Rainer Werner Fassbinder

COMPLETE SUA COLEÇÃO EM DVD: DEZENAS DE TÍTULOS EM PROMOÇÃO NA 2001

CLÁSSICOS DO CINEMA, CULTS E PRODUÇÕES DE DIVERSOS PAÍSES, AGORA COM PREÇO ESPECIAL. 

Entre os filmes selecionados, há obras importantes adaptadas para a telona (“Senhorita Julia“, “Electra“, “Os Vivos e os Mortos“, “Maurice“), produções francesas (“Zazie no Metrô“, “As Duas Faces da Felicidade“), histórias ousadas (“La Bête“, “Eu, Christiane F.“) e até cults de terror (“A Maldição de Samantha“, “Uma Noite Alucinante 3“) – para curtir o clima de Halloween -, entre dezenas de títulos. Destaque também para o grande cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder (1945–1982), com três de seus melhores trabalhos na promoção: “As Lágrimas Amargas de Petra von kant”, “O Direito do Mais Forte é a Liberdade” e “O Mundo Por um Fio”.

Não deixe de adquirir seus filmes favoritos, nem de descobrir produções menos conhecidas, pois os estoques são limitados. Confira a seguir uma pequena amostra com sugestões de nossa equipe. Tem muito mais em nosso site.

Boa sessão “cult”!

SENHORITA JULIA

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O sueco Alf Sjöberg dirigiu e escreveu esta adaptação da peça homônima do dramaturgo August Strindberg (1849-1912), escrita em 1888, dissecando conflitos sociais seculares por meio do intenso encontro entre uma aristocrata e seu empregado, cuja relação desigual sofre uma inversão – com o dominado passando a dominador. Refilmado em 2014 (“Miss Julie“) por Liv Ullmann, o filme conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

ELECTRA, A VINGADORA

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Depois da guerra de 10 anos contra Tróia, Agamenon volta para casa. Em sua ausência, sua esposa, Clitemnestra, esteve nos braços de um amante, que mata Agamenon logo após o seu retorno. Seus filhos, Electra e Orestes, esperam vingar, agora adultos, o assassinato do pai. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, “Electra” trouxe notoriedade ao grego-cipriota Michael Cacoyannis (“As Troianas“, em promoção na 2001), que depois dirigiria o sucesso mundial “Zorba, o Grego”(1964).

O AMANHÃ É ETERNO

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Orson Welles interpreta um homem dado como morto na 1ª Guerra e que reaparece – 20 anos depois – desfigurado e com nova identidade. Ele encontra acidentalmente a esposa, Elizabeth (Claudette Colbert), e descobre ter um filho, Drew. Assim, neste clássico melodrama de 1946, o protagonista precise decidir se revela ou não a sua verdadeira identidade.

AS OITO VÍTIMAS

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Primeira parceria entre Alec Guinness (de “Hitler – Os Últimos 10 Dias”, também na promoção) e o estúdio Ealing, anos antes de comédias cínicas como “Quinteto da Morte” (lançado em DVD pela primeira vez com exclusividade na 2001), o filme marcou época com seu humor negro e a atuação superlativa de seu ator principal, que interpreta oito papéis! Na trama, um nobre condenado à morte começa a recordar, pouco antes de sua execução, sua trajetória.

ZAZIE NO METRÔ

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Dirigida por Louis Malle (“Lacombe Lucien”), esta adaptação do livro de Raymond Queneau é uma adorável e excêntrica comédia francesa que transborda criatividade, com montagem e concepção visual elaboradas, e o espírito libertário da Nouvelle Vague. No filme, Zazie, garota do interior da França, tem a chance de conhecer Paris pela primeira vez, passando dois dias na capital francesa. Hospedada na casa de seu tio Gabriel (Philippe Noiret, de “Não Toque na Mulher Branca“), ela cultiva um sonho: andar de metrô.

AS DUAS FACES DA FELICIDADE

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Precursora da Nouvelle Vague com “La Pointe Courte” (1954), Agnès Varda (“Cléo das 5 às 7“) dirige esta evocação sem culpa sobre o casamento e o desejo, refletindo sobre o significado da felicidade e a relação conjugal. Visualmente influenciado pela pintura impressionista, este é um dos mais belos trabalhos de uma das grandes diretoras da história do cinema. Nele, um pai de família casado se envolve com outra mulher, mas não quer abandonar a esposa. Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim.

PRIVILÉGIO

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A premissa do filme – um artista que tem sua individualidade sacrificada, transformando-se em um produto – nunca foi tão atual em tempos de astros-relâmpagos. Dirigido pelo influente (e provocador) documentarista britânico Peter Watkins, este clássico de 1967 desconcertou a crítica com seu misto de musical, cinema-verdade e crítica à indústria cultural, em um futuro indeterminado que não esconde suas raízes no frenesi causado pelas mudanças comportamentais dos anos 1960 e 1970.

UM BEATLE NO PARAÍSO

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Corroteirista do clássico “Doutor Fantástico” (1964), o escritor Terry Southern também escreveu esta anárquica comédia lançada durante a efervescência da Swinging London sessentista. Contando com a colaboração dos ex-Monty Python John Cleese e Graham Chapman no roteiro, esta sátira surreal debocha da moral e dos costumes ingleses em uma série de esquetes com a participação de Raquel Welch, Yul Brynner e Roman Polanski, em papéis bizarros.

O MUNDO POR UM FIO

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Realizado para a TV alemã, o telefilme comprova a versatilidade de Rainer Werner Fassbinder também na seara da ficção-científica. Antecipando em décadas algumas das ideias de “Matrix”, o cineasta alemão apresenta seu herói de trama “noir” em uma intrincada conspiração envolvendo realidade virtual. Destaque para a rebuscada fotografia de Michael Ballhaus e Ulrich Prinz. DVD duplo com a versão integral exibida originalmente em duas partes na TV alemã em  1973.

LA BÊTE

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Nascido em Kwilcz (Polônia), Walerian Borowczyk (1923-2006) começou a carreira como pintor e litógrafo até se tornar desenhista de pôsteres de cinema. No final dos anos 1950, dirigiu curtas animados e, na década seguinte, mudou-se para a França, onde ganhou notoriedade com a controvérsia gerada pelo conteúdo erótico de seus filmes. “La Bête” (ou A Besta) é mais um desses exemplos de erotismo chique, com referências ao clássico “A Bela e a Fera” e inusitadas cenas de sexo.

EU, CHRISTIANE F., 13 ANOS, DROGADA E PROSTITUÍDA

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Dirigido por Uli Edel, o filme é baseado no livro homônimo escrito pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck a partir de depoimentos de Christiane Felscherinow. Com cenas fortes, o relato marcou época e continua a chocar, apresentando um retrato melancólico e sem retoques do ocaso de uma jovem que sucumbe ao inferno das drogas. Curiosidade: na trama, Christiane vai a um show de David Bowie que, além de fazer uma ponta, marca presença na trilha sonora, composta por várias músicas de sua fase alemã, como a inesquecível “Heroes”.

MAURICE

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Escrito por E.M. Forster (1879-1970) e publicado postumamente, o romance Maurice retrata as dificuldades do personagem-título em lidar com sua homossexualidade na repressora Inglaterra do começo do século XX. A adaptação para cinema é mais uma requintada produção de Ismail Merchant com direção de James Ivory (“Uma Janela para o Amor“, “Retorno a Howards End”). Vencedor do Leão de Prata no Festival de Veneza e indicado ao Oscar de melhor figurino.

OS VIVOS E OS MORTOS

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Último trabalho de John Huston, o filme é considerado seu testamento, com a filha Anjelica Huston no elenco e roteiro (indicado ao Oscar) do filho Tony – uma adaptação do conto “Os Mortos”, de “Os Dublinenses”, escrito por James Joyce. Como outras obras do célebre escritor irlandês, a história é uma meditação em torno do tempo e da memória: em 6 de janeiro de 1904, Dublin (Irlanda) celebra o Dia dos Reis, e, na casa das irmãs Morgan, Julia e Kate, são oferecidos uma ceia e um sarau a amigos e parentes.

DON DRÁCULA

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Baseada no mangá de Osamu Tezuka, a série de animação japonesa foi exibida na extinta TV Manchete nos anos 80 e marcou época com sua mistura de terror e comédia pastelão, mostrando os hilários embates entre um Drácula de araque e seu aqui-inimigo, o nervoso Van Helsing que, por um problema de saúde, está sempre a correr para o banheiro.

A MALDIÇÃO DE SAMANTHA

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Dirigido por Wes Craven (“A Hora do Pesadelo”) e escrito por Bruce Joel Rubin (“Ghost: Do Outro Lado da Vida“), o filme tem traços da história de Frankenstein, com seu jovem gênio da ciência obcecado pela vizinha, Samantha (Kristy Swanson). Originalmente um projeto de ficção-científica centrado na relação dos protagonistas, o longa ganhou – por imposição do estúdio – mais sequências de violência, incluindo uma das cenas de decapitação mais impactantes do cinema de horror.

UMA NOITE ALUCINANTE 3

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Estrelada pelo anti-herói Ash (Bruce Campbell), a trilogia dirigida por Sam Raimi encerra em grande estilo com o personagem acidentalmente enviado de volta no tempo para combater um exército de caveiras, no século XIV. Lá, ele lidera a batalha dos humanos contra os Mortoais, seres da Escuridão que também estão atrás do Necronomicon, o Livro dos Mortos. Adorada pelos fãs de terror, a saga de Ash continua, mais de 20 anos depois, na série “Ash vs. The Evil Dead”.

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DE SICA, FASSBINDER, LUMET, VON TROTTA E KEN RUSSELL NA 2001

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SÓ NA 2001 VOCÊ ENCONTRA RARIDADES COMO UMA COMÉDIA DE VITTORIO DE SICA COM PETER SELLERS, DOIS CLÁSSICOS DE RAINER WERNER FASSBINDER, UM DRAMA POLÍTICO DE SIDNEY LUMET BASEADO EM FATOS REAIS, A HISTÓRIA DE ROSA LUXEMBURGO, E DOIS TRABALHOS DO CINEASTA KEN RUSSELL NOS ANOS 80.

O FINO DA VIGARICE

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Escrito por Cesare Zavattini (“Ontem, Hoje e Amanhã”) e Neil Simon (“A Garota do Adeus”), o filme é mais uma divertida comédia do mestre Vittorio De Sica, que desta vez satiriza os bastidores do cinema. Na trama, Aldo Vanucci (Peter Sellers), ladrão e mestre dos disfarces, finge ser um diretor de cinema num vilarejo no interior da Itália, onde a produção de um filme é mero pretexto para a execução de um roubo milionário. Victor Mature, Britt Ekland, Martin Balsam e Akim Tamiroff completam o elenco.

EFFI BRIEST – AMOR E PRECONCEITO

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Uma raridade do mestre Rainer Werner Fassbinder (1945-1982) – e prova do romantismo por trás do genial cineasta alemão. No século XIX, uma jovem de 17 anos, Effi Briest (Hanna Schygulla) é casada com um homem mais velho que não ama, o Barão von Instetten (Wolfgang Schenck). Enquanto o marido se preocupa com os negócios, Effi passa o seu tempo andando pela cidade com Crampas. Adaptado do romance homônimo de 1898, escrito pelo alemão Theodor Fontane, “Effi Briest” marca o 16º longa do prolífico Fassbinder em cinco anos de carreira.

A VIAGEM DE MÃE KUSTERS PARA O CÉU

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Lançado originalmente em 1975, o filme é um complexo estudo das consequências sociais e emocionais da exploração pública de uma tragédia pessoal. Sufocada pela rotina doméstica e explorada pela família, Emma Küsters (Brigitte Mira) vê seu mundo desmoronar a partir do suicídio de seu marido, que antes ainda matou o supervisor da fábrica onde trabalha. Assim que a imprensa fica sabendo da história, Kürsters vira celebridade e é perseguida pela mídia sensacionalista. Para complicar, um casal comunista quer associar a tragédia a um ato político.

DANIEL

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O grande Sidney Lumet (“Um Dia de Cão”, “Rede de Intrigas”) dirige Timothy Hutton neste austero drama político baseado em fatos do Caso Rosenberg. Nele, Julius e Ethel Rosenberg foram executados após terem sido confundidos com espiões soviéticos, em plena paranoia anti-comunista dos anos 1950. “Daniel” narra, de forma romanceada, a vida do filho desse casal, agora adulto, durante a revolução social da década de 1960 tentando entender a verdade em torno da tragédia de seus pais. Baseado no romance “The Book of Daniel”, escrito pelo aclamado E.L. Doctorow, também autor do roteiro do longa, é um dos trabalhos menos conhecidos (mas não menos importantes) de Lumet.

ROSA LUXEMBURGO

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Barbara Sukowa recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por sua brilhante atuação no papel título. Com direção e roteiro de Margarethe von Trotta (“Hannah Arendt”), o filme é uma cinebiografia apaixonada da oradora e teórica marxista Rosa Luxemburgo (1871-1919), representante do pensamento e da ação social-democrata na Europa. Ao lado de Karl Liebknecht e outros colegas, ela tentou arduamente impedir a Primeira Guerra Mundial, que eclodiu em 1914 e terminou em 1918.

VIAGENS ALUCINANTES

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Indicado a dois prêmios Oscar (melhor som e trilha sonora original), o filme é uma das maiores extravagâncias visuais de Ken Russell (1927–2011) e marca a estreia de William Hurt no cinema. Adaptado por Paddy Chayefsky (“Rede de Intrigas”) a partir de seu romance homônimo, o roteiro acompanha – por meio de imagens lisérgicas típicas do diretor  – os experimentos de Eddie Jessup (Hurt), cientista que acredita na existência de outros estados de consciência. Para provar sua tese, ele usa a si mesmo como cobaia numa série de experiências usando alucinógenos e uma câmara de isolamento que pode alterar a própria evolução humana.

O DESPERTAR DE UMA MULHER APAIXONADA

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Espécie de prequel (“pré-sequência”) do clássico “Mulheres Apaixonadas” (1969) dirigida pelo mesmo diretor, o enfant terrible Ken Russell. Quase 20 anos depois, o diretor inglês voltou a adaptar D.H. Lawrence, mostrando as irmãs Brangwen ainda garotas, na Inglaterra pastoral dos anos 1920. Na escola, a jovem Ursula (Sammi Davis) envolve-se com sua professora de natação e tem um caso com um jovem oficial do exército, que quer se casar com ela. Glenda Jackson interpreta a mãe de Gudrun, que foi sua personagem em “Mulheres Apaixonadas”.

CLÁSSICOS E CULTS NA 2001: DESTAQUE PARA A IRREVERÊNCIA DE KEN RUSSELL

“Eu sei que meus filmes perturbam as pessoas. Eu quero perturbar as pessoas.” Ken Russell (1927–2011)

CONHECIDO POR SEU ESTILO EXTRAVAGANTE, O PROVOCADOR CINEASTA INGLÊS MARCA PRESENÇA EM VÁRIOS LANÇAMENTOS NA 2001.

Egresso da rede de Tv BBC, onde realizou inúmeros docudramas romanceando a vida de artistas famosos (Frederick Delius, Debussy, Isadora Duncan,Henri Rousseau, Dante Gabriel Rossetti), Russell estreou na direção de longa-metragem com “French Dressing” em 1964, seguido pelo thriller de espionagem “O Cérebro de um Bilhão de Dólares” (1967), com Michael Caine.

Seu terceiro longa, “Mulheres Apaixonadas“, causou furor em sua estreia na Inglaterra, em 1969, ao tornar explícitas as passagens mais fortes e polêmicas do clássico homônimo escrito por D.H.Lawrence. O impacto do filme lhe valeu sua primeira (e única) indicação ao Oscar, em 1971.

Considerado um dos realizadores mais extravagantes da história do cinema, Russell dirigiu depois uma série de cinebiografias de grandes compositores, como Gustav Mahler (“Mahler“, 1974) e Liszt (“Lisztomania“, 1975).

Outras produções originais (e incompreendidas) do cineasta são “Os Demônios” (1971), estrelado por Oliver Reed e Vanessa Redgrave, proibido em vários países católicos; o musical “Tommy” (1975), baseado na a ópera-rock da banda The Who; o ousado “A Prostituta“, tragicômico retrato do cotidiano da personagem-título; e a fantasia de horror “A Maldição da Serpente“; todos recém-lançados em DVD na 2001.

Ken Russell sempre desconcertou público e crítica com seus filmes dominados por imagens fortes, atuações teatrais e muita criatividade, sempre exaltando a sexualidade de seus personagens. E, uma de suas grandes paixões, a música.

OS DEMÔNIOS

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Com sofisticados cenários criados pelo cineasta Derek Jarman (de “Caravaggio”) e atuações viscerais de Oliver Reed e Vanessa Redgrave, o filme continua perturbador, explorando temas fortes como histeria religiosa, perseguição política e a relação entre Igreja e Estado.

TOMMY

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Indicado ao Oscar de melhor atriz (Ann-Margret) e música, o longa é uma alucinante transposição da ópera-rock do disco homônimo criado pelo The Who. Além da banda, o elenco conta com a participação de nomes como Elton John, Eric Clapton, Tina Turner e até Jack Nicholson, que canta neste musical que antecipou a estética do videoclipe.

LISZTOMANIA

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Russell repete a parceria com o ator e cantor Roger Daltrey, do The Who, em uma cinebiografia estilizada e surreal do músico Franz Liszt. Considerado um dos filmes mais malucos do cineasta, com ritmo de videoclipe, sequências oníricas bizarras, nudez e músicos como Paul Nicholas, Rick Wakeman e Ringo Starr em caracterizações hilárias.

A MALDIÇÃO DA SERPENTE

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Depois de enveredar pelo horror em “Gothic” (1986), Russell transforma em “terror camp” o romance “A Toca do Verme Branco” de Bram Stoker (o criador de “Drácula”). Na trama, um arqueólogo descobre o crânio de um estranho animal que parece ser de um dinossauro. Paralelamente, surge no povoado a perigosa e sensual Lady Sylvia. No elenco, destaque para Hugh Grant.

WHORE – A PROSTITUTA

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Realizado pelo cineasta como uma resposta a “Uma Linda Mulher”, o filme é um retrato chocante, satírico e vulgar do dia a dia vivido pela personagem-título, interpretada por Theresa Russell (de “Bad Timing”). Olhando direto para a câmera, ela divide seus pensamentos sobre os homens e sua sexualidade, em meio a cenas de brutalidade e humilhação.

MAIS CLÁSSICOS E CULTS RECÉM-LANÇADOS NA 2001:

O PERIGOSO JOGO DO AMOR

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Dirigido e coescrito por Roger Vadim (de “E Deus Criou a Mulher”) com sua então musa Jane Fonda, em 1966. Ela interpreta a esposa de um homem mais velho (Michel Piccoli), mas logo começa um caso com o filho do casamento anterior do marido.

LIGAÇÕES AMOROSAS

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Roger Vadim transpõe a trama do clássico de Choderlos de Laclos para o século 20. Nesta modernização do romance epistolar do escritor francês, Juliette Merteuil (Jeanne Moreau) e Valmont (Gérard Philipe) compõem um sofisticado casal. Ambos têm envolvimentos sexuais com outras pessoas e uma única regra: nunca se apaixonar.

POR QUE DEU A LOUCA NO SR. R?

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Quarto longa de Rainer Werner Fassbinder, codirigido por Michael Fengler – que clama ser o verdadeiro realizador do trabalho, exibido originalmente na Alemanha em 1970. Kurt Raab (de “O Direito do Mais Forte à Liberdade”) interpreta o apático senhor “R” do título, desenhista industrial que leva uma vida apática ao lado da família.

LET IT BE

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Vencedor do Oscar de melhor trilha sonora original em 1971, este famoso documentário de Michael Lindsay-Hogg registra o dia a dia dos Beatles pouco antes de sua separação, às vésperas de lançar seu último trabalho juntos: o álbum “Let It Be”. Inclui o famoso concerto no terraço que marcou a aparição final do grupo.

LOLITA (1997)

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Diretor de “9 1/2 Semanas de Amor” e “Atração Fatal”, o inglês Adrian Lyne assina esta polêmica – e, para muitos, mais fiel (e explícita) – versão do romance de Vladimir Nabokov. Nela, Jeremy Irons dá vida a Humbert Humbert, professor de meia-idade obcecado por uma adolescente, Lolita. Destaque para a bela trilha sonora de Ennio Morricone.

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: ARTE E CINEMA EUROPEU

Confira a seguir as dicas da equipe 2001 Vídeo:

Nathalie Granger
(Idem, FRA, 1972, Cor, 83′)
Direção: Marguerite Duras
Elenco: Lucia Bosé, Jeanne Moreau, Gérard Depardieu

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Uma das mais importantes escritoras francesas do pós-guerra, Marguerite Duras (1914-1996) escreveu o clássico Hiroshima, Meu Amor (1959), de Alain Resnais. O sucesso do filme a estimulou a dirigir seus próprios roteiros, como Nathalie Granger. Nele, Duras lança, antes de Chantal Akerman em Jeanne Dielman (1975), um olhar minimalista sobre a rotina doméstica e os tempos mortos que inevitavelmente compõem a existência humana.

A trama acompanha uma tarde na vida de duas mulheres, fechadas silenciosamente em casa. Uma delas, Isabelle Granger, está preocupada com o comportamento violento da filha, Nathalie.

Os Deuses Malditos*
(La Caduta Degli Dei, ITA/ALE, 1969, Cor, 157′)
Direção: Luchino Visconti
Elenco: Dirk Bogarde, Ingrid Thulin, Helmut Berger, Helmut Griem, Charlotte Rampling, Florinda Bolkan

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Alemanha, 1933. Após o assassinato de seu patriarca, o barão Joachim Von Essenbeck, uma poderosa família de industriais é corroída por uma violenta luta pelo poder entre seus membros.

Início da chamada “trilogia alemã” do italiano Luchino Visconti, completada por Morte em Veneza (1971) e Ludwig (1972), esse clássico chocou o público na época de seu lançamento. Filme favorito de Rainer Werner Fassbinder (Berlin Alexanderplatz, Querelle), o drama épico do diretor de O Leopardo se assemelha ao Macbeth de William Shakespeare, com seus personagens arriscando tudo (ética, honra, vidas) para ascender social e materialmente. Cenas de incesto, pedofilia e um massacre durante orgia militar refletem a decadência moral dos Von Essenbecks, paralelamente à ascensão do nazismo entre 1933 e 1934. Em jogo, a fábrica da família, o poder que a todos corrompe, assim como o nazismo fazia com a Alemanha.

* Indicado ao Oscar de melhor roteiro original

Berlin Alexanderplatz
(Idem, ALE/ITA, 1980, Cor, 941′)
Direção: Rainer Werner Fassbinder
Elenco: Günter Lamprecht, Karlheinz Braun, Hanna Schygulla, Claus Holm

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Baseando-se no grande romance expressionista de Alfred Döblin, Rainer Werner Fassbinder narra a história de Franz Biberkopf. Após cumprir quatro anos de prisão, ele decide começar uma vida nova na Berlim do final dos anos 20. Será que Franz conseguirá se tornar um “homem decente” na corrosiva paisagem urbana da República de Weimar?

A busca pela “vida autêntica” era a intenção primordial também do romance homônimo de Döblin, médico especializado em tratamento de distúrbios psíquicos, cujo consultório ficava nas imediações da Praça Alexander, em Berlim. O cineasta alemão era fascinado por essa obra, que já o inspirara a realizar Deuses da Peste (1970), sobre um homem, também chamado Franz, que saía da prisão.

“Eu quero ver o que se passa nas pessoas, e isso é preciso ver nos rostos delas. Por isso, não preciso de nenhum detalhe no segundo plano. Eu acho mais certo é que as figuras se movam aqui dentro no escuro – como acontece também na vida autêntica” – Rainer Werner Fassbinder (1945-1982), sobre "Berlin Alexanderplatz"

“Eu quero ver o que se passa nas pessoas, e isso é preciso ver nos rostos delas. Por isso, não preciso de nenhum detalhe no segundo plano. Eu acho mais certo é que as figuras se movam aqui dentro no escuro – como acontece também na vida autêntica” – Rainer Werner Fassbinder (1945-1982) sobre “Berlin Alexanderplatz”

Minissérie coproduzida pela televisão estatal alemã WDR, dividida em 13 episódios mais um epílogo, todos incluídos na bela edição lançada no Brasil pela Versátil.

Bom Dia, Noite
(Buongiorno, Notte, ITA, 2003, Cor, 103′)
Direção: Marco Bellocchio
Elenco: Luigi Lo Cascio, Maya Sansa, Roberto Herlitzka

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Marco Bellocchio (De Punhos Cerrados e Vincere) revisita um dos fatos políticos mais importantes da Itália: o brutal sequestro que culminou na execução de Aldo Moro (1916-1978), então presidente da Democracia Cristã (partido político italiano). Em 1978, ele ficou 55 dias em poder das Brigadas Vermelhas e foi encontrado morto com 11 tiros num carro em Roma.

Segundo o cineasta, a Itália nunca mais foi a mesma depois da morte de Moro. Mas, diferentemente de produções italianas anteriores, como O Caso Aldo Moro (1986), de Giuseppe Ferrara, Bellocchio não pretendeu fazer uma reconstituição fiel dos fatos. “O meu filme é, antes de mais nada, uma obra de ficção, necessariamente infiel”, explicou.

O caso é narrado a partir do ponto de vista de uma personagem ficcional, Chiara (Maya Sansa), jovem brigadista cujos pais lutaram contra Mussolini. No release para a imprensa, há uma nota sobre a escolha da clássica The Great Gip in the Sky, do álbum Dark Side of the Moon, do Pink Floyd: “A canção simboliza, segundo o diretor, revolta e desespero”.

Além de O Caso Aldo Moro, alugue na 2001 outro filme sobre essa tragédia italiana, o ótimo policial Ligações Criminosas.

* European Film Award: melhor filme europeu do ano pela crítica

O Mahabharata
(The Mahabharata, AUS/BEL/DIN/EUA/FIN/FRA/ING/IRL, 1989, Cor, 325′)
Direção: Peter Brook
Elenco: Erika Alexander, Maurice Bénichou, Amba Bihler, Lou Bihler, Urs Bihler, Ryszard Cieslak, Georges Corraface

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O lendário diretor teatral Peter Brook (Marat/Sade) e o roteirista Jean-Claude Carrière (A Insustentável Leveza do Ser), fiel colaborador de Luis Buñuel, ousaram ao transformar em filme O Mahabharata, o maior poema de todos os tempos (maior volume de texto numa única obra humana).

Em pouco mais de quatro horas, eles resumem de maneira brilhante os quase 90 mil versos e 1,8 milhões de palavras desta que é a principal obra do hinduísmo. Destaque também para o elenco heterogêneo, com atores e atrizes de mais de 42 países. Confira o box na prateleira de Arte das lojas da 2001 e, nos extras do terceiro disco, um making of sobre a produção.

OPINIÃO: O MEDO DEVORA A ALMA

Premonitório, o clássico de Rainer Werner Fassbinder antecipou em décadas a discussão sobre a presença de imigrantes muçulmanos na Europa

Em O Medo Devora a Alma (1974), o cineasta Rainer Werner Fassbinder (Roleta Chinesa, Berlin Alexanderplatz) aborda várias questões polêmicas: o preconceito com que a sociedade européia – no caso, a alemã – lida com imigrantes em geral, muçulmanos, machismo e relacionamentos entre pessoas com grande diferença de idade. Zeladora viúva sexagenária, Emmi (Brigitte Mira) se apaixona e decide assumir o namoro com Ali (El Hedi ben Salem), jovem imigrante marroquino que trabalha em uma humilde oficina de carros. Devido às diferenças sociais, culturais e religiosas, o casal sofre para manter sadio este amor incomum já que os amigos e a família não lhe dão apoio. Ali se pergunta até que ponto vale a pena ser humilhado, talvez pela condição financeira melhor de Emmi? Diante deste dilema, o rapaz busca satisfação sexual nos braços de Barbara (Barbara Valentin), dona e garçonete de um restaurante frequentado, em sua maioria, por “Alis”, forma depreciativa que o europeu usa para estereotipar árabes muçulmanos. O mais curioso é que Fassbinder buscou inspiração no próprio relacionamento que mantinha na época com El Hedi ben Salem para retratar esse romance nada convencional.

 

Obs. Preste atenção, em 1 minuto e 32 segundos da exibição do trailer acima, na presença de  Rainer Werner Fassbinder no elenco. P.S. Trailer contém nudez frontal.

Comentário de
Luiz Hashim
Gerente da 2001 Paulista
Av. Paulista, 726, Bela Vista – São Paulo – SP