Johnny Depp

“BIG LITTLE LIES”, PREMIADA COM O EMMY, E MAIS LANÇAMENTOS NA 2001

COM GRANDE ELENCO E DIREÇÃO DO CANADENSE JEAN-MARC VALLÉE (“CLUBE DE COMPRAS DALLAS“),  A MINISSÉRIE BRILHOU NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO EMMY, A MAIS IMPORTANTE PREMIAÇÃO DA TELEVISÃO AMERICANA. 

Entre as produções de menor duração, “Big Little Lies” levou o Emmy nas categorias de melhor minissérie, atriz (Nicole Kidman), atriz coadjuvante (Laura Dern), ator coadjuvante (Alexander Skarsgard) e direção. Reese Witherspoon, Shailene Woodley, Adam Scott e Zoë Kravitz também estão no elenco.

Adaptada do best seller homônimo de Liane Moriarty, a produção acompanha três mulheres que se envolvem em uma trama de assassinato, rivalidade e violência doméstica, na aparente perfeita comunidade de Monterey, na Califórnia. Madeline (Reese Witherspoon) é uma dona de casa que se dedica à educação das duas filhas e que ainda vive ressentida com o casamento do ex-marido.

Já a ex-advogada Celeste (Nicole) é mãe de gémeos e tem um casamento aparentemente perfeito com um homem mais novo, Perry (Skarsgård). Jane (Shailene) é uma jovem mãe solteira recém-chegada à cidade preocupada com o filho de cinco anos, acusado de esganar a filha de Renata (Laura Dern), a arqui-inimiga de Madeline, no recreio da escola. A partir daí, uma “guerra” se instaura entre as mães dos alunos.

Criada por David E. Kelley (“Ally McBeal”, “Boston Legal”), a minissérie trata de muitas coisas, mas sobretudo do papel da mulher na sociedade contemporânea, por meio das diferentes personagens e seus conflitos. Um crime mantido nas sombras desde o primeiro episódio – não se sabe quem o cometeu ou quem é a vítima – é só a ponta de diferentes formas de violência (assédio sexual, bullying) que afetam as protagonistas e, infelizmente, cada vez mais mulheres na atualidade.

EXTRAS:
• Sobre Big Little Lies – um olhar por trás das cenas com entrevistas inéditas com o elenco e realizadores.
• Contém “Por Dentro dos Episódios” com o diretor Jean-Marc Vallée e o escritor David E. Kelley.

MEU MALVADO FAVORITO 3

Uma das maiores bilheterias do ano, com quase 9 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros, o longa de animação dá sequência à franquia protagonizada pelo ex-vilão Gru (voz de Steve Carrell no original), que agora descobre ter um irmão gêmeo, Dru. Ao lado dos Minions, os dois terão de enfrentar um novo vilão – Balthazar Bratt, um esquecido astro de TV dos anos 1980. Confira nos extras das edições em DVD e Blu-ray, making of, cena deletada, videoclipe e o mini-filme “A Vida Secreta de Kyle”.

E VEJA TAMBÉM:
Coleção Meu Malvado Favorito 1-3 + Minions

PIRATAS DO CARIBE – A VINGANÇA DE SALAZAR

Johnny Depp está de volta ao papel de Jack Sparrow, que precisa encontrar o Tridente de Poseidon, artefato que dá a quem o possui poder absoluto sobre os sete mares. Enquanto isso, um grupo de fantasmas é liberado por um velho inimigo, o Capitão Salazar (Javier Bardem), que está determinado a matar todos os piratas do mar. Brenton Thwaites, Kaya Scodelario, Geoffrey Rush e Orlando Bloom completam o elenco desta quinta aventura da franquia, dirigida pela dupla de cineastas noruegueses Espen Sandberg e Joachim Ronning (de “Expedição Kon Tiki”).

