ÚLTIMAS PEÇAS: EM PROMOÇÃO, O MELHOR DO CINEMA EUROPEU CONTEMPORÂNEO

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A ESPERA

Vencedor de três prêmios no Festival de Veneza em 2015, o filme marca a estreia do italiano Piero Messina na direção de longa. Ex-assistente de Paolo Sorrentino em “A Grande Beleza”, Messina conduz um austero drama sobre o luto, com Juliette Binoche no papel de Anna, mãe que segue inconsolável após o desaparecimento do filho, Giuseppe. Seu isolamento em uma villa na Sicília é quebrado com a chegada inesperada de Jeanne (Lou de Laâge, de “Agnus Dei“), simplesmente a namorada do rapaz — e cuja existência desconhecia.

NINGUÉM DESEJA A NOITE

Inspirado na história real da americana Josephine Peary, o filme tem direção da catalã Isabel Coixet (“Minha Vida Sem Mim”) e rendeu à versátil Binoche uma indicação ao Goya – o principal prêmio de cinema espanhol. Em 1908, Peary (Binoche) deixa a alta sociedade em Washington e viaja ao Polo Norte atrás de seu marido, o explorador Robert Beary (Gabriel Byrne). Durante sua jornada a um dos lugares mais inóspitos do planeta, ela conhece Allaka (Rinko Kikuchi, revelada em “Babel”), uma esquimó que vai influenciar profundamente sua vida.

UM INSTANTE DE AMOR

Premiada com o Oscar por “Piaf” (também em promoção na 2001), a estrela francesa Marion Cotillard se desnuda em mais um papel denso, o de uma mulher fora dos padrões de sua época. Na década de 1950, Gabrielle vive num vilarejo francês e é obrigada pela família a aceitar um casamento de conveniência. Sofrendo de dores terríveis,  acaba internada em uma estação de águas, onde conhece um tenente em estado terminal – papel de Louis Garrel. Baseado no livro de Milena Agus, o filme tem direção de Nicole Garcia (“Um Belo Domingo”).

A VIDA DE UMA MULHER

Inspirado no livro “Uma Vida”, de Guy de Maupassant (1850-1893), o longa de Stéphane Brizé (diretor de “O Valor de um Homem“) se passa no século 19 e acompanha mais de três décadas na trajetória de Jeanne (Judith Chemla). Cheia de sonhos, a jovem volta para casa após terminar seus estudos e segue o plano dos pais, casando-se com um visconde local. Mas a realidade dessa união vai desfazendo, pouco a pouco, as ilusões de Jeanne. Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês em 2017, o filme concorreu ao prêmio César de melhor atriz e figurino.

MA MA

Penélope Cruz concorreu ao Goya, o maior prêmio de cinema da Espanha, pelo papel de uma mulher com câncer de mama que descobre estar grávida em “Ma Ma“. De maneira emocionante, ela enfrenta essa difícil situação ao lado do filho e de um novo companheiro, Arturo (Luis Tosar, “Cela 211”). Exibido no Festival do Rio em 2016, o filme tem direção e roteiro de Julio Medem, mais conhecido pelos cinéfilos por “Os Amantes do Círculo Polar” (1998) e “Lúcia e o Sexo” (2001).

DOIS AMIGOS

Ao lado de Christophe Honoré — cineasta que já o dirigiu em “Em Paris” (2006), “Canções de Amor” (2007) e “A Bela Junie” (2008) -, Louis Garrel escreveu o roteiro deste delicado triângulo amoroso entre amigos. A iraniana Golshifteh Farahani, de À Procura de Elly”, dá vida à Mona, uma vendedora de sanduíche que conhece Clément (Vincent Macaigne, de “Eden”), um tímido ator que trabalha como extra. Perdidamente apaixonado por ela, Clément pede ajuda a seu melhor amigo , o sedutor Abel (Garrel, também diretor do filme).

