Último Guarda-Costas reúne Colin Farrell e Keira Knightley, que em breve poderá ser vista nos cinemas no papel-título de Anna Karenina

Roteirista de prestígio em Hollywood, William Monahan (Cruzada, Os Infiltrados) estreia na direção com O Último Guarda-Costas, drama criminal que acompanha um ex-detento tentando recomeçar a vida. O papel é de Colin Farrell, dividido entre a volta ao crime organizado e a tentativa de normalidade ao lado de uma estrela perseguida por paparazzi.

Em boa atuação, Colin Farrell interpreta um criminoso que sai da prisão e é pressionado por mafioso a voltar à ativa

Em boa atuação, Colin Farrell interpreta um criminoso que sai da prisão e é pressionado por mafioso a voltar à ativa

Ao som de clássicos do rock dos anos 1960 e 1970, o filme evoca a violência e os marginais de policiais britânicos como Performance e Get Carter, representados na figura do vilão interpretado por Ray Winstone (Sexy Beast).

 

Tirando a Sorte Grande
(The Pelayos, ESP, 2012, Cor, 97′)
Playarte – Cinema Europeu – 14 anos
Direção: Eduard Cortés
Elenco: Daniel Brühl, Lluís Homar, Hui Chi Chiu

Sinopse: Gonzalo Pelayo descobriu a fórmula para ganhar legalmente nas roletas. Decidido a pôr em prática seu plano, reúne a família para jogatinas ao redor do mundo. Graças a um método infalível, os Pelayos conseguem quebrar a banca em qualquer cassino, atraindo a atenção de seus donos.

Estrelado por Daniel Brühl, ator que ganhou fama junto aos cinéfilos brasileiros em Edukators, estrela Tirnando a Sorte Grande, espécie de "Quebrando a Banca" espanhol

Estrelado por Daniel Brühl, ator que ganhou fama junto aos cinéfilos brasileiros em Edukators, estrela Tirando a Sorte Grande, espécie de “Quebrando a Banca” espanhol

Depois de Hollywood mergulhar no universo dos cassinos e seus jogadores em Quebrando a Banca (2008), chegou a vez dos europeus abordarem o assunto em Tirando a Sorte Grande. Produzido na Espanha, o filme é estrelado por Lluís Homar (Os Olhos de Lúcia) e Daniel Brühl (Edukators) como pai e filho, empenhados em colocar em prática um método para vencer nas roletas. Os dois organizam uma equipe em família e, juntos, vão apostar inicialmente 1 euro nos mesmos números, noites seguidas.

Apostas que servirão de teste para a aferição dos números mais vitoriosos na roleta, em um programa de computador. Tudo perfeito até o comportamento humano entrar em cena, com brigas internas e um dos comparsas do grupo começar a sair com uma crupiê do cassino.

 

Mundo Sem Fim I – O Jogo
(World Without End – Knight / King, ALE/CAN/ING, 2012, Cor, 110′)
Universal – Séries de TV – 16 anos
Direção: Michael Caton-Jones
Elenco: Ben Chaplin, Cynthia Nixon, Peter Firth, Charlotte Riley, Miranda Richardson

Sinopse: Kingsbridge, Inglaterra, 1327. A Rainha Isabela derrota e aprisiona seu marido, o Rei Eduardo II, no intuito de coroar seu jovem filho Eduardo III e manter o poder para si mesma e para seu amante, Lorde Mortimer. No entanto, um misterioso cavaleiro, perseguido por dois soldados inimigos, leva uma flechada no braço e se esconde, guardando um segredo que pode mudar tudo.

Produzido por Ridley Scott (Gladiador) e seu irmão Tony Scott (Chamas da Vingança), a minissérie Mundo Sem Fim é composta por oito episódios, distribuídos em 4 DVDs lançados separadamente pela distribuidora. Confira o 1º e o 2º disco, com os quatro primeiros capítulos da continuação de Os PIlares da Terra, escrita por Ken Follet

Produzido por Ridley Scott (Gladiador) e seu irmão Tony (Chamas da Vingança), a minissérie Mundo Sem Fim é composta por oito episódios, distribuídos em 4 DVDs lançados separadamente pela distribuidora. Confira o 1º e o 2º, com os quatro primeiros capítulos da continuação de Os Pilares da Terra, escrita por Ken Follet

Mundo Sem Fim II – O Duelo
(World Without End – Prior / Check, ALE/CAN/ING, 2012, Cor, 105′)
Universal – Séries de TV – 16 anos
Direção: Michael Caton-Jones
Elenco: Ben Chaplin, Cynthia Nixon, Peter Firth, Charlotte Riley, Miranda Richardson

Sinopse: Após a grande tragédia com a queda da ponte, os cidadãos de Kingsbridge tentam reconstruir suas vidas e seguir em frente. No entanto, tempos difíceis ainda estão por vir com batalhas sendo travadas entre França e Inglaterra, sob o comando do Rei Edward III.