O CÍRCULO

Baseado no livro de mesmo nome de Dave Eggers, o filme é um suspense tecnológico com Tom Hanks, Emma Watson (a Hermione da franquia “Harry Potter“) e John Boyega (de “Star Wars – O Despertar da Força“) nos papéis principais e um tema muito atual: o fim da privacidade no mundo virtual. Hanks interpreta Eamon Bailey, empresário que comanda a Circle, corporação que investe na manipulação de dados das mídias sociais, e Emma, sua mais nova funcionária.

BAYWATCH – SOS MALIBU

Versão cinematográfica da popular série de TV dos anos 1990, com Dwayne Johnson, o “The Rock”, substituindo David Hasselhoff no papel de Mitch Buchannon, chefe da equipe de salva-vidas da praia de Emerald Bay, na Flórida. Dirigido por Seth Gordon (“Quero Matar meu Chefe“), o filme une ação policial e humor, com Zac Efron como parceiro (e personalidade oposta), a indiana Priyanka Chopra de vilã, e participações especiais de Hasselhoff e Pamela Anderson.

RIVERDALE – 1ª TEMPORADA

Inspirada nos desenhos animados de “A Turma do Archie”, da década de 1960, a série teen explora os segredos dos moradores de uma pequena cidade dos EUA. Os habitantes de Riverdale tentam retomar suas vidas após uma tragédia que faz Archie Andrews repensar seu futuro – e amores, dividido entre Betty e Veronica. Entre os extras incluídos no box, estão cenas inéditas e erros de gravação.

 

“O CAVALEIRO SOLITÁRIO”: O DIRETOR GORE VERBINSKI (“RANGO”) E JOHNNY DEPP REVISITAM UMA LENDA DO WESTERN

O Cavaleiro Solitário
(The Lone Ranger, EUA, 2013, Cor, 149′)
Walt Disney – Western – 14 anos
Direção: Gore Verbinski
Elenco: Johnny Depp, Armie Hammer, William Fichtner, Tom Wilkinson, Helena Bonham Carter, James Badge Dale, Barry Pepper

Sinopse: O nativo norte-americano Tonto relembra as histórias que transformaram John Reid, então um homem da lei, num lendário justiceiro mascarado.


Diretor da trilogia Piratas do Caribe, Gore Verbinski retoma a homenagem ao gênero western iniciada com a animação Rango, e a parceria com Johnny Depp, na superprodução O Cavaleiro Solitário.

Planejado inicialmente pela Disney para tornar-se uma franquia nos moldes das aventuras de Jack Sparrow, o faroeste de Verbinski e Depp (também produtor executivo) é baseado no clássico seriado Lone Ranger, apresentado pela primeira vez na rádio em 1933 e posteriormente na TV, a partir de 1949. Com Clayton Moore no papel principal e Jay Silverheels como o índio Tonto, o show tornou-se o primeiro western feito para a TV, e imortalizou o famoso grito de guerra do herói: “Hi-yo Silver”.

Revelado no papel duplo dos gêmeos Winklevoss em "A Rede Social", Armie Hammer dá vida ao "Cavaleiro Solitário" (Lone Ranger) e ao clássico grito de guerra ""Hi-Yo, Silver!", que anuncia sua partida no célebre cavalo branco

Revelado no papel duplo dos gêmeos Winklevoss em “A Rede Social”, Armie Hammer dá vida ao “Cavaleiro Solitário” (Lone Ranger) e ao clássico grito de guerra “”Hi-Yo, Silver!”, que anuncia sua partida no célebre cavalo branco

O Cavaleiro Solitário mantém algumas das características do enredo original, como o caráter pacifista de John Reid (Armie Hammer, de A Rede Social), o seu cavalo “Prateado”, a busca por justiça e a antológica expressão “Kemosabe”, frequentemente usada por Tonto para se referir a seu parceiro, o “homem branco”. A grande diferença é que, antes coadjuvante, o índio comanche ganha destaque e incorpora excentricidades típicas da persona de Depp, como o seu comportamento imprevisível, o olhar lunático e suas tiradas bizarras.