O MELHOR PROFESSOR DA MINHA VIDA

Com uma agenda positiva em prol da Educação e dilemas pertinentes a qualquer profissional da área, este longa francês trata com humor e sensibilidade dos desafios enfrentados por François Foucault (Denis Podalydès, de “Monsieur & Madame Adelman“), professor quarentão de uma escola particular em Paris que acaba sendo transferido para o ensino público.

A CONEXÃO FRANCESA

O cinema francês tem uma longa tradição de filmes policiais, de Jean-Pierre Melville a produções como “Inimigo Público nº 1” (estrelado por Vincent Cassel). O mais recente exemplar no gênero é “A Conexão Francesa“, com Jean Dujardin no papel de Pierre Michel, juiz determinado a desbaratar uma articulada quadrilha de traficantes de heroína que domina Marselha — e o tráfico para os Estados Unidos — na década de 1970.

OS CAVALEIROS BRANCOS

Dirigida e coescrita por Joachim Lafosse (“A Economia do Amor”), esta coprodução entre França e Bélgica é baseada na história real de uma ONG que teve suas ações na África questionadas. Vincent Lindon (de “O Valor de um Homem”) vive Jacques Arnault, presidente de uma ONG que auxilia crianças em dificuldade. Seu plano é resgatar 300 órfãos, vítimas da guerra civil em um país africano. Mas na hora de executar o plano, nada é como o previsto.

O GRANDE KILAPY

Coprodução entre Brasil, Portugal e Angola. Na trama, Lázaro Ramos interpreta João Fraga, um mulherengo boa vida que se torna uma lenda ao entrar para o mundo do crime. Ambientado em meados da década de 70, o filme tem como pano de fundo a degradação do regime colonial de Angola, sob domínio português até 1975. A esfera política se inscreve discretamente na vida do protagonista, em meio a aventuras sexuais e pequenos golpes.

BELOS SONHOS

O grande cineasta italiano Marco Bellocchio (“Vincere”) esteve na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP, em 2016, para divulgar este sensível relato de um homem atormentado desde a infância pela morte prematura da mãe. Baseado na autobiografia homônima de Massimo Gramellini, o filme alterna de forma poética o passado e o presente do jornalista, interpretado no filme por Valerio Mastandrea (de “A Primeira Coisa Bela”).

AS CONFISSÕES

Depois de “Viva a Liberdade” (2013), o cineasta italiano Roberto Andò volta a tratar dos bastidores da política – e a trabalhar com Toni Servillo, de “A Grande Beleza”. O ator interpreta Roberto Salus, monge convidado para participar de uma reunião do G-8 sobre a economia europeia. Uma confissão do presidente do Banco Mundial (papel de Daniel Auteuil) dá início ao clima de mistério do longa, que ainda traz Moritz Bleibtreu, Lambert Wilson e Marie-Josée Croze no elenco.

SIERANEVADA

Pré-selecionado pela Romênia para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro, este é o mais recente trabalho do cineasta Cristi Puiu, vencedor da Palma de Ouro por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” em 2007. Em “Sieranevada“, uma família se prepara para a cerimônia que marca os 40 dias da morte do patriarca, Emil. Enquanto aguardam a chegada de um padre da Igreja Ortodoxa, familiares de diferentes gerações discutem de banalidades a conflitos da sociedade atual.

O GRANDE DIA

Diretor do premiado documentário “No Caminho Para a Escola” (2013), Pascal Plisson volta a registar a realidade de jovens de diferentes lugares do mundo. Em foco desta vez, a rotina de meninos e meninas que tentam superar suas situações socioeconômicas em busca de uma vida melhor – em Cuba, Índia, Mongólia e Uganda. Cada um vivencia um dia único, e um momento que pode definir seu futuro profissional.

O PECADO DE HADEWIJCH

Dirigido por Bruno Dumont (“A Humanidade”), o filme expõe a linha tênue entre martírio, crença e fanatismo religioso a partir da fé inabalável da protagonista Céline – ou Hadewijch, nome emprestado da poeta e mística do século XIII. Humilde, delicada e aparentemente bem esclarecida, Hadewijch entrega-se de corpo e alma para Deus, mas sua busca pela graça divina a aproxima de um jovem fundamentalista islâmico, com trágicas consequências.

O MUNDO FORA DO LUGAR

Ex-atriz de Rainer Werner Fassbinder e diretora de dramas históricos importantes como “Rosa Luxemburgo” e “Hannah Arendt”, a alemã Margarethe von Trotta retoma a parceria com Barbara Sukowa em mais uma história centrada em mulheres fortes. Na trama, o viúvo Paul (Matthias Habich) descobre, por acaso, uma fotografia da cantora de ópera americana Caterina Fabiani (Sukowa), que é fisicamente idêntica a sua mulher morta. Assim, ele e sua filha deixam a Alemanha com destino à Nova York, a fim de encontrar Caterina e entender esse mistério.

MARGUERITE

Marguerite” traz Catherine Frot no papel-título, uma ricaça desafinada que sonha em virar cantora de ópera, na Paris dos anos 1920. Versão mais livre e lúdica da história de Florence, o longa francês demonstra compaixão por sua biografada, sem nunca cair na caricatura. Graças, sobretudo, à interpretação inspirada de Catherine Frot, premiada com o César de melhor atriz. Livremente inspirado na vida da socialite americana Florence Foster Jenkins (1868-1944).

A JOVEM RAINHA

Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de SP, este drama de época dirigido pelo finlandês Mika Kaurismaki (“O Ciúme Mora ao Lado”) envereda tanto nos bastidores do poder, na Suécia do século 17, como também na sexualidade da personagem-título. À frente de seu tempo, a Rainha Cristina (Malin Buska) luta para modernizar seu país e acabar com a sangrenta Guerra dos Trinta Anos, ao mesmo tempo em que tenta entender o amor que sente por sua dama de companhia, a condessa Ebba Sparre (Sarah Gadon, de “Cosmópolis”).

A ODISSEIA DE ALICE

Um mergulho na alma (e desejo) de uma jovem de 30 anos, Alice (Ariane Labed, de “The Lobster”), única mulher a bordo de um velho navio de carga. Engenheira naval, ela sente falta do namorado norueguês, mas logo reencontra um antigo amor, justamente o comandante do cargueiro, Gael (Melvil Poupaud, “Laurence Anyways”). Isolada na embarcação, Alice experimenta diferentes sensações, em uma jornada não apenas geográfica, mas erótica.

UM BRINDE À VIDA

Inspirado na vida da mãe de seu diretor-roteirista, Jean-Jacques Zilbermann, o filme dramatiza experiências dela e de outras duas amigas – todas sobreviventes de Auschwitz. Nos anos 1960, Hélène (Julie Depardieu, filha de Gérard), Rose (Suzanne Clément, de “Mommy”) e Lili (Johanna ter Steege) – que não se viam desde a II Guerra -, se reencontram numa praia do Norte da França.

UM DOCE REFÚGIO

Escrita, dirigida e estrelada por Bruno Podalydès (de “Adeus Berthe“), esta comédia dramática indicada ao César foi um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês em 2016. Podalydès interpreta Michel, artista gráfico fascinado pela ideia de um dia pilotar um avião. Quando descobre que a engenharia de um caiaque é muito parecida com a de uma aeronave, ele compra um e parte numa jornada em busca de um novo estilo de vida.

MEU REI

Inspirado em experiências pessoais, o filme de Maïwenn (de “Polissia“) valeu a Emmanuelle Bercot o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Neste recorte da vida íntima de uma mulher, Bercot interpreta Marie Antoinette, que amarga um relacionamento infeliz com o sedutor Georgio Milevski (Vincent Cassel), com quem se envolve. Quando acredita finalmente ter encontrado a felicidade, ela se depara com um homem violento e possessivo.

MARGUERITE E JULIEN – UM AMOR PROIBIDO

Novo filme da atriz e cineasta francesa Valérie Donzelli, que ganhou inúmeros prêmios com “A Guerra Está Declarada“, em 2011. Na trama, Marguerite (Anaïs Demoustier, de “Uma Nova Amiga”) e Julien de Ravalet (Jérémie Elkaïm, “Polissia“) são irmãos, filhos do Senhor de Tourlainville. Muito próximos desde a infância, os dois nobres se apaixonam, mas a sociedade a seu redor não aceita essa relação, fazendo de tudo para afastá-los um do outro.

ROMANCE À FRANCESA

Nem só de dramas difíceis vive o cinema francês, mas também de comédias leves como esta, mais uma ciranda amorosa escrita e dirigida por Emmanuel Mouret (de “A Arte de Amar”). Nela, um professor tímido (o próprio Mouret) realiza o sonho de namorar uma famosa atriz, Alicia (Virginie Efira), mas encontra Caprice (Anaïs Demoustier), uma jovem extrovertida que deseja sair com ele – sem se importar em ser sua amante.

ANOS FELIZES

Diretor de “Meu Irmão É Filho Único”, o italiano Daniele Luchetti compõe mais uma sensível crônica familiar. Ambientado na Roma de 1974, o drama apresenta Guido (Kim Rossi Stuart, de “As Chaves de Casa”), um artista que se vê aprisionado pelas convenções de uma família burguesa. Bem recebido pela crítica, o filme segue a tradição do cinema italiano, transbordando afetividade em meio aos problemas de um núcleo familiar.

UM VERÃO ESCALDANTE

O romantismo trágico e o vazio existencial dos personagens do cineasta e roteirista Philippe Garrel estão de volta em mais uma parceria com seu filho Louis. Desta vez, o ator vive um jovem pintor sufocado pela projeção da esposa, uma famosa atriz italiana interpretada pela musa Monica Bellucci. Para retratar esse casal em crise, a trama combina fatos da vida pessoal do diretor e a persona de seus atores para compor um retrato do tédio e das complicações advindos da fama.

ASTRÁGALO

Com referências ao cinema noir e à Nouvelle Vague, o filme da diretora francesa Brigitte Sy (“Amantes Constantes”), em preto e branco, é um recorte da autobiografia da escritora franco-argelina Albertine Sarrazin (1937-1967) que, em seu livro homônimo de 1965, descreve seu cotidiano na marginalidade. Em 1957, aos 19 anos, Albertine (Leïla Bekhti) foge da prisão e conhece Julien (Reda Kateb), por quem se apaixona.

EU, ANNA

Indicada ao Oscar por “45 Anos” (também em promoção na 2001), Charlotte Rampling (“O Porteiro da Noite“) brilha no papel-título, uma senhora solitária que pode ou não estar envolvida em um assassinato. Adaptado do romance de Elsa Lewin, já publicado no Brasil, “Eu, Ana” mantém o mistério por meio de uma série de flashbacks, e traz no elenco Gabriel Byrne (“Em Terapia”) no papel de um investigador interessado em Anna.

KIRIKU – OS HOMENS E AS MULHERES

Indicado ao prêmio César de melhor animação, o filme encerra a trilogia de Michel Ocelot iniciada com “Kiriku e a Feiticeira” em 1998. Desta vez, são narrados cinco contos em que o pequeno Kiriku é chamado para salvar sua aldeia de perigos sobrenaturais e humanos. Narrado pelo seu avô, o desenho entrelaça uma coleção de fábulas misturando narrativa tradicional e mitologia.

KIKI – OS SEGREDOS DO DESEJO

Adaptação livre do filme australiano “A Pequena Morte” (2014), esta comédia espanhola surpreende ao mostrar a dinâmica de cinco casais às voltas com seus fetiches sexuais, em uma Madri multi-cultural. Sem condenar os personagens, o longa dirigido e estrelado por Paco León extrai seu humor de situações insólitas.

E S T O Q U E S   L I M I T A D O S !

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