Sean Connery

10 LANÇAMENTOS EM DVD, DE DIFERENTES GÊNEROS E ESTILOS

HERANÇA DE SANGUE

Antes de dirigir o oscarizado “Até o Último Homem”, Mel Gibson estrelou este western moderno, no papel de um ex-presidiário que vive solitário até receber uma ligação da filha, desaparecida há anos. Começa a busca de redenção do protagonista que, em busca da filha, ira enfrentar uma gangue de bandidos mexicanos. Baseado no romance de Peter Craig, o longa tem direção do francês Jean-François Richet (“Inimigo Público nº 1”).

THE AFFAIR – 1ª TEMPORADA

Premiada com o Globo de Ouro de melhor série e atriz dramática (Ruth Wilson), a produção surpreende com um roteiro inteligente, narrado por dois pontos de vista — primeiro pelo marido, e depois por sua amante. Na trama, um professor de Nova York (Dominic West) sai de férias com a esposa (Maura Tierney ) e os filhos para Long Island. Lá, ele se envolve com uma garçonete (Wilson), mas nada é o que parece ser em “The Affair”, pois cada um conta A SUA verdade.

SALA VERDE

Filme sensação entre o público do Festival de Toronto em 2015, este violento thriller de baixo orçamento marca uma das últimas aparições de Anton Yelchin (1989–2016) na telona, antes de sua trágica morte, aos 27 anos. O jovem ator de “Star Trek” interpreta Pat, líder de uma banda de punk rock que entra numa fria após apresentação em um boteco tomado por neonazistas. Os músicos presenciam um crime no camarim e tornam-se alvos do público.

O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (2016)

Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP e premiado no Festival de Sundance, este drama histórico de ressonância contemporânea foi escrito, dirigido e estrelado por Nate Parker. Ele conta a história de Nat Turner, um escravo letrado e também pregador que liderou uma rebelião que se tornou um dos mais influentes atos de resistência contra a escravidão nos EUA. Nos extras, “Ergam-se: o legado de Nat Turner” e comentários do diretor.

ROBIN E MARIAN

Mais de uma década depois de se enfrentarem no clássico “Moscou Contra 007”, Sean Connery e Robert Shaw interpretam, respectivamente, Robin Hood e o cruel Xerife de Nottingham (Robert Shaw) nesta versão mais madura do famoso arqueiro. Vinte anos depois de sua luta épica contra o Príncipe John, Robin retorna das Cruzadas para reencontrar sua amada Marian (Audrey Hepburn). A direção é de Richard Lester (“Os Reis do Ié-Ié-Ié“).

A CONEXÃO FRANCESA

O cinema francês tem uma longa tradição de filmes policiais, de Jean-Pierre Melville a produções como “Inimigo Público nº 1” (estrelado por Vincent Cassel). O mais recente exemplar no gênero é “A Conexão Francesa“, com Jean Dujardin no papel de Pierre Michel, juiz determinado a desbaratar uma articulada quadrilha de traficantes de heroína que domina Marselha — e o tráfico para os Estados Unidos — na década de 1970.

OS CAVALEIROS BRANCOS

Dirigida e coescrita por Joachim Lafosse (“A Economia do Amor”), esta coprodução entre França e Bélgica é baseada na história real de uma ONG que teve suas ações na África questionadas. Vincent Lindon (de “O Valor de um Homem“) vive Jacques Arnault, presidente de uma ONG que auxilia crianças em dificuldade. Seu plano é resgatar 300 órfãos, vítimas da guerra civil em um país africano. Mas na hora de executar o plano, nada é como o previsto.

BELOS SONHOS

O grande cineasta italiano Marco Bellocchio (“Vincere”) esteve na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP, em outubro passado, para divulgar este sensível relato de um homem atormentado desde a infância pela morte prematura da mãe. Baseado na autobiografia homônima de Massimo Gramellini, o filme alterna de forma poética o passado e o presente do jornalista, interpretado no filme por Valerio Mastandrea (de “A Primeira Coisa Bela”).

SIERANEVADA

Pré-selecionado pela Romênia para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro, este é o mais recente trabalho do cineasta Cristi Puiu, vencedor da Palma de Ouro por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” em 2007. Em “Sieranevada“, uma família se prepara para a cerimônia que marca os 40 dias da morte do patriarca, Emil. Enquanto aguardam a chegada de um padre da Igreja Ortodoxa, familiares de diferentes gerações discutem de banalidades a conflitos da sociedade atual.

BOYS

Realizado originalmente para a TV holandesa, o filme trata com sensibilidade do despertar da homossexualidade na adolescência. Sieger é um atleta de 15 anos de idade, em fase de treinamento para uma competição de revezamento. Sua rotina é alterada com a chegada de um novo membro da equipe, Marc. Os dois descobrem interesses em comum e se tornam amigos próximos, até perceberem que possuem sentimentos um pelo outro.

“OS BANDIDOS DO TEMPO”, UMA DIVERTIDA FANTASIA DIRIGIDA POR TERRY GILLIAM, DO MONTY PYTHON

OP-166 - Os Bandidos do Tempo

Já disponível

OS BANDIDOS DO TEMPO

Depois de dirigir “Monty Python em Busca do Cálice Sagrado” ao lado de Terry Jones – um de seus ex-parceiros do grupo inglês Monty Python -, Terry Gilliam estreou como diretor com “Jabberwocky – Um Herói por Acaso” em 1977. Quatro anos depois, realizou seu segundo longa, “Os Bandidos do Tempo“, fantasia satírica que já dava provas da criatividade e da faceta lúdica do criador de “Brazil, o Filme”, “O Pescador de Ilusões” e “Medo e Delírio“.

Na companhia de anões caçadores de tesouros, um garoto parte em uma aventura surreal: dotados de um mapa que pertence ao Ser Supremo, eles viajam pelo tempo, encontrando pelo caminho figuras históricas como Robin Hood (John Cleese), Napoleão (Ian Holm) e o Rei Agamenon (Sean Connery).

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Com direção de arte sofisticada e bom elenco, o filme é mais um triunfo da imaginação de Gilliam, combinando com maestria fantasia, humor tipicamente britânico e referências literárias.

CURIOSIDADES:

* Um dos maiores sucessos de 1981 nos EUA e Canadá, o filme foi coproduzido pelo ex-Beatle George Harrison, antigo fã do Monty Python.

* Dois ex-membros do grupo de humor inglês participam do elenco: John Cleese e Michael Palin, que também escreveu o roteiro ao lado de Gilliam.

* O diretor usou muitas tomadas em contra-plongée, ou seja, com a câmera baixa, filmando cenas de baixo para cima a fim de acentuar o ponto de vista dos anões e do protagonista mirim.

EXTRAS:

* Entrevista com Gilliam e o estudioso de cinema Peter von Bagh (79 min.)
* Depoimentos do escritor David Morgan, da desenhista de produção Milly Burns e do figurinista James Acheson (23 min.)
* Trailer Original (3 min.)

imageDO MESMO DIRETOR NA 2001:

Monty Python – O Sentido da Vida (1983)
Os 12 Macacos (1995)
Medo e Delírio (1998)
Os Irmãos Grimm (2005)

DICAS PARA O FIM DE SEMANA: 50 ANOS DE BOND. JAMES BOND.

O INCOMPARÁVEL AGENTE DE SUA MAJESTADE 

Não há agente secreto mais famoso (e admirado) que Bond. James Bond…

Muitos atores personificaram 007 e cada um deles trouxe seu charme para personificar o herói idealizado por diferentes gerações de homens que veem nele suas maiores fantasias realizadas.

Muito provavelmente, o escritor britânico Ian Fleming (1908-1964) jamais imaginou que sua criação tomaria tamanha proporção e que a data de hoje tornaria-se o Dia Mundial de James Bond.

 

Há exatos 50 anos, estreava a primeira aventura do célebre espião com licença para matar no cinema, 007 Contra o Satânico Dr. No, com Sean Connery incorporando o célebre personagem – e a frase clássica “Meu nome é Bond, James Bond”.

Ursula Andress e Sean Connery, a primeira bond girl e James Bond do cinema, respectivamente, em 007 Contra o Satânico Dr. No (1962)

O filme inaugurava a bem-sucedida franquia cinematográfica formada por 23 filmes oficiais, incluindo a nova aventura – Operação Skyfall, prevista para estrear em 26 de outubro no Brasil.

 

Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Pierce Brosnan, Timothy Dalton e Daniel Craig já estiveram na pele do elegante e perspicaz agente do serviço secreto britânico em filmes que marcaram época também pela música-tema. Paul McCartney (Live and Let Die), Carly Simon (Nobody Does It Better) e Sheena Easton (For Your Eyes Only) são alguns dos artistas que já contribuíram com canções para a cinessérie.

 

A música-tema do novo filme de 007 ficou a cargo da cantora Adele:

 

Sempre em locações de tirar o fôlego e rodeado de belas mulheres (as famosas “bond girls”), James Bond tem personificado a fleuma britânica. E a luta do “bem contra o mal” em emocionantes embates contra desde o “inimigo vermelho”, no auge da Guerra Fria, terroristas e até mesmo os políticos e empresários corruptos que canibalizam o sistema financeiro moderno.

Milena Motta
Gerente da 2001 Vídeo Sumaré
Av. Sumaré, 1744, Perdizes – São Paulo – SP

SEAN CONNERY (1962-1967, 1971)

007 Contra o Satânico Dr. No (1962)
Moscou contra 007 (1963)
007 Contra Goldfinger (1964)
007 Contra a Chantagem Atômica (1965)
Com 007 Só se Vive Duas Vezes (1967)
007 Os Diamantes São Eternos (1971)
007 – Nunca Mais Outra Vez (1983)

Foi difícil para o ator escocês, nascido em 25/8/1930, se desvencilhar da imagem de 007, já que foi o primeiro ator a personifica-lo no cinema. Com seu físico altivo, Connery foi Mr. Universo e modelo antes de interpretar pequenos papéis na TV. Não tinha nenhum papel de destaque até ser contratado pelos produtores Harry Saltzman e Albert Broccoli, que acreditaram nele para incorporar o agente mais famoso do cinema. O sucesso foi tão grande que o ator estrelaria mais 4 filmes até 1967. Nesse período, o escocês de voz imponente tentou variar de tipo, trabalhando com Alfred Hitchcock em Marnie, e na comédia Sublime Loucura, até ser chamado para encarnar novamente James Bond após o fracasso do australiano George Lazenby em 007 a Serviço Secreto de Sua Majestade (1969). 007 – Os Diamantes São Eternos (1971) seria seu último filme oficial no papel, que ele retomaria no esquecido (e produzido fora da cinessérie) Nunca Mais Outra Vez, 12 anos depois. O título original deste – Never Say Never Again – era uma brincadeira com o próprio ator, que na época de Diamantes São Eternos jurou à mulher nunca mais interpretar o personagem. No início da década de 1980, ele quebrou a promessa, graças a uma proposta de salário irrecusável.

GEORGE LAZENBY (1969)

Nascido em 5 de setembro de 1939, o ator australiano interpretou o agente secreto uma única vez, em 007 a Serviço Secreto de Sua Majestade (1969). Embora esquecido pelo grande público, é, segundo alguns críticos, o ator cuja personificação mais se aproxima com a do personagem nos livros de Ian Fleming

007 a Serviço Secreto de Sua Majestade (1969)

ROGER MOORE (1973-1985)


Com 007 Viva e Deixe Morrer (1973)
007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro (1974)
007 O Espião que me Amava (1977)
007 Contra o Foguete da Morte (1979)
007 Somente para seus Olhos (1981)
007 Contra Octopussy (1983)
007 Na Mira dos Assassinos (1985)

O sucesso do seriado de TV O Santo (1963-1968) deu a Moore a chance (e responsabilidade) de suceder Sean Connery no papel do cobiçado agente secreto. Ator que mais vezes interpretou 007 no cinema, o londrino nascido em 1927 foi aos poucos imprimindo sua marca – o humor fino e irônico – ao personagem. O próprio Moore não se levava a sério, e assim explicava seu sucesso: “Noventa e nove por cento de sorte e um por cento de talento”, brincava. Teve poucas chances no cinema, mas tornou-se o mais divertido – e, segundo o público feminino, atraente – intérprete do agente em sua história. Prestes a completar 85 anos, é um dos mais queridos embaixadores da UNICEF e já declarou sua admiração pelo trabalho de Daniel Craig, o atual 007.

007 – Viva e Deixe Morrer
(Live and Let Die, ING, 1973, Cor, 121′)
Direção: Guy Hamilton
Elenco: Roger Moore, Jane Seymour, Bernard Lee, Yaphet Kotto

Em 007 – Viva e Deixe Morrer, de 1973, o ator britânico estreou em trama exótica ambientada nos EUA, onde enfrenta as forças da magia negra e um poderoso chefão das drogas (Yaphet Kotto).

Seja pelas ruas de Nova York ou na Louisiana, 007 precisa dar cabo de um plano diabólico para conquistar o mundo. Ao som da eletrizante canção-tema (indicada ao Oscar) de Paul McCartney, Live and Let Die.

Sugestão de
Milena Motta

 

TIMOTHY DALTON (1987-1989)

007 Marcado para a Morte (1987)
007 Permissão para Matar (1989)

 

 

 

 

 

 

PIERCE BROSNAN (1995-2002)

007 Contra GoldenEye (1995)
007 O Amanhã Nunca Morre (1997)
007 O Mundo Não É o Bastante (1999)
007 Um Novo Dia para Morrer (2002)

 

 

 

 

 

 

DANIEL CRAIG (2006-2012)

007 Cassino Royale (2006)
007 Quantum of Solace (2008)
007 – Operação Skyfall (2012)

Daniel Craig nasceu em Chester (Inglaterra), em 2 de março de 1968. Aos seis anos, começou a fazer peças de teatro na escola, encorajado pela mãe, professora de artes. Na adolescência, mudou-se para Londres e entrou para a companhia Teatro Nacional da Juventude (NYT). Craig fez carreira nos palcos ingleses e depois na TV antes de estrear no cinema com O Poder de um Jovem (1992). O destaque veio com personagens secundários em filmes de alcance global como Lara Croft – Tomb Raider e Estrada para Perdição. Hoje, aos 44 anos, está difícil para Craig manter seu comportamento reservado. O garoto do interior da Inglaterra, que serviu mesas no início da carreira de ator, conseguiu um dos papéis mais cobiçados do cinema.

Daniel Craig em Cassino Royale

Loiro, muito forte e, para alguns, muito feio, o ator inglês teve que contornar muitas críticas, mesmo após vencer concorrentes de respeito como Clive Owen, e provou seu valor. Conseguiu modernizar a imagem do personagem e ainda ganhar a benção de Sean Connery e Roger Moore – para quem o 007 atual “é mais duro, mais forte e se parece mais com um espião”.

 

 

 

 

Cassino Royale
(Casino Royale, ING/EUA/ALE, 2006, Cor, 144′)
Direção: Martin Campbell
Elenco: Daniel Craig, Eva Green, Judi Dench, Mads Mikkelsen, Jeffrey Wright

Em entrevistas na imprensa em 2004, Quentin Tarantino afirmou estar em conversas com Pierce Brosnan para recomeçar a franquia James Bond com uma nova versão de Cassino Royale, que fosse um filme mais barato e com menos explosões. Tempos depois, Tarantino estava furioso. Os produtores pegaram sua ideia – a de recomeçar a franquia usando o romance de Ian Fleming – e, como ele mesmo disse, nem o chamaram para tomar um café, muito menos dirigir o filme. Apesar da ideia de ter Tarantino comandando um exemplar da franquia seja um sonho para os amantes do cinema, não se pode negar que o Cassino Royale de 2006, com Daniel Craig, é um belo recomeço e um dos melhores da série, com realismo claramente influenciado pela franquia Bourne.

Em Cassino Royale, Bond ainda não é o Bond que conhecemos desde 1962, quando Sean Connery iniciou a franquia, tanto que vamos ouvir a tão famosa música-tema apenas nos momentos finais.

Antes do lançamento, Daniel Craig não recebeu apoio da crítica – nem dos fãs, que o achavam inadequado para tão icônico papel -, mas reverteu isso com uma performance visceral que só recebeu elogios. E deixou de boca fechada aqueles que o criticaram. Agora, só resta esperar por 007 – Operação Skyfall.

 

Sugestão de
Rene Hendrick
Colaborador da 2001 Vídeo Moema
Av. Jurema, 262, Moema – São Paulo – SP