O Nascimento de uma Nação

NOVAS COLEÇÕES DO SELO OBRAS-PRIMAS DO CINEMA: D.W. GRIFFITH E ESTÚDIO HAMMER

COM 2 DISCOS, “D.W.GRIFFITH” REVISITA OS PRIMÓRDIOS DO CINEMA, COM “O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO” E “INTOLERÂNCIA”, E A “COLEÇÃO ESTÚDIO HAMMER“, COM 3 DVDs, REÚNE 6 CLÁSSICOS DE TERROR BRITÂNICO DOS ANOS 50 E 60.

Edições limitadas com cards e inúmeros extras com bastidores de produção.

D.W. GRIFFITH

UM PIONEIRO DO CINEMA

David Llewelyn Wark Griffith nasceu em região rural do estado de Kentucky (EUA), em 22 de janeiro de 1875. Filho de um herói da guerra civil americana que influenciou o filho com suas histórias, começou a carreira artística como ator amador e ingressou no cinema quando aceitou trabalhar para um filme da Companhia Edison, realizado por Edwin S. Porter.

A partir de 1908, Griffith dirigiu centenas de curtas para a Biograph, que lhe permitiram testar novas técnicas, até realizar O “Nascimento de uma Nação” (1915). O sucesso desse épico pioneiro, realizado em 12 rolos, deu novo rumo ao cinema. Griffith, ao lado do fotógrafo G.W. Bitzer, revolucionou a linguagem cinematográfica, criando procedimentos técnicos como o close, o travelling e o flashback.

Retirou-se de cena no início dos anos 1930, após sucessivos fracassos. Griffith morreu solitário num hotel de Los Angeles (Califórnia), em 1948. Apesar de ter reconhecida sua importância para o desenvolvimento da linguagem do cinema, com o tempo o diretor passou a ser criticado por idealizar membros da Ku Klux Klan como heróis em “O Nascimento de uma Nação”.

DISCO 1:

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (The Birth of a Nation, 1915, 193 min.)
Com Lillian Gish, Mae Marsh, Henry B. Walthall.

Dois irmãos da família Stoneman visitam os Cameron em Piedmont, Carolina do Sul. Esta amizade é afetada com a Guerra Civil, pois os Cameron se alistam no exército Confederado enquanto os Stoneman unem-se às forças da União.

São retratadas as consequências da guerra na vida destas duas famílias e as conexões com os principiais acontecimentos históricos, como o crescimento da Guerra da Secessão, o assassinato de Lincoln e o nascimento da Ku Klux Klan.

DISCO 2:

INTOLERÂNCIA (Intolerance: Love’s Struggle Throughout the Ages, 1916, 167 min.)
Com Lillian Gish, Robert Harron, Mae Marsh.

A intolerância vista e analisada em quatro diferentes estágios da História: Na Babilônia, uma garota convive com a rivalidade religiosa que leva uma cidade às ruínas. Na Judeia, os hipócritas condenam Jesus Cristo. Na Paris do século XVI, sem saber saber do Massacre da Noite de São Bartolomeu, dois huguenotes se preparam para um casamento. E na América moderna reformistas sociais destroem a vida de um jovem casal.

EXTRAS:

* Making of de “O Nascimento de uma Nação”: Com duração de 24 minutos, contém informações sobre a produção e inclui raros testes de figurinos e mais bastidores.
* “Three Hours That Shook the World”: Com duração de 19 minutos, esta entrevista com Kevin Brownlow traz histórias fascinantes sobre o filme “Intolerância”.

COLEÇÃO ESTÚDIO HAMMER

Fundada em 1934, com nome homenageando a região de seu fundador, William Hinds (comediante de Hammersmith), a Hammer começou suas atividades com a produção de comédias e aventuras de baixo orçamento.

Em 1955, o sucesso de “Terror que Mata” (The Quatermass Xperiment) impulsionou a Hammer a produzir mais filmes de sci-fi e terror, revitalizando nas telas monstros clássicos da Universal, em títulos como “A Maldição de Frankenstein” (The Curse of Frankenstein, 1957) e “O Vampiro da Noite” (Dracula, 1958).

