Os Irmãos Karamazov

OS 10+ DA VERSÁTIL

FELLINI. INGMAR BERGMAN. JEAN RENOIR. RICHARD BROOKS. ROSSELLINI. SOKUROV. GRANDES DIRETORES E FILMES ESSENCIAIS, EM EDIÇÕES CAPRICHADAS, COM EXTRAS.

Mas não perca tempo, pois os estoques são limitados.

OS IRMÃOS KARAMAZOV

O romance homônimo de Fiódor Dostoiévski já foi considerado por Sigmund Freud a maior obra a respeito do embate entre pai e filho. Cada um dos Karamazov reflete um aspecto diferente da natureza humana e da própria Rússia. Dimitri (Yul Brynner, de “O Rei e Eu”), por exemplo, é um jogador inveterado que irá se apaixonar pela amante do pai. Escrito e dirigido por Richard Brooks (“Lord Jim“), o filme consegue sintetizar alguns dos temas da obra dostoievskiana, como a materialidade da fé, a desilusão com as ideologias políticas e, sobretudo, “o bem e o mal” inerentes ao ser humano.

EXTRAS: Vida e obra de Richard Brooks (texto em português).

ARCA RUSSA

Filmado em um único plano-seqüência, sem cortes, que dura 97 minutos, o filme apresenta um verdadeiro passeio pela história russa. Um anfitrião conduz o espectador (e o narrador) por 33 salas do imponente museu Hermitage, em São Petersburgo. Nele, acompanhamos “fatos”, personagens e figuras como Pedro, o Grande, Catarina, Nicolau e Alexandra. Dirigido por Aleksandr Sokúrov (“Fausto”), “Arca Russa” é um marco da união entre cinema, história e artes plásticas.

EXTRAS: Entrevistas com o diretor e membros da equipe de produção.

A MARSELHESA

Baseando-se em minuciosa pesquisa dos documentos da época, Jean Renoir (“A Grande Ilusão“, “A Regra do Jogo”) realizou um filme apaixonante sobre momentos-chave da Revolução Francesa, da queda da Bastilha em 1789 à queda do rei Luis XVI em 1793, passando pela criação e divulgação do hino nacional francês, La Marseillaise. Com humanismo, vivacidade e talento, “A Marselhesa” é um dos melhores filmes sobre a Revolução Francesa, ao lado de “Danton, o Processo da Revolução” e “Casanova e a Revolução“.

EXTRAS: Entrevista com Jean Renoir.

ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO

O aclamado documentário do sueco Peter Cohen discute como a máquina de propaganda nazista se valeu do uso de ideais estéticos para afirmação de sua ideologia. Em uma das cenas mais impressionantes do longa, vemos a relação entre as distorções formais da arte expressionista e os elementos “impuros” que, segundo os nazistas, deformariam a sociedade alemã. Cohen aprofundaria sua investigação acerca da eugenia em “Homo Sapiens 1900”.

EXTRAS: Apresentação de Leon Cakoff * Arquitetura & propaganda nazistas * Vida e obra de Peter Cohen.

A ESTRADA DA VIDA

Versão restaurada e remasterizada do clássico de Federico Fellini, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1957 – o diretor também concorreu (ao lado de Tullio Pinelli) na categoria de melhor roteiro original. Na trama, Giulietta Masina vive uma mulher ingênua vendida por sua mãe para o brutamontes Zampanò (Anthony Quinn), um artista que se apresenta arrebentando correntes. Ela logo passa a ajudar Zampanò em suas exibições.

EXTRAS: “Reflexos de um Olhar” – documentário sobre Anthony Quinn * Giulietta fala de Federico (texto em português) * Os Críticos Falam de “A Estrada Da Vida” (texto em português)

A FLAUTA MÁGICA

Versão cinematográfica do mestre Ingmar Bergman para a ópera de Wolfgang Amadeus Mozart. A história começa com a rainha da noite, que oferece sua filha, Pamina, a Tamino, que precisa tirá-la das mãos do pai, o sacerdote Sarastro. Para auxiliá-lo na empreitada, a rainha lhe dá de presente uma flauta mágica. Com linda fotografia de Sven Nykvist, o filme é uma encantadora união entre ópera e cinema. Edição especial com mais de uma hora de extras.

EXTRAS: Ensaio (62′) – Making of * Vida e obra de Ingmar Bergman (texto em português) * Mozart 250 anos – Biografia (texto em português).