Na trama, o próprio Tonto, agora ancião, relembra sua trajetória para um garotinho num museu. Em um trem a caminho de sua cidade-natal, no Texas, o advogado John Reid envolve-se numa longa perseguição ao criminoso Butch Cavendish e depois é encontrado morto por Tonto. Com sua maquiagem pesada e um corvo morto fixado sobre a cabeça, o índio esquisito salva o jovem idealista, que ressuscita para relutantemente virar o Cavaleiro Solitário, agora um “espírito guerreiro que não pode ser morto em combate”, segundo seu novo parceiro de aventuras.

AINDA DÁ TEMPO: Alugue na 2001 VIA DELIVERY, até o dia 9/12, o filme e concorra prêmios exclusivos

AINDA DÁ TEMPO: Alugue o filme na 2001 VIA DELIVERY até o dia 9/12 e concorra a prêmios exclusivos

A partir daí, o herói mascarado e o índio partem em busca do vilão e sua gangue, numa jornada épica com ecos de Era uma Vez no Oeste (a corrupção com a chegada das estradas de ferro), Pequeno Grande Homem (a tragédia dos povos indígenas contada por um dos seus) e até A General (o humor físico de Buster Keaton na sequência do trem), entre outras referências.

Filmado em incríveis locações no Novo México e em Utah, com seu mítico Monument Valley, o filme emula ainda o western na trilha sonora de Hans Zimmer, que lembra por diversas vezes o trabalho do mestre Ennio Morricone (Por um Punhado de Dólares, Três Homens em Conflito), além de usar a música-tema do seriado original (William Tell Overture, de Rossini) no esfuziante clímax final. Assim como em Rango, o faroeste é modernizado para as novas gerações, com a tecnologia de hoje, mas  sem perder o espírito de aventura – e os conflitos universais – do gênero.


VEJA TAMBÉM NA 2001:

Rango*
(Idem, EUA, 2011, Cor, 107’)
Direção: Gore Verbinski
Vozes: Johnny Depp, Isla Fisher, Abigail Breslin, Bill Nighy

rangoO versátil Gore Verbinski (O Chamado, Piratas do Caribe) dirige essa declaração de amor ao faroeste em forma de animação, a primeira realizada pelo Industrial Light & Magic, estúdio de efeitos especiais criado por George Lucas.

Com muitos tiroteios, humor negro e répteis que podem assustar algumas crianças, Rango traz citações e referências cinematográficas para o público adulto, além de grandes atores dublando as vozes originais.

Notório por seus personagens excêntricos, Johnny Depp dubla o destrambelhado camaleão da cidade grande que vai parar, após um acidente, em pleno velho oeste, na cidade de Poeira, no deserto do Mojave (Califórnia).

* Oscar de melhor animação

BAÚ DE REFERÊNCIAS:

* O duelo na rua principal e os inevitáveis closes no relógio da cidade remetem ao clássico Matar ou Morrer (1952). Assim como as belas paisagens e as cenas de pôr-do-sol lembram o cinema de John Ford, especialmente Rastros de Ódio (1956).

* O personagem do prefeito é baseado no vilão interpretado por John Huston em Chinatown (1974), e importante tramoia do filme de Roman Polanski é repetida em Rango.

Pedido por anos pelos clientes da 2001, "Medo e Delírio" saiu finalmente em DVD no Brasil e já está disponível na 2001. Confira o cult com mais uma excêntrica atuação de Johnny Depp

Pedido por anos pelos cinéfilos, “Medo e Delírio” saiu finalmente em DVD no Brasil e já está disponível na 2001

* O célebre jornalista Hunter S. Thompson, interpretado por Depp em Medo e Delírio (1998), é homenageado (assim como esse filme) em uma sequência, passando de carro.

* “O Espírito do Oeste” é uma clara homenagem à persona cinematográfica de Clint Eastwood em faroestes como Três Homens em Conflito e O Estranho Sem Nome. Timothy Olyphant, dublador do personagem na versão original, imita a voz de Eastwood.

* A trilha sonora de Hans Zimmer evoca temas famosos do gênero, principalmente o de Sete Homens e um Destino e os de Ennio Morricone (Três Homens em Conflito, Era uma Vez no Oeste).