Com mais de cem longas realizados até a década de 1970, a Hammer se tornou referência mundial em terror, adicionando erotismo e violência gráfica às suas produções fincadas na literatura gótica. Atores recorrentes nos maiores sucessos da Hammer, Peter Cushing e Christopher Lee viraram astros universais do cinema de horror.

DISCO 1:

A MÚMIA (The Mummy, 1959, 1.66:1, 88 min.)
Direção: Terence Fisher. Com Peter Cushing, Christopher Lee, Yvonne Furneaux.

No ano de 1895, a tumba da princesa egípcia Ananka é encontrada por um grupo de arqueólogos. Contudo, o sumo-sacerdote Kharis (Christopher Lee), que amava a princesa, volta à vida, espalhando terror entre os escavadores.

MALDIÇÃO DE LOBISOMEM (The Curse of the Werewolf, 1961, 2.0:1, 92 min.)
Direção: Terence Fisher. Com Clifford Evans, Oliver Reed, Yvonne Romain.

Na Espanha, Leon nasceu no dia de Natal, fruto de um estupro. Quando jovem, ele trabalha em uma adega e se apaixona pela filha do proprietário, Cristina. Só que, em uma noite de lua cheia, ele se transforma, assustando toda a cidade.

DISCO 2:

O BEIJO DO VAMPIRO (The Kiss of the Vampire, 1963, 1.85:1, 88 min.)
Direção: Don Sharp. Com Clifford Evans, Edward de Souza, Noel Willman.

Gerald e Marianne Harcourt viajam de carro quando seu veículo quebra e eles são obrigados a passar alguns dias numa pequena e remota comunidade. Logo, são convidados a visitar o castelo do Dr. Ravna, o líder de um culto vampírico.

MANIAC (Maniac, 1961, 2.35:1, 86 min.)
Direção: Michael Carreras. Com Kerwin Mathews, Nadia Gray, Donald Houston.

Um artista plástico norte-americano desembarca em uma ilha francesa e se envolve em um triangulo amoroso. Convencido por sua amante a ajudar o ex-marido a escapar de um hospital psiquiátrico, ele acaba libertando um homem altamente perigoso.

DISCO 3:

A GÓRGONA (The Gorgon, 1964, 1.66:1, 83 min.)
Direção: Terence Fisher. Com Christopher Lee, Peter Cushing, Richard Pasco.

Em 1910, na pequena cidade alemã de Vandorf, uma série de assassinatos foram cometidos nos últimos cinco anos, com todas as vítimas transformadas em pedra. As autoridades locais temem que uma antiga lenda tenha se tornado realidade.

FANATISMO MACABRO (Die! Die! My Darling!, 1965, 1.85:1, 94 min.)
Direção: Silvio Narizzano. Com Tallulah Bankhead, Stefanie Powers, Peter Vaughan.

A Sra. Trefoile é uma demente religiosa que ficou obcecada pelo espírito do filho que faleceu há vários anos em um acidente. Ela prende sua ex-nora no sótão como refém para “limpar” sua alma para que ela possa se reunir com seu filho no céu.

EXTRAS:

* Especial sobre “A Múmia”
* Membros da equipe original relembram suas experiências em “Maniac”
* Por dentro de “A Górgona” e “Fanatismo Macabro”

MAIS HAMMER FILMES NA 2001:
Drácula – The Ultimate Hammer Collection – 5 discos
Hammer – A Casa do Terror

10 LANÇAMENTOS EM DVD, DE DIFERENTES GÊNEROS E ESTILOS

HERANÇA DE SANGUE

Antes de dirigir o oscarizado “Até o Último Homem”, Mel Gibson estrelou este western moderno, no papel de um ex-presidiário que vive solitário até receber uma ligação da filha, desaparecida há anos. Começa a busca de redenção do protagonista que, em busca da filha, ira enfrentar uma gangue de bandidos mexicanos. Baseado no romance de Peter Craig, o longa tem direção do francês Jean-François Richet (“Inimigo Público nº 1”).

THE AFFAIR – 1ª TEMPORADA

Premiada com o Globo de Ouro de melhor série e atriz dramática (Ruth Wilson), a produção surpreende com um roteiro inteligente, narrado por dois pontos de vista — primeiro pelo marido, e depois por sua amante. Na trama, um professor de Nova York (Dominic West) sai de férias com a esposa (Maura Tierney ) e os filhos para Long Island. Lá, ele se envolve com uma garçonete (Wilson), mas nada é o que parece ser em “The Affair”, pois cada um conta A SUA verdade.

SALA VERDE

Filme sensação entre o público do Festival de Toronto em 2015, este violento thriller de baixo orçamento marca uma das últimas aparições de Anton Yelchin (1989–2016) na telona, antes de sua trágica morte, aos 27 anos. O jovem ator de “Star Trek” interpreta Pat, líder de uma banda de punk rock que entra numa fria após apresentação em um boteco tomado por neonazistas. Os músicos presenciam um crime no camarim e tornam-se alvos do público.

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (2016)

Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP e premiado no Festival de Sundance, este drama histórico de ressonância contemporânea foi escrito, dirigido e estrelado por Nate Parker. Ele conta a história de Nat Turner, um escravo letrado e também pregador que liderou uma rebelião que se tornou um dos mais influentes atos de resistência contra a escravidão nos EUA. Nos extras, “Ergam-se: o legado de Nat Turner” e comentários do diretor.

ROBIN E MARIAN

Mais de uma década depois de se enfrentarem no clássico “Moscou Contra 007”, Sean Connery e Robert Shaw interpretam, respectivamente, Robin Hood e o cruel Xerife de Nottingham (Robert Shaw) nesta versão mais madura do famoso arqueiro. Vinte anos depois de sua luta épica contra o Príncipe John, Robin retorna das Cruzadas para reencontrar sua amada Marian (Audrey Hepburn). A direção é de Richard Lester (“Os Reis do Ié-Ié-Ié“).

A CONEXÃO FRANCESA

O cinema francês tem uma longa tradição de filmes policiais, de Jean-Pierre Melville a produções como “Inimigo Público nº 1” (estrelado por Vincent Cassel). O mais recente exemplar no gênero é “A Conexão Francesa“, com Jean Dujardin no papel de Pierre Michel, juiz determinado a desbaratar uma articulada quadrilha de traficantes de heroína que domina Marselha — e o tráfico para os Estados Unidos — na década de 1970.

OS CAVALEIROS BRANCOS

Dirigida e coescrita por Joachim Lafosse (“A Economia do Amor”), esta coprodução entre França e Bélgica é baseada na história real de uma ONG que teve suas ações na África questionadas. Vincent Lindon (de “O Valor de um Homem“) vive Jacques Arnault, presidente de uma ONG que auxilia crianças em dificuldade. Seu plano é resgatar 300 órfãos, vítimas da guerra civil em um país africano. Mas na hora de executar o plano, nada é como o previsto.

BELOS SONHOS

O grande cineasta italiano Marco Bellocchio (“Vincere”) esteve na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP, em outubro passado, para divulgar este sensível relato de um homem atormentado desde a infância pela morte prematura da mãe. Baseado na autobiografia homônima de Massimo Gramellini, o filme alterna de forma poética o passado e o presente do jornalista, interpretado no filme por Valerio Mastandrea (de “A Primeira Coisa Bela”).

SIERANEVADA

Pré-selecionado pela Romênia para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro, este é o mais recente trabalho do cineasta Cristi Puiu, vencedor da Palma de Ouro por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” em 2007. Em “Sieranevada“, uma família se prepara para a cerimônia que marca os 40 dias da morte do patriarca, Emil. Enquanto aguardam a chegada de um padre da Igreja Ortodoxa, familiares de diferentes gerações discutem de banalidades a conflitos da sociedade atual.

BOYS

Realizado originalmente para a TV holandesa, o filme trata com sensibilidade do despertar da homossexualidade na adolescência. Sieger é um atleta de 15 anos de idade, em fase de treinamento para uma competição de revezamento. Sua rotina é alterada com a chegada de um novo membro da equipe, Marc. Os dois descobrem interesses em comum e se tornam amigos próximos, até perceberem que possuem sentimentos um pelo outro.