Oscar 2018

CHEGOU “ME CHAME PELO SEU NOME”, UM DOS VENCEDORES DO OSCAR 2018

INDICADO AO OSCAR DE MELHOR FILME, ATOR (TIMOTHÉE CHALAMET) E CANÇÃO (“MYSTERY OF LOVE”, DE SUFJAN STEVENS), O DRAMA ROMÂNTICO LEVOU A ESTATUETA DE MELHOR ROTEIRO ADAPTADO, ESCRITO PELO VETERANO JAMES IVORY (DIRETOR DE “MAURICE” E “UMA JANELA PARA O AMOR“) A PARTIR DO ROMANCE DE ANDRÉ ACIMAN. CONFIRA NA 2001, EM DVD E BLU-RAY.

Depois de indicações ao Oscar de melhor direção por “Uma Janela para o Amor”, “Retorno a Howards End” e “Vestígios do Dia”, James Ivory finalmente levou a estatueta pelo roteiro de “Me Chame pelo Seu Nome“. Aos 89 anos, ele tornou-se o mais velho vencedor do Oscar.

Dirigido com sensibilidade e atenção aos detalhes pelo italiano Luca Guadagnino (“Um Sonho de Amor”), o filme acompanha o desabrochar sexual de Elio (a revelação Timothée Chalamet, visto também em “Lady Bird”), jovem de 17 anos que vive com os pais numa vila no interior da Itália, nos anos 1980.

Seu pai (papel de Michael Stuhlbarg), especialista em arte greco-romana, recebe em sua casa Oliver (Armie Hammer, de “A Rede Social“), um acadêmico de 24 anos que vem ajudá-lo nas suas pesquisas. A chegada do simpático norte-americano quebra a rotina do lugar e ele logo se aproxima de Elio.

Em meio a paisagens bucólicas e pequenos prazeres de verão, o jovem com talento para a música luta para entender suas emoções, cada vez mais atraído física e intelectualmente por Oliver.

Considerado um dos melhores filmes de 2017 pela crítica internacional, “Me Chame pelo seu Nome” é uma bela história de amor e amizade que mostra a construção dos afetos e da cumplicidade.

Narrado de forma sensorial e com pouco conflito, é um romance que transcende os clichês geralmente associados à homossexualidade no cinema, sem o peso de julgamentos ou qualquer forma de repressão. Tudo é de muito bom gosto, marca do italiano Guadagnino.

CURIOSIDADES:

* Guadagnino planeja, ao lado de André Aciman – autor do romance em que se baseia o filme –, criar uma trilogia, focando em estágios diferentes da vida de Elio.
* A RT Features, de Rodrigo Teixeira, responsável por longas como “Frances Ha” e A Bruxa”, é uma das produtoras do filme.

EXTRAS:

* Comentários em Áudio
* Imagens da Itália: A Produção de “Call Me by Your Name
* Em Conversa com Armie Hammer, Timothée Chalamet, Michael Stuhlbarg & Luca Guadagnino.

E DE JAMES IVORY COMO DIRETOR:

OS BOSTONIANOS

Lançado no Brasil com o título de “Um Triângulo Diferente” (1984), o longa é uma adaptação da obra de Henry James, autor levado às telas antes por Ivory em “Os Europeus” (1979) . Indicada ao Oscar de melhor atriz, Vanessa Redgrave interpreta Olive Chancellor, uma solteirona envolvida em movimento pela emancipação da mulher, na cidade de Boston em 1875. Suas ideias avançadas para a época atraem uma jovem, Verena (Madeleine Potter), que se vê dividida entre ela e um advogado conservador (vivido por Christopher Reeve).

UMA JANELA PARA O AMOR

A Itália é uma paixão antiga de Ivory, como prova este clássico romântico baseado no romance de E. M. Forster (autor de “Maurice“).  No início do século XX. Lucy (Helena Bonham Carter) passa as férias em Florença, em companhia de sua tutora (Maggie Smith), e acaba se apaixonando por George, um rapaz gentil e sonhador, mas pobre. Primeiro grande sucesso internacional do diretor em parceria com o produtor Ismail Merchant , o filme concorreu a 8 prêmios da Academia e venceu nas categorias de melhor direção de arte, roteiro adaptado e figurino.