Produzido por Ridley Scott (Gladiador) e seu irmão Tony Scott (Chamas da Vingança), a minissérie Mundo Sem Fim é composta por oito episódios, distribuídos em 4 DVDs lançados separadamente pela distribuidora. Confira o

Adaptação da obra homônima de Ken Follet para a TV, sobre os descendentes dos personagens de outro best seller do autor, Os Pilares da Terra. Na minissérie Mundo Sem Fim, lançada no Brasil em quatro discos individuais, Follet acompanha a trajetória de quatro crianças que presenciam um crime e decidem mantê-lo em segredo. Dois séculos depois da construção da imponente catedral de Os Pilares.

Uma das atrizes inglesas mais premiadas da década de 1990, Miranda Richardson (Perdas e Danos, Traídos pelo Desejo) tem uma participação importante em Mundo Sem Fim

Uma das atrizes inglesas mais prestigiadas da década de 1990, Miranda Richardson (indicada ao Oscar por Perdas e Danos e Tom & Viv) tem uma participação importante em Mundo Sem Fim

Apesar das diferenças sociais que os separam em plena Idade Média, suas vidas serão entrelaçadas em encontros e desencontros marcados pelo amor e pelo ódio mais profundo.

No elenco, destaque para Ben Chaplin (Os Vestígios do Dia) no papel de Sir Thomas Langley, Cynthia Nixon (a Miranda da série Sex and the City) e Miranda Richardson, atriz inglesa de prestígio nos anos 1990 devido a filmes como Traídos pelo Desejo e Perdas e Danos.

Falecido tragicamente em 2012, Tony Scott foi um dos produtores da minissérie, ao lado do irmão Ridley.

LANÇAMENTOS PARA LOCAÇÃO

INÉDITOS NOS CINEMAS BRASILEIROS, DOIS DRAMAS INDEPENDENTES E A REFILMAGEM DE ARTHUR – O MILIONÁRIO SEDUTOR ACABAM DE CHEGAR ÀS LOJAS DA 2001:

Matemática do Amor
(An Invisible Sign, EUA, 2010, Cor, 87′)
California – Drama – 12 anos
De: Marilyn Agrelo
Com: Jessica Alba, J.K. Simmons, Sonia Braga
Na infância, Mona Gray desenvolveu habilidades com a matemática para superar os problemas causados pela doença do pai. Com o passar do tempo, ela passou a ensinar a matéria, ajudando diferentes estudantes.

O drama estrelado por Jessica Alba pode ser conferido em DVD e Blu-ray nas lojas da 2001

Drama edificante estrelado por Jessica Alba (Quarteto Fantástico) no papel de jovem apaixonada por matemática, vivendo uma série de privações até se encontrar como professora. No elenco, destaque para a curiosa participação de Sonia Braga, no papel de mãe da protagonista.

 

Tempo de Crescer
(Paper Man, EUA, 2009, Cor, 110′)
California – Drama – 14 anos
De: Kieran Mulroney, Michele Mulroney
Com: Jeff Daniels, Emma Stone, Ryan Reynolds
Uma amizade inesperada surge entre Richard, escritor de meia-idade com bloqueio criativo, e Abby, garota de 17 anos marcada por uma tragédia em família.

Tempo de Crescer é mais uma produção independente com bom elenco e personagens excêntricos, amargurados pelas pequenas decepções da vida. Nesse caldeirão de neuroses, um escritor frustrado, possivelmente com Síndrome de Peter Pan, encontra na jovem interpretada pela ótima Emma Stone (A Mentira) alguém para dividir seus anseios e fantasias mais secretas – como seu amigo imaginário, interpretado por Ryan Reynolds (Lanterna Verde).

 

Arthur – O Milionário Irresistível
(Arthur, EUA, 2011, Cor, 110′)
Warner – Comédia – 12 anos
De: Jason Winer
Com: Russell Brand, Helen Mirren, Jennifer Garner
Para não perder a herança milionária da família, Arthur precisa se casar com uma mulher da alta sociedade. No entanto, ele se apaixona por uma garçonete, obrigando-o a escolher entre o amor e o dinheiro.

Refilmagem da comédia Arthur – O Milionário Sedutor (1981), com o comediante inglês Russell Brand (O Pior Trabalho do Mundo) no papel que foi de Dudley Moore na versão original, e a ótima Helen Mirren interpretando uma versão feminina do impagável mordomo de John Gielgud (1904–2000). Brand e Mirren voltaram a trabalhar juntos em A Tempestade, adaptação — ainda inédita no Brasil — da peça de William Shakespeare.
Extras: Cenas adicionais

 

30 anos separam o Arthur de Dudley Moore (à esquerda, em 1981) da nova versão com Russell Brand (à direita)