CINEMA PARADISO

Relembre a comovente história do garoto Totó, que vive num vilarejo da Itália durante a Segunda Guerra. Sua principal diversão é passar as tardes no Cinema Paradiso, fazendo companhia ao projetista Alfredo, o que irá mudar sua vida para sempre. Vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, “Cinema Paradiso” é um clássico moderno, com direção de Giuseppe Tornatore e inesquecível trilha sonora de Ennio Morricone.

EXTRAS: Depoimento de Rubens Ewald Filho * Entrevistas especiais * Conferência de imprensa em Cannes.

FELLINI 8 E 1/2

Obra-prima de Federico Fellini, “8 e 1/2” é presença constante nas listas de melhores filmes de todos os tempos. A trama gira em torno de Guido (Marcello Mastroianni), cineasta em crise de inspiração que não consegue encontrar a ideia para seu próximo longa. Durante uma temporada de férias, é assombrado por sonhos e recordações de passagens marcantes de sua vida. Oscar de melhor filme estrangeiro e figurino (em preto e branco), e indicações a melhor diretor, roteiro original e direção de arte (em p&b).

EXTRAS: Documentário “Fellini – Um Auto-retrato” – O diretor em conversas e entrevistas (55 minutos).

PERSONA

Atriz emudece depois de crise emocional. Buscando curar-se, ela viaja para uma casa de campo. Lá, viverá uma intensa relação com sua enfermeira. Ingmar Bergman começou a escrever “Persona” em meio a surtos de febre causados por uma pneumonia. O resultado foi este filme que, segundo o mestre sueco, é seu trabalho mais experimental. Nele, a dramaturgia bergmaniana dialoga com imagens pouco usuais no conjunto de sua obra. A cena na qual os rostos de Liv Ullmann e Bibi Andersson se fundem na tela é uma das imagens mais famosas do cinema.

EXTRAS: Vida e obra de Bergman (texto em português).

SÓCRATES

Com direção de Roberto Rossellini (“Blaise Pascal“), esta produção europeia é a cinebiografia de Sócrates (470-333 a.C.), um dos maiores filósofos da Humanidade. Rossellini mostra o final da vida de Sócrates, em especial seu julgamento e sua condenação à morte, com destaque para os célebres diálogos socráticos: “Apologia”, discurso de defesa do filósofo; “Críton”, em que um dos seus discípulos tenta convencê-lo a fugir da prisão; e “Fédon”, com seus últimos ensinamentos antes de tomar a cicuta.

EXTRAS: Apresentação de Roberto Bolzani (texto em português) * Vida e obra de Roberto Rossellini (texto em português).

CENTENÁRIO DE RICHARD BROOKS

Richard Brooks (18/5/1912-11/3/1992) dirige Elizabeth Taylor em Gata em Teto de Zinco Quente (1958)

ESCRITOR E DIRETOR NORTE-AMERICANO, BROOKS COMPLETARIA AMANHÃ 100 ANOS DE NASCIMENTO.

Pouco lembrado pelas novas gerações, Richard Brooks nunca foi considerado um “autor” pela crítica. Tornou-se conhecido, acima de tudo, como um diretor competente em transpor grandes obras da literatura e do teatro para o cinema. Adaptou F. Scott Fitzgerald (A Última Vez que Vi Paris), Fiódor Dostoiévski (Os Irmãos Karamazov), Tennessee Williams (Gata em Teto de Zinco Quente, Doce Pássaro da Juventude), Joseph Conrad (Lord Jim) e Truman Capote (A Sangue Frio), entre outros escritores, em filmes que também dirigiu.

Brooks (fumando cachimbo) durante as filmagens de Lord Jim (1965)

Descendente de judeus russos que emigraram para a Filadéfila, onde nasceu, Ruben Sax (seu nome verdadeiro) trabalhou como repórter esportivo em vários jornais, até entrar para a divisão de rádio da rede NBC nos anos 1930. Envolvido também na cena teatral novaiorquina, começou a escrever roteiros para filmes de baixo orçamento. Após dois romances bem recebidos pela crítica, Splinters e The Brick Foxhole, ganhou status em Hollywood ao roteirizar produções “noir” como Força Bruta (1947), dirigido por Jules Dassin, e Paixões em Fúria (1948), de John Huston. Dali para a direção e autoria de seus próprios filmes foi um passo, estreando com o melodrama político Terra em Fogo (1950).