* A assustadora cascavel vilã foi criada com o rosto de Lee Van Cleef (Por uns Dólares a Mais, Três Homens em Conflito) como modelo.

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: CINEMA BRITÂNICO

Confira a seguir as dicas da equipe 2001 Vídeo:

Garotas do Calendário
(Calendar Girls, ING, 2003, Cor, 108’)
Direção: Nigel Cole
Elenco: Helen Mirren, Julie Walters, John Alderton

000Baseado em história real sobre um grupo de mulheres da pacata cidade de Yorkshire Dale, com idade variando entre 45 a 65 anos, que decidiu tirar fotos nua para o calendário 2000 do Instituto de Mulheres de Rylstone. O objetivo é angariar fundos para o hospital local e a notícia transforma essas senhoras em celebridade nacional. A ideia surgiu após o marido de uma delas morrer de leucemia em 1998.

A atriz e parlamentar inglesa Glenda Jackson (brilhante como a rainha Elizabeth de Mary Stuart – Rainha da Escócia, recém-lançado na 2001 Vídeo) foi uma das patrocinadoras do calendário, colaborando em parte para seu sucesso na Inglaterra.

A Condessa Branca
(The White Countess, ING/EUA/ALE/CHN, 2005, 135’)
Direção: James Ivory
Elenco: Ralph Fiennes, Natasha Richardson, Vanessa Redgrave, Lynn Redgrave

6O veterano cineasta James Ivory (Uma Janela para o Amor) e o produtor Ismail Merchant (1936-2005), sócios da Merchant Ivory Productions, se reúnem mais uma vez em outra produção, a última de Merchant.

Desta vez, a dupla contou novamente com a participação do escritor Kazuo Ishiguro (autor de Vestígios do Dia) no roteiro, que narra a saga de um diplomata americano cego (Ralph Fiennes, de O Paciente Inglês) em Xangai, pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Ele se envolve com jovem russa refugiada que trabalha para sustentar a família do ex-marido.

Mantendo a regra dos filmes anteriores de Ivory, A Condessa Branca tem cuidadosa reconstituição de época e excelente elenco. Além de Fiennes, a presença do clã Redgrave: Vanessa (vencedora do Oscar por Julia), sua irmã Lynn e sua filha – Natasha Richardson, falecida após um trágico acidente de esqui, em 18/3/2009.

Filha de Vanessa Redgrave ("Julia"), Natasha Richardson ao lado de Ralph Fiennes em um dos últimos (e mais suntuosos) filmes da dupla Merchant-Ivory. Fiennes interpreta um diplomata cego que cai de amores pela decadente condessa do título

Natasha Richardson (filha de Vanessa Redgrave), ao lado de Ralph Fiennes, em um dos últimos (e mais suntuosos) trabalhos da dupla Merchant-Ivory. Fiennes interpreta um diplomata cego que cai de amores pela decadente condessa, obrigada a se prostituir para ajudar a família de nobres russos. O produtor Ismail Merchant faleceu antes do filme ser lançado, e em 2009 Natasha sofreu um acidente de esqui  que lhe custou a vida

Extras: Comentários de James Ivory e Natasha Richardson (sem legendas) * Making of (sem legendas) * Nos bastidores (sem legendas) * Um tributo a Ismail Merchant (sem legendas)

O Libertino
(The Libertine, ING, 2004, Cor, 114’)
Direção: Laurence Dunmore
Elenco: Johnny Depp, Samantha Morton, John Malkovich

9Johnny Depp (em cartaz nos cinemas como o índio Tonto de O Cavaleiro Solitário) repete o papel representado por John Malkovich (agora, interpretando o rei Charles II) no teatro em peça escrita por Stephen Jeffreys. O dramaturgo londrino foi responsável também pela adaptação cinematográfica de sua obra, inspirada na vida do poeta inglês John Wilmot (1647-1680). O Libertino diferencia-se de outros filmes de época pelo uso, quase exclusivo, de câmera na mão e luz natural em diversos momentos (daí seu tom escuro).

