Kenneth Branagh

“DUNKIRK” E “COMO NOSSOS PAIS”, DOIS DESTAQUES DE 2017

PRESENTE EM INÚMERAS LISTAS DE MELHORES FILMES DO ÚLTIMO ANO, O ÉPICO DE GUERRA DE CHRISTOPHER NOLAN CONCORRE A 8 PRÊMIOS BAFTA E É UM DOS FAVORITOS AO OSCAR 2018. “DUNKIRK” ACABA DE SAIR EM DVD, BLU-RAY E BD EM EDIÇÃO ESPECIAL STEELBOOK REPLETO DE EXTRAS.

JÁ “COMO NOSSOS PAIS“, TAMBÉM ACLAMADO PELA CRÍTICA, FOI O GRANDE VENCEDOR DO FESTIVAL DE GRAMADO.

Aclamado por crítica e público e com mais de US$ 500 milhões arrecadados ao redor do mundo, ”Dunkirk” é mais um sucesso na carreira do diretor e roteirista Christopher Nolan (“A Oridem”, “Interestelar“).

Um dos favoritos ao Oscar 2018, principalmente nas categorias técnicas, o longa de guerra concorreu ao Globo de Ouro nas categorias de melhor filme (drama), diretor e trilha sonora, e recebeu 8 nomeações ao Bafta. E Christopher Nolan acaba de ser indicado ao Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (Directors Guild of America – DGA).

Dunkirk” recria a Operação Dínamo, que consistiu na evacuação de cerca de 340 mil soldados ingleses e aliados encurralados por tropas nazistas na cidade costeira de Dunquerque, na França, em 1940. Com ação incessante e poucos diálogos, Nolan criou um filme sensorial sobre a experiência – e o horror – dos soldados encurralados na praia, à mercê dos ataques aéreos dos alemães.

Como em outros trabalhos do diretor (“Amnésia”, “A Origem”), o tempo é fragmentado na narrativa, alternando ações que transcorrem em terra ao longo de uma semana; com os soldados aguardando por seu resgate na praia; no mar, ao longo de um dia, pelo ponto de vista de uma embarcação civil; e no ar, ao longo de uma hora, na qual os aviões Spitfires da RAF (Força Áerea Real) – um deles pilotado por Tom Hardy – enfrentam os inimigos.

Esses três momentos vão se entrelaçando até convergir no final, com a ação simultânea no ar, no mar e em terra, ao som da eletrizante trilha de Hans Zimmer. Com Kenneth Branagh, Tom Hardy, Mark Rylance e o ex-One Direction Harry Styles no elenco, o filme não celebra os vencedores de uma guerra, mas a luta de seus combatentes para sobreviver.

EXTRAS DAS EDIÇÕES EM BLU-RAY: 

Junte-se ao diretor Christopher Nolan e a seu time na sua jornada épica para recriar o milagre de Dunkirk. Equipados com câmeras de grande formato, efeitos inovadores, frotas aéreas e navais históricas e grupos de atores, os produtores precisaram superar desafios imensos para criar uma precisa, autêntica e emocionante experiência cinematográfica.

E CONHEÇA TAMBÉM O CLÁSSICO:
Dunkirk (O Drama de Dunquerque, 1958) 

Novo trabalho de Laís Bodanzky, diretora de “Bicho de Sete Cabeças”, que reflete sobre os anseios e desafios da mulher contemporânea. Selecionado para a Mostra Panorama Especial no 67ª Festival de Berlim, foi o grande vencedor do Festival de Gramado 2017, com 6 Kikitos: melhor filme, direção, atriz (Maria Ribeiro), ator (Paulo Vilhena), atriz coadjuvante (Clarisse Abujamra) e montagem.

Escrito por Bodanzky em parceria com Luiz Bolognesi, o longa esmiuça o cotidiano de Rosa (Maria Ribeiro), uma mulher que se desdobra entre a rotina familiar, mãe de duas filhas, e o trabalho. Sua vida passa por uma reviravolta ao descobrir que é fruto de uma relação extraconjugal da mãe (papel de Clarisse Abujamra), enquanto enfrenta um casamento em crise com o antropólogo Dado (Paulo Vilhena).

