Quentin Tarantino

EM EDIÇÕES ESPECIAIS, CLÁSSICOS DO HORROR E UM CULT ESCRITO POR QUENTIN TARANTINO

“SUSPIRIA”, A OBRA-PRIMA DE DARIO ARGENTO; “TOBE HOOPER”, COLEÇÃO COM 4 FILMES DO CINEASTA – INCLUINDO O SEMINAL “O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA”; E “AMOR À QUEIMA-ROUPA“, AVENTURA POLICIAL COM GRANDE ELENCO E DIREÇÃO DE TONY SCOTT (“FOME DE VIVER”).

SUSPIRIA – EDIÇÃO ESPECIAL

Considerado um dos melhores filmes de horror de todos os tempos, este cult de 1977 é um dos trabalhos visualmente mais elaborados do diretor italiano Dario Argento, que criou uma atmosfera aterrorizante e ao mesmo tempo onírica, com imagens de inspiração expressionista ao som da banda de rock progressivo Goblin (com quem já trabalhara em “Prelúdio para Matar“).

Em uma noite chuvosa, Suzan Banyon (Jessica Harper, de “O Fantasma do Paraíso”), uma jovem bailarina norte-americana, chega a uma prestigiada academia de dança na Europa. Comandada pela misteriosa Madame Blanc (Joan Bennett) e a Srta. Tanner (Alida Valli), a escola é palco de uma série de incidentes e crimes sem explicação, para horror de Suzan, que começa a investigar uma horripilante força sobrenatural no local.

Com sua explosão de cores e sons, “Suspiria” é um dos longas mais sensoriais do cinema de horror – e o mais perto que Argento já chegou da materialização de um pesadelo, com imagens extremamente estilizadas e as mortes brutais que se tornaram marca do diretor.

Curiosidade: O filme deu início à Trilogia das Três Marias, produzida e dirigida por Argento, completada por “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição – A Mãe das Lágrimas” (2007).

DISCO 1: Filme * Sinopse * Trailer internacional * Trailer americano * TV spot * Radio spots * Galeria de fotos e pôsteres * Biografias de Dario Argento e Jessica Harper.

DISCO 2: Documentário “O Terror de Dario Argento” (57 minutos), com depoimentos de nomes como Alice Cooper, John Carpenter, George Romero e Tom Savini.

COLEÇÃO TOBE HOOPER

Com a morte de Tobe Hooper, o diretor de “O Massacre da Serra Elétrica”, em 26 de agosto último, aos 74 anos, o selo Obras-Primas resgata o desconcertanteclássico de 1974, sua continuação de 1986 e mais dois de seus trabalhos menos conhecidos. Todos em versões restauradas.

DISCO 1:

O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA (The Texas Chain Saw Massacre, 1974, 83 min.)
Com Marilyn Burns, Edwin Neal, Allen Danziger, William Vail, Gunnar Hansen.

Um grupo de cinco jovens faz uma visita à antiga casa, agora abandonada, onde Sally e Franklin viveram a infância, numa pequena cidade do interior do Texas. A bordo de uma van, eles percorrem uma estrada e acabam dando carona a um homem misterioso e perigoso. Os jovens são surpreendidos e atacados por uma família de canibais que inclui Leatherface (Gunnar Hansen), um gigante deficiente mental que usa uma máscara formada por pedaços de pele humana retirados de suas vítimas.

Livremente inspirado no famoso serial killer Ed Gein, o filme foi banido em vários países por sua extrema violência gráfica e se tornou uma das produções independentes mais rentáveis dos anos 1970 – e um dos precursores do cinema slasher.

O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA – PARTE 2 (The Texas Chain Saw Massacre 2, 1986, 101 min.)
Com Dennis Hopper, Caroline Williams, Jim Siedow, Bill Moseley, Bill Johnson.

Treze anos após os eventos do primeiro filme, um xerife aposentado continua tentando capturar Leatherface e sua família, enquanto protege uma radialista que ouviu assassinatos pelo telefone e passa a ser atacada.

DISCO 2:

EATEN ALIVE (Eaten Alive, 1976, 91 min.)
Com Neville Brand, Mel Ferrer, Carolyn Jones, Marilyn Burns, William Finley.

Dono de um velho hotel à beira do pântano, no leste do Texas rural, um psicopata caipira aprisiona e mata os poucos hóspedes que se arriscam a parar no local, alimentando seu enormecrocodilo de estimação com os restos mortais de suas vítimas.

INVASORES DE MARTE (Invaders from Mars, 1986, 101 min.)
Com Karen Black, Hunter Carson, Timothy Bottoms, Laraine Newman, James Karen.

Um garotinho testemunha o pouso de um OVNI no campo vizinho à sua residência. Seu pai vai verificar o ocorrido e só volta na manhã seguinte, apresentando comportamento diferente. Pouco a pouco, outros moradores da cidade caem na armadilha dos “invasores de Marte”, sendo controlados como zumbis através de um dispositivo implantado em seus pescoços.

DISCO 3:

Mais de 3 HORAS DE EXTRAS, contendo o documentário inédito de 60 minutos “O Massacre da Serra Elétrica – A Verdade Chocante”, erros de gravações, várias entrevistas com curiosidades sobre os filmes e muito mais!

AMOR À QUEIMA ROUPA

Dirigido por Tony Scott (“Fome de Viver“, “Top Gun – Ases Indomáveis”), o filme tem um dos primeiros roteiros escritos por Quentin Tarantino, com base em uma história de Roger Avary (“Pulp Fiction”).

Com muita violência e citações à cultura pop, a história de amor marginal do jovem Clarence Worley (Christian Slater) e da prostituta Alabama (Patrícia Arquette) passa por inúmeros percalços e a galeria de personagens típicos da escrita tarantinesca. Os dois decidem começar uma vida nova juntos, mas Clarence precisa enfrentar o cafetão Drexl (o eterno camaleão Gary Oldman), um traficante “barra-pesada” de quem roubam, por engano, uma mala com meio milhão de dólares em cocaína pura.

Em meio a um elenco de atores então em ascensão, Christopher Walken e Dennis Hopper brilham em um longo diálogo, como um mafioso siciliano e o pai do protagonista, respectivamente. E Brad Pitt, em início de carreira, vive um colega de quarto que passa o tempo todo fumando maconha em frenet à televisão.

Curiosidade: Tarantino vendeu o roteiro de “Amor à Queima-Roupa” por apenas 30 mil dólares, a fim de usar o valor na produção de “Cães de Aluguel”, seu filme de estreia como diretor.

EXTRAS:
* Cenas Deletadas (29 min).
* Final Alternativo (6 min).
* Comentário de Brad Pitt (6 min).
* Comentário de Dennis Hopper (11 min).
* Comentário de Val Kilmer (4 min).
* Depoimentos (5 min).

“SAM PECKINPAH – O POETA DA VIOLÊNCIA”, COLEÇÃO COM 4 FILMES DO DIRETOR

“Sempre me criticam por incluir violência nos meus filmes. Mas, quando a abandono, ninguém sequer assiste ao filme”.

GRANDE INFLUÊNCIA DE CINEASTAS COMO QUENTIN TARANTINO, JOHN WOO E ROBERT RODRIGUEZ, SAM PECKINPAH (1925-1984) TEM QUATRO TRABALHOS DE SUA FASE FINAL REUNIDOS NO BOX QUE ACABA DE SAIR EM DVD NA 2001.

Apelidado pela crítica americana de “Bloody Sam” (em tradução livre, “Sam Sangrento”), devido ao excesso de violência em seus filmes, ele nasceu em 21/2/1925, em Fresno (Califórnia, EUA). Após se alistar na Marinha em 1943, retornou à sua terra natal, formando-se em Drama na Fresno State College. O curso criou nele o desejo de dirigir, fazendo-o mudar para Los Angeles, onde começou a trabalhar na TV, principalmente como assistente de direção na CBS, entre 1951 e 1953. No ano seguinte, passou a assistente e dialoguista de Don Siegel e, no final da década de 1950, já escrevia e dirigia episódios de O Homem do Rifle, entre outras séries de faroeste para TV.

Em 1961, Peckinpah estreou finalmente como diretor de longa-metragem com o western psicológico “Parceiros do Crime”, seguido pelo elogiado “Pistoleiros do Entardecer” (1962) – estrelado por Randolph Scott e Joel McCrea – e o fracasso comercial de “Juramento da Vingança” (1965), com Charlton Heston. Após ser demitido do filme “A Mesa do Diabo” (1965), ele daria a volta por cima com “Meu Ódio Será Sua Herança” (1969), reinventando o gênero western com realismo sem precedentes e cenas de violência em câmera lenta que marcariam para sempre sua carreira. Em seu cinema, não há mais mocinhos nem vilões, apenas personagens à beira do abismo, lutando contra o sistema e sua época.

Sam Peckinpah recebeu a única indicação ao Oscar de sua carreira pelo roteiro original de “Meu Ódio Será Sua Herança”, considerado um dos melhores faroestes da história do cinema

A fronteira do Texas com o México tornou-se o palco favorito de Peckinpah e, depois de mais um faroeste (o atípico “A Morte não Manda Recado“, 1970), ele passou a transitar entre outros gêneros, como o road movie “Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia” (1974) – que influenciaria Quentin Tarantino (“Cães de Aluguel”) e Robert Rodriguez (“Era uma Vez no México”) –, a aventura “Elite de Assassinos” (1975), o filme de guerra “A Cruz de Ferro” (1977) e o thriller de espionagem “O Casal Osterman” (1983). Os quatro títulos estão incluídos na coleçãoSam Peckinpah – O Poeta da Violência“.

Segundo Elvis Mitchell, ex-crítico do jornal The New York Times, “Peckinpah fazia épicos sobre o fracasso”, com personagens lidando com suas falhas assim como o próprio cineasta fazia na sua vida pessoal e profissional. Em seus filmes, não há final feliz ou redentor, apenas o gosto amargo do fim.

Falecido em 28/12/1984, de ataque cardíaco, o diretor era alcoólatra e viciado em drogas. Em quase toda a carreira, enfrentou problemas com produtores, que impunham cortes significativos na montagem final de seus filmes. Homem de excessos, na tela e fora dela, Peckinpah viveu intensamente, como seus personagens, e conservou até o fim sua paixão pelo México e pelas raízes da cultura norte-americana.

SAM PECKINPAH – O POETA DA VIOLÊNCIA

Com quatro discos (e ótimo preço na 2001), a coleção reúne três trabalhos do diretor, produtor e roteirista nos anos 1970 — “Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia” (1974), “Elite de Assassinos” (1975) e “A Cruz de Ferro” (1977) — mais seu último filme, “O Casal Osterman” (1983).

TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA

Alfredo Garcia engravida a filha de um latifundiário mexicano. Revoltado, o pai da moça oferece um milhão de dólares pela cabeça de Garcia. Faroeste moderno estrelado por Warren Oates (de “Meu Ódio Será Sua Herança”), o filme — com sua violência estilizada e tipos do submundo — adquiriu com o tempo status de cult e influenciou cineastas como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.

A CRUZ DE FERRO

Em 1943, no front de guerra do extremo leste soviético, o sargento alemão Steiner (James Coburn) é subordinado ao covarde comandante Stransky (Maximilan Schell). De família aristocrata alemã, este não mede esforços para obter a Cruz de Ferro –a mais alta comenda para um militar alemão–, nem que para isso tenha que sacrificar seus soldados. Um filme visceral sobre o o absurdo da guerra, citado por Tarantino como uma das principais influências de “Bastardos Inglórios” (2009).

ELITE DE ASSASSINOS

Durante uma missão, George (Robert Duvall) trai e fere a tiros Mike, que irá se vingar do antigo parceiro de trabalho. Os dois trabalhavam juntos em uma agência particular a serviço da CIA e outras empresas.  Antecipando a temática de “O Casal Osterman”, este thriller de ação é um intrincado jogo de gato e rato entre mercenários da CIA, com algumas perseguições e até lutas com artes marciais.

 CASAL OSTERMAN

Desde os tempos da faculdade, o jornalista John Tanner (Rutger Hauer) e mais três grandes amigos reúnem-se em um fim de semana no campo. Entretanto, o agente da CIA Lawrence Fassett (John Hurt) procura Tanner e lhe conta que seus amigos são, na verdade, espiões que trabalham para o governo russo. Único longa-metragem de Peckinpah na década de 1980, baseado no romance “A Visita do Casal Osterman”, escrito pelo mesmo autor de “A Identidade Bourne”, Robert Ludlum.

MAIS SAM PECKINPAH NA 2001:

Pat Garret e Billy The Kid (1973)
Dez Segundos de Perigo (1972)
Os Implacáveis (1972)
A Morte não Manda Recado (1970)
O Homem do Rifle (1958) episódios

É SEMPRE TEMPO DE WESTERN NA 2001!

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UM DOS GÊNEROS MAIS QUERIDOS PELO PÚBLICO DA 2001, O WESTERN MARCA PRESENÇA EM SEIS LANÇAMENTOS QUE RESGATAM DESDE CLÁSSICOS COMO “QUEM FOI JESSE JAMES” (DE NICHOLAS RAY) À SÉRIE “RAWHIDE”, ESTRELADA POR CLINT EASTWOOD. DESTAQUE TAMBÉM PARA “OS OITO ODIADOS“, FAROESTE DE QUENTIN TARANTINO PREMIADO COM O OSCAR 2016 DE MELHOR TRILHA SONORA.

Ambientado entre meados do século XIX e início do XX, o western, faroeste ou “bangue-bangue” é considerado um gênero americano por excelência, graças a nomes como John Ford, Howard Hwaks, John Wayne e Clint Eastwood, que ajudaram a eternizar inúmeras jornadas do herói em regiões sem lei.

Os títulos a seguir apresentam diferentes vertentes do faroeste, incluindo os western spaghetti, produções italianas de baixo orçamento que ajudaram a reinventar o gênero.

Previsão de entrega: 28/3

Já disponível

CINEMA FAROESTE – VOL. 3

No formato digistack, com 3 DVDs, esta coleção reúne 6 clássicos inéditos do gênero dirigidos por mestres como Raoul Walsh, Robert Wise, Nicholas Ray e Budd Boetticher. Edição Limitada com 6 cards e quase uma hora de extras, com depoimentos dos cineastas Taylor Hackford e Bertrand Tavernier.

DISCO 1:

NAS GARRAS DA AMBIÇÃO (The Tall Men, 1955, 122 min.)
De Raoul Walsh. Com Clark Gable, Jane Russell, Robert Ryan.

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Após a Guerra da Secessão, um vaqueiro e um empresário conduzem um rebanho de gado. No caminho, salvam uma bela jovem, por quem se apaixonam.

ENTRE DOIS JURAMENTOS (Two Flags West, 1950, 92 min.)
De Robert Wise. Com Joseph Cotten, Linda Darnell, Jeff Chandler.

Durante a Guerra da Secessão, prisioneiros confederados aceitam lutar ao lado de soldados da União contra os índios, mas rancores ameaçam essa frágil aliança. Faroeste de cavalaria do talentoso Robert Wise (“A Noviça Rebelde”).

DISCO 2:

QUEM FOI JESSE JAMES (The True Story of Jesse James, 1957, 92 min.)
De Nicholas Ray. Com Robert Wagner, Jeffrey Hunter, Hope Lange.

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Os últimos dezoito anos do lendário fora da lei Jesse James, mostrando tanto sua vida familiar como sua carreira criminosa. Faroeste revisionista com o estilo marcante de Nicholas Ray (“Johnny Guitar”).

FIBRA DE HERÓI (Buchanan Rides Alone, 1958, 79 min.)
De Budd Boetticher. Com Randolph Scott, Craig Stevens, Barry Kelly.

No caminho de volta para casa, Tom Buchanan para na cidade de Agry, onde acaba se envolvendo num conflito sangrento. Parceria entre o cineasta autoral Budd Boetticher (“O Resgate de um Bandoleiro”) e o astro Randolph Scott.

DISCO 3:

UM HOMEM DIFÍCIL DE MATAR (Monte Walsh, 1970, 100 min.)
De William Fraker. Com Lee Marvin, Jack Palance, Jeanne Moreau.

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O veterano caubói Monte Walsh percebe que o Velho Oeste está com os dias contados, e que, nos novos tempos, não haverá lugar para ele. Faroeste crepuscular, com ótimas atuações do trio central de astros.

FÚRIA ABRASADORA (Ramrod, 1947, 95 min.)
De André De Toth. Com Joel McCrea, Veronica Lake, Don DeFore.

Mulher perde o noivo em meio a uma guerra entre fazendeiros, mas herda seu rancho e resolve enfrentar os donos de gado da região. No estilo de “Sua Única Saída”, este é um faroeste noir complexo, fascinante e muito bem dirigido.

Previsão de entrega: 28/3

Já disponível

FAROESTE SPAGHETTI

DVD duplo com 4 clássicos deste subgênero que é a variação europeia do western americano. A partir dos anos 60, diretores como Sergio Sollima e Tonino Valerii dirigiram Lee Van Cleef, Tomas Milian e Giuliano Gemma, entre outros, em histórias repletas de anti-heróis, humor negro e muita violência estilizada. Filmes em versões integrais e inéditas, restauradas com áudio original em italiano, além de vários extras. Edição Limitada com 4 cards.

DISCO 1:

O DIA DA DESFORRA (La Resa dei Conti, 1966, 110 min.)
De Sergio Sollima. Com Lee Van Cleef, Tomas Milian, Walter Barnes.

5
John “Colorado” Corbett, um justiceiro com aspirações políticas, persegue um atirador de facas mexicano. Direção do mestre Sergio Sollima (“Quando os Brutos se Defrontam”) e um dos melhores faroestes spaghetti de todos os tempos.

DIAS DE IRA (I giorni dell’ira, 1967, 114 min.)
De Tonino Valerii. Com Lee Van Cleef, Giuliano Gemma, Walter Rilla.

Na cidade de Clifton, um homem pacato e menosprezado se torna discípulo de um experiente pistoleiro. Clássico do faroeste spaghetti com duas lendas do gênero, Lee Van Cleef e Giuliano Gemma.

DISCO 2:

CEMITÉRIO SEM CRUZES (Une Corde, un Colt…, 1969, 90 min.)
De Robert Hossein. Com Michéle Mercier, Robert Hossein, Guido Lollobrigida.

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Manuel, um pistoleiro que usa uma luva preta em apenas uma das mãos, é envolvido por uma mulher numa trama de assassinato. Com roteiro coescrito por Dario Argento, o filme é dedicado a Sergio Leone.

TEPEPA (Idem, 1972, 132 min.)
De Giulio Petroni. Com Tomas Milian, Orson Welles, John Steiner.

O líder guerrilheiro Tepepa e seus correligionários lutam contra as forças do governo. Com a Revolução Mexicana de pano de fundo, “Tepepa” tem Orson Welles no elenco e trilha assinada por Ennio Morricone.

Já disponível

Já disponível

COLEÇÃO SETE HOMENS E UM DESTINO

Disco 1: SETE HOMENS E UM DESTINO

Moradores de uma aldeia mexicana contratam sete pistoleiros para protegê-los de bandidos. Clássico absoluto do gênero, o filme transformou Yul Brynner, Steve McQueen, Charles Bronson e James Coburn em astros, além de eternizar a marcante trilha sonora de Elmer Bernstein, indicada ao Oscar em 1961. A direção é de John Sturges (“Fugindo do Inferno).

Disco 2: SETE HOMENS E UM DESTINO 2

Chris Adams (Yul Brynner) e Chico (Julian Mateos) reúnem outros cinco pistoleiros para enfrentarem um bandido chamado Lorca (Emilio Fernandez). Seqüência do clássico de 1960, desta vez com direção de Burt Kennedy.

Disco 3: A REVOLTA DOS SETE HOMENS

George Kennedy (“Rebeldia Indomável”) e James Whitmore (“Um Sonho de Liberdade”) assumem as rédeas desta  sequência de uma das mais brilhantes sagas da história do western.

Disco 4: SETE HOMENS E UM DESTINO 3

Casado e atuando do lado da lei, o Xerife Adams (Lee Van Cleef) estabeleceu-se no Arizona. Quando sua esposa é assassinada, ele descobre o paradeiro dos atiradores.

CAVALEIROS DA BANDEIRA NEGRA

CAVALEIROS DA BANDEIRA NEGRA

Já disponível

Após a guerra civil americana, os irmãos Jesse (Audie Murphy) e Frank James (Richard Long), mais Cole (James Best), James Younger (Dewey Martin) e Kit Dalton (Tony Curtis), juntam-se ao bando do Coronel Quantrill (Brian Donlevy), um Confederado que, após a Guerra de Secessão, dedica-se a saquear e matar civis, juntamente com Bill “Bloody” Anderson (Scott Brady), o mais sanguinário confederado. Quando percebe que todos não passam de simples bandidos, Jesse tenta ir embora, mas é convencido a ficar por Kate (Marguerite Chapman), a amante do vilão.

RAWHIDE – VOL. 2

Previsão de entrega: 5/4

Previsão de entrega: 5/4

EPISÓDIO 1: INCIDENTE EM SULFUR CREEK

Ladrões de cavalos que têm vitimado os Comanches também atacam a fazenda de nossos heróis. Assim, Gil envia um grupo liderado por Pete e Rowdy (Clint Eastwood) para comprar cavalos de reposição no rancho Lacey. Lá, encontram não só seus cavalos roubados, mas toda a fazenda sob cerco dos índios.

EPISÓDIO 2: INCIDENTE NO JARDIM DO ÉDEN

Rowdy (Eastwood) deixa a fazenda para comprar gado a fim de repor o rebanho. Ele chega à cidade de um excêntrico patriarca inglês vivendo, mas não entende por que ele parece tão apavorado para vender o gado sem a permissão de seu capataz.

E VEJA TAMBÉM:
Rawhide Vol. 1 e 2 (Entrega prevista para 5/4)

Previsão de entrega: 27/4

Previsão de entrega: 27/4

OS OITO ODIADOS (DVD E BLU-RAY)

Durante uma nevasca, o caçador de recompensas John Ruth (Kurt Russell) transporta uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante), que ele espera trocar por uma grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Com o tempo piorando, o grupo busca abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, a desconfiança toma conta dos oito viajantes no local e antigos segredos vem à tona.

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Com a estrutura dramática de uma peça teatral, o filme mantém o suspense e algumas das marcas de Quentin Tarantino, como os longos diálogos espirituosos e a violência estilizada que irrompe, inesperada. Destaque ainda para a fotografia de Robert Richardson e a música de Ennio Morricone, que pela primeira vez assina uma trilha original para o diretor, sendo premiado com o Oscar.

QUARTAS COM SUZANA VIDIGAL: “DJANGO LIVRE”

EDITORA DO CINE GARIMPO, A JORNALISTA SUZANA VIDIGAL ESCREVE TODA QUARTA-FEIRA PARA O BLOG DA 2001, DESTACANDO UM GRANDE LANÇAMENTO PARA LOCAÇÃO OU VENDA NAS LOJAS DA REDE

Sucesso de público e crítica, "Django Livre" recebeu o Oscar de melhor roteiro original e ator coadjuvante (Christoph Waltz) e acaba de sair para locação em DVD e Blu-ray na 2001

Sucesso de público e crítica, “Django Livre” recebeu o Oscar de melhor roteiro original e ator coadjuvante (Christoph Waltz), e acaba de sair para locação em DVD e Blu-ray na 2001

Curioso termos dois filmes que abordam o tema da escravidão nos Estados Unidos num mesmo momento. Enquanto Lincoln, de Steven Spielberg, é austero, escuro, denso, sério demais para alguns, histórico demais para outros, Django Livre é irônico, tem uma linguagem escolhida a dedo por Quentin Tarantino para ter humor, sátira, aspereza; tem tiro e violência descarada para contar a descarada história da humanidade. Assim como em Bastardos Inglórios, em que Tarantino exibe com maestria a frieza nazista e amarra como ninguém a trajetória da vingança, em Django Livre ele se vinga dos aristocratas, dos traficantes de escravos, dos malfeitores com talento semelhante. Simplesmente genial!

Tarantino revisita o gênero western com uma série de referências, a começar pelo seu título, que homenageia o carrancudo caubói interpretado por Franco Nero em uma série de filmes a partir dos anos 1960. O veterano ator ainda faz uma ponta em "Django Livre", numa cena repleta de ironia  ao lado de Jamie Foxx

Tarantino revisita o gênero western com uma série de referências, a começar pelo seu título, que homenageia o carrancudo caubói interpretado por Franco Nero em uma série de filmes a partir dos anos 1960. O veterano ator ainda faz uma ponta em “Django Livre”, numa cena repleta de ironia ao lado de Jamie Foxx

Não é qualquer um que faz o que Tarantino é capaz de fazer com uma parte da história da humanidade (aqui representada pela realidade dos Estados Unidos em 1858, antes da Guerra Civil, justamente quando Lincoln dará alforria aos negros americanos). Com tantos elementos na mão, é fácil cair no relato histórico pura e simplesmente. Embora sanguinário, embora muito sangue espirre da tela e o faroeste seja realmente implacável e incansável, o que é mais ferino e certeiro é a linguagem. Verbal e gestual. Na sutileza das escolhas dos diálogos e personagens, o roteiro original de Tarantino foi merecidamente reconhecido com o Oscar da categoria.

No papel de um dentista caçador de recompensas, o austríaco Christoph Waltz brilha mais uma vez sob a direção de Tarantino e repete o Oscar de coadjuvante, conquistado antes por brilhante Hans Landa de "Bastardos Inglórios"

No papel de um caçador de recompensas, o austríaco Christoph Waltz brilha mais uma vez sob a direção de Tarantino e repete o Oscar de coadjuvante, conquistado antes pelo Hans Landa de “Bastardos Inglórios”

A começar pelo protagonista Django (Jamie Foxx, também em Ray, O Solista), em toda a sua intensidade e precisão na pele do escravo que é cruelmente castigado pelos feitores da fazenda onde trabalha por tentativa de fuga, separado de sua esposa e vendido a outros mercadores. O destino o coloca de frente para um caçador de recompensas, que o liberta e precisa da sua ajuda para localizar pessoas procuradas pela justiça – normalmente envolvidas com o tráfego negreiro. Na companhia do Dr. Schultz, o espetacular Christoph Waltz (vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante), eles saem à procura dos malfeitores pelo Texas e Mississippi para ganhar dinheiro e conseguir resgatar a bela Brunhilde (Kerry Washington), que foi vendida para o rico fazendeiro Calvin Candie (Leonardo DiCaprio, também em A Origem, Ilha do Medo, Diamante de Sangue, J.Edgar).

Django Livre é imperdível, em todos os aspectos. No histórico, no estético, na escolha do elenco. Mas principalmente na sutil, inteligente e criativa escolha da linguagem, diálogos, gestos, entrelinhas, detalhes. O todo só é tão interessante porque é feito de detalhes que poucos teriam ideia ou capacidade de fazer.

 

Cliente da 2001, Suzana Vidigal é jornalista e editora do Cine Garimpo, blog com dicas de cinema e DVD para você escolher de acordo com seu estado de espírito.

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: AÇÃO E AVENTURA

Estrelado por Tom Cruise, no auge de seus 50 anos, "Jack Reacher" é a primeira adaptação cinematográfica da série de best sellers de Lee Child. Soturno, tenso e violento, o filme lembra a atmosfera de paranoia de clássicos dos anos 1970 como "Bullitt" e "Perseguidor Implacável", e conta com bom elenco de apoio (Robert Duvall, Rosamund Pike, Werner Herzog)

Estrelado por Tom Cruise, no auge de seus 50 anos, “Jack Reacher – O Último Tiro” é a primeira adaptação cinematográfica da série de best sellers de Lee Child. Soturno, tenso e violento, o filme lembra a atmosfera de paranoia de clássicos dos anos 1970 como “Bullitt” e “Perseguidor Implacável”, além de contar com bom elenco de apoio (Robert Duvall, Rosamund Pike, Werner Herzog)

Jack Reacher – O Último Tiro
(Jack Reacher, EUA, 2012, Cor, 130′)
Paramount – Aventura – 14 anos
Direção: Christopher McQuarrie
Elenco: Tom Cruise, Rosamund Pike, Richard Jenkins, Werner Herzog, Jai Courtney, Robert Duvall

Sinopse: Um franco-atirador atira em cinco alvos aparentemente aleatórios em praça pública. Todas as evidências apontam para James Barr, um veterano da Guerra do Golfo, como o principal suspeito dos crimes. Apenas um homem tem a coragem de perseguir a verdade: Jack Reacher.

 
Escrito e dirigido por Christopher McQuarrie, roteirista vencedor do Oscar por Os Suspeitos, Jack Reacher traz Tom Cruise no papel de um ex-militar e agente de elite que decide investigar por conta própria o brutal assassinato de cinco pessoas em um parque.

Apresentado na perturbadora sequência inicial, o violento incidente é o estopim da trama, que lembra recentes tragédias nos EUA, e levou o filme a ter seu lançamento adiado no país em dezembro do ano passado, logo após o massacre na escola primária Sandy Hook em Newtown, Connecticut.

Antes de Tom Cruise assumir a pele de Jack Reacher, Brad Pitt, Hugh Jackman e Vince Vaughn foram considerados para o papel

Antes de Tom Cruise assumir a pele de Jack Reacher, Brad Pitt, Hugh Jackman e Vince Vaughn foram cogitados para o papel

Pela primeira vez adaptado para o cinema, Jack Reacher foi criado pelo escritor Lee Child em uma série de livros policiais, incluindo Um Tiro, base para o roteiro que desenvolve a investigação da cena de abertura.

Ator, produtor e dublê de suas próprias cenas de ação, Tom Cruise cria à sua maneira um anti-herói nos moldes do Harry Callahan de Clint Eastood em Perseguidor Implacável: lacônico, misterioso, violento e adepto de métodos pouco ortodoxos em sua busca por justiça com as próprias mãos.

Com fotografia do aclamado Caleb Deschanel (O Corcel Negro) e boas sequências de ação, Jack Reacher é uma tensa aventura policial que ainda conta com a surpreendente participação do cineasta alemão Werner Herzog, ameaçador no papel do vilão.

CONFIRA TAMBÉM NA PRATELEIRA DE AVENTURA:

O Resgate
(Stolen, EUA, 2012, Cor, 96′)
California – Aventura – 14 anos
Direção: Simon West
Elenco: Nicolas Cage, Malin Akerman, Josh Lucas, Danny Huston

00À vontade no cinema de ação, Simon West (Con Air – A Rota da Fuga, Os Mercenários 2) dirige mais um veículo para Nicolas Cage. O astro, vencedor do Oscar por Despedida em Las Vegas (1995), interpreta Will Montgomery, líder de quadrilha preso após um assalto mal sucedido. Oito anos depois, ele sai da prisão e tenta se reaproximar da filha, agora adolescente. Mas um antigo comparsa, interpretado por um irreconhecível Josh Lucas (J. Edgar) acredita que Will ficou com todo o dinheiro do assalto e sequestra sua filha, mantendo-a no porta-malas de um táxi.

Com bom ritmo e a tensão garantida pelo sequestro, O Resgate foi filmado em locações na exótica e mística cidade de New Orleans.

Relação Explosiva
(Hit and Run, EUA, 2012, Cor, 100′)
Direção: David Palmer, Dax Shepard
Elenco: Dax Shepard, Kristen Bell, Bradley Cooper, Kristin Chenoweth

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Indicado ao Oscar de melhor ator por O Lado Bom da Vida, Bradley Cooper surpreende com uma caracterização diferente nesta aventura que evoca clássicos filmes de ação e humor como Agarra-me Se Puderes, de 1977.

Tiradas irônicas, perseguições com carros turbinados e alguma violência permeiam a tresloucada jornada de um jovem que vive sob identidade diferente – ironicamente chamado de Charlie Bronson – no Programa de Proteção à Testemunha. Ao lado da namorada, deixa a cidade com destino a Los Angeles, e atrai a atenção de antigos parceiros de crimes, entre eles um perigoso bandido com dreadlocks (Cooper), dando início a um desenfreado jogo de gato e rato.

Além de interpretar o protagonista, Dax Shepard (de Idiocracia) coescreveu, dirigiu e editou o filme que, pontuado por clássicos do rock (Knockin’ on Heaven’s Door, Voodoo Child) e intensas perseguições de carro à la Velozes e Furiosos, emula mesmo é o cinema de Quentin Tarantino nas situações violentas e diálogos espirituosos.

Bradley Cooper no filme, bem distante da imagem do galã indicado ao Oscar neste ano

Bem distante da imagem do galã indicado ao Oscar neste ano por “O Lado Bom da Vida” [previsto para sair em DVD e Blu-ray em junho], Bradley Cooper interpreta o histérico e perigoso vilão de “Relação Perigosa”

O Homem com Punhos de Ferro
(The Man with the Iron Fists, EUA/HGK, 2012, Cor, 95′)
Direção: RZA
Elenco: RZA, Russell Crowe, Lucy Liu, Rick Yune, Jamie Chung

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Quentin Tarantino “apresenta”, ou seja, recomenda o filme coescrito e produzido por seu amigo Eli Roth (O Albergue), uma grande homenagem aos filmes de artes marciais. Ambientada na China feudal, a aventura usa e abusa de cenas de ação alucinante e violência à la “Kill Bill”, com Russell Crowe, Lucy Liu, o rapper RZA e Pam Grier (Jackie Brown) no elenco.

O rapper RZA interpreta o papel-título, além de dirigir e coescrever este ambicioso tributo às produções dos estúdios Shaw Brothers e a clássicos como A Câmara 36 de Shaolin. Repleto de referências, lutas alucinantes e muito sangue, O Homem com Punhos de Ferro é destinado aos fãs dos velhos filmes de artes marciais e kung fu. Fãs que agora têm a chance de conferir o longa na 2001, já que ele foi lançado direto em DVD e Blu-ray no Brasil, apesar da presença de astros do porte de Crowe e Lucy Liu.

Vivendo uma fase diferente na carreira, Russell Crowe interpreta um cavalheiro inglês viciado em bebida e prostitutas na aventura de artes marciais de RZA. Em breve, o ator australiano poderá ser visto nos cinemas na pele do pai de Superman em "O Homem de Aço", previsto para estrear no Brasil em 12 de julho

Vivendo uma fase diferente na carreira, Russell Crowe (“Os Miseráveis”) interpreta um cavalheiro inglês viciado em bebida e prostitutas na aventura de artes marciais de RZA. Em breve, o ator australiano poderá ser visto nos cinemas na pele do pai de Superman em “O Homem de Aço”, previsto para estrear no Brasil em 12 de julho

DICAS PARA A SEXTA-FEIRA 13

UMA PEQUENA SELEÇÃO DE PRODUÇÕES TRASH PARA A TEMIDA SEXTA-FEIRA 13

Não se pode dizer ao certo quando e onde surgiu o filme trash, subgênero muito cultuado pelos amantes de filmes B. O primeiro grande nome foi Ed Wood, diretor de clássicos como Plano 9 do Espaço Sideral (1959).

A partir de uma grande ideia e orçamentos muito baixos – os primeiros filmes foram feitos com, em média, 5 mil dólares -, grandes diretores já tiveram sua fase trash. Sam Raimi (Evil Dead), Peter Jackson (Bad Taste) e outros cineastas se consagraram nesse modelo, consolidado por nomes como Jesus Franco (SadomaniaMacumba Sexual), Ruggero Deodato (Cannibal Hollocaust) e Dario Argento (DemonsSuspiria). Nas últimas duas décadas, Robert Rodrigues e Quentin Tarantino também entraram nesse filão, que tem ainda José Mojica Marins (o popular Zé do Caixão) representando o Brasil.

Parte I: Creepshow, Bad Taste e Macumba Sexual

Creepshow – Volume 1 (1982): Escrito por Stephen King, o filme homenageia popular revista norte-americana de contos de terror da década de 1950 e traz no elenco a curiosa participação de Ed Harris (O Show de Truman) e Leslie Nielsen (Corra que A Polícia Vem Aí!).

Bad Taste (1987): O primeiro filme de Peter Jackson! Uma invasão alienígena tenta dominar a terra e se alimentar de humanos (uma grande iguaria do universo). A única esperança do planeta encontra-se em um estranho grupo preparado para evitar invasões.

Macumba Sexual (1983): Tocando em assuntos pouco convencionais ao grande público (submissão sexual, orgias e homossexualismo) com muito humor negro, o longa de Jess Franco evita colocar o terror em evidência, adicionando humor ao suspense para satisfazer seus pensamentos loucos.

Parte II: Matadores de Delírios de um Anormal, Planeta Terror, Vampiras Lésbicas e a Trilogia Uma Noite Alucinante

Trilogia Evil Dead/Uma Noite Alucinante (1981/1987/1992): Estrelado pelo anti-herói Ash (Bruce Campbell), a trilogia começa como um terror bem interessante, introduzindo um grupo de amigos reunidos numa cabana em uma floresta amaldiçoada. A partir do segundo filme, as tendências heróicas do protagonista (e caçador de demônios) aparecem mais e a trilogia encerra em grande estilo – e ao ritmo de comédia, quando ele é mandado de volta no tempo para combater um exército de caveiras. Vale a pena conferir no DVD de Uma Noite Alucinante 3 os extras, com cenas cortadas da edição final para dar mais espaço para o humor.

Planeta Terror (2007): Dirigido por Robert Rodriguez e produzido por Quentin Tarantino, este filme faz uma homenagem aos filmes Grindhouse da década de 1970. Misturando terror com ficção-científica, o filme se tornou referência do cinema trash.

Matadores de Vampiras Lésbicas (2009): Prepare-se para rir com esta comédia com enredo de terror como plano de fundo. Ela recicla alguns clássicos clichês de filmes trash da década de 1980.

Delírios de um Anormal (1978): O eterno Zé do Caixão, José Mojica Marins, consegue demonstrar sua grande capacidade como diretor, e também como roteirista. Este clássico metalinguistico narra a história de um psiquiatra que sofre com pesadelos em que Zé irá roubar sua mulher para gerar o filho perfeito dele. Atormentado, o personagem consulta seus amigos, todos grandes psiquiatras que, sem nenhuma resposta satisfatória, resolvem procurar por José Mojica Marins para que ele prove que Zé do caixão é apenas um personagem.

Uma grande ideia, um orçamento muito baixo e ainda sim um filme imperdível.

Sugestões de
Bruno Lanzellotti
Colaborador da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP

OPINIÃO: MACHETE

Insano. Violento. Exagerado. Misógino. São muitos os adjetivos para o filme de Robert Rodriguez, um dos principais lançamentos de locação na 2001 Vídeo em abril. Confira em DVD e Blu-ray nas lojas da rede

Concebido a partir da sessão dupla Grindhouse, de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, Machete revisita a fórmula dos dois filmes do projeto – Planeta Terror e À Prova de Morte – e homenageia a violência e sexploitation de produções dos anos 70. Inicialmente, Machete era apenas um dos trailers falsos exibidos em Grindhouse, mas acabou virando longa nas mãos de Rodriguez e sua promissora produtora TroubleMaker.

O carismático Danny Trejo interpreta Machete, agente da polícia mexicana em luta contra o cartel de um poderoso traficante (Steven Seagal), que sequestra sua esposa e a mata friamente na sua frente. No decorrer do filme, o ex-agente colocará em prática sua sanguinária vingança, com direito a muita ação e humor na melhor pitada Tarantino-Rodriguez. Para complicar, há também um hilário senador corrupto – interpretado por Robert De Niro – que tem como obsessão acabar com a imigração mexicana nos EUA e conseguir sua reeleição.

O "galã" Danny Trejo, finalmente como protagonista, em Machete

Machete acerta em cheio em sua proposta de entreter e ao mesmo homenagear um estilo marcado pela criatividade, humor negro e pela produção barata. Esperamos que outros diretores envolvidos em Grindhouse, como Eli Roth (diretor de O Albergue) e Rob Zombie (músico e realizador de Halloween – O Início), sigam o exemplo de Machete e também tragam seus trailers falsos às telas. Para quem admira esse tipo de produção, o filme de Rodriguez é obrigatório.

Comentário de
Gabriel Rosa