Televisão

CONHEÇA OS VENCEDORES DO EMMY, O “OSCAR DA TV”

AS PRODUÇÕES “THE HANDMAID’S TALE”, AINDA INÉDITA NO BRASIL, E “BIG LITTLE LIES” FORAM AS GRANDES VENCEDORAS DO PRÊMIO, CONSIDERADO O MAIS IMPORTANTE DA TELEVISÃO AMERICANA. 

A 69ª cerimônia do Emmy foi realizada na noite de domingo (17), em Los Angeles, e, em meio a discursos políticos inflamados, celebrou a diversidade e a força das personagens femininas na chamada “era de ouro” da televisão.

Baseada no livro “O Conto da Aia”, da escritora canadense Margaret Atwood, a distopia feminista “The Handmaid’s Tale” concorria a 13 Emmys e levou 6 troféus das categorias principais: melhor série dramática, atriz dramática (Elisabeth Moss), direção (Reed Morano), roteiro (Bruce Miller), atriz coadjuvante (Ann Dowd) e atriz convidada em série drasmática (Alexis Bledel, de “Gilmore Girls”).

Uma das séries mais impactantes dos últimos anos, THE HANDMAID”S TALE foi a grande surpresa da premiação. A história de um regime totalitário não muito distante dos tempos atuais – de intolerância religiosa e conservadorismo crescentes – que oprime de maneira aterrorizante e brutal, sobretudo, as mulheres.

Entre as produções de menor duração (minissérie ou telefilme), “Big Little Lies” – que sai em DVD na 2001 no final deste mês – brilhou com cinco prêmios: melhor minissérie, melhor atriz (Nicole Kidman), atriz coadjuvante (Laura Dern), ator coadjuvante (Alexander Skarsgard) e direção (Jean-Marc Vallée) em minissérie.

A ousada mistura de ficção-científica e faroeste “Westworld” ficou relegada a prêmios técnicos, assim como a elogiada minissérie “Feud”, sobre a rivalidade entre Bette Davis e Joan Crawford durante as filmagens do clássico “O Que Aconteceu com Baby Jane?“.

O aclamado drama criminal “The Night of” (disponível completa em DVD na 2001) rendeu o prêmio de melhor ator para o jovem Riz Ahmed, derrotando pesos-pesados como Robert De Niro (“The Wizard of Lies”) e Ewan McGregor (pela terceira temporada de “Fargo”).

Criada pelos roteiristas Richard Price (“A Cor do Dinheiro”, “The Wire”) e Steven Zaillian (vencedor do Oscar por “A Lista de Schindler”), a minissérie “THE NIGHT OF” esmiuça, com precisão cirúrgica e atenção aos detalhes, a descida ao inferno de um jovem através do sistema judicial norte-americano. No caso, Naz (Riz Ahmed), filho de uma família paquistanesa que é acusado de matar uma jovem em Nova York.

Lembrando que “Game of Thrones“, maior vencedor da história da premiação, não concorreu nesta edição do Emmy por não ter estreado a atual temporada a tempo do período de apuração.

Confira a seguir os ganhadores nas principais categorias – a lista completa, com os prêmios técnicos, encontra-se no site oficial do Emmy.

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA
“The Handmaid’s Tale”

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
Veep

MELHOR TELEFILME
“Black Mirror”: Episódio “San Junipero”

MELHOR MINISSÉRIE
Big Little Lies

No centro do palco, Nicole Kidman e Reese Witherspoon, produtoras executivas e protagonistas de BIG LITTLE LIES. Adaptada do best seller homônimo de Liane Moriarty, a minissérie acompanha três mulheres que se envolvem em uma trama de assassinato, rivalidade e violência doméstica, na aparente perfeita comunidade de Monterey, na Califórnia. Shailene Woodley, Alexander Skarsgård, Laura Dern e Adam Scott completam o elenco, e a direção é do canadense Jean-Marc Vallée (de “Clube de Compras Dallas”).

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Sterling K. Brown (“This Is Us“)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Donald Glover (“Atlanta”)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Julia Louis-Dreyfus (“Veep“)

No papel de um jovem acusado de assassinato, Riz Ahmed enfrenta preconceito racial e injustiça em THE NIGHT OF, minissérie que disseca com frieza o sistema criminal americano

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Riz Ahmed (“The Night Of”)

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Nicole Kidman (“Big Little Lies“)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
John Lithgow (“The Crown”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Alec Baldwin (“Saturday Night Live”)

Impagável imitando o presidente eleito Donald Trump, Alec Baldwin foi premiado por suas participações no programa humorístico SATURDAY NIGHT LIVE

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Alexander Skarsgard (“Big Little Lies“)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Kate McKinnon (“Saturday Night Live”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Laura Dern (“Big Little Lies“)

No papel de uma advogada implacável, Laura Dern levou o prêmio de coadjuvante por BIG LITTLE LIES – em pré-venda na 2001 -, derrotando sua colega de elenco Shailene Woodley

MELHOR ATOR CONVIDADO EM SÉRIE DRAMÁTICA
Gerald McRaney (“This Is Us“)

MELHOR ATRIZ CONVIDADA EM SÉRIE DRAMÁTICA
Alexis Bledel (“The Handmaid’s Tale”)

MELHOR ATOR CONVIDADO EM SÉRIE DE COMÉDIA
Dave Chappelle (“Saturday Night Live”)

MELHOR ATRIZ CONVIDADA EM SÉRIE DE COMÉDIA
Melissa McCarthy (“Saturday Night Live”)

RECÉM-LANÇADO NA 2001, O LIVRO “DE BELLO MEDIA” INVESTIGA AS CONTURBADAS RELAÇÕES ENTRE O CINEMA E A TELEVISÃO

"A convergência dos conteúdos da televisão e do cinema para a internet é um fenômeno natural, assim como ocorreu com o cinema e o rádio na década de 1920. O que estamos vivendo, portanto, é uma nova convergência." Paulo Schettino

“A convergência dos conteúdos da televisão e do cinema para a internet é um fenômeno natural, assim como ocorreu com o cinema e o rádio na década de 1920. O que estamos vivendo, portanto, é uma nova convergência.”
Paulo Schettino

DISPONÍVEL PARA VENDA NAS LOJAS E NO SITE DA 2001, O LIVRO “DE BELLO MEDIA” É PIONEIRO AO TRATAR DAS QUESTÕES RELATIVAS ÀS RELAÇÕES ENTRE CINEMA E TELEVISÃO NO BRASIL.

A construção do texto de “Bello Media – Novo Cinema Brasileiro“, de Paulo B. C. Schettino, utiliza os dados levantados pelo autor enquanto desenvolvia polêmica e pioneira pesquisa acadêmica junto a ECA-USP/SP com vistas à obtenção do título de Doutor em Ciências da Comunicação.

A longa relação conflituosa entre os dois meios de comunicação principais do século XX: o Cinema e a Televisão. A guerra que se declara e torna-se realidade entre o Cinema e a Televisão irrompe com força total e avassaladora após o final da segunda grande guerra mundial do século XX, em todos os países pesquisados, inclusive o Brasil, e faz pensar na revolta do continente contra o conteúdo; e, quanto à TV, vista como desenvolvimento tecnológico de um meio de comunicação à distância, parece ter adquirido a consciência de haver se cansado de ser um mero transportador de conteúdo, abandona o seu fornecedor (o Cinema) e passa a produzir, ela mesma, as suas próprias imagens.

“De Bello Media será um importante indicativo para os alunos de graduação e pós-graduação. Uma nação como a nossa, ‘gigante pela própria natureza’, ainda não se vê e não se compreende pelo Cinema. Para entender os conflitos, a natureza da arte aqui produzida, as influências, os altos e baixos da nossa indústria cinematográfica, traz o livro do professor Schettino a proposta do Novo Cinema Brasileiro, do fatídico, do mítico ao revelador, a procurar nos dizer para além das telas, publicidade, modismos, tentativas, que de certo modo o Brasil tem um Cinema!”
Maria Érica de Oliveira Lima  Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN

SOBRE O AUTOR:

02PAULO B. C. SCHETTINO é Cineasta, Professor e Pesquisador em Comunicação, Cultura e Cinema. Natural da cidade de Castelo, no Espírito Santo, iniciou seus estudos universitários no Rio de Janeiro, ainda na antiga Universidade do Brasil, graduando-se em Licenciatura em Física e Físico-Tecnólogo. Nos anos 1970, faz controle técnico de processamento de filmes cinematográficos nas empresas Líder-Cine Laboratórios e REX Filmes. Pós-Produção e Finalização de Filmes Cinematográficos (Efeitos Especiais e Trucagens), de filmes como “A Hora da Estrela”, de Suzana Amaral, “Kuarup”, de Ruy Guerra, “A Dança dos Bonecos”, de Helvécio Ratton, e “Brasa Adormecida” de Djalma Limongi Batista (premiado no II Rio Cine Festival).

Mestre em Cinema (Imagem e Som) e Doutor em Ciências da Comunicação, pela Universidade de São Paulo – USP, é autor dos livros “Diálogos sobre a Tecnologia do Cinema Brasileiro” e “Da Pedra ao Nada: a viagem da Imagem – escritos apolíneos sobre os media”. Autor do curta-metragem “Migrações”. Pós-Doutoramento em Cinema (Imagem e Som) na Universidade de Brasília – UnB (2011) e Professor-Visitante da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN, magistério e orientação de pesquisas acadêmicas em Cinema (2013-2014).

E, no Festival Internacional do Porto 7, foi membro do júri internacional e palestrante na homenagem prestada ao cineasta brasileiro Eduardo Coutinho (2014).