MAURICE

Escrito por E.M. Forster (1879-1970) e publicado postumamente, o romance “Maurice” retrata as dificuldades do personagem-título em lidar com sua homossexualidade na repressora Inglaterra do começo do século XX. A adaptação para cinema é mais uma requintada produção de Ismail Merchant com direção de James Ivory, que, aos 89 anos, acaba de receber o Oscar de melhor roteiro adaptado por filme de temática semelhante, o sucesso indie “Me Chame Pelo Seu Nome”. “Maurice” venceu o Leão de Prata no Festival de Veneza.

EM BUSCA DO AMOR

Na trama, Omar (Omar Metwally) recebe um adiantamento para escrever a biografia de Jules Gund, um famoso escritor latino-americano que faleceu. Mas o irmão do morto (Anthony Hopkins), a esposa dele (Laura Linney) e até sua amante (Charlotte Gainsbourg) não concedem a autorização. A fim de mudar a opinião da família e conseguir acesso aos arquivos de seu objeto de estudo, Omar viaja até a propriedade de Gund, no Uruguai. Hopkins interpreta o irmão do escritor, que vive com um parceiro mais jovem, Pete (Hiroyuki Sanada). Último filme dirigido por Ivory.

EM DVD, BLU-RAY, BD 3D E STEELBOOK, “STAR WARS – OS ÚLTIMOS JEDI”

COM 3,5 MILHÕES DE ESPECTADORES NO BRASIL, O FILME FOI ESCRITO E DIRIGIDO POR RIAN JOHNSON (“LOOPER: ASSASSINOS DO FUTURO”) E É O OITAVO CAPÍTULO DA SAGA ESPACIAL.

Bem diferente dos longas anteriores, o filme agradou a crítica, por suas inovações e mudanças nos personagens, mas dividiu parte do público. Tecnicamente espetacular, concorreu ao Oscar nas categorias de melhores efeitos visuais, trilha sonora, edição de som e mixagem de som.

Na trama, Rey (Daisy Ridley) finalmente encontra Luke Skywalker (Mark Hamill), mas por causa de erros do passado, o amargurado Jedi resiste a ensinar a jovem a controlar seus poderes com a Força. Enquanto isso, as tropas sobreviventes da Rebelião, liderada pela general Leia (Carrie Fisher, em sua despedida das telas), lutam para libertar a galáxia da implacável Primeira Ordem.

Mark Hamill, de volta ao icônico papel de Luke Skywalker

Lançado 40 anos depois de “Star Wars: A Nova Esperança” (1977), “Os Últimos Jedi” mantém o alto padrão de produção da franquia criada por George Lucas e apresenta rumos inesperados para alguns personagens, agora mais falíveis e imprevisíveis, com Rey (Ridley), Finn (John Boyega), Poe Dameron (Oscar Isaac) e Kylo Ren (Adam Driver) assumindo de vez os rumos da saga.

Lançamento em DVD, Blu-ray simples, BD 3D e no formato Steelbook, com comentários em áudio do
diretor-roteirista Rian Johnson. Disponível somente no Steelbook, o disco-bônus em Blu-ray inclui cerca de 2 horas de conteúdo extra, incluindo cenas deletadas.

Steelbook com 3 discos (Blu-ray 3D + Blu-ray + disco bônus em Blu-ray).

EXTRAS DO BLU-RAY STEELBOOK:

* O DIRETOR E O JEDI – o diretor e roteirista Rian Johnson nos leva numa jornada pessoal pela produção do filme.

* EQUILÍBRIO DA FORÇA – Rian comenta sobre a mitologia da Força e por quê ele escolheu interpretá-la dessa forma única.

Rian Johnson no set, ao lado dos atores John Boyega e Oscar Isaac

* ANÁLISE DE CENA:
– ACENDENDO A FAÍSCA: CRIAÇÃO DA BATALHA ESPACIAL – desconstrução das épicas batalhas espaciais.
– SNOKE E ESPELHOS – Motion capture e Star Wars colidem quando Andy Serkis e a ILM nos mostram o processo detalhado de criação de Snoke.
– CONFRONTO EM CRAIT – Esmiuçando tudo o que se passou no desenvolvimento e criação do impressionante mundo visto no confronto final do filme.

* ANDY SERKIS AO VIVO! – o diretor e roteirista Rian Johnson apresenta duas cenas exclusivas de Snoke no filme onde podemos ver a incrível performance de Andy Serkis antes de sua transformação digital.

* CENAS INÉDITAS COM COMENTÁRIOS OPCIONAIS DO DIRETOR/ROTEIRISTA RIAN JOHNSON – cenas inéditas com comentários opcionais de Rian Johnson.

CURIOSIDADES:

* Último filme com a eterna Carrie Fisher interpretando a princesa Leia. A atriz faleceu em dezembro de 2016.

Carrie Fisher (1956–2016)

* O comportamento e algumas das escolhas de Luke Skywalker geraram muitos protestos dos fãs de Star Wars, e até de seu intérprete – Mark Hamill, que expôs ao diretor Rian Johnson que não concordava com os rumos que seu personagem tomava no filme.

* Com 152 minutos, é o filme mais longo da franquia. O diretor Rian Johnson revelou que o corte inicial da montagem tinha mais de 3 horas de duração – muitas das cenas cortadas da edição final podem ser conferidas no disco-bônus do Blu-ray Steelbook.

CONFIRA OS INDICADOS (E VENCEDORES) DISPONÍVEIS NA 2001

COM UMA CERIMÔNIA DE PREMIAÇÃO MARCADA PELO DISCURSO POLÍTICO EM PROL DA DIVERSIDADE – E DO FIM DO ASSÉDIO SEXUAL – EM HOLLYWOOD, A 90ª EDIÇÃO DO OSCAR REALIZADA NO ÚLTIMO DOMINGO (4/3) CONSAGROU A FANTASIA “A FORMA DA ÁGUA” E INÚMERAS PRODUÇÕES INDIE (“TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME”, “CORRA!”, “ME CHAME PELO SEU NOME“, “EU, TONYA”).

Como nos últimos dez anos de entrega do prêmio, não houve um grande vencedor numérico, com “A Forma da Água” à frente, com quatro estatuetas melhor filme, direção (Guillermo del Toro), design de produção e trilha sonora. Indicado antes a roteiro original por “O Labirinto do Fauno” em 2007, Del Toro tornou-se o terceiro mexicano a ganhar o Oscar de melhor direção nos últimos cinco anos.

Não houveram surpresas nas categorias de atuação. Frances McDormand (melhor atriz) e Sam Rockwell (ator coadjuvante) foram reconhecidos por seus papéis no visceral “Três Anúncios para um Crime”, drama de Martin McDonagh com uma das personagens mais fortes da temporada.

Um dos camaleões do cinema, Gary Oldman finalmente levou o Oscar de melhor ator, por sua incrível transformação no lendário primeiro-ministro britânico Winston Churchill, em “O Destino de uma Nação“. E Allison Janney foi a melhor atriz coadjuvante, por seu implacável retrato de uma mãe abusiva em “Eu, Tonya”, sobre a polêmica ex-patinadora artística Tonya Harding.

Mas entraram mesmo para a história da premiação o veterano cineasta inglês James Ivory (“Maurice“, “Uma Janela para o Amor”) que, aos 89 anos, virou o mais velho ganhador do Oscar ao vencer a categoria de roteiro adaptado, por “Me Chame pelo seu Nome“, e Jordan Peele, o primeiro negro a levar o Oscar de roteiro original, pelo hit-indie “Corra!”.

Depois de indicações por “Uma Janela para o Amor”, “Retorno a Howards End” e “Vestígios do Dia”, o diretor James Ivory levou a estatueta pelo roteiro de “Me Chame pelo Seu Nome“, sensível romance já em pré-venda na 2001

E “Uma Mulher Fantástica” quebrou dois tabus: se tornou o primeiro filme estrelado por uma pessoa transexual a levar um Oscar, e o primeiro a vencer o Oscar de melhor filme estrangeiro representando o Chile. Vale ressaltar ainda a presença de Greta Gerwig (atriz de “Frances Ha”). Apesar de perder o Oscar de melhor direção por seu trabalho em “Lady Bird”, ela já ficou marcada como a quinta mulher indicada na categoria em toda a história do prêmio.

Confira abaixo os vencedores do Oscar 2018:

MELHOR FILME
A Forma da Água
Me Chame pelo Seu Nome (em pré-venda na 2001)
O Destino de uma Nação (em pré-venda na 2001)
Dunkirk
Corra!
Lady Bird: É Hora de Voar
Trama Fantasma (em pré-venda na 2001)
The Post – A Guerra Secreta (em pré-venda na 2001)
Três Anúncios para um Crime

MELHOR DIREÇÃO
Guillermo del Toro – A Forma da Água
Christopher Nolan – Dunkirk
Greta Gerwig – Lady Bird: É Hora de Voar
Paul Thomas Anderson – Trama Fantasma
Jordan Peele – Corra!

MELHOR ATOR
Gary Oldman – O Destino de uma Nação
Daniel Day-Lewis – Trama Fantasma
Daniel Kaluuya – Corra!
Denzel Washington – Roman J. Israel (já disponível na 2001)
Me Chame pelo Seu Nome

Denzel Washington recebeu sua segunda indicação consecutiva ao Oscar (concorreu em 2017 por “Um Limite Entre Nós”) por ROMAN J.ISRAEL, sólido drama de tribunal escrito e dirigido por Dan Gilroy (de “O Abutre”). Transitando entre diversos temas (desigualdade social, ética, justiça para todos, racismo), “Roman J. Israel” é o retrato de um advogado idealista, especialista em causas sociais que precisa se reinventar – e se adaptar aos novos tempos – após a morte do dono do escritório em que trabalha. No caminho, enfrenta diversos dilemas ético-profissionais, dividido entre os limites entre Justiça e negócio. Um filme fundamental para profissionais de Direito, a ser descoberto em DVD (já que não passou nos cinemas brasileiros).

MELHOR ATRIZ
Frances McDormand – Três Anúncios para um Crime
Margot Robbie – Eu, Tonya
Meryl Streep – The Post – A Guerra Secreta
Sally Hawkins – A Forma da Água
Saoirse Ronan – Lady Bird: É Hora de Voar

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Sam Rockwell – Três Anúncios para um Crime
Christopher Plummer – Todo o Dinheiro do Mundo
Willem Dafoe – Projeto Flórida
Richard Jenkins – A Forma da Água
Woody Harrelson – Três Anúncios para um Crime

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Allison Janney – Eu, Tonya
Mary J. Blige – Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi
Octavia Spencer – A Forma da Água
Laurie Metcalf – Lady Bird: É Hora de Voar
Lesley Manville – Trama Fantasma

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Me Chame pelo Seu Nome
Artista do Desastre
Logan (disponível em DVD na 2001)
A Grande Jogada
Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi

A aclamada despedida de Hugh Jackman do papel de Wolverine foi lembrada pela Academia com uma indicação inédita para a Marvel. Aclamado por público e crítica, LOGAN é o primeiro filme de super-herói a concorrer ao Oscar de melhor roteiro adaptado. Wolverine está de volta, agora em 2029, tentando levar uma vida normal na fronteira entre EUA e México, enquanto cuida do professor Charles Xavier (Patrick Stewart, em grande atuação). Só que a tranquilidade do mutante é interrompida com a chegada de Laura (a revelação Dafne Keen), uma menina com poderes especiais procurada por forças do governo.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Corra!
Doentes de Amor
Lady Bird: É Hora de Voar
Três Anúncios para um Crime
A Forma da Água

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Uma Mulher Fantástica (Chile)
O Insulto (Líbano)
Loveless: Sem Amor (Russia)
Corpo e Alma (Hungria)
The Square – A Arte da Discórdia (Suécia)

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM LONGA-METRAGEM
Ícaro
Abacus: Pequeno o Bastante Para Condenar
Visages Villages
Últimos Homens em Aleppo
Strong Island

MELHOR ANIMAÇÃO EM LONGA-METRAGEM
Viva – A Vida É uma Festa (em pré-venda na 2001)
O Poderoso Chefinho
The Breadwinner
O Touro Ferdinando
Com Amor, Van Gogh

Idealizado pela artista polonesa Dorota Kobiela e pelo animador britânico Hugh Welchman, COM AMOR, VAN GOGH tem um feito e tanto: é
o primeiro longa de animação realizado em sua totalidade com técnica de pintura a óleo. Um trabalho hercúleo que envolveu mais de 100 pintores, responsáveis por 853 quadros que foram fotografados para os frames do filme. Todos inspirados no estilo impressionista do pintor holandês Vincent van Gogh (1853 – 1890), que tem momentos-chave antes de sua morte encenados.

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Remember Me”, de Viva – A Vida É uma Festa
“Mighty River”, de Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi
“Mystery of Love”, de Me Chame pelo Seu Nome
“This Is Me”, de O Rei do Show
“Stand Up for Something”, de Marshall

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
A Forma da Água
Três Anúncios para um Crime
Dunkirk
Trama Fantasma
Star Wars: Os Últimos Jedi (já em pré-venda na 2001)

MELHOR FOTOGRAFIA
Blade Runner 2049 (disponível em DVD e Blu-ray na 2001)
O Destino de uma Nação
Dunkirk
Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi
A Forma da Água

MELHOR MONTAGEM
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga (em promoção na 2001)
Eu, Tonya
A Forma da Água
Três Anúncios para um Crime

Dirigida e escrito pelo britânico Edgar Wright (“Todo Mundo Quase Morto”, “Scott Pilgrim Contra o Mundo”), EM RITMO DE FUGA é o primeiro longa do diretor realizado nos EUA, com ótimo elenco e sequências de perseguição de carro eletrizantes, ao som de uma trilha matadora com canções de blues, rock e soul que ditam o ritmo da ação.
A trama acompanha o protagonista Baby (Ansel Elgort, de “A Culpa é das Estrelas”), um jovem que trabalha como piloto de fuga nos assaltos organizados por Doc (Kevin Spacey).

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
A Forma da Água
A Bela e a Fera (disponível em Blu-ray na 2001)
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk

MELHOR MAQUIAGEM E CABELO
O Destino de uma Nação
Extraordinário (disponível em DVD e Blu-ray a partir de 28/3)
Victoria e Abdul – O Confidente da Ra (já disponível em DVD)

MELHOR FIGURINO
Trama Fantasma
A Bela e a Fera
O Destino de uma Nação
A Forma da Água
Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha

Depois de “Sra. Henderson Apresenta” (2005) e “Philomena” (2013), Stephen Frears volta a dirigir Judi Dench, desta vez em VICTORIA E ABDUL, drama de época baseado em fatos reais. Dench adiciona mais uma monarca à sua galeria de personagens, no papel de uma decadente rainha Victoria, em 1887. Sem ânimo de viver, ela conhece Abdul, um servo enviado da Índia (então parte do Império Britânico) com quem começa uma relação de amizade e cumplicidade que irá desagradar a corte inglesa. O filme acaba de sair em DVD na 2001.

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Blade Runner 2049
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR MIXAGEM DE SOM
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Blade Runner 2049
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Blade Runner 2049 (disponível em DVD e Blu-ray na 2001)
Guardiões da Galáxia Vol. 2 (disponível na 2001)
Kong: A Ilha da Caveira
Star Wars: Os Últimos Jedi
Planeta dos Macacos: A Guerra (disponível em DVD na 2001)

Além do Oscar de melhor fotografia (para Roger Deakins, em sua 14ª indicação), BLADE RUNNER 2049 foi reconhecido com a estatueta de efeitos visuais. Depois de concorrer ao Oscar por “A Chegada”, o cineasta Denis Villeneuve enfrentou o desafio de dar sequência a um dos filmes mais cultuados do gênero ficção-científica e não desapontou, com um roteiro inteligente (escrito por Hampton Fancher e Michael Green) e visual deslumbrante. Destaque também para o elenco, formado por Ryan Gosling, Harrison Ford, Jared Leto, Robin Wright, Ana de Armas e Sylvia Hoeks.

MELHOR ANIMAÇÃO EM CURTA-METRAGEM
Dear Basketball
Garden Party
Lou
Negative Space
Revolting Rhymes

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM
Heaven Is a Traffic Jam on the 405
Heroin(e)
Edith+Eddie
Knife Skills
Traffic Stop

MELHOR CURTA-METRAGEM
The Silent Child
DeKalb Elementary
The Eleven O’Clock
My Nephew Emmett
Watu Wote/All of Us

“DUNKIRK” E “COMO NOSSOS PAIS”, DOIS DESTAQUES DE 2017

PRESENTE EM INÚMERAS LISTAS DE MELHORES FILMES DO ÚLTIMO ANO, O ÉPICO DE GUERRA DE CHRISTOPHER NOLAN CONCORRE A 8 PRÊMIOS BAFTA E É UM DOS FAVORITOS AO OSCAR 2018. “DUNKIRK” ACABA DE SAIR EM DVD, BLU-RAY E BD EM EDIÇÃO ESPECIAL STEELBOOK REPLETO DE EXTRAS.

JÁ “COMO NOSSOS PAIS“, TAMBÉM ACLAMADO PELA CRÍTICA, FOI O GRANDE VENCEDOR DO FESTIVAL DE GRAMADO.

Aclamado por crítica e público e com mais de US$ 500 milhões arrecadados ao redor do mundo, ”Dunkirk” é mais um sucesso na carreira do diretor e roteirista Christopher Nolan (“A Oridem”, “Interestelar“).

Um dos favoritos ao Oscar 2018, principalmente nas categorias técnicas, o longa de guerra concorreu ao Globo de Ouro nas categorias de melhor filme (drama), diretor e trilha sonora, e recebeu 8 nomeações ao Bafta. E Christopher Nolan acaba de ser indicado ao Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (Directors Guild of America – DGA).

Dunkirk” recria a Operação Dínamo, que consistiu na evacuação de cerca de 340 mil soldados ingleses e aliados encurralados por tropas nazistas na cidade costeira de Dunquerque, na França, em 1940. Com ação incessante e poucos diálogos, Nolan criou um filme sensorial sobre a experiência – e o horror – dos soldados encurralados na praia, à mercê dos ataques aéreos dos alemães.

Como em outros trabalhos do diretor (“Amnésia”, “A Origem”), o tempo é fragmentado na narrativa, alternando ações que transcorrem em terra ao longo de uma semana; com os soldados aguardando por seu resgate na praia; no mar, ao longo de um dia, pelo ponto de vista de uma embarcação civil; e no ar, ao longo de uma hora, na qual os aviões Spitfires da RAF (Força Áerea Real) – um deles pilotado por Tom Hardy – enfrentam os inimigos.

Esses três momentos vão se entrelaçando até convergir no final, com a ação simultânea no ar, no mar e em terra, ao som da eletrizante trilha de Hans Zimmer. Com Kenneth Branagh, Tom Hardy, Mark Rylance e o ex-One Direction Harry Styles no elenco, o filme não celebra os vencedores de uma guerra, mas a luta de seus combatentes para sobreviver.

EXTRAS DAS EDIÇÕES EM BLU-RAY: 

Junte-se ao diretor Christopher Nolan e a seu time na sua jornada épica para recriar o milagre de Dunkirk. Equipados com câmeras de grande formato, efeitos inovadores, frotas aéreas e navais históricas e grupos de atores, os produtores precisaram superar desafios imensos para criar uma precisa, autêntica e emocionante experiência cinematográfica.

E CONHEÇA TAMBÉM O CLÁSSICO:
Dunkirk (O Drama de Dunquerque, 1958) 

Novo trabalho de Laís Bodanzky, diretora de “Bicho de Sete Cabeças”, que reflete sobre os anseios e desafios da mulher contemporânea. Selecionado para a Mostra Panorama Especial no 67ª Festival de Berlim, foi o grande vencedor do Festival de Gramado 2017, com 6 Kikitos: melhor filme, direção, atriz (Maria Ribeiro), ator (Paulo Vilhena), atriz coadjuvante (Clarisse Abujamra) e montagem.

Escrito por Bodanzky em parceria com Luiz Bolognesi, o longa esmiuça o cotidiano de Rosa (Maria Ribeiro), uma mulher que se desdobra entre a rotina familiar, mãe de duas filhas, e o trabalho. Sua vida passa por uma reviravolta ao descobrir que é fruto de uma relação extraconjugal da mãe (papel de Clarisse Abujamra), enquanto enfrenta um casamento em crise com o antropólogo Dado (Paulo Vilhena).

“A revolução das mulheres (…) começa dentro de você, com suas pequenas atitudes em casa, na escola, com seus filhos, no seu trabalho. (…) E já começou!”.  Laís Bodanzky

Um filme cada vez mais atual – e obrigatório para refletirmos sobre o empoderamento feminino, a obsolescência da estrutura familiar patriarcal e a construção de uma sociedade melhor.