Brooks com a esposa, Jean Simmons, que dirigiu em Entre Deus e o Pecado

Indicado oito vezes ao Oscar, conquistou o prêmio de melhor roteiro adaptado por Entre Deus e o Pecado (1960), drama social crítico à exploração da fé, e que também rendeu a Burt Lancaster e a Jean Simmons (esposa de Brooks entre 1960 e 1977) a estatueta dourada. Amigo pessoal do rebelde Samuel Fuller, faleceu em 11 de março de 1992, em decorrência de problemas cardíacos. O cinema perdia um diretor conhecido pela independência com que conduzia seus projetos, muitos deles refletindo as mazelas, as contradições e o moralismo da sociedade americana.

RICHARD BROOKS EM DVD NA 2001:

Primeiro vem a palavra, depois o resto - Richard Brooks

A Última Vez que Vi Paris (1954)
Sangue Sobre a Terra (1957)
Os Irmãos Karamazov (1957)
Gata em Teto de Zinco Quente (1958)
Entre Deus e o Pecado (1960)
Doce Pássaro da Juventude (1962)
Lord Jim (1965)
Os Profissionais (1966)
A Sangue Frio (1967)
O Risco de uma Decisão (1975)

DOSTOIÉVSKI E TOLSTÓI NA 2001

GRANDES ESCRITORES RUSSOS

Fiódor Dostoiévski (1821-1881) e Leon Tolstói (1828-1910)

DOIS LANÇAMENTOS PARA LOCAÇÃO NA 2001, OS IRMÃOS KARAMAZOV E A ÚLTIMA ESTAÇÃO, RELEMBRAM, RESPECTIVAMENTE, FIÓDOR DOSTOIÉVSKI E LEON TOLSTÓI, DOIS DOS MAIORES ESCRITORES DA LITERATURA MUNDIAL EM TODOS OS TEMPOS.

OS IRMÃOS KARAMAZOV
(The Brothers Karamazov, EUA, 1958, Cor, 140′)
De: Richard Brooks
Com: Yul Brynner, Maria Schell, Claire Bloom

Pai (Lee J.Cobb) e filhos (Yul Brynner, William Shatner e Richard Basehart) em choque na adaptação do clássico de Dostoiévski por Richard Brooks

Sinopse: Rússia, 1870. Numa pequena cidade, o viúvo e mulherengo Fiódor Karamazov vive em conflito com os filhos: o idealista Dimitri, o intelectual ateu Ivan, o cristão fervoroso Alexei e o bastardo Smerdjakov, que sofre de crises de epilepsia.

 

Comentário: Escrito em 1879 por Fiódor Dostoiévski (1821-1881), Os Irmãos Karamazov é um dos maiores romances da literatura mundial e já foi considerado pelo pai da psicanálise, Sigmund Freud, a maior obra da história a respeito do embate entre pai e filho. Pois são as diferenças entre irmãos a base do filme: cada um dos Karamazov reflete um aspecto diferente da natureza humana e da própria Rússia. O irmão mais velho, Dimitri (o astro Yul Brynner, de O Rei e Eu), jogador inveterado – como o próprio Dostoiévski – e conquistador, irá se apaixonar pela amante do pai e se tornar o principal suspeito pela morte dele. Com excelente reconstituição da Rússia no século XIX, o filme escrito e dirigido por Richard Brooks (Gata em Teto de Zinco QuenteLord Jim) consegue sintetizar alguns dos temas da obra dostoievskiana, como a materialidade da fé, as paixões fadadas à tragédia, a desilusão com as ideologias políticas e, sobretudo, o “bem e o mal” inerentes ao ser humano.

MAIS ADAPTAÇÕES DA OBRA DE DOSTOIÉVSKI EM DVD NA 2001:
Nina (2004)
Crime e Castigo (2002)
Partner (1968)
Pickpocket (1959)
Noites Brancas (1957)
O Idiota (1951)

A ÚLTIMA ESTAÇÃO
(The Last Station, ING/RUS, 2009, Cor, 112′)
De: Michael Hoffman
Com: Helen Mirren, James McAvoy, Christopher Plummer

Pôster de divulgação do filme A Última Estação nos EUA

Sinopse: O último ano de vida do escritor russo Leon Tolstói (1828-1910), que planeja doar ao povo russo os direitos de sua obra, para desgosto da esposa, Sofya.