“A revolução das mulheres (…) começa dentro de você, com suas pequenas atitudes em casa, na escola, com seus filhos, no seu trabalho. (…) E já começou!”.  Laís Bodanzky

Um filme cada vez mais atual – e obrigatório para refletirmos sobre o empoderamento feminino, a obsolescência da estrutura familiar patriarcal e a construção de uma sociedade melhor.

SHAKESPEARE NO CINEMA: “HAMLET”, A MONUMENTAL VERSÃO DE KENNETH BRANAGH

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“Há algo de podre no reino da Dinamarca”.  Hamlet, de William Shakespeare

Neste ano, o mundo celebrou os 400 anos da morte de William Shakespeare, dramaturgo inglês nascido na cidade Stratford-upon-Avon em 1564 e falecido 52 anos depois, em 23 de abril de 1616. Ator, escritor e poeta, Shakespeare produziu 39 peças teatrais, entre elas algumas das maiores obras-primas da literatura.

Com seu estilo épico e complexidade psicológica, suas peças são universais por abordarem temas como desejo, cobiça, traição, laços sociais e políticos. Transitando entre a realidade, a fantasia e o mito, seus personagens são espelhos da sociedade, exprimindo a condição humana e suas principais contradições.

DOIS DOS MAIORES ATORES SHAKESPEARIANOS DE TODOS OS TEMPOS

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Laurence Olivier em “Hamlet” de 1948 e Branagh na sua versão, de 1996

O site de pesquisa www.imdb.com lista mais de 1000 adaptações da obra de Shakespeare para cinema e TV. Entre elas, confira na 2001 “Como Gostais” (1936), “Hamlet” (1948), “Henrique V” (1944) e “Rei Lear” (1984) – as quatro incluídas na coleção Laurence Olivier, que homenageia o grande ator do século XX -, “Falstaff – O Toque da Meia Noite” (1966), “Julio Cesar” (1970), “Othello” (1952), “Otello” (1986), “Romeu e Julieta” (1936), “Romeu e Julieta” (1968) e “Trono Manchado de Sangue” (1957), O bardo inglês pode ter nos deixado quatro séculos atrás, mas sua obra continua atemporal, influenciando diferentes gerações de contadores de histórias.

Como Kenneth Branagh, considerado o sucessor de Olivier no posto de maior intérprete da obra de Shakespeare no cinema. Depois de despontar mundialmente com “Henrique V” (1989), que adaptou, dirigiu e estrelou, o ator voltou ao cânone shakespeariano com uma simpática versão de “Muito Barulho por Nada” (1993), além de brilhar como o vilão Iago no “Othelo” (1995) protagonizado por Laurence Fishburne. Então, não demorou muito para Branagh realizar o sonho  de levar “Hamlet”, na íntegra, para a telona.

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HAMLET (1996)

Dirigido, estrelado e adaptado por Branagh, a partir da íntegra do Segundo Quarto de 1604, maior edição do texto shakespeariano, sua versão é a mais épica das adaptações de “Hamlet“, com quase quatro horas de duração, cenários majestosos e elenco de sonho. Julie Christie, Kate Winslet, Derek Jacobi, Gérard Depardieu, Charlton Heston, Jack Lemmon, Robin Williams, Billy Crystal, Richard Attenborough, Judi Dench,  e, é claro, Branagh no papel principal.

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A história é conhecida: Hamlet, príncipe da Dinamarca, retorna para o Palácio de Elsinore e descobre que seu pai morreu e sua mãe casou com o seu tio. No entanto, após o fantasma de seu pai revelar que a morte foi um assassinato, o jovem príncipe trama vingança contra o tio usurpador, dando início a uma cadeia de confrontações e reviravoltas na corte.

Indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado, direção de arte, figurino e trilha sonora, o filme finalmente sai em DVD (duplo) no Brasil, com a sua versão integral restaurada e quase uma hora de vídeos extras.

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EXTRAS:

* Introdução de Kenneth Branagh (8 min.)
* O making of de “Hamlet” (25 min.)
* “Hamlet” no Festival de Cannes (12 min.)

SHAKESPEARE NO CINEMA

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“Há algo de podre no reino da dinamarca”. William Shakespeare

O mundo celebra neste sábado os 400 anos da morte do maior dramaturgo da história, o inglês William Shakespeare, nascido em Stratford-upon-Avon e morto na mesma cidade, 52 anos depois, em 23 de abril de 1616. Ator, escritor e poeta, Shakespeare produziu 39 peças teatrais, entre elas algumas das maiores obras-primas da literatura.

Com seu estilo épico e complexidade psicológica, suas peças são universais por abordarem temas como desejo, cobiça, traição, laços sociais e políticos. Transitando entre a realidade, a fantasia e o mito, seus personagens são espelhos da sociedade, exprimindo a condição humana e suas principais contradições.

DOIS DOS MAIORES ATORES SHAKESPEARIANOS DE TODOS OS TEMPOS

Laurence Olivier em Henrique V (1944)

Kenneth Branagh em cena de Henrique V (1989), que estrelou e dirigiu

O site de pesquisa www.imdb.com lista mais de 1000 adaptações da obra de Shakespeare para cinema e TV. Entre elas, confira na 2001 “Como Gostais” (1936), “Hamlet” (1948), “Henrique V” (1944) e “Rei Lear” (1984) – as quatro incluídas na coleção Laurence Olivier -, “Falstaff – O Toque da Meia Noite” (1966), “Julio Cesar” (1970), “Othello” (1952), “Otello” (1986), “Romeu e Julieta” (1936), “Romeu e Julieta” (1968)“Trono Manchado de Sangue” (1957), “A Tempestade” (2010) e a mais recente, “Macbeth – Ambição e Guerra” (2015). O bardo inglês pode ter nos deixado quatro séculos atrás, mas sua obra continua atemporal, influenciando diferentes gerações de contadores de histórias.

Inédito nos cinemas brasileiros, o filme de Julie Taymor inovou ao mudar o sexo de Próspero, aqui na pele de Helen Mirren. Em DVD e Blu-ray na 2001.

A TEMPESTADE

Encenada pela primeira vez em 1611, “A Tempestade” é considerada a última peça de William Shakespeare – e a de narrativa mais fantástica. Situada na fronteira entre o consciente e o inconsciente, sonho e realidade, a obra, com seus elementos e personagens dotados de magia, já recebeu diferentes tratamentos no cinema. Em 1979, Derek Jarman adaptou a peça em um de seus estilizados filmes de vanguarda; em 1982, Paul Mazursky a modernizou, tratando de conflitos familiares em uma ilha grega; e, em seu elaborado exercício de videoarte, “A Última Tempestade” (1991), Peter Greenaway dirigiu o saudoso John Gielgud (“Arthur, o Milionário Sedutor”) no papel de Próspero.

Contemporâneo (e amigo pessoal) de Laurence Olivier, John Gielgud foi um dos maiores atores shakesperianos de todos os tempos. Ele interpreta Próspero na versão de Peter Greenaway de A Tempestade

Principal personagem de A Tempestade, o alquimista simboliza o poder do conhecimento; sua vingança contra aqueles que o depuseram do cargo de duque de Milão é o estopim da trama levada às telas por Julie Taymor.

Depois de estrear no cinema dirigindo uma violenta adaptação de “Titus Andronicus”, com Anthony Hopkins no papel-título, a diretora recorre novamente a Shakespeare. Em sua versão, Helen Mirren assume o papel de Próspera, espécie de feiticeira que reúne em uma ilha todos os seus desafetos, manipulando-os com seus poderes. Exilada com sua filha adolescente em uma ilha remota por 12 anos, Próspera evoca uma tempestade que causa o naufrágio de seus inimigos para, então, arquitetar sua vingança.

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“Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos”. Próspera em “A Tempestade”

Com sua sensibilidade pop e ênfase no visual, Taymor deixa de lado os simbolismos e leituras políticas do texto shakespeariano, privilegiando os efeitos digitais nas sequências com o espírito Ariel, as belas locações (filmadas no Havaí) e, principalmente, a presença de Helen Mirren.

A grande atriz inglesa justifica a mudança de sexo de Próspero no filme, explicitando a insatisfação de uma mulher com a disputa pelo poder entre os homens. A personagem vive o eterno dilema de perdoar o passado e aqueles que colocam a ambição humana, e a razão, acima do conhecimento e daquilo que é invisível aos olhos.

Próspera diante de seus inimigos: acerto de contas com perdão e humildade

Extras: Por trás das câmeras * Comentários * Ensaios

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Previsão de entrega: 27/4

MACBETH – AMBIÇÃO E GUERRA

Versão sóbria e estilizada de uma das peças mais sangrentas de Shakespeare, adaptada antes por, entre outros, Orson Welles, Roman Polanski e Akira Kurosawa.

O elenco é o grande destaque, com Marion Cotillard (vencedora do Oscar por “Piaf”) como a manipuladora Lady Macbeth e Michael Fassbender no papel-título do ambicioso usurpador que não medirá esforços para assumir o trono do reino.

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Direção de Justin Kurzel, que volta a trabalhar com Fassbender e Cotillard na adaptação para o cinema do game “Assassin’s Creed”, ainda sem previsão de estreia no Brasil.

Após sua exibição no Festival de Cannes 2015, “Macbeth – Ambição e Guerra” foi ovacionado por dez minutos.

“MUITO BARULHO POR NADA”: WILLIAM SHAKESPEARE TRANSPOSTO PARA OS DIAS DE HOJE

É difícil de acreditar que o mesmo diretor de "Os Vingadores" realizou "Muito Barulho por Nada", uma elogiada produção de baixo orçamento, em preto e branco, que preserva parte do texto original de William Shakespeare

É difícil de acreditar que o mesmo diretor de “Os Vingadores” realizou “Muito Barulho por Nada”, uma elogiada produção de baixo orçamento com fotografia em preto e branco. O filme preserva parte do texto original de William Shakespeare transportando-o para um contexto moderno

Muito Barulho por Nada
(Much Ado About Nothing, 2012, P&B, EUA, 109′)
H2O – Comédia Romântica – 12 anos
Direção: Joss Whedon
Elenco: Amy Acker, Alexis Denisof, Nathan Fillion, Clark Gregg, Reed Diamond, Fran Kranz

Sinopse: Em visita a Leonato, o conde Claudio apaixona-se pela filha dele, Hero. Enquanto isso, vários amigos conspiram para juntar romanticamente dois desafetos (e antigos amantes), Benedeto e Beatriz.

 
Vinte anos depois da ensolarada adaptação de Muito Barulho por Nada realizada por Kenneth Branagh, mais uma versão da peça de William Shakespeare ganha vida no cinema.

Casados na época, Kenneth Branagh e Emma Thompson brilham como Benedeto e Beatriz na versão de 1993

Casados na época, Kenneth Branagh e Emma Thompson brilham como Benedeto e Beatriz na versão de 1993

Especialista na obra do bardo inglês, Branagh (Henrique V, Hamlet, Como Gostais) manteve a ação em Messina, como na obra original. Já o diretor, produtor e roteirista Joss Whedon (Os Vingadores) foi mais além: filmou quase todas as cenas do filme em seu casarão em Santa Mônica (Califórnia, EUA), preservando a linguagem original do texto shakespeariano, só que em um contexto contemporâneo.

Recurso usado com efeito pelo cineasta Michael Almereyda em Hamlet – Vingança e Tragédia (2000) e que volta a causar estranhamento, no início com a entrada em cena de Clark Gregg (Agentes da SHIELD). No papel de Leonato, ele recebe Dom Pedro de Aragão e outros convidados que chegam em vistosos carrões à sua mansão.

Atualmente na TV no papel do sarcástico Phil Coulson na série "Agentes da SHIELD", Clark Gregg interpreta o anfitrião Leonato, pai de Hero e tio da desbocada Beatriz

Atualmente na TV no papel do sarcástico Phil Coulson na série “Agentes da SHIELD”, Clark Gregg interpreta o anfitrião Leonato, pai de Hero e tio da desbocada Beatriz

Homens de terno e gravata, e mulheres em vestidos modernos e despojados, declamam versos de Shakespeare como se estivessem em Messina, logo após uma guerra. A linguagem pode destoar da ambientação – em um primeiro momento -, mas passado o choque inicial, as atitudes, intrigas e sentimentos dos personagens do cânone shakesperiano tomam à frente. O amor do conde Claudio por Hero, a inveja de Dom João e a deliciosa rivalidade entre Benedeto e Beatriz, todos de certa forma embriagados pelo clima de celebração entre amigos.

 
Como em outras versões da peça, o jogo platônico entre Benedeto (Alexis Denisof) e Beatriz (Amy Acker) é o grande destaque (e alívio cômico) da trama, com os dois ex-amantes digladiando-se em ataques verbais cheios de veneno, ao mesmo tempo em que recusam admitir o amor que cada um sente pelo outro. Uma cena, em especial, ilustra a busca pela essência do texto: após ser iludido por seus colegas, Benedeto flaz flexões de braço para impressionar Beatriz, algo que obviamente não existe na obra original. Mas as intenções e os diálogos são fiéis à cena criada por Shakespeare.

No elenco formado por atores de seriados de TV, Alexis Denisof e Amy Acker destacam-se nos papéis de Benedeto e Beatriz, a charmosa dupla que vive uma verdadeira guerra dos sexos

No elenco formado por atores de seriados de TV, Alexis Denisof e Amy Acker destacam-se nos papéis de Benedeto e Beatriz, a charmosa dupla que vive uma verdadeira guerra dos sexos na comédia de Shakespeare

Na segunda metade, a leveza dos desencontros amorosos dá lugar à tragédia provocada pela armação do vilão Dom João, determinado a dar um fim ao casamento de Claudio e a doce Hero.

O que você faria após dirigir uma das maiores bilheterias de todos os tempos? Ao invés de descansar, Whedon aproveitou um intervalo na pós-produção de Os Vingadores (2012) para realizar Muito Barulho por Nada com poucos recursos – e em (belo) preto e branco. Reunindo atores que trabalharam com ele ao longo de sua carreira na TV (<em>Buffy a Caça-Vampiros, Firefly, Angel, Dollhouse), ele filmou na sua própria casa em apenas 12 dias. A experiência lembra um filme caseiro entre amigos, mas que preserva com charme e inteligência aspectos universais da peça.

SHAKESPEARE NO CINEMA

As peças de William Shakespeare (1564-1616) são universais por abordarem temas atemporais como desejo, cobiça, traição, laços sociais e políticos. Transitando entre a realidade, a fantasia e o mito, seus personagens são espelhos da sociedade, exprimindo a condição humana e suas principais contradições.

No IMDB (www.imdb.com) constam mais de 800 adaptações da obra de Shakespeare para cinema e TV. Mais ou menos fiéis, baseadas ou livremente inspiradas, mais de 40 dessas produções estão disponíveis no acervo da 2001:

Como Gostais
Como Gostais (1936)

Coriolano
Coriolano (2011)

Contracenando com Ralph Fiennes em “Coriolano”, Vanessa roubou a cena, apresentando a sua melhor atuação na última década

Ao lado de Ralph Fiennes em “Coriolano”, Vanessa Redgrave (“Julia”) rouba a cena no papel da mãe do trágico protagonista, apresentando a sua melhor atuação na última década

Hamlet
Hamlet (1948)
Hamlet (1990)
Hamlet – Vingança e Tragédia (2000)
Hamlet (2009)
Homem Mau Dorme Bem (1960)
Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos (1990)

Henrique IV
Falstaff – O Toque da Meia-Noite (1966)
Garotos de Programa (1991)

Henrique V
Henrique V (1944)
Henrique V (1989)

Júlio César
Julio Cesar (1953)
Julio Cesar (1970)
César Deve Morrer (2012)

Em "César Deve Morrer", vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2012, os irmãos Taviani recriam a tragédia de "Julio César" num presídio italiano

Em “César Deve Morrer”, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2012, os irmãos Taviani recriam a tragédia de “Julio César” num presídio italiano

Macbeth
Macbeth (1948)
Macbeth (1971)
Trono Manchado de Sangue (1957)

A Megera Domada
Dá-me um Beijo (1953)
A Megera Domada (1967)
10 Coisas Que Eu Odeio em Você (1999)

O Mercador de Veneza
O Mercador de Veneza (2004)

Al Pacino e Jeremy Irons, duas escolas de interpretação diferentes, travam um belo embate em "O Mercador de Veneza"

Al Pacino e Jeremy Irons representam diferentes escolas de interpretação e travam um belo embate em “O Mercador de Veneza”, peça que não perdeu sua atualidade

Muito Barulho Por Nada
Muito Barulho por Nada (1993)
Muito Barulho por Nada (2013)

Othello
Othello (1952)
A Noite Toda (1961)
Otello (1986)
Othello (1995)

Rei Lear
Rei Lear (1984)
Ran (1985)
Terras Perdidas (1997)

Apaixonado pela obra de Shakespeare, que adaptara antes em "Homem Mau " e "Trono Manchado de Sangue", Akira Kurosawa concorreu ao Oscar de melhor direção em 1986 pelo épico "Ran", sua espetacular versão da tragédia "Rei Lear"

Apaixonado pela obra de Shakespeare, que adaptara antes em “Trono Manchado de Sangue”, Akira Kurosawa concorreu ao Oscar de melhor direção em 1986 pelo épico “Ran”, sua espetacular versão para a tragédia “Rei Lear”

Ricardo III
Ricardo III (1955)
Ricardo III – Um Ensaio (1996)

Romeu e Julieta
Romeu e Julieta (1936)
Amor Sublime Amor (1961)
Romeu e Julieta (1968)
Romeu e Julieta (1996)
Shakespeare Apaixonado (1998)
Especulação sobre William Shakespeare e o processo de criação de Romeu e Julieta
Grupo Galpão Em Londres – Romeu & Julieta No Globe Theatre (2003)

Sonhos de uma Noite de Verão
Sonhos de uma Noite de Verão (1935)
Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão (1982)
Sonho de uma Noite de Verão (1999)

Titus Andronicus
Titus (1999)

Dirigido por Julie Taymor, "Titus" é uma das adaptações mais ousadas (e talvez malucas) da obra de Shakespeare no cinema

Dirigido por Julie Taymor, “Titus”, com Anthony Hopkins no papel título, é uma das adaptações mais ousadas (e suntuosas) da obra de Shakespeare já realizadas para o cinema

A Tempestade
A Última Tempestade (1991)
A Tempestade (2010)

VEJA TAMBÉM:
The Themes of Shakespeare (2004)
Documentário sobre seis peças do dramaturgo inglês

MICHELLE WILLIAMS É MARILYN MONROE

Indicado ao Oscar de melhor atriz (Michelle Williams), o filme já pode ser conferido em DVD e Blu-ray para locação na 2001

Sete Dias Com Marilyn
(My Week with Marilyn, ING/EUA, 2011, Cor, 99’)
Swen – Drama – 12 Anos
Direção: Simon Curtis
Elenco: Michelle Williams, Eddie Redmayne, Kenneth Branagh

Sinopse: Marilyn Monroe vai a Londres para as filmagens de O Príncipe Encantado, e lá se envolve intensamente com todos à sua volta.

 

É em um momento de grande fragilidade e insegurança para Marilyn Monroe que o filme dirigido por Simon Curtis se desenvolve. Baseado nos diários de Colin Clark, assistente de direção de Sir Laurence Olivier em O Príncipe Encantado, vemos a grande musa do cinema enfrentar diversos problemas de adaptação em sua conturbada estadia na Inglaterra. E não só pela responsabilidade em contracenar com um dos maiores atores ingleses, Laurence Olivier (Kenneth Branagh em impecável atuação); Marilyn também vive problemas com seu terceiro marido, o dramaturgo Arthur Miller (As Bruxas de Salém, A Morte do Caixeiro Viajante).

Sugerindo um retrato mais humano da estrela, Sete Dias Com Marilyn percorre sutilmente o fugaz envolvimento da atriz americana com um membro da equipe de filmagens, que mais tarde registraria em um livro os inesquecíveis dias vividos com uma das mais encantadoras figuras que o cinema já conheceu. Mais uma vez, a fama de Marilyn surgiu como um empecilho, impedindo-a, mesmo do outro lado do Oceano Atlântico, de entregar-se ao tórrido romance e de voltar a ser uma mulher livre, sem o glamour imposto pelo cinema.

CLÁSSICOS DA MUSA DO CINEMA NA 2001:
A Malvada (1950)
O Segredo das Jóias (1950)
Almas Desesperadas (1952)
O Inventor da Mocidade (1952)
Só a Mulher Peca (1952)
Os Homens Preferem As Loiras (1953)
Como Agarrar um Milionário (1953)
Torrentes de Paixão (1953)
O Mundo da Fantasia (1954)
O Rio das Almas Perdidas (1954)
O Pecado Mora ao Lado (1955)
Nunca Fui Santa (1956)
O Príncipe Encantado (1957)
Quanto Mais Quente Melhor (1959)
Adorável Pecadora (1960)
Os Desajustados (1961)

MARILYN MONROE
Norma Jeane Mortenson nasceu em 1º de junho de 1926, em Los Angeles. Casou-se três vezes, sendo seu último marido o dramaturgo americano Arthur Miller. Teve ainda muitos casos com personagens de sua época, como o ator francês Yves Montand e o presidente americano John Kennedy. Interpretou no cinema diversos personagens de grande sucesso e trabalhou com grandes cineastas, entre eles Billy Wilder, em Quanto Mais Quente Melhor e O Pecado Mora ao Lado, e John Huston em Os Desajustados, seu último filme. Marilyn foi encontrada morta em 5 de agosto de 1962, aos 36 anos. Deixou inacabada sua participação na comédia Something Got to Give, sendo demitida pela produtora devido a seus atrasos e faltas. O filme nunca foi concluído, mas algumas cenas podem ser conferidas no documentário Marilyn Monroe – O Fim dos Dias.

Lado a lado: Michelle Williams e a Marilyn real

LAURENCE OLIVIER
Nascido em 22 de maio de 1907, em Dorking (Surrey, Inglaterra), Laurence Kerr Olivier (agraciado com o título de Sir em 1947) foi uma dos mais prestigiados atores de cinema e teatro de seu país. Teve uma carreira extensa, realizando 65 filmes e 121 peças. Após a parceria no teatro em Hamlet, Laurence casou-se com a também atriz Vivien Leigh, formando uma dos mais icônicos casais do cinema. O ator inglês tinha uma paixão especial pelo dramaturgo mais importante da história do teatro, tanto que levou Shakespeare às telas do cinema diversas vezes: Henrique V (1945), Hamlet (1948), Ricardo III (1956) e Otelo (1965). Aos 82 anos, diagnosticado com câncer no estômago, Sir Laurence Olivier morreu dormindo, em sua casa.

Não poderia haver escolha melhor para personificar o grande Laurence Olivier do que outro ator inglês: Kenneth Branagh, que também dirigiu e interpretou vários clássicos de William Shakespeare

Comentários de
Jeferson Ramos
Colaborador da 2001 Paulista
Av. Paulista, 726, Bela Vista – São Paulo – SP