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DAVID BOWIE É “O HOMEM QUE CAIU NA TERRA”, CULT DOS ANOS 70

DIRIGIDO POR NICOLAS ROEG, O FILME É UMA SCI-FI PSICODÉLICA SOBRE UM EXTRATERRESTRE QUE ACABA VICIADO NOS PRAZERES (E DESVIOS) DA VIDA NA TERRA. VALORIZADO PELA PRESENÇA DE DAVID BOWIE (1947-2016) NO PAPEL-TÍTULO, “O HOMEM QUE CAIU NA TERRA” ACABA DE SAIR EM EDIÇÃO ESPECIAL, CONTENDO 2 DVDs + 2 CDs COM A TRILHA SONORA.

Cantor, compositor, guitarrista, mímico, produtor, ator de cinema e teatro. São inúmeras as facetas do camaleão do rock — inclusive no cinema. Seja como o extraterrestre de “O Homem que Caiu na Terra” (1976) — que acaba de sair em nova edição em DVD –, o soldado inglês insolente de “Furyo – Em Nome da Honra” (1983), o elegante vampiro nova-iorquino de “Fome de Viver” (1983) ou ninguém menos que Andy Warhol, na cinebiografia “Basquiat – Traços de uma Vida” (1996).

Confira a seguir “O Homem que Caiu na Terra” (1976) e mais filmes com Bowie disponíveis na 2001.

O HOMEM QUE CAIU NA TERRA (1976)

Depois de dirigir a obra-prima de horror psicológico “Inverno de Sangue em Veneza“, o britânico Nicolas Roeg soube explorar a figura andrógina de Bowie, perfeito no papel de um alienígena que chega à Terra com a missão de transportar água para seu planeta natal, que está morrendo.

O personagem adota o disfarce de Thomas Jerome Newton, um homem de negócios que, graças a suas invenções tecnológicas, enriquece rapidamente, ao mesmo tempo em que experimenta distrações terrenas como a televisão, o álcool e, é claro, o sexo. Mas o gentil Newton não está preparado para a ganância e a crueldade de seus novos colegas de negócios e rivais e logo descobre que a missão será muito mais difícil do que havia imaginado.

Adaptado do romance de Walter Tevis lançado em 1963, o longa foi filmado no Novo México e ganhou status de cult, graças à sua edição fragmentada — com várias idas e vindas no tempo sem explicação –, crítica mordaz à sociedade de consumo norte-americana, e a imagens lisérgicas de Bowie, num de seus papéis mais icônicos.

Curiosidade: Stills do filme foram usadas na arte da capa de dois discos de Bowie: “Station to Station” (1976) e “Low” (1977).

EXTRAS:
* Watching The Alien” – Documentário incluindo comentários do diretor Nicolas Roeg, do produtor executivo Si Litvinoff, da atriz Candy Clark, do desenhista de produção Brian Eatwell, da figurinista May Routh, do editor Graeme Clifford e do cenógrafo Anthony Richmond
* “The Man Who Fell to Earth: Dreams of the Hearth” – Entrevista com o escritor Paul Mayersberg
* Galeria de trailers
* Filmografias de David Bowie e Nicolas Roeg
* Galeria de Fotos

EU, CHRISTIANE F., 13 ANOS, DROGADA E PROSTITUÍDA (1981)

Dirigido por Uli Edel (“O Grupo Baader Meinhof”), o filme é baseado no livro homônimo escrito pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck a partir de depoimentos de Christiane Felscherinow. No final dos anos 1970, Christiane (interpretada por Natja Brunckhorst) mora com sua mãe e sua irmã menor em um típico apartamento na Berlim Ocidental. A fim de novas experiências, ela passa a frequentar a “Sound”, uma nova e moderna discoteca, onde conhece Detlev (Thomas Haustein), dando início a seu mergulho nas drogas. Primeiro é o álcool, depois a maconha, até chegar na heroína e na prostituição para bancar o vício.

Com cenas fortes, o filme marcou época e continua a chocar, apresentando um retrato melancólico e sem retoques do ocaso de uma jovem que sucumbe ao inferno das drogas.

Curiosidade: na trama, Christiane vai a um show de David Bowie, seu ídolo. Além de fazer uma ponta, o camaleão do rock ainda marca presença na trilha sonora, composta por várias músicas de sua fase alemã, como “Look Back in Anger”, “Boys Keep Swinging” e a inesquecível “Heroes”.

FURYO, EM NOME DA HONRA (1983)

Primeiro filme em língua inglesa dirigido pelo japonês Nagisa Ôshima (1932–2013), reunindo dois astros da música: David Bowie e Ryuichi Sakamoto, que também compôs a aclamada trilha sonora (premiada com o Bafta).

Baseado nas experiências de Sir Laurens van der Post na Segunda Guerra, em 1942, o filme – escrito por Paul Mayersberg, mesmo roteirista de “O Homem que Caiu na Terra” – traz Bowie no papel de Jack Celliers (David Bowie), oficial feito prisioneiro em um campo de concentração mantido pelos japoneses, chefiados pelo capitão Yonoi (Sakamoto), na ilha de Java. Celliers desafia a autoridade de Yonoi, dando início a uma tensa (e por vezes ambígua) guerra psicológica entre dois homens em lados opostos.

Curiosidade: Oshima escolheu Bowie para o papel principal depois de vê-lo interpretando o Homem Elefante nos palcos da Broadway.

FOME DE VIVER (1983)

“Terror-chic” dirigido por Tony Scott, irmão de Ridley Scott, o filme marcou época com sua música de abertura – “Bela Lugosi’s Dead” (da banda Bauhaus) – e uma cena de amor entre Susan Sarandon e Catherine Deneuve.

A eterna bela da tarde interpreta Miriam Blaylock, uma elegante e misteriosa vampira que vive com seu companheiro John (Bowie), seduzindo suas vítimas na noite nova-iorquina. Até que, de repente, ele percebe estar envelhecendo extremamente rápido, fazendo-o procurar uma especialista, Sarah Roberts Sarandon), que passa a investigar o caso.

Curiosidade: Em entrevista ao The Daily Beast, em julho de 2014, Susan Sarandon revelou ter tido um caso com David Bowie durante as filmagens do filme.

BASQUIAT – TRAÇOS DE UMA VIDA (1996)

Indicado ao Independent Spirit Awards (espécie de Oscar do cinema independente americano) em 1997, o filme marca a estreia do artista plástico Julian Schnabel na direção.

O longa narra a história de Jean Michel Basquiat (Jeffrey Wright), jovem que vive nas ruas de Manhattan, até ter seu talento como grafiteiro reconhecido. Em 1981, aos 20 anos, passou a vender pinturas nas galerias do Soho, tornando-se um dos principais artistas de sua geração. “Baquiat” destaca sua ascensão meteórica no mundo das artes, e sua relação com empresários, amigos e, especialmente, o mentor Andy Warhol (vivido por David Bowie).

Transposição fiel da cena cultural nova-iorquina dos anos 1980, com o crescimento da cultura hip hop e da arte de rua, “Basquiat” tem no elenco seu ponto alto, com Bowie mimetizando de forma afetuosa o amigo Warhol, Benicio Del Toro como um amigo de infância de Basquiat, além de participações de Courtney Love, Christopher Walken, Dennis Hopper e Willem Dafoe.

Curiosidade: no filme, Bowie usou as mesmas perucas usadas pelo verdadeiro Andy Warhol (1928–1987).

E, se não poderemos mais ver a lenda do rock como ator no cinema, sua música continuará a fazer parte da trilha sonora de inúmeras produções, como foi, mais recentemente, em “Frances Ha” (com a canção “Modern Love”), “Guardiões das Galáxias” (com “Moonage Daydream”) e do indicado ao Oscar “Perdido em Marte” (que resgatou “Starman”).

CINEMA DE HORROR, ANOS 80, RARIDADES E SÉRIES DE TV, EM EDIÇÕES COM LUVA

CONTOS DA CRIPTA

Baseada nos clássicos quadrinhos de horror publicados na revista “Tales From The Crypt” pela EC Comics, o seriado apresenta diversas histórias que misturam elementos de horror com muito humor negro.

Cada episódio conta uma história fechada de terror/suspense, apresentada pelo Guardião da Cripta, que aparece no início e no final como uma espécie de alívio cômico, com diversas tiradas sarcásticas.

Ao longo de 6 temporadas somando 93 episódios, de 1989 a 1996, participaram astros do cinema como Arnold Schwarzenegger, Kirk Douglas, Whoopi Goldberg, Tom Hanks, Patricia Arquette, Brooke Shields, Mark Ruffalo, Daniel Craig, Demi Moore, Brad Pitt e até Roger Daltrey (cantor da banda The Who), entre outros.

Em alta graças ao sucesso do thriller “Fragmentado”, M. Night Shyamalan (“O Sexto Sentido”) está envolvido na produção da nova versão da antologia de terror, ainda sem previsão de estreia no canal TNT.

A 1ª TEMPORADA

DVD duplo com luva trazendo 6 episódios, mais os seguintes extras: Nova e assustadora abertura + documentário inédito + criação do projeto.

A 2ª TEMPORADA

Com 5 discos e luva, o box apresenta temporada mais extensa, com a participação de nomes como Arnold Schwarzenegger, Carol Kane, Demi Moore, Jeffrey Tambor e Teri Hatcher.

VOYAGERS – OS VIAJANTES DO TEMPO – A SÉRIE COMPLETA

Produzida pela NBC durante a década de 1980, e exibida no Brasil no SBT. a série acompanha as aventuras de Jeffrey Jones, um órfão de 12 anos, e Phineas Bogg, ex-pirata do século XVII recrutado por um grupo de viajantes do tempo. Os dois tentam arrumar “falhas temporais” ao mesmo tempo em que se envolvem com personalidades históricas. “Voyagers” durou apenas 1 temporada e foi cancelada devido a seu alto custo de produção.

ANOS INCRÍVEIS – 4ª TEMPORADA

Mais desventuras românticas, anseios e ritos de passagem do jovem Kevin Arnold, sempre acompanhado de seu melhor amigo Paul e, às vezes, de sua namorada Winnie. Confira nos extras o documentário “With a Little Help From My Friends: The Early Days of The Wonder Years”, com entrevistas dos criadores da série, Neal Marlens e Carol Black, e dos atores Fred Savage, Danica McKellar e Josh Saviano.

 

A MOSCA (1986)

Refilmagem do clássico “A Mosca da Cabeça Branca” de 1958, o filme é um dos maiores sucessos da carreira de David Cronenberg e levou o Oscar de melhor maquiagem. DVD duplo com inúmeros extras: comentários do diretor, documentários “Medo da Carne” – Larva/Pupa/Metamorfose (162 minutos) / O Museu Brundle de História Natural – Apresentado por Chris Walas (12 Minutos), cenas excluídas, cenas estendidas (18 Minutos) e muito mais.

A HORA DO ESPANTO II

Quase quatro anos depois da aventura anterior, Charley Brewster (William Ragsdale) faz terapia para deixar de acreditar em vampiros. Com sua nova namorada, ele reencontra o amigo Peter Vincent (Roddy McDowall) e juntos descobrem novos vampiros, liderados por Regine (Julie Carmen), irmã de Jerry (Chris Sarandon), morto no primeiro filme. Direção de Tommy Lee Wallace (“It – Uma Obra-Prima do Medo”).

O JUSTICEIRO

Primeira adaptação para o cinema do famoso e violento personagem das histórias em quadrinhos da Marvel Comics, com o sueco Dolph Lundgren (o vilão Drago de “Rocky IV”) no papel-título. Após a morte de sua esposa e filhos pela máfia, o policial Frank Castle desaparece e é dado como morto. Ele reaparece como “o Justiceiro”, um vingador que faz justiça com as próprias mãos, em busca do responsável pela chacina de sua família.

A TERRA QUE O TEMPO ESQUECEU

Durante a Segunda Guerra Mundial, um navio alemão afunda uma embarcação de suprimentos inglesa e traz os sobreviventes a bordo. Depois de uma curva errada, o submarino os leva à terra desconhecida de Caprona, onde encontram dinossauros e neandertais. Baseado no livro de Edgar Rice Burroughs, criador de Tarzan, este clássico de 1974 é um dos primeiros filmes de dinossauro do Cinema.

O CÃO DOS BASKERVILLES

Terceira adaptação cinematográfica do livro homônimo de Sir Arthur Conan Doyle – e a primeira filmada em cores – com Peter Cushing no papel de Sherlock Holmes. Na trama, o famoso detetive e seu fiel parceiro Watson investigam a morte do Sir Charles Baskerville, milionário inglês encontrado morto em um pântano. Holmes tenta desvendar o mistério que assombra as gerações dos Baskervilles.

“SOLARIS”, CLÁSSICO DE ANDREI TARKÓVSKI, AGORA EM DVD DUPLO

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VENCEDOR DO GRANDE PRÊMIO DO JÚRI NO FESTIVAL DE CANNES EM 1972, “SOLARIS” É UMA ADAPTAÇÃO DO ROMANCE ESCRITO POR STANISLAW LEM. COM SUAS MEDITAÇÕES SOBRE FÉ, MEMÓRIA E IDENTIDADE, O FILME DE TARKÓVSKI (1932-1986) REVOLUCIONOU A ARTE DA FICÇÃO-CIENTÍFICA NO CINEMA.

DVD Duplo: Versão restaurada em alta definição, acompanhada de duas horas de vídeos extras.

DVD Duplo: Versão restaurada em alta definição, acompanhada de duas horas de vídeos extras.

Filmado sob a vigilância do regime comunista da antiga União Soviética, o longa era diferente de tudo o que se viu até então no gênero. É a história de Kelvin (Donatas Banionis), psicólogo enviado para uma estação espacial que orbita Solaris, a fim de investigar estranhos fenômenos ocorridos ali.

Depois de ser bombardeado com raios-x, o enigmático oceano que cobre o planeta parece dotado de alguma forma de consciência com poderes para penetrar no íntimo dos seres humanos e materializar suas memórias, tornando-as reais.

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Na estação em ruínas, o protagonista reencontra sua esposa (Natalya Bondarchuk), que se matara 10 anos antes. Seria ela fruto de sua imaginação ou a materialização de suas memórias pelo planeta coberto pelo oceano? Tarkóvski não dá respostas fáceis, embaralhando fragmentos do inconsciente de Kelvin com suas ações no presente.

Quando nós amamos alguém, quem nós amamos? Aquela pessoa, ou a nossa ideia desse alguém? Muito antes da realidade virtual, o grande cineasta russo já imaginava relações não apenas no campo físico, mas em nossas mentes.

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Produto de seu tempo – e de um poeta da sétima arte -, “Solaris” é uma obra de ritmo lento em que a atmosfera é mais importante que a trama. Uma jornada metafísica que leva – e ao mesmo tempo desafia – o espectador a refletir sobre a existência humana, espírito e matéria, desejo e realidade.

CURIOSIDADES:

* Lançado em tempos de Guerra Fria, “Solaris” foi considerado uma resposta soviética à “2001: Uma Odisseia no Espaço”, obra-prima de Stanley Kubrick chamada de “fria e estéril” por Tarkóviski.

* Em 2002 foi lançada uma refilmagem americana, dirigida por Steven Soderbergh (“Sexo Mentiras e Videotape”, “Traffic”) e mais curta – 99 minutos, contra os 165 do clássico russo.

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EXTRAS:

* Cenas excluídas e alternativas (25 min)
* Trecho de documentário sobre o escritor Stanislaw Lem (5 min)
* Depoimentos de Natalya Bondarchuk (33 min), atriz, Vadim Yusov (34 min.), diretor de fotografia, Mikhail Romadin (17 min), diretor de arte, e Eduard Artemyev (22 min), compositor da trilha sonora original

MAIS TARKÓVSKI NA 2001:

O Rolo Compressor e o Violinista (1961)
A Infância de Ivan (1962)
Andrei Rublev (1966)
O Espelho (1975)
Stalker (1979)
Nostalgia (1983)
Através do Tempo (1983)
O Sacrifício (1986)

O RETORNO DE “ARQUIVO X” E, INDICADO AO EMMY 2016, “HOUSE OF CARDS”

ENTRE AS NOVIDADES EM SÉRIES PARA TV ESTÃO O AGUARDADO RETORNO DE “ARQUIVO X” E A 4ª TEMPORADA DE “HOUSE OF CARDS”, INDICADA A VÁRIOS PRÊMIOS EMMY.

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ARQUIVO X – 10ª TEMPORADA

Quase 14 anos depois do último episódio ter ido ao ar, após nove temporadas exibidas entre 1993 e 2002, a série de ficção-científica mais cultuada desde “Jornada nas Estrelas” está de volta, com formato quase de minissérie, com apenas 6 episódios.

Gillian Anderson como a agente especial Dana Scully nos anos 1990 e hoje, na 10ª temporada

Gillian Anderson como a agente especial Dana Scully nos anos 1990 e hoje, na 10ª temporada

Os astros David Duchovny e Gillian Anderson revivem os papéis de Fox Mulder e Dana Scully, agora longe do FBI: enquanto o primeiro vive desempregado, isolado e cada vez mais paranoico, sua antiga parceira trabalha como médica em um hospital religioso. Skinner (Mitch Pileggi) e o “Canceroso” (William B. Davis) também retornam.

Segundo o criador e produtor Chris Carter, o conceito da série foi expandido para além da investigação de casos sobre extraterrestres e atividades paranormais. Acontecimentos da contemporaneidade emergem na trama, desde a vigilância de governos sobre seus cidadãos, passando pelos casos de WikiLeaks e Edward Snowden, até o debate sobre o porte de armas nos EUA. Mas sem deixar de lado o lado sobrenatural, as descobertas e as surpresas que desafiam a realidade em que vivemos. Porque em “Arquivo X“, “a verdade ainda está lá fora”.

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EXTRAS:

* Comentário do episódio “Fundador da Mutação”
* Comentário do ep.”Mulder e Scully Encontram o Homem Monstro”
* Comentário do episódio “Minha Luta – Parte 2”
* Cenas Excluída
* 43:45 – Como construir uma Luta
* 10ª Temporada
* Erros de Gravação
* Monstros da Semana: uma recapitulação dos mais assustadores e incríveis monstros da série original
* Arquivo X: Produção Verde
* Curta “Grace”, de Karen Nielsen

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HOUSE OF CARDS – 4ª TEMPORADA

Depois do impactante desfecho da terceira temporada, a série recomeça com Francis Underwood (Kevin Spacey), tentando a reeleição, e sua esposa Claire (Robin Wright) em lados opostos. A ausência da primeira-dama na campanha do ambicioso presidente americano pode custar-lhe mais quatro anos no poder, Doug (Michael Kelly) continua lutando contra seus demônios internos, e até a mãe de Claire (a ótima Ellen Burstyn, de “Réquiem para um Sonho”) entra na briga.

Francis encontra um novo oponente: o candidato replucano à Casa Branca,

Na quarta temporada Francis encontra um novo oponente: o candidato republicano à Casa Branca, Will Conway

E a disputa pela presidência não se limita à esfera doméstica: Frank precisará enfrentar o candidato escolhido pelo partido republicano: Will Conway (Joel Kinnaman, de “Esquadrão Suicida”), mais jovem, carismático e antenado com as mídias sociais, além de pai de família.

É o início do vale tudo – e cinismo – eleitoral.

10 INDICAÇÕES AO EMMY 2016:

Melhor série dramática
Melhor ator dramático (Kevin Spacey)
Melhor atriz dramática (Robin Wright)
Melhor ator coadjuvante em série dramática (Michael Kelly)
Melhor atriz convidada em série dramática (Ellen Burstyn e Molly Parker)
Melhor ator convidado em série dramática (Reg E. Cathey, Mahershala Ali e Paul Sparks)
Melhor casting de série dramática

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“LOOPER”: QUANDO O PASSADO ENCONTRA O FUTURO

Aclamado pela crítica e premiado nos EUA, "Looper" é uma opção diferente: um thriller de ficção-científica com intricado roteiro que embaralha com inteligência as ações no tempo

Aclamado pela crítica e premiado pelo National Board of Review nos EUA, “Looper” é uma opção diferente: um thriller de ficção-científica com sofisticado roteiro que embaralha com inteligência as ações no tempo

Looper – Assassinos do Futuro*
(Looper, EUA/CHI, 2012, Cor, 119′)
Paris – Ficção-Científica – 16 anos
Direção: Rian Johnson
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt, Paul Dano, Jeff Daniels, Piper Perabo

Sinopse: Em um futuro não muito distante, as viagens no tempo existem, mas não são permitidas. Entretanto, um grupo de assassinos da máfia, os “Loopers”, as utilizam para encobrir vestígios de seus assassinatos, enviando as vítimas de volta ao passado. Um desses assassinos, Joe, recebe a visita de sua versão no futuro e terá de lutar contra si mesmo para tentar sobreviver.

* Melhor roteiro original pelo National Board of Review, EUA

Um dos diretores da série Breaking Bad, Rian Johnson mostra seu gosto pelo não convencional em Looper, complexa ficção-científica narrada sob diferentes perspectivas, realidades e possibilidades.

Influenciada pelo cinema de Philip K. Dick (autor que deu origem a Blade Runner e Os Agentes do Destino), a trama fragmentada introduz o ascendente Joseph Gordon-Levitt (A Origem, 50%) no papel de Joe, um “looper” – assassino contratado por um sindicato do crime, em 2042, para matar suas vítimas trinta anos depois. Para não deixar vestígios do crime, realizado por meio de uma espécie de viagem no tempo, cada “looper” é forçado a matar seu “eu” do futuro, que é enviado para o presente para ser assassinado por ele mesmo. Em troca, recebe um pagamento e tem até três décadas de vida até sua eventual morte/suicídio como parte da queima de arquivo.

Joseph Gordon encontra seu "eu" do futuro, vivido por Bruce Willis. Por isso, o ascendente Gordon (de A Origem) passou por um incrível processo de maquiagem para se parecer com Willis

O personagem de Joseph Gordon-Levitt, um dos “loopers” do título, encontra seu “eu” do futuro, vivido por Bruce Willis. Por isso, o ascendente Gordon-Levitt (de “A Origem”) passou por um incrível processo de maquiagem para se parecer com o sempre duro de matar Willis

Joe vive cada dia como seu fosse o último, até que chega inesperadamente o momento de matar seu “eu” do futuro (vivido por Bruce Willis) no presente, 2042. Por isso, a semelhança entre os dois atores em cena: Gordon-Levitt submeteu-se a horas de maquiagem para ter traços de Willis como a “covinha” e o olhar cerrado, além de ter o rosto modificado digitalmente.

Joseph Gordon passou por exaustivas sessões de maquiagem e seu rosto ainda sofreu pequenas modificações digitais

Joseph Gordon passou por exaustivas sessões de maquiagem e seu rosto ainda sofreu pequenas modificações digitais para ficar parecido com seu companheiro de elenco, Bruce Willis. O filme ficou entre os sete pré-selecionados na categoria de melhor maquiagem do Oscar 2013, mas não entre conseguiu ficar entre os três finalistas

Escrito por Johnson, o roteiro de Looper dá uma guinada de 360 graus, misturando viagem no tempo com crise de identidade, vingança, uma criança com estranhos poderes e, sobretudo, causa e consequência. As motivações e objetivos das duas versões do mesmo personagem colidem, mantendo a tensão constante e o desfecho, imprevisível.

Joseph Gordon Levitt, antes e depois, como uma versão jovem de Willis

Joseph Gordon Levitt, antes e depois no filme, como uma versão jovem de Willis

“Os filmes que imita para se vestir são só cópias de outros filmes. Essa afetação do século XX…”, comenta o gângster de Jeff Daniels para Joe. Isso não acontece com Looper. Mesmo trabalhando com o maior orçamento de sua carreira, cerca de $ 30 milhões, o diretor inova, criando uma narrativa original e ousada sobre a passagem do tempo na experiência humana.

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