É a história de John Wilmot, o segundo Conde de Rochester, rebelde, provocador e gênio literário da restauração inglesa do século XVII, que viveu intensamente a liberdade e a libertinagem na Inglaterra comandada pelo rei Charles II.

Traídos pelo Desejo*
(The Crying Game, ING/IRL, 1992, Cor, 112’)
Direção: Neil Jordan
Elenco: Stephen Rea, Jaye Davidson, Miranda Richardson, Forest Whitaker, Jim Broadbent

10Fergus, um guerrilheiro do Exército Republicano Irlandês (IRA), seqüestra um soldado britânico chamado Jody. Com o passar do tempo, os dois acabam se aproximando e criando um laço de amizade, fazendo com que Dil, a namorada do soldado britânico, acabe se envolvendo com o guerrilheiro.

Com essa história envolvente escrita pelo próprio diretor irlandês Neil Jordan (criador da série The Tudors), excelente elenco e trilha sonora inesquecível, Traídos pelo Desejo ganhou status de cult graças à desconcertante revelação de um de seus personagens e merece ser conferido pela primeira ou segunda vez.

* Oscar de melhor roteiro original. Indicado a melhor montagem, ator (Stephen Rea), ator coadjuvante (Jaye Davidson), diretor e filme

 
* Vencedor do Independent Spirit de melhor filme estrangeiro
* Prêmio de melhor roteiro e atriz coadjuvante (Miranda Richardson) pelo Círculo dos Críticos de Nova York
* Prêmio Alexander Korda da Academia Britânica de melhor filme britânico

Coisas Belas e Sujas*
(Dirty Pretty Things, ING, 2002, Cor, 97′)
Direção: Stephen Frears
Elenco: Audrey Tautou, Chiwetel Ejiofor, Sergi Lopez, Sophie Okonedo

011Stephen Frears volta ao tema – cada vez mais atual – dos estrangeiros que vivem na Inglaterra, antes abordado em Minha Adorável Lavanderia (1985) e Sammy e Rosie (1987).

Escrito por Steven Knight (roteirista de Senhores do Crime), Coisas Belas e Sujas revela a sordidez por trás do cotidiano de um grupo de imigrantes que vive ilegalmente na sociedade inglesa, sujeitando-se às formas mais bárbaras de exploração humana.

Audrey Tautou (de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) interpreta uma jovem camareira turca amiga do médico nigeriano (o ótimo Chiwetel Ejiofor) que trabalha como porteiro de um hotel.

* Indicado ao Oscar 2004 de melhor roteiro original

Nem Tudo É o Que Parece
(Layer Cake, ING, 2004, Cor, 105’)
Direção: Matthew Vaughn
Elenco: Daniel Craig, Tom Hardy, Jamie Foreman, Sally Hawkins, Burn Gorman

12Surpreendente policial neonoir inglês que caiu nas mãos de Matthew Vaughn – produtor de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch – Porcos e Diamantes – após Guy Ritchie abandonar o projeto. Além da história envolvente e bem amarrada, com roteiro do britânico J.J. Connolly adaptado do seu romance de estreia, destaca-se o elenco, liderado pela presença marcante do inglês Daniel Craig.

O novo James Bond interpreta um bem-sucedido traficante que, às vésperas de se aposentar, precisa vender 1 milhão de pílulas de ecstasy. Mas a encomenda foi roubada de um megatraficante que cortará a cabeça de quem tentar negociar sua carga.

Extras: Final alternativo * Comentário do diretor e do roteirista * Cenas excluídas e cenas estendidas com comentários opcionais do diretor * Comparações de storyboard (sem legenda) * Perguntas e respostas com Matthew Vaughn & Daniel Craig * Making-of * Galeria de pôster * Videoclipe de FC/Kahuna (sem legendas)

Stoned – A História Secreta dos Rolling Stones
(Stoned, ING, 2005, Cor, 102’)
Direção: Stephen Woolley
Elenco: Leo Gregory, Paddy Considine, David Morrissey, Tuva Novotny

014O filme mostra a vida do extravagante guitarrista Brian Jones, um dos fundadores da banda inglesa. A infância de Jones é o ponto de partida, passando pela adolescência até chegar à polêmica morte por afogamento na piscina da própria casa.

