OScar 2017

ENTRE AS NOVIDADES DO MÊS, JEFF BRIDGES, KEANU REEVES, CATHERINE DENEUVE E MUITO MAIS!

A QUALQUER CUSTO

Espécie de faroeste moderno em tempos de recessão econômica, o filme do diretor David Mackenzie (“Sentidos do Amor”) acompanha os irmãos Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster) Howard em uma série de assaltos a bancos numa região pobre do Texas. Em seu encalço está Marcus Hamilton (Jeff Bridges, indicado ao Oscar de ator coadjuvante), um Texas Ranger prestes a se aposentar. Com muito subtexto social, “A Qualquer Custo” concorreu ainda ao Oscar de melhor filme, roteiro original e montagem.

JOHN WICK – UM NOVO DIA PARA MATAR

Keanu Reeves reencontra Laurence Fishburne, seu parceiro de “Matrix“, nesta elogiada continuação do cult de ação “De Volta ao Jogo”, de 2014. O astro repete o papel do assassino de aluguel, que desta vez é forçado a uma última missão por um perigoso mafioso italiano, interpretado por Riccardo Scarmacio (de “O Primeiro que Disse”). Com belas locações em Roma, o filme tem tudo para agradar aos fãs do primeiro filme, com cenas de ação incrivelmente coreografadas e estilizadas.

HOMEM ARANHA – DE VOLTA AO LAR

Com mais de 6,6 milhões de espectadores nos cinemas, o filme dá novo fôlego à franquia, mostrando suas origens do personagem. Depois de lutar ao lado dos Vingadores, Peter Parker (Tom Holland, revelado em “O Impossível”) retorna para casa e à rotina escolar, ao mesmo tempo em que tenta provar para Tony Stark (Robert Downey Jr.) que é um super-herói de verdade. Com muito bom humor, o filme enfoca o rito de passagem do protagonista sem deixar de lado a aventura, com Michael Keaton como o vilão Abutre.

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Coleção Homem-Aranha (6 Filmes)

O REENCONTRO

Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês deste ano, o longa tem como destaque o embate entre duas grandes atrizes: Catherine Deneuve (“Indochina“) e Catherine Frot (de “Marguerite”, em promoção na 2001). Frot interpreta Claire, uma experiente (e solitária) parteira que tem sua vida virada de cabeça para baixo com o retorno de Beatrice (papel de Deneuve), a extravagante ex-amante de seu falecido pai. Direção e roteiro de Martin Provost (“Violette”).

A VIAGEM DE FANNY

Inspirada na autobiografia homônima de Fanny Ben-Ami, esta aventura infantil acompanha a história real da autora, que aos 12 anos liderou um grupo de crianças em fuga da França para a fronteira com a Suíça durante a ocupação nazista, em 1943. Estrelado por Léonie Souchaud e Cécile de France, o filme fez parte da programação do Festival Varilux de Cinema Francês 2017.

MÁS NOTÍCIAS PARA O SR. MARS

Mais um trabalho inusitado de Dominik Moll, diretor de “Lemming” (2005) e “O Monge” (2011), filmes marcados pelo insólito e imagens delirantes. Na comédia do absurdo “Más Notícias”, François Damiens (de “A Família Bélier”) vive Philippe Mars, um homem pacato que faz o possível para ser um bom pai, ex-marido e irmão compreensível, apesar do (mau) comportamento daqueles a sua volta.

DÉGRADÉ

Escrito e dirigido pelos irmãos gêmeos Arab Nasser e Tarzan Nasser, o filme acompanha um dia no salão de beleza da imigrante russa Christine (Victoria Balitska), situado em Gaza. O terror e a opressão na região permeiam as confidências de diferentes mulheres – uma delas interpretada por Hiam Abbass – que acabam presas ali, em meio ao caos nas ruas. Exibido em Cannes e no Festival de Toronto em 2015

SOUNDTRACK

Estreia da dupla 300ml na direção, o filme narra a história de Cris (Selton Mello), um artista brasileiro que viaja até uma estação de estudos isolada no Ártico para se dedicar a um novo projeto. Durante sua estadia, entra em contato com pesquisadores ali instalados – entre eles um cientista que estuda o aquecimento global (papel do inglês Ralph Ineson, de “Game of Thrones”) e um botânico (vivido por Seu Jorge).

CORAÇÃO DE CACHORRO

Escrito e dirigido por Laurie Anderson, música e ex-parceria de Lou Reed, o documentário traz reflexões da multiartista sobre a morte a partir de temas pessoais, como o falecimento de sua cadela Lolabelle, e assuntos mais amplos, como os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. Premiado no Festival de Cinema de Veneza, o filme foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de SP.

BOX GRANDES DIRETORES

Em “Woody Allen – Um Documentário”, O escritor, diretor, ator, comediante e músico nova-iorquino permitiu que sua vida e processo criativo fossem registrados, com acesso sem precedentes. Já em “Roman Polanski – Memórias”, o polêmico diretor polonês fala sobre sua tumultuada história de vida e carreira em uma conversa com Andrew Braunsberg.

MEMÓRIAS EM VERDE E ROSA

O documentário de Pedro Von Krüger resgata histórias do morro da Mangueira, berço da Estação Primeira e de várias lendas do samba. Tantinho, Nelson Sargento, Delegado e outros relembram as dificuldades enfrentadas antes do reconhecimento como artistas e moradores ilustres de uma das comunidades mais famosas do Rio de Janeiro.

TUDO E TODAS AS COISAS

Adaptação do best seller homônimo de Nicola Yoon, o filme é mais um sensível drama centrado em jovens em crise – e seu processo de amadurecimento. Como Maddie (Amandla Stenberg), que, aos 18 anos, vive confinada em casa devido a uma doença rara – a Síndrome da Imunodeficiência Combinada. Até que um novo vizinho começa a mudar sua vida.

“GUARDIÕES DA GALÁXIA – VOL. 2” E MAIS LANÇAMENTOS DO MÊS

GUARDIÕES DA GALÁXIA – VOL. 2

Com mais de 4 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros, o filme é a continuação do inesperado sucesso de 2014 – responsável por apresentar ao grande público personagens à margem dos principais Vingadores da Marvel.

Peter Quill (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Rocket Racoon (voz de Bradley Cooper), Baby Groot (voz de Vin Diesel) e Drax (Dave Bautista) lutam para manter a equipe unida. Antigos inimigos se tornam aliados e Peter descobre segredos sobre a identidade de seu pai.

A grande novidade é a presença de Kurt Russell no papel de Ego – um planeta vivo. Assim como no primeiro longa, o volume 2 mistura visual de ficção-científica retrô e muito bom humor, além de mais uma trilha sonora matadora, com canções de Fleetwood Mac, George Harrison e ELO, entre outros.

Lançamento em DVD, Blu-ray e BD 3D, com cenas inéditas e estendidas, erros de gravação, making of e comentários em áudio do diretor James Gunn.

Z – A CIDADE PERDIDA

Baseado no best seller de não-ficção do jornalista David Grann, o filme é um épico à moda antiga, com ênfase nas descobertas de um lendário explorador inglês, Percy Fawcett (Charlie Hunnam). No início do século 20, ele se aventura na selva amazônica e encontra uma cidade a qual chama de “Z”. Junto com um colega (Robert Pattinson), Fawcett tenta provar seu feito para a comunidade científica. Com bela fotografia de Darius Khondji, o filme foi escrito e dirigido por James Gray (“Era uma Vez em Nova York“).

ARMAS NA MESA

Pelo papel de Elizabeth Sloane, uma bem-sucedida (e implacável) lobista de Washington, Jessica Chastain recebeu sua quarta indicação ao Globo de Ouro, desta vez como melhor atriz dramática. Dirigido por John Madden (“Shakespeare Apaixonado”), o filme é um thriller sobre manipulação política, a partir de um assunto controverso nos EUA: a Segunda Emenda da Constituição, que protege o direito de seus cidadãos portarem armas.

MINHA VIDA DE ABOBRINHA

Indicado ao Oscar 2017 de melhor animação, o filme é uma coprodução entre França e Suíça que trata de forma singela temas como abandono e respeito às diferenças. Escrito por Céline Sciamma (“Tomboy”, “Garotas“), o longa em animação stop motion acompanha o garoto Icare, também chamado de Abobrinha, que precisa se adaptar à vida em um orfanato após a trágica morte de sua mãe alcoólatra.

TOC – TRANSTORNADA OBSESSIVA COMPULSIVA

Com o sucesso na TV, Tatá Werneck vive sua primeira protagonista nesta comédia de humor negro que brinca com sua imagem e persona na tela. Ela interpreta Kika, atriz em crise na carreira e vida pessoal, que luta com as limitações de seu Transtorno Obsessivo Compulsivo. Com humor ácido e críticas ao culto às celebridades, o longa ainda conta com Vera Holtz, Bruno Gagliasso e Luis Lobianco no elenco.

DOMINAÇÃO (2016)

Aaron Eckhart (“Sully”) interpreta um exorcista não convencional, capaz de acessar o subconsciente de pessoas possuídas neste longa de horror coestrelado por Carice van Houten (a Melisandre da série “Game of Thrones”) e Catalina Sandino Moreno (“Maria Cheia de Graça”).

O RASTRO

Leandra Leal, Rafael Cardoso e Claudia Abreu estão neste raro exemplar nacional do gênero horror. Na trama, João é um médico escolhido para coordenar a remoção de pacientes de um antigo hospital público da cidade do Rio de Janeiro. Na noite da transferência, uma menina de dez anos desaparece sem deixar vestígios.

CONFIRA OS ÚLTIMOS LANÇAMENTOS NA 2001

A VIGILANTE DO AMANHÃ

Versão live action do famoso mangá “Ghost in the Shell” (já adaptado como longa animado em 1995), escrito e ilustrado por Masamure Shirow. Com elaborada direção de arte futurista, o filme, dirigido por Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador“), mistura sci-fi e trama neonoir em torno da “Major” (papel de Scarlett Johansson), híbrida de humano e ciborgue que lidera um esquadrão de elite, a Seção 9. Sob o comando de Aramaki (Takeshi Kitano, “Hana-Bi”), ela investiga o assassinato de executivos da Hanka, uma empresa de tecnologia cibernética.

DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO

Dirigida pelo ator e cineasta Zach Braff (“Hora de Voltar”), esta simpática comédia sobre a terceira idade trata com bom humor e leveza de um tema sério: o abismo econômico e a crise da previdência social na velhice. Vencedores do Oscar, Michael Caine, Alan Arkin e Morgan Freeman dão vida a três amigos aposentados que moram no Queens, em Nova York. Após perderem suas aposentadorias privadas, eles resolvem quebrar a rotina planejando um arriscado (e atrapalhado) assalto a banco. Matt Dillon, Ann-Margret e Christopher Lloyd completam o elenco.

UM HOMEM CHAMADO OVE

Indicado a Oscar de melhor filme estrangeiro — representando a Suécia — e maquiagem, este é um bom (e típico) exemplar do cinema nórdico, com seus personagens excêntricos e humor peculiar. Baseada no best seller homônimo do autor Fredrik Backman, esta comédia dramática acompanha o cotidiano de Ove, um senhor extremamente antissocial que vive amargurado após a morte da esposa. Demitido do trabalho, ele resolve tomar uma decisão extrema, mas é sempre atrapalhado pela aparição de novos vizinhos.

VIVA

Premiada coprodução entre Irlanda e Cuba, o filme discute identidade sexual e intolerância, temas polêmicos que têm ganho cada vez mais espaço na sociedade contemporânea. Exibido no Festival de Sundance, “Viva” narr a história de Jesus (Héctor Medina), jovem que enfrenta o conservadorismo do pai boxeador (Jorge Perugorría, de “Morango e Chocolate”). Maquiador em um clube de drag queens em Havana, ele sonha finalmente subir ao palco como transformista.

A FILHA AMERICANA

Filmado na Califórnia, este drama sensível foi produzido pelo estúdio Mos Film e tem direção de Karen Shakhnazarov (de “Tigre Branco“). Abandonado pela esposa que decide viver com um americano rico na terra do Tio Sam, um músico russo decide reencontrar a ex-mulher, dez anos mais tarde. Sem falar uma palavra em inglês, ele tenta se relacionar com a filha pré-adolescente.

OS SMURFS E A VILA PERDIDA

Criados na Bélgica no final dos anos 1950, os Smurfs ganharam uma série animada três décadas depois, e uma versão live action em 2011. Agora, estão de volta em um longa 100% animado. Direcionado ao público infantil, o desenho é centrado na figura de Smurfette (voz de Demi Lovato). Única mulher da vila, ela começa a se sentir deslocada, sem função em um vilarejo dominado por homens, e por isso parte em busca de novas descobertas.

O PODEROSO CHEFINHO

Sucesso no Brasil, com mais de 2,7 milhões de espectadores nos cinemas, a nova animação do estúdio Dreamworks (“Shrek”, “Madagáscar”) mostra um bebê “adulto” que é adotado por um casal e acaba transformando a rotina de toda a família. Apesar de usar um terno e sempre carregar uma mala, os pais não desconfiam do que a criança adotada — dublada com muito sarcasmo por Alec Baldwin — esconde.

RESIDENT EVIL – A VINGANÇA

Terceiro (e alucinante) longa de animação da cinessérie, com Leon, Chris e Rebecca atuando juntos contra uma nova ameaça bioterrorista. Os três tentam deter um insano comerciante de armas biológicas que pretende espalhar um vírus mortal em Nova York como vingança. Com muitas cenas gore e ação frenética, o filme é fiel aos jogos de terror criados por Shinji Mikami, com incrível uso da captura de movimentos nos personagens em computação gráfica.

HORIZONTE PROFUNDO – DESASTRE NO GOLFO

O astro Mark Wahlberg e o diretor Peter Berg retomam a parceria de “O Grande Herói” nesta tensa reconstituição do pior acidente ecológico já registrado nos EUA: a explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon no Golfo do México, em 2010. Diante de um dos piores vazamentos de petróleo da história, Mike Williams (Wahlberg) e os demais trabalhadores da embarcação lutam para escapar com vida da terrível tragédia que se seguiu.

KONG: A ILHA DA CAVEIRA

O mais famoso gorila do cinema é repaginado — agora com 100 metros de altura — em uma nova história, ambientada na efervescência dos anos 1970. Um coronel (Samuel L. Jackson), um rastreador (Tom Hiddleston) e uma fotógrafa (Brie Larson, Oscar por “O Quarto de Jack”) fazem parte do grupo que busca a existência de monstros em uma ilha do Pacífico Sul. Com incríveis cenas de ação, o filme surpreendeu, com boas críticas e bilheteria.

31

Realizado por meio de crowdfunding (financiamento coletivo), este é o sétimo longa de Rob Zombie. O roqueiro-cineasta tem uma legião de fãs e não decepciona quem gosta de terror slasher, com muita bizarrice e, desta vez, ecos de “Jogos Mortais”. Na história, ambientada em 1975, um grupo é sequestrado cinco dias antes do Halloween. Os reféns precisam participar de um violento jogo de sobrevivência chamado “31”, comandado por Father Murder (Malcolm McDowell, de “Laranja Mecânica”).

INVASÃO ZUMBI

Elogiado terror sul-coreano que é, para alguns críticos especializados, uma alegoria da situação política do país, mostrando um grupo de viajantes do trem Seul x Busan que tenta escapar de um vírus que transforma todos em zumbis. No centro da ação (e do conflito humano) está Seok Woo, um jovem executivo que viaja com sua filha até a cidade de Busan, a fim de deixá-la na casa da mãe, de quem é separado.

 

BRAD PITT, MARION COTILLARD, RICARDO DARÍN, KRISTEN STEWART E MUITO MAIS NA 2001

ALIADOS

Dirigido por Robert Zemeckis (trilogia “De Volta para o Futuro“, “Forrest Gump“), o filme é um drama romântico à moda antiga, com Brad Pitt e Marion Cotillard vivendo espiões que se conhecem durante uma missão em Casablanca, no Marrocos, durante a Segunda Guerra. Anos depois, os dois reencontram-se na Inglaterra e se casam, até que informações secretas da Inteligência Britânica põem a relação em risco. Com roteiro do britânico Steven Knight (“Senhores do Crime”) e bela produção de época, “Aliados” concorreu ao Oscar de melhor figurino.

PASSAGEIROS

Mais que uma ficção-científica, este novo filme do diretor norueguês Morten Tyldum (de “O Jogo da Imitação”) é sobretudo uma grande história de amor no espaço. Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia“) é Jim Preston, um dos 5 mil passageiros em estado de hibernação que habitam uma nave em movimento. Devido ao mau funcionamento de sua cabine, o personagem desperta 90 anos antes do tempo programado. Jennifer Lawrence e Michael Sheen completam o elenco desta sci-fi romântica, indicada ao Oscar de melhor design de produção e trilha sonora.

A LEI DA NOITE

Com trama de escopo épico, esta é a segunda adaptação de uma obra de Dennis Lehane dirigida por Ben Affleck (“Medo da Verdade”), que também assina o roteiro e interpreta o papel principal, Joe Coughlin. Filho de um capitão de polícia (Brendan Gleeson), ele retorna a Boston após lutar na Primeira Guerra e logo entra no submundo do contrabando, tendo de enfrentar a máfia local. Ao longo de dez anos, acompanhamos sua ascensão como gângster e sua tentativa de virar um homem dentro da lei. Sienna Miller e Zoë Saldaña interpretam as grandes paixões do protagonista.

NEGAÇÃO

Coprodução da BBC Films baseada no livro “Negação: A História do Holocausto em Julgamento”, escrito por Deborah E. Lipstadt, sobre a batalha legal da autora contra o historiador David Irving, que pregava que o Holocausto não aconteceu como foi registrado na História. Esse caso real, julgado somente em 2000, é a base deste drama jurídico apoiado em grandes atores britânicos. Rachel Weisz encarna Lipstadt na sua luta para se defender do processo por difamação movido por Irving (papel de Timothy Spall), biógrafo de Hitler. Denso, o roteiro de David Hare (“As Horas”) utilizou os registros do julgamento em todos os diálogos das cenas de tribunal.

A LONGA CAMINHADA DE BILLY LYNN

Inédito nos cinemas brasileiros, o novo trabalho do diretor tailandês Ang Lee (“As Aventuras de Pi“) é um marco tecnológico: é o primeiro drama filmado em 3D com resolução digital 4K e versão original de 120 quadros por segundo — um feito que supera os 48 quadros por segundo de “O Hobbit – Uma Jornada Inesperada”, em 2012. Esse formato ambicioso confere mais realismo à jornada do personagem-título, um jovem soldado de 19 anos que sobrevive a um tiroteio no Iraque em 2005, e logo depois é homenageado nos EUA. Baseado no romance homônimo de Ben Fountain, o longa conta com Kristen Stewart, Joe Alwyn, Garrett Hedlund e Vin Diesel no elenco.

CERTAS MULHERES

Aclamada produção indie nomeada ao Film Independent Spirit Awards de melhor direção (Kelly Reichardt) e atriz coadjuvante (Lily Gladstone) em 2017. Um trabalho impregnado de sutileza e subtexto, sobre a vida de diferentes mulheres — interpretadas por Gladstone, Laura Dern, Michelle Williams e Kristen Stewart — em uma cidadezinha do estado de Montana. A partir de pequenas situações do cotidiano e dilemas pessoais, o filme traça diferentes perfis de mulheres em busca de afirmação pessoal e seus desejos, em meio à vastidão (e solitude) do interior dos EUA.

AMOR & AMIZADE

Adaptação do romance de Jane Austen “Lady Susan” assinada pelo diretor e roteirista americano Whit Stillman, o filme é uma farsa sofisticada, com diálogos repletos de fina ironia e grandes atuações, especialmente de Kate Beckinsale, no papel da manipuladora Lady Susan Vernon, e Tom Bennett, como o muito rico e inconveniente Sir James Martin. Século XVIII. Viúva há poucos meses, Lady Susan busca refúgio na fazenda dos antigos cunhados. Lá, reflete sobre a vida e decide arranjar um novo marido para si e um bom pretendente para a filha.

A NOITE DA REALEZA

Dirigido por Julian Jarrold, responsável por alguns episódios da série “The Crown”, esta produção inédita no Brasil gira em torno de um episódio vivido pela futura rainha da Inglaterra, Elizabeth II (papel de Sarah Gadon), em 8 de maio de 1945. Nesse dia, um grande número de pessoas se reuniu em torno do Palácio de Buckingham para comemorar o dia da Vitória contra a Alemanha nazista durante a Segunda Grande Guerra. A Princesa Margaret e Elizabeth II tiveram a permissão de deixar o palácio durante a noite, passando a se misturar anonimamente ao povo.

NERUDA

Apesar do título, o filme não é uma cinebiografia tradicional de Pablo Neruda (1904-1973), mas um recorte de período-chave de sua vida – assim como o cineasta Pablo Larraín fizera em “Jackie” (com Natalie Portman). Ambientada em 1948 no Chile, a trama acompanha um inspetor de polícia (Gael García Bernal) que persegue o poeta ganhador do Prêmio Nobel, agora um fugitivo em seu país por ter se associado ao Partido Comunista. “Neruda” concorreu ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, representando o Chile.

VERSÕES DE UM CRIME

Escrito por Nicholas Kazan, roteirista indicado ao Oscar por “O Reverso da Fortuna” em 1991, este drama de tribunal traz Keanu Reeves na pele de Ramsey, advogado encarregado de defender um adolescente acusado de matar o próprio pai. Diferentes pontos de vista sobre o que aconteceu – inclusive com a mãe do garoto (Renée Zellweger) ocultando informações essenciais -, embaralham cada vez mais o caso – e a defesa montada por Ramsey. Segundo longa-metragem da diretora Courtney Hunt, revelada em 2008 com “Rio Congelado“.

KÓBLIC

Um dos atores mais queridos pelo público da 2001, Ricardo Darín está de volta neste thriller de fundo político ambientado durante a ditadura argentina, nos anos 1970. Ele interpreta um ex-capitão das Forças Armadas, responsável por coordenar as operações aéreas conhecidas como “voos da morte”, nas quais indivíduos considerados subversivos eram arremessados de dentro dos aviões diretamente ao mar. Direção de Sebastián Borensztein (de “Um Conto Chinês).

UNA

Nesta versão da premiada peça “Blackbird” de David Harrower, Rooney Mara (“Carol“) surpreende no papel de Una, uma mulher misteriosa que confronta o homem com quem viveu uma relação proibida na adolescência. Quinze anos depois, ela vai atrás de Ray (Ben Mendelsohn, de “Rogue One – Uma História Star Wars“) em busca de respostas, ao mesmo tempo em que guarda sentimentos ambivalentes por ele. Um enredo polêmico, com ecos da obra “Lolita” de Vladimir Nabokov.

O ASSASSINO DE MOJAVE

Inédito nos cinemas brasileiros, o filme é o segundo trabalho na direção de William Monahan, roteirista premiado com o Oscar por “Os Infiltrados” (2006). Com críticas ácidas a Los Angeles e a indústria do cinema, Monahan investe no suspense psicológico, a partir da jornada de Thomas (Garrett Hedlund), cineasta em crise que decide viajar até o deserto do Mojave. Lá, conhece Jack (Oscar Isaac), andarilho de tendências suicidas que irá persegui-lo e chantageá-lo.

A ÚLTIMA RESSACA DO ANO

A típica festa de fim de ano da firma é satirizada nesta comédia besteirol protagonizada por Jennifer Aniston, Jason Bateman e Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas“). Aniston interpreta a impiedosa CEO de uma empresa de tecnologia que planeja cancelar a festa de Natal e demitir boa parte dos funcionários, mas seu irmão – que também preside a companhia – fará de tudo para mudar seus planos.

OSCAR 2017: CONTRA O RACISMO

EM 2016, A ACADEMIA DE ARTES E CIÊNCIAS CINEMATOGRÁFICAS DE HOLLYWOOD FOI MUITO CRITICADA POIS, PELO SEGUNDO ANO SEGUIDO, NENHUM ATOR NEGRO APARECIA ENTRE OS INDICADOS AO OSCAR NAS CATEGORIAS DE ATUAÇÃO. EM 2017 FINALMENTE VEIO A REPARAÇÃO, COM MAIOR REPRESENTAÇÃO DE ARTISTAS NEGROS: 18 AO TODO, ENTRE ATORES, CINEASTAS, PRODUTORES E TÉCNICOS.

Foi o primeiro ano em que atrizes negras e atores negros concorreram em todas as categorias de atuação — seis de um total de vinte disputando quatro categorias.

Indicados ao Oscar 2017: Denzel Washington (“Um Limite Entre Nós“), Ruth Negga (“Loving – Uma História de Amor“), Octavia Spencer (“Estrelas Além do Tempo“), Viola Davis (“Um Limite…“), Mahershala Ali e Naomie Harris (ambos por “Moonlight”).  Grande vencedor da cerimônia deste ano, “Moonlight – Sob a Luz do Luar” continua inédito em DVD e Blu-ray no Brasil.

Viola Davis, por exemplo, se tornou a primeira mulher negra a ser indicada três vezes ao Oscar – por “Dúvida” (2008), “Histórias Cruzadas” (2011) e, agora, “Um Limite Entre Nós” (2016), que lhe valeu a estatueta de melhor atriz coadjuvante.

Confira a seguir quatro filmes indicados ao Oscar 2017 — já disponíveis em DVD na 2001 — que tratam de intolerância e preconceito racial.

UM LIMITE ENTRE NÓS

Adaptação da premiada peça teatral “Fences”, escrita pelo dramaturgo August Wilson (1945–2005), lembrado neste ano com uma indicação póstuma ao Oscar de melhor roteiro adaptado. O drama concorreu ainda a melhor filme, ator (Denzel Washington) e atriz coadjuvante (Davis).

Os dois atores repetem suas atuações da peça apresentada na Broadway, em longos diálogos que não escondem a origem teatral do filme. Nos anos 1950, Troy Maxson (Washington) tem 53 anos e mora com a esposa, Rose (Davis), e o filho mais novo, Cory (Jovan Adepo). Frustrado pela falta de oportunidades em sua juventude como jogador de beisebol, ele trabalha como coletor de lixo e luta para migrar para o posto de motorista do caminhão. Ressentido por não ter conseguido se tornar jogador profissional, devido à cor de sua pele, Troy não apoia o filho que sonha em se tornar jogador de futebol americano.

Coprodutor, diretor e protagonista, Washington empresta sua força e carisma a um personagem autoritário, frustrado pelas injustiças e pelo tratamento de segunda classe imposto aos negros naquela época, enquanto Davis emociona, entre a resignação e a revolta silenciosa, que culminam em uma cena de arrepiar.

Exemplo do melhor do teatro americano, “Um Limite Entre Nós” mostra as cercas (“Fences”, do título original) criadas para separar indivíduos e difundir o ódio, afetando profundamente suas vítimas.

ESTRELAS ALÉM DO TEMPO

Baseado no livro de não-ficção escrito por Margot Lee Shetterly, “Estrelas Além do Tempo” foi um tremendo sucesso nos EUA, marcando a maior bilheteria entre os indicados ao Oscar de melhor filme. Concorreu ainda a melhor atriz coadjuvante (Octavia Spencer) e roteiro adaptado.

Coproduzido por Pharrell Williams, o filme é uma incrível história de superação e luta contra o preconceito ambientada em 1961. Em plena Guerra Fria, EUA e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial e ainda vigoram absurdas leis de segregação racial na sociedade norte-americana.

Situação refletida dentro da NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar à parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Kevin Costner, Kirsten Dunst, Mahershala Ali e Glen Powell completam o elenco.

LOVING – UMA HISTÓRIA DE AMOR

Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado, este novo trabalho do cineasta indie Jeff Nichols (revelado com “O Abrigo”) apresenta um caso real de segregação racial nos EUA.

Em 1958, Richard (o australiano Joel Edgerton, de “Aliança do Crime”) e Mildred Loving (Ruth Negga, indicada ao Oscar de melhor atriz) viajaram até Washington D.C. para se casar, já que a união interracial era proibida em seu estado, a Virgínia. Mas uma denúncia anônima leva policiais a invadir a residência do casal e prendê-lo, usando como prova incriminatória o certificado de seu matrimônio. Cerceados pelo Estado, os dois dão início a uma longa batalha legal pelo direito de permanecerem juntos. Michael Shannon (“Animais Noturnos”) interpreta o repórter fotográfico Grey Villet, da revista LIFE, cujas imagens ajudaram os Loving em sua luta.

Uma história que causa indignação, retratada antes no documentário “The Loving Story” (2011).

EU NÃO SOU SEU NEGRO

Dirigido pelo haitiano Raoul Peck, o documentário conquistou dois prêmios no Festival de Cinema de Berlim e concorreu ao Oscar da categoria. A obra do escritor James Baldwin (1924-1987) norteia uma reflexão profunda – e cada vez mais relevante – sobre a luta dos direitos civis pelos afro-americanos, com ênfase na morte dos líderes ativistas Medgar Evers, Malcom X e Martin Luther King.

Eu Não Sou Seu Negro” combina registros dos protestos na década de 1960, filmes de Hollywood que acompanham os comentários de Baldwin, além de registros de sua presença em debates e programas de TV – expondo sua visão a respeito da construção estrutural que é o racismo. O ator Samuel L. Jackson narra trechos de “Remember This House”, obra inacabada do autor sobre as relações étnicas durante a luta dos direitos civis nos EUA das décadas de 1950 e 1960.

Segundo a doutoranda em Antropologia Angela Peres, “A sutileza do filme está em mostrar que as principais disputas não são fotografadas, são as disputas de ideias. Branco é uma metáfora do poder”.

OSCAR 2017: MAIS FILMES INDICADOS

CONFIRA NA 2001 UM DRAMA ARRASADOR, VENCEDOR DO OSCAR DE MELHOR ATOR (CASEY AFFLECK) E ROTEIRO ORIGINAL, O NOVO ÉPICO DE MARTIN SCORSESE, SOBRE FÉ E SACRIFÍCIO, E O PREMIADO SEGUNDO LONGA DE TOM FORD NA DIREÇÃO.

MANCHESTER À BEIRA MAR

Vencedor do Oscar e do Bafta de melhor ator (para Casey Affleck, também vencedor do Globo de Ouro) e roteiro original, concorreu ainda a filme, direção (Kenneth Lonergan), ator coadjuvante (Lucas Hedges) e atriz coadjuvante (Michelle Williams).

Terceiro longa dirigido pelo dramaturgo Kenneth Lonergan (“Conte Comigo”, “Margaret”), “Manchester à Beira Mar” evita cair no melodrama ou nas emoções fáceis, ao acompanhar a jornada de Lee Chandler (Casey Affleck, irmão de Ben), um homem antissocial e resignado com a vida, devastado por uma tragédia do passado. A morte de seu irmão mais velho o faz retornar a sua cidade natal. Contra sua vontade, ele se vê obrigado a cuidar de seu rebelde sobrinho adolescente, filho do falecido.

SILÊNCIO

Indicado ao Oscar de melhor fotografia, foi eleito melhor filme do ano pelo AFI – American Film Institute. Um sonho antigo de Martin Scorsese, que levou mais de 30 anos para conseguir realizar o projeto, uma adaptação do livro homônimo de Shûsaku Endô (já publicado no Brasil).

Temas como fé e sacrifício, recorrentes na filmografia do cineasta (“Kundun”, “Vivendo no Limite”), movem a jornada épica (e espiritual) de dois padres jesuítas, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield, “Até o Último Homem”) e Francisco Garupe (Adam Driver, “Paterson”), que deixam Portugal rumo ao Japão, no século XVII. Nesse Oriente hostil, com os seguidores da fé cristã sendo severamente punidos, a dupla de missionários busca o paradeiro de seu mentor, o padre Cristóvão Ferreira (interpretado por Liam Neeson).

O título se refere ao silêncio de Deus perante a agonia dos que creem nele.

ANIMAIS NOTURNOS

Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza, o filme é inspirado no romance “Tony e Susan”, de Austin Wright e concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante (Michael Shannon).

Depois de “Direito de Amar”, sua elogiada estreia na direção em 2009, o designer de moda Tom Ford volta atrás das câmeras com um drama metalinguístico repleto de camadas e sobreposições, em três instâncias narrativas. Na primeira, uma rica dona de galeria, Susan (Amy Adams), recebe de seu ex-marido, Edward (Jake Gyllenhaal), o manuscrito do romance que ele escreveu. Perturbadora e violenta, a obra desperta em Susan lembranças do passado, trazidas à tona em uma série de flashbacks.

Ao ler a história, Susan processa fatos e personagens ficcionais que ecoam (ou espelham) a sua própria trajetória ao lado de Edward. Enquanto isso, a ficção toma forma na tela com a entrada de um psicopata (Aaron Taylor-Johnson, premiado com o Globo de Ouro de coadjuvante) que ameaça Tony (o mesmo Gyllenhaal) e sua família durante uma viagem no interior dos EUA.

Animais Noturnos” é diferente de tudo o que você já viu, com imagens fortes desde a cena de abertura, e conta com grandes atuações de Adams, Gyllenhaal, Johnson e Shannon (no papel de um xerife). Além da bela fotografia de Seamus McGarvey, a trilha sonora de Abel Korzeniowski (“Direito de Amar”, “Penny Dreadful“) mantém o elegante clima de mistério.

“LA LA LAND” E MAIS LANÇAMENTOS PARA O DIA DOS NAMORADOS

LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES

Com mais de 1 milhão de espectadores nos cinemas brasileiros, “La La Land” é um dos títulos mais premiados da temporada, com 6 estatuetas da Academia — incluindo melhor direção e atriz (Emma Stone) –, 7 Globos de Ouro e 5 Baftas. É, ao lado de “A Malvada” (1950) e “Titanic” (1997), o longa com maior número de indicações ao Oscar, 14, em toda a história do prêmio.

Depois de concorrer ao Oscar pelo roteiro de “Whiplash” em 2015, Damien Chazelle revisita os grande musicais americanos, também influenciado pelo trabalho do francês Jacques Demy (“Os Guarda-Chuvas do Amor“), nesta celebração não só Los Angeles, mas de todos os aspirantes a artista. Pessoas que lutam diariamente para viver de sua arte, em meio à adversidade e às “regras do mercado”.

Em sua terceira parceria na telona, Emma Stone e Ryan Gosling interpretam dois desses sonhadores: Mia, aspirante a atriz que trabalha como atendente de uma cafeteria, e Sebastian, talentoso músico de jazz obrigado a tocar músicas de Natal em um restaurante a fim de pagar as contas.

Após vários encontros e desencontros, os dois se apaixonam. E, em busca de oportunidades para suas carreiras, tentam fazer o relacionamento dar certo enquanto cada um persegue sua vocação.

ROGUE ONE – UMA HISTÓRIA STAR WARS

Indicado ao Oscar de melhores efeitos visuais e mixagem de som, o primeiro filme derivado da saga criada por George Lucas nos anos 1970 tem direção de Gareth Edwards (“Godzilla”) e é ambientado num período anterior aos acontecimentos de “Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança” (1977). A trama acompanha a luta da Aliança Rebelde para tentar roubar o projeto de construção da Estrela da Morte, arma de destruição em massa do Império Galáctico.

CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS

Baseado no best seller erótico de E.L.James, “Cinquenta Tons de Cinza” finalmente ganhou sua continuação no cinema. Sucesso estrondoso no Brasil, com mais de 4,5 milhões de espectadores, “Cinquenta Tons mais Escuros” traz Christian Grey (Jamie Dornan) determinado a reconquistar Anastasia (Dakota Johnson) — e mais jogos sexuais –, além da participação de Kim Basinger, peça-chave no passado do milionário sedutor. Em DVD com extras e uma versão sem censura, com 13 minutos de cenas adicionais.

E VEJA TAMBÉM:
Coleção Cinquenta Tons de Cinza

UM NAMORADO PARA MINHA MULHER

Depois do sensível romance “Ponte Aérea”, Julia Rezende dirige esta refilmagem da comédia argentina “Um Namorado para Minha Esposa”, de 2008. Na versão brasileira, Caco Ciocler assume o papel de Chico, um homem incapaz de pedir o divórcio para sua esposa, Nena (Ingrid Guimarães), com quem vive há 15 anos. Assim, ele resolve contratar um amante profissional chamado “Corvo” (o saudoso Domingos Montagner) para seduzi-la e força-la a resolver a situação.

QUATRO VIDAS DE UM CACHORRO

Dirigida pelo sueco Lasse Hallström – que já mostrara a relação entre humanos e cães em “Sempre ao Seu Lado” (com Richard Gere) -, esta é uma adorável produção baseada no livro homônimo de W. Bruce Cameron. Narrado do ponto de vista (e da voz interna) de um cachorro, o filme emociona com a jornada de um que morre e reencarna várias vezes, sempre tentando entender o sentido de sua vida na Terra.

LOVING – UMA HISTÓRIA DE AMOR

Escrito e dirigido por Jeff Nichols (revelado em “O Abrigo”), o filme — baseado em uma revoltante história real — comoveu o público no Festival de Cannes do ano passado. Em 1958, Richard Loving (Joel Edgerton) e Mildred (Ruth Negga, indicada ao Oscar de melhor atriz) são presos por terem se casado, pois a união interracial é proibida no estado em que vivem, a Virgínia. Os dois dão então início a uma longa batalha legal pelo direito de permanecerem juntos.

DOWNTON ABBEY – CASAMENTOS

Durante todas as seis temporadas, os relacionamentos dos casais de Downton Abbey nos fizeram festejar, lamentar e, acima de tudo, compartilhar seus melhores momentos e também os mais vulneráveis. Esta coleção comemorativa inclui algumas das mais românticas e comoventes cenas e episódios de casamento de toda a série Downton Abbey. Confira ainda nesta edição extras inéditos mais booklet.

MUNDOS OPOSTOS

Coprodução entre EUA e Grécia, o filme intercala três histórias de amor em tempos de crise econômica na Grécia. Cada narrativa representa uma geração diferente que se apaixona durante um momento de turbulência que domina o sul da Europa. Em uma delas, por exemplo, uma garota se apaixona por um imigrante sírio. No elenco internacional, destaque para a presença do americano J.K. Simmons, vencedor do Oscar por “Whiplash“.

A LENDA DO PIANISTA DO MAR

Versão integral restaurada do drama dirigido pelo italiano Giuseppe Tornatore (“Cinema Paradiso”), com Tim Roth (“Cães de Aluguel”) e bela trilha sonora do mestre Ennio Morricone. Relembre a história de um menino que nasce em alto mar e recebe o nome do ano em que nasceu: 1900. Abandonado pelos pais, ele passa toda sua juventude dentro do transatlântico, sem descer em terra firme. Nos extras, cenas inéditas, antes e depois, e especiais de TV.

LEMBRANÇAS DE UM AMOR ETERNO

Mais recente trabalho de Giuseppe Tornatore, este drama romântico aborda uma grande história de amor no contexto da troca de mensagens eletrônicas do mundo contemporâneo. Ao som da trilha contemplativa de Ennio Morricone – em sua 12ª parceria com o cineasta -, Amy (Olga Kurylenko), uma dublê de filmes de ação, vive um romance secreto com o Dr. Ed Phoerum (Jeremy Irons), um famoso astrofísico que desaparece misteriosamente.

CLINT EASTWOOD DIRIGE TOM HANKS EM “SULLY – O HERÓI DO RIO HUDSON”

INDICADO AO OSCAR DE MELHOR EDIÇÃO DE SOM, “SULLY” FOI INCLUÍDO NA LISTA DE 10 MELHORES FILMES DE 2016 DO NATIONAL BOARD OF REVIEW (EUA) E ACABA DE SAIR EM DVD E BLU-RAY NA 2001.

Baseado na autobiografia homônima escrita por Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow, 0 sóbrio drama dirigido por Clint Eastwood explora as consequências e diferentes pontos de vista em torno de um episódio real: o pouso forçado do Airbus A320 pilotado por Chesley “Sully” Sullenberger (Tom Hanks) em pleno rio Hudson, em Nova York, em 15 de janeiro de 2009.

Como é de conhecimento público (não é um spoiler), a iniciativa foi bem sucedida, com todos os 155 passageiros a bordo sendo salvos. Tal situação transformou Sully em um grande herói nacional, mas sem isentá-lo de enfrentar um rigoroso julgamento interno, coordenado pela agência de regulação aérea dos Estados Unidos.

Hanks e o verdadeiro “Sully”

Com grande (e sutil) atuação de Hanks no papel principal, “Sully” extrai o máximo de uma história cujo final já é conhecido pelo público, recriando com realismo impressionante o pouso – e simulações do que poderia ter acontecido se o piloto optasse por outro local para pousar.

No elenco de apoio, Laura Linney interpreta a esposa do personagem, Aaron Eckhart seu copiloto, e Anna Gunn (da série “Breaking Bad”) uma das responsáveis pela investigação do caso.

EXTRAS: Sully Sullenberger – O homem por trás do milagre

MAIS FILMES DE CLINT EASTWOOD NA 2001:

J. Edgar (2011)
Menina de Ouro (2004)
Sobre Meninos e Lobos (2003)
Divida de Sangue (2002)
Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal (1997)
Coração de Caçador (1990)
O Destemido Senhor da Guerra (1986)
Bronco Billy (1980)
O Estranho Sem Nome (1973)

CONHEÇA O “DOUTOR ESTRANHO”, NOVO SUCESSO DA MARVEL

INDICADO AO OSCAR 2017 DE MELHORES EFEITOS VISUAIS, O FILME CONSEGUIU BOAS CRÍTICAS E ÓTIMA BILHETERIA, COM QUASE 5 MILHÕES DE ESPECTADORES NO BRASIL.

Dirigido e coescrito por Scott Derrickson (“O Exorcismo de Emily Rose”, “A Entidade“), concorreu ainda ao prêmio Bafta, da Inglaterra, nas categorias de melhor design de produção, maquiagem e efeitos visuais.

Considerado pela crítica o mais psicodélico longa-metragem produzido pela Marvel, “Doutor Estranho” é baseado nos quadrinhos criados por Stan Lee e Steve Ditko em 1963.

Na trama, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch, de “O Jogo da Imitação”) é um famoso e egocêntrico neurocirurgião de Nova York que sofre um terrível acidente de carro. Incapaz de utilizar as mãos no trabalho, ele procura inúmeros tratamentos até encontrar um misterioso lugar chamado Kamar-Taj – a linha de frente de uma batalha contra forças invisíveis, empenhadas em destruir nossa realidade. Lá, ele passa por um rigoroso treinamento físico, mental e espiritual com a Anciã (Tilda Swinton), que o introduz nas artes místicas.

O elenco também conta com Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”), Rachel McAdams (“Spotlight”) e Mads Mikkelsen (da série “Hannibal”), que interpreta o vilão Kaecilius.

Filmado em Londres, Nova York, Katmandu e Hong Kong, a superprodução impressiona pelo visual, sobretudo em 3D, com cenas repletas de jogos de espelhos e efeitos que remetem ao trabalho do ilustrador M.C. Escher, como em “A Origem”.

Edições em DVD, Blu-ray e BD 3D repletos de extras, com comentários em áudio do diretor, cenas inéditas e estendidas, erros de gravação etc.

CURIOSIDADES:

* “Doutor Estranho” é o segundo da chamada “Fase 3 do Universo Cinematográfico Marvel” (o primeiro foi “Capitão América: Guerra Civil”), que tem como objetivo apresentar novos personagens ao público.

* Benedict Cumberbatch foi a primeira escolha para viver o Doutor Estranho, mas inicialmente recusou a oferta, pois estava comprometido com o papel de Hamlet no teatro. Joaquin Phoenix foi escolhido em seu lugar, mas também declinou. Só que, com o adiamento das filmagens e a data de lançamento nos cinemas americanos transferida de julho para novembro de 2016, Cumberbatch conseguiu conciliar sua agenda para estrelar o filme.

* Antes da polêmica escalação da inglesa Tilda Swinton, escolhida para viver uma versão feminina do “Ancião” (um personagem de aparência asiática), Morgan Freeman, Ken Watanabe e Bill Nighy foram cogitados para o papel.

* Criadores do personagem nos quadrinhos, Steve Ditko e Stan Lee basearam a aparência do Doutor Estranho no ator Vincent Price, famoso por seus papéis em clássicos de terror.

* Mágicos ilusionistas da literatura “pulp”, a arte de Salvador Dalí e o misticismo do Oriente estão entre as referências usadas na criação do personagem.

“LA LA LAND” E “MOONLIGHT” SÃO OS GRANDES VENCEDORES DO OSCAR 2017

O CALENDÁRIO DE PREMIAÇÕES DE HOLLYWOOD TERMINOU ONTEM, COM A CERIMÔNIA DA ACADEMIA DE ARTES E CIÊNCIAS CINEMATOGRÁFICAS. FAVORITO, COM 14 INDICAÇÕES, “LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES” LEVOU O MAIOR NÚMERO DE ESTATUETAS, 6 – INCLUINDO MELHOR DIRETOR E ATRIZ -, MAS PERDEU O PRÊMIO PRINCIPAL, O OSCAR DE MELHOR FILME, PARA O DRAMA INDEPENDENTE “MOONLIGHT – SOB A LUZ DO LUAR”.

Apresentada por Jimmy Kimmel, a cerimônia de premiação ficou marcada por uma gafe histórica. Para celebrar os 50 anos de “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967), clássico que marcou o início da Nova Hollywood, Warren Beatty e Faye Dunaway foram chamados ao palco para apresentar o último prêmio da noite: o Oscar de melhor filme. Com o envelope errado (o de melhor atriz, para Emma Stone), os dois anunciaram que o vencedor era “La La Land – Cantando Estações”, mas o premiado, na verdade, era “Moonlight – Sob a Luz do Luar”. Os produtores do musical faziam seus discursos de agradecimento quando o erro foi descoberto e o verdadeiro envelope com o ganhador revelado, para espanto (e êxtase) da plateia presente no auditório do Dolby Theatre, em Los Angeles.

O veterano Warren Beatty, 79, ao lado do apresentador Jimmy Kimmel, no centro da confusão envolvendo o anúncio do Oscar de melhor filme

Produção de baixo orçamento, “Moonlight” já havia recebido, um dia antes, seis prêmios do Independent Spirit Awards (espécie de “Oscar indie”): melhor filme, diretor para Barry Jenkins, roteiro, fotografia, montagem e o especial Robert Altman. Narrado em três atos, com momentos distintos de um jovem afro-americano que cresce num bairro pobre de Miami, o longa venceu ainda o Oscar de melhor ator coadjuvante (Mahershala Ali) e roteiro adaptado.

Recordista de indicações ao Oscar (ao lado de “A Malvada” e “Titanic“), “La La Land” levou o maior número de estatuetas da noite – seis de 14 categorias a que concorria – e confirmou seu favoritismo nas categorias de melhor direção (Damián Chazelle, mais jovem cineasta a vencer o prêmio), atriz, fotografia, design de produção, canção (“City of Stars”) e trilha sonora.

“Até o Último Homem” (2 Oscars), “La La Land” (6), “Moonlight” (3), “Lion – Uma Jornada para Casa” (0), “A Chegada” (1) e “Manchester à Beira Mar” (2)

Dirigido e escrito por Kenneth Lonergan, o devastador “Manchester à Beira Mar” ficou com os prêmios de melhor ator (Casey Affleck) e roteiro original, e o longa de guerra “Até o Último Homem”, dirigido por Mel Gibson, levou duas categorias técnicas.

E, ao contrário dos últimos dois anos, marcados pela polêmica em torno da ausência de atores negros nas quatro categorias de atuação, o Oscar deste ano celebrou a diversidade, tanto nos temas das produções quanto entre os artistas indicados. Seis atores negros disputaram o prêmio, e dois deles ganharam: Viola Davis, eleita melhor atriz coadjuvante por “Um Limite Entre Nós”, adaptação da peça teatral “Fences”, e o já citado Ali, de “Moonlight” .

Com alfinetadas ao governo do presidente Donald Trump, homenagens  a vencedores do passado, e a confusão final para anunciar o prêmio principal, a cerimônia do Oscar 2017 não deixa de ser um retrato dos tempos difíceis em que vivemos, com seus dramas sociais, desafios e dilemas da contemporaneidade.

MELHOR FILME
“Moonlight – Sob a Luz do Luar”

MELHOR DIREÇÃO
Damián Chazelle -“La La Land – Cantando Estações”

MELHOR ATOR
Casey Affleck – “Manchester à Beira-Mar” (em pré-venda na 2001 em DVD e Blu-ray)

Indicado ao Oscar pela primeira vez por “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford” , como coadjuvante em 2008, Casey Affleck levou a estatueta de melhor ator por “Manchester à Beira Mar“. O filme tem previsão de lançamento em DVD para 26/4 na 2001

MELHOR ATRIZ
Emma Stone – “La La Land – Cantando Estações”

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali – “Moonlight – Sob a Luz do Luar”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Viola Davis – “Um Limite Entre Nós”

Viola Davis já ganhou um Tony, o Oscar do teatro, pelo mesmo papel em 2010, quando estava em cartaz em Nova York.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney – “Moonlight – Sob a Luz do Luar”

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Kenneth Lonergan – “Manchester à Beira-Mar” (em pré-venda na 2001 em DVD e Blu-ray)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
“O Apartamento”

“O Apartamento”, novo filme do diretor-roteirista iraniano Asghar Farhadi – premiado na mesma categoria em 2012 por “A Separação”. Em protesto às leis anti-imigração de Donald Trump, ele se recusou a viajar aos EUA e mandou uma representante, que leu sua declaração contra a política do atual presidente norte-americano.

MELHOR MONTAGEM
“Até o Último Homem”

MELHOR FOTOGRAFIA
“La La Land – Cantando Estações”

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Mogli – O Menino Lobo” (disponível em DVD e Blu-ray na 2001)

A superprodução da Disney bateu fortes concorrentes, como “Doutor Estranho” e “Rogue One: Uma História Star Wars”

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Zootopia” (disponível em DVD e Blu-ray na 2001)

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
“La La Land – Cantando Estações”

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“City of Stars” (“La La Land – Cantando Estações”)

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
“La La Land – Cantando Estações”

MELHOR FIGURINO
“Animais Fantásticos e Onde Habitam”

MELHOR MAQUIAGEM E CABELO
Esquadrão Suicida” (disponível em DVD e Blu-ray na 2001)

Não dá pra negar o elaborado trabalho de maquiagem do filme, um incrível sucesso no Brasil com quase 8 milhões de espectadores no ano passado

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE LONGA-METRAGEM
“O.J.: Made in America”

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM
“The White Helmets”

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
A Chegada” (em pré-venda na 2001 em DVD e Blu-ray)

Um dos sucessos-surpresa de 2016, a ficção-científica dirigida pelo canadense Denis Villeneuve (de “Incêndios”) recebeu apenas uma estatueta: edição de som. O filme tem previsão de “chegada” em DVD e Blu-ray na 2001 a partir de 8/3.

MELHOR MIXAGEM DE SOM
“Até o Último Homem”

MELHOR CURTA-METRAGEM
“Sing (Mindenki)”

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
“Piper”