refilmagem

AGORA EM DVD, O ELOGIADO “EM RITMO DE FUGA” E “O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS”, PREMIADO EM CANNES

COM GRANDES ATUAÇÕES, UM ROTEIRO ORIGINAL E TRILHA SONORA MATADORA, O CULT “EM RITMO DE FUGA” É CONSIDERADO UM DOS MELHORES FILMES DO ANO. E, POR DAR UM NOVO PONTO DE VISTA PARA UM CLÁSSICO DA LITERATURA AMERICANA, SOFIA COPPOLA RECEBEU O PRÊMIO DE MELHOR DIREÇÃO EM CANNES POR “O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS“.

EM RITMO DE FUGA

Uma das produções mais elogiadas do ano, dirigida e escrita pelo britânico Edgar Wright (“Todo Mundo Quase Morto”, “Scott Pilgrim Contra o Mundo”).

Recém-lançado em DVD e Blu-ray, “Em Ritmo de Fuga” é o primeiro longa do diretor realizado nos EUA, com ótimo elenco e sequências de perseguição de carro eletrizantes, ao som de uma trilha matadora, com canções de blues, rock e soul que ditam o ritmo da ação.

A trama acompanha o protagonista Baby (Ansel Elgort, de “A Culpa é das Estrelas”), jovem que tem uma mania curiosa: ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Excelente motorista, ele é o piloto de fuga oficial dos assaltos organizados por Doc (Kevin Spacey), mas não vê a hora de deixar a vida criminosa, especialmente depois de se apaixonar pela garçonete Debora (Lily James, de “Downton Abbey” e “Cinderela”).

Diretor-roteirista de sensibilidade pop, Wright sincroniza cada sequência de assalto com uma música ouvida por Baby em seu iPod, como na incrível sequência de abertura, ao som de ‘Bellbottoms’, do grupo indie rock The Jon Spencer Blues Explosion. Por isso, “Baby Driver” (título original do filme) é quase um filme de ação musical, com cenas de ação coreografadas ao ritmo do som.

Além do impressionante trabalho dos dublês nas perseguições de carro, que confere mais autenticidade e realismo às cenas, o filme vai ganhando tensão com a entrada de dois comparsas de assalto, Buddy (Jon Hamm, da série “Mad Men”) e Bats (Jamie Foxx), cada um com suas idiossincrasias e segredos.

CURIOSIDADES:

* Edgar Wright teve a ideia do filme ao ouvir a canção “Bellbottoms” do trio Jon Spencer Blues Explosion. Ele começou a trabalhar no roteiro em 1995.

* “Easy” é outra música-chave da trama e surge na versão original, gravada pelo grupo Commodores, e numa versão cover da cantora Sky Ferreira, que interpreta a mãe de Baby.

* Produções dos anos 1960 e 1970, como “Bullit”, “Operação França” e “Caçada de Morte”, estão entre as referências usadas por Wright no projeto.

* O cineasta e o jovem Elgort estiveram no Brasil em julho deste ano para divulgar o filme.

* Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”) foi cogitado para o papel principal.

O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS (2017)

Por esta adaptação do livro de Thomas P. Cullinan – levado às telas antes, com o mesmo título brasileiro, em 1971 – Sofia Coppola tornou-se a segunda mulher a ganhar o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes.

Com seu estilo contemplativo e minimalista, a cineasta adiciona camadas de subtexto e, sobretudo, um olhar feminino, à história de McBurney (Colin Farrell, no papel que foi de Clint Eastwood na versão de Don Siegel), um cabo da União que, gravemente ferido, é resgatado por um grupo de mulheres sulistas lideradas por Martha Farnsworth (Nicole Kidman).

O intruso, e ainda por cima inimigo de guerra, desperta sentimentos conflitantes e a sexualidade das duas professoras (vividas por Kidman e Kirsten Dunst) e de algumas das alunas adolescentes que vivem ali, isoladas em um casarão na Virginia. Um perigoso jogo de sedução entre elas e o homem ferido – e ao mesmo tempo algoz – toma forma, com trágicas consequências.

CURIOSIDADES:

* Antes de Sofia, a única mulher a levar o prêmio de Melhor Direção em Cannes foi a russa Yuliya Solntseva, por “A Epopéia dos Anos de Fogo”, em 1961.

* Antes de se encontrarem no set de “O Estranho que Nós Amamos“, Nicole Kidman e Colin Farrell contracenaram juntos em “The Killing of a Sacred Deer”, novo trabalho do aclamado diretor grego Yorgos Lanthimos (de “O Lagosta”).

* Segundo Sofia, o filme não é uma refilmagem do clássico homônimo de 1971, mas uma adaptação do romance de Cullinan.

Clint Eastwood no clássico de 1971, dirigido por Don Siegel

* Intérprete de uma das jovens do internato sulista, Elle Fanning já trabalhou com a cineasta em “Um Lugar Qualquer” (2010)

* Algumas das cenas foram filmadas dentro da casa da atriz Jennifer Coolidge, em New Orleans.

EM DVD E BLU-RAY, AS NOVAS VERSÕES DE “BEN-HUR” E “SETE HOMENS E UM DESTINO”

ALÉM DE SUPERPRODUÇÕES CENTRADAS EM SUPER-HERÓIS, HOLLYWOOD APRESENTOU EM 2016 VÁRIOS REMAKES. VALENDO-SE DA TECNOLOGIA DE HOJE, ANTOINE FUQUA E TIMUR BEKMAMBETOV ATUALIZAM, RESPECTIVAMENTE, UM CLÁSSICO DO WESTERN E UM ÉPICO-RELIGIOSO.

SETE HOMENS E UM DESTINO

Refilmagem do western homônimo de 1960, que por sua vez é uma refilmagem do clássico “Os Sete Samurais” (de Akira Kurosawa), o filme foi escrito por Nic Pizzolatto, criador da aclamada série “True Detective”.

O faroeste marca o reencontro do diretor Antoine Fuqua com Denzel Washington e Ethan Hawke, estrelas de “Dia de Treinamento“.

O grande mérito desta nova versão é a diversidade étnica apresentada na composição do grupo de heróis que traz, além dos caubóis interpretados por Washington, Hawke, Chris Prat (de “Guardiões das Galáxias”) e Vincent D’Onofrio (de “Nascido para Matar”), um personagem mexicano (o ator Manuel Garcia-Rulfo), um oriental (o sul-coreano Lee Byung-hun, “Red 2”) e um indígena (Martin Sensmeier, nativo do Alasca).

A trama central continua a mesma: os habitantes de um pequeno vilarejo sofrem com os constantes ataques de um bando de pistoleiros, até que uma corajosa viúva, Emma Cullen (Haley Bennett, de “A Garota no Trem”), contrata o pistoleiro Sam Chisolm (Washington) para reunir um grupo de especialistas para contra-atacar os bandidos.

EXTRAS DO DVD:
* Os Sete
* Vampiro Bouge
* Música Magnífica

EXTRAS DO BLU-RAY:
* Modo Vingança com Antoine Fuqua e os Sete
* Cenas Excluídas
* Os Sete
* Dirigindo Sete Homens
* A Tomada de Rose Creek
* Vampiro Bouge
* Pistoleiros
* Música Magnífica

BEN-HUR

Russo originário do Cazaquistão, Timur Bekmambetov, diretor conhecido por suas cenas de ação alucinantes em filmes como “Guardiões do Dia” e “O Procurado”, encarou um desafio e tanto – uma nova versão do romance homônimo de Lew Wallace para o cinema. Algo impensável especialmente para os fãs do clássico de 1959, dirigido por William Wyler e vencedor de 11 prêmios Oscar em 1960.

A história do livro foi levada às telas primeiro como curta-metragem de 15 minutos, em 1907, e depois adaptada em 1925, além de ter inspirado uma minissérie em 2010. Agora, ganha nova roupagem – e metragem, com quase duas horas a menos.

Escrito por Keith R. Clarke (“Caminho da Liberdade”) e John Ridley (vencedor do Oscar por “12 Anos de Escravidão“), o “Ben-Hur” de Bekmambetov começa em 33 a.C., justamente com uma preview da cena mais emblemática da história: a monumental corrida de bigas entre o príncipe Judah Ben-Hur (Jack Huston, “Boardwalk Empire”) e seu irmão adotivo, o romano Messala Severus (Toby Kebbell, “Warcraft”).

Em flashback, a trama recua oito anos paramostrar a amizade entre os dois, em Jerusalém, até sua dissolução – com a partida de Messala para ingressar no exército romano, sob o comando do temido Pôncio Pilatos (Pilou Asbæk, de “Game of Thrones”). Uma reviravolta envolvendo rebeldes zelotes irá colocá-los em campos opostos, até o reencontro como rivais na arena romana para a famosa corrida de bigas, encenada com toda a tecnologia da computação gráfica atual.

Releitura condensada da obra de Wallace, o filme amplia a participação de Jesus de Nazaré – papel de Rodrigo Santoro, que surge na trama como um carpinteiro -, e traz Morgan Freeman como intérprete do mercador africano Ilderim, além de narrador.

EXTRAS DO DVD:
* The Epic Cast
* The Chariot Race
* Deleted and Extended Scenes

EXTRAS DO BLU-RAY:
* Ben-Hur: The Legacy
* The Epic Cast
* A Tale For Our Times
* The Chariot Race
* Deleted and Extended Scenes
* Music Videos

CURIOSIDADES:

* O papel principal foi oferecido inicialmente para Tom Hiddleston, mas o ator britânico preferiu estrelar “Kong: A Ilha da Caveira” (2017).

* Na versão de 1959, Jesus aparecia apenas de costas e sua voz não era ouvida. Na refilmagem de 2016, Santoro vive o personagem e tem várias cenas com diálogo, até a encenação da crucificação.

* Nascido na Inglaterra, Jack Huston (“Boardwalk Empire”, “Trapaça“) faz parte de uma dinastia de Hollywood: é neto do lendário diretor John Huston (“O Homem Que Queria Ser Rei“, “À Sombra do Vulcão“) e é sobrinho da atriz Anjelica Huston (“Os Vivos e os Mortos“).

* O filme é dos mesmos produtores da minissérie “A Bíblia” (2013), Mark Burnett e Roma Downey.

10 DICAS PARA A SEXTA-FEIRA 13

EM DEZ FILMES PARA LOCAÇÃO NA 2001, A CONSTRUÇÃO DO SUSPENSE, MOMENTOS DE TENSÃO E O IMPACTO DE DIFERENTES FORMAS DE HORROR.

DESDE ELEMENTOS FACILMENTE IDENTIFICÁVEIS (MONSTROS, FANTASMAS, PSICOPATAS) ATÉ NOSSOS TEMORES MAIS ÍNTIMOS, A ARTE DO CINEMA VOLTADA PARA SURPREENDER E ASSUSTAR O ESPECTADOR.

BOA SEXTA-FEIRA 13…

008

A Morte do Demônio
(Evil Dead, EUA, 2013, Cor, 91′)
Direção: Fede Alvarez
Elenco: Jane Levy, Shiloh Fernandez, Lou Taylor Pucci, Jessica Lucas, Elizabeth Blackmore

00000000Nova versão do clássico de 1981 dirigido por Sam Raimi, produzida pelo mesmo e pelo intérprete dos filmes originais, Bruce Campbell. A direção é do estreante Fede Alvarez , que não decepciona ao reformular o épico trash com uma profusão de efeitos e mais violência explícita – incluindo a tensa sequência do “estupro da floresta” – que vão fazer a festa dos fãs de terror “gore”..

A historia é basicamente a mesma do Evil Dead antigo: cinco amigos viajam para uma cabana afastada na floresta para passar um tempo e relaxar, com um diferencial muito legal em relação ao original – desta vez levam consigo Mia, uma dependente química em processo de recuperação. O grupo descobre uma antiga publicação – The Book of the Dead [“O Livro dos Mortos”] – e acaba invocando uma entidade que começa a possuir Mia, dando início, com o perdão do trocadilho, a UMA NOITE ALUCINANTE.

Xô satanás: sai pra lá Samara...

Xô satanás: sai pra lá Samara…

Um dos maiores acertos do filme é o fato da entidade possuir uma pessoa em crise de abstinência, que já é naturalmente perturbada, adiando a certeza que a possessão sobrenatural esteja efetivamente rolando. A nova versão é nada mais nada menos que uma grande homenagem à marca Evil Dead, mesclando diferentes elementos não só do clássico, mas também de suas duas continuações (Uma Noite Alucinante, Uma Noite Alucinante 3); circunstâncias enfrentadas pelo anti-herói Ash na trilogia se repetem nesta adaptação, além de referências como o demônio representado apenas pela movimentação de câmera e o som.

 

O Segredo da Cabana
(The Cabin in the Woods, EUA, 2012, Cor, 95′)
Direção: Drew Goddard
Elenco: Kristen Connolly, Chris Hemsworth, Anna Hutchison, Richard Jenkins, Bradley Whitford

007Roteirista de Cloverfield – Monstro e de séries como Alias e Lost, Drew Goddard estreou na direção com O Segredo da Cabana (2011), inusitado terror escrito em parceria com Joss Whedon (de Os Vingadores).

Inédito nos cinemas brasileiros, apesar do sucesso do gênero terror no Brasil, o filme é um ótimo entretenimento tanto para fãs de horror trash (ou slasher movies violentos) quanto para espectadores à procura de um bom suspense com trama intrigante, inesperada e com toques de humor.

O enredo, propositalmente formulaico, acompanha um grupo de amigos que decide passar o fim de semana na cabana do título, no meio da floresta, pretexto para a inclusão de personagens nos limites do clichê: o esportista bombado (Chris Hemsworth, o Thor), a “burra/gostosa”, o maconheiro doidão, a garota virgem e o rapaz “culto”. E lá vão eles evocar uma antiga maldição e… cabeças vão rolar.

Mais um grupo de jovens ignora o conselho de um caipira no início da trama e segue a caminho da própria morte em uma cabana  no meio do mato... Parece mais do mesmo, mas não é o que parece no longa que joga com as expectativas do fã de terror

Mais um grupo de jovens ignora o conselho de um caipira no início da trama e segue a caminho da própria morte em uma cabana no meio do mato… Parece mais do mesmo, mas nada é o que parece no longa que joga com as expectativas dos fãs de terror

Durante a noite, eles descobrem um porão bizarro na casa e coisas estranhas começam a acontecer. Contudo, logo de início já da para perceber que há algo mais na trama, e adianto que não é um spoiler (que odeio), pois surge uma misteriosa equipe que parece uma “central de controle” (chefiada por Richard Jenkins, de O Visitante), monitorando tudo o que ocorre na cabana. E que, à semelhança dos reality shows atuais, influencia aqueles que vigia e provoca situações, chegando a manipular, por exemplo, o clima apenas para que um casal possa transar…

Repleto de referências a um gênero em que é difícil criar algo genuinamente novo e surpreender, O Segredo da Cabana é uma reflexão tensa e ao mesmo tempo irônica sobre a construção dos filmes de terror. Quantas convenções e referências (zumbis, maldiçoes, casas assombradas, sexo seguido de punição etc) dentro dos dogmas do cinema de horror, você reconhece?

 

A Entidade
(Sinister, EUA, 2012, Cor, 110′)
Direção: Scott Derrickson
Elenco: Ethan Hawke, Juliet Rylance, James Ransone

006O atual cinema de horror norte-americano tem preferido chocar o espectador com a violência desconcertante e explícita de cinesséries como Jogos Mortais e Premonição, além dos sustos em profusão contidos em filmes de terror baratos que se valem da estética documental.

Dos mesmos produtores de Sobrenatural, A Entidade marca o retorno de Scott Derrickson, diretor de O Exorcismo de Emily Rose, ao terror psicológico. Tendência confirmada pela sua participação no roteiro da nova versão de Poltergeist, ainda em pré-produção.

Em A EntidadeEthan Hawke (Dia de TreinamentoEstranha Obsessão) interpreta Ellison Oswalt, um ambicioso autor de não-ficção especializado em investigar assassinatos e psicopatas. Há anos sem um best seller e cheio de dívidas, ele se muda com a família para outra cidade e uma nova casa, onde ocorreu uma grande tragédia.

Pronto para iniciar suas pesquisas, ele descobre por acaso uma caixa contendo gravações da família que ali morava. Em uma delas, uma perturbadora sequência mostra quatro dos antigos moradores sendo enforcados numa árvore. “Quem fez isso?” e “Seria a mesma pessoa que filmou a tragédia?” são algumas das perguntas-chave do escritor, que entra em um obsessivo processo de imersão nas reminiscências da família assassinada.

As imagens caseiras filmadas em Super 8, encontradas pelo protagonista, mantêm o suspense à medida que revelam fatos desconcertantes do passado de diferentes famílias. Ao contrário do atual cinema de horror, as imagens mais sugerem do que revelam

As imagens caseiras filmadas em Super 8, encontradas pelo protagonista, mantêm o suspense à medida que revelam fatos desconcertantes do passado de diferentes famílias. Ao contrário do atual cinema de horror, as imagens mais sugerem do que revelam, criando um clima de incerteza e mistério até o final. Com boa bilheteria no Brasil, o filme foi mais uma aposta certeira da Summit, produtora responsável pela saga “Crepúsculo”, e já tem uma continuação em andamento, indicando uma possível franquia

Ao som da trilha sonora atmosférica de Christopher Young (Hellraiser, Arraste-me para o Inferno), A Entidade constrói a tensão progressivamente às próprias descobertas do protagonista; o terror funciona de forma mais efetiva quando não é explicitado por efeitos, mas sugerido nas reações do protagonista às imagens, que mexem não só com ele, mas também com o espectador.

Com seu clima de estranhamento e inquietação, provocado sobretudo pelas misteriosas imagens em Super 8, o longa, como o título da tradução brasileira (infelizmente) entrega, se equilibra entre a investigação policial e o terror sobrenatural com (muitos) sustos, deixando em dúvida, por boa parte da projeção, a identidade do assassino.

 

Inverno de Sangue em Veneza*
(Don’t Look Now, ING, 1973, Cor, 111′)
Direção: Nicolas Roeg
Elenco: Julie Christie, Donald Sutherland, Hilary Mason, Clelia Matania

020 Considerado um dos grandes filmes de terror da história do cinema, o clássico Inverno de Sangue em Veneza foi eleito o melhor longa-metragem britânico de todos os tempos pela conceituada revista Time Out.

Baseado em conto de Daphne du Maurier (Rebecca, A Mulher Inesquecível), o clássico de 1973 evoca um tipo de terror cada vez mais raro no cinema: o psicológico, derivado do trauma sofrido pelo casal vivido por Donald Sutherland (Gente como a Gente, O Buraco da Agulha) e Julie Christie (Doutor Jivago, O Mensageiro). Após perderem a filha, morta em um afogamento acidental, o restaurador de arte John Baxter e sua esposa Laura viajam para Veneza durante o inverno. Na cidade italiana, conhecem duas estranhas irmãs. Uma delas se diz médium e afirma ter visto o espírito da menina falecida, alertando que seu pai corre perigo.

Donald Sutherland com a filha afogada em uma das cenas inesquecíveis do cinema de horror

Donald Sutherland com a filha afogada na brilhante cena em câmera lenta que entrou para a história do cinema britânico pela sua composição visual e dramaticidade

Alçado à categoria de cult movie com o passar do tempo, o longa é mais um rebuscado caleidoscópio de imagens do britânico Nicolas Roeg, diretor de filmes marcados pela experimentação visual e pela contracultura dos anos 1960 e 70, como Performance, O Homem que Caiu na Terra Bad Timing. Ao som da belíssima trilha sonora de Pino Donaggio (Dublê de Corpo, Um Tiro na Noite), Inverno de Sangue… apresenta sequências hipnóticas como a abertura que culmina no dramático afogamento da menina de capa vermelha, a cena de sexo entre o casal e a atmosfera sufocante que permeia Veneza.

A distribuidora oficial do filme em DVD no Brasil, a Versátil, caprichou nos extras, trazendo depoimentos de Allan Scott, Donald Sutherland e Danny Boyle; uma versão curta do diretor de Em Transe, making of e trailer de cinema.

* Bafta de melhor fotografia, e indicado a melhor filme, direção, ator (Donald Sutherland), atriz (Julie Christie), montagem e som

 

Possessão
(The Possession, EUA/CAN, 2012, Cor, 92′)
Direção: Ole Bornedal
Elenco: Natasha Calis, Jeffrey Dean Morgan, Kyra Sedgwick, Madison Davenport

51Diretor de Evil Dead e do recente sucesso Oz – Mágico e Poderoso (em cartaz nos cinemas brasileiros), Sam Raimi produz este suspense de horror que, como todo bom filme do gênero, prega alguns sustos até o inevitável exorcismo final. Mesmo misturando temas e situações manjadas, a trama consegue prender a atenção com o drama de uma família desestruturada após a separação do casal interpretado por Jeffrey Dean Morgan (Watchmen) e Kyra Sedgwick (da série The Closer).

A filha do casal compra uma velha caixa, sem saber que existe dentro dela um antigo espírito do mal…

Sai Satanás! Não é fácil criar uma adolescente nos dias de hoje, muito menos num filme de horror...

Sai Satanás! Não é fácil criar uma adolescente nos dias de hoje, muito menos num filme de horror…

 

Chernobyl
(Chernobyl Diaries, EUA, 2012, Cor, 86′)
Direção: Bradley Parker
Elenco: Jesse McCartney, Jonathan Sadowski, Olivia Dudley

010Na trama, seis turistas contratam um guia de turismo “extremo” para levá-los à cidade fantasma de Pripyat, que abrigava os trabalhadores de Chernobyl. Mas durante o passeio, eles percebem que não estão sozinhos no local..

Do mesmo produtor da franquia Atividade Paranormal, Chernobyl vale-se de expediente narrativo semelhante e cada vez mais usado: o “terror-reality”, que finge registrar situações de horror e suspense como se os personagens participassem de um documentário. Esse novo subgênero cinematográfico é o pretexto perfeito para produções de baixo orçamento usarem e abusarem de cenas filmadas com câmera na mão e luz natural.

Assista e descubra o que realmente assusta o grupo de protagonistas de Chernobyl. E porque eles não tinham lugar melhor para viajar.

Com todo o respeito à cidade-fantasma do título, será que não havia um destino melhor para o grupo de amigos passar as férias?

Com todo o respeito à cidade-fantasma do título, será que não havia um destino melhor para o grupo de amigos passar as férias? Cuidado com a radiação pessoal!

 

O Massacre da Serra Elétrica – A Lenda Continua
(Texas Chainsaw, EUA, 2013, Cor, 92′)
Direção: John Luessenhop
Elenco: Alexandra Daddario, Tania Raymonde, Scott Eastwood

00000000Sétimo longa da franquia com o terrível Leatherface, o filme é uma espécie de “sequência alternativa” para o clássico de 1974 e apresenta Heather Miller (Alexandra Daddario), jovem que recebe de herança uma casa no interior do Texas e se depara com mais crimes cometidos pelo maníaco. Na verdade, ela não sabe que é simplesmente a sobrinha perdida de Leatherface. Belo presente de herança!

Lançamento caprichado, com edições em DVD, Blu-ray, BD 3D e Digipack duplo em alta definição (2D + 3D) que inclui um DVD com diversos featurettes e uma abertura alternativa do filme.

 

 

11-11-11
(11-11-11, EUA/ESP, 2011, Cor, 90′)
Direção: Darren Lynn Bousman
Elenco: Timothy Gibbs, Michael Landes, Brendan Price

Sinopse: Depois de perder a mulher e o filho em um trágico acidente, um famoso escritor começa a ser atormentado por estranhas aparições do número 11. À medida em que se aproximam as 11 horas e 11 minutos do dia 11 de novembro de 2011, mais sinais e situações assustadoras surgem em sua vida.

Essa mistura de terror e suspense teve como cabalística data de estreia 11 de novembro de 2011. A forte campanha publicitária do filme contou ainda com trailers na internet com duração de 1 minuto e 11 segundos.

 

 

Invocação do Mal
(The Conjuring, EUA, 2013, Cor, 110′)
Direção: James Wan
Elenco: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Lili Taylor, Ron Livingston

6Com cerca de 1,5 milhão de espectadores no Brasil, o filme de James Wan (“Sobrenatural”) conquistou o público com sua homenagem às narrativas clássicas de terror. Baseada em história real, a trama mostra como os investigadores paranormais Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga, ótima) conseguiram ajudar uma família aterrorizada por espíritos.

 

 

 

 

Carrie, a Estranha
(Carrie, EUA, 2013, Cor, 99′)
Direção: Kimberly Peirce
Elenco: Chloë Grace Moretz, Julianne Moore, Gabriella Wilde, Judy Greer

7Diretora de “Meninos não Choram”, Kimberly Peirce atualiza o clássico de terror escrito por Stephen King, eternizado no clássico de Brian De Palma. Na nova versão, Carrie (Chloë Grace Moretz, de “Kick-ass”) agora também enfrenta bullying virtual e precisa lidar com sua mãe (Julianne Moore, favorita ao Oscar deste ano por “Para Sempre Alice”), uma fanática religiosa. Na refilmagem, a profusão de efeitos especiais coloca em primeiro plano a paranormalidade da protagonista.

E confira a versão original na 2001:

Carrie, a Estranha (1976)

 

Clique nesse link, se quiser para de receber nossos e-mails

DEIXA ELA ENTRAR: A VERSÃO SUECA E O REMAKE AMERICANO

Finalmente em DVD no Brasil, o atípico filme de terror sueco já se tornou um neoclássico do gênero, mesclando um romance singelo, momentos de horror e até bullying em sua trama

Deixa Ela Entrar
(Låt den rätte komma in, SUE, 2008, Cor, 109′)
Cultura Mostra – Cinema Europeu – 16 anos
Direção: Tomas Alfredson
Elenco: Kåre Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar

Sinopse: Solitário, Oskar é um frágil garoto de 12 anos, frequentemente ameaçado por colegas mais velhos na escola. Sua rotina muda ao conhecer uma nova vizinha, Eli. Misteriosa, ela vai ajudá-lo a enfrentar seus maiores temores, escondendo de todos a sua real natureza.

 

Ao combinar um assustador retrato do bullying escolar, momentos de horror e o amor pueril de dois pré-adolescentes sob o rigoroso inverno de Estocolmo, Deixa Ela Entrar trouxe realismo à manjada fórmula de “filme de vampiro”.

Protagonistas em cena: divididos entre o desejo e a violência inerente à natureza de Eli, a menina

Com momentos brilhantes de construção do suspense, o longa sueco foi recebido com entusiasmo pela crítica internacional e refilmado por Hollywood dois anos depois (Deixe-me Entrar), além de levar Tomas Alfredson a dirigir, na Inglaterra, o suspense O Espião que Sabia Demais, com Gary Oldman.

O sucesso de Deixa Ela Entrar valeu a Tomas Alfredson o convite para dirigir, na Inglaterra, o thriller de espionagem O Espião que Sabia Demais, indicado este ano ao Oscar de melhor ator (Gary Oldman, foto), roteiro adaptado e trilha sonora

QUE TAL VER A MESMA HISTÓRIA, SOB A ÓTICA AMERICANA? 

O remake americano, de 2010, é bastante fiel ao original e pode surpreender, principalmente quem não viu o terror sueco. Confira os dois em DVD para locação na 2001

Deixe-me Entrar
(Let Me In, EUA/ING, 2010, Cor, 115′)
Paramount – Suspense – 14 anos
Direção: Matt Reeves
Elenco: Kodi Smit-McPhee, Chloe Moretz, Richard Jenkins

Sinopse: Abby é uma misteriosa garota de 12 anos de idade que se muda para a casa ao lado de Owen. Vítima de agressões na escola, o menino desenvolve uma delicada amizade com sua nova vizinha.

 

Refilmagem do aclamado terror sueco Deixa Ela Entrar (2008), de Tomas Alfredson, o filme de Matt Reeves (diretor de Cloverfield – Monstro) é reverente à história original, transferindo a ação do inverno nórdico para a cidade norte-americana de Albuquerque, no Novo México, em 1983, além de transformar uma cena-chave em prólogo. Menos sutil que o terror sueco, Deixe-me Entrar conserva a singela relação entre os dois jovens e torna ainda mais violento e explícito o bullying, tão discutido na mídia hoje.

Revelada em Kick-Ass, a jovem Chloe Moretz vem se especializando em produções violentas – ou bizarras, como o recente Sombras da Noite, com Johnny Depp

SUSPENSE E TERROR EM 10 LANÇAMENTOS NA 2001

EM DEZ FILMES PARA LOCAÇÃO NA 2001, A CONSTRUÇÃO DO SUSPENSE, MOMENTOS DE TENSÃO E O IMPACTO DE DIFERENTES FORMAS DE HORROR.

DESDE ELEMENTOS FACILMENTE IDENTIFICÁVEIS (MONSTROS, FANTASMAS, PSICOPATAS) ATÉ NOSSOS TEMORES MAIS ÍNTIMOS, A ARTE DO CINEMA VOLTADA PARA SURPREENDER E ASSUSTAR O ESPECTADOR.

QUE MEDO…

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
(The Girl with the Dragon Tattoo, EUA/ING/SUE/ALE, 2011, Cor, 158′)
Sony – Suspense – 16 anos
Direção: David Fincher
Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Stellan Skarsgård, Christopher Plummer

 

 

Sinopse: Jornalista investigativo da influente revista Millennium, Mikael Blomkvist aceita o convite de um rico empresário para investigar desaparecimento de 40 anos atrás, ainda sem resolução.

Não tardou para Hollywood criar a sua versão do primeiro dos best sellers da trilogia Millennium, do escritor sueco Stieg Larsson (1954-2004).

David Fincher durante as filmagens: talento e virtuosismo técnico, mesmo a serviço de uma refilmagem

Hábil na condução do suspense com rompantes de violência, como já provou em Seven (1995), Vidas em Jogo (1997), O Quarto do Pânico (2002) e Zodíaco (2007), David Fincher exercita mais uma vez sua atenção ao detalhe em Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Da abertura estilizada, passando pelos enquadramentos e o uso do som, até as fortes cenas de abuso sexual, a produção apresenta atmosfera ainda mais opressiva que a versão homônima original, realizada na Suécia anos antes. Em ambas, dois personagens têm suas trajetórias intercaladas até finalmente se unirem: o jornalista Mikael Blomkvist e a hacker Lisbeth Salander.

Rooney Mara e Daniel Craig: tensão sexual em cena

Determinada, tatuada, antissocial, bissexual e imensamente complexa, ela é interpretada por Rooney Mara (A Rede Social), cuja caracterização é ligeiramente mais fragilizada e emocionalmente desequilibrada que a Salander da atriz sueca Noomi Rapace. Em meio ao implacável frio nórdico, essa heroína moderna confronta não só os homens simbolizados no título, mas antigos traumas do passado. Nesse tenso mistério conduzido por Fincher, violência e desejo caminham juntos.

 

 VENCEDOR DO OSCAR DE MELHOR MONTAGEM

 CONFIRA TAMBÉM A VERSÃO SUECA – E SUA CONTINUAÇÃO – NAS LOJAS DA 2001 EM CINEMA EUROPEU:


Millennium II – A Menina que Brincava com Fogo (2009)

 

12 Horas
(Gone, EUA, 2012, Cor, 96’)
Paris – Suspense – 12 Anos
Direção: Heitor Dhalia
Elenco: Amanda Seyfried, Jennifer Carpenter

 

 

 

Sinopse: Paranoica desde que foi sequestrada e deixada em uma floresta, Jill acredita que o mesmo criminoso raptou sua irmã, levando-a para o local em que ela esteve durante seu cativeiro.

 

Em sua primeira experiência no universo industrial de Hollywood, o diretor pernambucano Heitor Dhalia (Nina, O Cheiro do Ralo, À Deriva) conduz um suspense ambientado em Portland, fria cidade ao norte dos EUA. Diferente dos seus outros filmes, 12 Horas não traz um registro autoral, mas expõe a versatilidade de Dhalia ao trabalhar com competência fora do seu país e em um molde totalmente diverso de produção.

Sob o Domínio do Medo
(Straw Dogs, EUA, 2011, Cor, 110′)
Sony – Suspense – 16 anos
Direção: Rod Lurie
Elenco: James Marsden, Kate Bosworth, Alexander Skarsgård, James Woods

 

 

 

Sinopse: O roteirista David Sumner e sua mulher, a atriz Amy, mudam-se de Los Angeles para uma cidade do interior no sul dos EUA. Além da tensão que já existe entre o casal, a população local passa a ameaçá-los, culminando em uma explosão de violência. 

Dustin Hoffman estrela o angustiante filme de 1971

 

CONFIRA TAMBÉM A VERSÃO ORIGINAL:
Sob o Domínio do Medo (1971)

 

 

 

 

O Despertar
(The Awakening, ING, 2011, Cor, 106′)
Playarte – Suspense – 14 anos
Direção: Nick Murphy
Elenco: Rebecca Hall, Dominic West, Imelda Staunton

 

 

 

Sinopse: Especialista em desvendar fenômenos paranormais, assim como desmascarar charlatões, Florence é contratada para investigar a suposta aparição de um fantasma em um internato para meninos.

 

 

A Mulher de Preto
(The Woman in Black, ING/CAN/SUE, Cor, 95′)
Paris – Suspense – 14 anos
Direção: James Watkins
Elenco: Daniel Radcliffe, Janet McTeer, Ciarán Hinds

 

 

Sinopse: Arthur Kipps, um jovem advogado londrino, viaja para a pequena vila de Crythin Gifford para tratar dos documentos de uma arrepiante mansão abandonada, que esconde obscuros segredos.

 

A Filha do Mal
(The Devil Inside, EUA, 2012, Cor, 82’)
Paramount – Terror – 16 Anos
Direção: William Brent Bell
Elenco: Fernanda Andrade, Simon Quarterman

 

 

 

Forjando estilo semidocumental, com câmera na mão, A Filha do Mal relata a viagem de Isabella Rossi (interpretada pela brasileira Fernanda Andrade) à Itália, onde espera encontrar respostas para o triplo assassinato cometido pela mãe anos atrás, durante uma sessão de exorcismo.

 

Atividade Paranormal 3
(Paranormal Activity 3, EUA, 2011, Cor, 83’)
Paramount – Suspense – 12 Anos
Direção: Henry Joost, Ariel Schulman
Elenco: Chloe Csengery, Jessica Tyler Brown

 

 

 

Com a mesma estrutura dos dois primeiros filmes da franquia, Atividade Paranormal 3 narra detalhadamente os acontecimentos que envolvem o casal Julie (Lauren Bittner) e Dennis (Christopher Nicholas Smith) ainda quando crianças, em 1988.

 

Não Tenha Medo do Escuro
(Don’t Be Afraid of the Dark, EUA/MEX/AUS, 2010, Cor, 100′)
Vinny – Terror – 12 anos
Direção: Troy Nixey
Elenco: Katie Holmes, Guy Pearce

 

 

 

Sinopse: A jovem Sally Hurst chega em Rhode Island para visitar seu pai e sua nova namorada na mansão Blackwood. Lá, descobre um porão escondido, que guarda sinistros segredos do passado.

 

Diretor de O Labirinto do Fauno, Guillermo del Toro vem se especializando em filmes de horror. Além de Não Tenha Medo do Escuro, produziu também, por exemplo, O Orfanato e Os Olhos de Júlia.

11-11-11
(11-11-11, EUA/ESP, 2011, Cor, 90′)
Vinny – Terror – 12 anos
Direção: Darren Lynn Bousman
Elenco: Timothy Gibbs, Michael Landes, Brendan Price

 

 

 

Sinopse: Depois de perder a mulher e o filho em um trágico acidente, um famoso escritor começa a ser atormentado por estranhas aparições do número 11. À medida em que se aproximam as 11 horas e 11 minutos do dia 11 de novembro de 2011, mais sinais e situações assustadoras surgem em sua vida.

 

Essa mistura de terror e suspense teve como cabalística data de estreia 11 de novembro de 2011. A forte campanha publicitária do filme contou ainda com trailers na internet com duração de 1 minuto e 11 segundos.

E, A PARTIR DA SEMANA QUE VEM, NAS LOJAS DA 2001:

O Enigma de Outro Mundo
(The Thing, EUA/CAN, 2011, Cor, 102′)
Paramount – Ficção-Científica – 16 anos
Direção: Matthijs van Heijningen Jr.
Elenco: Mary Elizabeth Winstead, Joel Edgerton, Ulrich Thomsen

 

 

 

Sinopse: Em missão na Antártida, um grupo de pesquisadores descobre estranha criatura enterrada no gelo. Libertada, ela se infiltra na equipe como um vírus, provocando terror e morte.

 

Prelúdio do filme homônimo de 1982, considerado um dos melhores (e mais assustadores) trabalhos de John Carpenter (Halloween), o filme usa e abusa dos efeitos especiais para materializar um estranho ser capaz de assumir a forma humana. No elenco, destaque para Joel Edgerton, um dos irmãos-lutadores de Guerreiro.

DICAS PARA O FIM DE SEMANA

Confira a seguir as sugestões da equipe 2001 Vídeo:

Viridiana
(Idem, ESP/MEX, 1961, P&B, 91′)
Direção: Luis Buñuel
Elenco: Silvia Pinal, Fernando Rey, Francisco Rabal

O diretor Luis Buñuel (A Bela da Tarde) mostra de maneira crua como o ser humano pode reagir diante da caridade no filme ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1961.

De onde todos esperamos que surja a gratidão, pode surgir um sentimento capaz de destruir alguém que antes tinha apenas boas intenções. Viridiana passa pelo constrangimento de ser objeto de desejo do tio e, diante da morte do parente, resolve praticar o bem com o que herdou, sem imaginar o que receberá em troca.

Com muito humor negro e sarcasmo, Buñuel apresenta personagens que tornarão a vida da personagem-título mais difícil e o filme, uma agradável mistura de tragédia e comédia.

Sugestão de
Graciela Paciência
Colaboradora da 2001 Sumaré
Av. Sumaré, 1744, Perdizes – São Paulo – SP

Crônica da Inocência
(Comédie de L´Innocence, FRA, 2000, Cor, 98′)
Direção: Raoul Ruiz
Elenco: Isabelle Huppert, Jeanne Balibar, Edith Scob

Isabelle Huppert (Madame Bovary) vive Ariane, a mãe angustiada de Camille, um garoto que expressa o desejo de voltar para a sua mãe biológica e à sua casa. Acompanhamos então toda a obsessão do garoto por uma mulher desconhecida, que ele passa a chamar de mãe, ao mesmo tempo em que essa mesma mulher acredita ter uma nova chance de criar seu filho que morreu afogado.

Ariane se preocupa cada vez mais e seu ciúme de mãe de criação aumenta. O que para ela começou como uma brincadeira inocente começa a tomar proporções absurdas e ninguém quer imaginar onde isso pode parar.

 

Sugestão de
Graciela Paciência
Colaboradora da 2001 Sumaré
Av. Sumaré, 1744, Perdizes – São Paulo – SP

Sob o Domínio do Medo
(Straw Dogs, EUA, 1971, Cor, 118′)
Direção: Sam Peckinpah
Elenco: Dustin Hoffman, Susan George, Peter Vaughan

Sob o Domínio do Medo
(Straw Dogs, EUA, 2011, Cor, 110′)
Direção: Rod Lurie
Elenco: James Marsden, Kate Bosworth, Alexander Skarsgård

Em 1971, Sam Peckinpah lançou um filme que causou polemica devido à premissa de que você não está seguro na sua própria casa. Diferente do clima satírico de Laranja Mecânica, da mesma época, Sob o Domínio do Medo era um filme sério e, 40 anos depois, sua refilmagem conta com ótimas interpretações de seu jovem elenco, enredo adequado à nossa época e uma perturbadora sensação, ao assistirmos o filme, de que alguém pode entrar na nossa casa sem avisar.

Sugestão de
Marcelo Rodrigo
Colaborador da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP

Meninos Não Choram
(Boys Don’t Cry, EUA, 1999, Cor, 118′)
Direção: Kimberly Peirce
Elenco: Hilary Swank, Chloë Sevigny, Peter Sarsgaard

Baseado em uma história real, Meninos Não Choram tem a capacidade de nos tocar e é impossível não ter uma sensação de revolta e impotência que, no meu caso, se manifesta através de lagrimas. Hilary Swank, em corajosa performance que lhe valeu o Oscar de melhor atriz, interpreta Teena Brandon, jovem que deixa a sua cidade natal após arrumar confusão com a lei por pequenos delitos. Ela chega à uma cidade vizinha disfarçada do conquistador Brandon e envolve-se com a garota mais bonita das redondezas. É o começo de uma série de mentiras que se tornam uma bola-de-neve, com trágicas consequências.

Sugestão de
Marcelo Rodrigo
Colaborador da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP

Tudo Bem no Ano que Vem
(Same Time, Next Year, EUA, 1978, Cor, 119′)
Direção: Robert Mulligan
Elenco: Ellen Burstyn, Alan Alda, Ivan Bonar

Doris e George se conhecem em uma pousada na Califórnia e se apaixonam. No entanto, os dois são casados. Passam então a se encontrar todo ano neste mesmo lugar, na mesma época do ano. O filme mostra seus encontros de cinco em cinco anos. E, paralelamente a esses momentos, imagens que marcaram as respectivas épocas – fotos de presidentes, de celebridades, de eventos importantes etc. O filme é ao mesmo tempo hilário e tocante.

Sugestão de
Lara Klein
Colaboradora da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP

O Massacre das Barbys
(Killer Barbys, ESP, 1996, Cor, 87′)
Direção: Jesus Franco
Elenco: Santiago Segura, Mariangela Giordano

Chegou mais uma sexta-feira 13, mas não uma sexta-feira qualquer… Ela chega justamente no dia mundial do Rock!!!

E, para combinar com esse dia, que tal um filme que mistura rock n´roll e terror? Famoso por suas excentricidades, que vão desde histórias inusitadas até a escolha do elenco, Jess Franco dirige O Massacre das Barbys, a história de uma banda em busca de seu espaço no mainstream. Só que todos os integrantes dela são brutalmente assassinados durante uma turnê. Mas será que eles realmente foram assassinados ou tudo não passou de uma jogada de marketing?

Sugestão de
Bruno Lanzellotti
Colaborador da 2001 Washington Luís
Avenida Washington Luís, 1708, Jd. Marajoara – São Paulo – SP

Sugestões da equipe 2001 Vídeo

LANÇAMENTOS PARA LOCAÇÃO

INÉDITOS NOS CINEMAS BRASILEIROS, DOIS DRAMAS INDEPENDENTES E A REFILMAGEM DE ARTHUR – O MILIONÁRIO SEDUTOR ACABAM DE CHEGAR ÀS LOJAS DA 2001:

Matemática do Amor
(An Invisible Sign, EUA, 2010, Cor, 87′)
California – Drama – 12 anos
De: Marilyn Agrelo
Com: Jessica Alba, J.K. Simmons, Sonia Braga
Na infância, Mona Gray desenvolveu habilidades com a matemática para superar os problemas causados pela doença do pai. Com o passar do tempo, ela passou a ensinar a matéria, ajudando diferentes estudantes.

O drama estrelado por Jessica Alba pode ser conferido em DVD e Blu-ray nas lojas da 2001

Drama edificante estrelado por Jessica Alba (Quarteto Fantástico) no papel de jovem apaixonada por matemática, vivendo uma série de privações até se encontrar como professora. No elenco, destaque para a curiosa participação de Sonia Braga, no papel de mãe da protagonista.

 

Tempo de Crescer
(Paper Man, EUA, 2009, Cor, 110′)
California – Drama – 14 anos
De: Kieran Mulroney, Michele Mulroney
Com: Jeff Daniels, Emma Stone, Ryan Reynolds
Uma amizade inesperada surge entre Richard, escritor de meia-idade com bloqueio criativo, e Abby, garota de 17 anos marcada por uma tragédia em família.

Tempo de Crescer é mais uma produção independente com bom elenco e personagens excêntricos, amargurados pelas pequenas decepções da vida. Nesse caldeirão de neuroses, um escritor frustrado, possivelmente com Síndrome de Peter Pan, encontra na jovem interpretada pela ótima Emma Stone (A Mentira) alguém para dividir seus anseios e fantasias mais secretas – como seu amigo imaginário, interpretado por Ryan Reynolds (Lanterna Verde).

 

Arthur – O Milionário Irresistível
(Arthur, EUA, 2011, Cor, 110′)
Warner – Comédia – 12 anos
De: Jason Winer
Com: Russell Brand, Helen Mirren, Jennifer Garner
Para não perder a herança milionária da família, Arthur precisa se casar com uma mulher da alta sociedade. No entanto, ele se apaixona por uma garçonete, obrigando-o a escolher entre o amor e o dinheiro.

Refilmagem da comédia Arthur – O Milionário Sedutor (1981), com o comediante inglês Russell Brand (O Pior Trabalho do Mundo) no papel que foi de Dudley Moore na versão original, e a ótima Helen Mirren interpretando uma versão feminina do impagável mordomo de John Gielgud (1904–2000). Brand e Mirren voltaram a trabalhar juntos em A Tempestade, adaptação — ainda inédita no Brasil — da peça de William Shakespeare.
Extras: Cenas adicionais

 

30 anos separam o Arthur de Dudley Moore (à esquerda, em 1981) da nova versão com Russell Brand (à direita)

OPINIÃO: 72 HORAS

Lançado para locação em DVD e Blu-ray, o thriller estrelado por Russell Crowe é uma refilmagem da produção francesa Tudo por Ela (2008), também disponível na 2001 Vídeo

Paul Haggis, conhecido por dirigir o premiado Crash – No Limite e por escrever o longa de Clint Eastwood, Menina de Ouro, chega com 72 Horas, um suspense onde Russel Crowe vive um homem comum. Ele interpreta John Brennan, um professor universitário que vivia tranquilamente até sua esposa, Lara (interpretada por Elizabeth Banks), ser acusada de um assassinato brutal.

Após angustiantes três anos de espera, John percebe que a única saída está num intrincado plano de fuga. Acontece que Brennan não é um super herói, mas um simples mortal. Disposto a tudo, ele fará o que estiver ao seu alcance, a despeito de suas limitações, para libertar a esposa. Refilmagem do filme francês Tudo Por Ela, 72 Horas mantém com ambiguidade o suspense a respeito da culpa de Lara: ela terá mesmo cometido um homicídio?

Elizabeth Banks e Russell Crowe

Comentário de
Diego Moreira
Colaborador da 2001 Vídeo Cidade Jardim
Av. Cidade Jardim , 1000, Jd. Europa – São Paulo – SP