Stephen Woolley, um dos mais respeitados produtores britânicos, por trás dos principais sucessos do irlandês Neil Jordan (Traídos pelo Desejo, Entrevista com o Vampiro), revela uma versão alternativa para a morte do músico Brian Jones, polêmico fundador dos Rolling Stones. A história tem roteiro de Neal Purvis e Robert Wade, adaptado de biografias polêmicas, acusadas por alguns de sensacionalistas, sobre a vida do músico que, segundo nota oficial da polícia britânica, morreu afogado na piscina de sua residência em 1969.

Em tempo: Woolley, estreando na direção, produziu também Os Cinco Rapazes de Liverpool (1994), sobre a fase inicial dos Beatles.

Extras: Making-of * Cenas deletadas

Código 46
(Code 46, ING, 2003, Cor, 93’)
Direção: Michael Winterbottom
Elenco: Tim Robbins, Samantha Morton, Jeanne Balibar

015A julgar pelas visões de futuro que o cinema produziu até agora, o que nos espera não é nada agradável. O roteiro do escritor e paleontologista Frank Cottrell Boyce (o mesmo de O Beijo da Borboleta, Bem-Vindo a Saravejo e A Festa Nunca Termina, de Michael Winterbottom) trata da ausência de liberdade humana num futuro pós-globalização, caracterizado pela fusão de línguas e pelo multiculturalismo.

Em uma Terra castigada pelo aquecimento global, as pessoas têm seus passos rigidamente controlados. A gravidez é regulada pelo Código 46, que obriga as mulheres a testes para determinar se elas compartilham ou não com seus parceiros o mesmo DNA, devido ao fato de a concepção por clonagem ser prática estabelecida — casais podem, mesmo sem saber, compartilhar a mesma herança genética. O filme faz projeção de temas importantes – ambientais, tecnológicos e éticos – que acaloram discussões pertinentes até hoje.

 
Na trilha sonora, Chris Martin (Coldplay) interpreta a canção Warning Sign e Mick Jones (The Clash) canta a clássica Should I Stay or Should I Go em karaokê.

Extras: Obtendo cobertura: por dentro do Código 46 * Cenas excluídas * Trailers

OPINIÃO: RANGO

A inusitada animação dublada por Johnny Depp já pode ser encontrada para locação e venda nas lojas da 2001 Vídeo

Todos aqueles que forem buscas informações sobre Rango irão se deparar com as várias referências que ele faz a outros filmes. Desde o nome, clara alusão a Django, personagem histórico de inúmeros westerns, até a cena em que o personagem-título entra no bar pela primeira vez, alusão ao clássico Era uma Vez no Oeste (C’era una volta il West, 1968), do italiano Sergio Leone. A animação brinca com essas referências, mas caminha com pernas próprias.

 

Dirigido por Gore Verbinski, o mesmo dos três primeiros filmes da série Piratas do Caribe, Rango conta a história do personagem título: um camaleão que sonha em ser ator e que, após acidente na estrada, se perde dos seus donos e vai parar em uma pequena cidade no deserto. Devido a outro acidente, se torna xerife dela e, sem querer, derrota uma ave que ameaça a cidade, trama que lembra até a parodia nacional aos faroestes, Matar ou Correr (1954), de Carlos Manga.

A partir daí, é só pura diversão. Com muito bom humor, Rango vai, sem pressa, moldando uma narrativa gostosa, com capacidade de sobra para agradar todo tipo de público. Os mais jovens irão adorar o personagem dublado por Johnny Depp. E os adultos têm a deliciosa nostalgia de reconhecer as referências ali contidas. Diversão imperdível!

Comentário de
Thiago Farias
Colaborador da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP