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NATAL CINÉFILO, COM A ARTE DE MESTRES DO CINEMA

CINCO COLEÇÕES IMPERDÍVEIS, TODAS COM 2 DISCOS E INÚMEROS EXTRAS, TRAZENDO CLÁSSICOS E CULTS – MUITOS DELES INÉDITOS EM DVD – EM VERSÕES RESTAURADAS.

A ARTE DE CLAUDE CHABROL

DVD duplo com 4 inéditos filmes em versões restauradas do grande diretor francês, um dos “jovens turcos” da Nouvelle Vague, além de dois raros curtas do cineasta nos extras.

A coleção traz um de seus filmes mais famosos e cultuados: “Ciúme, o Inferno do Amor Possessivo”, até então inédito em DVD.

DISCO 1:

A COR DA MENTIRA (Au Couer du Mensonge, 1998, 113 min.)
Com Sandrine Bonnaire, Jacques Gamblin, Antoine de Caunes.

Num vilarejo da Bretanha, uma menina de 10 anos é encontrada morta. René, seu professor de Artes, é apontado como principal suspeito, o que ameaça destruir sua vida e seu casamento.

CÍUME – O INFERNO DO AMOR POSSESSIVO (L’Enfer, 1994, 102 min.)
Com Emmanuelle Béart, François Cluzet, Nathalie Cardone.

O gerente de hotel Paul se casa com a linda Nelly. A vida do jovem casal parece um sonho até que ele passa a ser consumido por um ciúme doentio da esposa. Remake de “O Inferno” (1964), cult inacabado de Henri Georges-Clouzot, com François Cluzet (de “Intocáveis”) e a bela Emmanuelle Béart (“A Bela Intrigante”).

DISCO 2:

OPHÉLIA (Idem, 1963, 104 min.)
Com Alida Valli, Claude Cerval, André Jocelyn.

Jovem fica furioso quando sua mãe se casa com seu tio rico, após a morte de seu pai. Chabrol realiza uma brilhante releitura moderna de “Hamlet”, de William Shakespeare, nesse filme injustamente esquecido.

BETTY – UMA MULHER SEM PASSADO (Betty, 1992, 104 min.)
Com Marie Trintignant, Stéphane Audran, Jean-François Garreaud.

Certa noite, Betty, uma jovem alcóolica sem rumo na vida, conhece Laure, uma burguesa de Lyon. A nova amiga a leva para seu hotel, onde Betty contará sua triste história. Baseado emromance de Georges Simenon.

EXTRAS:
* Curtas “O Avarento” (1962, 19 min.) e “O Homem que Vendeu a Torre Eiffel” (1964, 22 min.)

A ARTE DE ALFRED HITCHCOCK

Com 2 discos, o box reúne 4 clássicos da fase inglesa do genial Alfred Hitchcock, em inéditas versões restauradas. E ainda quase uma hora de extras, incluindo um documentário sobre a carreira do cineasta em sua terra natal.

DISCO 1:

O MARIDO ERA O CULPADO (Sabotage, 1936, 76 min.)
Com Sylvia Sidney, Oskar Homolka e Desmond Tester.

Um agente infiltrado da Scotland Yard está atrás de um sabotador que faz parte de um complô para explodir uma bomba em Londres. Também conhecida como “Sabotagem”, esta é uma eletrizante adaptação de “O Agente Secreto”, romance de Joseph Conrad (“Coração das Trevas”).

JOVEM E INOCENTE (Young and Innocent, 1937, 83 min.)
Com Nova Pilbeam, Derrick De Marney e Percy Marmont.

Um homem é acusado de assassinato. Ele foge e recebe, por acaso, ajuda de uma moça. Ela se sente atraída por ele e dá continuidade à fuga, mesmo sem saber se ele é mesmo o culpado. Uma dos melhores trabalhos da fase inglesa do mestre do suspense.

DISCO 2:

O INQUILINO (The Lodger: A Story of the London Fog, 1927, 91 min.)
Com June, Ivor Novello, Marie Ault.

Baseado em livro homônimo inspirado no mais famoso assassino de todos os tempos – Jack, O Estripador –, o filme gira em torno de um serial killer de mulheres loiras. Primeiro suspense do mestre.

A ESTALAGEM MALDITA (Jamaica Inn, 1939, 108 min.)
Com Maureen O’Hara, Robert Newton e Charles Laughton.

Inglaterra, 1819. Na tempestuosa costa da Cornualha, uma jovem órfã se torna alvo de uma quadrilha de ladrões de navios. Primeira adaptação de Hitchcock para uma obra de Daphne du Maurier (“Rebecca”, “Os Pássaros”).

EXTRAS:
* Documentário sobre a fase inglesa de Hitchcock (24 min.)
* Especiais (32 min.)

E NÃO PERCA TAMBÉM:
O Cinema de Hitchcock

A ARTE DE FRANÇOIS TRUFFAUT

DVD duplo com três obras-primas em inéditas versões restauradas do crítico de cinema e diretor François Truffaut (1932-1984), um dos idealizadores da Nouvelle Vague, além de mais de duas horas de extras, incluindo documentários e depoimentos do cineasta francês.

Destaque para a nova versão restaurada de um dos maiores sucessos de Truffaut: “A Noite Americana”, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro – e indicado ainda a melhor diretor, roteiro original e atriz coadjuvante (Valentina Cortese).

DISCO 1:

A NOITE AMERICANA (“La Nuit Américaine”, 1973, 115 min.)
Com Jacqueline Bisset, Jean-Pierre Léaud e Valentina Cortese.

Nesta apaixonante declaração de amor de Truffaut ao cinema, acompanhamos os conflitos e as paixões que ocorrem nos bastidores de uma filmagem, envolvendo os atores, os técnicos e o diretor. Com bela trilha sonora de Georges Delerue, essa produção aclamada vem acompanhada de uma hora e meia de extras – com entrevistas do elenco, Truffaut e sua equipe, análises e documentários.

DISCO 2:

DE REPENTE, NUM DOMINGO (“Vivement Dimanche!”, 1983, 111 min.)
Com Fanny Ardant e Jean-Louis Trintignant.

Julien Vercel, agente imobiliário, é acusado de matar o amante de sua mulher que, por sua vez, também foi assassinada. Como ele é obrigado a se esconder, sua secretária, Barbara, conduz a investigação. Último filme de Truffaut.

ATIREM NO PIANISTA (“Tirez sur le Pianiste”, 1960, 82 min.)
Com Charles Aznavour, Marie Dubois e Nicole Berger.

Após perder a esposa, o célebre pianista Edouard Saroyan abandona a carreira e passa a tocar com outro nome em um bar, onde acaba reencontrando um de seus irmãos, que está envolvido com a máfia.

EXTRAS:
* Uma conversa com Jacqueline Bisset (9 min.)
* “A Noite Americana”, uma apreciação (17 min.)
* Nathalie Baye (12 min.)
* Bernard Menez (4 min.)* Dani (04 min.)
* Yann Dedet (4 min.)
* Truffaut nos EUA (9 min.)
* Truffaut: um ponto de vista (06 min.)
* Entrevista de Pierre-William Glenn (18 min.)* Apresentação do filme (6 min.)
* “A Noite Americana” no Festival de Cannes (02 min.)
* Entrevista de Truffaut em 1973 (02 min.)
* Trailer de cinema (02 min.)* Apresentação de “De Repente, num Domingo” (5 min.)
* Trailer de “De Repente” (4 min.)* Depoimentos de François Truffaut sobre “Atirem” (22 min.)* Apresentação de “Atirem” (4 min.)
* Trailer de “Atirem” (2 min.) * Teste de cena de MarieDubois (3 min.)

A ARTE DE CARL T. DREYER

O DVD duplo reúne quatro obras-primas em inéditas versões restauradas e ainda quase uma hora de extras, incluindo documentário sobre o diretor dinamarquês.

DISCO 1:

A PALAVRA (Ordet, 1955, 126 min.)
Com Henrik Malberg, Emil Hass Christensen, Cay Kristiansen.

A rotina de uma família de fazendeiros é modificada quando um dos filhos, aparentemente enlouquecido, declara ser Jesus. Um dos maiores filmes de todos os tempos, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza.

O VAMPIRO (Vampyr, 1932, 73 min.)
Com Julian West, Maurice Schutz, Rena Mandel.

Um viajante obcecado pelo sobrenatural se hospeda numa pousada na qual encontra evidências da existência de vampiros. Incursão de Dreyer no cinema fantástico, com roteiro baseado em “Carmilla, a Vampira de Karnstein”, de Sheridan Le Fanu.

DISCO 2:

DIAS DE IRA (Vredens dag, 1943, 98 min.)
Com Thorkild Roose, Lisbeth Movin, Sigrid Neiiendam.

A jovem esposa de um pastor se apaixona pelo filho deste em meio à violenta caça às bruxas na Dinamarca do século XVII. Uma obra-prima sombria sobre religião e fanatismo dirigida magistralmente por Dreyer.

GERTRUD (Idem, 1964, 117 min.)
Com Nina Pens Rode, Bendt Rothe, Ebbe Rode, Baard Owe.

Entediada com a vida conjugal, uma aristocrata mantém relações com outros homens. Vencedor do Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Veneza, este drama foi o derradeiro filme do grande mestre.

EXTRAS:
* Documentário sobre Dreyer (30 min.)
* Especial sobre “Dias de Ira” (20 min.)

A ARTE DE ANDREI TARKÓVSKI

Depois de resgatar a filmografia de John Cassavetes, Mario Bava e Robert Altman, chegou a vez da Versátil homenagear um dos maiores cineastas de todos os tempos.

O DVD duplo traz três obras-primas em inéditas versões restauradas do russo Andrei Tarkóvski (1932-1986), um dos maiores estetas da história do cinema, e um ótimo documentário sobre “Nostalgia”.

DISCO 1:

NOSTALGIA (“Nostalghia”, 1983)
Com Oleg Yankovskiy, Erland Josephson e Domiziana Giordano.

Poeta russo vai à Itália pesquisar sobre músico russo que se suicidou no exílio. Durante sua pesquisa, ele vive uma jornada espiritual. Melhor Direção, Prêmio da Crítica Internacional e do Júri Ecumênico no Festival de Cannes.

A INFÂNCIA DE IVAN (“Ivanovo detstvo”, 1962)
Com Nikolai Burlyaev, Valentin Zubkov e E. Zharikov.

Durante a Segunda Guerra, Ivan, um menino russo de 12 anos, trabalha como espião no front soviético, cruzando as linhas inimigas, para coletar informações dos nazistas. Vencedor do Leão de Ouro em Veneza, este foi o longa-metragem de estreia do diretor.

DISCO 2:

O ESPELHO (“Zerkalo”, 1975)
Com Margarita Terekhova, Oleg Yankóvski e Alla Demidova.

Cena de “O Espelho”, uma das obras-primas do diretor – e presença constante em listas de melhores filmes de todos os tempos. À beira da morte, um homem relembra passagens de sua vida: a infância, a experiência da guerra… Um dos trabalhos mais radicais e herméticos de Tarkóvski, “O Espelho” é um dos filmes definitivos sobre a memória.

TEMPO DE VIAGEM (“Tempo di Viaggio”, 1983)
Com Andrei Tarkóvski e Tonino Guerra.

Documentário sobre a procura de locações para “Nostalgia”. Recém-chegado à Itália, Tarkóvski trabalha, conversa com Tonino Guerra e fala de cinema e literatura. Inclui pequenos ensaios filmados pelo diretor.

EXTRAS:
* Análise de “A Infância de Ivan” (31 min.)
* Análise de “O Espelho” (11 min)

TRÊS LANÇAMENTOS – E DESDE JÁ OBRAS DE REFERÊNCIA NO BRASIL: “A ARTE DE ANDREI TARKÓVSKI”, “JACQUES LACAN E A PSICANÁLISE” E “A II GUERRA NO CINEMA”

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EM BELAS EDIÇÕES ESPECIAIS COM DOCUMENTÁRIOS, TRÊS LANÇAMENTOS DA VERSÁTIL TORNAM-SE DESDE JÁ OBRAS DE REFERÊNCIA PARA ESTUDANTES, PROFESSORES E AMANTES DA SÉTIMA ARTE.

A Arte de Andrei Tarkovski 3D

A ARTE DE ANDREI TARKÓVSKI

Depois de resgatar a filmografia de John Cassavetes, Mario Bava e Robert Altman, chegou a vez da Versátil homenagear um dos maiores cineastas de todos os tempos.

O DVD duplo reúne três obras-primas em inéditas versões restauradas do russo Andrei Tarkóvski (1932-1986), um dos maiores estetas da história do cinema, e um ótimo documentário sobre “Nostalgia”.

DISCO 1:

NOSTALGIA (“Nostalghia”, 1983)
Com Oleg Yankovskiy, Erland Josephson e Domiziana Giordano.

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Poeta russo vai à Itália pesquisar sobre músico russo que se suicidou no exílio. Durante sua pesquisa, ele vive uma jornada espiritual. Melhor Direção, Prêmio da Crítica Internacional e do Júri Ecumênico no Festival de Cannes.

A INFÂNCIA DE IVAN (“Ivanovo detstvo”, 1962)
Com Nikolai Burlyaev, Valentin Zubkov e E. Zharikov.

Durante a Segunda Guerra, Ivan, um menino russo de 12 anos, trabalha como espião no front soviético, cruzando as linhas inimigas, para coletar informações dos nazistas. Vencedor do Leão de Ouro em Veneza, este foi o longa-metragem de estreia do diretor.

DISCO 2:

O ESPELHO (“Zerkalo”, 1975)
Com Margarita Terekhova, Oleg Yankóvski e Alla Demidova.

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Cena de “O Espelho”, uma das obras-primas do diretor – e presença constante em listas de melhores filmes de todos os tempos

À beira da morte, um homem relembra passagens de sua vida: a infância, a experiência da guerra… Um dos trabalhos mais radicais e herméticos de Tarkóvski, “O Espelho” é um dos filmes definitivos sobre a memória.

TEMPO DE VIAGEM (“Tempo di Viaggio”, 1983)
Com Andrei Tarkóvski e Tonino Guerra.

Documentário sobre a procura de locações para “Nostalgia”. Recém-chegado à Itália, Tarkóvski trabalha, conversa com Tonino Guerra e fala de cinema e literatura. Inclui pequenos ensaios filmados pelo diretor.

EXTRAS: Análise de “A Infância de Ivan” (31 min.), análise de “O Espelho” (11 min).

Jacques Lacan e a Psicanalise 3D

JACQUES LACAN E A PSICANÁLISE

Após lançamentos sobre Freud e Jung, a Versátil apresenta três documentários inéditos com raras entrevistas com o célebre psicanalista francês, além de discussões sobre sua vida, sua obra e suas principais teorias:

UM ENCONTRO COM LACAN (“Rendez-vous chez Lacan”, 2011, 51 min.)
De Gérard Miller. Com Jacques Lacan, Eric Laurent e Jacques-Alain Miller.

Com o auxílio de seu irmão Jacques-Alain, um dos maiores discípulos de Lacan, Gérard Miller tenta destrinchar a personalidade deste que até hoje é considerado um dos mais instigantes e controversos pensadores da história da Psicanálise.

LACAN: A PSICANÁLISE REINVENTADA (“Lacan, la psychanalyse réinventée”, 2001, 62 min.)
De Elisabeth Kapnist. Com Jean-Bertrand Portalis, Juliet Mitchell e Maria Belo.

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O filme lança luz às ideias de Lacan sobre o declínio do patriarcado, as contradições do amor e as ilusões da Revolução Francesa, e ainda traz entrevistas de arquivo com o psicanalista e com importantes continuadores de sua obra.

JACQUES LACAN FALA (“Lacan Parle”, 1972, 56 min.)
De Françoise Wolff. Com Jacques Lacan, Françoise Wolff.

Histórica gravação de uma palestra polêmica de Lacan na Universidade Católica de Louvain em setembro de 1972, na qual o pensador fala sobre psicanálise, morte, linguagem, amor, alienação, paranoia, entre outros temas.

A Segunda Guerra no Cinema 3D

A SEGUNDA GUERRA NO CINEMA

Nos 70 anos do fim da Segunda Guerra (1945-2015), a coleção reúne, em três DVDs, seis clássicos inéditos sobre o conflito dirigidos por mestres como John Ford, Nicholas Ray e Samuel Fuller, e estrelados por astros como John Wayne, Michael Caine e Robert Mitchum.

DISCO 1:

FOMOS OS SACRIFICADOS (“They Were Expendable”, 1945)
De John Ford. Com John Wayne, Robert Montgomery e Donna Reed.

John Wayne em mais uma parceria com o diretor John Ford, de "Rastros de Ódio" e outros clássicos do cinema

John Wayne em mais uma parceria com o diretor John Ford

Logo após o ataque a Pearl Harbor, um esquadrão da Marinha é enviado à Península de Bataan, onde tropas japonesas estão prontas para uma sangrenta batalha.

48 HORAS! (“Went the Day Well?”, 1942)
De Alberto Cavalcanti. Com Leslie Banks, Elizabeth Allan e Frank Lawton.

Um vilarejo inglês é ocupado por soldados alemães disfarçados. Primeiro filme do consagrado diretor brasileiro Alberto Cavalcanti (“Na Solidão da Noite”) na Inglaterra. Baseado num conto do escritor Graham Greene.

DISCO 2:

TAMBÉM SOMOS SERES HUMANOS (“The Story of G. I. Joe”, 1945)
De William Wellman. Com Robert Mitchum e Burgess Meredith.

Em cena, o grande Robert Mitchum

Em cena, o grande Robert Mitchum

O correspondente Ernie Pyle se junta ao exército americano durante a Segunda Guerra. Clássico do mestre William Wellman (“Consciências Mortas”) indicado a 4 Oscar.

PROIBIDO! (“Verboten!”, 1959)
De Samuel Fuller. Com James Best e Susan Cummings.

Logo após a queda do III Reich, numa Alemanha em ruínas, um soldado americano se apaixona por uma mulher alemã. Um dos filmes favoritos de François Truffaut, e um dos trabalhos mais originais do genial Samuel Fuller.

DISCO 3:

AMARGO TRIUNFO (“Bitter Victory”, 1957)
De Nicholas Ray. Com Richard Burton, Curt Jurgens e Ruth Roman.

Um oficial do exército britânico é enviado ao norte da África para lutar sob o comando de um oficial que foi amante de sua esposa no passado. Brilhante filme de guerra que fez Jean-Luc Godard afirmar que “o cinema é Nicholas Ray”.

MERCENÁRIOS SEM GLÓRIA (“Play Dirty”, 1969)
De André De Toth. Com Michael Caine, Nigel Davenport e Nigel Green.

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Michael Caine em “Mercenários sem Glória”

Um executivo é designado para trabalhar com o exército britânico no Norte da África, onde acompanha uma perigosa missão. Eletrizante variação de “Os Doze Condenados” dirigida pelo experiente André De Toth (“Museu de Cera”). Também conhecido como “Inferno no Deserto”.

E O OSCAR VAI PARA…

A ESPERA FINALMENTE ACABOU E ONTEM À NOITE FORAM ENTREGUES AS COBIÇADAS ESTATUETAS DA ACADEMIA DE ARTES E CIÊNCIAS CINEMATOGRÁFICAS DE HOLLYWOOD.

PELA PRIMEIRA NA HISTÓRIA DO OSCAR, UMA PRODUÇÃO DE UM PAÍS DE LÍNGUA NÃO INGLESA CONQUISTOU OS PRINCIPAIS PRÊMIOS DA NOITE.

Numa noite sem surpresas, O Artista confirmou seu favoritismo, Meryl Streep finalmente ganhou seu terceiro Oscar por A Dama de Ferro, Christopher Plummer, o prêmio de ator coadjuvante por Toda Forma de Amor, o iraniano A Separação foi o melhor filme estrangeiro e Meia-Noite em Paris rendeu a Woody Allen sua quarta estatueta – que ele não foi receber, é claro.

O cineasta iraniano Asghar Farhadi (Procurando Elly, disponível na 2001) com a estatueta recebida pelo aclamado filme iraniano A Separação

Veterano apresentador de inúmeras edições do Oscar, Billy Crystal retornou à função na cerimônia de ontem, que celebrizou, sobretudo, a magia do cinema norte-americano em seu período de formação: os anos 1920 e 1930. Ambientados nesse período, O Artista e A Invenção de Hugo Cabret dividiram a maioria dos prêmios, cada um ganhando em cinco categorias. Desde a decoração do Hollywood Highland Center (ex-Kodak Theatre), em Los Angeles, passando pelos comentários de atores exibidos no telão, até as moças vestidas de bombonieres distribuindo pipocas para a plateia, a 84ª edição do Oscar deixou bem claro que a festa seria um resgate nostálgico dos tempos áureos de uma indústria hoje cada vez mais refém de efeitos especiais, continuações e modelos mercadológicos.

 

ABAIXO, A LISTA COMPLETA DOS OSCARIZADOS:

MELHOR FILME
O Artista

MELHOR DIRETOR
Michel Hazanivicous – O Artista

MELHOR ATOR
Jean Dujardin – O Artista

Jean Dujardin, segurando o Oscar de melhor ator e o cãozinho Uggie, do filme O Artista

MELHOR ATRIZ
Meryl Streep – A Dama de Ferro

Atriz com maior número de indicações ao Oscar em todos os tempos, Meryl Streep levou finalmente sua terceira estatueta por A Dama de Ferro

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer – Toda Forma de Amor*

Veterano ator de A Noviça Rebelde, Christopher Plummer com o Oscar recebido por Toda Forma de Amor, bela dramédia indie já disponível para locação na 2001

Veterano ator de A Noviça Rebelde, Christopher Plummer com o Oscar recebido por Toda Forma de Amor, sensível dramédia já disponível para locação nas lojas da 2001. Aos 82 anos, ele é o ator mais velho a receber o prêmio

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Octavia Spencer – Histórias Cruzadas

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Os Descendentes

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Meia-Noite em Paris*

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
A Separação (Irã)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Rango*

Com suas ousadias e referências a clássicos do faroeste, Rango ficou com o Oscar de melhor animação, batendo pesos-pesados como Gato de Botas e Kung Fu Panda 2

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
O Artista

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Man or Muppet” – Os Muppets

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS
A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR MAQUIAGEM
A Dama de Ferro

MELHOR FOTOGRAFIA
A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR FIGURINO
O Artista

Croqui de um dos figurinos, premiados com o Oscar, de O Artista

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE LONGA-METRAGEM
Undefeated

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM
Saving Face

MELHOR MONTAGEM
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

MELHOR CURTA-METRAGEM
The Shore

A espetacular produção de A Invenção de Hugo Cabret foi reconhecida: o primeiro filme em 3D de Martin Scorsese levou 5 prêmios técnicos, incluindo melhor fotografia, direção de arte e efeitos visuais

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
The Fantastic Flying Books of Mister Morris Lessmore

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR MIXAGEM DE SOM
A Invenção de Hugo Cabret

* Já disponíveis para locação nas lojas da 2001

OPINIÃO: MEIA-NOITE EM PARIS

A SEGUIR, COMENTÁRIO DE DUAS COLABORADORAS DA 2001 A RESPEITO DO GRANDE SUCESSO DE PÚBLICO DE WOODY ALLEN. EM COMUM NAS DUAS OPINIÕES, UMA REFLEXÃO SOBRE O PASSADO E SEU PAPEL COMO FANTASIA INCONSCIENTE DE UMA VIDA MAIS INTERESSANTE DO QUE A REAL – AO MENOS, PARA O PROTAGONISTA DE MEIA-NOITE EM PARIS.

PROMOÇÃO EXCLUSIVA: A CADA LOCAÇÃO DO FILME NA 2001, O CLIENTE CONCORRE A UM JANTAR PARA DUAS PESSOAS NO RESTAURANTE PARIS 6, LOCALIZADO NA RUA HADDOCK LOBO, 1240, JARDIM PAULISTA, EM SÃO PAULO. Promoção válida de 23/11 a 4/12.

Maior sucesso de bilheteria da carreira de Woody Allen, o filme acaba de chegar para locação em DVD e Blu-ray nas lojas da 2001

Nostálgico. Assim pode ser primeiramente definido Meia-Noite em Paris, mas o filme envolve muito mais: Hemingway, Salvador Dalí, Buñuel, entre muitos outros grandes artistas numa história que, aos olhos que não sejam os de Gil Pender (o protagonista vivido por Owen Wilson), parece totalmente improvável.

 

Escrito por Woody Allen, o roteiro trabalha com a ideia de que uma determinada época, anterior àquela em que vivemos, foi muito melhor e mais interessante – e um tempo em que coisas importantes aconteciam. Levando essa nostalgia em consideração, o cineasta homenageia Paris de forma cativante, mostrando como a cidade, mesmo nos dias atuais, pode remeter ao clima romanceado dos anos 1920 e à Belle Époque, período de efervescência cultural que inspirou tantos artistas célebres.

Marion Cotillard e Owen Wilson: encontro romântico entre passado e presente

Assim é Meia-Noite em Paris: mais um filme de Allen repleto de situações cotidianas embaladas por referências artísticas e humor inteligente, deixando no espectador uma ótima sensação ao final.

Comentário de
Isabel Araújo
Subgerente da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP

Lançado para venda inicialmente apenas em Blu-ray, o filme deve ser lembrado nas indicações do Globo de Ouro em dezembro. Favorito na categoria comédia/musical, tem, segundo analistas, chance também de ser indicado ao Oscar de melhor roteiro original em 2012

Meia-Noite em Paris

Gil, um romântico incompreendido pela noiva, deseja apenas que sua futura esposa Inez tenha o mesmo olhar ingênuo pela cidade, mas ela está mais preocupada com o visual e a vida social do lugar. O premiado Woody Allen nos transporta a uma Paris ainda mais charmosa, repleta de artistas da década de 1920 interagindo entre si e o melhor, desejando que o humilde Gil faça parte dessa realidade.

O protagonista Gil e sua noiva, interpretada por Rachel McAdams

Mas até que ponto essa fuga da realidade é saudável? Será que Inez está aberta para essa oportunidade junto a Gil? Antes de se fazer essas perguntas, deixe o clima do filme tomar conta de você e pegue uma carona ao lado de grandes influências artísticas do século XX, afinal, não é todo o dia que algo assim acontece.

Comentário de
Graciela Paciência
Colaboradora da 2001 Sumaré
Av. Sumaré, 1744, Perdizes – São Paulo – SP