Rebecca

COLEÇÕES O CINEMA DE HITCHCOCK, KUROSAWA E OZU

O CINEMA DE HITCHCOCK

Caixa com 3 DVDs que reúne 6 clássicos do mestre do suspense. Todos os filmes em inéditas versões restauradas, além de quase duas horas de vídeos extras, incluindo documentários e um depoimento do diretor Guillermo Del Toro.

DISCO 1:

REBECCA, A MULHER INESQUECÍVEL (Rebecca, 1940, 131 min.)
Com Joan Fontaine, Laurence Olivier e George Sanders.

Jovem humilde se casa com um homem rico. Quando ela se muda para a mansão do novo marido, vive sob a sombra de sua ex-mulher, que todos amavam e morreu de forma trágica. Vencedor do Oscar de Melhor Filme e Fotografia.

O HOMEM QUE SABIA DEMAIS (The man who knew too much, 1934, 75 min.)
Com Peter Lorre, Leslie Banks e Edna Best.

Casal de ingleses tem sua filha sequestrada após um agente secreto lhes contar, instantes antes de morrer, sobre plano contra um importante governante estrangeiro. Hitchcock faria uma refilmagem em 1956, com James Stewart e Doris Day.

DISCO 2:

CORRESPONDENTE ESTRANGEIRO (Foreign correspondent, 1940, 121 min.)
Com Joel McCrea, Laraine Day e George Sanders.

No início da Segunda Guerra, John Jones é repórter de um jornal de Nova York. Um importante tratado está para ser assinado e ele recebe a missão de trazer as notícias sobre a guerra na Europa. Clássico de espionagem indicado a 6 Oscar.

OS 39 DEGRAUS (39 Steps, 1936, 86 min.)
Com Robert Donat, Madeleine Carroll e Lucie Manheim.

De férias em Londres, Richard conhece uma mulher misteriosa que lhe diz algo sobre um homem envolvimento em uma trama de espionagem. A moça morre e ele decide resolver o mistério. Um dos melhores trabalhos de Hitchcock em sua fase inglesa.

DISCO 3:

QUANDO FALA O CORAÇÃO (Spellbound, 1945, 118 min.)
Com Ingrid Bergman e Gregory Peck.

O renomado psiquiatra Edwardes começa a trabalhar como diretor de uma clínica para doentes mentais, onde se envolve com uma bela psiquiatra. Vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora, o filme apresenta uma influente sequência de sonho com cenários criados por Salvador Dalí.

INTERLÚDIO (Notorious, 1946, 102 min.)
Com Gary Grant, Ingrid Bergman e Claude Rains.

Uma mulher é utilizada pelos Estados Unidos para espiar um grupo de nazistas na América do Sul. Durante sua missão, se envolve com um agente americano. Seleção Oficial do Festival de Cannes e indicado a 2 Oscar (Filme e Roteiro Original).

EXTRAS:
* Making of de “Rebecca” (28 min.)
* Making of de “Interlúdio” (28 min.)
* Depoimento de Guillmermo Del Toro sobre “O Homem que Sabia Demais” (18 min.)
* Hollywood e a Segunda Guerra (26 min.)
* Hitchcock e o Surrealismo (20 min.)
* Trailers (10 min.)

E VEJA TAMBÉM:
A Arte de Alfred Hitchcock (DVD Duplo)

O CINEMA DE KUROSAWA

Coleção com 3 DVDs trazendo 5 clássicos em inéditas versões restauradas do mestre Akira Kurosawa (1910-1998), o mais consagrado cineasta do Japão, além de um documentário inédito sobre sua obra.

DISCO 1:

VIVER (“Ikiru”, 1952, 143 min.)
Com Takashi Shimura, Nobuo Kaneko, Shinichi Himori.

Um burocrata idoso pensa apenas em ganhar dinheiro, mas tudo muda quando descobre que está com câncer. Premiado em Berlim, o filme é uma das obras definitivas de Kurosawa sobre a velhice.

UMA MENSAGEM DE KUROSAWA
(“Kurosawa Akira Kara no Messeji”, 2000, 82 min.)
Com Akira Kurosawa, Kazuo Kurosawa.

Por meio de várias entrevistas de arquivo realizadas ao longo da carreira de Kurosawa, temos um retrato fascinante sobre seu processo de criação, a relevância de sua obra no cinema japonês e seu incrível legado.

DISCO 2:

RALÉ (“Donzoko”, 1957, 125 min.)
Com Toshiro Mifune, Isuzu Yamada, Kyoko Kagawa.

Baseado na obra do russo Máximo Górki, o filme é uma tragicomédia sobre o cotidiano de hóspedes de numa miserável pensão. O DVD conta com comentários em áudio do renomado crítico Donald Richie.

JUVENTUDE SEM ARREPENDIMENTO (“Waga seishun ni kuinashi”, 1946, 108 min.)
Com Setsuko Hara, Susumu Fujita, Denjiro Okochi.

Jovem estudante tem sua vida transformada quando seu pai, um professor universitário, é encarcerado pelo exército em razão de seu passado de militância política. O encontro de Kurosawa com a luminosa Setsuko Hara, atriz de “Era uma Vez em Tóquio” (1953).

DISCO 3:

UM DOMINGO MARAVILHOSO (“Subarashiki Nichiyobi”, 1947, 108 min.)
Com Isao Numasaki, Chieko Nakahita, Atsuhi Watanabe.

Um dia na vida do casal Yuzo e Masako, que mesmo com pouco dinheiro tentam fazer de seu domingo juntos um dia inesquecível. Fascinante filme sobre a vida no Japão do pós-guerra.

ANATOMIA DO MEDO (“Ikimono no Kiroku”, 1955, 103 min.)
Com Toshiro Mifune, Takashi Shimura, Minoru Chiaki.

Convencido de que sua família, como todo o Japão, corre o risco de um holocausto nuclear, homem se esforça para convencê-los a fugir ao Brasil. Uma das grandes atuações da carreira de Toshiro Mifune.

EXTRAS:
* Comentário em áudio de “Ralé” (125 min.)
* Especiais (48 min.)
* Trailers (7 min.)

O CINEMA DE OZU – VOL. 1

O box reúne, em 3 DVDs, o melhor da obra daquele que é considerado “o mais japonês dos cineastas japoneses”. São 5 clássicos do mestre Yasujirô Ozu (1903–1963), incluindo “Era uma Vez em Tóquio” (1953) – considerado um dos maiores filmes de todos os tempos, agora em versão restaurada. Além do documentário “Conversando com Ozu” (40 minutos), no qual diretores como Wim Wenders e Aki Kaurismaki falam do legado do extraordinário cineasta do cotidiano.

“A obra que não transmite humanismo não tem valor. Trata-se do objetivo de toda arte…”
Yasujiro Ozu (1903-1963)

Ozu especializou-se em dramas familiares cujos personagens são confrontados por questões como a passagem do tempo, a solidão e o conflito de gerações, retratando as mudanças comportamentais no Japão.

DISCO 1:

ERA UMA VEZ EM TÓQUIO (Tokyo Monogatari, 1953)

Um casal de idosos viaja de Onomichi a Tóquio, para visitar os filhos casados, após uma ausência de 20 anos. Drama sublime que representa o ápice da estética de Ozu.

CONVERSANDO COM OZU (Talking with Ozu, 1993)

Um tributo ao mestre com depoimentos dos cineastas Wim Wenders, Aki Kaurismaki, Stanley Kwan, Claire Denis, Lindsay Anderson, Paul Schrader e Hou Hsiao-hsien.

DISCO 2:

TAMBÉM FOMOS FELIZES (Bakushu, 1951)

A família Mamiya procura um marido para a filha mais nova, que trabalha como secretária em Tóquio. No entanto, a moça não quer aceitar um casamento arranjado.

ERA UMA VEZ UM PAI (Chihi Ariki, 1942)

Professor viúvo matricula o filho em um colégio interno, partindo para ganhar a vida em Tóquio. O amor entre pai e filho precisará resistir a esta separação.

DISCO 3:

CREPÚSCULO EM TÓQUIO (Tokyo Boshoku, 1957)

No auge do inverno, Takako volta à casa do pai, fugindo do marido agressivo. Por sua vez, sua irmã Akiko vive uma gravidez indesejada e procura, em vão, pelo namorado.

FILHO ÚNICO (Hitori Musuko, 1936)

Uma mãe solteira sofre para conseguir criar e educar seu único filho. Com muito esforço, consegue que o rapaz vá estudar em Tóquio. Primeiro filme sonoro de Ozu.

EXTRAS:
* Documentário “Conversando com Ozu” (40 min.)
* Trailers de “Era uma vez em Tóquio” (04 min.) e “Também fomos felizes” (04 min.)

O CINEMA DE OZU – VOL.2

Digistack com 3 DVDs que reúne 6 clássicos, incluindo versões restauradas de “Pai e Filha” (1949) e “Ervas Flutuantes” (1959) – um dos filmes favoritos do renomado crítico norte-americano Roger Ebert.

DISCO 1:

PAI E FILHA (Banshun, 1949)

Noriko é uma jovem que cuida do pai, o viúvo Somiya, e não pensa em se casar. Porém, pressionada pela família, aceita conhecer um pretendente. Um dos melhores dramas de Ozu.

FLOR DO EQUINÓCIO (Higanbana, 1958)

O choque entre a tradição do casamento arranjado e o moderno relacionamento por amor, preferido pela nova geração, é o tema deste melodrama sobre duas famílias.

DISCO 2:

ERVAS FLUTUANTES (Ukigusa, 1959)

Uma companhia teatral chega a uma pequena cidade japonesa. O mestre Komajuro, fundador da companhia, esconde um segredo do passado que lhe causará transtornos.

FIM DE VERÃO (Kohayagama-ke no aki, 1961)

Os dramas dos membros da família Kohayagawa, proprietária de uma pequena fábrica de saquê, durante o difícil período do pós-guerra no Japão.

DISCO 3:

COMEÇO DE PRIMAVERA (Soshun, 1956)

O jovem assalariado Shojicomeça um romance com uma colega de trabalho, o que acaba provocando sua separação.

UMA GALINHA NO VENTO (Kaze no naka no mendori, 1948)

Passando por dificuldades e com o filho doente, Tokiko se prostitui por uma noite para poder pagar as despesas enquanto Shuichi, seu marido, luta no front.

MAIS UMA PERDA NO CINEMA: JOAN FONTAINE (1917-2013), VENCEDORA DO OSCAR DE MELHOR ATRIZ POR “SUSPEITA”

PREMIADA COM O OSCAR POR SUSPEITA (1941), DE ALFRED HITCHCOCK, JOAN FONTAINE FALECEU DE CAUSAS NATURAIS EM SUA RESIDÊNCIA NA CALIFÓRNIA, AOS 96 ANOS.

IRMÃ DE OLIVIA DE HAVILLAND, COM QUEM MANTINHA UMA RELAÇÃO CONTURBADA, TAMBÉM ESTRELOU CLÁSSICOS COMO REBECCA (1940), CARTA DE UMA DESCONHECIDA (1948) E SUPLÍCIO DE UMA ALMA (1956).

Filha de um casal britânico, Joan de Beauvoir de Havilland nasceu em 22 de outubro de 1917, em Tóquio, cidade na qual seu pai trabalhava como advogado de patentes. A família mudou-se para a Calífórnia e sua irmã, Olivia de Havilland, foi a primeira a ingressar no meio artístico. Joan seguiu os passos dela e conseguiu seu primeiro na MGM, em No More Ladies (1935), sob o nome Joan Burfield.

Para evitar que a confundissem com a irmã Olivia de Havilland, Joan mudou o sobrenome para Fontaine e logo depois assinou contrato com a RKO, atuando em As Mulheres e Gunga Din, ambos lançados em 1939.

Joan Fontaine ao lado de Laurence Olivier em "Rebecca, a Mulher Inesquecível", clássico que marca a estreia de Alfred Hitchcock em Hollywood. Foi difícil para Joan lidar com o astro inglês, que queria a então esposa Vivien Leigh para o papel principal

Joan Fontaine ao lado de Laurence Olivier em “Rebecca, a Mulher Inesquecível”, clássico que marca a estreia de Alfred Hitchcock em Hollywood. Foi difícil para a atriz lidar com o astro inglês, que queria a então esposa Vivien Leigh para o papel principal

Com sua predileção por “loiras geladas”, Hitchcock deu à atriz o papel da segunda esposa de Maxim de Winter (Laurence Olivier) em Rebecca, A Mulher Inesquecível (1940). Baseado no romance de Daphne Du Maurier, o longa foi um enorme sucesso de público e crítica, tornando-se o único trabalho de Hitchcock a receber o Oscar de melhor filme, além de valer a Joan sua primeira indicação ao prêmio.

Em Suspeita (1941), sua segunda parceria com o mestre do suspense, ela encarna Lina, rica herdeira que desconfia que o marido está tentando matá-la. O papel lhe valeu o Oscar de melhor atriz em 1942, mesmo ano em que concorreu com a irmã Olivia. Para muitos, a causa da grande rivalidade perpetuada entre as irmãs desde então.

Hitchcock dirige Joan Fontaine e Cary Grant em "Suspeita", único filme do cineasta com uma atuação premiada com o Oscar

Hitchcock dirige Joan Fontaine e Cary Grant em “Suspeita”, único filme do cineasta com uma atuação premiada com o Oscar

Joan receberia uma terceira indicação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em 1944, pelo melodrama De Amor Também Se Morre. Durante a década de 1940, a atriz atuou em clássicos marcados pelo romantismo: Jane Eyre (1943), com Orson Welles, Esse Encanto Irresistível (1946), Carta de uma Desconhecida (1948), obra-prima de Max Ophüls, e o musical A Valsa do Imperador (1948), ao lado de Bing Crosby. 

Além dos dois clássicos de Hitchcock, Joan Fontaine vai ser lembrada também por uma das mais comoventes histórias de amor do cinema, "Carta de uma Desconhecida", do mestre Max Ophüls

Além dos dois clássicos de Hitchcock, Joan Fontaine vai ser lembrada também por uma das mais comoventes histórias de amor da história do cinema, “Carta de uma Desconhecida”, do mestre Max Ophüls

Na década seguinte, mostrou que podia ser má e calculista no noir Alma Sem Pudor (de Nicholas Ray), interesse amoroso de Ivanhoé, o Vingador do Rei, e estrela da Broadway contracenando com Anthony Perkins em Chá e Simpatia, peça posteriormente adaptada para o cinema (sem ela).

No final dos anos 1950, foram diminuindo os papéis na telona e Joan passou a participar esporadicamente de produções para TV. Até porque mantinha uma vida pessoal tão ou mais agitada que as suas personagens no cinema. Conhecida por papéis delicados e sensíveis, a atriz conciliou a carreira com outras áreas de atuação, trabalhando como decoradora de interiores, chefe de cozinha e sócia (ao lado do 2º marido) da produtora Rampart Productions.

Casada quatro vezes, Joan publicou em 1978 a autobiografia No Bed of Roses, e em 1994, anunciou sua aposentadoria. Ela deixa uma filha, Debbie Dozier.

JOAN FONTAINE EM DVD NA 2001:
03
As Mulheres (1939)
Gunga Din (1939)
Rebecca – A Mulher Inesquecivel (1940)
Suspeita (1941)
Jane Eyre (1944)
A Valsa do Imperador (1948)
Carta de Uma Desconhecida (1948)
Alma sem Pudor (1950)
Ivanhoé – O Vingador do Rei (1952)
Serenata (1956)
Suplício de uma Alma (1956)
Viagem ao Fundo do Mar (1961)
Suave é a Noite (1962)